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terça-feira, 30 de janeiro de 2024

COMEMORAÇÕES DO 31 DE JANEIRO DE 1891

 Assinalando o 133º aniversário da Revolta Republicana do Porto, em 31 de Janeiro de 1891, vão realizar-se alguns eventos que rememoram os acontecimentos, os  protagonistas e as circunstâncias que rodearam a efémera proclamação da República na cidade invicta.

O primeiro tem lugar em Lisboa, com organização do Centro de História, da Universidade de Lisboa, e coordenação científica do Prof. Doutor António Ventura e da Prof. Doutora Teresa Nunes.

Participam ainda Maria da Conceição Meireles Pereira, Sónia Rebocho, Vanessa Batista e João Lázaro.



Por seu lado, no Porto, far-se-á também a evocação do acontecimento, promovida pela Associação Cívica e Cultural 31 de Janeiro, em parceria com o Ateneu Comercial do Porto e conta com a romaria ao Monumento aos Heróis do 31 de Janeiro de 1891 e conta com intervenções de Luís Cameirão, António Lima Coelho e Rui Moreira.

A acompanhar e a participar civicamente, com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.


sexta-feira, 23 de agosto de 2019

sábado, 5 de maio de 2018

QUE VIVA MARX (N. 5 DE MAIO DE 1818)



Tudo que sei é que eu não sou um marxista” [Frase atribuída a Karl Marx por Engels]
“O capitalismo, ao transformar dinheiro em mercadorias, que servem de matérias constituintes de um novo produto ou de fatores do processo de trabalho, ao incorporar força de trabalho viva à sua objetividade morta, transforma valor, trabalho passado, objetivado, morto em capital, em valor que se valoriza a si mesmo, um momento animado que começa a “trabalhar” como se tivesse “amor no corpo” [Karl Marx]
Kant e Fichte querem entrar no céu e buscar lá uma terra distante, ao passo que meu único alvo é entender completamente o que eu encontro na rua” [Karl Marx]

“Os economistas têm uma maneira singular de proceder. Para eles existem apenas duas espécies de instituições, as artificiais e as naturais. As instituições feudais são instituições artificiais; as da burguesia são instituições naturais. Nisto assemelham-se aos teólogos, que também distinguem duas espécies de religiões: qualquer religião que não seja a sua é uma invenção dos homens, enquanto que a sua própria religião é uma emanação de Deus. Deste modo, houve história, mas já não há" [Karl Marx]
"As revoluções burguesas, como as do século XVIII, avançam rapidamente de sucesso em sucesso; seus efeitos dramáticos excedem uns aos outros; os homens e as coisas se destacam como gemas fulgurantes; o êxtase é o estado permanente da sociedade; mas estas revoluções têm vida curta; logo atingem o auge, e uma longa modorra se apodera da sociedade antes que esta tenha aprendido a assimilar serenamente os resultados de seu período de lutas e embates. Por outro lado, as revoluções proletárias, como as do século XIX, se criticam constantemente a si próprias, interrompem continuamente seu curso, voltam ao que parecia resolvido para recomeçá-lo outra vez, escarnecem com impiedosa consciência as deficiências, fraquezas e misérias de seus primeiros esforços, parecem derrubar seu adversário apenas para que este possa retirar da terra novas forças e erguer-se novamente, agigantado, diante delas, recuam constantemente ante a magnitude infinita de seus próprios objetivos até que se cria uma situação que toma impossível qualquer retrocesso e na qual as próprias condições gritam: Hic Rhodus, hic salta! Aqui está Rodes, salta aqui!" [Karl Marx]

"A história não nos deu razão, a nós e a todos os que pensavam como nós. Ela mostrou claramente que o estado do desenvolvimento econômico do continente estava, então, ainda bem longe de estar amadurecido” [Friedrich Engels]


