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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

[EXPOSIÇÃO] PESSOA. TODA A ARTE É UMA FORMA DE LITERATURA



DIA: 7 de Fevereiro a 7 de Maio 2018;
LOCAL: Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia – Edificio Sabatini, Planta 1 [Calle Santa Isabel, 52, Madrid;


 Pessoa e Companhia” – por Celso Martins, in Caderno E, Expresso
Em Madrid, apresenta-se uma grande exposição que capitaliza o estatuto internacional de Pessoa para iluminar também as vanguardas portuguesas.

Toda a arte é uma forma de literatura, porque toda a arte é dizer qualquer coisa.” Escolhida milimetricamente, a frase de Álvaro de Campos, que está na origem do título da exposição dedicada ao universo pessoano, é certeira na forma como define a mostra que acaba de ser inaugurada no Reina Sofía, em Madrid, o museu mais visitado de Espanha. Em bom rigor, ajuda-nos a perceber que esta é e não é uma exposição sobre Fernando Pessoa. Partindo da obra e das suas conceções estéticas, ela funciona, de igual modo, como um apreciável cartão-de-visita para as vanguardas portuguesas do início do século XX, que permanecem pouco conhecidas no país vizinho. Quem o explica é João Fernandes, cocomissário da exposição (com a historiadora Ana Ara) e, desde 2012, subdiretor da instituição madrilena: “O que mostramos é a originalidade das conceções modernistas de Pessoa, a relação delas com as artes visuais do seu tempo e a singularidade das vanguardas portuguesas, que não são meras sequelas do cubismo ou do futurismo parisienses.”
 
É muito provável que a possibilidade de estabelecer este engenhoso triângulo conceptual não seja alheia ao facto de um português participar na direção do museu, mas essa escolha deve ser vista à luz da linha programática da instituição: “Temos estado atentos a histórias menos conhecidas da história da arte que refletem o passado a partir de um ponto de vista que não seja colonizado pelas relações de poder que determinaram o reconhecimento de certos centros artísticos”, refere João Fernandes.

À semelhança do que aconteceu com a apresentação de Amadeo em Paris, em 2016, com origem na Fundação Gulbenkian, que também coproduz esta exposição, esta é uma oportunidade de ouro para a divulgação da arte portuguesa da primeira metade do século XX, cuja relativa invisibilidade em Espanha não é alheia à própria centralidade daquele país (com Picasso, Dalí, Miró e outros) no cânone modernista.
A operação é ambiciosa e multifacetada, aproximando-se do universo pessoano a partir de um acervo que inclui cinema, livros, manifestos, revistas e correspondência pessoal e de um conjunto de 160 obras em desenho, pintura e fotografia, bem representativas da arte mais avançada que se fez em Portugal entre 1914 e 1936 e onde pontificam, entre vários outros, trabalhos de Amadeo de Souza-Cardoso, Almada Negreiros, Eduardo Viana, Mário Eloy ou do casal Robert e Sonia Delaunay.
 
 

Os detalhes biográficos incluem aspetos idiossincráticos, como a relação de Pessoa com a cidade de Lisboa ou a astrologia, mas a exposição foca-se decisivamente nas propostas estéticas do português, nomeadamente, os conceitos e movimentos que instigou, em nome próprio ou através dos seus múltiplos heterónimos, como o Paulismo, o Intercecionismo ou o Sensacionismo. O interessante é que a montagem vai estabelecendo nexos entre essas construções dirigidas à literatura e as artes visuais, através de obras que vieram, por exemplo, do Museu do Chiado ou da Fundação Cupertino de Miranda e de museus estrangeiros como o Centro Georges Pompidou ou o Thyssen-Bornemisza.
O primeiro desses ‘ismos’, o Paulismo, que, segundo [João] Fernandes, corresponde a “uma das suas grandes intuições, a de que o simbolismo oitocentista é uma das origens da vanguarda”, reflete o seu interesse pela poesia de Camilo Pessanha ou a cumplicidade com Teixeira de Pascoaes, que o leva a escrever na “Águia”, o órgão oficial do Saudosismo. A formulação de Pessoa apela à convivência de imagens paradoxais e decadentistas e é aqui apresentada na companhia do tríptico “A Vida”, do simbolista António Carneiro, dos desenhos místicos de Pascoaes, das explorações próximas de uma estética déco de Amadeo e de “Orfeu nos Infernos” (1917), uma das duas únicas pinturas de Santa-Rita Pintor que sobreviveram. O núcleo central da exposição dedica-se ao Intercecionismo (que Pessoa considerava mais uma metodologia criativa do que uma estética), que tem pontos de contacto com o cubismo mas corresponde a uma aceção menos rígida dos mesmos fundamentos, e ao Sensacionismo, “o mais amplo conceito das suas vanguardas, que supõe sentir tudo de todas as maneiras e que se manifesta na heteronímia e sua diversidade”.
 
