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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

SIDÓNIO PAIS – [EXTRATO] ORAÇÃO DE SAPIÊNCIA - 16 OUTUBRO DE 1908



Oração de Sapiência recitada na Sala dos Actos da Universidade [de Coimbra], no dia 16 de Outubro de 1908, pelo dr. Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais, lente catedrático da Faculdade de Matemática
 
“ (…) O primeiro dever de quem fala é dizer o que pensa. Torcer as suas ideias para as ajustar ás do auditório, procurando agradar, é servir um fim utilitário, egoísta. Pode calar-se, mas se fala tem de dizer o que está de harmonia com a sua consciência.

E tendo escolhido para assumpto a grave questão do ensino universitário, eu acho que soou a hora de se dizer toda a verdade; impõe-se o dever cívico de arrostar com as opiniões contrárias, mesmo correndo o risco de alienar as simpatias dos que ouvem.

Mas eu creio, além disso, Senhores, que uma assembleia tão distinta, para quem o amor da verdade é com certeza um culto, não me perdoaria se as minhas palavras não fossem a expressão sincera e desinteressada do meu modo de ver. A todos peço desculpa do tempo que lhes roubo. Que fazer, porém? Não podia sem desprimor rejeitar a honra que a faculdade de matemática me deu e que deste togar agradeço.

Do que a Universidade precisa neste momento não é de palavras, é de obras. Envolve-nos, Senhores, uma atmosfera insalubre de desconfiança, de descredito e de hostilidade. É certo que o sistema das instituições pedagógicas não inspira confiança ao país. É certo mesmo que clamores gerais se têm levantado contra os erros da organização escolar por que é responsável o Estado, contra os defeitos do ensino dentro dessa organização imputados aos professores e até contra o mau aproveitamento dos alunos debaixo dessa dupla tutela do Estado e do professor, pelos vícios da educação recebida no lar e no meio social, de que é culpada a família e a sociedade.

Mas os ataques dirigem-se de preferência e atingem a maior violência contra a Universidade. O centro do alvo é aqui. Não se, ouve nem se lê uma palavra a favor e o descrédito da Universidade, merecido ou injusto, tendo a propagar-se por toda a parte. Este é o facto impressionante: a Universidade de Coimbra, a única Universidade portuguesa, que devia ser o primeiro centro do instrução e de educação do país, perde rapidamente o seu antigo prestigio o começa a ser olhada como uma instituição anacrónica e perniciosa!

Que este juízo da opinião pública corresponda a uma fase real de decadência da Universidade ou não, é o que importa mais. Mas de passagem deixai-me notar que ele representa sempre um entrave, e difícil de vencer, para o êxito do ensino. Não é que a Escola se despovoe. A Universidade não corre esse risco, primeiro porque é a única para certas profissões e depois porque o aluno entre nós busca, em geral, infelizmente, a facilidade do diploma e não a excelência do ensino. Ora com este critério, e em igualdade das outras condições a Escola mais desacreditada pode ser e será muitas vezes a mais frequentada (…)

Mas não é só fora do recinto universitário que se julga urgente urna reforma da Universidade. Os estudantes ainda há pouco mais de um ano manifestaram essa aspiração num movimento impetuoso de revolta, em que os poderes públicos não viram senão uma questão de disciplina. E finalmente por parte dos professores muitas vezes se tem formulado reclamações de largas reformas, anseios de vida nova; e há anos que a Oração de Sapiência é a prova mais eloquente d'esta situação dos espirites. Se alguém pensa ainda que a Universidade satisfaz plenamente a sua alta missão educativa, esse alguém que reflita um pouco no isolamento do seu modo de ver e que medite nas causas determinantes desta corrente geral de opiniões.

Pela minha parte encontro, entre outros, três defeitos fundamentais na organização desta Escola. O primeiro é peculiar a ela: é a subsistência das velhas fórmulas da sua primitiva estrutura religiosa e clerical. O segundo, decerto o mais grave de todos, é uma doença comum a toda a nossa instrução publica e resume-se na — anulação da iniciativa do aluno. O terceiro em fim — a estreiteza do circulo em que se projeta a luz da instrução, — é não só um mal da nossa organização escolar e um problema para resolver ainda em muitos países civilizados, mas é mesmo uma das faces da questão social (…)

Eu respeito, Senhores, todas as crenças sinceras, e avalio a benéfica influencia que as religiões tiveram na educação moral das sociedades, sem desconhecer a tendência das oligarquias para abusar delas como instrumentos de dominação do povo.

