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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

TOMÁS DA FONSECA – MISSIONÁRIO DO POVO – UMA BIOGRAFIA


 
 
LIVRO: Tomás da Fonseca – Missionário do Povo – Uma Biografia;
AUTOR: Luís Filipe Torgal [pref. de Vítor Neto];
EDIÇÃO: Antígona, 2016, p. 448
 
LANÇAMENTO EM COIMBRA

DIA: 15 de Outubro (17,00 horas);
LOCAL: Casa Municipal da Cultura (Sala Silva Dias), Coimbra;
ORADOR: Fernando Catroga
 
 
 “Primeira biografia de fôlego sobre José Tomás da Fonseca (1877-1968) e o seu tempo, a presente obra analisa a vida longa e polémica desta personalidade de impressionante produção literária e actividade intelectual, permanentemente na linha da frente do arriscado confronto político.

Cruzando dois séculos e vários regimes políticos, Tomás da Fonseca – Missionário do Povo traça o percurso desde as origens humildes deste ex-seminarista e pedagogo, até à sua afirmação como republicano laico e ateu, referência incontornável do anticlericalismo português e, no período do Estado Novo, patriarca das oposições. Legou-nos, entre outras obras, Sermões da Montanha, O Santo Condestável – Alegações do Cardeal Diabo e Na Cova dos Leões, um dos mais emblemáticos textos subversivos impressos em Portugal durante o salazarismo, e desconstruiu de modo desassombrado as visões e o culto de Fátima.

Estudo meticuloso, este livro desvenda as representações contraditórias e o legado de Tomás da Fonseca, tido ora por anticlerical fanático, mistificador e iconoclasta, ora por apóstolo cívico do laicismo e símbolo dos livres-pensadores portugueses [AQUI].
 
 
J.M.M.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

O ESPIRITO ERRANTE – CARLOS BABO


CARLOS BABO, “Espírito Errante. Retalhos de um Diario” (capa de Manuel Monterroso), Lisboa, Tipografia do Comercio (Rua da Oliveira, 10 – ao Carmo), 1916, 112 p.

► “- Olá, mestre! … Vae o diabo lá fora … Tiros, pranchadas, correrias, gritos, assaltos a esquadras de policia... desasocego perigoso! Isto vae mal, mestre! O trabalho escasseia, o comercio encolhe-se numa crise exhaustiva, a industria não dá um passo, o retraimento geral lança-nos a todos numa situação desesperada... Isto vae mal.

Quem assim falava' era um rapaz com aparencia de vinte anos, vestindo blusa de operario, alto, forte, de cabeça descoberta, cabelos negros anelados, olhar vivo, rasgado, inteligente.

Aquele a quem ele chamava mestre, estava sentado junto de uma mesa pequena e tôsca de pinho, numa ampla oficina de tanoaria. Era um operaria tambem e aparentava ter cinquenta anos. Usava barba grande, naturalmente frisada e que lhe chegava até meio do peito espaçoso e saliente. Tinha a fronte larga, aberta em sulcos transversaes, sob uma farta cabeleira grisalha, onde ele nesse momento sucessivamente mergulhava os dedos enclavinhados da mão direita, branca e nervosa […]

- Isto vae mal, mestre. Os homens são ferozes. Bem dizia o mestre que eu era uma creança, quando olhava todos os meus sonhos como possiveis realidades côr de rosa ...
- Creanças ... creanças ... Repetiu o mestre, num intimo recolhimento, esparso o olhar na mesma nesga de céo.

Passados instantes de silencio, voltou se o mestre para o rapaz e disse:

Quem governa Babylonia? O Trabalho, a Honra, o Direito? Não; a licença. A patria do guerreiro e monge, do audaz navegador e do epico sublime, tem sido alma da lenda na elegia dolente do passado.
A blusa tomou o logar das armaduras de aço, e a grande epopeia do futuro seria o Cantico dos Canticos do trabalho á Liberdade...

Liberdade! Como ousaram manchar meus labios esta palavra santa, que paira em silêncios de luz, muito alem das torturas da terra, das infamias do mundo, das imperfeições dos homens e das minhas apagadas esperanças?!...

