sexta-feira, 20 de maio de 2022

O LUMINOSO DIA 20 DE MAIO DE 1822

 


A 20 de Maio de 2022 passam 200 anos sobre a publicação da sentença de nulidade da condenação dos Mártires da Pátria em 1817. Consumada a Revolução Liberal de 1820, eleitas e instaladas as Cortes Gerais e Extraordinárias, após os primeiros dias de actividade, os deputados autorizam o regresso dos exilados políticos (decreto de amnistia de 9 de Fevereiro de 1821) e estendem o perdão aos condenados cuja pena não tivesse sido executada. Proporcionam ainda às viúvas e familiares dos condenados à morte a possibilidade de requerer a revisão das sentenças, reabilitando a boa memória dos seus parentes.



LER O OPÚSCULO EM MEMÓRIA DO LUMINOSO DIA DE 20 DE MAIO DE 1822

AQUI


J.M.M.

quinta-feira, 19 de maio de 2022

RENASCIMENTO E MODERNIDADE: RELEITURAS FILOSÓFICAS –JOÃO MARIA ANDRÉ

 


LIVRO: Renascimento e Modernidade: releituras filosóficas;
AUTOR: João Maria André;
EDIÇÃO: Grácio Editor, 2022, 237 p.

► “ … Ao fim de algumas décadas e já em tempo de balanço do que fiz e do que deixei de fazer, penso ser altura de voltar a esta ligação entre o Renascimento e a Modernidade, que sempre atraiu a minha atenção, e de regressar ao misticismo, a Descartes e a Espinosa com os quais dialoguei durante muitos anos, para oferecer, a quem me quiser ler e comigo conversar, estas páginas em que fui vertendo as minha reflexões, tendo umas ficado na gaveta e outras sido publicadas, em circunstâncias diversas, mas agora já pouco disponíveis para quem as procura.  

Sempre tive a convicção de que a Modernidade é um período demasiado complexo, rico e fecundo para poder ser reduzida a um ou dois traços tipificadores que sacrificam a filosofia dos autores que se tomam como seus protagonistas e que se furtam, também eles, aos esquemas taxonómicos com que algumas correntes filosóficas e muitos compêndios de Filosofia os pretendem catalogar. Mesmo os pensadores que privilegiaram as evidências e, com elas, as ideias claras e distintas dificilmente se enquadram em molduras que aprisionam a sua liberdade de pensar, revelando elementos tensionais que, eles sim, correspondem à multipolaridade e ao dinamismo do seu pensamento e abrem perspetivas, por vezes aparentemente contraditórias, no conflito das suas interpretações. Por isso, só com uma atitude aberta, de descoberta e de espanto, nos podemos aproximar das suas ideias …”

[Do Prefácio]

 

“ … Cuidar desta terra e do cosmos como o jardim do humano e do amanhã e plantar nele as flores que os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos hão-de gostar de contemplar pode parecer um sonho, mas mais não é do que o imperativo moral e político de quem, sentindo-se dialogicamente solidário com o universo, não pode deixar de se sentir solidário com os seres que nele fazem ou farão a sua morada, na sua singularidade e na sua diferença, como quem respeita, cuida e rega a espiga em que se acende a esperança no futuro” [João Maria André, p. 233]

J.M.M.

domingo, 1 de maio de 2022

VIVA O 1º DE MAIO

 


Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra amigo!

Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo

Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

Amigo (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!

Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.

Amigo é a solidão derrotada!

Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!

[Alexandre O’Neill]

 

VIVA O 1º DE MAIO!


SAUDAÇÕES REPUBLICANAS


SAÚDE E FRATERNIDADE!


J.M.M. | A.A.B.M. 

segunda-feira, 25 de abril de 2022

QUE VIVA ABRIL! – 25 DE ABRIL SEMPRE!



Subamos e desçamos a Avenida,

Enquanto esperamos por uma outra

(ou pela outra) vida.

