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quarta-feira, 25 de junho de 2014

BENTO DE JESUS CARAÇA - "A CULTURA INTEGRAL DO INDIVÍDUO PROBLEMA CENTRAL DO NOSSO TEMPO"

 
 

BENTO DE JESUS CARAÇA, “A Cultura Integral do Indivíduo Problema Central do Nosso Tempo” [Conferência lida pelo dr. Bento de Jesus Caraça na U.P.P. (Universidade Popular Portuguesa) em 25 de Maio de 1933 – promovida pela U.C.M.L. (União Cultural “Mocidade Livre”)], Cadernos de Cultura Vanguardista nº1, Mocidade Livre, Tipografia da Seara Nova (Calçada do Tejolo, 37-A, Lisboa), 1933, 48 p.
 
J.M.M.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

ÁREAS INDUSTRIAIS E COMUNIDADES OPERÁRIAS EM LISBOA


Vai realizar-se em Lisboa, nos próximos dias 20, 21 e 22 de Outubro de 2011 a II Sessão do Projecto de Investigação subordinado ao tema: Áreas Industriais e Comunidades Operárias.

Esta organização da FCSH-UNL e da UPP vai procurar reunir vários investigadores interessados nesta temática.

O programa é o seguinte:


Entre os oradores contam-se: Miriam Halpern Pereira, José Maria Brandão de Brito, Fernanda Rolo, Ana Prata, Frédéric Vidal, João Freire, João Arsénio Nunes, Manuel Loff, Joana Dias Pereira, Dulce Freire, João Madeira, Alice Samara, entre vários outros.

Um excelente conjunto de investigadores a partilharem entre si as diferentes abordagens e diversas formas de análise que resultarão num encontro certamente proveitoso para todos os interessados.

A não perder.
A.A.B.M.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

A UNIVERSIDADE POPULAR



As Universidades Populares tiveram origem em França nos finais do séc. XIX, procurando difundir os conhecimentos entre as massas populares e tentando ultrapassar as barreiras existentes entre as classes intelectuais e a classe operária.

Em Portugal, esta associação, criada pela iniciativa de Feio Terenas, em 1906, com o apoio e influência da Maçonaria, tinha por objectivo "desenvolver o ensino popular pela mútua educação dos cidadãos".

Procurava seguir os mesmos moldes das organizações congéneres criadas no estrangeiro e organizou cursos livres, conferências, leituras, palestras, concertos, visitas a museus, fábricas, exposições, etc. Os resultados acabaram por ficar aquém das expectativas, porque até 1910 a sua acção foi muito localizada no tempo e no espaço. A partir de 1911, conhece um período de reorganização a que se segue uma intensificação das actividades. Nesse contexto, emerge então a Universidade Popular no Porto, já em 1912.

Faziam parte da Comissão Promotora da Universidade Popular: Sebastião de Magalhães Lima (presidente); José de Castro; António Joaquim Ribeiro; Adelino Furtado; João de Barros; José António Simões Raposo (Filho); Carneiro de Moura; João Teixeira Simões; Ernesto de Vasconcelos e Damásio Ribeiro.

O plano de estudo elaborado por esta comissão incluía as seguintes áreas de estudo a desenvolver: matemáticas, as ciências físico-químicas, as ciências biológicas e as ciências sociais (história, economia, direito, educação, etc).

Com a eclosão da 1ª Guerra Mundial, a situação agrava-se bastante em Portugal, e, somente após o final do conflito surgem novos esforços para recuperar esta forma de promover a cultura. Assim, em 1919, funda-se em Lisboa a Universidade Popular Portuguesa, que o governo republicano da época logo reconheceu a utilidade e decide apoiar de forma mais empenhada com um subsídio para apoiar as actividades a desenvolver. A Universidade Popular renasce e floresce até 1922, tendo publicado por essa altura uma revista de instrução e cultura intitulada Educação Popular.

Várias personalidades de destaque estiveram ligadas à Universidade Popular como Bento de Jesus Caraça, Tomás Cabreira, Manuel de Arriaga, Ferreira de Macedo entre muitos outros.

A Universidade Popular entra em crise com o advento da Ditadura, as desconfianças com o apoio dado aos opositores ao regime conduzem a perseguições declaradas. A instituição termina a sua actividade em 1950, tendo entregue todo o seu património à Sociedade Voz do Operário.

A.A.B.M.