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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

[ANGRA DO HEROÍSMO] CONFERÊNCIA/DEBATE – “DIÁLOGOS: A IGREJA E A MAÇONARIA AO SERVIÇO DA SOCIEDADE” | EXPOSIÇÃO DE EX-LIBRIS MAÇÓNICOS



CONFERÊNCIA/DEBATE: Diálogos: a Igreja e a Maçonaria ao Serviço da Sociedade” | Exposição de Ex-Libris Maçónico

ORADORES: Fernando Lima (Grão-Mestre do Oriente Lusitano) | Frei Bento Domingues;

DIA: 1 de Dezembro 2018 (21,00 horas);
LOCAL: Salão Nobre dos Paços do Concelho de Angra do Heroísmo;

NOTA: A Sessão será antecedida pela inauguração da exposição “Ex-Libris Maçónicos – Coleção de Sérgio Avelar Duarte, que tem lugar no Átrio dos Paços do Concelho.

 
A não perder
 
J.M.M.

 
 

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

LEGADO DE EDMUNDO PEDRO É DOADO AO GRANDE ORIENTE LUSITANO



“No passado dia 28 de novembro, o Grande Oriente Lusitano recebeu a visita da viúva do venerado maçon Edmundo Pedro e da filha de ambos, para efetuarem uma generosa doação ao Museu Maçónico Português e à Biblioteca do GOL. O legado é constituído por paramentos dos vários graus e ofícios maçónicos de Edmundo Pedro, bem como por dezenas de livros sobre História, Política e Maçonaria, incluindo os três volumes das suas "Memórias - Um Combate pela Liberdade" e outros de sua autoria.

A cerimónia protocolar decorreu no Palácio Maçónico, tendo o Grão-Mestre Fernando Lima, Fernando Sacramento e António Ventura agradecido à Senhora D. Maria de Lurdes Pedro e a sua filha Sónia, o legado agora entregue, já que, para além do valor material e simbólico, tem um inestimável valor afetivo por ter pertencido a Edmundo Pedro, um dos grandes antifascistas que sempre lutou pela liberdade democrática.

Falecido aos 99 anos de idade, a 18 de Janeiro de 2018, Edmundo Pedro teria completado 100 anos de vida no passado dia 8 de Novembro. Há dois anos Fernando Lima, agraciou Edmundo Pedro, com a primeira medalha de ouro da Ordem Hipólito José da Costa, do GOL.

Uma justa homenagem ainda em vida, a quem conheceu quase todas as prisões do regime salazarista, incluindo o campo de concentração do Tarrafal. Ali permaneceu 10 anos, numa época em que dos 357 detidos por lá passaram, 32 morreram de doença e maus tratos. Muitos dos seus camaradas marcaram, no entanto, a formação política, cultural e profissional de Edmundo Pedro, como humanista e autodidata multifacetado.

Depois do 25 de Abril destacou-se como militante, dirigente e deputado do Partido Socialista e foi um elemento fundamental na articulação civil e militar, contra a deriva totalitária no período da revolução”. [AQUI - sublinhados nossos]

J.M.M.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

A MAÇONARIA ENTRE A FORCA E O CACETE, ENTRE O MITO E A REALIDADE (1807-1834)




AUTOR: Fernando Marques da Costa;
EDIÇÃO: Campo da Comunicação, Maio 2018, p. 612


LANÇAMENTO:

DIA: 19 de Junho 2018 (19,00 horas);
LOCAL: Grémio Lusitano (Rua do Grémio Lusitano, 25, Lisboa):
ORADOR: Fernando Lima, Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano.

ORGANIZAÇÃO: Instituto de Estudos Maçónicos

Durante o século XIX e parte do XX o essencial da história da Maçonaria portuguesa foi redigida por maçons, assente mais em 'tradições' do que em documentos e apoiada pelo memorialismo e pela historiografia liberal. Ora o século XIX caracteriza-se por uma atenção especial dada à história atribuindo-lhe uma utilidade social, política e ideológica. Essa função social é construída por uma releitura do passado como elemento identitário. A Maçonaria construiu uma memória histórica composta por uma realidade selectiva, que iludia e silenciava outras. Construiu, assim, um arquétipo historiográfico que durante muito tempo dificultou uma leitura mais serena e objectiva do que foi a sua realidade.

