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sábado, 9 de fevereiro de 2013

SEBASTIÃO JOSÉ DA COSTA

A propósito do que escreveu o Prof. António Ventura via Facebook, lembramos um dos homens do denominado Reviralho, que participou nas principais revoltas contra a Ditadura Militar (1927 e 1931), marinheiro, republicano, bibliófilo, seareiro, oposicionista e uma figura muito esquecida na cultura algarvia. Para ficarmos com uma breve ideia conviveu com António Sérgio, Raúl Proença, Afonso Costa, Camilo Pessanha e, recentemente, descobri também a sua paixão pela música, tendo trocado correspondência com o Maestro Viana da Mota ao longo de vários anos.

Aqui fica uma nota breve sobre a personalidade de Sebastião José da Costa.

Nasceu em Faro, em 2 de Junho de 1883. Desde bastante jovem alinhou politicamente ao lado dos republicanos (1905[1]). Quando se deu a implantação da República, Sebastião da Costa estava no Extremo Oriente, a bordo do cruzador Rainha D. Amélia, com a patente de 2º tenente. Este afastamento tinha já a ver com a sua actividade política, porque eram bem conhecidos os seus sentimentos republicanos e o ardor com que os propagandeava entre os oficiais da Armada, sendo um dos responsáveis pela rede de aliciamentos que existia neste ramo das forças armadas.


A carreira militar foi iniciada em 2 de Outubro de 1902, quando se alistou. No final desse mês ascendia a aspirante (29/10/1902), alcançando o posto de guarda-marinha em 21 de Setembro de 1906, foi depois promovido a 2º tenente em 19 de Março de 1909 e a 1º tenente em 24 de Agosto de 1917. Em 9 de Setembro de 1926 ascende ao posto de capitão-tenente, atingindo a situação de reforma em 2 de Junho de 1953[2]. A sua carreira militar foi também consagrada com variadas condecorações onde se destacam a de Oficial da Ordem de Avis, a medalha de prata militar, da classe de comportamento exemplar, a medalha da Vitória, medalha de prata do Ultramar, de campanha e diversas medalhas comemorativas das campanhas do exército português.

Em 1908, participou nas operações militares desenvolvidas na Guiné, o que lhe conferiu louvores por parte do Governador-geral daquela antiga colónia portuguesa.
Quando das invasões monárquicas no Norte do País, deu provas de dedicação, zelo e arrojo, o que lhe conferiu um louvor por parte do ministro da Marinha em 1912.
Durante a 1ª Guerra Mundial fez parte da guarnição do contra-torpedeiro Guadiana, onde participou em numerosos comboios para Inglaterra, França e outras regiões. Participou em serviços em zonas patrulhadas por submarinos inimigos e infestadas de minas.

Prestou serviço em numerosos navios, foi também instrutor na Escola de Alunos Marinheiros do Sul, capitão do porto de Olhão, director do posto radiotelegráfico de Faro, da primeira estação radiogoniométrica de Sagres e no Departamento Marítimo do Sul.

Comandou a canhoneira Cuanza, em 1921, mostrando-se muito activo no serviço de fiscalização da actividade pesqueira na região sul do País, realizando numerosas apreensões por transgressão dos regulamentos de pesca. Neste ano, fundou e dirigiu um jornal intitulado União Militar publicado em Tavira.

Durante a República, Sebastião da Costa exerceu o cargo de chefe de gabinete do Dr. Rodrigo Rodrigues, quando este foi governador de Macau entre 1923 e 1925.

A sua actividade política contra a ditadura foi iniciada com a participação no movimento revolucionário de Fevereiro de 1927. Sebastião da Costa foi um dos membros do comité revolucionário em Faro e considerado o chefe dos militares sublevados[3]. Devido a esta iniciativa foi  preso na Quinta da Torre, em Cacela. Foi afastado do serviço activo por força do decreto 13 137, de 28 de Maio de 1927.

Participou activamente na preparação e na revolta do Funchal em 1931[4], fazendo mesmo parte da Junta Central da Revolta. Segundo o Prof. Veríssimo Serrão, o 1º tenente Sebastião José da Costa, foi incumbido duma missão fundamental: foi enviado como delegado da Junta para obter o reconhecimento por parte da Inglaterra e da Espanha e, por outro lado, tentar obter um barco e armas de guerra[5].

Porém, devido ao fracasso deste evento, foi obrigado a exilar-se, sendo demitido da armada por envolvimento nos acontecimentos revoltosos da Madeira e dos Açores no dia 14 de Maio de 1931[6]. Algum tempo depois foi preso e julgado no Tribunal Militar de Santa Clara, sendo seu defensor nesta ocasião o brigadeiro Tamagnini Barbosa.