 

A exposição faz acompanhar estes desenvolvimentos com algumas das pinturas de Amadeo que, partindo do cubismo, mais se aproximam da abstração ou do icónico “K4 Quadrado Azul” (1916), de Eduardo Viana. Em algumas das obras é ainda clara uma das especificidades portuguesas: a convergência das práticas mais especulativas com uma atenção sistemática às formas populares e ao artesanato. Não por acaso, essa terá sido uma das fontes de sintonia com os Delaunay, que haviam chegado, com o orfismo, a uma alternativa ao cubismo picassiano e de quem se mostram pinturas alimentadas pelo plasticismo extrovertido da cultura popular minhota assimilado durante a sua estadia.
Paralelamente, incluem-se as revistas — como a “Águia”, a “Orpheu”, a “Portugal Futurista” ou a “Athena” — de importância decisiva, porque é nelas que “artistas e escritores coincidem”. Outro núcleo importante e normalmente pouco visível reflete a relação do modernismo português com as artes cénicas e performativas e que aqui inclui os desenhos de Almada para o ballet “A Princesa dos Sapatos de Ferro”, o seu painel “Jazz” para o Cine San Carlos, em Madrid, e várias notícias sobre os ballets russos em Portugal, bem como folhetos e cartazes de divulgação impregnados por uma estética modernista. A secção final da exposição sinaliza o segundo e menos radical modernismo português com obras em acorde expressionista ou lírico de Mário Eloy, Sarah Afonso ou Júlio e a centralidade cultural da revista “Presença”, que foi decisiva na receção de Pessoa para lá do seu círculo geracional. Como lembra João Fernandes, “os intelectuais da ‘Presença’ não só o publicam na revista como, no caso de João Gaspar Simões, vão fazer a edição da obra do Pessoa nas edições Ática”. A revista é ainda o pretexto para estabelecer outro nexo, desta vez com o cinema de Manoel de Oliveira, de quem se inclui o filme “Douro, Faina Fluvial”, de 1931, que traz a estética vanguardista ao cinema português.
 
 

A exposição desenvolve-se, aliás, entre dois momentos cinematográficos. No início mostram-se imagens de “Conversa Acabada”, um filme em torno de Pessoa e Mário de Sá-Carneiro realizado por João Botelho em 1981; e, no fim, “Conserva Acabada”, uma curta-metragem de João César Monteiro (1990) que ironiza a transformação de Pessoa num ícone pop.
Estes e outros momentos ilustram a fertilidade da figura de Pessoa inscrita na obra, nas ideias, na sua teia de afinidades e na sua irradiação iconográfica como eixo possível de uma apresentação abrangente da especificidade modernista portuguesa.
O catálogo que se edita com a exposição conta com textos de Marta Soares, Fernando Cabral Martins e António Saéz Delgado e vários do próprio Fernando Pessoa sobre as questões que são exploradas na exposição, oferecendo um olhar múltiplo que ajuda a explicar a sua atual universalidade. “Pela valorização da contradição e do paradoxo, e pela heteronímia, Pessoa é um intérprete fundamental da cisão do sujeito e da crise do autor moderno”, salienta João Fernandes. Por estas e outras razões, ele e a sua corte de heterónimos são bem conhecidos dos espanhóis, mas esta é uma oportunidade única de o descobrirem entre os seus companheiros de aventuras modernistas.
 