Talvez hoje valha a pena preferir a realidade ao mito, por muito que isso custe: os mitos são mais arrebatadores que a realidade” [da contracapa]

[ANOTAÇÃO NOSSA]: Este noviciado e estimulante livro de Fernando Marques da Costa - que decerto dará origem a curiosas e viçosas polémicas na historiografia maçónica - reúne (em sua primeira parte) um interessante e apreciado conjunto de textos e “episódios da história da Maçonaria em Portugal” (entre 1807 e 1834) que são aqui severamente desconstruídos. Tais episódios, que exerceram (e exercem) uma marca pedagógica relevante, quer na celebração e triunfo revolucionário do constitucionalismo liberal quer no ideário e memória do maçonismo (com o qual se confunde), resultam, segundo o próprio, numa desmedida ritualização de mitos evocativos, acentuando posicionamentos irredutíveis e “visões mitificadas” no panteão maçónico, produzindo, a partir dessas “leituras erradas”, vários e românticos “mitos historiográficos” liberais e maçónicos, que a muitos iluminaram e iluminam. 

[anotemos alguns dos episódios referidos: “Inquisição. Um mito a revisitar” e “O surto das Lojas Portuguesas e a preocupação com a faísca da sedição” (a condenação e perseguição à Maçonaria não seria acompanhada, no seu inicio, por um “combate doutrinário” sustentado contra ela, preocupação que só é verificável posteriormente à Revolução Francesa e a implicação daí decorrente no espaço maçónico); “A Grande Reunião de 1801” (análise das fontes historiográfica maçónicas onde se patenteia e descreve o processo de criar uma estrutura organizativa maçónica nacional, a formação do GOL); “Sousa Coutinho Maçon?”; “A estranha prisão de Hipólito José da Costa” e “A missão de Hipólito José da Costa e a criação do Grande Oriente Lusitano”; “Os motins de Campo de Ourique”, “O Conselho Conservador, a Maçonaria e os Modelos Conspirativos” e, ainda, “O Conselho Conservador, uma organização paramaçónica?”; “Gomes Freire de Andrade. O Mártir do Mito” e “Gomes Freire de Andrade e o Neotemplarismo” (reprodução de partes do anterior livro de Marques da Costa, “Gomes Freire de Andrade. O Mártir do Mito, Setembro, 2017); “A Setembrizada. Rutura e Mudança”; ”O Sinédrio e a Maçonaria. Os Labirintos da História” (importante reflexão sobre a relação entre o Sinédrio e a Maçonaria, com curiosas referências ao maçonismo de Manuel Fernandes Tomás)]

Estamos, neste construído operativo, no “grande rio da história” (Fernando Catroga) onde o constitucionalismo português e o maçonismo caminham a par com a “entificação da ideia do progresso”. Não cumpre, aqui, dar sentido a essa “exaltação paradigmática”, por muito esforçada que ela nos pareça. Seja-nos permitido dizer que não nos é relutante admitir que a maçonaria não exerceu uma acção de especial relevo a partir dos “conventículos maçónicos”, antes da constituição (1804) do Grande Oriente Lusitano (GOL), aliás conforme a autorizada reflexão de Marques da Costa. E assumir, que depois da sua constituição e expansão, o dissídio entre as maçonarias foram tão acentuadas (tenha-se em conta a restauração da Carta) que o GOL se torna ela mesma uma força conservadora, bloqueando “os ímpetos revolucionários”. Estávamos ainda longe da unidade maçónica, isto é da formação (1869) do Grande Oriente Lusitano Unido (GOLU), sob o malhete do Conde de Paraty. Saber se esse especial momento permite de imediato dar origem a novas alterações ideológicas que sejam instrumentos de novas realidades militantes (caso de 1820) e se, posteriormente, tenha conduzido a uma sociabilidade política aguerrida no combate político após a vitória (1834) sobre o despotismo miguelista, não é assunto de momento (ver, a esse propósito, além das diferentes análise de Marques da Costa, o importante texto de Fernando Catroga, “A Maçonaria e a Restauração”, Revista de História das Ideias”, vol. 7, 155-181). Apenas cumpre, em clarificação, revisitar as ruturas (sempre) existentes na corrente do liberalismo constitucional português e no campo maçónico, e disso darmos conta e apreço, para se entender o tempo, o espaço e a dimensão da (re)construção do mito e da verdade.

Merece, porém, o excelente e merecedor estudo de Marques da Costa umas breves anotações.