[Alexandre O’ Neill, Av. da Liberdade]

 

(…) Já não há tempo para confusões - a Revolução é um momento, o revolucionário todos os momentos. Não se pode confundir o amor a uma causa, a uma pátria, com o Amor. Não se pode confundir a adesão a tipos étnicos com o amor ao homem e à liberdade. NÃO SE PODE CONFUNDIR! (…)

 [António José Forte]

Lembra-te
que todos os momentos
que nos coroaram
todas as estradas
radiosas que abrimos
irão achando sem fim
seu ansioso lugar
seu botão de florir
o horizonte
e que dessa procura
extenuante e precisa
não teremos sinal
senão o de saber
que irá por onde fomos
um para o outro
vividos

[Mário Cesariny de Vasconcelos]


Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.

[Sophia de Mello Breyner Andresen]


Foram dias foram anos a esperar por um só dia.
Alegrias. Desenganos. Foi o tempo que doía
Com seus riscos e seus danos. Foi a noite e foi o dia
Na esperança de um só dia.

Foram batalhas perdidas. Foram derrotas vitórias.
Foi a vida (foram vidas). Foi a História (foram histórias)
Mil encontros despedidas. Foram vidas (foi a vida)
Por um só dia vivida (…)

[Manuel Alegre]

(…) Ser
um sinal
lançado ao acaso na noite
deixar
noutra boca
o gosto de uma ausência

Temos tão pouco tempo
tão pouco sonho
tão pouco

[Ernesto Sampaio]


J.M.M. | A.A.B.M.

segunda-feira, 11 de abril de 2022

[LANÇAMENTO DO LIVRO] – ASSIM CANTAVA UM CIDADÃO DO MUNDO DE ROBERTO DAS NEVES

Reedição do livro de Roberto das Neves, Assim Cantava um Cidadão do Mundo

DIA: 13 de Abril de 2022 (18,00 horas);

LOCAL: Bombeiros Voluntários de Pedrogão-Grande (Pedrogão-Grande);

PRESENÇA: Dr. Mário Máximo (Orador) | Aires B. Henriques (editor)

ORGANIZAÇÃO: Museu da República e Maçonaria| Editora Hora de Ler 

“É com o maior gosto que vos convido para na próxima quarta-feira, dia 13 de Abril, participarem da reedição deste excelente livro de poemas do pedroguense Roberto Pedroso das Neves, refugiado no Brasil a partir de 1942:

ASSIMCANTAVA UM CIDADÃO DO MUNDO, um livro simultaneamente de um homem de firmes ideais, mas tolerante e de paz, que fez da poesia e da escrita uma arma fraterna.

O acto terá lugar na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, pelas 18 horas, tendo como apresentador um outro escritor e poeta de renome - Mário Máximo – ligado ao mundo lusófono” 

A não perder!

J.M.M. 

IMAGINAR O ESTRANGEIRO EM PORTUGAL. IDEIAS, ESTEREÓTIPOS E MITOS. IDENTIDADE NACIONAL EM CONFRONTO (SÉCS. XVIII-XX)

 


LIVRO: Imaginar o Estrangeiro em Portugal. Ideias, Estereótipos e Mitos. Identidade nacional em confronto (Sécs. XVIII-XX);
AUTOR: Cristiana Lucas Silva;
EDIÇÃO: Theya Editores, Julho 2021.

“ … a identidade nacional se constrói numa dinâmica de confronto, o nosso estudo patenteia uma perscrutação das representações do Estrangeiro em textos emblemáticos da cultura portuguesa dos séculos XVIII a XX, tendo em consideração que, dependendo do contexto e da sua tipologia (estrangeiro exógeno ou endógeno), o Estrangeiro pode ser encarado como o inimigo a combater e a anular ou o modelo a emular. Embora a análise das representações do Estrangeiro não seja um tema inédito, ainda não existe, que tenhamos conhecimento, um estudo sistematizado no âmbito da História que explore, numa perspetiva de longa duração, a ideografia do Estrangeiro a partir de um conjunto de textos representativos dos contextos históricos coevos, numa tentativa de compreensão das motivações por detrás das formulações míticas e estereotipadas acerca desse Estrangeiro, com vista a uma aproximação à verdade histórica.

