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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

TRECHOS LAPIDARES – NA HOMENAGEM NACIONAL A THEOFILO BRAGA


Trechos Lapidares – Na Homenagem Nacional a Theofilo Braga (LXIX Anniversario), Lisboa, Imprensa Libanio da Silva (Travessa do Fala-Só, 24), p.20

 Theofilo Braga, nesta bella arremettida de uma geração ardente contra a inércia de uma autocracia idiota, - tem desde então continuado sempre indeffectivelmente na brecha, na evidencia, na vanguarda: escrevendo de graça, desinteressadamente em satisfação do seu próprio prazer supremo, o prazer de espalhar ideias, segundo o testemunho de Ramalho Ortigão; apostolando, norteando, dirigindo com uma amplitude de efficacia, de que nem ainda hoje damos bem conta, a mentalidade portugueza” [Abel Botelho, p.6]

A renovação intellectual portugueza, encetada pela Eschola de Coimbra trazendo à mentalidade do paiz uma salutar emancipação das velharias do seu classicismo, alargou o espírito de investigação e curiosidade para todos os campos novos que o movimento litterario e scientifico europeu febrilmente revelara ao tempo, em uma demolidora fúria de todas as mentiras, de todos os erros, de todos os preconceitos artificiosos e seculares” [Alexandre Braga, p. 9]

J.M.M.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

TEÓFILO BRAGA


THEOFILO BRAGA - VIDA MUNDIAL, nº 1478, 6 de Outubro 1967

"... a política é o meio prático de coordenar entre si todas as actividades e elementos de uma sociedade. É como o grande simpático em um organismo superior, cuja função é coordenar o funcionalismo de outros órgãos por si independentes. É esta a noção mais clara da política; abandonar esta grande força à insensatez desvairada dos partidos, fugindo de tomar conhecimento do modo como a exercem, é o mesmo que entregarmos o exercício dos nossos nervos á excitação bestial dos curandeiros ..."

Teófilo Braga, in "História das Ideias Republicanas em portugal".

J.M.M.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

domingo, 17 de abril de 2011

TEÓFILO BRAGA E INOCÊNCIO FRANCISCO DA SILVA



LIVRO: "Teófilo Braga e Inocêncio Francisco da Silva. Correspondência trocada entre o historiador e o bibliógrafo da literatura portuguesa" - com Anotação de Alvaro Neves e Notícia preliminar de A. do Prado Coelho, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1928.

«É um pungente retrato epistolar de um país que esmaga às cegas os poucos recursos humanos que possui. Troca de missivas entre aquele que foi desde sempre o nosso mais conceituado amador dos livros e aquele que o triunfo da República possibilitou alcandorar-se a Presidente ... “de todos os portugueses”... Há a sublinhar que o período abrangido – 1860 a 1868 – em nada as desactualizou.

Uma passagem exemplar:

"... Eu ando aqui pouco menos que bestificado. Conclui o tomo 5.º do malfadado Diccionario, porém resta-me pouca vontade de entrar a contas com o 6.° ...

Ainda hontem me obrigaram a perder no Governo Civil oito horas successivas, das dez da manhã ás seis da tarde. E para quê? Por causa de um atoleimado Edital, mandando cumprir uma Portaria ainda mais atoleimada do Ministerio do Reino, que prohibiu um ajuntamento que certos parvos provocavam para hoje na praça de D. Pedro, e que tinha por fim accelerar a quéda do ministerio actual, para ser substituido por outro da mesma estofa, se não peior!

Lá renovou agora o conde de Thomar na Camara dos Pares a iniciativa de um projecto de organisação administrativa (que elle já apresentára na sessão passada, e chegou a ser alli approvado, e não o foi na outra camara por sobrevir a dissolução). Por este projecto sou eu irremissivelmente condemnado a morrer Amanuense do Governo Civil, ao cabo de vinte e quatro annos de serviço, passados sempre na espectativa de accesso, que uma vez deveria chegar, mas que me cortam agora sem appellação! – E o caso é, que o projecto passa (injustissimo como é a todos os respeitos) e brevemente o verêmos convertido em lei!

Isto, meu am.º, é um paiz de loucos, e de desavergonhados, entre os quaes mal se pode viver. E se não me engano, verêmos de cada vez cousas peiores. Eu por mim estou velho, e se os desgostos me não consumirem mais cedo, irei provavelmente findar os dias em Rilhafoles [ref. ao manicómio], que é uma excellente vivenda e muito de apetecer. Vejo-me para isso com boas disposições ...
"

via FRENESI LOJA, com a devida vénia.

