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sábado, 4 de novembro de 2017

[CONGRESSO INTERNACIONAL] LUTERO – TESES – 500 ANOS



CONGRESSO INTERNACIONAL: 500 Anos - Lutero - Um Construtor da Modernidade;
DIAS: 9, 10 E 11 de Novembro 2017;

LOCAL: Fundação Calouste Gulbenkian [Avenida de Berna], Lisboa;
ORGANIZAÇÃO: Universidade Lusófona | Sociedade Portuguesa da História do Protestantismo.

Na Comemoração dos 500 Anos da fundação do “movimento da reforma protestante”, a Universidade Lusófona e a Sociedade Portuguesa da História do Protestantismo promovem um importante CONGRESSO, de âmbito internacional, sobre "Lutero: um Construtor da Modernidade”.

Durante três dias, na Fundação Calouste Gulbenkian, há lugar à apresentação e debate de um “conjunto de abordagens críticas sobre a relevância da Reforma Protestante como bem cultural e sobre a pertinência do seu pensamento na construção das identidades e representações da cultura europeia, em geral, e portuguesa, em particular” [AQUI], a partir de V Eixos Temáticos: Os percursos do longo século XVI; Teologia(s) da(s) Reforma(s); As Novas Fronteiras da Epistemologia; Reforma, Sociedade, Cultura; A Reforma para cá dos Pirenéus e para lá do Atlântico.

 
 

- "A 31 de outubro de 2017 passam 500 anos sobre o que pode ser considerada a fundação do movimento reformador do século XVI. Ficou para a história que nessa data em 1517 o monge alemão Martinho Lutero (1483-1546) afixou na porta da igreja do castelo de Vitemberga as suas 95 teses sobre as indulgências. Este momento veio a funcionar como arranque da Reforma Religiosa na Europa contribuindo para o subsequente surgimento do protestantismo e reorganização política, social e cultural do continente.

A Reforma Protestante não mudou apenas a história da religião cristã, transformou a Alemanha, influenciou a Europa e os outros continentes. Ainda que devedora a diversos movimentos precursores, enquanto mundivisão, plasmada tanto no espaço sagrado como no universo profano, sem ela não é possível compreender o seu próprio tempo mas também o que daí advém em termos de pensamento filosófico e mesmo da geocultura europeia que se desenvolveu nos últimos quinhentos anos. Da modernidade à contemporaneidade, o pensamento teológico mas também a literatura, a música, as artes plásticas, a educação, a economia, o direito e as ciências foram impregnadas pelo pensamento da Reforma. Quinhentos anos depois, que herança ficou da dinâmica reformadora? Que legado recebemos em nossas mãos? Que influência permaneceu viva até hoje?

O Congresso Um Construtor da Modernidade: Lutero – Teses – 500 anos pretende refletir sobre as múltiplas dimensões do movimento da Reforma, suas consequências e sua influência atual no mundo. Queremos ajudar a contribuir para (re)visitar o pensamento de Lutero como um dos construtores da modernidade, sendo esta uma oportunidade para inspirar tanto a memória coletiva europeia como o imaginário nacional. Além do seu capital religioso, sob forma de conhecimento e experiência humana, não podemos perder de vista os valores filosóficos e estéticos que nos ajudam a compreender tanto a presença como a ausência da Reforma Protestante no percurso intelectual, artístico ou cívico da cultura e sociedade portuguesa. Reconhecendo o pensamento de Martinho Lutero como um excecional objeto de estudo, a realização de um encontro científico visa promover o estudo sobre o papel e a influência da Reforma Protestante para a compreensão da nossa contemporaneidade.

O Congresso conta com a intervenção de teólogos, biblistas, exegetas, historiadores, filósofos, sociólogos e outros cientistas sociais que contribuam para a promoção de um olhar interdisciplinar sobre as marcas do pensamento que advém da Reforma, revisitando os seus princípios e valores, pelo que se assume como um exercício de cidadania que torna visível a nossa autocompreensão como indivíduos mas também “comunidade imaginada” [AQUI]
 
 

No que ao Almanaque Republicano diz particularmente respeito, registemos as seguintes comunicações / intervenções:

