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sexta-feira, 12 de maio de 2017

[VILA REAL – CONFERÊNCIA | EXPOSIÇÃO] – “A MAÇONARIA PORTUGUESA NO SÉCULO XIX – ENTRE A DISPERSÃO E A UNIDADE”


 
CONFERÊNCIA: A Maçonaria Portuguesa no Século XIX – Entre a Dispersão e a Unidade;
EXPOSIÇÃO: Indumentária e Adereços da Maçonaria no Século XIX

ORADOR: António Ventura (professor da FLUL);

DIA: 12 de Maio 2017 (21,00 horas);
LOCAL: Salão Nobre da Câmara Municipal de Vila Real [Vila Real];
ORGANIZAÇÃO: CM de Vila Real.

J.M.M.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O JORNALISTA REPUBLICANO ALVES CORREIA. ANTOLOGIA


Foi recentemente apresentado em Vila Real, o número 25, da Colecção Tellus, editado pela Câmara Municipal de Vila Real e pelo Grémio Literário Vila Realense, dedicado ao jornalista republicano António Narciso Rebelo Alves Correia, um trabalho antológico realizado pelo Professor Ernesto Rodrigues.

A figura de Alves Correia, actualmente muito esquecida, foi um dos grandes propagandistas do Partido Republicano ainda durante a Monarquia. Nascido em 25 de Maio de 1861, veio a falecer em Lisboa em 5 de Janeiro de 1900. Sobre ele já tinhamos escrito uma nota biográfica AQUI.
O presente livro, agora publicado, apresenta uma nota biográfica detalhada do jornalista republicano elaborada pelo Professor Ernesto Rodrigues, que ocupam as primeiras páginas da obra. Nelas descobrimos mais alguns traços menos conhecidos deste republicano transmontano: as diferentes actividades que desenvolveu ao longo do tempo, farmacêutico, fotógrafo, conservador das bibliotecas municipais de Lisboa, jornalista e as referências ao espólio que sobre ele fornecem dados que se encontra na Biblioteca Nacional de Portugal.

Na segunda parte deste trabalho é possível encontrar um conjunto (selecção) de artigos publicados por Alves Correia em alguns do órgãos da imprensa onde colaborou. Assim, seleccionaram-se 34 artigos publicados na revista Froebel, no jornal Os Debates, A Vanguarda e O País que foram reproduzidos na íntegra.

Um interessante trabalho, numa área pouco explorada, a antologia, mas que permite conhecer melhor o pensamento e a época em que o autor viveu. São oito dezenas de páginas que se lêem com facilidade e sobretudo permitem conhecer melhor as dificuldades e os problemas dos propagandistas republicanos.

Algumas informações adicionais sobre esta obra podem ser consultadas AQUI.

Uma interessante obra que não podíamos deixar de sugerir aos nossos ledores.

A.A.B.M.


sexta-feira, 4 de março de 2011

ADELINO SAMARDÃ


Nasceu a 6 de Setembro de 1863, em Vila Real, filho de Manuel Gonçalves da Silva Samardã e de Ana Luísa de Sousa.

Autodidacta, estudioso, culto e interessado, os seus interesses dispersaram-se entre a Arqueologia e a Historia.

Trabalhou essencialmente como professor do ensino primário, passando a integrar os quadros da Escola Azevedo em Vila Real, onde permaneceu até à implantação da República.

Inicia a sua actividade como jornalista, onde se destacou, colaborando com órgãos como O Transmontano, O Independente Regoense, e noutros jornais de combate político de Lisboa e Porto. Em 1891, fundou com Guilhermino Vieira da Silva, o semanário O Povo do Norte, quatro meses depois da Revolta de 31 de Janeiro «quando uma atmosfera de terror pairava ainda sobre os iníquos julgamentos de Leixões». Foi igualmente responsável pela edição dos jornais Aurora da Liberdade (1896-) e O Trasmontano (2.ª Série) (1897-), e colaborador de O Transmontano (1873-1894). Participou no movimento do 31 de Janeiro de 1891 e foi um dos responsáveis pela organização do Partido Republicano em Vila Real, juntamente com mais 17 correligionários.

Em 1895, foi acompanhado por José de Carvalho Araújo Júnior e Azeredo Dantas na liderança da Comissão Executiva Republicana em Vila Real até 1897.

Colaborou com Avelino Patena, líder progressista em Vila Real, na fundação da corporação de Bombeiros Voluntários de Vila Real.

Coube-lhe também organizar a Carbonária em Trás-os-Montes, mas também as ramificações a Braga e a Viana do Castelo, onde se “tinham constituído poderosos núcleos carbonários”[José Brandão, Carbonária. O Exército Secreto da República, Alfa, Lisboa, 1990, p 70]. O responsável pela criação de barracas e choças da Carbonária na região foi Luz de Almeida, que por vezes se fazia passar por caixeiro-viajante, mas também pelo delegado da organização na região de Trás-os-Montes, que era o Dr. António Granjo.