Em 1951 foi reintegrado na armada, quando era Ministro da Marinha o almirante Américo Tomás. Em 1 de Julho desse ano foi colocado na situação de reserva e mais tarde nomeado para fazer parte da Comissão de Domínio Público Marítimo, na qual se manteve até à reforma, quando fez 70 anos em 2 de Junho de 1953.

Sebastião José da Costa sendo um homem dedicado às questões culturais deixou essa faceta bem marcada, colaborando em diversas publicações e jornais. Segundo foi possível apurar colaborou entre outras: nos Anais do Clube Militar Naval, de Lisboa; na revista Alma Académica, número único, publicado em Faro por ocasião do aniversário de João de Deus, em Março de 1922; na Alma Nova, dirigida por Mateus Martins Moreno, nos primeiros números. Foi ainda um dos membros fundadores da redacção da revista Seara Nova, dirigida inicialmente por Raul Proença; colaborou ainda n’ A Revista, dirigida por José Pacheco, em Lisboa, entre 1929 e 1931. Colaborou esporadicamente com o Correio do Sul, de Faro; com A Ideia Republicana, da mesma cidade, entre 1928 e 1929; O Nosso Algarve, publicado na mesma cidade, entre 1925 e 1927; Vida Algarvia, entre 1929 e 1930; Correio Olhanense, publicado em Olhão entre 1921 e 1933. Foi o redactor principal do A União Militar, que se publicou em Tavira no início de 1922.

Trabalhou ainda alguns anos na agência noticiosa Reuters, dedicou-se a estudos sobre orientalismo e budismo. Estes interesses terão sido adquiridos aquando da sua passagem por Macau, onde conviveu com Camilo Pessanha, escrevendo artigos sobre a saudade enquanto sentimento e vocábulo tão utilizado pelos portugueses, pondo assim em questão, de forma elucidativa, um dos mitos construídos pelo nacionalismo literário português.

Na fase final da sua vida consagrou grande parte do seu tempo e dinheiro na aquisição de livros. Possuidor de uma vasta e rica biblioteca entrega parte da mesma para o Museu Marítimo de Faro. Nos últimos anos tinha deixado de escrever ou de publicar o que escrevia, pois não se encontram vestígios de textos da sua autoria, nem há indicações disso.

Faleceu em Lisboa, no Hospital da Marinha, em 2 de Julho de 1965, realizando-se o seu enterro para o cemitério do Alto de S. João.
 
A nota biográfica mais desenvolvida e a biobibliografia já se encontram publicadas nos Anais do Município de Faro, 2009-2010, vol. XXXVI, p. 216-239.

A.A.B.M.

[1] António Henrique de Oliveira Marques, A Literatura Clandestina em Portugal (1926-1932), vol. II, Fragmentos, Lisboa, 1990, p. 236
[2] Lista da Armada. Referida a 31 de Dezembro de 1954, Ministério da Marinha – Superintendência dos Serviços da Armada, Lisboa, 1954, p. 198.
[3] Libertário Viegas, Histórias à Solta nas Ruas de Faro, Faro, AJEA Edições, 2004, p. 141-142.
[4] Joaquim Veríssimo Serrão, História de Portugal. Do 28 de Maio ao Estado Novo (1926-1935), Lisboa, Editorial Verbo, 1997, p. 203 nota 758. Constituíam a Junta Governativa da Madeira, chefiada por Adalberto Gastão de Sousa Dias os seguintes oficiais: coronéis Fernando Freiria e José Mendes dos Reis, majores Filipe de Sousa e Carlos Bragança Parreira, capitães Carlos Vilhena e Augusto Casimiro, 1º tenente Sebastião Costa, tenente Manuel Ferreira Camões e alferes Armando Hasse Ferreira.
[5] Joaquim Veríssimo Serrão, idem, p. 204.
[6] Joaquim Veríssimo Serrão, idem, p. 211.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

VIRIATO SERTÓRIO DOS SANTOS LOBO


Nasceu em Lisboa a 19 de Maio de 1883 [cf. António Ventura, A Maçonaria no Concelho de Mafra (1910-1935), 2009]. Assentou praça a 4 de Julho de 1901, foi promovido a Alferes em 1905 e Tenente de Cavalaria em 1908. Colocado em Angola (1908) foi transferido para Moçambique no ano seguinte, regressando à metrópole em 1910.

Instrutor de esgrima desde 1 de Junho de 1911 [ibidem], transitou para o Estado-Maior de Cavalaria em 23 de Agosto, sendo destacado para o Depósito de Remonta de Mafra, percorrendo um caminho brilhante. Foi professor da Escola Central de Sargentos de depois seu Director, combateu as intentonas monárquicas de 1914 (Mafra), Monsanto e norte do país (1919). Major em 1922. Viriato Sertório dos Santos Lobo era Cavaleiro da Ordem de Torre e Espada (1919), detentor de numerosos louvores e condecorações, como a Ordem Militar de Avis e Comendador da ordem Militar de Cristo (1923).