DIA 9: “Revisitando a Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, de Max Weber — ou sobre o interface da ideologia com o real” [Onésimo Teotónio de Almeida] | Reflexos da teologia de Lutero na cultura e literatura [Eduardo Lourenço] | “Martinho Lutero - Justiça e Liberdade” [Michael Knoch] | Protestantismo e judaísmo: Bíblia, Antigo Testamento e mecânicas de refundação e de eleição” [Paulo Mendes Pinto] | “As ordens religiosas e o espírito de reforma: a Reforma Luterana no quadro das reformas do cristianismo” [José Eduardo Franco]

DIA 10: “O Espírito da Reforma em Portugal” [Guilherme d’Oliveira Martins] |  “Padres e Educadores Católicos nas malhas do proselitismo protestante em Portugal” [Luís Machado de Abreu] | “Educação para todos na Reforma: Direito e Liberdade” [Wilson do Amaral Filho] | “Instituição-Escola e Reforma Protestante: Lutero e Plano Secular de Ensino” [Justino Magalhães] | “The Age of Mercy: Savonarola and Luther” [Luigi Lazzerini] | “Uma modernidade antiluterana: Nietzsche e a crítica ao espírito do capitalismo” [Gianfranco Ferraro] | “Protestantismo e Maçonaria em Portugal” [António Ventura] | “Protestantismo e Maçonaria em Espanha” [José-Leonardo Ruiz Sánchez] | “O Manuscrito contra os Protestantes do P.e João Baptista de Castro” [Manuel Curado] | “Escutismo e formação do cidadão: reflexões em torno da introdução do escutismo em Portugal no contexto republicano” [Joaquim Pintassilgo] | “Influências protestantes no movimento da Escola Nova” [Rita Balsa de Pinho]

DIA 11: “1517: A arquitetura e o discurso de poder em Portugal no tempo de Lutero” [Ricardo Silva] | “Protestantes e Jesuítas em confronto de doutrinas e representações: a visão paradigmática do Padre António Vieira” [José Eduardo Franco] | “Lutero e o jovem Marx” [Marcos José de Araújo Caldas] | “A cultura portuguesa e o protestantismo” [Miguel Real] | “Refrações do protestantismo na literatura portuguesa” [Annabela Rita] | “Lutero, Junqueiro, uma Vinha e um Senhor” [Henrique Manuel Pereira] | “1917 e Lutero. Há cem anos, coisas do diabo... ou do Pe. Júlio Maria De Lambaerde” [Alexandre Honrado] |  “A legitimação da autoridade segundo Lutero” [Rui Oliveira] | “ A Misericórdia e as 95 Teses de Lutero” [Teresa Toldy &  Rui Estrada] |  “Impactos de Lutero e da Reforma no Império Português: a Ásia e o Brasil (1520-1580)” [José Pedro Paiva].

J.M.M.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

CONFERÊNCIA – TERRORISMO E TOTALITARISMO


DATA: 6 de Dezembro 2014 (15,00 horas);

ORADORES: Adelino Maltez (prof. ISCSP) | Vera Cruz Pinto (prof. FDUL) | Mustafa Zekri (prof. ISMTG da Un. Lusófona)| Joshua Ruah (prés. AG da CIL) | Faranaz Keshavjee (drª. Psicologia Social) | Gabriel Catarino (juiz do STJ) | Fernando Lima (pres. Grémio Lusitano);

LOCAL: Teatro Nacional D. Maria II (Lisboa);
ORGANIZAÇÃO: Grémio Universalis, do Grémio Lusitano.

“… Os ataques à liberdade de expressão praticados nas mais diversas latitudes, as arremetidas aos direitos humanos, revestindo as mais diversas formas de intolerância, controle, perseguições, detenções, prisões, torturas e assassínios, põem em risco as conquistas duramente alcançadas ao longo de séculos por homens que sabem que a ética e a cidadania se constroem e exercem na cidade no dia-a-dia e que a justiça não pode ficar à porta da cidade.

O Grémio Universalis procurando fazer jus a toda uma plêiade notável de Homens que em Portugal souberam afirmar propostas pioneiras no campo dos Direitos do Homem, da solidariedade, da filantropia e mutualismo, da abolição da escravatura e da pena de morte, enfim da luta pela liberdade e democracia, promove a realização da Conferência "Terrorismo e Totalitarismos", a realizar no Teatro D. Maria II, no dia 6 de Dezembro, sábado,  pelas 15.00H.

