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domingo, 14 de novembro de 2010

XXX ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE HISTÓRIA ECONÓMICA E SOCIAL



Subordinado ao tema global: Crises Económicas, Crises Sociais, vai realizar-se no Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa (ISEG/UTL), nos próximos dias 19 e 20 de Novembro de 2010, o XXX Encontro da Associação Portuguesa de História Económica e Social.

A Comissão Científica deste Encontro é constituída por:
Jorge Alves (FL/UP) - Presidente
Nuno Valério (ISEG/UTL)
Jorge Pedreira (FCSH/UNL)
Carlos Bastien (ISEG/ UTL)
Hermínia Vilar (UE)
Cristina Moreira (EEG/ UM).

Por seu lado a Comissão Organizadora é constituída por:
Amélia Branco Dias (ISEG/UTL)
Carlos Bastien (ISEG/UTL)
Leonor Freire Costa (ISEG/UTL)
Pedro Neves (ISEG/UTL)
Rita Martins de Sousa (ISEG/UTL)

O programa detalhado deste colóquio poder ser encontrado AQUI.

Este, que é um dos mais importantes fóruns dos historiadores portugueses, realiza-se há já 30 anos, e conta com um conjunto de reputados investigadores. Este ano, conta com quase duas centenas de palestrantes que vão repartir-se pelas seguintes áreas:
1A - Crise do Antigo Regime e liberalismo (I)
1B - Crises and recoveries in the 20th century
1C – Labour and human capital (I)
1D - Crises e globalização
1E – Mudança social no mundo contemporâneo (I)
1F – História empresarial (I)

2A - Instituições e poder na época moderna
2B – Capitania de Minas Gerais no século XVIII
2C - Fiscalidade e construção do Estado
2D – Mesa Redonda – A crise do século XVII em Portugal: interpretações e estado da questão
2E - Prices, consumption and living standards
2F - Business history
2G – I República: Temas e problemas de História Económica e Social (I)

3A - Espaços e fronteiras na Península Ibérica medieval
3B – Crise do Antigo Regime e liberalismo (II)
3C – Crises no Brasil, séculos XIX e XX
3D – Urbanismo
3E – Labour and human capital (II)
3F - Caminhos-de-ferro, persistência e modernidade
3G – Comércio, contratos e fiscalidade na Ibero-América, séculos XVI-XVIII (I)
3H – Crises económicas e crises sectoriais: o caso da cortiça

4A - Tesouros Régios Medievais: Repositórios de obras de arte, reservas de capital, instrumentos de afirmação de poder, reflexos de identidades
4A - Tesouros Régios Medievais: Repositórios de obras de arte, reservas de capital, instrumentos de afirmação de poder, reflexos de identidades
4C - Terra, território e conflito na América Portuguesa
4D – Monetary and financial crises (I)
4E – História do pensamento económico (I)
4F - Crises and regulation

5A - Comércio, contratos e fiscalidade na Ibero-América, séculos XVI-XVIII (II)
5B - Moeda, crédito e finanças
5C – Mudança social no mundo contemporâneo (II)
5D - Monetary and financial crises (II)
5E - História do pensamento económico (II)
5F – Relações comerciais internacionais
5G - Business groups and firms in Portugal: historical perspectives

6A - Dinâmicas do império português, séculos XVI a XVIII
6B - De portas adentro: "casas", consumos e distinções sociais do século XVI ao século XIX
6C – Dinâmicas regionais no Brasil Imperial
6D - I República: Temas e problemas de História Económica e Social (II)
6E - História empresarial (II)
6F - International trade and regional dynamics
6G – Trade and credit
6H – Demography and urbanism

Na página do Encontro já é possível encontrar alguns dos estudos que vão ser apresentados, onde destacamos, entre outros, os trabalhos de João Figueira, de Ana Prata, Daniel Alves, Joana Bento Torres, Joana Pereira, Luís Beato Nunes, Hugo Silveira Pereira, António Portugal Duarte, Francisco Pinheiro, Manuel Ferreira Rodrigues, entre muitos outros.

Um colóquio a acompanhar com toda a atenção.
A.A.B.M.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

É PROIBIDO TER MEMÓRIA!


É proibido ter memória!

Um censor alucinado, maliciosamente alojado no ISCSP e a coberto de um presuntivo iletrismo informático, apagou o valioso e estimado acervo do Centro de Estudos do Pensamento Político (CEPP) laboriosamente lavrado pelo professor José Adelino Maltez.

O lugar (CEPP) que tão bem soube agasalhar um infindável rol de personagens que são pertença da nossa história; esse abundante inventário, ordenado e minuciosamente classificado de homens, mulheres e eventos da nossa memória colectiva; esse conjunto de verbetes únicos sobre o pensamento político português; os valiosos quadros cronológicos facultados; tudo o que era uma fonte de consulta obrigatória para estudiosos, leitores atentos ou simples curiosos, lastimosamente se esfumou da rede. O "reservado", onde tantas e tantas vezes recorremos para trabalhos biográficos ou simples iniciação, foi extraviado.

Essa biblioteca virtual, que com mérito e generosidade o professor José Adelino Maltez construiu e nos honra, sofreu um rude "apagão" às mãos da ignorância, da irresponsabilidade e da arrogância de "mandarinatos universitários" (citando Vital Moreira), que ontem como hoje têm da cultura, do trabalho e do ensino um insaciável desprezo. Que esses fantasiosos académicos, neste país de "muita vergonha", habitem o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) e a Universidade Técnica de Lisboa, surpreende pela sua gratuidade e impressiona. Não sabem dignificar a instituição, revelando, bem à maneira do que diz o vate Pessoa, que a cegueira voluntária é o pior dos atestados e defeitos da vida mental portuguesa. E que é proibido ter memória.

J.M.M. / A.A.B.M.