Esperanças! Bronzeos grilhões de refulgências enganadoras, que arrastaes o homem pela longa tormenta da vida, em busca da terra da promissão, sem que jamais logre encontra-la, e por fim o deixaes, inexoravelmente, á borda do tumulo, clamando em suplice desespero pelo descanço misterioso da... inconsciencia! […]

E quem tem governado a moderna Babylonia? Os homens, defendendo a pureza dos principies? Tem governado os melhores? Não. Governam os homens integrados na lucta dos interesses.

Governa a maioria, - mentira que a nossa fantazia morbida engendrou? Não. E' sempre uma minoria autocráta que domina e governa, aferindo os seus actos mais incoerentes e contradictorios pelas necessidades da Patria na aparencia, mas de facto pelas necessidades de seus interesses em lucta …

NOTA BREVE: Este “Espírito Errante”, de Carlos [Cândido dos Santos] Babo (1882-1959), foi publicado em Março de 1916. Trata-se da republicação de um conjunto de crónicas (1913-1916) escritas no jornal “República”.

Diga-se que Carlos Babo [AQUI, AQUI e AQUI já referido por nós] escreveu inúmeras crónicas e artigos nos periódicos [como A Mocidade Livre, A Plebe, A Vitória, Ala Esquerda, Alma Nova, Diário Liberal, Diário de Lisboa, Humanidade, Liberdade, Montanha, O Mundo, O Clarim, O Laico, O Norte, O Povo, O Raio, Pátria, Pensamento, República, Voz da Justiça, etc.], tendo sido, mais tarde, completamente silenciado [caso raro e suponho único], por ordem pessoal do ditador Oliveira Salazar

[curiosamente, o ditador Oliveira Salazar permite-lhe, bem como a Tomás da Fonseca, a publicação de artigos anticlericais, como estratégia política de consolidação do poder pessoal. De facto a campanha anticlerical que a Censura (Major Barradas) e o ditador permitiu, pretendia insinuar ter o ditador “pouco poder” para combater o jacobinismo e a maçonaria (da qual, Carlos Babo e Tomás da Fonseca, eram obreiros dedicados. Babo foi iniciado em 1903, em Coimbra, no seu 4º ano de Direito. E Tomás da Fonseca em 1906, também em Coimbra). A “armadilha”, ao que parece, resultou e rapidamente, e após a “guerra anticlerical” verificada, consolidado o seu poder pessoal com a “eliminação das resistências” por parte dos sectores da Igreja e do grupo em torno do presidente Carmona, Salazar combate e persegue ferozmente os mais ardoroso publicistas dessa contenda. Parece que o ditador, chamando o major Barradas (censor-mor), disse-lhe o seguinte sobre Carlos Babo: “esse senhor (sic), a partir de agora, não escreve nem mais uma linha” – refª ms inédito de J.B.. E assim foi, salvo alguns artigos que Carlos Babo publica no jornal “República”. Ao mesmo tempo, Carlos Babo é aposentado compulsivamente]    

O livro “Espírito Errante” publica-se quando Carlos Babo se encontra em trabalho administrativo, em S. Tomé e Príncipe (Julho de 1915 a 1916). Durante esse “interregno colonial” em S. Tomé, escreve, além do já referido “Espírito Errante”, os opúsculos, “A Pérola do Atlântico” e “Pela Colónia de S. Tomé”. 

A sua estadia em S. Tomé e o seu labor no apoio às governações republicanas, deve-se a ter sido um amigo pessoal, indefectível e até ao fim de António José de Almeida.