A primeira reside na competente exegese interrogativa acerca da "credibilidade das fontes” e “os modelos interpretativos até hoje utilizados na leitura desses episódios” (p. 355) da mitologia maçónica. Estamos, deste modo, perante a velha querela do problema da conceituação teórica e sua legitimação; estamos, ainda e para o que nos interessa por agora, perante o problema da natureza narrativa da história e do seu ordenamento, onde, nos parece, que a “caça aos factos” (na impossibilidade de aceder a muitas das fontes primárias, porque inexistentes, dada a sua destruição nos ominosos tempos do absolutismo) não poderá por em causa um certo “discurso narrativo” (Ricouer) de acontecimentos (e a sua preservação), muitos deles de natureza memorialística e alguns narrados no espaço periodista, verificando-se o competente exame crítico dessas ocorrências a partir e mediante o entrecruzamento de outras fontes de transmissão documental, para que não se transforme a “memória em mercadoria”.

Isto é, se a narrativa e a tradição maçónica pode (também) ser entendida a partir de uma série de acontecimentos construídos ao mesmo tempo que as suas narrativas – “o acontecimento ocorre no discurso” – nos termos das conjecturas dos seus actores, então na evocação do seu passado não se deve perder o “jogo da descontinuidade” e a sua “dimensão episódica” (tempo real e de acção) a pretexto de uma qualquer aparência de continuidade específica [a tal exaltação paradigmática desse “grande rio da história”], que o torna simbolicamente ininteligível aos seus leitores. Se, de facto, algumas das narrativas pessoais criadas são meras seduções políticas dos seus protagonistas ou dos seus publicistas [exemplo: a formação do GOL, a “Conspiração de 1817”, “O Sinédrio” ou a perseguição da “Inquisição” à “pedreirada”], e que fomentaram ritos de recordação, esse rumor tornado mito, não deixando de ser um curioso labirinto entre a demanda da “realidade” e a edificação de uma putativa “ficção”, então não se pode deixar de analisar a sua natureza, origem, concepção e evolução. Para se entender como o mito tem sido alimentado e florescido em crença até aos nossos dias.  

Uma segunda questão, necessariamente ligada à anterior, trata do problema da historiografia liberal e maçónica oitocentista, sem dúvida assaz complexa, em ligação com as provas preliminares da relação estabelecida entre os maçons, entre estes e as lojas e a rede de sociabilidade daí resultante. As curiosas ramificações clandestinas dessas “histórias variáveis”, a relação entre o “ser” e o “conhecer” dessa rede relacional, ou “afinidades conviviais” (p.361) não pode ser entendida fora dessa res gestae que foi o período do Triénio Liberal [e em Espanha, comparativamente; veja-se, por expl., Irene Castells, La Utopia insurrecional del Liberalismo, Barcelona, 1989] que produziu um vínculo interpessoal e político extraordinário e que foi um acontecimento ou epifania (re)fundadora da matriz identitária das maçonarias ibéricas.

De facto, o período revolucionário nos Estados Peninsulares (1820-1823) viu nascer no tronco comum da maçonaria novas formas de sociabilidade política (carbonarismo, as sociedades patrióticas, os clubes e associações paramaçónicas – ver José Manuel Martins, Os Estados Peninsulares e as Sociedades Patrióticas, Comissão Liberato, 2016), que conservando (algumas) o seu primitivo carácter iniciático rapidamente abandonaram os seus aspectos filantrópicos e confluíram para um ativismo romântico em que jogaram importante papel político contra o absolutismo, sem que a(s) maçonaria(s), elas mesmas, tenham criado essa mesma oposição. Quer isto dizer que as dissidências maçónicas [curiosamente sobre o papel da Maçonaria em Espanha neste período, J. A. Ferrer Benimeli não dá importância ao papel das lojas, não considera as lojas “irregulares” ou “selvagens” como maçonaria, estabelecendo o pressuposto teórico de apenas se considerar a maçonaria como uma sociedade secreta de caraterísticas iniciáticas – vide Castells, 1989] introduziram uma nova leitura e complexidade ideológica, novas formas de luta política, onde a documentação, por motivos de resguardo, não existia.   