 “O urbanismo não existe: não passa de uma “ideologia”, no sentido de Marx. arquitetura existe realmente tanto quanto a Coca-Cola: é uma produção envolta em ideologia, mas real, satisfazendo falsamente uma necessidade forjada; ao passo que o urbanismo é comparável ao alarido publicitário em torno da Coca-Cola, pura ideologia espetacular. O capitalismo moderno, organizado de modo a reduzir toda a vida social a espetáculo, é incapaz de oferecer um espetáculo que não seja o de nossa própria alienação. Seu sonho de urbanismo é sua obra-prima” [Raoul Vaneigem]
A luta entre a subjetividade e aquilo que a corrompe está prestes a alargar os limites da velha luta de classes. Renova-a e torna-a mais aguçada. A opção de viver é uma opção política. Não queremos um mundo no qual a garantia de não morrer de fome se troca pelo risco de morrer de tédio” [Raoul Vaneigem: “A arte de viver para a novas gerações”]

“A miséria religiosa constitui ao mesmo tempo a expressão da miséria real e o protesto contra a miséria real. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o ânimo de um mundo sem coração, assim como o espírito de estados de coisas embrutecidos. Ela é o ópio do povo” [Karl Marx]
Mas se a 'liberdade' é de facto a finalidade dos vossos esforços, então esgotou até ao limite as suas exigências. Quem deve então ser libertado? Tu, eu, nós. E libertado de quê? De tudo aquilo que não seja tu, eu, nós. Eu sou então o caroço que deve ser libertado de todos os invólucros, de todas as cascas que o limitam. E o que resta se eu for libertado de tudo aquilo que não sou? Apenas eu e nada mais que eu” [Max Stirner]

Aprendi mais [com Balzac], mesmo no tocante a detalhes econômicos (por exemplo, a redistribuição da propriedade real e pessoal após a revolução), do que em todos os livros de historiadores, economistas e estatísticos profissionais da época, tomados em conjunto. Sem dúvida, em política, Balzac foi um legitimista; sua grande obra é uma perpétua elegia a deplorar a irremediável decomposição da alta sociedade; suas simpatias se dirigem para o lado da classe condenada a morrer. Mas, apesar disso, sua sátira nunca é mais mordaz e sua ironia mais amarga do que quando põe em cena esses aristocratas” [Friedrich Engels]


Não importa os artistas representarem o mundo de maneiras diferentes: a questão, porém, é transformá-lo” [Guy Debord]
“Se se procura o significado original da poesia, hoje dissimulada sob os mil ouropéis da sociedade, constata-se que ela é o verdadeiro sopro do homem, a fonte de todo o conhecimento e esse conhecimento sob seu aspecto mais imaculado. Nela se condensa toda a vida espiritual da humanidade desde que começou a tomar consciência de sua natureza; nela agora palpitam suas mais elevadas criações e, terra para sempre fecunda, conserva perpetuamente em reserva cristais incolores e as colheitas do amanhã. Divindade tutelar de mil faces, aqui denominada amor, lá liberdade, alhures ciência. Ela permanece omnipotente, ferve na narrativa mítica do esquimó, eclode na carta de amor, metralha o pelotão de execução que fuzila o operário exalando um último suspiro da revolução social, logo, de liberdade …” [Benjamin Péret]

J.M.M.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

COMEMORAÇÕES DO NASCIMENTO DO MESTRE MANUEL CABANAS

Realiza-se amanhã, 10 de Fevereiro de 2018, no Arquivo Histórico Municipal António Rosa Mendes, em Vila Real de Santo António, as comemorações do nascimento do Mestre Manuel Cabanas, conforme o programa que acima pode ser consultado.

Destaca-se entre as várias iniciativas a conferência do Prof. António Ventura, com o título "O Algarve na Luta pela Liberdade (1827-1834).

Divulga-se apelando à participação.

Com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

sábado, 22 de abril de 2017

A REVOLUÇÃO NO ALGARVE E O ALGARVE NA REVOLUÇÃO: O CASO DE LOULÉ - CONFERÊNCIA


CONFERÊNCIAA Revolução no Algarve e o Algarve na Revolução: o caso de Loulé;

DIA: 22 de Abril de 2017 (15,00 horas);
LOCAL: Arquivo Municipal de Loulé;

ORADOR: Doutora Maria João Raminhos Duarte;

Pequena nota biográfica da oradora:
Maria João Raminhos Duarte é doutorada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É docente na Escola E.B. 2,3 Eng. Nuno Mergulhão e professora auxiliar no Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes, em Portimão. 
É investigadora associada do Grupo de Estudos do Trabalho e dos Conflitos Sociais, Doutorada integrada do Instituto de História Contemporânea/Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e formadora acreditada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua da Universidade do Minho. 

