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segunda-feira, 23 de março de 2015

WORKSHOP – A HISTÓRIA DA MAÇONARIA



DIA: 28 de Março 2015 (15,00 horas - 19,00 horas);

FORMADOR: Francisco Carromeu [Doutorado em Estudos Portugueses, UNL];

LOCAL: Rua Alfredo Magalhães, 46, 6º (Porto);

DESTINATÁRIOS: Pessoas interessadas na temática;
OBJECTIVOS: Compreender como a Maçonaria é fundadora das instituições modernas democrática;

INSCRIÇÕES: geral@gbliss.pt
PARCEIROS: Chance Academy.


J.M.M.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

CONFERÊNCIA – MAÇONARIA E IGREJA EM PORTUGAL


CONFERÊNCIA: "Maçonaria e Desafios do Século XXI

ORADOR: prof. Francisco Carromeu;

DIA: 27 de Junho 2014 (19,00 horas);
LOCAL: Grémio Lusitano [Rua do Grémio Lusitano, 25, Lisboa];
ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português [Ciclo “Sextas de Arte Real”]

“Se a primeira reacção da Igreja Católica Apostólica e Romana ao aparecimento da maçonaria inglesa foi a de a ignorar, entre outras razões, a discussão do ideário liberal da maçonaria levou o Papa Clemente XII, em 1738, a publicar a bula In Eminenti Apostolatus Specula, proibindo os católicos de ingressarem e se tornarem membros de lojas maçónicas, sob pena de excomunhão. A partir desta data a Igreja Católica assinalava assim a incompatibilidade entre o juramento e o segredo das obediências maçónicas e a condição de cristão integrado na Igreja Católica Romana.

As bulas sucedem-se até que no papado de João Paulo II, em 1983, o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Joseph Ratzinger, mais tarde Papa Bento XVI, abranda o anátema da Igreja sobre os católicos maçons e declara apenas que estes ficam em estado de pecado grave e não se podem aproximar da Sagrada Comunhão, contudo, no essencial, a Declaração afirma que permanece imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçónicas.

Apesar desta situação, que apresenta contornos específicos em Portugal, nomeadamente em resultado do beneplácito régio, não deixaram de pertencer à maçonaria, desempenhando até nela altos cargos, concretamente o de Grão-Mestre, ilustres membros da Igreja, como arcebispos, camarlengos, cardeais, bispos e padres, que, no respeito pela liberdade de consciência, souberam na sua época enfrentar esta condenação.

A análise das várias bulas ao longo de mais de dois séculos, o clima e contexto em que surgiram e a reactividade anticlerical que esta situação também originou, entre outras causas, serão analisadas detalhadamente nesta conferência”.

[Fernando Castel-Branco Sacramento - Director do Museu Maçónico Português]

J.M.M.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

CONFERÊNCIA – CONSTITUCIONALISMO E LUTAS LIBERAIS. MAÇONARIA EM PORTUGAL


CONFERÊNCIA / DEBATE: " Constitucionalismo e Lutas Liberais – a Maçonaria em Portugal

ORADOR: Francisco Carromeu;
DIA: 22 de Fevereiro (16,00 horas);
LOCAL: Rua Maria Emília da Silva Carvalho, nº12 [
Leiria];

ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português [Ciclo “Novos Paradigmas”]

A Revolução Francesa surpreendeu toda a Europa para alterações institucionais cuja dimensão ninguém esperava. Era o Antigo Regime a desmoronar-se para dar lugar a um outro que deveria partir de fundamentos diferentes. Enquanto se definiam essas novas bases institucionais, o abade Barruel, em 1792, sugere que na origem da queda do regime antigo estariam quatro forças conspiradoras: os maçons, os enciclopedistas, os iluministas e os filósofos. Foi assim criada a primeira teoria da conspiração com a acusação das novas ideias, da discussão livre das ideias e daqueles que se reuniam a coberto, com a legitimação das condenações que a Igreja tinha operado com as bulas de 1738 e 1751.

Nunca os maçons tinham sido associados às revoluções políticas que então iriam começar em todo o ocidente cristão e que só terminariam na primavera dos povos de 1848.