Pessoa e Companhia – por Celso Martins, revista E, Expresso, 10 de Fevereiro de 2018, pp. 63/65 – com sublinhados nossos.

J.M.M.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

JORNADAS MODERNISTAS – CENTENÁRIO DA PUBLICAÇÃO DA REVISTA ORPHEU


JORNADAS MODERNISTAS: Centenário da publicação da revista Orpheu

DIA: 19 de Maio 2015 (14,00 – 19 horas);

ORADORES: Carlos Reis | António Apolinário Lourenço | Osvaldo Silvestre | Manuel Portela | Diego Giménez | José Vieira | Rita Catania Marrone | Ana Paula Arnaut | José Augusto Cardoso Bernardes | Eduardo Lourenço;


ORGANIZAÇÃO: FLUC, Centro de Literatura Portuguesa e FCT.
 
PROGRAMA AQUI

J.M.M.

terça-feira, 24 de março de 2015

O ORPHEU E A SUA CIRCUNSTÂNCIA


O Orpheu e a sua circunstância” – por António Valdemar, in jornal Público

A revista Orpheu abriu novos caminhos na literatura portuguesa, permitindo questionar o homem e os seus abismos e levar a limites desconhecidos a invenção da escrita e da palavra.

Para vários capítulos da História, desde a cultura à politica, 1915 representou o ano de tudo o que era previsível e imprevisível: pulsões revolucionárias e turbulências contrarrevolucionárias, o restabelecimento das estruturas democráticas da República, o lançamento de uma política atlântica, de cooperação política e cultural com o Brasil.

Foi, ainda, ano do aparecimento da revista Orpheu – cujo centenário principia hoje a ser comemorado em numerosas instituições – que deu lugar à irradiação de uma nova poesia portuguesa e, ao mesmo tempo, à construção de uma nova língua portuguesa. Deve-se, fundamentalmente, a Fernando Pessoa, através de Álvaro de Campos, com a Ode Triunfal e a Ode Marítima. Também se deve a Almada Negreiros, não com os Frizos, publicados no Orpheu 1 – as garras e as asas de Almada ganharam folego e amplitude no Manifesto Anti-Dantas, na Cena do Ódio e na Engomadeira. Todos escritos em 1915.

Os cinco primeiros meses de 1915 podem considerar-se dos mais terríveis no percurso da Primeira República, tão fértil em incidentes, conflitos e revoltas que provocaram, em Maio de 1926, o fim do regime, com uma outra ditadura que só terminará com o 25 de Abril de 1974. Os últimos dias de Janeiro de 1915 acentuaram o fantasma da I Grande Guerra Mundial (1914-1918), os primeiros mortos em África (antes da tragédia da Flandres), a divisão de opiniões acerca da participação no conflito: os que sustentavam a fidelidade à Grã-Bretanha e as exigências da secular aliança luso-britânica; os que se pronunciavam a favor da neutralidade; e a erupção de sentimentos germanófilos.

Ainda não se tinham apagado os efeitos das incursões monárquicas de 1911 e 1912, no Norte do país, nomeadamente em Chaves, persistia o objetivo da restauração monárquica: intrigas e conspirações para ataques à República, já reconhecida por todos os Governos do mundo. A arrancada do grupo do Integralismo Lusitano recuperava o pensamento contrarrevolucionário, em revistas e jornais próprios e no auge dos conflitos militares e políticos, um ciclo de conferências na Liga Naval, em Lisboa.

Houve, também, no campo dos republicanos, oposições dilacerantes. Agravaram-se as querelas que fragmentaram a maçonaria, o Grande Oriente Lusitano Unido, liderado por Magalhães Lima, dando origem a outra obediência, o Grémio Luso-Escocês, dirigido pelo general Ferreira de Castro. Saíram do Grande Oriente lojas de todo o país. A dissidência envolveu muitos civis e militares dos partidos Evolucionista, de António José de Almeida, Unionista, de Brito Camacho, e do próprio Partido Democrático, de Afonso Costa.

