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sexta-feira, 5 de maio de 2017

A MAÇONARIA NA SOCIEDADE AMOR DA PÁTRIA. A HISTÓRIA DE UMA LOJA NO FAIAL




LIVRO: A Maçonaria na Sociedade Amor da Pátria. A História de uma Loja no Faial;
AUTOR
: António Lopes;
EDIÇÃO: Sociedade Amor da Pátria, 2017, p. 192

“No caso da Maçonaria, que não é religião, nem mera ideologia, onde se vivem e revivem lendas, alegorias e símbolos, através de rituais conhecidos, é mais intensa e formalizada essa dimensão, até com a procura do próprio sagrado. Logo, ver de fora qualquer comunidade de coisas que se amam pode levar muitos a dizer que todas as cartas de amor são ridículas. Mas como dizia Fernando Pessoa, é bem mais ridículo não se escreverem cartas de amor. Ou não responder a uma entrevista sobre a matéria, só porque o interpelante tem manifestado óbvias divergências com as nossas conceções do mundo e da vida, mas talvez seja capaz de reconhecer que comete erros, tem dúvidas e pode enganar-se, até na listagem de inimigos públicos”

A Sociedade Amor da Pátria foi no passado, e é no presente, uma entidade marcante e incontornável na vida e na história do Faial e da cidade da Horta em particular. Abordar os momentos chave dessa história é manter vivo o presente, compreendendo-o com a certeza que, com isso, estamos a honrar todos os faialenses, de nascimento ou de coração, que em tempos idos lutaram para que os homens e as mulheres de hoje possam ter um conjunto de referências morais e materiais que os enchem de orgulho.

 


Essa história a que nos referimos é feita por uma Sociedade criada pela Maçonaria onde, por vezes, não se distingue onde começava o pensamento ou a ação de uma e acabava o de outra. Por isso, conhecer a história da Loja Amor da Pátria é conhecer uma parte importante da Sociedade Amor da Pátria, mais vasta é certo, mas onde estão presentes os ideais da Liberdade, Igualdade e Fraternidade que floresceram nesta ilha, Compreende-se que a dado passo desta obra se diga que no Faial “até as pedras das calçadas eram constitucionais”.

A Direção da Sociedade Amor da Pátria ao convidar o Dr. António Lopes para efetuar este trabalho, historiador especializado nos temas maçónicos, está a lembrar esse passado que nos orgulha e a deixar para os vindouros momentos que o tempo tem tendência para apagar, e os homens, mesmo que involuntariamente, por vezes esquecem. Ao lembrar esse passado estamos a assumir a paixão que nos motiva numa casa como esta. Estamos a lembrar o contributo cívico de uma entidade, dos seus associados e dos seus dirigentes para com o todo social num momento histórico difícil para o associativismo e em prol do Bem Comum. Estamos ainda a prestar homenagem, aos sócios de ontem e de hoje, que fizeram e fazem a Sociedade Amor da Pátria e estamos, por fim, a sublinhar o contributo cívico que a Sociedade Amor da Pátria todos os dias, de forma renovada, dá para a história do Faial e dos Açores.

[Ruben Simas, in Prefácio à obra - sublinhados nossos]

J.M.M.

domingo, 20 de julho de 2014

SOCIEDADE PROMOTORA DAS BELAS-ARTES


FOTO de Grupo da Sociedade Promotora das Belas-Artes (fundada a 8 de Agosto de 1861, em Lisboa) [que na sua fusão com o Grémio Artístico (1890) – ex-Grupo do Leão (1880) – deu origem à Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA), aprovada pelo Alvará de 16 de Março de 1901. Sobre a Sociedade Promotora das Belas-Artes, ver os “Estatutos da Sociedade Promotora das Bellas Artes em Portugal”, Lisboa, Typ. Universal, 1876. A primeira exposição da Sociedade é datada de 1862. Curiosamente, Rafael Bordallo Pinheiro faz a sua estreia nos salões da Sociedade, em 1868]:

Zacarias d’Aça (1839-1908), escritor | José Maria Alves, médico | Joaquim Pedro de Sousa, artista plástico | José Ferreira Chaves (1838-1899), pintor | Luís Ascêncio Tomasini (1823-1902), pintor | José Rodrigues (1828-1887), pintor | Júlio de Castilho (1840-1919), 2º visconde de Castilho, escritor e olisipógrafo | Francisco de Assis Rodrigues (1801-1877), escultor | Domingos de Sousa e Holstein Beck (1897-1969), 5º duque de Palmela | Carlos Krus, artista plástico / Joaquim Nunes Prieto (1833-1907), pintor | José Gregório da Silva Barbosa.

via Arquivo Municipal de Lisboa, com a devida vénia]

J.M.M.