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segunda-feira, 11 de outubro de 2021

CONGRESSO INTERNACIONAL DO BICENTENÁRIO DA REVOLUÇÃO DE 1820

 

Realiza-se hoje, 11 de Outubro, a partir da Assembleia da República e amanhã e quarta-feira, no auditório da Fundação Calouste Gulbenkian o CONGRESSO INTERNACIONAL DO BICENTENÁRIO DA REVOLUÇÃO DE 1820.

O programa do congresso pode ser consultado AQUI.


11 OUTUBRO

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

9:30 Horas – Entrada Principal

Acolhimento dos participantes


10:00 Horas – Sala 1

AS REVOLUÇÕES NA EUROPA DO SUL (1)

Coord. Javier Fernandez Sébastian e Maurizio Isabella

Javier Fernández Sébastian (Universidad del País Vasco) - Cádiz, Oporto, Calcuta. Ecos bengalíes

de las revoluciones ibéricas (1820-1823) (P)

Gonzalo Capellán (Universidad de La Rioja) - La imagen de Fernando VII y las caricaturas

políticas difundidas desde Londres durante el Trienio (1820-1823) (P)

Gian Luca Fruci (Dipartiment di Civiltà e Forme del Sapere – Universitàdi Pisa) - Un moment

espagnol? Pratiques électorales et culture constitutionnelle dans les deux Siciles, 1820


10:00 Horas – Sala 3

CORTES E CONSTITUIÇÃO (1)

Coord. Zília Osório de Castro e Luís Bigotte Chorão

Pedro Barbas Homem (Universidade de Lisboa) - Modelos de constitucionalismo liberal (P)

Manuel Clemente (Universidade Católica Portuguesa) - Os bispos e a liberdade, ou a liberdade e

os bispos (1820 ss)

António Araújo (Universidade Nova de Lisboa) - D. Carlos da Cunha (1759-1825), um patriarca anticonstitucional (P)

11:15 Horas | Pausa


11:30 Horas – Sala 1

AS REVOLUÇÕES NA EUROPA DO SUL (2)

Coord. Javier Fernandez Sébastian e Maurizio Isabella

Peter Hill (Northumbria University) - The Mount Lebanon Uprising of 1821: Reconceptualising a

Revolutionary Age

Maurizio Isabella (Queen Mary University of London) - Petitioning in the name of the

constitution: corporate privileges and individual rights in Portugal, Spain, Naples and Greece during the 1820s revolutions

Alda Dialla (Athens School of Fine Arts, Department of Theory and History of Art) - Russia

and the Revolutions of 1820’s in Southern Europe

Michalis Sotiropoulos (British School at Athens) - The multiple projects of a political crisis:

sovereignty and government during the Greek revolution (1821-28)


11:30 Horas – Sala 3

CORTES E CONSTITUIÇÃO (2)

Coord. Zília Osório de Castro e Luís Bigotte Chorão

Ángeles Lario (Universidad Nacional de Educación a Distancia) - Revolución y Constitución.

El liberalismo revolucionario y la monarquía constitucional: 1812 y 1822 (P)

Luís Bigotte Chorão (CEIS20, Universidade de Coimbra); Zília Osorio de Castro (FCSH,

Universidade Nova de Lisboa) - História e Memória do vintismo. Olhares académicos sobre a

Constituição de 1822 (P)

Fernando Catroga (Universidade de Coimbra) - A Revolução e a Soberania Nacional (P)

13: 00 Horas | Almoço


15:00 Horas – Sala 1

CULTURA E REDES POLÍTICAS DE EXÍLIO

Coord. Grégoire Bron e Gladys Ribeiro

Juan Luis Simal (Universidad Autónoma de Madrid) - Armar una como en el 20: las autoridades

españolas frente a la colaboración entre exiliados españoles y portugueses, 1823-1832 (P)

Carmine Cassino (Centro de História – Universidade de Lisboa) - À procura da nação: a

comunidade italiana em Lisboa e o exílio político na altura do vintismo

Grégoire Bron (École Pratique des Hautes Etudes) - La révolution portugaise de 1820 et l'exil

politique

Gladys Sabina Ribeiro (Universidade Federal Fluminense) - Emigrados portugueses: antilusitanismo e participação política no Brasil às vésperas da Abdicação de D. Pedro I


15:00 Horas – Sala 3

NAÇÃO E IMPÉRIO

Coord. Sandra Ataíde Lobo e Cristina Nogueira da Silva

Maria Luísa Ferreira de Oliveira (Departamento de História – Universidade Federal de São

Paulo) - Lisboa, Rio de Janeiro, Moçâmedes: política e negócios nas conexões atlânticas em meados do

século XIX (P)

Augusto Nascimento (Centro de História – Universidade de Lisboa) - Eleições em São Tomé e Príncipe em oitocentos: da disputa pela vontade dos súbditos da Coroa até à febre do cacau (P)

Andréa Slemian (Universidade Federal de São Paulo) - “Todos são cidadãos brasileiros”: a garantia dos direitos como problema no Império do Brasil

Cristina Nogueira da Silva (Faculdade de Direito – Universidade Nova de Lisboa e, Centro de Investigação em Direito e Sociedade) - Construir nações a partir de impérios. Reflexões sobre os

conceitos de Nação, de Império e de cidadania imperial

Sandra Ataíde Lobo (Centro de Humanidades, FCSH – Universidade Nova de Lisboa);

Luís Cabral de Oliveira (Instituto Politécnico de Leiria e Centro de Investigação Direito e

Sociedade, Faculdade de Direito – Universidade Nova de Lisboa) - A originalidade da Goa

liberal-constitucional: as bases teóricas do perismo

16: 30 Horas | Pausa


SESSÃO SOLENE DE ABERTURA

SALA DO SENADO

17:00 Horas | Abertura pelo Presidente da Assembleia da República

Eduardo Ferro Rodrigues


17:10 Horas | Intervenção do Presidente das Comemorações do Bicentenário do Constitucionalismo Português

Guilherme d’Oliveira Martins


17:20 horas | Intervenção da Presidente da Comissão Organizadora do Congresso Internacional do Bicentenário da Revolução de 1820