O simbolismo da escolha do Teatro D. Maria II para a realização desta Conferência, edificado sobre o lugar onde antes se situava o antigo Palácio dos Estaus, Tribunal e Sede da Inquisição, pretende assinalar a necessidade de combater e transmutar o fanatismo, a superstição, a ignorância, a mentira, os erros e os preconceitos, em esperança no futuro, “Esperanças de Portugal”, como referia o Padre António Vieira …”

J.M.M.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

CONFERÊNCIA – HERMETISMO E ROSACRUZ NO PENSAMENTO HUMANISTA OCIDENTAL


CONFERÊNCIA: Hermetismo e Rosacruz no Pensamento Humanista Ocidental;

DATA: 21 de Novembro 2014 (18,30 horas);
ORADORES: prof. Rui Lomelino de Freitas | prof. Pedro Victor Rodriguez;
LOCAL: Grémio Lusitano [Rua do Grémio Lusitano, nº 25, Lisboa];

ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português | Fundação Rosacruz | apoio científico da Un. Lusófona (Ciência das Religiões)

Os documentos sapienciais mais importantes atribuídos a Hermes são o Asclepios, a Tábua de Esmeralda e o grupo de textos que foi designado como Corpus Hermeticum. As ideias e concepções aí presentes tiveram profunda influência no ocidente, na Idade Média e no Renascimento, auspiciando a moderna mentalidade científica através, nomeadamente, da alquimia, da astrologia, da magia ou da medicina. Actualmente, em diversas áreas da ciência, chega-se a conclusões e pontos de vista similares aos apresentados nos preceitos herméticos, como base sólida de conhecimento.

O movimento rosacruz teve a sua origem histórica há 400 anos, no início do século XVII, fruto da reflexão espiritual de um grupo de eruditos, místicos e teósofos do sul da Alemanha, que conceberam a história de uma personagem, Cristão Rosacruz, sobre a qual escreveram três Manifestos. Neles, os sábios e eruditos da Europa eram convidados a empreender uma reforma geral do mundo, através do cristianismo hermético e de uma investigação aprofundada das leis da natureza.

É notável a influência do pensamento rosacruz na tradição ocidental. Pensadores como Jacob Böhme, Robert Fludd, René Descartes, Francis Bacon, Jan A. Comenius, Isaac Newton, Robert Boyle, Gottfried W. Leibniz, Karl von Eckartshausen, ou Johann W. Goethe, mantiveram uma orientação humanista Rosacruz. A Maçonaria, o Martinismo ou a Teosofia, só para citar alguns exemplos, são considerados herdeiros do seu legado.

Diversos humanistas do séc. XVIII – esse crisol de ideias em que se formou a Maçonaria moderna –, numa perspectiva rosacruz procuraram beber das fontes clássicas da sabedoria perene, para no seu próprio interior encontrar a chave da transformação capaz de reconduzir a vida humana ao lugar que lhe é próprio no seio da manifestação universal. 

Contando com a vossa participação, apresento os meus cumprimentos

[Fernando Castel-Branco Sacramento - Director do Museu Maçónico Português]

J.M.M.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

VISITA GUIADA AO TEMPLO ANGLICANO – CATEDRAL DA IGREJA LUSITANA


VISITA GUIADA AO TEMPLO ANGLICANO – CATEDRAL DA IGREJA LUSITANA

DIA: 8 de Novembro 2014 (10,45 horas);

LOCAL: Paróquia de S. Paulo (Ex-Convento dos mariano, rua das janelas Verdes, 32, Lisboa)
ORGANIZAÇÃO:
Museu Maçónico Português [Ciclo “Templo Lugar Sagrado

A Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica surgiu na segunda metade do séc. XIX, fruto do ambiente religioso e social que então se vivia em Portugal.

A instituição do regime liberal e as novas ideias culturais e políticas que agitavam o mundo levaram - em Portugal como noutros países - a um clima de constante tensão entre muitos sectores da sociedade e a hierarquia da Igreja Católica Romana, que continuava, à época, presa a valores de tendência conservadora e absolutista, tardando a adaptar-se aos novos tempos.


Entretanto, ia chegando a Portugal a influência de outras correntes do cristianismo, ligadas à espiritualidade anglicana, à tradição protestante ou ao movimento "velho-católico", que se constituíra em países como a Suíça ou a Holanda precisamente para tentar restaurar na Igreja Católica a simplicidade e a vivência dos primeiros séculos do cristianismo.