Com a implantação da República, em 5 de Outubro de 1910, foi nomeado Governador Civil do Distrito, cargo que ocupou entre Outubro de 1910 e 3 de Outubro de 1911. Exerceu depois novamente a função entre 3 de Março de 1913 a 23 de Janeiro de 1914.
Na primeira vez que desempenhou o cargo envolveu-se em polémica com António Granjo, porque este o acusou de estabelecer entendimentos com Teixeira de Sousa, mas acabou por conseguir provar que eram acusações infundadas.

Desempenhou ainda as funções de membro da Comissão Distrital Republicana, juntamente com Azeredo Dantas, Antão de Carvalho e Carlos Richter. Em Janeiro de 1911 era ainda presidente da Assembleia-Geral do Centro Republicano Augusto César.

Foi ainda grande defensor de causas públicas, como a construção da Linha do Corgo, a introdução da energia eléctrica em Vila Real e a criação de um Arquivo Distrital e de um Museu Regional. Este resultou de uma ideia lançada pela Junta Geral do Distrito na sequência do Congresso Transmontano de 1920 e dinamizada por Adelino Samardã, que chegou a ver criado na folha oficial "um museu regional de arte, arqueologia e numismática" (Decreto 9:527, de 22 de Março de 1924).

A família “Samardã” foi uma das que mais se destacou na dinamização dos Bombeiros Voluntários de Vila Real. António Samardã, irmão mais velho de Adelino Samardã, foi fundador da Associação e também seu Comandante. Adelino Samardã foi também um dos mais gloriosos Comandantes da sua Corporação dos Bombeiros Voluntários de Vila Real – Cruz Verde. Quando se comemoraram os oitenta anos sobre a data do falecimento do Republicano e Comandante da Associação, Adelino Samardã (1929/2009), a Direcção da instituição mandou recuperar uma pintura a óleo cuja autoria é de outro insigne republicano, o pintor Trindade Chagas. Adelino Samardã foi determinante para consolidar o prestígio da Associação a organização do Corpo de Bombeiros. Foi no seu tempo que se impulsionou e construiu o actual quartel. Enquanto Comandante dos Bombeiros Voluntários exerceu um poder paternal, formador, transmissor de ideais, valores e atitudes.

Em 1913, aderiu ao Partido Unionista e, em 1919, integrou o Partido Republicano Liberal e participou na respectiva comissão organizadora regional.

Gradualmente afasta-se da actividade política e dedica-se aos seus estudos de arqueologia e ao jornalismo.

Faleceu com 66 anos de idade, a 5 de Fevereiro de 1929.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:

Aires, Joaquim Ribeiro, Vila Real. Roteiros Republicanos, QuidNovi, Matosinhos, 2010, p. 77-81.
Brandão, José, Carbonária. O Exército Secreto da República, Alfa, Lisboa, 1990.
Silva, António Maria, O Meu Depoimento. Da Monarquia a 5 de Outubro de 1910, vol. I, col. Documentos, República, Lisboa, 1974.


A.A.B.M.

quinta-feira, 3 de março de 2011

O 5 DE OUTUBRO EM VILA REAL - ANTOLOGIA



LIVRO: O 5 de Outubro em Vila Real - Antologia [Introdução e selecção de textos de Elísio Amaral Neves]
EDIÇÃO: Grémio Literário Vila-Realense (Câmara Municipal de Vila Real)
ANO: 1910 (2ª edição)

"Integrada nos Cadernos Culturais, n.º 8 da 4.ª Série, do Grémio Literário Vila-Realense, acaba de sair O 5 de Outubro em Vila Real – Antologia. Este caderno (juntamente com uma pequena exposição alusiva ao mesmo tema) foi o contributo do Grémio Literário para o programa organizado pela Câmara Municipal de Vila Real para as comemorações do Centenário da República, e foi apresentado no dia 4 de Outubro, com casa cheia, no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira.

Trata-se de um trabalho do investigador Elísio Amaral Neves, que, para além da organização e selecção de textos, escreveu uma bem documentada introdução ao tema...
" [ler AQUI]

FOTO: Sargentos revolucionários de Infantaria 13, "Homenagem ao Dr. António Granjo" - Vila Real, no dia 16 de Novembro de 1910, recordando a reunião do comité secreto de 11 de Julho de 1907 para a instauração da República.
LOCAL: Paiol (Arcabuzado, Vila Real);
COLECÇÃO do Prof. Doutor Eurico José Palheiros de Carvalho Figueiredo.

De pé, da esquerda para a direita: 1.º Sargento Alfredo Ferreira; Sargento-Ajudante Agostinho do Espírito Santo; 2.º Sargento António Maria Cabral de Sampaio (RI 19); Dr. António Granjo; Adelino Samardã; 1.º Sargento Manuel Ribeiro Cardona.

Sentados, da esquerda para a direita: 2.º Sargento Aníbal de Carvalho Figueiredo; 2.º Sargento Francisco de Carvalho Figueiredo; 2.º Sargento António Malheiro; 2.º Sargento Alexandre António Joaquim.

ver O 5 de Outubro em Vila Real (Antologia) AQUI em pdf (via Grémio Literário Vila-Realense)

J.M.M.