Foi membro do Partido Democrático, Governador Civil de Lisboa (1922-23) e deputado por Alcobaça em 1925 [ibidem].

Participou activamente no movimento revolucionário contra a Ditadura de 7 de Fevereiro de 1927, integrando o Comité Revolucionário dirigido pelo coronel Mendes dos Reis, instalado no Hotel Bristol, a S. Pedro de Alcântara” [ibidem, p. 69]. Escapou da prisão, exilando-se em França e, depois, na Argentina, “onde geriu uma casa comercial”. Considerado desertor, foi abatido ao exército a 12 de Março de 1927.

Foi iniciado na Maçonaria, com o n.s.Sertório Romano”, a 17 de Abril de 1912 na Loja “Avante” do GOLU, nº 335 do REAA, ao Vale de Mafra [A Loja foi instalada a 27 de Julho de 1911 e, curiosamente, não acompanhou a cisão, em 1914, que deu origem ao Grémio Luso-Escocês; deve ter abatido colunas em 1918, depois do assalto feito durante o Sidonismo – cf. António Ventura, ibidem, p. 63], da qual foi seu Venerável. Tem o atestado de quite a 1 de Agosto de 1918, transitando para a Loja “Rectidão" de Lisboa, nº 382, do REAA. Atinge o grau 20º em Janeiro de 1916.

Morre em Buenos Aires (Argentina), em 30 de Outubro de 1932. 

[Foto & textos usados, via António Ventura, com a devida vénia] 

J.M.M.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

7 de FEVEREIRO DE 1927


"Em Fevereiro de 1927 ocorreram as mais importantes e sangrentas revoltas contra a Ditadura Militar.

No dia 3 no Porto, no dia 4 no Algarve e no dia 7 em Lisboa. No Porto houve uma centena de mortos e 500 feridos e em Lisboa 70 mortos e 400 feridos. Os presos, deportados, exilados, separados do serviço com metade do vencimento e demitidos da função pública ascenderam a muitas centenas.

Esta fotografia é muito conhecida e mostra dois dos chefes operacionais dos insurrectos republicanos no Porto, a serem conduzidos vendados para negociarem a rendição, depois de esgotadas todas as hipóteses de resistência: o oficial médico da Armada Jaime de Morais e o oficial do Exército Inácio Severino, ambos maçons.

Em Lisboa a revolta foi chefiada pelo coronel José Mendes dos Reis que tinha sido iniciado um mês antes na Loja Liberdade.

Em Faro, a revolta teve como principais elementos Vítor Castro da Fonseca, Inspector Maçónico do Algarve, e o oficial da Armada Sebastião José da Costa, que assumiu o comando da canhoneira «Bengo», e bombardeou as forças governamentais; não era então maçon, mas sê-lo-á em 1930. Da Junta Revolucionária de Tavira fizeram parte o conservador do Registo Civil Frederico António de Abreu Chagas e o comerciante Francisco Martins Entrudo Júnior, membros do Triângulo maçónico local"


J.M.M.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O REVIRALHO: REVOLTAS REPUBLICANAS CONTRA A DITADURA E O ESTADO NOVO: CONFERÊNCIA


No âmbito do ciclo de conferências Memória e Cidadania, organizadas pela Fundação Mário Soares, vai realizar-se na próxima quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2013, pelas 18 horas, uma nova conferência.

A conferência está subordinada ao título O Reviralho: Revoltas Republicanas contra a Ditadura e o Estado Novo e estará a cargo do Prof. Luís Farinha.

Um evento a acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

3 FEVEREIRO DE 1927

Assinala-se hoje o início de uma das revoltas que procuravam impedir o curso dos acontecimentos iniciados com o 28 de Maio de 1926: o 3 de Fevereiro de 1927.

Esta revolta e outras que se seguiram até meados dos anos trinta, manifestam a oposição à Ditadura e muitos dos envolvidos nestes acontecimentos foram presos, deportados ou passaram pelo exílio longe de Portugal. Alguns afastaram-se destas contendas ao longo do tempo, outros continuaram a conspirar, de forma mais ou menos continuada para derrubar a Ditadura.




 


 


As imagens sobre os acontecimentos de 3 a 7 de Fevereiro de 1927 têm vindo a ser assinaladas no Almanaque Republicano desde o seu início, e marcam uma corrente de opinião que se opunha tenazmente contra a Ditadura Militar e continuou depois durante o Estado Novo a tentar restaurar a República, a Democracia e a Liberdade em Portugal. Os interessados podem consultar a etiqueta Reviralhismo  e Fevereiro de 1927, na parte direita do blogue.