J.M.M.

domingo, 23 de setembro de 2007

TEÓFILO BRAGA


Grandes Vultos do Pensamento Republicano: Teófilo Braga

Com selo da Edição dos CTT (1ª série). Desenho de Victor Santos – posto em circulação a 4 de Outubro de 1979

J.M.M.

domingo, 27 de maio de 2007

CONFERÊNCIAS DEMOCRÁTICAS DO CASINO LISBONENSE



Por estes dias, há 136 anos, decorriam em Lisboa as famosas Conferências do Casino, onde a intelectualidade portuguesa começava a discutir a democratização e as ideias socialistas que chegavam a Portugal devido à forte influência francesa.

Vejamos então uma carta de Antero de Quental para Teófilo Braga, onde se trata das ideias que estavam em debate na época.

"Temos um programa, mas não uma doutrina; somos associação, mas não igreja: isto é, liga-nos um comum espírito de racionalismo, de humanizaçaõ positiva das questões morais, de independência de vistas, mas de modo nenhum impomos uns aos outros opiniões e ideias, fora do âmbito marcado tão largamente à nossa unidade por esse comumponto de vista. Seremos, em religião, pelo sentimento criador do coração humano, contra os mitos doutrinais das teologias: seremos, em política, pelo governo do povo pelo povo: em sociologia, pela emancipação do trabalho, combatendo as tendências egoístas e esterilizadoras que hoje predominam. Dentro disto, todas as opiniões são perfeitamente livres, assim como todos os assuntos. O nosso fim é produzir uma agitação intelectual na nossa sociedade, lançando em cada semana uma ideia ou duas para o meio desta massa adormecida do público".

Antero de Quental, carta a Teófilo Braga, s.d., in João Medina, As Conferências do Casino e o Socialismo em Portugal, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1984, p. 69

[Note-se a actualidade do pensamento de Antero, mesmo no nosso tempo, Portugal continua a debater-se com problemas semelhantes aos que existiam no último terço do século XIX.]

A.A.B.M.

sábado, 17 de março de 2007

JARDIM DO ATENEU COMERCIAL DE LISBOA - MARÇO 1907



Foto da Conferência de Teófilo Braga, no Jardim do Ateneu Comercial de Lisboa, durante a crise académica [in Ilustração Portuguesa, Março 1907]

J.M.M.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

domingo, 25 de fevereiro de 2007

TEÓFILO BRAGA


Ontem, dia 24 de Fevereiro, assinalou-se o aniversário de nascimento de Joaquim Teófilo Fernandes Braga. No ano de 1843, em Ponta Delgada, nascia o filho de Joaquim Manuel Fernandes Braga (1804-1870) e de Maria José da Câmara Albuquerque (fal. 1846). No arquipélago açoriano inicia o seu percurso pelas letras colaborando com alguns jornais regionais e publica a sua primeira obra poética, Folhas Verdes (1859). No ano seguinte deixa os Açores e vem estudar para a Universidade de Coimbra onde permanece entre 1862 e 1867, envolvendo-se na famosa Questão Coimbrã.
Ao longo do tempo, torna-se uma das figuras da cultura portuguesa mais respeitadas, publicando inúmeras obras e influencia grande parte do pensamento político em Portugal na segunda metade do século XIX até inícios do século XX. Foi professor no Curso Superior de Letras e
Podem consultar-se úteis biografias desta personalidade aqui ou aqui ou aqui.
Como político aderiu desde muito cedo aos ideais positivistas e republicanos. Em 1878 apresentou-se como candidato a deputado pelos republicanos federalistas, mais tarde integrou o Directório do partido, sendo escolhido como presidente do Governo Provisório da República em 5 de Outubro de 1910.
Faleceu em Lisboa 28 de Janeiro de 1924.

Em jeito de curiosidade, a crer no que foi publicado, Teófilo Braga concedeu a sua última entrevista a Julião Quintinha, que o mesmo reproduz na sua obra Imagens de Actualidade, Editor Nunes de Carvalho, Lisboa, 1933, p. 57-71.

Alguns estudos interessantes sobre Teófilo Braga disponíveis na net:
- Barbosa, Luísa Maria Gonçalves Teixeira, O Brasil e o Movimento Republicano Português, 1880-1910
- Luz, José Luís Brandão da, A Positividade das Ciências Sociais em Teófilo Braga
- Matos, Sérgio Campos, História e identidade nacional.A formação de Portugal na historiografia contemporânea

Podem ainda indicar-se estudos fundamentais de:
- Carreiro, José Bruno, Vida de Teófilo Braga. Resumo Cronológico, Coimbra, 1955.
- Cidade, Hernani, Doutor Teófilo Braga. As directrizes da sua obra de História Literária, Lisboa, 1935.
- Homem, Amadeu Carvalho, A Ideia Republicana em Portugal. O Contributo de Teófilo Braga, col. Minerva História, Livraria Minerva, Coimbra, 1989.
- Pimenta, Alfredo, Teófilo Braga, V.N. Famalicão, 1943.

A.A.B.M.