Porém ciência e religião têm esferas separadas. Ambas têm um corpo de doutrinas, mas os conhecimentos científicos emanam só da razão e as verdades religiosas apoiam-se na revelação, que é uma palavra que não tem sentido em ciência. Nestas condições a Escola, para ser livre, tem de ser neutral em matéria religiosa. É a doutrina que se contém nestas belas e insuspeitas palavras do grande Pasteur: ‘Quando entro no laboratório, deixo á porta todas as minhas crenças; quando saio, retomo-as’.

Assim o parece ter compreendido o Estado português que não exerce influencia religiosa, nem a deixa exercer, na maior parte dos seus estabelecimentos de instrução. Subsistem apenas duas exceções inexplicáveis:

A primeira é na Escola primária, onde se ensina ainda a doutrina cristã, mas este ensino não é obrigatório para os alunos cujos pais pertençam a outras religiões. A segunda é na Universidade de Coimbra.

Refiro-me, Senhores, às obrigações de caracter religioso que são impostas aos alunos e professores da Universidade e a esta mistura do serviço de Deus e do serviço de Minerva, que me deixa perplexo sobre se foi a Escola que se instalou na Igreja ou se foi a Igreja que invadiu a Escola. É ver no Anuário, publicação oficial, o calendário eclesiástico e académico por que começa, onde se detalham e distribuem ao mesmo tempo lições e missas, festas e feriados, a cor dos paramentos e as insígnias dos professores, as horas das aulas e as horas das rezas. Todas as festas académicas são conjugadas com solenidades religiosas. Poderá haver alguma festa de capella que não tenha o carácter académico, mas todas as funções académicas têm urna feição religiosa (…)”

in Anuário da Universidade de Coimbra, Ano Lectivo de 1908-1909, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1909, pp. XLIII-LIV

J.M.M.

domingo, 22 de outubro de 2017

[COIMBRA – 23 DE OUTUBRO] EXPOSIÇÃO & CONFERÊNCIA SOBRE CAMILO PESSANHA



Nas Comemorações dos 150 Anos do Nascimento de Camilo Pessanha

EXPOSIÇÃO: Um precursor do Modernismo: Camilo Pessanha (1867-1926);

DIA: 23 de Outubro 2017 (10,00 horas);
LOCAL:
Biblioteca Joanina (BGUC), Coimbra;

ORGANIZAÇÃOBGUC | Centro de Literatura Portuguesa.


11, 00 horas - CONFERÊNCIA: “Clepsydra – Um livro por Haver

ORADOR: Paulo Franchetti (professor da UNICAMP);
LOCAL: Anfiteatro III da Faculdade de letras da Universidade de Coimbra

J.M.M.

terça-feira, 19 de julho de 2016

VISITA - EXPOSIÇÃO BIBLIOGRÁFICA E DOCUMENTAL JOAQUIM DE CARVALHO



VISITA - EXPOSIÇÃO BIBLIOGRÁFICA E DOCUMENTAL JOAQUIM DE CARVALHO

DIA:
20 de Julho de 2016 (19,00 horas);
LOCAL: Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (Sala do Catálogo);

VISITA GUIADA pelo prof. Paulo Archer;

Está patente na Sala do Catálogo da Biblioteca Geral da UC a exposição bibliográfica e documental Joaquim de Carvalho, originalmente organizada pelo Departamento de Cultura da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Amanhã, dia 20 de Julho, pelas 19 horas, haverá uma visita guiada pelo Doutor Paulo Archer de Carvalho, do CEISXX.
Joaquim de Carvalho (Figueira da Foz, 10 de junho de 1892 - Coimbra, 27 de outubro de 1958) foi um professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde regeu cadeiras de Filosofia e de História da Cultura.
Foi diretor da “Revista da Universidade de Coimbra”, da Biblioteca Geral (1926-1931) e da Imprensa da Universidade. No desempenho destas funções, promoveu a publicação de centenas de livros resultantes da investigação académica. Instituiu igualmente diversas linhas de pesquisa, em particular na história da ciência e do pensamento português e europeu. Em registo de invulgar abrangência, consagrou também ensaios a alguns dos escritores mais representativos do cânone literário português: Gil Vicente, Luís de Camões, Eugénio de Castro, Teixeira de Pascoaes e Antero de Quental.