Portanto, cumpre dizer, se é certo que a escassez de fontes maçónicas nesse período [como foi dito, a documentação ou foi destruída ou nem existia] produz, na época pelos seus protagonistas ou depois pelos publicistas, uma sistemática construção ilusória e mitificadora da realidade inteligível (desse mesmo conhecimento, entenda-se), não menos certo é que uma visão inevitável que daí resulta, ao expor uma suposta esterilidade das práticas maçónicas fora da ritualística, não pode por si só conduzir e gerar sucessivos “mitos historiográficos” (note-se, apenas porque citado, a Conspiração de 1817), em prejuízo de um conhecimento visível pelos sinais que o exprimem (e são alguns, mesmo que fragmentados estejam) e pela luminosidade com que abraçaram a luta pelo constitucionalismo, como mais tarde pelo Livre Pensamento. Na verdade, se as revoluções fazem os seus revolucionários, a maçonaria cria os seus próprios maçons.

J.M.M.

sábado, 9 de junho de 2018

À MESA DA TRINDADE – DIÁLOGOS SOBRE A MAÇONARIA



LIVRO: À Mesa da Trindade – Diálogos sobre a Maçonaria;
AUTOR: Nuno Cruz;
EDIÇÃO: Tecto de Nuvens (pref. Fernando Lima), 2018, p. 180.

LANÇAMENTO:

DIA: 11 de Junho (18,00 horas);
LOCAL: Grémio Lusitano;
ORADORES: Fernando Lima (Grão-Mestre do GOL) | António Ventura (Grão-Mestre Adjunto do GOL);



“Através de diálogos ficcionados – embora partindo de casos reais - entre um Mestre com muitos anos de prática maçónica e um aprendiz com pouco mais do que 3 meses de iniciação na Maçonaria, são abordados muitos dos aspectos menos conhecidos do grande público. Sem nenhuma ideia preconcebida, por estes diálogos passam muitas das inquietações dos maçons na sua prática quotidiana mas também se desmonta muito do que se “ouve dizer” no chamado mundo profano e não só!” [AQUI]

J.M.M.

sábado, 7 de janeiro de 2017

LIBERDADE, PÁTRIA E HONRA – JOSÉ ADELINO MALTEZ



EDIÇÃO: Chiado Editora, Dezembro 2016, 592 p.

Em Portugal, a Maçonaria teve profunda influência na construção do regime demoliberal da monarquia constitucional e da I República e ainda foi uma alavanca fundamental das parcelas das forças armadas não salazaristas do Vinte e Oito de Maio. A partir de 1935, foi legalmente extinta e efetivamente perseguida, retomando a sua atividade não clandestina depois de 1974, a partir de cerca de uma centena de irmãos que semearam a continuidade da tradição da Ordem. A regeneração da tradição demoliberal, a que a Maçonaria está profundamente ligada, não permitiu que a instituição clássica representada no Grande Oriente Lusitano e as novas obediências instituídas, sobretudo na década de noventa do século XX, pudessem ter influência moral equivalente ao que sempre sucedeu em regimes como os do Brasil, dos Estados Unidos da América, da França ou a Grã-Bretanha, cujas democracias são efectivas co-criações maçónicas” [AQUI]

“No caso da Maçonaria, que não é religião, nem mera ideologia, onde se vivem e revivem lendas, alegorias e símbolos, através de rituais conhecidos, é mais intensa e formalizada essa dimensão, até com a procura do próprio sagrado. Logo, ver de fora qualquer comunidade de coisas que se amam pode levar muitos a dizer que todas as cartas de amor são ridículas. Mas como dizia Fernando Pessoa, é bem mais ridículo não se escreverem cartas de amor. Ou não responder a uma entrevista sobre a matéria, só porque o interpelante tem manifestado óbvias divergências com as nossas conceções do mundo e da vida, mas talvez seja capaz de reconhecer que comete erros, tem dúvidas e pode enganar-se, até na listagem de inimigos públicos” [AQUI]



LANÇAMENTO NA SOCIEDADE DE GEOGRAFIA DE LISBOA

DIA: 9 de Janeiro (18,00 horas);
LOCAL:
Sociedade de Geografia de Lisboa (Rua das Portas de Santo Antão, 100), Lisboa;
ORADORES: Dr. Fernando Lima [Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa | Professor Doutor Jorge de Sá [ISCSP]

Trata-se da mais recente obra do professor José Adelino Maltez, no qual o autor reflete sobre a ação da Maçonaria em Portugal e o seu papel enquanto membro do Grande Oriente Lusitano” [AQUI]

J.M.M.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

5 DE OUTUBRO NO GRÉMIO LUSITANO – EVOCAÇÃO À LIBERDADE



5 DE OUTUBRO NO GRÉMIO LUSITANO – EVOCAÇÃO À LIBERDADE

 
Grémio Lusitano, no dia 5 de Outubro, o leva a efeito, um conjunto de iniciativas que visa evocar os heróis da República. O Programa começa na estátua de António José de Almeida, pelas 11 horas, com a deposição de uma coroa de flores e pelas 15 horas, uma conferência na sala José Estêvão do Palácio Maçónico, rua do Grémio Lusitano n.º 25.