Miriam Halpern Pereira

17:30 Horas | Encerramento pelo Presidente da República

Marcelo Rebelo de Sousa


12 OUTUBRO

FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN

9:30 Horas – Auditório 3

EDUCAÇÃO, CULTURA E CIÊNCIA

Coord. Luís Alberto Alves e Fátima Nunes

Ricardo Ferreira de Almeida (Instituto Politécnico de Viseu) - Teatro e gestão de corpos em palco:

notas biográficas e sistematizações

António Henriques (Instituto de Educação – Universidade de Lisboa) - Um rasgo discreto: a invenção da herança cultural sob o regime monárquico liberal como aprendizagem técnica, valor educativo e veneração dos povos (P)

Víctor-Manuel Núñez-García (Universidad de Sevilla); Darina Martykánová (Universidad

Autónoma de Madrid) - Medicina como una ciencia útil: las transformaciones del discurso profesional

de los médicos españoles en el marco del Trienio constitucional (P)

Cristina Joanaz de Melo (IHC, FCSH – Universidade Nova de Lisboa) - Ausências historiográficas: regeneração de floresta na paz e na guerra em Portugal 1800-1824

Madalena Costa Lima (CLEPUL/Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) - Noções de património: os conceitos de monumento histórico e monumento nacional no período vintista


9:30 Horas – Sala 1

ESTADO, IGREJA E RELIGIÃO

Coord. Ana Mouta Faria e Sérgio Ribeiro Pinto

Paulo Alexandre Alves (IHC, FCSH – Universidade Nova de Lisboa e Centro de Estudos de História Religiosa) - Uma relação ambígua: os bispos de Portugal metropolitano e a revolução de

1820 (P)

Francisca M. C. Branco Veiga (Centro de História – Universidade de Lisboa) - Miguelismo e Jesuitismo: descontinuidade no processo político para o Liberalismo (P)

Teresa Ponces - Um olhar sobre a Revolução: o combate do cardeal-patriarca de Lisboa, D. Carlos da

Cunha (P)

Jaime Ricardo Gouveia (Centro de História da Sociedade e da Cultura – Universidade de Coimbra) - As políticas liberais e a sustentação do clero no bispado de Viseu 1820-1910 (P)


11:00 Horas | Pausa


11:30 Horas – Sala 2

INDIVÍDUOS, GRUPOS E MOVIMENTOS SOCIAIS (1)

Coord. Jorge Fernandes Alves e José Viriato Capela

João Paulo de Jesus Martins Luz (Escola Superior de Educação do Porto) - As Faces da Revolta (P)

Aires Gomes Fernandes (Centro de História da Sociedade e da Cultura – Universidade de Coimbra) - Joaquim José da Costa de Macedo visto à luz da sua correspondência

Adília Fernandes (CITCEM – Universidade do Porto) - General Claudino Pimentel (1776- 1831) - Um liberal nos caminhos da glória e do infortúnio (P)

Fernando Augusto Machado (Universidade do Minho) - Com Garrett pelos caminhos da Revolução (P)


11:30 Horas – Sala 1

ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS (1)

Coord. José Luís Cardoso e Jorge Pedreira

Jaime Reis (Instituto de Ciências Sociais – Universidade de Lisboa) - Do economic factors

explain the 1820 liberal Revolution in Portugal? (P)

José Vicente Serrão (Iscte – Instituto Universitário de Lisboa) - Agricultura e vintismo: relações imperfeitas (P)

José Luís Cardoso (Instituto de Ciências Sociais – Universidade de Lisboa) - O Banco de Lisboa e o contexto político do vintismo (P)


11:30 Horas – Auditório 3

IDEOLOGIAS E CORRENTES DE PENSAMENTO POLÍTICO (1)

Coord. Ana Cristina Araújo e Luís Reis Torgal

Diana Tavares da Silva (Centro de História da Sociedade e da Cultura, Faculdade de Letras  – Universidade de Coimbra) - A Sociedade Literária Patriótica de Lisboa (1820-1823)- contributos para a cultura política do Vintismo

Nere Basabe (Universidad Autónoma de Madrid) - La Revolución Liberal de 1820-1823 en Francia: reacciones al modelo constitucional español e intentos insurreccionales de la “internacional liberal”

Luís Reis Torgal (Faculdade de Letras – Universidade de Coimbra e fundador do CEIS20)

- O “Liberalismo económico” dos antiliberais. reflexões sobre José Acúrsio das Neves e José da Gama e Castro (P)

Maria Luisa Sánches-Mejia (Universidad Complutense de Madrid) - La educación ciudadana:

Ramón Salas y la prensa afrancesada en la difusión de la doctrina liberal


13:00 Horas | Almoço Livre

14:30 Horas – Sala 1


AS REVOLUÇÕES NA AMÉRICA DO SUL (1)

Coord. Ana Frega, Lúcia Bastos P. Neves e M. Beatriz Nizza da Silva

Juan Marchena Fernandez (Universidade Pablo de Olavide) - O impacto das revoluções liberais

de 1820 de Portugal e Espanha nos processos de independência latino-americana. O caso do Peru, Equador e Bolívia (P)

Wilson González Demuro (Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación- Universidad de la República) - El impacto del constitucionalismo ibérico en las prácticas políticas y

culturales rioplatenses. Actividad de prensa y debate conceptual en la Provincia Oriental/Cisplatina (1820-1830)

Flavio José Gomes Cabral (Universidade Católica de Pernambuco) - O exemplo da Revolução do Porto “brotará” no Brasil desejo de imitação”: Uma sedição malograda em 1820 em Pernambuco

Lucia Maria Bastos Pereira das Neves (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) - O raiar da “aurora política” no Rio de Janeiro – leituras do movimento constitucional de 26 de fevereiro de 1821


14:30 Horas – Auditório 3

IDEOLOGIAS E CORRENTES DE PENSAMENTO POLÍTICO (2)

Coord. Ana Cristina Araújo e Luís Reis Torgal

Diego Palacios Cerezales (Universidad Complutense de Madrid) - La utopía peticionaria. Derecho de petición y gobierno representativo durante la era de la revolución (P)

Cláudio DeNipoti (Universidade Estadual de Londrina) - Percursos pessoais e posições políticas em 1820; como os agentes da cultura impressa portuguesa viveram os anos revolucionários

Ana Cristina Araújo (Faculdade de Letras – Universidade de Coimbra e Centro de História da Sociedade e da Cultura) - Representação e direitos civis no triénio liberal português. Ideias e linguagens políticas (P)

José M. Portillo (Universidaddel País Vaco/Euskal Herido Unibersitatea) - La emancipación como revolución conservadora. España y América, 1814-1825 (P)


14:30 Horas – Sala 2

INDIVÍDUOS, GRUPOS E MOVIMENTOS SOCIAIS (2)

Coord. Jorge Fernandes Alves e José Viriato Capela

José Viriato Capela (Universidade do Minho); Henrique Matos (Agrupamento de Escolas

de Vila Verde) - Reforma, revolução e contrarrevolução nos Levantamentos Nacionais contra os Franceses em 1808. Horizontes de 1820.