[tornam-se amigos quando Carlos Babo integra a Comissão Republicana de Felgueiras e a partir daí, pela militância republicana e a comunhão maçónica, a amizade ficou para sempre; na verdade, Carlos Babo é (1908) nomeado advogado do Directório (PRP), sob pedido de A. José de Almeida a Bernardino Machado, tendo sido incumbido, em especial, de defender em tribunal os elementos da Carbonária; não por acaso, a casa onde, na ocasião, viveu com o seu (também) amigo de sempre, Manuel Bravo, foi-lhe acertada por Albertino da Costa Feio, seu futuro sogro, amigo de A.J.A. e maçon da Loja “Comércio e Indústria” (a casa ficava na rua dos Correeiros, 205, antigo templo maçónico); depois, a 6 de Outubro de 1910, torna-se chefe de gabinete de A.J.A, ministro do Interior do governo provisório, continuando a ser sucessivamente, ao longo das várias governações republicanas, seu secretário pessoal, ao mesmo tempo que chefiou a Repartição da Direcção geral de Instrução Primária e, também, secretário Geral do Ministério; foi A.J.A. que, por volta de Maio de 1915, lhe “preparou” a nomeação para o cargo de Chefe dos Serviços de Curadoria Geral dos Serviçais, acumulando com Juiz da 2ª Vara, em S. Tomé e Príncipe; refira-se, ainda, que António José de Almeida foi padrinho no seu casamento com Judite Costa Feio, realizado a 19 Julho de 1911 – refª J.B., ibidem]

J.M.M.

terça-feira, 7 de maio de 2013

REVISTA DA FIGUEIRA



REVISTA DA FIGUEIRA. Publicação mensal de Arte, Sciencia e Litteratura. Redactores: João Templário, Manoel d’Almeida e Cardozo Marta. Figueira. Imprensa Lusitana. 1903. 19,5x28 cm. 47-I págs. E.

… Tanto podemos condemnar os males d’uma sociedade pelo sentimento, na sua accepção mais restricta, como pela ironia, como pelo combate. O combate, ferindo, produz a exaltação; a ironia, mordendo, produz a vergonha, quando não dá a indifferença, e o sentimento verdadeiro são e forte, falando á alma, incute-lhe o bem com os mais santos exemplos. E assim, o que deve ser, é convicção e sinceridade nas palavras que ellas traduzem bem como a ideia nobre e uma alma nobre, e tenham só em vista a perfeição e o bem. Então que se siga por qualquer caminho. É a isto que nos propômos — rapazes no vigor da vida, e por isso cheios de convicção e justiça …

"Número único desta publicação dada a lume em Abril de 1903 e que contou com a colaboração de: Alberto Bastos, Aníbal Fernandes Tomás, Duarte Lima, João de Barros, Pedro Fernandes Tomás, Sousa Viterbo, Teixeira de Carvalho e de Tomás da Fonseca.

Ilustrada em extra-texto com um desenho do “Caes da Figueira da Foz por occasião da visita regia” impresso em papel couché e em folha á parte.. No final, impressa em folha à parte tem ainda a letra e a notação musical da “Modinha”, de J. F. Pereira da Costa".  [ler TUDO AQUI]
 
J.M.M.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

“CARTILHA NOVA” DE THOMAZ DA FONSECA



► “Cartilha Nova. Para o José Povinho ler à noite, ao serão”, de Thomaz da Fonseca, Edição do Gremio “O Futuro”, Tip. Bayard (Rua Arco do Bandeira, 108, Lisboa), 1911, 30-II pp.

► “Cartilha Nova…” [2ª ed.], Empreza de Publicações Populares, Lisboa, s/d (1915?), 118-II pp.

"Esta Cartilha Nova foi publicada em 1911 pelo Grémio O Futuro, face profana da Loja O Futuro, à qual pertencia Afonso Costa. O autor foi um membro dessa Loja, o professor Tomás da Fonseca" [via António Ventura Facebook]

FOTO da "CARTILHA ..." (1ª ed.) via Memória da República

J.M.M.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

RELIGIÃO, REPÚBLICA, EDUCAÇÃO - UMA ANTOLOGIA DE TOMÁS DA FONSECA



LIVRO: Religião, República, Educação;
AUTOR: Tomás da Fonseca [Org. e pref. de Luís Filipe Torgal;
EDITORA: Antígona.