PROGRAMA PARA O DIA 5 DE OUTUBRO:

11.00 Horas - Deposição de uma coroa de flores aos Heróis da República, na estátua António José de Almeida;

15.00 HorasSessão Pública de Evocação da Liberdade e de Memória aos Maçons Detidos no Tarrafal

ORADORES/TEMAS:

- Fernando Lima: “Actualidade do Trinómio Liberdade, Igualdade e Fraternidade: uma questão de cidadania;

- António Ventura: “Evocação dos Tempos Difíceis: maçons já falecidos que estiveram no Tarrafal

- Vasco Lourenço: Homenagem a Edmundo Pedro

 
LOCAL: Grémio Lusitano (sala José Estevão), Rua do Grémio Lusitano, 25 (Lisboa);


J.M.M.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

À MINHA LOJA MÃE – RUDYARD KIPLING


À Minha Loja Mãe”, de Rudyard Kipling, s/l (Figueira da Foz), s/d (Janeiro de 2016), p. 32

Trata-se de uma curiosa e esmerada edição, de tiragem reduzida, do apreciado poema “À Minha Loja Mãe” de Rudyard Kipling, evocando o 80.º aniversário da sua morte (18 de Janeiro de 1936). O poema é apresentado em inglês e português e vem ornado com nove desenhos, originais e a cores, a todo o tamanho das páginas, que o ilustram e lhe “dão mais beleza”. Tem um curioso posfácio e é acompanhado de textos de Fernando Lima (Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano), de “Alexandre Herculano" (n.s.) e de António Lopes. De muito apreço.

"Rudyard Kipling, poeta, romancista e contista, O Livro da Selva e Kim, entre outros, laureado com o Prémio Nobel em 1908,foi iniciado na maçonaria, com dispensa de idade, na loja Hope and Perserverance de Lahore,da multifacetada Índia, e, posteriormente, membro de várias lojas maçónicas..

Kipling escrevia com a convicção que as ideias e valores maçónicos, transmitidos nas suas histórias, eram aceites e partilhados pelos seus leitores, como em "0 homem que queria ser rei", "Com a guarda"ou a "Viúva em Windsor". O poema "A minha pedra cúbica" é a oração de um obreiro Maçom; O trabalho, o esforço e a perseverança espelham-se no poema "O palácio", a maçonaria operativa está no conto "A coisa errada", que contém o célebre "Se". Mas é na recolha "Sete mares" que se encontra o seu comovente e mais conhecido poema maçónico, "Loja Mãe", dedicado à memória da sua primeira loja, lugar inesquecível da iniciação em todo o seu significado.

A diversidade da composição humana da Loja, o reconhecimento e o respeito pelo outro, a tolerância e o sentimento de pertença sublinham aí valores maçónicos universais que subjazem em toda a espiritualidade, filosofia e prática maçónica de uma actualidade que nunca é demais sublinhar, em tempos de barbárie, fundamentalismos e exclusão.

Este humanismo nunca é demais sublinhar e recordar em tempos difíceis. servindo de exemplo e guia para todos nós. Kipling não será nisto nunca esquecido”. [Fernando Lima, Grão-Mestre do GOL - sublinhados nossos]