Dirigiu, ainda, a prestigiada Biblioteca Filosófica (da livraria Atlântida, em Coimbra) e a “Revista Filosófica” (cujo último número sairia postumamente, em 1959). Acalentou o projeto de escrever uma história da Filosofia em Portugal.

É consensualmente reconhecido pela seriedade e fundura do seu labor intelectual.

Obediente à sua própria consciência, foi tenazmente perseguido pelo Estado Novo, a ponto de ter visto extinta a Imprensa da Universidade, que dirigia. No seu tempo, os próprios colegas universitários mais conservadores se referiam a Joaquim de Carvalho como o “sábio”. De entre os discípulos que formou, destaca-se Eduardo Lourenço, que foi seu assistente, entre 1947 e 1953” [AQUI]
J.M.M.

sábado, 26 de março de 2016

O CASO DOS “DIVODIGNOS” E AS LUTAS ENTRE LIBERAIS E ABSOLUTISTAS



LIVRO: O caso dos “Divodignos” e as lutas entres liberais e  absolutistas. História. Memória e Ideologia;
Autor: Luís Reis Torgal;
EDIÇÃO: Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, 2016.

A Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova promoveu o lançamento do livro 'O Caso dos ‘Divodignos’ e as Lutas Entre Liberais e Absolutistas: História, Memória e Ideologia”, de Luís Reis Torgal, com o objectivo de documentar, preservar e divulgar a importância deste acontecimento histórico, segundo anunciou, hoje, a autarquia.




O lançamento da obra coincidiu com a inauguração de um memorial, na sexta-feira, no lugar do Cartaxinho, freguesia de Ega, uma vez que nesse lugar, a 18 de Março de 1828, deu-se o recontro entre estudantes liberais da associação secreta designada por “Divodignos” e uma comitiva universitária e eclesiástica que ia a Lisboa prestar homenagem ao proclamado “Rei Absoluto” D. Miguel, que se opusera à Carta Constitucional.

Nesse acontecimento morreram dois lentes da Universidade de Coimbra, tendo sido posteriormente executados nove estudantes, em 20 de Junho de 1828, no cais do Tojo, em Lisboa.

 

Com esta inauguração e com a apresentação do livro, o executivo da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova 'pretende colocar em prática uma das mais nobres missões do poder autárquico, que é estar ao serviço da preservação e divulgação da micro-história local, que consiste muitas vezes em pequenos episódios e acontecimentos cujo alcance, se não têm repercussão fora de portas, falam todavia no íntimo à comunidade autóctone', justifica a vereadora Liliana Pimentel no prefácio da obra.

O caso dos 'Divodignos', nomeadamente, o recontro entre a associação secreta dos estudantes liberais e a comitiva universitária e eclesiástica, acontecimento vulgarmente conhecido por 'assassinato dos lentes', tem sido fortemente divulgado pela literatura, pois os acontecimentos subjacentes ao drama atingiram notoriedade nacional, tanto assim que despertaram imediato interesse literário, sob a forma de ficção literária, cénica, telenovelística e popular', refere a autarquia condeixense”

 [LER AQUI | AQUI | AQUI ]

FOTOS via Pró-Associação 8 de Maio, com a devida vénia

 

Sociedade dos Divodignos" [Divodigus] ou Divodis (1828) - Era composta, na quase totalidade, por estudantes liberais - o seu presidente era Francisco Cesario Rodrigues Moacho -, e de onde saíram os estudantes que participaram nos assassinatos e ferimentos aos lentes e cónegos [Jeronymo Joaquim de Figueiredo e Mattheus de Sousa Coutinho, foram os lentes mortos], no dia 18 de Março de 1828, além de Condeixa [sítio do Cartaxinho]. Tinham as reuniões na Rua do Loureiro, em umas casas pequenas do lado esquerdo logo acima do Arco de D. Jacintha" [in, Apontamentos para a História Contemporânea, p. 93]. Tinham os Divodignos "uma constituição, uma lei orgânica, que prescrevia a obrigação de actos violentos, e nestes, até o assassinato" [cf. Alberto de Sousa Lamy, A Academia de Coimbra 1537-1990].

Segundo um elemento pertencendo à sociedade [conta Joaquim Martins de Carvalho] faziam os Divodigus as assembleias num casarão quase subterrâneo, sito nos Palácios Confusos. Foi, aí, que se resolveu a trama de Condeixa, isto é, o cumprimento da deliberação de tirar do caminho de Lisboa os "membros das duas deputações " que levavam felicitações ao rei d. Miguel.

