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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

6ª JORNADAS DE TOPONÍMIA DE LISBOA


Vão realizar-se amanhã, 29 de Setembro, em Lisboa, as 6ªs Jornadas de Toponímia, subordinado ao tema: Lugares de Memória da República.

As jornadas contam com intervenções de: Catarina Vaz Pinto, Appio Sottomayor, Manuela Tavares, José Esteves Pereira, Salette Salvado, Álvaro Matos e Ana Homem de Mello durante a manhã.

Na parte da tarde participam: Ruy Vieira Nery, Fernanda Rollo, António Lopes, Paula Machado e António Reis fará a conferência de encerramento.

O programa detalhado das jornadas pode ser consultado AQUI.

Um evento a acompanhar com todo o interesse.
A.A.B.M.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A REUNIÃO REVOLUCIONÁRIA DA RUA DA ESPERANÇA Nº106, LISBOA



3 de Outubro de 1910 - Residência da mãe do membro do Directório Inocêncio Camacho [Rua da Esperança, 106 (actual nº16), 3.º andar, Santos-o-Velho, Lisboa] onde se reuniram para a última reunião os revolucionários militares e civis do movimento de 5 de Outubro de 1910.

"Às 8 horas da noite de 3 de Outubro, José Relvas dirigiu-se, com cerca de meia centena de revolucionários militares e civis, para a casa da mãe de Inocêncio Camacho, situada na Rua da Esperança, 106, 3.º andar. Nessa reunião determinante, foi tomada a decisão de dar início à Revolução à 1 hora da madrugada de 4 de Outubro. Cândido dos Reis terá afirmado: A Revolução ou se faz esta noite ou não se faz" [testemunho de José Relvas]

"Às 8,30 horas estavam no segundo andar da casa da Rua da Esperança, reunidos numa pequena sala, os chefes civis e militares. Só Afonso Costa se sentara numa poltrona, ao canto da casa, na sombra. Todos estavam de pé, projectando-se os primeiros círculos de luz mais intensa do candeeiro de suspensão em Cândido dos Reis e nos oficiais (…). O Directório, que estava representado por mim e Inocêncio Camacho, José Barbosa, Cupertino Ribeiro e Eusébio Leão, aguardava silencioso as palavras decisivas dos oficiais revolucionários..." [Fonte: Machado Santos, A Revolução Portuguesa 1907-1910]

ALGUNS revolucionários presentes:

Afonso Costa, almirante Cândido dos Reis, João Chagas, José Relvas, 1º tenente Ladislau Parreira, 2º tenente Carlos da Maia, 2º tenente Sousa Dias, 2º tenente Tito de Morais; os revolucionários civis, Joaquim Pessoa (dono da casa de Banhos de S. Paulo – Travessa do Carvalho, 21 -, local escolhido como quartel general e onde hoje está instalada a Ordem dos Arquitectos), Manuel Duarte (lavrador de Alpiarça; industrial de panificação?), dr. Ricardo Durão (republicano de Alpiarça), António José de Almeida, Brito Camacho; os membros do Directório, Inocêncio Camacho, José Barbosa, Eusébio Leão; os militares, José Afonso Pala (capitão de Artilharia 1), Sá Cardoso (capitão de artilharia), general Encarnação Ribeiro, capitão Tomás Sousa Rosa (Cavalaria 2); os tenentes de Caçadores 5, Hélder Ribeiro, Álvaro Poppe, Américo Olavo, Carvalhal Correia Henriques; alferes Gomes da Silva (Caçadores 5); Ascenção Valdez (Infantaria 5) e Pinto Garcia; Nunes de Carvalho (Cavalaria 4); os oficiais da Armada, Silva Araújo, Assis Ferreira, Monteiro Guimarães e Carvalho Araújo; o médico naval [Alexandre José Botelho de] Vasconcelos e Sá; os revolucionários civis, o professor Simões Raposo (da Comissão de Resistência da Maçonaria), António Ferrão, Soares Guedes (comerciante).

Fontes: "Relatórios sobre a Revolução de 5 de Outubro", pref. e notas de Carlos Ferrão, C.M.L., 1978, pp-20-21; ou História da República, por Raul Rego, vol II, p.129.

FOTOS via Lisboa S.O.S.

J.M.M.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

TOPONÍMIA REPUBLICANA EM LOULÉ, POR JORGE PALMA


Vai realizar-se amanhã, dia 9 de Outubro, pelas 15h, no Arquivo Municipal de Loulé, a conferência de Jorge Palma, intitulada Toponímia Republicana em Loulé.

Jorge Filipe Maria da Palma é Engenheiro do Ambiente. Trabalha como técnico superior na Câmara Municipal de Alcoutim, mas tem também realizado um interessante trabalho de investigação no âmbito da história local. Pertence à comissão de toponímia municipal de Loulé. Publicou entre outros textos o Dicionário Toponímico. Cidade de Loulé, em 2009.

Uma conferência a que os louletanos são chamados a participar, em especial os interessados na história da sua terra.

A.A.B.M.

terça-feira, 28 de abril de 2009


DICIONÁRIO TOPONÍMICO: CIDADE DE LOULÉ

Chegou ao nosso conhecimento que vai ser apresentado publicamente, em Loulé, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, no próximo dia 2 de Maio de 2009, pelas 10 h.

Uma obra editada com o apoio do município e que se integra nas comemorações do centenário do nascimento do professor Joaquim Magalhães. Personalidade incontornável da cultura no Algarve do século XX, que se destacou pela divulgação que fez da poesia de António Aleixo, embora não podendo ser esquecida a sua actividade pedagógica e de oposição ao regime Salazarista, entre múltiplas facetas da sua vida.

Com autoria de Jorge Palma, este dicionário pretende registar a toponímia que existe actualmente na cidade de Loulé.

A toponímia é o estudo da origem e significado do nome dos lugares e esta, é reconhecido, uma das áreas que sofre sempre alterações ao longo do tempo e com a mudança de regime político, bem como depende muito de quem exerce o poder na localidade.

Neste caso, parte-se do caso de Loulé, mas era importante outros trabalhos deste género para a maioria dos concelhos portugueses, até para muitas vezes as pessoas perceberem o porquê da designação dada a uma artéria, local ou praça numa determinada localidade, e, sobretudo quem são as personalidades muitas vezes homenageadas através da afixação de placas em ruas que grande parte das vezes não se sabe a ligação que tiveram à terra, porque já entraram no domínio do esquecimento.

Uma obra que se saúda e aguarda com expectativa para podermos consultar.

A.A.B.M.