“A poesia é mais verdadeira do que a história. Porque não é a história que faz o homem, mas o homem que faz a história, mesmo sem saber que história vai fazendo. Daí que o paradoxo ainda continue a ser a melhor forma de acedermos à verdade, porque esse é o conteúdo da fé, pelo qual o eterno vem ao tempo, como salientava Kierkegaard. A poesia é, assim, mais verdadeira do que a história, a que não é causa, provocada pelos teóricos do processo histórico, sob a forma de ideologias, mas antes o simples produto das ações dos homens e não das respetivas intenções e planeamentos, porque são mesmo os poetas que movem a humanidade, sentindo as correntes profundas. Daí, a maçonaria, porque faz conviver a história com o mistério e apenas ascende quando se torna poesia. Como a de Rudyard Kipling, quando tentava elevar o imperialismo britânico na Índia, onde nasceu, em esforço de civilização, agregando cristãos, muçulmanos, hindus, sikhs e judeus. Até estava inserido naquele movimento de criação do movimento scout, de Baden Powell, procurando um método educativo para uma nova forma de vida. Aliás, quatro anos depois do lançamento de tal movimento, um jovem oficial português, Álvaro de Melo Machado, iniciado maçom desde 1907, fundava, em Macau, o primeiro grupo de escoteiros em território português, quando já era bastante ativa a loja Luís de Camões, que mobilizava personalidades como Camilo Pessanha e o jornalista Francisco Hermenegildo Fernandes. O poema de Kipling, sem qualquer cedência ao cientificismo, chame-se futurologia ou prospetiva, supera, em plenitude, as próprias vulgatas esotéricas, revelando o essencial dos homens de boa vontade que querem ser homens livres, conforme o berço do estoicismo, do judaísmo, do cristianismo e do islamismo, bem contrário aos totalitarismos grupais e aos respetivos fundamentalismos (…) [“Alexandre Herculano” (n.s.) - sublinhados nossos]

“ (…) Na Loja, a Igualdade é o resultado da harmonia que deve reinar, constituindo a força da união entre os Irmãos. A igualdade é lembrada ao neófito logo no seu primeiro contacto com a Loja, quando ele se apresenta perante esta “nem nu, nem vestido”. Significa que qualquer  diferenciação social derivada do seu modo de vestir não tem qualquer valor e que a sua primeira roupa são os paramentos maçónicos, neste caso o avental que lhe será entregue. Com ele coloca-se em plano de igualdade perante os Irmãos e com ele é-lhe lembrado o valor do trabalho em Loja. Por seu lado, a fraternidade, que a Maçonaria elege como outro dos seus pilares,  encontra assim expressão na ligação à realidade cívica de cada cidadão.

É a igualdade plena que impede que um indivíduo se sobreponha ou domine outro, transformando-se por isso e naturalmente em fraternidade. A esta nova realidade associam-se o cosmopolitismo e a tolerância. Sendo o primeiro um ideal antigo - Sócrates já se considerava um cidadão do mundo - o cosmopolitismo é um estado de espírito e um modo de viver que constituem uma referência intimamente associada à Liberdade e à Igualdade, mas que pressupõe uma atitude fraterna para com o outro (…) [António Lopes - sublinhados nossos]

J.M.M.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

CONFERÊNCIA – TERRORISMO E TOTALITARISMO


DATA: 6 de Dezembro 2014 (15,00 horas);

ORADORES: Adelino Maltez (prof. ISCSP) | Vera Cruz Pinto (prof. FDUL) | Mustafa Zekri (prof. ISMTG da Un. Lusófona)| Joshua Ruah (prés. AG da CIL) | Faranaz Keshavjee (drª. Psicologia Social) | Gabriel Catarino (juiz do STJ) | Fernando Lima (pres. Grémio Lusitano);

LOCAL: Teatro Nacional D. Maria II (Lisboa);
ORGANIZAÇÃO: Grémio Universalis, do Grémio Lusitano.

“… Os ataques à liberdade de expressão praticados nas mais diversas latitudes, as arremetidas aos direitos humanos, revestindo as mais diversas formas de intolerância, controle, perseguições, detenções, prisões, torturas e assassínios, põem em risco as conquistas duramente alcançadas ao longo de séculos por homens que sabem que a ética e a cidadania se constroem e exercem na cidade no dia-a-dia e que a justiça não pode ficar à porta da cidade.

O Grémio Universalis procurando fazer jus a toda uma plêiade notável de Homens que em Portugal souberam afirmar propostas pioneiras no campo dos Direitos do Homem, da solidariedade, da filantropia e mutualismo, da abolição da escravatura e da pena de morte, enfim da luta pela liberdade e democracia, promove a realização da Conferência "Terrorismo e Totalitarismos", a realizar no Teatro D. Maria II, no dia 6 de Dezembro, sábado,  pelas 15.00H.