Assistiram a essa sessão dos Divodignos, 200 académicos liberais, tendo sido sorteados 13 deles para o cumprimento da missão. Segundo Joaquim Martins de Carvalho [op. cit], os membros dos Divodignos que "desfecharam as armas" foram: Delfino Antonio de Miranda e Mattos [de Barcelos], Bento Adjuto Soares Couceiro e Antonio Correia Megre.

Perante a descoberta ocasional do crime ocorreram populares e uma força de Cavalaria, que ali passava, pondo em debandada os Divodignos. Foram presos e enforcados [cf. Joaquim de Carvalho, op. cit, p. 96] nove deles [Bento Adjuto Soares Couceiro, Delfino Antonio de Miranda e Mattos, Antonio Correia Megre, Domingos Barata Delgado, Carlos Lidoro de Sousa Pinto Bandeira, Urbano de Figueiredo, Francisco do Amor Ferreira Rocha, Domingos Joaquim dos Reis e Manuel Inocêncio  de Araújo Mansilha]. Foram conduzidos para Lisboa e do processo resultou na sentença [muito contestada juridicamente] de morte por "enforcamento" no dia 20 de Junho de 1828, no "cais do Tejo, a Santa Apolónia" [cf. Lamy, op. cit].

Ainda segundo J. Martins de Carvalho evadiram-se os quatro restantes [diga-se que José Germano da Cunha, nos "Apontamentos para história do Concelho do Fundão" (Lisboa, 1892) diz-nos que foram enforcados 10 dos membros dos Divodignos e que escaparam 3, referindo: Bernardo Nunes, o padre Bernardo Antonio Ferreira e Francisco Sedano Bento de Mello], registando Martins de Carvalho os seguintes:

Antonio Maria das Neves Carneiro (do Fundão, e que acabou por ser enforcado em 1830), Francisco Sedano Bento de Mello (Caldas da Rainha), José Joaquim de Azevedo e Silva (Lisboa) e Manuel do Nascimento Serpa (falecido na Misericórdia de Lagos, com o nome de "Fresca Ribeira"- ver obra citada e, principalmente, o Capitulo XII, "Sentença  que condenou à morte os 9 estudantes enforcados a 20 de Junho de 1828"; do mesmo modo, consultar os "Grande Dramas Judiciários", de Sousa e Costa; idem para Oliveira Martins, in Portugal Contemporâneo, vol I.; ou Teófilo Braga, "História da Universidade de Coimbra", tomo IV; tb Camilo Castelo-Branco, in "O Retrato de Ricardina.”

[texto nosso, publicado no Almocreve das Petas (ver Associações de Coimbra), a 24 de Novembro de 2003 | outra Anotação nossa]

J.M.M.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

EUROPA, ATLÂNTICO, MUNDO. MOBILIDADES, CRISES, DINÂMICAS CULTURAIS: COLÓQUIO EM HOMENAGEM À PROF. MANUELA TAVARES RIBEIRO


Amanhã e depois, 17 e 18 de fevereiro de 2016, na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, realiza-se o colóquio Europa, Atlântico, Mundo. Mobilidades, Crises, Dinâmicas Culturais. Pensar com Maria Manuela Tavares Ribeiro.

Uma homenagem a uma docente que marcou várias gerações de professores, historiadores e investigadores de assuntos europeus, onde desenvolveu um importante trabalho de investigação, contribuindo com a sua reflexão e as suas análises para a aprofundar o conceito de História das Ideias e da Cultura em Portugal. Como antigo aluno, faço-lhe também a minha homenagem, visto que não consigo estar presente.

Ao longo de dois dias, vários investigadores vão apresentar as suas reflexões sobre os diversos temas onde a Professora Maria Manuela Tavares Ribeiro foi apresentando alguns contributos.

Abaixo apresenta-se o programa detalhado do colóquio:

Uma oportunidade para se aprender e para conhecer mais sobre a Cultura Portuguesa, a História das Mentalidades e da Europa.

A ligação para o cartaz do colóquio poder encontrada AQUI.

Para acompanhar com toda a atenção e divulgar.