Francisco Miguel Araújo (CITCEM, Faculdade de Letras – Universidade do Porto) - Nas brumas do Sinédrio: João Ferreira Viana (P)

Joaquim António Gonçalves Guimarães (Gabinete de História, Arqueologia e Património, Vila Nova de Gaia) - Os negociantes da praça do Porto e a Revolução de 1820 (P)

Ana Cardoso de Matos (CIDEHUS – Universidade de Évora) - Os engenheiros portugueses e o liberalismo: atuação política, social e económica (P)

16:00 Horas | Pausa


16:30 Horas – Sala 1

AS REVOLUÇÕES NA AMÉRICA DO SUL (2)

Coord. Lúcia Bastos P. Neves, Ana Frega e M. Beatriz Nizza da Silva

Alexandre Mansur Barata (Universidade Federal de Juiz de Fora). Das capitanias às províncias: discussões em torno do estabelecimento da província como unidade político-administrativa no Império do Brasil (1820-1834)

Camila Borges da Silva (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). A soberania em debate: discursos políticos no alvorecer do Império do Brasil (1822-1824)

Marcelo Cheche Galves (Universidade Estadual do Maranhão). Maranhão, abril de 1821: a Revolução de 1820 no norte da América portuguesa

Ana Frega Novales (Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación -Universidad de la República) Proyectos de unión confederal en el Rio de la Plata en la década de 1820 (P)


16:30 Horas – Sala 2

INDIVÍDUOS, GRUPOS E MOVIMENTOS SOCIAIS (3)

Coord. Jorge Fernandes Alves e José Viriato Capela

Maria Otília Pereira Lage (CITCEM, Faculdade de Letras – Universidade do Porto) - «A Conspiração de 1817- Gomes Freire» de Raul Brandão: mundividência histórica brandoniana

José António Barreto Nunes (Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, jubilado) – José António Guerreiro, o Liberal de Lanhelas – de vintista a cartista (1789-1834) (P)

Jorge Martins Ribeiro (Faculdade de Letras – Universidade do Porto) – Os pensadores que influenciaram os homens que promoveram a Revolução Liberal de 1820


16:30 Horas – Auditório 3

ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS (2)

Coord. José Luís Cardoso e Jorge Pedreira

Cláudia Maria das Graças Chaves (Universidade Federal de Ouro Preto) - As instituições fazendárias no contexto liberal e constitucional: o território brasileiro no debate das Cortes portuguesas

Miguel Dantas da Cruz (Instituto de Ciências Sociais – Universidade de Lisboa) - Tempos de incerteza: A Mesa do Bem do Comum dos Mercadores e a agenda liberal (P)

Daniel Alves (FCSH – Universidade Nova de Lisboa) – O que oferecia a Revolução liberal aos homens de negócios do Antigo Regime? O caso dos rendeiros de dízimos (P)

Jorge Miguel Pedreira (FCSH – Universidade Nova de Lisboa) – Os negociantes e a Revolução liberal: tempos de mudança

18:00 Horas

ENCERRAMENTO DO 2.º DIA DO CONGRESSO



13 OUTUBRO

FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN

9:30 Horas – Sala 1

ESTADO E PODERES PERIFÉRICOS (1)

Coord. Paulo Jorge Fernandes e Susana Serpa Silva

Teresa Fonseca - O impacto do pronunciamento militar vintista nos municípios do Sul (P)

Fernando Dores Costa (IHC, FCSH – Universidade Nova de Lisboa) - Os “mitos” sobre a presença britânica em Portugal nos anos entre 1815 e 1820 revisitados a partir da correspondência do duque de Wellington (P)

Nuno Camarinhas (Centro de I&D sobre Direito e Sociedade, Faculdade de Direito – Universidade Nova de Lisboa) - O aparelho judicial na transição do Antigo Regime para o período Constitucional

Maria João Vaz (Iscte – Instituto Universitário de Lisboa) - Reforma do sistema penal e prisional em debate, c. 1820-1823 (P)


9:30 Horas – Auditório 3

PROCESSO POLÍTICO:

REVOLUÇÃO E CONTRARREVOLUÇÃO (1)

Coord. Maria Alexandre Lousada e Nuno Gonçalo Monteiro

Madelaine Irene Salvador (Faculdade de Letras – Universidade do Porto) - A relação entre Portugal e a França no período da restauração dos Bourbons de 1815 a 1830: consequências na política portuguesa (P)

Manuel Marques Caiado (Centro de Investigação em Arquitectura, Urbanismo e Design e FCSH – Universidade Nova de Lisboa) - António Saldanha da Gama: Do pensamento contrarrevolucionário à ação diplomática no contexto ibérico (1820-1823) (P)

Ramon Arnabat Mata (Universitat Rovira i Virgili) - Contrarrevolución y antirrevolución en Portugal y España durante los trienios constitucionales (1820-1823): una visión ibérica (P)

Paulo Jorge Fernandes (FCSH, Universidade Nova de Lisboa); Evaristo Caixeta Pimenta (Universidade Federal de Minas Gerais) - A representação dos proscritos: ideologia e conflito nas eleições para as cortes ordinárias portuguesas de 1822 (P)

11:00 Horas | Pausa


11:30 Horas – Sala 1

ESTADO E PODERES PERIFÉRICOS (2)

Coord. Paulo Jorge Fernandes e Susana Serpa Silva

Joana Vieira Paulino (IHC, FCSH – Universidade Nova de Lisboa) - A assistência aos expostos enquanto problema de Saúde Pública e os particularismos do contexto lisboeta (P)