Foi neste contexto que alguns sacerdotes e leigos se desligaram da Igreja Romana e formaram pequenas comunidades, onde se encontravam para, em igreja, viver e partilhar a sua fé em Jesus Cristo.

Em 1880 reuniram em Lisboa um Sínodo, sob a presidência do Bispo anglicano Riley, do México, expressamente convidado para o efeito e aí se constituiu e regulamentou a Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica.

Desde 1980 que a Igreja Lusitana é membro da Comunhão Anglicana, tendo como Autoridade Metropolitana o Arcebispo de Cantuária, na sua qualidade de foco visível de unidade naquela Comunhão.

Recorde-se que foi, precisamente, à Igreja Anglicana que pertenceu Jean-Theophille Désaguliers, que participou decisivamente na génese da Maçonaria especulativa e na criação, em 1717, da Grande Loja de Londres e Westminster, primeira Obediência Maçónica do Mundo.

Desagulier nasceu em 12 de Março de 1683 em Aytré, um subúrbio de La Rochelle, em França. Em virtude do Édito de Nantes, foi obrigado a emigrar num navio para Inglaterra escondido num barril, para não ser separado dos seus pais que professavam a confissão protestante.

Tendo o seu pai sido integrado no clero anglicano, tornando-se pastor de uma igreja na Swallow Street, Desagulier permaneceu com ele até os 16 anos, matriculando-se seguidamente na universidade inglesa Christ Church de Oxford, na qual fez estudos em filosofia e letras, até 1712, para além de ter adquirido uma sólida formação científica, que lhe possibilitou uma carreira de investigação, sobretudo no domínio da física e uma participação de relevo na Royal Society, na qual foi discípulo de Sir Isaac Newton.

Ordenado Diácono em 1710 e sacerdote em 1717, Desaguliers foi, também um membro proeminente da Igreja Anglicana, tendo sido capelão da Família Real.

Terceiro Grão-Mestre da Grande Loja de Londres e Westminster, foi um dos principais impulsionadores na elaboração das Constituições redigidas posteriormente  pelo pastor Anderson, em 1723, que consagram princípios de tolerância religiosa, definindo a Maçonaria como o Centro de União de pessoas que de outra forma manter-se-iam afastadas entre si.

O ponto de encontro será em frente à porta principal da Catedral da Igreja Lusitana - Paróquia de S. Paulo, Ex-Convento dos Marianos, Rua das Janelas Verdes, 32, Lisboa, às 10.45H.

As inscrições deverão ser feitas de preferência através do e-mail do Museu Maçónico Português ou do telefone infra indicados. 

Contando com a vossa participação, apresento os meus cumprimentos.”

[Fernando Castel-Branco Sacramento - Director do Museu Maçónico Português]

J.M.M.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

SÍLVIO LIMA [1904-1993]


Não há maior tortura que a solidão forçada” [Sílvio Lima – citado por Carlos Leone]

Sílvio Lima [Sílvio Vieira Mendes Lima] nasce em Coimbra a 5 de Fevereiro de 1904. Depois de fazer os seus estudos secundários [escreve um livro de poemas, "Maldades", 1921] ingressa na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, mudando posteriormente para a Faculdade de Letras, onde se licencia (9 de Julho de 1927) em Ciências Históricas e Filosóficas, com o seu incontornável "Ensaio sobre a ética de Guyau nas suas relações com a crise moral contemporânea".

Segue os estudos académicos [sob proposta do dr. Joaquim de Carvalho – de que foi assistente - e curiosamente de Gonçalves Cerejeira, com quem polemiza mais tarde – vide o ensaio filosófico, “Notas críticas ao livro do Sr. Cardeal Cerejeira, A Igreja e o pensamento contemporâneo”, Livraria Cunha, 1930, livro aliás, que, pela sua posição crítica, conduz a exoneração posterior de Sílvio Lima da Universidade], onde atinge raro brilhantismo na área da psicologia, estudando a “problemática da vida do inconsciente” (área pouco comum de análise académica), frequenta estágios no estrangeiro [Paris, Genebra, Bruxelas] e apresenta a sua dissertação para Doutor, com o tema, “O problema da recognição – estudo teórico-experimental”, nas provas do dia 29 de Junho de 1929, com aprovação de 19 valores. Torna-se professor auxiliar de Ciências Filosóficas [onde rege a cadeira de Psicologia Escolar e Medidas Mentais, na secção de Ciências Pedagógicas] em 1931. O ex-estrangeirado Sílvio Lima irá marcar o estudo e o ensino das ciências sociais em Portugal. O seu livro (raríssimo), logo apreendido pela censura, “O Amor Místico. Noção e Valor da Experiência Religiosa” (vol I) [Impr. U. Coimbra, 1935] trouxe ao debate anti-dogmático [temerário, diga-se, pelo impacto que teve na época] que manteve com o cardeal Cerejeira [seu antigo proponente, à iniciação académica] o inefável cónego Trindade Salgueiro [na altura professor de teologia no Seminário e mais tarde bispo de Elvas], que, de imediato [na revista "Estudos", do CADC, nº 93-96] condenou a obra ["invectivando o racionalismo" e sugerindo uma pretensa filiação maçónica de Sílvio Lima - cf. Miguel Real, Sílvio Lima - Filósofo sem Filosofia] e o autor [como todos os do meio católico fizeram], tornando-o objecto da repressão do regime.  