[NOTA: Clicar nas imagens para aumentar]

A.A.B.M.

domingo, 25 de outubro de 2015

1415-2015: DOS IMPÉRIOS À CPLP - DISCURSOS E PRÁTICAS: COLONIALISMO, ANTICOLONIALISMO E IDENTIDADES NACIONAIS - COLÓQUIO INTERNACIONAL

Em Coimbra, a partir dos próximos dias 28 a 30 de Outubro, realiza-se o III Colóquio Internacional: 1415-2015: Dos Impérios à CPLP - Discursos e Práticas: Colonialismo, Anticolonialismo e Identidades Nacionais para todos os interessados nestas temáticas que conheceram, contactaram e são herança destes múltiplos e longos contactos de séculos.

O colóquio conta com um conjunto muito interessante de investigadores de vários países e instituições, com leituras plurais e enriquecedoras de uma problemática que toca muito a Portugal.

O programa do colóquio organiza-se da seguinte forma:

Dia 28 de Outubro
9h 30m – Sessão de Abertura

10h - I Painel: Império e impérios: um inventário multissecular de homens e lugares (1415-1975) – Moderadora: Ana Luísa Santos (DCV-CIAS— Universidade de Coimbra)

1oh-“Lûmbu: democracia no antigo Kôngo”, por Patrício Batsikama (Universidade Agostinho Neto-Angola)

1oh 20m -“O que viu Barbosa quando viu o Theyyam?”, por José Filipe Pereira (Performer – Universidade de Coimbra)

1oh 45m – Debate

11h 15m - Pausa para Café

11h 30m Moderação: Julião Soares Sousa (CEIS 20-Universidade de Coimbra)

11h 30m - “O Império francês na contradição republicana da estratégia mundial oitocentista”, por José Luís Lima Garcia (CEIS 20 – Universidade de Coimbra)

11h 5om - “Dominação e subalternização das identidades. A codificação dos “usos e costumes” no Moçambique colonial”, por Rui Pereira (IHC- Universidade Nova de Lisboa)

12h 10m – Debate

13h-Pausa para Almoço

14h 30m – II Painel: Império e impérios: cartografia imperial: analogias e contradições – Moderador: José Luís Lima Garcia (CEIS 20-Universidade de Coimbra)

14h 30m - “Os desafios na construção dos estados na época da globalização”, por Maria Antónia Barreto (Instituto Politécnico de Leiria)

14h 50m - - "Ideal e utopia: uma cultura colonial específica", por António Faria (Universidade Lusófona)

15h 10m -O fim da guerra na Guiné - Operações Secretas, por José Matos (Associação de Física-Universidade de Aveiro)

15h 30m - Debate

16h – Pausa para Café

16h 15m - “A política de planeamento e integração económica das províncias ultramarinas portuguesas na década de 1960 – reconfiguração institucional e limites da interterritorialidade”, por Fátima Moura Ferreira (Universidade do Minho); Francisco Azevedo Mendes (Universidade do Minho); Bruno Fonseca (Universidade do Minho); Aníbal do Rosário da Costa (Bolseiro do Instituto Camões-MNE)

16h 35m - “A instituição do Estado Novo pela imprensa brasileira”, por Thiago Fidelis (Universidade Estadual Paulista - Brasil)

16h 55m - Debate

17h30m – Final do primeiro dia de trabalhos



Dia 29 de Outubro

9h 30m – Abertura


10h - III Painel – Pós-Colonialismo, Construção do Estado e CPLP (1975-2015) – Moderador: Clara Serrano (CEIS 20-Universidade de Coimbra)

10h - “Descolonização e CPLP como produto pós-colonial”, por Laura Antonini (ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa)

10h 20m – “José Eduardo dos Santos e a ideia de Nação Angolana”, por Patrício Batsikama (Universidade Agostinho Neto-Angola)

10h 40m – “The Federal Republic of Germany and the Angolan War of Independence (1961-1974)”, por Nils Schliehe (Universidade de Hamburgo)

11h - Debate

11h 20m- Pausa para Café

11h 30m -“Entre a Descolonização e a CPLP. As relações entre Portugal e os novos estados africanos de língua portuguesa através dos programas de Governo”, por Pedro Pontes e Sousa (Faculdade de Letras da Universidade do Porto)

11h 50m - “O processo de descolonização representado pela narrativa jornalística: o olhar do outro ocidental”, por Marco Gomes (CEIS 20-Universidade de Coimbra)

 12h 10m – Debate

12h 45m-Pausa para Almoço

14h 30m – IV Painel – A visão do (s) outro (s) (1415-2015) – Moderador: Fernando Florêncio (DCV-Universidade de Coimbra)