Joaquim Melon Ribeiro Simões (IHC, FCSH – Universidade Nova de Lisboa) - A saúde pública nos trabalhos parlamentares em Portugal e Espanha (1821-1823) (P)

José Guilherme Reis Leite (Faculdade de Letras – Universidade do Porto) - Os Açores e a Revolução de 1820. Aspirações políticas de mudança

Paulo Miguel Rodrigues (Centro de Investigação em Estudos Regionais e Locais, Universidade da Madeira) - A Madeira e o Vintismo: das cinco vias à Constituição de 1822

11:30 Horas – Sala 2

LINGUAGENS, REPRESENTAÇÕES E OPINIÃO PÚBLICA (1)

Coord. Fátima Sá e Melo Ferreira, Telmo Verdelho e Sérgio Campos Matos

Milton Pedro Dias Pacheco (Centro de Humanidades – Universidade Nova de Lisboa e Universidade dos Açores e Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos – Universidade de Coimbra) - Proscénios triunfais: As arquiteturas efémeras celebrativas da Revolução Liberal de 1820 (P)

Susana Serpa Silva (Centro de Humanidades – Universidade Nova de Lisboa/Universidade dos Açores) - A evocação do centenário da revolução de 1820 no arquipélago dos Açores

João Pedro Ferreira (Centro de Humanidades, FCSH – Universidade Nova de Lisboa, Hemeroteca Municipal de Lisboa e Universidade dos Açores) - Periódicos e folhetos humorísticos de José Daniel Rodrigues da Costa desde a Revolução de 1820 até ao início da Guerra Civil (P)

Patrícia Gomes Lucas (IHC, FCSH – Universidade Nova de Lisboa) - A «orquestra satírica» de Francisco de Assis Mendonça e Castro: o humor de um legitimista disfarçado de liberal (P)

Pedro Couceiro (Instituto Politécnico de Bragança, CITCEM – Universidade do Porto); Elisabete Silva (Instituto Politécnico de Bragança, Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa) - Liberalismo e opinião pública - representações da imprensa liberal britânica em torno da revolução portuguesa de 1820 (P)

13:00 Horas | Almoço Livre


14: 30 Horas – Auditório 3

PROCESSO POLÍTICO:

REVOLUÇÃO E CONTRARREVOLUÇÃO (2)

Coord. Maria Alexandre Lousada e Nuno Gonçalo Monteiro

Maria Alexandre Lousada (Centro de História – Universidade de Lisboa) - A construção da cultura política contrarrevolucionária em Portugal, 1820-1834 (ensaio de definição e caracterização) (P)

Josep Escrig Rosa (Universitat de València) - El mito contrarrevolucionario de la conspiración universal y las independencias iberoamericanas

Andréa Lisly Gonçalves (Universidade Federal de Ouro Preto) - Liberalismo, contrarrevolução e exílio político no reinado de D. Miguel: Portugal e Brasil (1828-1834)

Daniel Estudante Protásio (Centro de História – Universidade de Lisboa e Ceis20 – Universidade de Coimbra) - Conservador, Contra-revolucionário… Miguelista? O ideário político do Visconde de Santarém (1819-1834) (P)


14: 30 Horas – Sala 1

AS REVOLUÇÕES NA AMÉRICA DO SUL (3)

Coord. Maria Beatriz Nizza da Silva, Ana Frega e Maria Lúcia Bastos P. Neves

Adriana Pereira Campos e Kátia Sausen da Motta (Universidade Federal do Espírito Santo) - Petições atlânticas: brasileiros dirigem-se às cortes de Lisboa por direitos de justiça

Paulo Roberto de Almeida (Ministério das Relações Exteriores do Brasil e Centro Universitário de Brasileiro) - A revolução liberal de 1820 como precursora da independência do Brasil: o papel do Correio Braziliense de Hipólito da Costa

Rafael Cupello Peixoto - “Como soldado, como Português, e como filho de uma Ilustre Pátria por quem ainda darei a vida, e fazenda [...]”: Felisberto Caldeira Brant e a Revolução do Porto de 1820

Maria Beatriz Nizza da Silva (Universidade de São Paulo) - 1820: Luís do Rego Barreto governador de Pernambuco (P)

14: 30 Horas – Sala 2

LINGUAGENS, REPRESENTAÇÕES E OPINIÃO PÚBLICA (2)

Coord. Fátima Sá e Melo Ferreira, Telmo Verdelho e Sérgio Campos Matos

Bruno Santos Sobrinho (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – Universidade de São Paulo) - Noções da Revolução nos periódicos servis durante as Cortes de Cádis (1811-1814)

Ricardo Brito (Centro de História – Universidade de Lisboa) - Revoluções de rosto janico: experiências, modernidade(s) e o conceito de revolução na Península Ibérica (1808-1823) (P)

Telmo Verdelho (Universidade de Aveiro) - A revolução liberal de 1820 na história externa da língua portuguesa

Jordi Roca Vernet (Universitat de Barcelona) - Inventarse los mitos del Trienio Liberal para frenar el discurso revolucionario en la cultura liberal progresista


16:00 Horas | Pausa

16:30 Horas

MESA REDONDA - ENCERRAMENTO

Miriam Halpern Pereira, Gabriel Paquette e Guilherme d’Oliveira Martins

- O Antigo Regime em questão: continuidades e mudança


As sessões do congresso podem ser acompanhadas online nas seguintes ligações:

11 out – AR Sala 1 (ICS):  https://youtu.be/Xtx3qctg2eE 

11 out – AR Sala 3 (CIES):   https://youtu.be/kawba9aTc98 

11 out – AR Sala do Senado:  https://canal.parlamento.pt 

12 out – FCG Audit 3 (IHC):  https://youtu.be/j0atdrudhhg 

12 out – FCG Sala 1 (CH):  https://www.youtube.com/watch?v=uuE8IQQ9I3Q 

12 out –  FCG Sala 2 (CIES):  https://youtu.be/wVk3ipv80rU 

13 out – FCG Audit 3 (IHC): https://youtu.be/IDks_KnEwsQ 

13 out – FCG Sala 1 (CH):   https://www.youtube.com/watch?v=HB7HPSc8W2E 

13 out – FCG Sala 2 (CIES):  https://youtu.be/-SFcISLT2XU 


Com os votos do maior sucesso para a iniciativa e para todos os participantes.