APRESENTAÇÃO: Augusto Monteiro, Luís Filipe Torgal & Luís Oliveira (Antígona);
DATA: 14 de Abril de 2012 (15 horas);
LOCAL: Teatro Académico Gil Vicente (Coimbra)

"Religião, República, Educação é uma antologia essencial para aprofundar a extensa e impressionante produção literária do republicano e visceralmente anticlerical Tomás da Fonseca. A diversidade de forma e de fundo que os seus textos ostentam coaduna-se, porém, com a emergência de três temas fundamentais e absolutamente complementares na obra do autor: a ideologia religiosa, política e educativa ..."

J.M.M.

terça-feira, 10 de maio de 2011

MANUEL ALVES - POETA E CAVADOR



FOTO [da Direita par a Esquerda] - Domingos de Castro [natural de Tábua e redactor principal do jornal "Progresso da Feira (1904-1920)]; Manuel Pinto de Sousa [proprietário da então importante Tipografia 'Minerva" (1886), de V. Nova de Famalicão]; Simões Ferreira [jornalista]; Tomás da Fonseca ["ao tempo seminarista"]; Manuel Alves; Ribeiro de Carvalho [redactor, ao tempo, da "Mala da Europa"]; António Carvalhal [poeta e jornalista do Porto].

via SERÕES ["Foto do Poeta com os seus Amigos"], Vol. VI (2ª série), 1908, p. 60.

J.M.M.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

TOMÁS DA FONSECA



FOTO 1 - Busto de Tomás da Fonseca esculpido Abel Salazar;
FOTO 2 - Ficha da PIDE sobre Tomás da Fonseca.

[clicar nas fotos para ver/ler melhor]

via Bernardino Machado, com a devida vénia.

J.M.M.

sábado, 10 de outubro de 2009

Tomás da Fonseca (1877-1968) via ANTÍGONA


- Na Cova dos Leões – Fátima. Cartas ao Cardeal Cerejeira [c/ pref. Reis Torgal]

"Este livro é porventura um dos mais emblemáticos textos «subversivos» impressos em Portugal durante o salazarismo. Foi escrito por um republicano racionalista e livre-pensador abjurado pela Igreja Católica e pelo regime autoritário e «catolaico» do Estado Novo. Depois, a democracia nascida da revolução de 25 de Abril de 1974 acabou também por o ostracizar. Estas serão, de resto, razões suficientes para que alguns títulos da sua prolífica obra logrem ser redescobertos e reeditados pela Antígona numa altura em que se aproxima o centenário da proclamação da Primeira República em Portugal (1910-2010)"

- O Santo Condestável. Alegações do Cardeal Diabo [c/ pref. João Macdonald]

"Este texto reproduz uma conferência de Tomás da Fonseca, proferida na Universidade Livre de Coimbra, em 1932. Decorridos setenta e sete anos sobre a publicação de O Santo Condestável – Alegações do Cardeal Diabo, a orquestra reorganizou-se para a celebração da canonização de Nuno Álvares Pereira, que a Igreja e os seus cúmplices levaram a cabo neste ano de 2009. Seria, portanto, indelicadeza da Antígona não se associar aos festejos desta nova forma de consubstanciação; por isso, considerámos oportuna a reedição deste livro.
José Tomás da Fonseca nasceu no dia 10 de Março de 1877. Foi um homem de impressionante produção literária, tendo publicado ao longo da vida cerca de quarenta títulos. Colocou-se permanentemente na linha da frente do arriscado confronto político.
"

Publicação pela Antígona - Editores Refractários.

J.M.M.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

EFEMÉRIDES DE DEZEMBRO (Parte I)


EFEMÉRIDES DE DEZEMBRO (Parte I)

Dia 1
1907- O Directório do Partido Republicano encarregou o cidadão José Pessoa Ferreira de organizar as forças partidárias no concelho de Mangualde.
1907 - Na Academia de Estudos Livres realizou-se uma sessão solene para a distribuição de prémios aos alunos mais distintos. Presidiu à sessão o sr. João Viegas Paula Nogueira, secretariado pelos srs. José Pinheiro de Mello e Dr. Francisco de Paula Reis Santos. Nesta ocasião o Dr. Reis Santos proferiu uma conferência intitulada Festas Escolares.
1907 - Eleição das Comissões Paroquiais Republicanas de Odemira. Freguesia de Santa Maria: Efectivos - João António Cordeiro, presidente; Miguel Dias Ferro, secretário; António José Rodrigues, tesoureiro. Substitutos - João Gonçalves de Oliveira, Joaquim da Silva e Justino Camacho.
Freguesia de Salvador: Efectivos - Alberto Coelho do Amaral, presidente; Agapito Salgado, secretário; António de Mattos, tesoureiro. Substitutos - António Maria de Oliveira, João Guerreiro da Capelinha e Manuel Custódio.

