“Saudades de um certo Porto …
Na FOTO: na frente
(pernas flectidas), Luís Veiga Leitão e Vasco da Lima Couto. De pé, a partir da
esquerda: Papiniano Carlos [1918-2012] e esposa (Olívia), Fernando Gaspar
(sogro do dr. Alberto Castro Ferreira) … e actores do T.E.P. [Teatro
Experimental do Porto - refira-se que Papiniano Carlos fez parte dos dirigentes
do T.E.P.]
NOTA (dos comentários): "esquerda para a direita , e de joelhos flectidos estão o Poeta Luís Veiga Leitão e o Grande Actor, também Grande Declamador Vasco de Lima Couto (TEP e FENIANOS no Porto);de pé, e também da esquerda para a direita, Papiniano Carlos e Olívia Valente de Vasconcelos(meus Pais)a seguir Sr. Fernando Gaspar e Esposa, D. Mira Gaspar, depois um Tio meu, Irmão de Olívia, Manuel Valente Bispo seguido pela Esposa, minha Tia portanto, Maria Augusta Monteiro Valente Bispo, a seguir,uma Senhora de quem não lembro o nome mas que era familiar do casal que está a seguir: Arquitecto Aristeu Ravásio (um Grande Anti-fascista ) e Esposa D.Zina (viviam em São Martinho da Gândara).Abaixo do Sr. Gaspar está a Escritora Maria Almira Medina e o Filho Tóju. Eu, Maria Salomé, estou de pé,com os meus sete anitos! [Maria Salomé V.de Vasconcelos]
NOTA (dos comentários): "esquerda para a direita , e de joelhos flectidos estão o Poeta Luís Veiga Leitão e o Grande Actor, também Grande Declamador Vasco de Lima Couto (TEP e FENIANOS no Porto);de pé, e também da esquerda para a direita, Papiniano Carlos e Olívia Valente de Vasconcelos(meus Pais)a seguir Sr. Fernando Gaspar e Esposa, D. Mira Gaspar, depois um Tio meu, Irmão de Olívia, Manuel Valente Bispo seguido pela Esposa, minha Tia portanto, Maria Augusta Monteiro Valente Bispo, a seguir,uma Senhora de quem não lembro o nome mas que era familiar do casal que está a seguir: Arquitecto Aristeu Ravásio (um Grande Anti-fascista ) e Esposa D.Zina (viviam em São Martinho da Gândara).Abaixo do Sr. Gaspar está a Escritora Maria Almira Medina e o Filho Tóju. Eu, Maria Salomé, estou de pé,com os meus sete anitos! [Maria Salomé V.de Vasconcelos]
FOTO e TEXTO via Alberto Castro Ferreira Facebook, com a devida vénia
Sob as
estrelas, sob as bombas,
sob os turvos ódios e injustiças,
no frio corredor de lâminas eriçadas,
no meio do sangue, das lágrimas,
caminhemos serenos.
De mãos dadas,
através da última das ignomínias,
sob o negro mar da iniquidade,
caminhemos serenos.
Sob a fúria dos ventos desumanos,
sob a treva e os furacões de fogo
dos que nem com a morte podem vencer-nos,
caminhemos serenos.
O que nos leva é indestrutível,
a luz que nos guia connosco vai.
E já que o cárcere é pequeno
para o sonho prisioneiro,
já que o cárcere não basta
para a ave inviolável,
que temer, ó minha querida?:
caminhemos serenos.
No pavor da floresta gelada,
através das torturas, através da morte,
em busca do país da aurora,
de mãos dadas, querida, de mãos dadas,
caminhemos serenos.
sob os turvos ódios e injustiças,
no frio corredor de lâminas eriçadas,
no meio do sangue, das lágrimas,
caminhemos serenos.
De mãos dadas,
através da última das ignomínias,
sob o negro mar da iniquidade,
caminhemos serenos.
Sob a fúria dos ventos desumanos,
sob a treva e os furacões de fogo
dos que nem com a morte podem vencer-nos,
caminhemos serenos.
O que nos leva é indestrutível,
a luz que nos guia connosco vai.
E já que o cárcere é pequeno
para o sonho prisioneiro,
já que o cárcere não basta
para a ave inviolável,
que temer, ó minha querida?:
caminhemos serenos.
No pavor da floresta gelada,
através das torturas, através da morte,
em busca do país da aurora,
de mãos dadas, querida, de mãos dadas,
caminhemos serenos.
[Papiniano
Carlos, “Caminhemos Serenos”]
J.M.M.