A.A.B.M.

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

[CONFERÊNCIA ONLINE] A REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1820 NO PERIODISMO OLISIPONENSE: CONSTANTES E LINHAS DE FORÇA

 


CONFERÊNCIA: A Revolução Liberal de 1820 no Periodismo Olisiponense: constantes e linhas de força

DIA: 23 de Setembro de 2021 (18,00 horas);

LOCAL: ONLINENecessário inscrição prévia;


ORADOR: Álvaro Costa de Matos

ORGANIZAÇÃO: BLX – Bibliotecas de Lisboa 

A Revolução Liberal de 24 de agosto de 1820 teve início na cidade do Porto e eclodiu como consequência da insatisfação sentida pelo quase protetorado inglês, no comando do país com a anuência do rei D. João VI, que partira para o Brasil em 1808, aquando das invasões francesas. Este movimento resultou no retorno do rei a Portugal em 1821 e no fim do absolutismo com a implementação da primeira Constituição Portuguesa em 1822.

Esta palestra tem por objetivo apresentar uma visão sobre esta Revolução nos periódicos da época” [AQUI]

Lá estaremos.

A não perder!

J.M.M.

domingo, 13 de junho de 2021

ESSA PALAVRA LIBERDADE. REVOLUÇÃO LIBERAL E CONTRARREVOLUIÇÃO ABSOLUTISTA (1820-1834)


LIVRO: Essa Palavra Liberdade. Revolução Liberal e Contrarrevolução Absolutista (1820-1834);

AUTOR: Luís Reis Torgal (pref. de Guilherme de Oliveira Martins);

EDITORA: Temas & Debates (Círculo de Leitores).

«Essa Palavra Liberdade..., livro do historiador Ls Reis Torgal, professor aposentado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, vai estar disponível nas livrarias a partir do próximo dia 24. É uma edição da Temas e Debates (Círculo de Leitores) e integra-se nas Comemorações do Bicentenário da Revolução de 1820, adiadas para o próximo Outubro.

A revolução do Porto de 1820 e a Constituição de 1822 dela nascida abriram caminho, de modo inexorável, para o Estado de Direito, e esse facto projectou-se na História política portuguesa até aos nossos dias. Urge, portanto, relembrar, analisar e divulgar os acontecimentos que permitiram a Portugal substituir um rei absoluto por um sistema capaz de representar cidadãos. A historiografia apresentada neste livro pelo professor Luís Reis Torgal procura descortinar a complexidade dos fenómenos e as suas repercussões duráveis, de modo a que o leitor consiga perceber o longo caminho de afirmação do constitucionalismo e do liberalismo, até aos dias de hoje».

«Na verdade, é a "liberdade" que está em questão nesta obra. É a liberdade que se opõe ao absolutismo, mas também quando, na polémica sobre a Instrução Pública, os liberais mais coerentes pretendem criar (sem o conseguir) um novo edifício, baseado na cidadania, para substituir o do hierarquizado "Antigo Regime". É a liberdade que está em causa quando, em nome da "ordem" e perante a guerrilha liberal, outra vez saída do Porto, o absolutismo miguelista castiga, com o apoio da libertinagem de rua, os alegados estudantes radicais e "criminosos" (defensores, a seu modo, da liberdade), com uma execução exemplar. E é, enfim, também a liberdade, mas a liberdade económica - ideia utilizada por liberais, mas também por antiliberais - que se propõe em favor do desenvolvimento, mas também indiciadora da luta pelos interesses privados. "Liberdade" é, pois, uma palavra nobre, polissémica e ambígua. É nessa múltipla significação que o liberalismo, seu defensor contra a monarquia absoluta, a usa e dela abusa para fins privados. Essa palavra, "liberdade", é, pois, o que analisei neste discurso histórico, sempre cheio de interrogações. Será um conceito sempre a rever, no período que abordamos e nos dias que correm.» [da Introdução]

«Na linha da obra que ora tenho a honra de apresentar urge estudar, investigar, mas também desenvolver a ação pedagógica, no sentido da melhor historiografia, sem tentações “presentistas”. É o devir que constitui a História. Daí a importância do conhecimento e da perspetiva crítica. Eis a matéria-prima de que se faz este livro, sobre sementes perenes de modernidade» [Do Prefácio de Guilherme d’Oliveira Martins - sublinhados nossos]

J.M.M. 

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

“HÁ CONSTITUIÇÃO EM COIMBRA”. NO BICENTENÁRIO DA REVOLUÇÃO LIBERAL

 


LIVRO: “Há Constituição em Coimbra”. No Bicentenário da Revolução Liberal;
AUTOR: Vital Moreira e José Domingues;
EDIÇÃO: Câmara Municipal de Coimbra, Dezembro 2020, 222 p.

“Habitantes de Coimbra […], a Pátria agradecida vos / dará uma recompensa digna de vós, transmitindo à posteridade, / nas páginas da história, os memoráveis feitos do vosso honrado / patriotismo, para servirem de estímulo a vossos netos e os / fazerem dignos de tão rico património de glória e de virtude».

 (Proclamação da Junta Provisional do Governo Supremo do Reino, Paço do Governo em Coimbra, 17 de setembro de 1820

1. Este ano de 2020 evoca-se em Portugal o bicentenário da Revolução Liberal, iniciada no dia 24 de agosto de 1820, na cidade do Porto. Coimbra desempenhou um papel fulcral no sucesso do movimento revolucionário vintista, chegando a ser a sede da Junta Provisional do Governo Supremo do Reino durante alguns dias, a caminho da entrada triunfal na capital no dia 1 de outubro de 1820.

A Câmara Municipal de Coimbra foi das primeiras a manifestar a sua adesão à causa da Revolução e a prestar juramento de fidelidade e apoio à referida Junta Provisional do Governo e às futuras Cortes Constituintes, logo após a entrada das forças liberais na cidade em finais de agosto (primeiro, o coronel Silveira, vindo de Leiria, tendo ficado aquartelado no mosteiro de Santa Cruz, e logo depois o coronel Sepúlveda, vindo do Porto, tendo ficado aquartelado no Paço da Universidade).