Além deste objetivo principal, pretendemos demonstrar como a noção de estrangeiro formulada na e pela cultura portuguesa pode ser interpretada a partir de uma estrutura de ressentimento e do mecanismo do bode expiatório …”

[Da obra]

J.M.M.

quinta-feira, 31 de março de 2022

JOSÉ LIBERATO - ASSINALAR A MORTE PARA CELEBRAR A VIDA

 


JOSÉ LIBERATO FREIRE DE CARVALHO 
[1772 - m. 31 de Março de 1855]


[Manuel Seixas, Coord. da Comissão Liberato - in Diário de Coimbra]



31 de Março de 2022

QUE VIVA JOSÉ LIBERATO FREIRE DE CARVALHO

J.M.M.

segunda-feira, 28 de março de 2022

[31 DE MARÇO – MONTESSÃO, COIMBRA] – INAUGURAÇÃO DO BUSTO DE JOSÉ LIBERATO FREIRE DE CARVALHO


NO 250º ANIVERSÁRIO DE JOSÉ LIBERATO FREIRE DE CARVALHO - INAUGURAÇÃO DO SEU BUSTO

DIA: 31 de Março de 2022 (18,00 horas);

LOCAL: Rotunda José Liberato (Montessão, S. Martinho do Bispo - Coimbra);

ORGANIZAÇÃO: União de Freguesias de S. Martinho do Bispo e Ribeira da Frades | Comissão Liberato 

A Comissão Liberato, em parceria com a União de Freguesias de S. Martinho do Bispo e Ribeira da Frades, dá, no próximo dia 31 de Março, início à Homenagem a José Liberato Freire de Carvalho no 250º aniversário do seu nascimento, com a inauguração do seu busto, justamente na rotunda em Montessão que tem o seu nome.

A organização, ao longo do tempo, tem-nos proporcionado um conjunto caloroso e inestimável de eventos em memória do ilustre e vigoroso jornalista vintista, a luz brilhante do pregador da causa liberal, que tão bem soube honrar e prestigiar a terra que o viu nascer.

À União de Freguesias de S. Martinho do Bispo e Ribeira da Frades e à Comissão Liberato, a homenagem da nossa simpatia e distinção.

 J.M.M.   

quarta-feira, 23 de março de 2022

60 ANOS DE LUTAS ESTUDANTIS. DO PASSADO AO FUTURO


Realiza-se na próxima segunda-feira, 28 de Março de 2022, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, um colóquio sobre o tema das lutas estudantis contra a Ditadura salazarista, lembrando os 60 anos da Crise Académica de 1962.

Participam no evento:

AS LUTAS ESTUDANTIS E AS LUTAS CONTRA A DITADURA E O COLONIALISMO
Luís Farinha
Álvaro Garrido
Fernando Rosas
Rui Bebiano
Cláudia Castelo

AS LUTAS ESTUDANTIS NA DEMOCRACIA
Pedro Réquio
Luísa Tiago Oliveira
Ana Drago
Elísio Estanque
João Mineiro

O MOVIMENTO ESTUDANTIL E A JUVENTUDE: HIPÓTESES E CAMINHOS 
Miguel Cardina
Ana Teresa Fonseca
Pedro Falcone
Ana Rita Brás

Um tema que marcou um tempo, que hoje parece algo adormecido e pouco esquecido, mas há problemas, mas não lutas por ideias, mais por interesses... Será???!!

Com os votos do maior sucesso para este debate em torno da questão.

A.A.B.M.

terça-feira, 22 de março de 2022

A PANDEMIA DA PNEUMÓNICA E OS SEUS EFEITOS NO ALGARVE: O CASO DE LOULÉ, POR PAULO GIRÃO

 


CONFERÊNCIAA PANDEMIA DA PNEUMÓNICA E OS SEUS EFEITOS NO ALGARVE: O CASO DE LOULÉ ;

DIA23 de MARÇO 2022;

HORA: 17 HORAS

LOCAL: Edifício Duarte Pacheco (Loulé);

CONFERENCISTA: PAULO GIRÃO;

ORGANIZAÇÃO: Museu Municipal de Loulé

Evento Integrado na Exposição "A Saúde de Uma Comunidade: Loulé na 1ª Metade do Século XX".