Com a devida vénia, as imagens que relembram os acontecimentos foram retirados do Arquivo Fotográfico de Lisboa.

[actualizado]

A.A.B.M.

domingo, 6 de janeiro de 2013

LUZ DE ALMEIDA – “UM SIMPLES E LEAL SERVIDOR DA REPÚBLICA”


“Luz de Almeida” – Panfleto, 3 DE Outubro de 1927

Luz de Almeida foi um dos mais contribuiu para a implantação da República, sem nada receber em troca. Deputado em 1911, preferiu ir para o Norte enfrentar as incursões monárquicas. Nunca mais foi parlamentar, nem ministro, nem desempenhou qualquer cargo no novo regime, vivendo do seu vencimento de bibliotecário.

Conservou-se sempre republicano e um alto exemplo moral e cívico.

Foi preso em 1927, no seguimento da revolta de Fevereiro contra a Ditadura militar. Da penitenciária de Lisboa seguiu para a deportação, primeiro na Madeira e depois na ilha de São Jorge, Açores. Este panfleto, publicado quando estava na prisão, sublinha o seu carácter e o seu exemplo impoluto".


J.M.M.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

CICLO DE CONFERÊNCIAS: LUTA ARMADA E RESISTÊNCIA REPUBLICANA – O REVIRALHO (1926-1940)


Inicia-se, amanhã, 28 de Outubro, o conjunto de sessões subordinada ao tema: A Luta Armada e Resistência Republicana - O Reviralho (1926-1940), com coordenação científica do Doutor Luís Farinha.

Datas: 28 de Outubro a 25 de Novembro de 2010
Local: Lisboa, Livraria Ler Devagar (Lisboa)
Organização: Instituto de História Contemporânea e Movimento Cívico Não Apaguem a Memória.
Coordenação Científica: Luís Farinha

Uma iniciativa da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.

28 de Outubro de 2010, 21h30
A Queda da República e a instauração da Ditadura Militar
Fernando Rosas

4 de Novembro de 2010, 21h30
Revoltas Republicanas contra a Ditadura Militar e o Estado Novo (1926-1940)
Luís Farinha

11 de Novembro de 2010, 21h30
A Ditadura Militar – a tomada do poder e os instrumentos de repressão
Irene Pimentel

18 de Novembro de 2010, 21h30
Exílio e deportação (1926-1940)
Susana Martins

25 de Novembro de 2010, 21h30
Sindicalismo livre e movimentos sociais na crise do Estado liberal
João Madeira

Um ciclo de conferências digno de destaque e que merece ampla divulgação junto dos nossos ledores.

[FOTO: A artilharia governamental instalada no Monte da Virgem, durante o bombardeamento no Porto. 06-02-1927. Com a devida vénia retirada DAQUI.]


A.A.B.M.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

ANTÓNIO AUGUSTO FRANCO – NOTA BREVE


António Augusto Franco nasceu em Figueira do Castelo Rodrigo a 16 de Junho de 1875. Era filho de Francisco Franco Veloso e de Mariana Vitória, trabalhadores [cf. "Um herói desconhecido: o capitão António Augusto Franco", por (n.s.) Emílio Costa da Loja Bomtempo, in revista Grémio Lusitano, nº15, 1º semestre de 2010, p.94]. Foi empregado do comércio, fundou uma "escola particular na freguesia de Marialva" (Meda).

Aos 19 anos (12 de Outubro de 1894, cf. ibidem) integra, como voluntário, o Regimento de Infantaria nº24 e faz o Curso da Escola Central de Sargentos. Segue para Angola, onde está de Agosto de 1898 a Setembro de 1902 [ibidem]. Em 1907 é promovido a alferes, participando na "coluna de operações dos Dembos", onde é ferido. Permanece em Angola até 1920, colaborando com Norton de Matos, sendo "responsável pelos serviços de contra-espionagem". É promovido a tenente (24 de Agosto de 1912) e a capitão a 10 de Fevereiro de 1917.

É iniciado [21 de Abril de 1913 – cf. ibidem] na maçonaria, ainda em Angola, na Loja Pátria Integral, nº363, de Luanda [loja do REAA fundada em 1912 em Luanda, capitular em 1915, areopagita em 1921. Abateu colunas durante a clandestinidade – cf. Dicionário da Maçonaria, de A. H. de Oliveira Marques, vol II, Delta, 1980], com o n.s. de "Pedro Nunes". Em 1917 [10 de Junho de 1917 – id. ibid.] está filiado na Loja Lusíadas nº388, de Lubango [loja do REAA, instalada no Lubango (Huíla) em 1916], tendo atingido em 22 de Junho de 1919 o grau 33º do REAA. Foi Venerável honorário das Lojas Lusíadas (Lubango) e Pátria Livre, de Moçâmedes [nº389, loja do REAA fundada em 1916].