Desde então, nunca mais a Maçonaria se conseguiu libertar dessa sua natural propensão para as conspirações, pela sua simples forma de reunião a coberto, entre indivíduos que se aceitam entre si como iguais, independentemente das suas crenças religiosas ou filiações partidárias e que só emitem opiniões que sejam suas, livres de qualquer constrangimento.

Contudo, a Maçonaria nunca foi responsável directa por qualquer revolução.  A sua forma de reunião em loja não permite qualquer acto revolucionário, mas os seus membros, pelo simples facto de serem livres, tornam-se, naturalmente, potencialmente revolucionários em qualquer regime opressor dos mais elementares direitos de cidadania.

Nessa medida, os maçons são, de facto, responsáveis pelas revoluções liberais de finais do séc. XVIII, princípios do séc. XIX, que deram ao mundo os regimes constitucionais que ainda hoje conhecemos, a liberdade de consciência e a igualdade de todos perante a lei. E construíram os regimes políticos baseados na lei, o sufrágio universal, a liberdade individual e a soberania das nações, fundamentos que hoje correm alguns riscos.

Em Portugal, particularmente, foram os maçons que começaram essa discussão nas lojas maçónicas ainda antes da existência de qualquer organização que a promovesse; criaram as sociedades patrióticas, os clubes, os partidos políticos, os sindicatos, as seguradoras, as mútuas, as cooperativas, os grémios, as associações empresariais, as filarmónicas e tantas outras organizações que estruturaram a sociedade moderna. E foram os maçons que reformaram o Estado e a própria Igreja, consagraram a separação de poderes e aceleraram a evolução da humanidade numa base contratual entre os cidadãos e o Estado que lhes pertencia.
Os maçons souberam encontrar soluções inovadoras para ultrapassar uma das mais profundas crises da nossa história; desempenharam então um papel de enorme relevância cívica.

Os tempos são outros, mas seguramente, com trabalho e perseverança os maçons hão-de, igualmente, saber dar um contributo efectivo para ultrapassar a actual crise financeira e de valores que o país atravessa e que hipoteca as gerações vindouras e o futuro". [AQUI]

[Fernando Castel-Branco Sacramento, Director do Museu Maçónico Português - Rua do Grémio Lusitano nº 25, Lisboa]

J.M.M.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

ARCEBISPO E MAÇON - O PADRE MARCOS ...


AUTOR: Francisco Carromeu;
EDITORA: Colibri, 2013 (Agosto/Setembro), 354 p.

O Estado que se refunda com as revoluções liberais exige a uma geração de portugueses a invenção de um novo contrato social, que junte a Nação, as instituições, a História e o progresso. Ao período que vai de 1820 e 1851, pede-se que se olhe com os olhos desse tempo e não com os do Antigo Regime que já passara ou com os do futuro que se não podia prever. Nele, ergueram-se os alicerces desse Portugal Moderno, difícil, controverso e confuso, muitas vezes gerador de equívocos que se foram repetindo na historiografia que se lhe seguiu. O padre Marcos esteve em todos os momentos decisivos desse período, interveio em todos eles, foi decisivo em alguns e tornou-se uma figura incontornável da sua inteligibilidade. Esteve na reforma do Estado e da Igreja e nunca considerou que fosse incompatível as suas condições de cristão e maçon, tendo chegado a Arcebispo de Lacedemónia e grão-mestre da Maçonaria portuguesa” [ver AQUI]

O livro de Francisco Carromeu é muito importante [como se compreenderá pelo brevíssimo percurso biográfico que nos atrevemos a apresentar sobre o padre Marcos] pela lacuna existente sobre esta “curiosa figura da nossa época constitucional” [cf. Manuel Pinheiro Chagas] e que lançará, decerto, “luz” sobre este “defensor acérrimo” dos direitos constitucionais do vintismo.   

O Padre Marcos [aliás Marcos Pinto Soares Vaz Preto] nasceu em Sesimbra a 30 de Dezembro de 1782. Seguindo [cf. A.H. Oliveira Marques; cf. Carlos H. G. Loureiro, “O Padre Marcos e o liberalismo”, Sesimbra, 1939] a carreira eclesiástica, professa o hábito da Ordem de Santiago, estuda filosofia em Évora, é prior de Alhos Vedros (1816-21) e da freguesia da Pena (1822-23), de onde é afastado e proibido de exercer.