Posteriormente, no rescaldo da Martinhada (11 de novembro), regozijando- se com a derrota dos golpistas, a Academia coimbrã organizou um “outeiro” ou sarau poético na Sala dos Capelos da Universidade e a cidade decretou três dias de luminárias. Frei Francisco de São Luís (futuro cardeal Saraiva), professor em Coimbra e membro da Junta Provisional do Governo Supremo do Reino (em “representação da Universidade”), deixou escrito um testemunho de penhorado agradecimento à cidade e à Academia, da qual fazia parte.

Em dezembro de 1820, as eleições das Cortes Constituintes em Coimbra ficaram particularmente marcadas pelo combate travado pelos estudantes da Universidade contra o Senado Municipal, para que fossem admitidos a votar nas juntas eleitorais das respetivas paróquias e assim participarem na escolha da representação nacional, que iria aprovar a Constituição para o País.

2. O objetivo deste livro consiste em apurar qual foi, há precisamente dois séculos, o papel de Coimbra no triunfo da Revolução Liberal nesse ano de 1820 – desde a chegada da primeira notícia da sublevação da cidade do Porto até à eleição dos deputados constituintes.

Os três primeiros capítulos do livro são dedicados a cada um dos três referidos momentos do compromisso de Coimbra com a Revolução: a pronta adesão à causa revolucionária, a manifestação contra a Martinhada e as eleições constituintes. O quarto capítulo apresenta as personalidades e instituições que sobressaíram no alinhamento de Coimbra com a Revolução, desde Almeida Garrett à Universidade e à Academia de Coimbra, assim como os seus opositores.

Um nutrido anexo documental, incluindo vários documentos inéditos, fundamenta e ajuda a compreender esse movimentado período da história de Coimbra, nos quatro meses que vão desde a entrada das tropas liberais no fim de agosto de 1820 até às eleições dos deputados às Cortes Constituintes, no final de dezembro desse ano.

O título do livro, “Há Constituição em Coimbra”, é retirado de um documento de 2 de setembro de 1820 (cf. os documentos anexos n.º 15 e n.º 16), em que um partidário do Antigo Regime comunica “em código” a Lisboa a adesão de Coimbra à Revolução Liberal, identificando esta com o seu principal objetivo - a Constituição […]”

in Apresentação, pp. 7-8 – sublinhados nossos

J.M.M.

domingo, 11 de outubro de 2020

[CONFERÊNCIA DE RAQUEL VARELA - DIA 13 OUTUBRO NO ISCAC] – “AS REVOLUÇÕES LIBERAIS PORTUGUESAS NO QUADRO DO PORTUGAL CONTEMPORÂNEO”

 


CONFERÊNCIA: As Revoluções Liberais Portuguesas no Quadro do Portugal Contemporâneo;

DIA: 13 de Outubro 2020 (18,30 horas)

LOCAL: Auditório do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC) - COIMBRA

 

ORADORA: Raquel Varela (Historiadora);

ORGANIZAÇÃO: União das Freguesias de S. Martinho do Bispo e de Ribeira de Frades | Comissão Liberato | Pró Associação 8 de Maio | ISCAC

 

NOTA: O ESPAÇO ESTÁ LIMITADO.

 

J.M.M.

terça-feira, 29 de setembro de 2020

[COIMBRA - DIA 1 OUTUBRO] – REEDIÇÃO DO LIVRO “GUERRA PENINSULAR. NOTAS, EPISÓDIOS E EXTRACTOS CURIOSOS” DO GENERAL MARTINS DE CARVALHO

 


LIVRO: Guerra Peninsular. Notas, episódios e Extractos Curiosos (reedição);

AUTOR: Francisco Augusto Martins de Carvalho (general);

EDITORA: GAAC (Grupo de Arqueologia e Arte do Centro), 2020;


APRESENTAÇÃO DA OBRA:


DIA: 1 de Outubro de 2020 (18,45 horas);

LOCAL: Café Santa Cruz (Praça 8 de Maio), Coimbra;

ORADORES: João Paulo de Almeida e Sousa (GAAC), Doutora Isabel Vargues (FLUC), Coronel Luís Sodré de Albuquerque (Diretor Museu Militar)

ORGANIZAÇÃO: GAAC | C. M. de Coimbra | Café Santa Cruz


NOTA: O ESPAÇO ESTÁ LIMITADO.


► O Grupo de Arqueologia e Arte do Centro está a promover a reedição do livro “Guerra Peninsular, notas, episódios e extratos curiosos”, através da publicação original em Fac-símile da edição de Coimbra: Typographia Auxiliar d’Escriptorio, 1910. O GAAC pretende assim realizar uma edição nova de um livro antigo de 1910, trata-se de uma edição fac-similada que apresenta uma reprodução exata da edição original, incluindo fontes de letras, escalas, ilustrações, diagramação e paginação.

Se as histórias ligadas ao Convento São Francisco e também ao Mosteiro de Santa Clara são mais conhecidas, há outros episódios coevos que se desenrolaram em Coimbra, que se encontram bem retratados neste livro de Francisco Augusto Martins de Carvalho, merecendo por isso a sua divulgação. Interessa recordá-los não só pelo factos retratados em si, mas pelos exemplos que encerram, pelo sacrifício e esforço de muitos na luta contra o invasor e a violência dos homens e dos tempos vividos que importa trazer à memória!

O GAAC, consciente da relevância dos acontecimentos retratados neste livro sobre as invasões francesas e as sucedâneas guerras liberais que culminaram com a “Revolução Liberal de 1820”, decidiu promover a reedição desta obra literária, para um melhor entendimento contemporâneo da “Guerra Peninsular” e as suas implicações na história de Portugal. Coimbra, cidade de cultura e conhecimento, com forte tradição literária, não pode deixar de celebrar e recordar este conimbricense e a sua obra por ocasião dos 200 anos da “Revolução Liberal de 1820”.