Regressando ao Continente, torna-se comandante da Guarda-Fiscal (em Chaves), lugar que ocupava quando participa na revolta de Fevereiro de 1927 contra a Ditadura. Preso [13 de Agosto de 1927 – cf. "Um herói desconhecido..."], acusado de ser o "elemento de ligação entre o comité revolucionário de Chaves e os ferroviários do Côa", é detido na Penitenciária de Lisboa. Mesmo aí, mantêm os seus contactos maçónicos, sendo regularizado [20 de Outubro de 1927 – ibid.] na Loja Cândido dos Reis (Lisboa) e é nomeado [pelo Decreto nº21, de 31 de Dezembro de 1927, in Boletim do GOLU, de Dezembro de 1927 – aliás in "Um herói desconhecido..., p. 94] Inspector Maçónico da Província de Trás-os-Montes e, após a sua libertação, integra a Comissão de Estudos Coloniais do GOLU. Pela participação na revolta de Fevereiro de 1927, é condenado, por sentença do Tribunal Militar Especial do Porto (23 de Março de 1928) a 20 dias de prisão disciplinar agravada, "depois de ter sofrido 223 dias de prisão preventiva, os quais foram cumpridos no Forte de São Julião da Barra" [ibidem]. É libertado a 17 de Abril de 1928.

Separado, então, do exército, participa no movimento revolucionário "Revolta do Castelo”" e, de novo, é preso [1 de Maio de 1928 – ibidem] quando se encontrava com "elementos do Comité Revolucionário de Lisboa". É deportado para São Tomé (4 de Maio), saindo depois com destino a Angola, chegando a 20 de Julho a Moçâmedes e a 24 de Julho a Sá da Bandeira. Restabelece os seus contactos maçónicos, tendo elaborado relatórios sobre as Lojas que "tão bem conhecia".

Regressa (22 de Dezembro de 1929) a Lisboa, via navio Pedro Gomes, apresentando-se no Ministério das Colónias, que lhe fixa residência em Coimbra. E de novo, "assumindo as tarefas de inspector Maçónico das Beiras", é preso em Coimbra a 11 de Junho de 1930 [na rua das Covas, nº15 – ibidem], juntamente com outros 17 maçons, "durante uma sessão da Loja Portugal” [nº 215, loja do RF, fundada em 1901] que foi invadida pela polícia. Na sua condição de militar é libertado, apresentando-se no Quartel-General que lhe fixa residência em Manteigas. Durante o governo de Vicente de Freitas é reintegrado no exército (nos termos do decreto nº18252, de 26 de Abril de 1930).

Em 1931 (13 de Fevereiro) fixa-se em Miranda do Corvo, onde se dedica "a tempo inteiro às tarefas inerentes à sua condição de membro do Supremo Conselho do 33.º Grau do REAA, de Inspector Maçónico das Beiras, confirmado pelo decreto nº29 de 20 de Junho de 1931, e também de Inspector Maçónico da Província de Trás-os-Montes, nomeado pelo decreto de 16 de Março de 1935 [ibidem]. Do seu trabalho "incansável", além de relatórios sobre as diferentes lojas, refira-se a instalação de inúmeros Triângulos e Lojas, caso de "Góis, Manteigas, Covilhã, Sabugal, Lousã, Vila Nova de Poiares, Coimbra, Pampilhosa da Serra, Trancoso, Idanha-a-Nova, Viseu, Batalha, Meda, Anadia, Penedono, Tábua, Cedovim, e mesmo no Alentejo, em Avis, Fronteira e Ponte de Sor" [cf. ibidem. Ver, ainda, "A Maçonaria no Distrito de Portalegre", 2007, de António Ventura].

A 24 de Maio de 1936 foi "preso na mata do Buçaco, juntamente com uma dezena de outros maçons, quando preparavam uma reunião clandestina com responsáveis de Triângulos de Vila Nova de Poiares, Lousã, Vagos, Mortágua, Sangalhos e Pampilhosa da Serra". Foi acusado, pela polícia, de "tentar organizar a Frente Popular das Beiras, sob instruções do Grande Oriente Lusitano Unido" [ibidem]. Libertado provisoriamente a 7 de Julho de 1936, é de novo detido pela PVDE, a 12 de Julho desse ano, "recolhendo à cadeia do Aljube a 14 de Julho de 1937". Refira-se que o então administrador do concelho de Miranda do Corvo "propunha o seu afastamento da localidade", dado a sua "periculosidade" contra a "situação".

Morre em Coimbra, no Hospital Militar Regional, a 5 de Março de 1941.

