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quinta-feira, 28 de março de 2019

MAÇONARIA DE PORTAS ABERTAS – 6 E 7 DE ABRIL 2019


DE: 6 a 7 de Abril 2019;
LOCAL: Museu Maçónico Português [Rua do Grémio Lusitano, 25, Lisboa];

ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português.

O Museu Maçónico Português vai promover nos próximos dias 6 e 7 de Abril o evento “Maçonaria de Portas Abertas” com o objectivo de dar a conhecer o seu património cultural e material.

O visitante poderá comprar um livro, assistir a uma conferência ou até viajar numa Cápsula do Tempo através de uma visita guiada, onde poderá conhecer várias figuras marcantes da História do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa.


 
P R O G R A M A


 
6 Abr. 2019 - Sab.
 
 
10h00
Feira do Livro  (até às 18h30)
 
Exposição Temporária «O Património Cultural do Grande Oriente Lusitano»
10h00 
Visita Livre  (até às 18h00)
11h00 
Visitas Guiadas
11h30
Conversas sobre Maçonaria com Nuno Cruz
15h00
Cápsula do Tempo – Visita Guiada com personagens históricos 
 
Conferência «Olhares sobre o Antigo Egipto – Iniciação», Rogério Sousa
16h30
Conferência «Olhares sobre o Antigo Egipto – A Eternidade», Luís Araújo
 
Visitas Guiadas
18h00
Conferência «Introdução ao Esoterismo Ocidental», José Manuel Anes
 
 
 
7 Abr. 2019 - Dom.
 
 
10h00
Feira do Livro  (até às 18h30)
 
Exposição Temporária «O Património Cultural do Grande Oriente Lusitano»  
10h00 
Visita Livre  (até às 18h00)
11h00
Cápsula do Tempo – Visita Guiada com personagens históricos
11h30
Conversas sobre Maçonaria com António Ventura
15h00
Visita Guiada com António Lopes (Antigo Director Museu Maçónico Português)
 
Conferência «Olhares sobre o Mundo Clássico Elesius – Mistério e Rito» Nuno Simões Rodrigues
16h30
Visita Guiada com Fernando Sacramento (Director Museu Maçónico Português)
 
Conferência «Olhares sobre o Mundo Clássico Mitra, Sol e Toiros», Rodrigo Furtado
18h00
Concerto de Encerramento - Cristiano Holtz, cravo – As obras de Bach

A não perder.

J.M.M.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

[DIA 8 FEVEREIRO] - ALVES DA VEIGA (1849-1924). UMA PROPOSTA DE ORGANIZAÇÃO FEDERATIVA DA SOCIEDADE PORTUGUESA



AUTORA: Sónia Rebocho;
EDITORA: Caleidoscópio, 2017;

NOVA APRESENTAÇÃO DA OBRA:

DIA: 8 de Fevereiro de 2019 (19,00 horas);
LOCAL: Grémio Lusitano (Rua do Grémio Lusitano, 25), Lisboa;
ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português;

ORADORES: Professor Amadeu Carvalho Homem (FLUC) | Jorge Ferreira (Editor da Caleidoscópio) | Fernando Sacramento (Moderador)

► “Na chuvosa e fria madrugada do dia 31 de Janeiro de 1891, por volta das duas horas, começam a sair para a rua militares aquartelados no Porto, dando início à primeira tentativa de instaurar a República no país.

Augusto Manuel Alves da Veiga, advogado e professor nesta cidade, paga o seu envolvimento como chefe civil desta intentona falhada com duas décadas de exílio e o afastamento da ribalta da política nacional.

