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sábado, 15 de fevereiro de 2014

CARICATURA - MANUEL DE ARRIAGA E JOÃO CHAGAS



BILHETE-POSTAL com a caricatura representando o Presidente da República, Manuel de Arriaga, e João Chagas, Chefe de Governo entre Setembro e Novembro de 1911.

O Chefe do Governo surge capturando ratos que trazem um chapéu de cura, em alusão aos símbolos do anterior regime e à gorada incursão monárquica levada a cabo por Paiva Couceiro na fronteira norte de Portugal (em 4 de Outubro de 1911).

via Casa Comum, com a devida vénia

J.M.M.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

ARQUIVO PESSOAL DE PAIVA COUCEIRO NA TORRE DO TOMBO


Vai realizar-se no próximo dia 14 de Setembro, quarta-feira, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, situado na Alameda da Universidade em Lisboa, a cerimónia da entrega do Arquivo Pessoal de Henrique Mitchell de Paiva Couceiro.

O evento ocorrerá pelas 18.30h e conta com a presença do Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas. Na mesma ocasião estará patente também uma pequena exposição documental.

Recordamos que Henrique Mitchell de Paiva Couceiro nasceu em Lisboa a 30 de Dezembro de 1861 e faleceu nesta mesma cidade em 11 de Fevereiro de 1944. Era filho de José Joaquim Paiva Cabral Couceiro e de Helena Armstrong Mitchell.

Militar de carreira, foi governador colonial. Mais tarde foi deputado na legislatura de 1906-1907, sob o governo de João Franco. Casou com Júlia Maria do Carmo Noronha, filha mais velha do Conde de Parati.

Destaca-se como militar nas campanhas militares que se desenrolam em Angola, mas sobretudo em Moçambique, sendo ajudante-de-campo do comissário régio António Enes. Mais tarde e devido ao seu prestígio torna-se também ajudante-de-campo honorário de D. Carlos a partir de 1895.

Aderiu ao Partido Regenerador-Liberal liderado por João Franco em 1905 e foi eleito deputado pelo mesmo partido, como acima se fez referência.
Em 1907 foi nomeado governador de Angola, onde realizou trabalho meritório e reconhecido, para desenvolvimento e organização administrativa do território. Regressa a Portugal em 1909, onde se encontra aquando do 5 de Outubro de 1910, sendo dos poucos dispostos a resistir à revolta que conduziu à proclamação da República.

Com a instauração do regime republicano demitiu-se do Exército e exilou-se em Espanha. A partir da Galiza organiza várias tentativas de invasão, com particular destaque para os anos de 1911 e 1912, em que tentou restaurar a Monarquia. Porém todas as tentativas fracassaram, mesmo a que ocorreu em 1919, conhecida como a Monarquia do Norte, que deu origem a uma situação de guerra civil quase generalizada no Norte do País. Volta novamente a exilar-se e afasta-se da vida política.

Regressa depois já durante o consulado salazarista, quando assume posições públicas e políticas de discordância em relação à política ultramarins que estava a ser desenvolvida, facto que lhe valeu novamente a expulsão de Portugal em 1935. Regressa em 1937, mas porque toma novamente posição contra a orientação política que se seguia e foi obrigado a retirar-se para Espanha, instalando-se depois nas ilhas Canárias.

Um monárquico com firmes convicções que não vergou ao regime republicano nem ao salazarismo, afirmando-se sempre na defesa das suas posições e manifestando uma coerência que lhe valeram sérios dissabores.

A documentação agora entregue será certamente uma importantíssima fonte para se compreender as dificuldades da I República, o pensamento de Paiva Couceiro, as suas ligações internas e externas, bem como alguns dos sectores monárquicos de oposição ao Estado Novo.

A acompanhar com todo o interesse.
A.A.B.M.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

AS INCURSÕES DE PAIVA COUCEIRO EM 1911

Incursões Monárquicas from Cinemateca Portuguesa on Vimeo.


Há cem anos atrás, Portugal vivia já um clima de instabilidade.
Henrique Mitchell de Paiva Couceiro, heroi das campanhas de África e um dos mais resistentes combatentes monárquicos aquando da implantação da República refugiou-se na Galiza e com os seus seguidores invadiu o Norte de Portugal, sobre tudo a região de Chaves, Vinhais e arredores, onde se registaram alguns combates.

As tropas fiéis ao regime republicano, em especial a Marinha, bem como os Batalhões de Voluntários da República, muitos deles constituídos por carbonários, deslocaram-se para o Norte do país para impedir o avanço de Paiva Couceiro.

O filme dos acontecimentos foi agora disponibilizada, depois do apoio prestado pela Comissão para as Comemorações do Centenário da República para restaurar a película que pode ser consultada AQUI.

A.A.B.M.