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quinta-feira, 28 de março de 2013

NOITES DE VIGILIA. APONTAMENTOS PELA VIA FORA



NOITES DE VIGILIA. APONTAMENTOS PELA VIDA FORA, de SILVA PINTO, Empreza Litteraria Lisbonense – Libanio & Cunha, Lisboa, 1896-1897, 24 fascículos (série completa) [Editor, Libanio da Silva, fasc. 1 a 3 | Empreza Litteraria Lisbonense – Libanio & Cunha (fasc. 4 e segs.)], 404 pags.
 
"Polemista prolífico (polemizou com Camilo), jornalista e importante memorialista. Amigo de Cesário Verde, foi o editor do seu Livro póstumo. Fundou e foi redactor (como Gomes Leal, Antero, Teófilo, Guilherme Braga e Junqueiro) do jornal Espectro deJuvenal. Crítico e teórico de arte, defensor do realismo, em Do Realismo na Arte (1878), isso não o impediu de tomar posição inversa em Realismos (1880). [...]"  via FRENESI
 
Sobre Silva Pinto AQUI o nosso Verbete.
 
J.M.M.

domingo, 4 de novembro de 2012

SILVA PINTO (1848-1911)


António José da Silva Pinto, também conhecido como Silva Pinto (Lisboa, 14 de abril de 1848- Lisboa, 4 de novembro de 1911), foi um escritor português, crítico literário, ensaísta, dramaturgo e romancista de estética naturalista. Foi amigo de Cesário Verde, foi também um dos principais doutrinadores do Realismo-Naturalismo. Foi também um dos amigos de Camilo Castelo Branco.

Deixou-nos uma quantidade assinalável de obras de carácter memorialístico que nos permitem cohecer o meio literário português da segunda metade do século XIX e primeiros anos do século XX. Assinalava-se hoje a data em que faleceu.

Abaixo, com uma montagem de imagem fica a nota biográfica feita na revista O Ocidente, 20-11-1911, nº 1184, p. 254-255 e pode ser consultado AQUI.


A.A.B.M.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

O ESPECTRO DE JUVENAL



"Leitor burguês que lanças mão desta revista, esperando encontrar aqui mais um corretor dos teus negócios, mais um emoliente nas tuas horas de irritação, alguma coisa complementar da chávena de café, tomada ao cair da noite nos botequins (...)

Vós todos que esperais ver surgir mais um apostolo da falsa ordem que mascara a imensa podridão, mais um apologista da Rotina, do Erro e da Mentira, mais um grupo de vendilhões que oferecem boa doutrina em troca de bom emprego:
Passai de largo. Erraste o caminho (...)

Professores primários, empregados públicos, operários modestos, batalhadores obscuros e ignorados de todas as condições e de todos os partidos, que sentis no vosso peito o gérmen dum sentimento nobre, no vosso cérebro o esboço dum pensamento útil e que, algemados e dilacerados pelas grandes provações e pelos grandes preconceitos, careceis de auxilio, de incitamento e de conforto nas vossas lutas: Vinde, disponde da nossa pena"

in, Espectro de Juvenal, nº1 [citado por Archer de Lima, Magalhães Lima e a sua obra], nota de abertura.

Espectro de Juvenal, publicação de critica e sátira publicada em Lisboa, nº 1 (1872) ao nº 5 (1873). Colaboração de Gomes Leal (sai no 3 num), Sebastião Magalhães Lima, Silva Pinto, Guilherme de Azevedo, Luciano Cordeiro (sai no 2º num). Lisboa, Imprensa de Joaquim Germano de Sousa Neves.

J.M.M.

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

CECÍLIO DE SOUSA


Um dos republicanos históricos e hoje pouco conhecido, o Dr. Cecílio de Sousa, foi um dos primeiros a combater a Monarquia através da sua pena, escrevendo em diversos jornais. Neste contexto, conviveu com outra das figuras marcantes do final do século XIX, Silva Pinto,que deixou algumas reflexões curiosas, na sua obra Pela Vida Fora (1870-1900), Livraria Editora Guimarães&Libânio, Lisboa, 1900, p. 24-25:

"O Cecílio da Folha do Povo... Era pouco amável, mas ainda não vi alguém mais convicto. De quê? De que tudo isto era uma pouca vergonha! Fóra do seu jornal - O Trinta e depois A Folha- só admirava e amava muito o seu mestre Teófilo Braga. Abaixo deste culto e rancor pela patifarias sociais, gostava muito das suas flores e dos seus galinaceos, que ele tratava no seu belo quintalinho da rua da Procissão.

Conheci-o desde 72, num grupo de republicanos socialistas de que faziam parte Silva Lisboa, Azedo Gneco e Conceição Fernandes. Foi ele quem numa das minhas crises de falta de trabalho me relacionou com o editor Vieira Paré, para o qual escrevi uma tradução da Eugenie Grandlet, de Balzac, e um romance intitulado O Padre Maldito. Há poucos anos voltei a ver o Cecílio, na Folha do Povo, dirigindo ele a parte política e eu uma secção humorística. Ele estava então mais misantropo do que noutros tempos; breves palavras trocamos.

Era muito arrebatado em palestras e em artigos e locais jornalísticas. Pão pão, queijo queijo! E daí alguns conflitos pessoais, que o não desviavam do seu rumo. Tinha suas altercações com o proprietário da Folha do Povo, José António Ferreira, mas não podiam viver um sem o outro: breve se reconciliavam.
De resto, toda a Lisboa se lembra daquela figura."

Que outras tarefas e responsabilidades desempenhou este republicano? Sabemos que nasceu em Albarraque, Sintra, a 22 de Novembro de 1840, por isso a nossa opção de fazer um pequeno retrato sobre esta personalidade.

AABM