PROGRAMA:

 

A GUERRA PENINSULAR E A REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1820

COIMBRA, 1 de Outubro de 2020

Local: Café Santa Cruz

18h45 – Apresentação do livro “Guerra Peninsular, notas, episódios e extratos curiosos” por:

  • João Paulo Almeida e Sousa (sócio GAAC)

19h00Conferência “A Guerra Peninsular e a Revolução Liberal de 1820” com:

  • Doutora Isabel Vargues (Professora História FLUC)
  • Coronel Luís Sodré de Albuquerque (Diretor Museu Militar)

J.M.M.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

[COIMBRA] “MEMÓRIAS DA REGENERAÇÃO DE 24 DE AGOSTO DE 1820”


LIVRO: "Memórias da Regeneração de 24 de Agosto de 1820” [textos de dois varões ilustres do nosso primeiro liberalismo, José Liberato Freire de Carvalho e José Ferreira Borges] na Cerimónia de Evocação dos 200 anos da Revolução Liberal de 24 de Agosto de 1820 – Café Santa Cruz, em Coimbra.

Recorte do jornal Diário das Beiras, 25 de Agosto de 2020, p. 8, com a devida vénia 

J.M.M.

domingo, 23 de agosto de 2020

24 DE AGOSTO DE 1820 - 24 DE AGOSTO DE 2020: BICENTENÁRIO

Assinalando os acontecimentos de 24 de Agosto de 1820, há algumas iniciativas a decorrer durante o dia, para assinalar o evento:

- No Porto:

- Em Coimbra:

- Na Figueira da Foz:



O programa previsto para se desenvolver ao longo de vários meses [entretanto com as actividades suspensas ou adiadas] pode ser consultado na página que pode/deve ser consultada AQUI:
https://1820.porto.pt/

A.A.B.M.
J.M.M

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

PELA LIBERDADE! NO DEALBAR DA REVOLUÇÃO DE 1820



Pela Liberdade! No dealbar da Revolução de 1820” [Extracto] – por Maria Otilia Pereira Lage, in Público, 18 de Agosto de 2020
[…] 1. Quais os antecedentes da Revolução de 1820?
Estruturalmente, Portugal ocupava já no sistema-mundo capitalista e na economia-mundo europeia um lugar semiperiférico em que se reflectiam as disputas interestaduais pelo domínio e posição hegemónica. A França e a Inglaterra, lutando entre si pela supremacia, desde 1682 a 1815, procuraram afastar das redes comerciais mundiais os países que sucessivamente as dominaram: Portugal, Espanha e Holanda, alterando a geografia política do comércio mundial, radicalmente reestruturada. Do conflito social generalizado nas lutas pelo poder resultou, no século XVIII, o abalo das revoluções americana e francesa e o caos do sistema políticosocial do Antigo Regime, só se encontrando novo equilíbrio, mais tarde, com o Tratado de Viena (1815) que marcou, ao tempo, um período de paz na Europa. A hegemonia passará a ser do imperialismo britânico de livre comércio, todo o sistema interestados será reorganizado e uma única potência, a inglesa, passaria a dominar quase todo o mundo.

Entrecruzava-se nessa estrutura uma adversa conjuntura político-económica nacional e internacional de Portugal, marcada pelo impacto das três invasões napoleónicas (1807-1810), tendo-se verificado em 1808, a fuga da família real e da corte, de Lisboa para o Rio de Janeiro, enquanto as forças britânicas comandadas pelo duque de Wellington aqui desembarcaram para conduzir militarmente a resistência contra os invasores franceses até à sua expulsão definitiva e derrota da política imperial francesa na Península Ibérica. Outros factores agudizavam as contradições e conflitos internos do país agravando as dificuldades financeiras do Estado: ameaça de perda dos mercados brasileiros, gastos e prejuízos da Guerra Peninsular (1808-1814), uma quase imobilidade produtiva do país, aliada à persistente presença e manutenção entre nós do Exército britânico.
Após a expulsão das tropas francesas de Portugal (1812-1813), a conjuntura política portuguesa continuava marcada por grande fragilidade devido à dependência e pressões externas, contradições e dissensões internas de ordem governativa, e factores adversos, de ordem económico-financeira, militar, jurídica e social. Eram múltiplos e de diversa natureza os condicionalismos existentes: permanência da corte no Rio de Janeiro, indesejada na metrópole, relegada a estatuto subalterno; comando militar do Exército português a cargo do marechal britânico Beresford; despesas com as tropas nacionais financiadas pela potência aliada; implicações do cumprimento obrigatório das cláusulas dos tratados de Comércio e Amizade de 1810, favoráveis a Inglaterra; frustração dos interesses portugueses nas negociações do Congresso de Viena (1815).

Tudo isso e a constante interferência britânica na política governativa do Reino, tornava a Regência luso-britânica em Lisboa incapaz de tomar decisões em matérias fulcrais, dado o seu poder limitado nas esferas política, financeira, militar e judicial, e a dependência quer das orientações do príncipe regente e do Governo instalados no Rio de Janeiro, quer das obrigatórias consultas aos agentes políticos e diplomáticos britânicos. O facto sui generis de Portugal estar a ser governado por uma regência dual constituída por Beresford e pelos governadores nomeados em Lisboa espartilhava o poder político, mantendo-o instável e enredado em contradições, sob os olhares complacentes da corte sediada no Rio. A polarização destes poderes paralelos afectava os seus interesses pecuniários, influía nas questões financeiras e impedia o desenvolvimento do país com urgência de grandes mudanças.
 
2. Que papel tiveram as sociedades secretas e a imprensa liberal no exílio londrino?
A conturbada e contraditória atmosfera político-económica e sociocultural da época, marcada por férrea censura repressiva e ausência de expressão pública e de liberdade de imprensa em Portugal eram debatidas nas sociedades secretas que conspiravam em prol do constitucionalismo e se encontravam já em formação na Península Ibérica depois da Guerra Peninsular. Desde 1808-09 que emergiam na Península Ibérica tendências liberais, que em Espanha irão desembocar na Constituição de Cádis que viria depois influenciar a nossa Constituição vintista e, em Portugal, em 1808, se traduziram numa “súplica” redigida por um grupo de notáveis da cidade de Lisboa que pedia “uma constituição e um rei constitucional”.