14h 30m - Visões do paraíso hígido. A ilha da Madeira nos discursos médicos do século XIX”, por Luís Timóteo Ferreira (CEIS20-Universidade de Coimbra)

14h 50m - Relações cosmopolíticas entre a costa oriental da América do Sul e a África de Oeste”, por Camillo César Alvarenga (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia- Brasil)

15h 10m - Debate

15h 2om – Pausa para Café

16h 5m-"A imagética do Império em Moçambique: história, memória e identidade", por Olga Iglésias Neves (ISEG-Universidade de Lisboa)

16h 25m - “As imagens somos nós – um ensaio sobre o retrato fotográfico”, por Isabel Calado (Instituto Politécnico de Coimbra)

16h 45m – Debate

17h 15m – Sessão de Encerramento


Comissão Científica:
                
                 Ana Luísa Santos (CIAS-DCV-UC)
Ana Paula Tavares (FL-UL)
Clara Carvalho (ISCTE)
Clara Isabel Serrano (CEIS 20-UC)
Eduardo Costa Dias (ISCTE)
Fernando Florêncio (DCV-UC)
Fernando Pimenta (CESNOVA-FCSH-UNL)
Heloísa Paulo (CEIS 20-UC)
Luís Reis Torgal (CEIS 20-UC)
José Luís Lima Garcia (CEIS 20-UC)
Julião Soares Sousa (CEIS 20-UC)
José Carlos Venâncio (FCSH-UBI)
Maria Manuela Tavares Ribeiro (CEIS 20-UC)
Pedro Aires Oliveira (IHC-UNL)
Sérgio Neto (CEIS 20-UC)
Vítor Neto (CEIS 20-UC)

Comissão Organizadora:
Clara Isabel Serrano
José Luís Lima Garcia
Julião Soares Sousa
Marlene Taveira
Sérgio Neto

Local da Realização:

Universidade de Coimbra (Anfiteatro 2-Departamento das Ciências da Vida - Antropologia)

Com os votos de maior sucesso para esta iniciativa que seja um ponto de encontro e de reflexão sobre uma temática tão interessante, ainda para mais quando se assinalou este verão os seis séculos do início da Expansão Portuguesa, com a conquista de Ceuta.

A acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

APONTAMENTOS DAS PRELEÇÕES DO DR. AFONSO COSTA SOBRE CIÊNCIA ECONÓMICA E DIREITO ECONÓMICO PORTUGUÊS


AUTOR: Dr. Afonso Costa [coord. & prefácio de Guilherme Oliveira Martins];
EDIÇÃO: INCM (Colecção Biblioteca Res Publicana).

Trata-se da reimpressão do texto original publicado na época de 1896-1897, no âmbito das lições do Dr. Afonso Costa proferidas na Universidade de Coimbra, quando ministrou a cadeira de Economia Política
[O dr. Afonso Costa ingressa na Faculdade de Direito de Coimbra no ano lectivo de 1887/1888. Em Março de 1890 funda, com António José de Almeida, um jornal, O Ultimatum. Folha Académica, 23 Março de 1890 (António José de Almeida publica nesse número o conhecido artigo “Bragança, o último” – sobre o jornal e a questão Afonso Costa e a Economia Social, afinal matéria versada nesta edição dos seus Apontamento, consultar AQUI & AQUI os importantes artigos de Jorge Pais de Sousa) onde exprime “a opinião de que a Monarquia ou o trono eram a causa do abatimento moral do País” – cf. Luís Bigotte Chorão, “Afonso Costa”, in “A Faculdade de Direito de Lisboa no seu Centenário”, vol II, 2013, p. 16. Participa nos acontecimentos de 31 de Janeiro e adere à greve académica de 1892 (ibidem). Realiza o seu exame de licenciado a 17 de Janeiro de 1895 com a dissertação: “Os Peritos no Processo Criminal, Legislação Portuguesa, Crítica, Reformas”. Apresenta-se a concurso para lente substituto em Janeiro de 1896 com a dissertação, “Commentario ao Código Penal Portuguez”. Via então reger a cadeira de Economia Política nos anos de 1896/1897 e 1897/1898 (ibidem). “A respeito das suas lições, Paulo Merêa – acompanhando o juízo de Marnoco e Sousa e José Alberto dos Reis – escreveu que ‘revelam um grande interesse pelo movimento socialista e reflectem a forma sociológica desta escola’ (L. B. Chorão, ibidem)] 


A presente edição é uma excelente iniciativa do Tribunal de Contas e da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República Portuguesa, e de muita estimação.