O Movimento das Espadas, em 20 de Janeiro de 1915, foi o rastilho das muitas contestações. Manuel de Arriaga chamou o general Pimenta de Castro para formar um Governo que seria a primeira ditadura na República. Parlamento encerrado, adiamento de eleições, saneamento de altos quadros da função pública. Censura nos órgãos de comunicação social.

Entretanto, registou-se, a 14 de Maio, a mais sangrenta das revoluções da I República, 24 horas de fogo cerrado, mais de 100 mortos e mais de 1000 feridos em estado grave só em Lisboa. Houve a queda do Governo presidido por Pimenta de Castro, a renúncia de Arriaga; o regresso de Teófilo Braga à chefia do Estado, até se efetuarem eleições, para repor a Constituição de 1911 e consolidar os fundamentos do regime.

À margem desta agitação partidária, que se estendeu de norte a sul do país, acentuando todas as incógnitas, todos os pressentimentos, todas as fatalidades, a 25 de Março de 1915, precisamente há 100 anos, concluiu-se na Tipografia do Comércio, na Rua da Oliveira, ao Carmo, e para ser posto à venda, em Lisboa, no dia seguinte, a 26 de Março, o Orpheu 1. Também na mesma tipografia, será composto e impresso, em Junho de 1915, o Orpheu 2. Várias tendências literárias e estéticas avultam na diversificada e heterogenia colaboração de Fernando Pessoa (e Álvaro de Campos), Mário de Sá-Carneiro, Almada Negreiros, Alfredo Guisado, Luís de Montalvor, José Pacheko, Raul Leal, Armando Côrtes-Rodrigues, (Violante de Cysneiros), Santa-Rita Pintor e, ainda, de dois poetas brasileiros, Ronald de Carvalho e Eduardo Guimarães. Sem escrever uma linha, António Ferro foi o editor.

Entre a publicação e o lançamento do Orpheu 1 e do Orpheu 2 ocorreu uma cisão no grupo que se refletiu nas relações pessoais dos diretores e colaboradores da revista. Fernando Pessoa, através do heterónimo Álvaro de Campos, dirigiu uma provocação sibilina a Afonso Costa, que considerava um feroz e detestável adversário. Afonso Costa estava hospitalizado e era objeto de contínuas provas de solidariedade. (Júlio Dantas chorou, na sua crónica semanal, na Ilustração Portuguesa). Afonso Costa saltara de um elétrico, em andamento, julgando que era uma bomba. Sofreu graves ferimentos. Álvaro de Campos, em declaração publicada n'A Capital, insinuou com ironia perversa: “Numa hora tão deliciosamente mecânica, a própria Providência Divina serve-se dos carros eléctricos para os seus Altos Ensinamentos”.

Numa carta aberta, no jornal O Mundo, Alfredo Guisado e António Ferro, ambos republicanos, ambos do Partido Democrático de Afonso Costa, repudiaram o comentário de Álvaro de Campos. Deixaram de colaborar no Orpheu. Também se demarcou Mário de Sá-Carneiro e, em especial, Almada Negreiros. Apesar de católico praticante, monárquico assumido e muitos anos aluno interno do Colégio de Campolide dos Jesuítas, Almada deslocou-se, pessoalmente, a 7 de Julho de 1915, à redação d’A Capital para esclarecer que a frase de Álvaro de Campos resultara de “manifesto estado de embriaguez”. Foi a primeira alusão pública ao alcoolismo de Pessoa, antes da fotografia a “decilitrar” na taberna de Abel Pereira da Fonseca.

Três nomes do Orpheu vão evidenciar-se e definir o futuro: Fernando Pessoa (ortónimo e heterónimo), Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros. A política democrática e, mais tarde, o anti-salazarismo militante de Alfredo Guisado afetou-lhe a criação poética. Mesmo assim, Alfredo Guisado, “o mais injustamente esquecido poeta do Orpheu” no entender de Óscar Lopes e Vitorino Nemésio (Jornal do Observador), foi, na época, o que teve maior aceitação, influenciando os primórdios, por exemplo, de Cabral do Nascimento e José Gomes Ferreira.