Com os votos do maior sucesso na iniciativa.

A.A.B.M.

quarta-feira, 16 de março de 2022

[CONFERÊNCIA] – A REVOLTA DE 14 DE MAIO DE 1915 – LUÍS BIGOTTE CHORÃO

 

MUSEU BERNARDINO MACHADO (CICLO DE CONFERÊNCIAS) - A REVOLTA DE 14 DE MAIO DE1915

 

DIA: 18 de Março de 2022 (19,00 horas);

LOCAL: Museu Bernardino Machado (Vila Nova de Famalicão);

ORADOR: Luís Bigotte Chorão

ORGANIZAÇÃO: Museu Bernardino Machado 

Luís Bigotte Chorão é advogado e historiador. Mestre em Direito pela Universidade de Lisboa, doutorou-se em letras (História) na Universidade de Coimbra com uma tese que deu origem ao livro A Crise da República e a Ditadura Militar (Sextante, 2010). É autor, entre outros estudos, de O Periodismo Jurídico Português do Século XIX (Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 2002), de Política e Justiça na I República (Letra Livre, 2011, 2018), de Para uma História da Repressão do Anarquismo em Portugal no Século XIX (Letra Livre, 2015) e co-organizador de Península Ibérica – Nações e transnacionalidade entre dois séculos (XIX e XX) (Edições Humus, 2018). Membro do Ceis20 da Universidade de Coimbra e do Instituto Jurídico Interdisciplinar da Faculdade de Direito da Universidade de Porto, é diretor-adjunto da revista O Direito.

A não perder!

J.M.M.

segunda-feira, 7 de março de 2022

ASSIM CANTAVA UM CIDADÃO DO MUNDO – ROBERTO DAS NEVES


LIVRO: Assim cantava um cidadão do Mundo;
AUTOR: Roberto das Neves (1907-1981);
EDIÇÃO: Hora de Ler (reed. da obra publicada em 1952 pela Germinal do Rio de Janeiro – livro proibido pelo Estado Novo), 2022, 160 p.

PEDIDOS: horadelercf@gmail.com

Trata-se da reedição do livro de poemas, de forte inspiração libertária e anticlerical, de autoria do ilustríssimo pedroguense e cidadão do Mundo, Roberto das Neves, anarquista individualista, poeta, espiritualista, maçon (o Irmão Satã, iniciado na Loja Rebeldia, em 29 de Fevereiro de 1930), grafólogo, esperantista, vegetariano, naturista, jornalista e editor [ver, AQUI]. Preso pela polícia política, em 1926 em Coimbra (pela publicação e distribuição de poemas político-satíricos – como o Espectro de Buiça, curiosamente dedicado aos seus amigos e camarada anarquistas como Arnaldo Januário, Afonso de Moura, Mário Castelhano, Lomelino Lentes e José de Almeida), continuou a ser alvo de intensas perseguições políticas desde o inicio do Estado Novo, tendo passado por inúmeras prisões e algumas rocambolescas fugas, empenhado desde sempre no movimento libertário, anarquista e anticlerical. Em 1942 parte para o Rio de Janeiro, falecendo aí a 28 de Setembro de 1981 [consultar, com proveito, esta 2ª ed. do “Assim cantava um cidadão do mundo”, Aires B. Henriques, pp. 17-35].


UMA PÁTRIA PLANETÁRIA

Natural de Pedrógão Grande, ROBERTO DAS NEVES é uma daquelas personalidades cuja vida e obra se fundem. A sua vida (1907-1981) desenrolou-se num tempo pródigo em acontecimentos mundiais de forte impacto global (duas guerras mundiais, a guerra civil de Espanha e, mais próximo, o 25 de abril de 1974). Sem dúvida um tempo pródigo em mudanças globais, mas também em 'debates políticos, culturais, espirituais e artísticos' muito intensos.