Com a implantação do regime republicano, Alves da Veiga vê o seu sonho de décadas cumprido e como patriota que se afirmava, e demonstrou ser, procura dar o seu contributo para a construção de um outro Portugal, ao escrever e enviar à Assembleia Nacional Constituinte o texto Política Nova: Ideias para a reorganização da sociedade portuguesa. Nesta obra apresenta um projecto de organização federalista e municipalista do Estado Português. Muitas das ideias defendidas por Alves da Veiga neste volume, apesar de não virem a ser adotadas pelos constituintes de 1911, são emblemáticas das opções ideológicas mais expressivas e vanguardistas do movimento republicano oitocentista português

Estamos em crer que o pensamento e os temas abordados pelo Dr. Alves da Veiga no seu projeto federativo de sociedade ainda, hoje em dia, mantém o fulgor e a inquietação intelectual propício à riqueza de um proveitoso debate, nomeadamente aos modelos a adotar na União Europeia, suscitado por este livro” [Fernando Castel-Branco Sacramento - Director do Museu Maçónico Português]

A não perder. 

J.M.M.

terça-feira, 3 de julho de 2018

[LIVRO] UMA VIDA DE HERÓI: MORTE E TRANSFIGURAÇÃO DE JAIME CORTESÃO



LIVRO: Uma Vida de Herói: morte e transfiguração de Jaime Cortesão;
AUTOR: Pedro Martins;
EDIÇÃO: Zéfiro, Julho de 2018.

LANÇAMENTO:

DIA: 4 de Julho (18,30 horas);
LOCAL: Museu Maçónico / Grémio Lusitano (Rua do Grémio Lusitano, 25, Lisboa);
ORADORES: Miguel Real | Daniel Pires | Renato Epifânio;

Através de uma leitura simbólica do ocultismo cifrado na literatura de Jaime Cortesão, Pedro Martins apresenta um surpreendente retrato espiritual do grande poeta e historiador. Esta sua interpretação revoluciona, uma vez mais, a história da cultura portuguesa, ao demonstrar como a génese do movimento da Renascença Portuguesa tem as suas raízes no esoterismo judeo-cristão, inscrevendo-se num vasto horizonte que abarca Dante, o Zohar e a Carta sobre a Santidade e se interliga com a maçonaria e o martinismo.

«Pedro Martins neste seu novo trabalho não se afasta da sua linha anterior – ler o que há de mais vital e vivo nas manifestações da cultura portuguesa a partir dum estrato iniciático, que é anterior às religiões e que lhes sobreviveu muitas vezes à margem ou mesmo em franco antagonismo.

Isto deu já proveitosos frutos na leitura duma pintura ainda tão mal conhecida como a de Vasco Fernandes, o autor dos painéis do Retábulo da Sé de Viseu, coevo de Gil Vicente e de Bernardim e sobre o qual tão pouco se sabe.

Com idênticas chaves de leitura – experiência e saber iniciáticos – ele consegue agora uma cerrada e prodigiosa interpretação de parte da obra de Jaime Cortesão e que fica desde já a ser, pela inteligência, finura e teimosia com que cinge as letras, um marco assinalável de progressão nos estudos sobre a poesia e o teatro do autor.

Só agora, após este trabalho, estamos em condições de começar a vislumbrar as verdadeiras dimensões duma obra poética e dramática que sem a simbologia iniciática ficava amputada dum espírito essencial que em muito contribui para a sua altura e o seu desmedido valor.

Cortesão é um dos grandes escritores do século XX português e este livro de Pedro Martins, escrito numa era sombria de morte e de esquecimento, contribui como nenhum outro até hoje para lhe restituir a aura de grandeza e de luz que tem


[António Cândido Franco, in Prefácio].

J.M.M.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

A MAÇONARIA ENTRE A FORCA E O CACETE, ENTRE O MITO E A REALIDADE (1807-1834)




AUTOR: Fernando Marques da Costa;
EDIÇÃO: Campo da Comunicação, Maio 2018, p. 612


LANÇAMENTO:

DIA: 19 de Junho 2018 (19,00 horas);
LOCAL: Grémio Lusitano (Rua do Grémio Lusitano, 25, Lisboa):
ORADOR: Fernando Lima, Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano.

ORGANIZAÇÃO: Instituto de Estudos Maçónicos

Durante o século XIX e parte do XX o essencial da história da Maçonaria portuguesa foi redigida por maçons, assente mais em 'tradições' do que em documentos e apoiada pelo memorialismo e pela historiografia liberal. Ora o século XIX caracteriza-se por uma atenção especial dada à história atribuindo-lhe uma utilidade social, política e ideológica. Essa função social é construída por uma releitura do passado como elemento identitário. A Maçonaria construiu uma memória histórica composta por uma realidade selectiva, que iludia e silenciava outras. Construiu, assim, um arquétipo historiográfico que durante muito tempo dificultou uma leitura mais serena e objectiva do que foi a sua realidade.