É autora de uma vasta produção científica sobre os industriais conserveiros, o movimento operário corticeiro e conserveiro, a instituição do Estado Novo, a oposição ao Estado Novo, os movimentos femininos, a educação e assistência, a implantação do regime democrático, além de inúmeros e relevantes contributos biográficos de História Contemporânea algarvia.

ORGANIZAÇÃOArquivo Municipal de Loulé.


Pode ler-se na nota de divulgação do evento:
Para esta conferência tomou-se como objecto de estudo e de análise a Revolução de 25 de Abril no Algarve e as movimentações militares nesta província, sendo identificados os protagonistas, as resistências e as reacções dos militares, bem como os seus efeitos na sociedade algarvia nos dias agitados que se seguiram ao golpe militar e ao processo imediato que conduziu à instituição do regime democrático a sul.

Procurou-se responder a algumas questões básicas: Como se integrou o Algarve nos preparativos revolucionários? Qual a importância do seu contributo? Que personalidades tomaram parte directa ou indirectamente parte na revolta militar? Quem emergiu e quem tomou posição, manifestando-se (ou não) pró ou contra a revolução? Qual a atitude das forças da manutenção da ordem pública no Algarve perante o desenvolvimento da revolução? Quais as motivações que levaram muitos a intervir na vida política? E quais as expectativas que se colocavam na revolução para resolver os problemas do Algarve na época?

Também se identificou o contributo dos algarvios na preparação e concretização do golpe militar, pois não foi despiciendo e, em alguns casos, até foi decisivo. 

E, em Loulé, como foram vividos estes momentos? 
A História da implantação do regime democrático ainda está por fazer, pois o país distante da capital ainda não foi abrangido pela historiografia contemporânea. 

Aprofundar o conhecimento sobre o 25 de Abril vai para além da História. É, de certa forma, promover um desígnio nacional que faz cumprir a Democracia. 

É essa a intenção maior desta conferência.

A não perder e com os votos do maior sucesso para a iniciativa.

A.A.B.M.

sábado, 25 de março de 2017

COLÓQUIO MEMÓRIAS E TRABALHOS DA VIDA DE NORTON DE MATOS 150º ANIVERSÁRIO DE NASCIMENTO


O Arquivo Municipal de Ponte de Lima  vai levar a efeito a 25 de Março de 2017, no Auditório Municipal de Ponte de Lima o Colóquio Memórias e Trabalhos da Vida de Norton de Matos no 150º aniversário de nascimento, entre as 14 e as 17 horas.

Os conferencistas convidados para assinalar o evento são:
Armando Malheiro da Silva, Recordar um projecto editorial apenas iniciado...;
Sérgio Neto, Do Lima a Luanda: elementos do pensamento colonial de Norton de Matos;
Maria Manuel Afonso da Ponte, Norton de Matos e o processo de urbanização em Angola;
Heloísa Paulo, A imagem de Norton de Matos na colónia portuguesa do Brasil; colonialista e opositor;
Helena Pinto Janeiro, José Norton de Matos na literatura critica o ultimo meio século;
José Norton, A Família de Norton de Matos na política do século XIX.

Pode ler-se na nota de divulgação:

No âmbito das comemorações dos 150 anos do aniversário do General Norton de Matos, o Município de Ponte de Lima realiza no próximo sábado, 25 de março, um colóquio intitulado "Memórias e trabalhos da vida de Norton de Matos".

A iniciativa, que conta com a inestimável colaboração da Casa Norton de Matos e do Prof. Doutor Armando Malheiro da Silva, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tem já confirmada a presença de conceituados investigadores que se dedicaram ao estudo do General Norton de Matos designadamente a Profª. Doutora Heloísa Paulo (Centro de Investigação de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra), a Profª. Doutora Maria Manuel Afonso da Fonte (Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa), o Prof. Doutor Sérgio Neto (Centro de Investigação de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra) e a Profª Doutora Helena Pinto Janeiro (Instituto de História Contemporânea, da FCSH da Universidade Nova de Lisboa).

O colóquio vai realizar-se no Auditório Municipal. Para mais informações contacte o Arquivo Municipal de Ponte de Lima, através do seguinte email: arquivo@cm-pontedelima.pt.

Uma iniciativa que se divulga e se partilha com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.