Partidário das ideias liberais (já em 1808 se suspeitava que era autor de publicações clandestinas liberais, em Sesimbra), foi desterrado em 1823 (pela Vilafrancada) para Mesão Frio [Trás-os-Montes] e proibido de pregar. Com a chegada de D. Miguel, clandestinamente embarca (1828) para França, seguindo para o exílio em Inglaterra. Aí dirige os periódicos liberais, “Português Emigrado” (1828-29) e o “Paquete de Portugal” (1829-31). Acompanha as forças liberais de D. Pedro IV, que conhece na viagem para os Açores (1831-32), tornando-se seu confessor e pregador (bem como da rainha D. Maria II), desembarcando no Mindelo. Foi provedor e vigário geral do Patriarcado de Lisboa (1834), arcebispo de Lacedemónia (1835) e prior da Colegiada de Guimarães (1848). Esteve como deputado nas legislativas de 1834-36, 1942-46 e 1848-51.
O Padre Marcos pertenceu (1823) à Sociedade Patriótica Gabinete de Minerva [sociedade que a que pertenciam vários militares]. Foi maçon, iniciado em loja desconhecida [A.H.O.M.], com n.s. de “Filemon Fabrício”, tendo sido obreiro da Loja Regeneração nº338 (entre 1838-42) do REAA, sendo seu Orador (1841), loja essa que pertencia à Grande Loja Provincial do Oriente Irlandês. Esta Loja [instalada em 1837, em Lisboa, e extinta em 1872, era predominantemente ritualista, tendo entre os seus obreiros figuras como António Feliciano de Castilho (s. Chénier) ou Jorge Figanière e Mourão (s. Hector)] não deve ser confundida com a primitiva Loja “Regeneração”, fundada em 1797/8 e que se integrou no GOL (com o nº2) em 1804, tendo depois suspendido os seus trabalhos por várias vezes, extinguindo-se em 1823. Por último O Irmão “Filemon Fabrício” foi Grão-mestre da Loja Provincial do Oriente Irlandês, entre 1842-1851.

Morre o padre Marcos a 6 de Dezembro de 1851, em Lisboa.

J.M.M.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

CARBONARISMO EUROPEU NO SÉCULO XIX, POR FRANCISCO CARROMEU

No âmbito das comemorações do 5 de Outubro, realiza-se no próximo dia 8 de Outubro de 2012, pelas 18 horas uma conferência subordinada ao tema O Carbonarismo Europeu no Século XIX, pelo professor Francisco Carromeu.

Mais informações sobre a conferência podem ser obtidos  AQUI.

Esta conferência vai realizar-se na Biblioteca Museu República e Resistência - Espaço Cidade Universitária em parceria com a Associação República e Laicidade.

A acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

DO 28 DE JANEIRO DE 1908 AO REGICÍDIO


Nos próximos dias 28 e 29 de Janeiro de 2008, no espaço Cidade Universitária da Biblioteca Museu República e Resistência vai realizar-se uma conferência seguida de debate subordinada ao tema Da intentona do Elevador ao Regicídio. Cinco dias que abalaram Portugal. Participam no debate, com as suas reflexões e pesquisa António Reis (Professor de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa e Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano) e António Valdemar (jornalista e sócio correspondente da Classe de Letras, na secção de Literatura e Estudos Literários da Academia das Ciências de Lisboa).

Participa como moderador no debate o investigador e escritor Jorge Morais, autor entre outras da obra recentemente publicada Regicídio. A Contagem Decrescente, que o Almanaque Republicano também divulgou aqui.

A sessão terá início pelas 18.30h.

No dia seguinte, no referido espaço e horário, decorrerá nova sessão com a participação de Francisco Carromeu, autor do Dicionário da Carbonária e doutorando da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Este autor vai analisar a repressão do movimento de 28 de Janeiro e sobre o regicídio, no quadro da vigência da ditadura de João Franco.

O Espaço Cidade Universitária da Biblioteca Museu República e Resistência situa-se na Rua Alberto de Sousa, 10A, Zona B do Rêgo, em Lisboa (Telef.: 217802760 e Fax: 217802788).

Um conjunto de sessões a não perder.

A.A.B.M.