Talvez hoje valha a pena preferir a realidade ao mito, por muito que isso custe: os mitos são mais arrebatadores que a realidade” [da contracapa]

[ANOTAÇÃO NOSSA]: Este noviciado e estimulante livro de Fernando Marques da Costa - que decerto dará origem a curiosas e viçosas polémicas na historiografia maçónica - reúne (em sua primeira parte) um interessante e apreciado conjunto de textos e “episódios da história da Maçonaria em Portugal” (entre 1807 e 1834) que são aqui severamente desconstruídos. Tais episódios, que exerceram (e exercem) uma marca pedagógica relevante, quer na celebração e triunfo revolucionário do constitucionalismo liberal quer no ideário e memória do maçonismo (com o qual se confunde), resultam, segundo o próprio, numa desmedida ritualização de mitos evocativos, acentuando posicionamentos irredutíveis e “visões mitificadas” no panteão maçónico, produzindo, a partir dessas “leituras erradas”, vários e românticos “mitos historiográficos” liberais e maçónicos, que a muitos iluminaram e iluminam. 

[anotemos alguns dos episódios referidos: “Inquisição. Um mito a revisitar” e “O surto das Lojas Portuguesas e a preocupação com a faísca da sedição” (a condenação e perseguição à Maçonaria não seria acompanhada, no seu inicio, por um “combate doutrinário” sustentado contra ela, preocupação que só é verificável posteriormente à Revolução Francesa e a implicação daí decorrente no espaço maçónico); “A Grande Reunião de 1801” (análise das fontes historiográfica maçónicas onde se patenteia e descreve o processo de criar uma estrutura organizativa maçónica nacional, a formação do GOL); “Sousa Coutinho Maçon?”; “A estranha prisão de Hipólito José da Costa” e “A missão de Hipólito José da Costa e a criação do Grande Oriente Lusitano”; “Os motins de Campo de Ourique”, “O Conselho Conservador, a Maçonaria e os Modelos Conspirativos” e, ainda, “O Conselho Conservador, uma organização paramaçónica?”; “Gomes Freire de Andrade. O Mártir do Mito” e “Gomes Freire de Andrade e o Neotemplarismo” (reprodução de partes do anterior livro de Marques da Costa, “Gomes Freire de Andrade. O Mártir do Mito, Setembro, 2017); “A Setembrizada. Rutura e Mudança”; ”O Sinédrio e a Maçonaria. Os Labirintos da História” (importante reflexão sobre a relação entre o Sinédrio e a Maçonaria, com curiosas referências ao maçonismo de Manuel Fernandes Tomás)]

Estamos, neste construído operativo, no “grande rio da história” (Fernando Catroga) onde o constitucionalismo português e o maçonismo caminham a par com a “entificação da ideia do progresso”. Não cumpre, aqui, dar sentido a essa “exaltação paradigmática”, por muito esforçada que ela nos pareça. Seja-nos permitido dizer que não nos é relutante admitir que a maçonaria não exerceu uma acção de especial relevo a partir dos “conventículos maçónicos”, antes da constituição (1804) do Grande Oriente Lusitano (GOL), aliás conforme a autorizada reflexão de Marques da Costa. E assumir, que depois da sua constituição e expansão, o dissídio entre as maçonarias foram tão acentuadas (tenha-se em conta a restauração da Carta) que o GOL se torna ela mesma uma força conservadora, bloqueando “os ímpetos revolucionários”. Estávamos ainda longe da unidade maçónica, isto é da formação (1869) do Grande Oriente Lusitano Unido (GOLU), sob o malhete do Conde de Paraty. Saber se esse especial momento permite de imediato dar origem a novas alterações ideológicas que sejam instrumentos de novas realidades militantes (caso de 1820) e se, posteriormente, tenha conduzido a uma sociabilidade política aguerrida no combate político após a vitória (1834) sobre o despotismo miguelista, não é assunto de momento (ver, a esse propósito, além das diferentes análise de Marques da Costa, o importante texto de Fernando Catroga, “A Maçonaria e a Restauração”, Revista de História das Ideias”, vol. 7, 155-181). Apenas cumpre, em clarificação, revisitar as ruturas (sempre) existentes na corrente do liberalismo constitucional português e no campo maçónico, e disso darmos conta e apreço, para se entender o tempo, o espaço e a dimensão da (re)construção do mito e da verdade.

