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segunda-feira, 14 de julho de 2014

14 DE JULHO – LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE

 
 

“A natureza diz a todos os homens: Fiz todos vós nascerem fracos e ignorantes, para vegetarem alguns minutos na terra e adubarem-na com vossos cadáveres. Já que sois fracos, auxiliai-vos; já que sois ignorantes, instruí-vos e tolerai-vos. Ainda que fôsseis todos da mesma opinião, o que certamente jamais acontecerá, ainda que só houvesse um único homem com opinião contrária, deveríeis perdoá-lo, pois sou eu que o faço pensar como ele pensa. Eu vos dei braços para cultivar a terra e um pequeno lume de razão para vos guiar; pus em vossos corações um germe de compaixão para que uns ajudem os outros a suportar a vida. Não sufoqueis esse germe, não o corrompais, compreendei que ele é divino e não troqueis a voz da natureza pelos miseráveis furores da escola.
 

(…) Com minhas mãos plantei os alicerces de um prédio imenso; ele era sólido e simples, todos os homens nele podiam entrar com segurança; quiseram acrescentar os ornamentos mais bizarros, mais grosseiros e mais inúteis; e o prédio começa a desmoronar por todos os lados; os homens pegam as pedras e as atiram uns contra os outros; grito-lhes: Parai, afastai esses escombros funestos que são vossa obra e habitai comigo em paz no prédio inabalável que é o meu.”

VOLTAIRE, in Tratado Sobre a Tolerância, Ed. Martins Fontes, S. Paulo, pp. 136-137

J.M.M.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

HISTÓRIA DA REVOLUÇÃO FRANCEZA


LUIZ LANC - "HISTÓRIA DA REVOLUÇÃO FRANCEZA" [Ornada de 600 gravuras executadas pelos mais distinctos artistas, sobre desenhos de H. de la Charlerie. Traducção de Maximiano Lemos Junior], Porto, Lemos & Cª — Editores 1889-1891, IV vols.

O livro que se vae ler foi, durante dezoito annos, a occupação, o encanto e o tormento da minha vida. Como muitos outros, poderia eu conciliar o favor do maior numero, parecendo adorar os que o mundo adora e vilipendiando todos os que elle vilipendiou. Teria podido cortejar com proveito, por uma ostentação d’admirações banaes e odios já feitos, o que alguns chamam a cinsciencia publica. Mas o que governa os meus pensamentos e ordena a minha palavra não é a vossa consciencia ou a d’elles: é a minha. Para quem ama a verdade com um amor digno d’ella, que importa a opposição da terra inteira, se, a respeito de qualquer ponto, toda a terra se engana ou mente? Um homem honesto só tem medo de si próprio.(...)

via IN-LIBRIS

J.M.M.