Dia 3
1907 - No Centro Escolar Dr. Afonso Costa, o Dr. Alves Torgo, realizou-se a cerimónia de abertura de um curso nocturno para mulheres. O Dr. Alves Torgo, presidente do centro, proferiu uma breve alocução enaltecendo a obra de instrução e educação da mulher.


Dia 8

1907 - Augusto José Vieira, da Associação de Registo de Civil, na sede da Associação dos Tanoeiros, em Vila Zenha (Xabregas), subordinada ao tema: O Dogma da Imaculada Conceição.
1907 - Anuncia-se a publicação de mais um semanário republicano, desta feita em Mangualde, por iniciativa do cidadão Pessoa Ferreira, intitulado O Intransigente.
1907 - Na cidade de Viseu, encontrava-se em funcionamento mais uma Missão da Escolas Móveis pelo Método de João de Deus. Decorria nas instalações do Asilo-Oficina Santo António e tinha devia-se ao esforço e empenho do Dr. Lopes de Oliveira e Tomás da Fonseca. Segundo o jornal A Lucta, ter-se-iam inscrito nesta missão mais de 500 indivíduos entre adultos e crianças de ambos os sexos. Funcionavam já dois cursos para adultos e menores do sexo masculino, de 80 alunos cada. Funcionava ainda na Escola Liberal João de Deus outro curso nocturno para adultos e crianças do sexo feminino, com cerca de 30 crianças.
Para os adultos que já sabiam ler, cerca de setenta, inauguraram as comissões republicanas a Escola Democrática, funcionando já na sede do Centro Republicano, sob a regência do secretário da comissão municipal de Viseu, o sr. Alberto Basto, redcator do semanário republicano A Beira.
1907 - Inauguração do Centro Escolar Republicano no Cartaxo de um curso livre de Ciências Naturais, dirigido pelo dramaturgo o sr. Dr. Marcelino Mesquita, que se realizava às quintas-feiras e domingos.
1907 - Eleição da Comissão Paroquial Republicana de Alverca do Ribatejo. Efectivos - presidente, Domingos Pinto Ferreira, proprietário; secretário, Eugénio José Gonçalves Ferreira, proprietário; tesoureiro, José Raymundo Nogueira, comerciante. Substitutos: Domingos José Ferreira; Manuel Severino Júnior; e Alberto Baptista de Almeida.
1907 - Foi eleita a Comissão Municipal Republicana de Portalegre. Efectivos - António Rodrigues Curvelo; Dr. Apolino Augusto Marques; Dr. João da Rocha Pina Corte Real; Manuel Dias Ferreira; e Rodrigo Boaventura de Mattos. Substitutos - Angelo Ferreira da Silva; António Augusto Niny; António Maria Fragoso; António dos Anjos Mourão e Silvestre Maria Bollou.

Dia 9
1907 - No Centro Escolar Republicano do Cartaxo inaugurou-se um curso de desenho para operários regido pelo sr. Maximiano Nogueira da Silva.
1907 - Anunciava-se para 1 de Janeiro de 1908 o reaparecimento do semanário republicano flaviense A Aurora, dirigido pelo Dr. António Granjo. Neste semanário colaboravam também o padre António Serimónias, Godofredo Monteiro, que tinha sido director do jornal republicano Paladino e Xavier Júnior.

Dia 10
1907 - As autoridades mandaram encerrar o curso nocturno de instrução primária que estava em funcionamento com o apoio da Comissão Municipal Republicana de Arronches.

[Foto de Tomás da Fonseca in Casa Museu Abel Salazar/Fundação Mário Soares, com a devida vénia.]

A.A.B.M.