ROBERTO DAS NEVES foi um devotado anarquista. Sendo, ainda, esperantista; maçon; ateu; vegetarianista; pacifista; jornalista; anticlerical; antissalazarista e anticomunista (recusando o caráter concentracionário do socialismo real). Foi, sem dúvida, um incansável lutador pela liberdade em todas as suas vertentes.

Depois de conhecer, por diversas vezes, o cárcere salazarista, escolheu o Brasil como terra para tentar realizar os seus sonhos e ideais. Digamos que nessa escolha mostrou muito do seu apego à Língua Portuguesa que tanto amava e que tanto cultivou. ROBERTO DAS NEVES foi um escritor de vasta e multifacetada obra e foi poeta. Alguém lhe chamou de poeta maçónico.


O livro "
ASSIM CANTAVA UM CIDADÃO DO MUNDO", da autoria de ROBERTO DAS NEVES, é reeditado pela mão de um pedroguense da melhor casta: o Dr. Aires B. Henriques. Saúdo aqui, especialmente, esta iniciativa de defesa da memória e do património cultural de Pedrógão Grande, de Portugal e, claro, também do Brasil e da Lusofonia!

Os tempos de hoje precisam de mulheres e de homens que defendam uma Pátria Planetária como ROBERTO DAS NEVES militantemente defendeu no seu tempo.

[MÁRIO MÁXIMO, Escritor e poeta Ex-Presidente da Associação Fernando Pessoa/ Gestor de Assuntos Lusófonas – in contracapa do livro]

RAZÕES DE UMA EDIÇÃO

Jornalista e escritor, maçon, homem culto e de causas, Roberto Barreto Pedras das Neves é porventura um dos cidadãos que em Portugal mais viveu intensamente o curso dos diferentes períodos da política nacional, ao ponto de, pela acção e pelo verbo, nelas pretender intervir a bem dos valores da paz, da livre convivência e do progresso.

Por isso, Roberto das Neves foi lembrado pela Casa (regional) de Pedrógão Grande em Lisboa em 2006, quando se celebrava o centenário do seu nascimento, decorrido a 7 de Setembro de 1907, e quando então presidíamos à sua Direcção.

Com a colaboração do seu genro, o coronel Manuel Pedroso Marques, também ele refugiado no Brasil, e que com Roberto mais de perto convivera, tivemos a oportunidade de publicar uma primeira nota biográfica sobre o homem e o cidadão, as suas convicções, as suas lutas e os seus desfechos, que o forçaram a procurar refúgio no Brasil após o período dramático da Guerra Civil de Espanha e o início da II Guerra Mundial em que a repressão policial mais se agudizava em Portugal.

 


Ora, que se celebram 40 anos sobre a data do falecimento de Roberto das Neves no Rio de Janeiro, não podemos deixar de mais uma vez o relembrar, encontrando na reedição deste seu livro de poemas - "Assim Cantava um Cidadão do Mundo" - porventura a mais grata forma de o fazer, homenageando o cidadão e o escritor, enquanto fazemos prova do seu imenso talento, imbuído de ardentes palavras de paz e amor às comunidades por quem, não escusando a liça, sempre se empenhou.

Irmanado dos mesmos propósitos cívicos de muitos outros concidadãos amigos e de ideal - como Tomás da Fonseca, Francisco Barata Dias, o Padre Joaquim Alves Coreia e Vasco da Gama Fernandes -, Roberto das Neves esmerou-se ao longo de toda a sua vida por que o trabalho de burilamento do seu ser - a sua pedra “milheira" beirã – se convertesse numa imensidão de reluzentes "grãos” ou tocantes partículas capazes de iluminar o mundo à sua volta, de preferência sem iníquas fronteiras e falando urna só língua universal.