Entretanto, “o desmantelamento sofrido pela instituição maçónica, devido às perseguições dos anos 1809, 1810 e 1811, não lhe permite já desempenhar qualquer papel, quer como veículo ideológico, quer como congregação de forças. […] Fácil se torna agora à facção jacobina apoderar-se dos comandos da ordem maçónica. É então que a maçonaria muda em Portugal, trocando, para sempre, a bandeira da Inglaterra pela bandeira da França.” (Dias, 1980: 402). A partir de 1812, a maçonaria reorganizou-se, embora a reacção antimaçónica não tivesse abandonado a sua propaganda em panfletos e outras publicações, sucedendo-se deportações e perseguições que levaram muitos maçons a emigrar para Inglaterra.
De 1813 a 1815, os trabalhos maçónicos foram reincentivados, alguns deportados e exilados regressaram, fundaram-se outras lojas e tentou-se reorganizar o Grande Oriente Lusitano. Mas esse empenho maçónico partilhando ideais iluministas e jacobinos da Revolução Francesa, viu-se comprometido pelas agitações políticas de 1817 no Brasil, com a revolta republicana de Pernambuco e, em Portugal, com a designada conspiração de Gomes Freire de Andrade, cuja repressão feroz acabaria por levar à proibição de todas as sociedades secretas declaradas criminosas por alvará real de 30 de Março de 1818, de D. João VI.

No contexto europeu do combate entre as forças pró-revolução e contra– revolucionárias, teve grande influência no alastrar das ideias liberais e pró- constitucionais a imprensa portuguesa londrina resultante da primeira vaga de exilados liberais. Entre os periódicos em língua portuguesa editados em Londres mas que circulavam clandestinamente em Portugal, destacam-se O Correio Brasiliense, precursor dos chamados “jornais de Londres” e um dos mais importantes, publicado de Junho de 1808 a Julho de 1822, O Investigador Português, periódico influente entre os exilados em Londres e elites portuguesas, sendo inclusive lido em Trás-os-Montes, O Portuguêz e O Patriota […]
 
3. Em que consistiu a “Conspiração de Gomes Freire de Andrade”?

Na complexa realidade de Portugal à época, para a qual a resposta política encontrada foi a da criação em 1815, pelo então príncipe regente D. João de Bragança (futuro Rei D. João VI), do “Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves”, com capital no Rio de Janeiro, numa tentativa fruste de remodelação do império português em desagregação, mantinha-se uma grande instabilidade política, fazia-se sentir a insatisfação de certos interesses corporativos face à influência privilegiada dos britânicos, bem como o descontentamento de sectores sociais, económicos e mercantis (mormente negociantes ingleses cujos interesses colidiam com os privilégios da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, cuja extinção defendiam).
Esta atmosfera político-económica e social foi registando progressiva expressão pública na imprensa portuguesa em Londres, designadamente em O Investigador Portuguez em Inglaterra, ou Jornal Literário, Político, &., periódico dirigido desde 1814 pelo jornalista liberal maçónico, exilado em Inglaterra, José Liberato Freire de Carvalho, que aí polemizou, a propósito da Conspiração Gomes Freire, com “Frei Mateus de Assunção Brandão cuja obra fazia defesa acérrima do absolutismo”.

Nesse cenário de um Portugal velho de Antigo Regime em crise e processo de transição para o Portugal Liberal, teve lugar em Lisboa, em 1817, a chamada “Conspiração de Gomes Freire de Andrade”, afloramento desses conflitos do poder político cujo desenlace trágico se traduziu na “primeira manifestação violenta da contra-revolução“ (M.H. Pereira, 2018: 219). Este acontecimento político-militar, na sua dupla face de instrumento do poder vigente e propulsor da memória liberal, fundador do constitucionalismo oitocentista, prenunciou a Revolução de 1820 que instituiu o regime constitucional português, quando nobres e burgueses, civis e militares, exigiram o regresso do rei e expulsaram Beresford e os comandos militares ingleses.
De 1816 a 1820, a situação geral do reino degradara-se e o relacionamento na metrópole entre os governantes portugueses e a autoridade investida de Beresford atingira o seu ponto crítico. Germinavam por outro lado, anseios de “Regeneração”, o que poderia significar o confronto entre o “partido da França” e o “partido da Inglaterra” e a luta entre três correntes: conservadores; liberais favoráveis a reformas por “graça” de um soberano dador outorgante de liberdades; partidários românticos de uma radical “regeneração”, ideia que andava no pensamento dos liberais portugueses e se expandia nesses anos.

Em 1817, a “Conspiração” de Gomes Freire de Andrade, alegadamente encabeçada por Gomes Freire, venerável da loja maçónica dita “Regeneração” e pelo organismo secreto “Conselho Supremo Regenerador de Portugal, Brasil e Algarves”, foi evidente manifestação, com desenlace trágico, desses conflitos e confrontos (ibidem). Conhecem-se as reacções e os debates que desde logo a envolveram, designadamente pelos periódicos da época publicados em Inglaterra, como O Investigador Portuguez, que assim começou por se lhe referir: “Reino de Portugal. Demos principio neste N.º á publicação da Sentença e Acordaons proferidos contra os reos de alta traiçaõ, justiçados em Lisboa no memorável dia de I8 de Outubro, de 1817. Este facto hé importantíssimo, e deve formar uma grande epocha na interessante historia de Portugal desde os fins de 1807 até nossos dias; e por isso merece ficar perpetuado em todos os escriptos do tempo.”
Tratou-se de um intrincado processo político violentamente repressivo levado a cabo contra duas dezenas de militares e civis liberais, suspeitos conjurados e focado na figura de Gomes Freire que “visou a desarticulação de um movimento liberal, essencialmente militar, centrado na capital, com ramificações no Porto e outras zonas do país” (M.H. Pereira, 2018:149-150).

Tal acontecimento, “decorridos apenas três anos, vai ocupar um lugar destacado na construção da memória do novo regime liberal em Portugal”, vindo a configurar um acontecimento histórico nacional “fundador do liberalismo oitocentista” (M.H. Pereira, 2018:149-150) de grande significado e repercussão prolongada. Após a fase apologética do período vintista, a construção dessa memória consolidou-se com a “estabilização da monarquia constitucional e atravessou o século XIX, sendo retomada pela República no primeiro centenário, em 1917” (ibidem).
Pela Liberdade! No dealbar da Revolução de 1820 – por Maria Otilia Pereira Lage, jornal Público, 18 de Agosto de 2020, pp. 34/35 – com sublinhados nossos.

J.M.M.