J.M.M.

sábado, 24 de abril de 2010

O REVIRALHO - ORGÃO DO COMITÉ DE DEFESA DA REPÚBLICA



O REVIRALHO. Orgão do Comité de Defesa da República [Ano I, nº7 ? - clicar para ler] - via Torre do Tombo.

J.M.M.

A VICTORIA - JORNAL CLANDESTINO


"A Victória". Jornal clandestino, defensor dos princípios republicanos. PELA REPÚBLICA! PELA LIBERDADE! PELA CONSTITUIÇÃO!; Ano 1, n.º 2, de 19 de Novembro de 1927 [nº1, de Novembro de 1927 ?)

"Nesta hora de fé, entusiasmo, de acrisolado amor pela Pátria, é-nos grato gritar, vibrantemente: PELA REPÚBLICA! PELA LIBERDADE! PELA CONSTITUIÇÃO! A luta, a batalha, o triunfo dos nossos ideais, estão próximos!

Exercito, marinha, tudo quanto sinta vibrar dentro de si amor patrio: Ás Armas! Viva a República!
" [clicar na foto para ler]

via Torre do Tombo.

J.M.M.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

REVOLUÇÃO DE FEVEREIRO 1927 - EXILADOS POLÍTICOS




FOTO(S): Grupo de exilados políticos, "os emigrados da Revolução de Fevereiro", tirada em Versailles (27 de Abril de 1927) e a respectiva anotação (foto de baixo) com os seus nomes, pelo punho de Aquilino Ribeiro. Foto pertencente ao espólio de Aquilino Ribeiro Machado.

via Bernardino Machado, com a devida vénia.

J.M.M.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

RAUL PROENÇA - PANFLETO


Raul Proença, "Perdoar, Não! Carta Aberta ao director de O Século", panfleto datado de 20 de Fevereiro de 1927

via Ephemera, com a devida vénia.

J.M.M.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

AGATÃO LANÇA NO FEVEREIRO 1927


O Tenente Agatão Lança e os marinheiros revoltosos de Fevereiro de 1927

[Foto: Revista História, Fevereiro de 2007, p.51]

J.M.M.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

CARTA DE ÁLVARO DE CASTRO AO GENERAL SOUSA DIAS


"Paris, 1-4-1927

Meu Caro Camarada:

Embora esta carta vá dirigida a uma pessoa certa e amiga, pode ser também recebida por outra qualquer, em virtude da indicação que leva, visto não haver a certeza onde se encontram os deportados pois o Governo tem feito o possível para ocultar os locaes de deportação.
É certo que a matéria da carta se destina a qualquer oficial deportado. Esta carta tem por fim levar aos deportados as minhas vivas e entusiásticas saudações pela sua heróica actuação em Lisboa e no Porto [‘durante a revolta de 3-9 de Fevereiro de 1927’] e transmitir-lhes a certeza de uma próxima vitória em que se está trabalhando. Portanto, a quem esta carta receber peço-lhe para comunicar o que deixo escrito e o mais que vae seguir-se.
Está-se preparando o movimento e tudo nos faz prever que a vitória não vem longe. Estamos aqui preparando o manifesto que se há-de dirigir ao país quando a revolução rebentar e entendemos que esse manifesto deveria ser assinado também por todos os oficiais deportados. Logo que esteja pronto se enviará, mas antes é preciso que venha resposta a esta carta. É urgente. Tem-se aqui reunido todos os exilados e com a presença do Dr. Afonso Costa e Jayme de Moraes, Álvaro Poppe (...), etc. O 1º ponto que se resolveu foi o seguinte: Saber se se devia, depois da revolução vitoriosa, convocar o Parlamento que foi dissolvido pela Ditadura; ou antes, organizar um Governo Provisório com amplos poderes para governar um período determinado até à reunião do Futuro Parlamento, abrindo-se o período eleitoral em prazo previamente marcado. Votou-se por unanimidade que se organizasse um governo provisório. Concordaram com esta solução todos os exilados que se encontram em Aymonte, Vigo, Badajoz e Madrid. De Portugal temos tido opiniões no mesmíssimo sentido. Aqui, a deliberação foi tomada porque se partiu do princípio que é necessário proclamar a Segunda República e que, portanto, não há que atender ao que existiu anteriormente ..."

[Carta de Álvaro de Castro ao general Sousa Dias, in "O General Sousa Dias e as Revoltas Contra a Ditadura 1926-1931", por A. H. de Oliveira Marques, Dom Quixote, 1975]

J.M.M.