Merece, porém, o excelente e merecedor estudo de Marques da Costa umas breves anotações.

A primeira reside na competente exegese interrogativa acerca da "credibilidade das fontes” e “os modelos interpretativos até hoje utilizados na leitura desses episódios” (p. 355) da mitologia maçónica. Estamos, deste modo, perante a velha querela do problema da conceituação teórica e sua legitimação; estamos, ainda e para o que nos interessa por agora, perante o problema da natureza narrativa da história e do seu ordenamento, onde, nos parece, que a “caça aos factos” (na impossibilidade de aceder a muitas das fontes primárias, porque inexistentes, dada a sua destruição nos ominosos tempos do absolutismo) não poderá por em causa um certo “discurso narrativo” (Ricouer) de acontecimentos (e a sua preservação), muitos deles de natureza memorialística e alguns narrados no espaço periodista, verificando-se o competente exame crítico dessas ocorrências a partir e mediante o entrecruzamento de outras fontes de transmissão documental, para que não se transforme a “memória em mercadoria”.

Isto é, se a narrativa e a tradição maçónica pode (também) ser entendida a partir de uma série de acontecimentos construídos ao mesmo tempo que as suas narrativas – “o acontecimento ocorre no discurso” – nos termos das conjecturas dos seus actores, então na evocação do seu passado não se deve perder o “jogo da descontinuidade” e a sua “dimensão episódica” (tempo real e de acção) a pretexto de uma qualquer aparência de continuidade específica [a tal exaltação paradigmática desse “grande rio da história”], que o torna simbolicamente ininteligível aos seus leitores. Se, de facto, algumas das narrativas pessoais criadas são meras seduções políticas dos seus protagonistas ou dos seus publicistas [exemplo: a formação do GOL, a “Conspiração de 1817”, “O Sinédrio” ou a perseguição da “Inquisição” à “pedreirada”], e que fomentaram ritos de recordação, esse rumor tornado mito, não deixando de ser um curioso labirinto entre a demanda da “realidade” e a edificação de uma putativa “ficção”, então não se pode deixar de analisar a sua natureza, origem, concepção e evolução. Para se entender como o mito tem sido alimentado e florescido em crença até aos nossos dias.  

Uma segunda questão, necessariamente ligada à anterior, trata do problema da historiografia liberal e maçónica oitocentista, sem dúvida assaz complexa, em ligação com as provas preliminares da relação estabelecida entre os maçons, entre estes e as lojas e a rede de sociabilidade daí resultante. As curiosas ramificações clandestinas dessas “histórias variáveis”, a relação entre o “ser” e o “conhecer” dessa rede relacional, ou “afinidades conviviais” (p.361) não pode ser entendida fora dessa res gestae que foi o período do Triénio Liberal [e em Espanha, comparativamente; veja-se, por expl., Irene Castells, La Utopia insurrecional del Liberalismo, Barcelona, 1989] que produziu um vínculo interpessoal e político extraordinário e que foi um acontecimento ou epifania (re)fundadora da matriz identitária das maçonarias ibéricas.