O simbolismo da escolha do Teatro D. Maria II para a realização desta Conferência, edificado sobre o lugar onde antes se situava o antigo Palácio dos Estaus, Tribunal e Sede da Inquisição, pretende assinalar a necessidade de combater e transmutar o fanatismo, a superstição, a ignorância, a mentira, os erros e os preconceitos, em esperança no futuro, “Esperanças de Portugal”, como referia o Padre António Vieira …”

J.M.M.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

CONFERÊNCIA – MAÇONARIA E DESAFIOS DO SÉCULO XXI



CONFERÊNCIA: "Maçonaria e Desafios do Século XXI” 

ORADOR: dr. Fernando Lima;
DIA: 18 de Junho 2014 (19,00 horas);
LOCAL: Grémio Lusitano [Rua do Grémio Lusitano, 25, Lisboa];
ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português [Ciclo “Novos Paradigmas e Maçonaria”]


“Os maçons nesta primeira centúria do séc. XXI confrontam-se com um novo paradigma da sociedade global e com as consequências que tal induz no plano do movimento de ideias, da política, da economia e dos comportamentos individuais e sociais.

A queda do muro de Berlim e do comunismo, que se desvaneceu numa questão de dias, desencadeou um crescimento exponencial da economia subterrânea com a subsequente desregulamentação dos mercados financeiros internacionais, originando uma gigantesca injecção de dinheiro na economia global. Os negócios vasculharam aceleradamente o globo em busca de oportunidades mais lucrativas, procurando taxas de rentabilidade máxima.

A brutal geração de riqueza então criada é distribuída de forma desigual a nível mundial e origina grandes oportunidades de negócios, mas também suscita o desenvolvimento de conflitos regionais, do crime organizado e da escalada do terrorismo internacional.


A crise do petróleo ocorrida com a venda dos campos de petróleo iraquianos, aumenta a produção, inunda o mercado mundial com petróleo, esmaga a OPEP e quebra a dominância política da Arábia Saudita, possibilitando gerar artificialmente enormes lucros com uma oferta escassa, mantendo os preços na estratosfera.

Entram artificialmente triliões de dólares no sistema financeiro mundial que origina negócios especulativos dos mais variados e cria a base da emergência da corrupção à escala planetária.
A eclosão da crise imobiliária das hipotecas dos créditos subprime nos EUA arrasta vários bancos para a insolvência, o que se repercute nas bolsas de valores de todo o mundo. Para evitar que esta crise se transforme numa crise sistémica e temendo que tocasse a esfera da economia real, os Bancos Centrais injectam liquidez no mercado interbancário, para evitar o efeito dominó, com a quebra em cadeia de outros bancos, tentando, assim, evitar que a crise se ampliasse à escala mundial.




Esta situação gera uma crise de liquidez e de retracção de crédito que ocasiona uma depressão económica sem precedentes, com a consequente crise de desregulação económica nos vários países e com a consequente onda de desemprego que atinge a Europa e Portugal.

A primavera árabe varre o mediterrâneo, berço da nossa civilização, o que determina novos equilíbrios geoestratégicos, mas simultaneamente também cria novas oportunidades, falando-se já do mediterrâneo como “motor da economia global”. O mediterrâneo, no plano maçónico, é palco da emergência da Confederação das Grandes Lojas do Mediterrâneo e da Europa do Sul e da União Maçónica do Mediterrâneo, patrocinada pelas maçonarias laicas e adogmáticas.




Reordena-se a economia, o tecido empresarial, cultural, ambiental e social, com reflexos, entre outros, no aumento do desemprego, na precarização do trabalho, na aceleração dos fluxos migratórios, na destruturação das famílias, na fragilização das economias familiares mais precárias, … São duramente atingidas as franjas mais frágeis da sociedade, incluso os jovens e os velhos. O aumento da esperança de vida na Europa, associado ao desemprego, cria novos problemas na sustentabilidade dos sistemas de segurança social.

Surgem contestações internacionais a este quadro político, económico e social, emerge o movimento dos indignados (Manhattan, Wall Streeet, …), instala-se a insatisfação, quando não pior, o medo – o medo da perda do emprego, o medo da perda da casa, o medo da perda de … .
Muscula-se o sistema fiscal, judicial e policial.

Emergem na geoestratégia internacional novos blocos internacionais, os BRIC, em que se assiste ao envelhecimento e declínio da maçonaria nos EUA e Inglaterra, mas, por outro lado, ao forte crescimento da maçonaria nas democracias do Brasil e da Índia.

Na Europa assiste-se ao despoletar e crescimento de movimentos nacionalistas e xenófobos. Assiste-se ao questionamento por via económica e financeira de vitórias arduamente conquistadas ao longo de anos, incluso de liberdades, direitos e garantias, chegando a ferir-se, por via da marginalização económica, a dignidade da pessoa humana.
Esta situação reflecte-se na organização da maçonaria a nível do mediterrâneo, do espaço ibero-americano e, sobretudo da maçonaria laica e agnóstica, nomeadamente em França, em que se desencadeiam novos quadros organizativos e de relacionamento inter-institucional e desta com a sociedade em geral.