Republicano [“libertário, na sua perspectiva intelectual e sergiana, de tipo social e reformista” - cf. Luís Reis Torgal, “Estados novos, estado novo: ensaios de história política e cultural”, vol I] colabora no jornal “Gente Nova” [1927-28], órgão do Centro Académico de Coimbra (sob edição de Carlos Cal Brandão, e colaboração de Vitorino Nemésio e Paulo Quintela). Opositor ao regime da ditadura saída do 28 de Maio de 1926, é demitido – com base do Decreto-Lei nº 25317, como aconteceu a outros professores e intelectuais – pelo Estado Novo, do seu lugar da Faculdade, em 13 de Maio de 1935. Afastado de toda a vida escolar e universitária, escreve nos periódicos [O Primeiro de Janeiro, Diário de Lisboa], publica diversos ensaios sobre educação cívica e desporto, sempre numa abordagem filosófica.

É reintegrado [pelo então ministro Mário de Figueiredo, estando na pasta da Justiça o seu cunhado Adriano Vaz Serra] na Universidade a 22 de Janeiro de 1942, aí regendo a cadeira de “Teoria da História” [lições que circulam via sebentas, porque nunca foram publicadas], tendo-se aposentando em 1961. Durante esse período de regresso à Universidade a sua produção teórica na psicologia, pedagogia e teoria da história manifesta-se profícua, com a publicação de novas obras, intervenções em conferências e congressos, revelando mesmo uma curiosa atenção à produção literária nacional, com diversas recensões aos novos escritores.

Democrata, integra em 1945 o MUD, assina petições de oposicionistas presos (caso de Ruy Luís Gomes), fez parte da Comissão Nacional de Defesa da Liberdade de Expressão [cf. Luís Reis Torgal, ibidem], apoia em 1962 a luta dos estudantes da Universidade de Coimbra, participa nas comemorações do 5 de Outubro. Em 1975 (1 6de Abril) é reintegrado como professor catedrático, aposentado, no que foi uma homenagem “ainda em vida” ao professor e intelectual.

Morre a 6 de Janeiro de 1993.

[A CONSULTAR]: Biblos, vol IV, Coimbra, 1979 | Paulo Archer de Carvalho, “Sílvio Lima, um místico da razão crítica (Da incondicionalidade do amor intellectualis”, Impr. U.Coimbra, 2009 | Obras Completas de Sílvio Lima, II vols, FCG, 2002 | Sílvio Lima, por Carlos Leone | Sobre Sílvio Lima, de EduardoLourenço | Sílvio Lima - Filósofo sem Filosofia, de Miguel Real

J.M.M.

domingo, 4 de agosto de 2013

O PADRE, A MULHER E O CONVENTO

 

O Padre, a Mulher e o Confessionário”, pelo ex-padre CHINIQUY [pref. de Carlos Babo]; Editado pela Livraria Triunfo, Editora, Rua Nova da Trindade, 38, Lisboa; 1935, 201 p.

… Segundo conta Plutarco – tendo sido Lysandro intimado por um padre a confessar-se, perguntou-lhe_

- É a Deus ou ao homem que eu me devo confessar?

- A Deus – respondeu o hierofante.

- Então retira-te, homem! – exclamou o general lacedemonio” [in pref. de Carlos Babo]

 
O Convento Desmascarado. Escândalos da Vida Conventual”, por EDITH 0’GORMAN [pref. de Cristina Torres]; Editado pela Livraria Triunfo, Editora, Rua Nova da Trindade, 38, Lisboa; s/d, 303 p.
 