De facto, o período revolucionário nos Estados Peninsulares (1820-1823) viu nascer no tronco comum da maçonaria novas formas de sociabilidade política (carbonarismo, as sociedades patrióticas, os clubes e associações paramaçónicas – ver José Manuel Martins, Os Estados Peninsulares e as Sociedades Patrióticas, Comissão Liberato, 2016), que conservando (algumas) o seu primitivo carácter iniciático rapidamente abandonaram os seus aspectos filantrópicos e confluíram para um ativismo romântico em que jogaram importante papel político contra o absolutismo, sem que a(s) maçonaria(s), elas mesmas, tenham criado essa mesma oposição. Quer isto dizer que as dissidências maçónicas [curiosamente sobre o papel da Maçonaria em Espanha neste período, J. A. Ferrer Benimeli não dá importância ao papel das lojas, não considera as lojas “irregulares” ou “selvagens” como maçonaria, estabelecendo o pressuposto teórico de apenas se considerar a maçonaria como uma sociedade secreta de caraterísticas iniciáticas – vide Castells, 1989] introduziram uma nova leitura e complexidade ideológica, novas formas de luta política, onde a documentação, por motivos de resguardo, não existia.   

Portanto, cumpre dizer, se é certo que a escassez de fontes maçónicas nesse período [como foi dito, a documentação ou foi destruída ou nem existia] produz, na época pelos seus protagonistas ou depois pelos publicistas, uma sistemática construção ilusória e mitificadora da realidade inteligível (desse mesmo conhecimento, entenda-se), não menos certo é que uma visão inevitável que daí resulta, ao expor uma suposta esterilidade das práticas maçónicas fora da ritualística, não pode por si só conduzir e gerar sucessivos “mitos historiográficos” (note-se, apenas porque citado, a Conspiração de 1817), em prejuízo de um conhecimento visível pelos sinais que o exprimem (e são alguns, mesmo que fragmentados estejam) e pela luminosidade com que abraçaram a luta pelo constitucionalismo, como mais tarde pelo Livre Pensamento. Na verdade, se as revoluções fazem os seus revolucionários, a maçonaria cria os seus próprios maçons.

J.M.M.

sábado, 9 de junho de 2018

À MESA DA TRINDADE – DIÁLOGOS SOBRE A MAÇONARIA



LIVRO: À Mesa da Trindade – Diálogos sobre a Maçonaria;
AUTOR: Nuno Cruz;
EDIÇÃO: Tecto de Nuvens (pref. Fernando Lima), 2018, p. 180.

LANÇAMENTO:

DIA: 11 de Junho (18,00 horas);
LOCAL: Grémio Lusitano;
ORADORES: Fernando Lima (Grão-Mestre do GOL) | António Ventura (Grão-Mestre Adjunto do GOL);



“Através de diálogos ficcionados – embora partindo de casos reais - entre um Mestre com muitos anos de prática maçónica e um aprendiz com pouco mais do que 3 meses de iniciação na Maçonaria, são abordados muitos dos aspectos menos conhecidos do grande público. Sem nenhuma ideia preconcebida, por estes diálogos passam muitas das inquietações dos maçons na sua prática quotidiana mas também se desmonta muito do que se “ouve dizer” no chamado mundo profano e não só!” [AQUI]

J.M.M.

sábado, 24 de março de 2018

IN MEMORIAM DE JÚLIO EMÍLIO GONÇALVES LOURO (1928-2018)



Júlio Emílio Gonçalves Louro nasceu a 29 de Janeiro de 1928. Neto de António Augusto Louro (1870-1949) – nascido no Sabugal, formado em ciências farmacêuticas [adquire uma farmácia no Seixal, a partir da qual exerce uma importante influência cívica local; cf. António Lopes, “António Augusto Louro. Um Maçon há cem anos”, 2005], é uma figura incontornável do ideário republicano e maçónico; ao longo da sua vida, António Augusto Louro, manteve uma intensa intervenção cívica, cultural e política [integrava, como maçon (n.s. Luso) da Loja Firmeza, a Comissão de Resistência Maçónica à data do 5 de Outubro de 1910, pertenceu à Carbonária, foi um entusiasta da educação, escrevendo curiosos materiais pedagógicos na sua luta contra o analfabetismo, fomentou as Escolas Moveis, intervém no movimento associativo fundando o Montepio dos Operários, Filarmónicas, Grupos Dramáticos, pertenceu à Associação de Registo Civil, é jornalista e fundador do periódico Seixalense (1902), integra a comissão que promove a primeira Festa da Árvore (26 de Maio de 1907), promove Associações de Beneficência, Associações de Bombeiros, funda centros republicanos (Alcanena, Torres Novas), lojas maçónicas (Seixal, Barreiro, Sesimbra, Moita, Alcanena), foi administrador dos concelhos de Torres Novas, Coruche e Alcanena, milita nas atividades do MUD e participa na campanha presidencial de Norton de Matos] – com ele viveu e aprendeu os valores da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, com ele aprendeu e ensinou que “sem Liberdade não há Democracia e sem Instrução não há Liberdade”.