A afirmação da via atlântica do movimento da lusofonia, em complementaridade com a convivência da via da integração europeista, gera igualmente novas oportunidades e novos desafios, quer à sociedade, quer à maçonaria em Portugal.

A Maçonaria em Portugal, perante este quadro, é confrontada a questionar novos caminhos, oportunidades e desafios, na afirmação do trajecto da sua história multissecular. 

A riqueza das implicações que este tema suscita incita-nos a partilhar as fronteiras do debate que seguramente esta conferência, que encerra o ciclo dos “Novos Paradigmas e Maçonaria”, nos poderá proporcionar"

[Fernando Castel-Branco Sacramento - Director do Museu Maçónico Português]

J.M.M.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

INAUGURAÇÃO DO MUSEU DA REPÚBLICA E DA MAÇONARIA


INAUGURAÇÃO DO MUSEU DA REPÚBLICA E DA MAÇONARIA - DIA 13 OUTUBRO 2012

PROGRAMA:

10.30 H: Sessão solene com a presença do Sap:. Grão Mestre do Grande Oriente Lusitano, Prof. Fernando Lima;
11.00 H: Visita guiada ao espaço museológico;
11.30 H: Palestra sobre a "Simbologia Maçónica", pelo Dr. António Lopes;
12.00 H: Ágape fraterno.

LOCAL: VILLA ISAURA – Turismo no espaço rural, Troviscais Cimeiros, 3270–154, Pedrogão Grande: Solicita-se confirmação através do Telem. 919856297 ou pelo e-mail: geral@avillaisaura.com

[via Aires Barata Henriques Facebook]

"… O MUSEU DA REPÚBLICA E DA MAÇONARIA, onde se acentua o simbolismo da sua própria fachada em alvenaria de xisto, ergue-se numa pequena aldeia do interior beirão, em Troviscais Cimeiros, no concelho de Pedrógão Grande, no âmbito de um projecto de alojamento turístico e cultural que dá pelo nome de VILLA ISAURA / SOLAR DO POVO RATINHO.
O Museu em questão é composto por três acervos principais: o primeiro, relativo às personalidades que estão na origem da República portuguesa, assim como por objectos de uso corrente e outros relacionados com momentos politicamente mais relevantes, cartazes, fotografias e postais ilustrados, etc.; o segundo acervo evidencia objectos de cerimonial maçónico, como escapulários e aventais dos vários graus, canhões em vidro e pratos em faiança utilizados nos ágapes de confraternização, espadas rituais, diplomas e credenciais de várias Lojas,  etc.; o terceiro acervo aborda o regime do Estado Novo, sublinhando-se sobremodo a ideia de poupança, a par de um breve enfoque nos períodos da  2ª Grande Guerra e da Guerra Civil de Espanha, com uma mostra de figuras alusivas aos políticos da época (Churchill, Hitler, etc.) produzidas nas principais fábricas de cerâmica nacionais (Caldas da Rainha, Sacavém e Coimbra) …" 
 [extracto de um (antigo) texto de Aires B. Henriques, que reproduzimos com a devida vénia – sublinhados nossos]

J.M.M.

terça-feira, 24 de julho de 2012

FAZ SENTIDO A MAÇONARIA, HOJE?


CONFERÊNCIA: "FAZ SENTIDO A MAÇONARIA, HOJE?";
ORADOR: Fernando Lima;
DIA: 25 de Julho 2012 (18 horas);
LOCAL: Faculdade Letras Universidade Lisboa [Anfiteatro III];
ORGANIZAÇÃO: III Curso de História da Maçonaria [Conferência de encerramento].

J.M.M.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A MAÇONARIA: INSTITUIÇÃO DE SABER OU DE PODER?


CICLO DE CONFERÊNCIAS: A MAÇONARIA EM PORTUGAL DO SÉCULO XVIII AO SÉCULO XXI - MUSEU BERNARDINO MACHADO (Famalicão)

CONFERÊNCIA: A MAÇONARIA: INSTITUIÇÃO DE SABER OU DE PODER?
ORADOR: Fernando Lima [Gr. M. do Grande Oriente Lusitano]
DIA: 17 de Fevereiro (21,30 horas);
LOCAL: Museu Bernardino Machado (Vila Nova de Famalicão).

J.M.M.