J.M.M.

segunda-feira, 31 de março de 2008

RELIGIÃO, NAÇÃO E ESTADO NOS 60 ANOS DE ISRAEL


Religião, Nação e Estado nos 60 anos de Israel: geopolítica e (des)encontro de "Civilizações"

Organizado pelo Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra- CEIS20, através do Grupo de Investigação "História Económica, Social e das Organizações", coordenado pelo Doutora Alda Mourão e o Centro Académico da Democracia Cristã de Coimbra (CADC) vai realizar-se no Auditório da Reitoria da UC, no dia 2 de Abril de 2008 o Colóquio "Religião, Nação e Estado nos 60 anos de Israel: geopolítica e (des)encontro de "Civilizações".

A escolha de Israel como pretexto para o debate em causa resulta do facto de em 2008 ocorrer o 60º aniversário da sua fundação; de se ter considerado que o passado e o presente daquele Estado do Médio Oriente integram, com uma exaustividade e uma intensidade inabituais, muitos dos dilemas - dos bloqueios e das possibilidades - observáveis para o conjunto da Humanidade ao longo da Época Contemporânea.

Na perspectiva de muitas individualidades e de inúmeros "cidadãos comuns", a fase actual da história da Humanidade seria marcada pela emergência de um "conflito de Civilizações"; pelo desagregar da confiança na democracia, no direito e nas instituições internacionais, no racionalismo e nos saberes de matriz científico-tecnológica. Em alternativa, assistir-se-ia à inevitável afirmação da hegemonia dos EUA enquanto "defensor político-militar do Ocidente", de um capitalismo neoliberal globalizado, de factores de intolerância e violência associados a "identidades exclusivistas" diversas (nacionais e religiosas, étnicas e socioeconómicas, sexuais
e etárias), de mundividências tradicionalistas ou de "utopias regressivas".

Segundo outras individualidades e múltiplos "cidadãos comuns", estar-se-ia, apenas, perante mais uma etapa do sempre plural e contraditório processo de evolução das sociedades humanas, no qual é possível referenciar diferenças e semelhanças, transformações e permanências, aspectos positivos e negativos; no qual o futuro continua a depender das escolhas realizadas pelos indivíduos, organizações e Estados ou associações de Estados. O colapso do "Bloco Comunista" não significaria, assim, nem o "fim da história e das ideologias", nem o alastrar irreversível do "islamismo radical" e a eternização da "guerra ao terrorismo".

O programa, para os interessados, está estruturado da seguinte forma:

9h30 - Conferência de abertura
The Past and Future of Israel
Alan Dowty, Professor Emeritus of Political Science (University of Notre Dame, USA)

11h00 - 1.º Painel

Religião, Nação e Estado
Comunicantes:

Fernando Catroga (Fac. Letras da U.C. )
“A secularização da ideia de «povo eleito»: história e política”

João Carlos Loureiro (Fac. Direito U.C. )
“Constituições e tribulações de Israel”
Moderador:
Joaquim Gomes Canotilho (Fac. Direito da U.C.)

14h30 - 2.º Painel

Estado de Israel – História e Geopolítica

Comunicantes:
João Paulo Avelãs Nunes (Fac. Letras da U.C. )
Sionismo, Holocausto e eurocentrismo nas origens do Estado de Israel

Rogério Leitão (Fac. Economia da U.C. )
A União Europeia e o conflito Israelo-Palestiniano: entre cumplicidades e ambiguidades
Moderador:
Adriano Moreira (Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa)

16h45 - Mesa redonda

Encontro e Desencontro de «Civilizações»

Comunicantes:
José Oulman Carp (Presidente da Comunidade Israelita de Lisboa); Peter Stilwell (Responsável do Patriarcado para o Diálogo Inter-religioso); Jorge Sampaio (Alto Representante da ONU para o Diálogo das Civilizações)
Moderador:
António Barbosa de Melo (Fac. de Direito da U.C.)

Organização:
Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX
da Universidade de Coimbra – CEIS20

Centro Académico de Democracia Cristã – Couraça de Lisboa, 30 – Apartado 3024
3001-401 Coimbra
Tel.: 239 822 483 | Fax: 239 841 585 | E-mail: cadc@cadc.pt | url: www.cadc.pt

A.A.B.M.