Júlio Louro - que pertencia ao Grémio Lusitano, tendo sido agraciado a 16 de Fevereiro, último, com a Ordem Maçónica Hipólito José da Costa [AQUI] - foi um cidadão sem fadigas, verdadeiramente humilíssimo, harmonioso nos afectos, fraterno com os semelhantes, de uma generosidade sem limites.
 
O seu funeral decorrerá amanhã, pela 16 horas, no cemitério de Benfica.
 
Até sempre, Júlio Louro

J.M.M.

quinta-feira, 30 de março de 2017

EXPOSIÇÃO – RESP.’. L.’. SIMPATIA E UNIÃO 1853-2017




DIA: 31 de Abril 2017 (19,00 horas);

LOCAL: Grémio Lusitano [Rua do Grémio Lusitano, 25, Lisboa];
ORGANIZAÇÃO: Grémio Lusitano / Museu Maçónico Português.



Nesta exposição serão relevados vultos ilustres e aspectos do percursos de funcionamento ininterrupto da mais antiga Loja do Grande Oriente Lusitano - Maçonaria Portuguesa, que soube ultrapassar as vicissitudes da clandestinidade a que foi votada a Maçonaria Portuguesa, com a promulgação em Maio de 1935 da chamada Lei das Sociedades Secretas.

[Fernando Castel-Branco Sacramento - Director do Museu Maçónico Português]

J.M.M.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

5 DE OUTUBRO NO GRÉMIO LUSITANO – EVOCAÇÃO À LIBERDADE



5 DE OUTUBRO NO GRÉMIO LUSITANO – EVOCAÇÃO À LIBERDADE

 
Grémio Lusitano, no dia 5 de Outubro, o leva a efeito, um conjunto de iniciativas que visa evocar os heróis da República. O Programa começa na estátua de António José de Almeida, pelas 11 horas, com a deposição de uma coroa de flores e pelas 15 horas, uma conferência na sala José Estêvão do Palácio Maçónico, rua do Grémio Lusitano n.º 25.




PROGRAMA PARA O DIA 5 DE OUTUBRO:

11.00 Horas - Deposição de uma coroa de flores aos Heróis da República, na estátua António José de Almeida;

15.00 HorasSessão Pública de Evocação da Liberdade e de Memória aos Maçons Detidos no Tarrafal

ORADORES/TEMAS:

- Fernando Lima: “Actualidade do Trinómio Liberdade, Igualdade e Fraternidade: uma questão de cidadania;

- António Ventura: “Evocação dos Tempos Difíceis: maçons já falecidos que estiveram no Tarrafal

- Vasco Lourenço: Homenagem a Edmundo Pedro

 
LOCAL: Grémio Lusitano (sala José Estevão), Rua do Grémio Lusitano, 25 (Lisboa);


J.M.M.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

EXPOSIÇÃO – MAÇONARIA E ILUSTRAÇÃO



EXPOSIÇÃO: "Maçonaria e Ilustração, de 24 de Outubro 2015 a 5 de Fevereiro de 2016

INAUGURAÇÃO: 24 de Outubro de 2015 (12,00 horas);
LOCAL: Grémio Lusitano [Rua do Grémio Lusitano, nº 25, Lisboa];
ORGANIZAÇÃO: Manuel Pinto dos Santos | Museu MaçónicoPortuguês

No dia 24 de Outubro de 2015, sábado, pelas 12 horas, o Museu Maçónico Português (Rua do Grémio Lusitano, Lisboa) inaugura uma exposição subordinada ao tema, “Maçonaria e Ilustração”, organizada pelo dr. Manuel Pinto dos Santos

A exposição decorrerá até o dia 5 de Fevereiro de 2016.