Poetas e intelectuais das gerações seguintes acusaram o forte impacto causado pelo Orpheu, sobretudo por Fernando Pessoa e os seus heterónimos. E, cada vez mais, traduzido em todo o mundo, o semi-heterónimo Bernardo Soares do Livro do Desassossego. Ficamos a “ler o que nunca foi escrito” para mencionar Hofmannsthal, uma frase citada e aplaudida por Walter Benjamim.

O Orpheu projetou-se no grupo e na geração da Presença, nos Surrealistas, nos neorrealistas, nos Cadernos de Poesia e em sucessivos outros movimentos literários até aos nossos dias. Através de, apenas, dois números da revista Orpheu abriram-se caminhos surpreendentes na literatura portuguesa. O Orpheu permitiu questionar o homem e os seus abismos. Perder-se e encontrar-se nos labirintos. Criar novos imaginários. Levar a limites desconhecidos a invenção da escrita e da palavra”.

O Orpheu e a sua circunstância – por António Valdemar [Jornalista e investigador, membro da Academia das Ciências], jornal Público, 24de Março de 2015, p.46 – com sublinhados nossos.

J.M.M.

segunda-feira, 23 de março de 2015

CONFERÊNCIA – ORPHEU 100 ANOS DEPOIS. A GRANDE MUDANÇA NA LITERATURA

 


CONFERÊNCIA: ORPHEU 100 ANOS DEPOIS. A GRANDE MUDANÇA NA LITERATURA

DIA: 25 de Março 2015 (18,00 horas);
LOCAL: Biblioteca-Museu República e Resistência (Rua Alberto de Sousa, 10 A, Lisboa
 
ORADOR: António Valdemar (jornalista, investigador e Membro da Academida das Ciências) | Imagens: Álvaro Carrilho;
 
 
"A Biblioteca-Museu República e Resistência (Rua Alberto de Sousa), vai comemorar o Centésimo Aniversário da revista Orpheu com a conferência "Orpheu - 100 Anos Depois. A Grande Mudança na Literatura", pelo investigador e jornalista António Valdemar." [AQUI]
 

 
ORPHEU. Revista Trimestral de literatura. Portugal e Brazil – Ano I, nº1 (Janeiro/Fevereiro/Março de 1915) ao Ano I, nº2 (Abril/Maio/Junho de 1915); Propriedade: Orpheu, Lda; Editor: António Ferro; Direcção: Luís de Montalvor (Lisboa e Ronald de Carvlho (Brasil) [no nº 2, Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro]; Redacção: Rua do Ouro, 190-192 (Livraria Brazileira); Impressão: Tipografia do Commercio, 10, Rua da Oliveira (ao Carmo), Lisboa.
 
[a revista saiu a público no dia 25 de Março de 1915, com uma tiragem inicial de 100 expls; o seu segundo número sai a lume no dia 28 de Junho desse ano. O Orpheu 3 nunca viu a luz do dia, existindo, porém, algum trabalho compilado, que, curiosamente, foi encontrado (e completado) pelo poeta Alberto de Serpa ao longo do tempo – ver AQUI. Refira-se que a revista era paga com dinheiro proveniente do pai de Mário de Sá-Carneiro. Este suicida-se a 26 de Abril de 1916]

[Alguma] Colaboração/textos assinados: Alfredo Pedro Guisado, Álvaro de Campos (F. P.), Ângelo de Lima, Armando Cortes-Rodrigues, Eduardo Guimarães, Fernando Pessoa, José de Almada-Negreiros, José Pacheco (ilustração da capa do 1º num), Luís de Montalvor, Mário de Sá-Carneiro, Raul Leal, Ronaldo de Carvalho, Santa Rita Pintor, Violante Cysneiros [aliás Armando Cortes-Rodrigues].

J.M.M.