DEPORTADOS DA REVOLTA DE FEVEREIRO DE 1927


"Transporte 'Infante de Sagres'

Em 6 [6 de Março de 1927], saiu de Lisboa, às 16 H 45, transportando forças descritas no 'Século' de 17.
Chegou a Leixões às 13 H de 7, começando o desembarque às 14 H. - o qual se concluiu às 21 H 30. Entraram os prisioneiros para bordo, permanecendo em Leixões até ao dia 13 às 19 H; quando foi levantado ferro para Lisboa, ancorando a O. Da Torre de Belém às 10 H do dia 14.
às 21 H 40 do dia 17 levantamos de Lisboa com rumo ao Sul indo fundiar na Baía da Baleeira (Sagres) às 11 H 35 de 18. Levantamos ferro em 19, às 13 H, com ordem superior para o Comandante de bandeira perder de vista terra e só então caminhar para Norte (?). O Com.te explica que é por causa dos boatos que circulam em Lisboa, e, portanto, para que, ao longo da costa, não se consiga seguir o 'Infante de Sagres' - dando margem a boatos de revolta no navio (!!!...).
Fundeamos a O. Da Torre de Belém às 4 H 30 de 20. Efectuei transbordo para o 'Lourenço Marques' às 10 H 45 deste dia.
Às 15 H, o meu filho, com os pequenos, vieram visitar-me, sendo-lhe recusada a entrada pelo Com.te João Batista de Barros (um 2º ten. foi-lhe pedir dizendo-me que estava renitente)"

[A Deportação para S. Tomé (Notas do general Sousa Dias), in, "O General Sousa Dias e as Revoltas Contra a Ditadura 1926-1931", org. por A. H. de Oliveira Marques, Dom Quixote, 1975, p. 55.

FOTO - 'Deportados políticos. Lazareto, Funchal, Dezembro de 1927. O general Sousa Dias é o 4º (sentado) a contar da esquerda' - retirada do livro, com a devida vénia]

J.M.M.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

NEVES ANACLETO E A REVOLTA DE FEVEREIRO DE 1927


António Neves Anacleto, advogado, natural de S. Bartolomeu de Messines (Silves) publicou na sua obra A Longa Luta: preso, algemado e deportado, ed. do autor, s.d., com prefácio de António Almeida Santos algumas notas interessantes de memórias sobre a actividade oposicionista em Portugal e em Moçambique. O prefaciador menciona os vinte anos de amizade que o uniam a Neves Anacleto, ambos viveram em Moçambique, e, juntos se envolveram em campanhas de oposição ao governo da ditadura, quando fizeram parte da comissão, que naquela antiga colónia portuguesa, apoiou o General Humberto Delgado à presidência da República.
Porém, nesta altura o que nos interessa nesta obra são as referências que o autor faz ao seu envolvimento na Revolução de 3 e 7 de Fevereiro de 1927. Assim, entre as páginas 110 e 124, afirma:

Conspirava-se, mas com cautela. [...]
A contra-revolução estava marcada para 3 de Fevereiro e um dos subcomités, de que eu fazia parte, reuniu-se na habitação onde eu residia.
Do Porto já tínhamos a notícia da revolta dos quartéis com o general Sousa Dias à frente. Lá estavam Raul Proença, Jaime Cortesão e outros intelectuais. Mas, em Lisboa, os militares mantinham-se nos quartéis e nós esperávamos a todo o momento o sinal da sua vinda para a rua. Sobre isto o nosso subcomité recebia constantemente notícias desencontradas, pelo que não podíamos cumprir a missão que nos fora confiada. Durante todo o dia aguardámos a ordem certa, mas chegou a noite sem a havermos recebido. Como só a aceitaríamos de determinado canal, impunha-se-nos verificar as razões e as circunstâncias da falta de acção, pelo que os membros do nosso subcomité eram destacados alternadamente para recolha de notícias. [...]


Segundo Neves Anacleto, o exame de conclusão do curso de Direito, na Faculdade de Direito de Lisboa, decorreu no dia 4 de Fevereiro de 1927, quando decorria a revolta no Porto e se aguardava a decisão dos militares na capital.

P.S. - Lamentamos a fraca qualidade da imagem apresentada, mas era a única que tínhamos disponível.

A.A.B.M.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

[AINDA] A REVOLTA DO PORTO: O 3 DE FEVEREIRO DE 1927


"A revolta militar de 3 de Fevereiro de 1927 foi organizada por democratas nortenhos com a intenção de travar a marcha da Ditadura Militar saída do levantamento de 28 de Maio de 1926, nove meses antes. Com ela, dava-se início ao período que ficou conhecido como do reviralho, que, particularmente entre 1926 e 1940, procurou a reposição do regime democrático e das liberdades individuais e públicas.

À frente dos revoltosos do Porto estavam prestigiados militares e democratas, como o general Sousa Dias, o comandante Jaime de Morais, o capitão Sarmento Pimentel e o tenente João Pereira de Carvalho, ao lado dos quais se colocaram figuras gradas da república e da democracia, como Jaime Cortesão, capitão-médico à altura, e José Domingos dos Santos (...)