J.M.M.

sábado, 6 de junho de 2015

VISITA GUIADA – REAL EDIFÍCIO DE MAFRA


VISITA GUIADA: Real Edifício de Mafra. Projecto do Milenarismo Joaquimita Franciscano

GUIA: Prof. José Eduardo Medeiros;

DATA: 7 de Junho 2015 (10,00 horas);
LOCAL: Palácio Nacional de Mafra (Porta da Basílica);
ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português [Ciclo “Visitas entre o Esquadro e o Compasso]

“No dia 7 de Junho de 2015, domingo, pelas 10.00H, o Museu Maçónico Português leva a efeito, no âmbito do ciclo ‘Viagens Entre o Esquadro e o Compasso’, a visita ao Real Edifício de Mafra, orientada pelo Prof.  José Medeiros.
O número máximo de participantes aceites nesta visita é de 30 pessoas. O custo de inscrição é de 15€ (…).

Esta visita é  promovida em parceria com a Associação dos Amigos do Convento de Mafra - Guardiães do Convento, que pretende dinamizar a ‘conservação do Convento de Mafra’, divulgando e promovendo o Palácio, ‘na convicção de que só se ama o que se conhece’ e que os portugueses têm razões de sobra para amarem e ‘namorarem’ o Palácio de Mafra». Esta Associação, através das iniciativas e parcerias que realiza, pretende angariar meios financeiros para a conservação do Convento de Mafra. Neste sentido, os meios arrecadados com esta visita reverterão para os 'Guardiães do Convento' concretizarem as mais urgentes obras de conservação.
O preço da visita inclui o acesso a todos os locais antes referenciados, disponibilização de auriculares e seguro dos participantes (Almoço não incluído).

 


REAL EDIFÍCIO DE MAFRA

"O Complexo do Real Edifício de Mafra (Palácio, Convento, Basílica, Jardim do Cerco e Tapadas) é um monumento notável a vários títulos.
Todo o Convento de Mafra foi planeado por D. João V como replicação dos cânones da Jerusalém Celeste em Mafra, concebido e projectado para este local, do ponto de vista da sua localização geográfica, simbólica e astrológica.

A Biblioteca Nacional de Mafra é uma das mais belas do mundo, recentemente distinguida pelo jornal britânico “The Telegraph” (a par da Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra).
A importância do Real Edifício de Mafra manifesta-se, desde logo, pela magnificência da sua construção e apetrechos:

- único no Mundo com Seis Órgãos de época,
- os maiores Carrilhões do Mundo,

- a Biblioteca universalmente considerada como das melhores e mais belas da Europa de então,

mas também pelas muitas peculiaridades relacionadas com a sua concepção, nomeadamente:

·   a construção "ali", naquele sítio e só naquele sítio, a um 1Km a Ocidente da Vila de Mafra (Vila Velha), obrigando a arrasar toda uma colina;
·   a configuração arquitectónica do Convento com os seus Torreões e o zimbório da sua Basílica, com a pomba do Espírito Santo;

·   a escolha do arquitecto Ludovice, um "simples" ourives de prata alemão, com oficina no Rossio de Lisboa; 
·    a curiosa e inusitada bula papal permitindo que a Biblioteca de Mafra tivesse e pudesse adquirir livros proibidos pelo Índex oficial da Igreja de então,

Esta Viagem, será uma oportunidade única para uma visita a locais que não são normalmente de acesso público, tendo lugar:
·        da parte da manhã, das 10h00 às 13h00, a visita ao Palácio, Biblioteca, Basílica e Sacristia do Sacramento, mecanismos dos Carrilhões e terraços do Zimbório;

·        da parte da tarde, das 15h00 às 17h30, a visita à zona militar da Escola de Armas - Capela da antiga Enfermaria, Sala dos Actos, dupla escadaria, Sala das Colunas, Museu, etc.”

Contando com a vossa participação, apresento os meus cumprimentos.”

[Fernando Castel-Branco Sacramento - Director do Museu Maçónico Português]

J.M.M.