A presente obra, há muito detectada na biblioteca de Afonso Costa e que não tinha sido editada fora do âmbito académico e do momento em que as lições foram ministradas, oferece ao leitor as lições do Professor Doutor Afonso Costa alusivas ao ensino da ‘Economia Social’, atinente a um modelo do magistério no âmbito das ciências económicas para estudantes de Direito, no longínquo ano letivo de 1896-1897. Conforme prefaciado por Guilherme d’Oliveira Martins, ‘[a] edição que agora se apresenta corresponde à transcrição de um documento no qual encontramos não só o testemunho vivo do ensino do Doutor Afonso Costa, mas também elementos preciosos sobre o seu pensamento económico’ [AQUI]
[c/ um abraço ao dr. Rincon Peres]

J.M.M.

domingo, 24 de maio de 2015

JUBILAÇÃO DO PROFESSOR DOUTOR FERNANDO CATROGA


Cerimónia de Jubilação do Professor Doutor Fernando Catroga

DATA: 25 de Maio 2015 (a começar a partir das 9,30 horas | Lição: 17,30 horas);
LOCAL: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra [Anfiteatro II];
ORGANIZAÇÃO: F.L.U.C. | H.E.E.A.A. | C.H.S.C.


9,30 Horas: Sessão de Abertura;

10h/11 Horas: Mesa Redonda

 - INTERVENIENTES: Francisco de Azevedo Mendes (“A condição da subjetividade na teoria da história de Fernando Catroga: historicidades intempestivas”) | Paulo Archer (“História, anamnésis e filosofia. Uma via para a sagesse”) | Joana Bernardes Duarte (“Na orla do mundo, a peregrina sede: phantasia e narrativa historiográfica” | Rui Cunha Martins (moderador);

11,30h/12 Horas: Mesa Redonda

 - INTERVENIENTES: Maria Lúcia de Brito Moura (“Igreja suspeita no estado vigilante” - um projeto de laicização à portuguesa”) | Maria de Fátima Cunha Moura Ferreira (“Ideários e ação política: a pretexto da 3ª via”) | Ana Cristina Araújo (moderador);

12h/12,30 Horas: Conferência

 - ORADOR: Luís Reis Torgal (“História, memória e ideologia. O caso dos Divodignos e das lutas liberais”) | João Gouveia Monteiro (moderador);

ALMOÇO

14,30h/16 Horas: Conferências

 - ORADOR: António Sampaio da Nóvoa (“O compromisso do historiador”) | Guilherme d’Oliveira Martins (“Democracia, identidade aberta e complexa”) | Norberto Ferreira da Cunha (“A problemática histórica da ‘ordem pública’ na I República” | João Maria André (moderador);

16,30h/17,30 Horas: Conferências

 - ORADOR: Pedro Tavares de Almeida (“Política, Estado e Território no Portugal Contemporâneo: Revisitando a obra de Fernando Catroga”) | Anselmo Borges (“Morte, Secularização, Tempo”) | João Maria André (moderador);

17,30 Horas: LIÇÃO de Fernando Catroga

19 Horas: Sessão de Encerramento

 
Amanhã assinala-se a jubilação do Professor Doutor Fernando Catroga [nasce em 1945], Mestre e amigo fraterno, o que muito nos honra.

O doutor Fernando Catroga ministrou “a história da palavra”, com total merecimento. O seu trabalho e a sua linguagem elevada, de todo incontornável, formou toda uma dilatada geração de historiadores e de cidadãos animados pelo estudo da história das ideias e da res pública.

O copioso trabalho que nos ofertou sobre o republicanismo, a história da República, o Positivismo, o Laicismo, a História das Ciências e das Ideias, torna-o credor de todos nós. A sua reconhecida inteligência, o seu vivo entusiasmo pela argumentação e o debate, a sua enorme generosidade, como professor e amigo, consagra-o como um dos mais elevados espíritos deste Portugal de Abril e um dos seus mais respeitados professores.

Amanhã assinala-se a jubilação do Doutor Fernando Catroga: a sua última Lição terá á sua volta antigos alunos, docentes universitários, camaradas, companheiros e amigos. Todos e cada um jamais poderão olvidar a honra de ouvir o Mestre, na sua derradeira Lição. Lá estaremos!

J.M.M.