A revolta começou na madrugada daquele dia 3, com a saída do seu quartel, do Regimento de Caçadores 9, a que se juntou uma companhia da Guarda Republicana, aquartelada na Bela Vista; uma parte do Regimento de Cavalaria 6 de Penafiel, que, entretanto, chegara ao Porto; e vários núcleos de outros regimentos da cidade. No dia seguinte (...) vieram juntar-se aos revoltosos os militares do Regimento de Artilharia de Amarante.

Fiel ao Governo e, portanto, contra o movimento do general Sousa Dias, manteve-se parte bastante reduzida do Regimento de Infantaria 18, que tinha como comandante o coronel Raul Peres, o Regimento de Cavalaria 9 e o Regimento de Artilharia 5, da Serra do Pilar (Gaia).

A GNR fizera saber, através do seu comandante, major Alves Viana, que se manteria neutral e garantia o policiamento da cidade "em defesa das vidas e dos haveres dos cidadãos ..." [ler mais, aqui]

[Germano Silva, in Jornal de Notícias, 3/02/2007. Na Foto, em cima, a artilharia "que fez fogo sobre o Porto", do alto do Monte da Virgem, em Vila Nova de Gaia - in Arquivo Fotográfico]

J.M.M.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

SARMENTO PIMENTEL E O FEVEREIRO DE 1927


"[Norberto Lopes] ... Em que circunstâncias tomou parte no 3 de Fevereiro?

- [Sarmento Pimentel] A convite de amigos e companheiros da Flandres. O Jaime Cortesão e o Jaime de Morais foram ao Porto falar comigo. Disse-lhes que só tomaria parte do movimento, se as coisas fossem organizadas com cabeça, se Lisboa secundasse o grito de revolta do Porto, onde tudo parecia estar bem preparado de modo a assegurar a vitória. Não aconteceu assim. Lisboa hesitou, não aderiu logo e a revolta falhou. Por culpa de quem? Dos conjurados de Lisboa, que não vieram logo para a rua, como estava combinado, e que comprometeram, assim, irremediavelmente, o levantamento do Norte. Por culpa dos tímidos, dos pusilânimes, dos cobardes e daqueles que viram que a revolução não servia os seus interesses, e, sendo republicanos, contrariaram o movimento. Arrependeram-se depois. Mas já era tarde. Quando o general Simas Machado me procurou, alegando que a minha adesão traria para o lado dos revolucionários dois amigos meus com influência decisiva na guarnição militar de Lisboa - o major Ribeiro de Carvalho e o capitão Francisco Aragão -, voltei a dizer que a revolta só podia triunfar se rebentasse simultaneamente em Lisboa e no Porto. Não aconteceu assim e a revolução perdeu-se. Ribeiro de Carvalho e Aragão não saíram, alegando que a revolta do Porto era nitidamente partidária, contra o exercito, e que, além disso, o momento não se prestava para tomarem qualquer atitude. Anos depois, tanto o Aragão, demitido e exilado, como o Ribeiro de Carvalho, que chegou a passar fome, tiveram a franqueza de me dizer que se haviam enganado e que a revolta do Porto se perdeu por falta de apoio dos republicanos de Lisboa. A capital acordou quatro dias depois, mas já não serviu de nada. Àquele levantamento tardio chamámos nós, mais tarde, 'a revolução do remorso'. Quando me encontrei com o Aragão no exílio, ele caiu-me nos braços a chorar, dizendo: 'Tu é que tinhas razão!' E eu limitei-me a responder-lhe: 'Agora é tarde e Inês é morta', como se dizia em Suçães quando se representava o drama da mísera e mesquinha ..."

[in Sarmento Pimentel ou uma Geração Traída. Diálogos de Norberto Lopes com o autor das ‘Memorias do Capitão’ pref. de Vitorino Nemésio, Áster, 1976 - sublinhados nossos]

J.M.M.

sábado, 10 de fevereiro de 2007

PRISIONEIROS - FEVEREIRO DE 1927


Fevereiro de 1927 - Condução de presos para o Arsenal

[in, Arquivo Fotográfico]

J.M.M.

AINDA A REVOLTA DE FEVEREIRO DE 1927: OS MILITARES DE AVEIRO



Segundo o jornal O Democrata, semanário republicano de Aveiro, datado de 12 de Fevereiro de 1927, apresenta a seguinte notícia que pode ser confirmada aqui, na página 2, coluna 1 e 2, refere as baixas militares, em causa as baixas em cavalaria, registadas nos regimentos de Aveiro (Regimento de Cavalaria nº 8 e Regimento de Infantaria nº 19)que colaboraram na repressão da revolta do Porto.

A.A.B.M.