A leitura da sua obra e mensagem é para nós por demais gratificante. Por isso, depois de "Pestana Júnior, Profeta Republicano" (2010) e de "Leiria no Reviralho - João Lopes Soares às Avessas" (2020), o Museu da República e Maçonaria não poderia deixar de promover mais uma honrosa edição que verdadeiramente atesta do melhor que a nossa "História & Memória" colectiva do republicanismo tem para nos presentear. E que com ela, ora 70 anos após a edição brasileira, bem possamos ainda sublinhar os dotes poéticos de Roberto das Neves a iluminar um caminho mais fraterno, de esperança, justiça, tolerância e paz, inspirador dos cidadãos de boa vontade.

Dotes poéticos esses que o também poeta Tomaz da Fonseca sublinha ao caracterizar o "Assim Cantava um Cidadão do Mundo" como "um livro que esmaga quem o lé", pois "jamais se escreveu em língua portuguesa nada mais arrasador contra os privilégios e os preconceitos", como "um grito a favor dos humilhados"; como um livro a que está "destinado um lugar inconfundível na história da literatura mundial e, particularmente, na da literatura libertária e da resistência ao totalitarismo em Portugal, que encontrou em (Roberto das Neves) o seu épico".

[O Editor (Aires B. Henriques), Villa Isaura, 7 de Dezembro de 2021, pp.7-8]

 J.M.M. 

sábado, 5 de março de 2022

[DIA 6 DE MARÇO – MARMELEIRA / MORTÁGUA] – MORTÁGUA SOB AS INVASÕES DE MASSENA

 


MARMELEIRA | Mortágua sob as Invasões de Massena. Os sacrifícios e o sofrimento das populações

DIA: 6 de Março de 2022 (15,00 horas);

LOCAL: Núcleo Museológico da Irmânia, Marmeleira (Mortágua);

15h00 – “Mortágua sob as Invasões de Massena. Os sacrifícios e o sofrimento das populações”: conferência pela Prof.ª Maria Alegria Marques

16h30 - Colocação de marco histórico assinalando o combate da Serra do Meiral (25 set. 1810) (Junto ao Centro Balmar)

J.M.M.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

[DIA 25 DE FEVEREIRO EM COIMBRA] - HOMENAGEM À PROFESSORA E INVESTIGADORA ISABEL NOBRE VARGUES

 


COIMBRA | FLUC - HOMENAGEM À PROFESSORA ISABEL NOBRE VARGUES | LANÇAMENTO DE LIVRO, MESA-REDONDA E DEBATES

DIA: 25 de Fevereiro de 2022 (9,30 horas-16,30 horas);

LOCAL: Teatro Paulo Quintela, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (3.º piso);

ORGANIZAÇÃO: FLUC | CEIS 20 | IUC 

LIVRO: O Jornalismo e a História: Homenagem a Isabel Nobre Vargues

EDIÇÃO: Imprensa da Universidade de Coimbra; Coord. de João Figueira e Ana Teresa Peixinho.

TEXTOS DE: Alberto Pena Rodríguez, Carla Baptista e Ana Carolina Trevisan [A liberdade de imprensa na cultura política do vintismo –análise argumentativa dos debates sobre a primeira Lei de Imprensa (1821)], Carlos Camponez, Clara Almeida Santos, Eduardo Cintra Torres, Fátima Araújo, Hugo Gilberto, Inês Amaral, Isabel Ferin Cunha, João Figueira, João Miranda, José Manuel Nobre-Correia, José Manuel Portugal, Júlio Taborda, Luís Bigotte Chorão [Isabel Nobre Vargues: personalidade e labor académico], Luís Reis Torgal [A imprensa, os estudantes e a luta revolucionária no Vintismo], Manuel Pinto, Manuela Santos, Maria Inácia Rezola [O regresso da “velha”: O(s) tempo(s) da censura], Maria João Silveirinha, Maria Manuela Tavares Ribeiro [Uma voz da geração “realista” – Henry de Jouvenel – jornalista e político], Mário Mesquita, , Rita Basílio de Simões, Sílvio Correia Santos.

PROGRAMA:

9H30 - Abertura

10h00 - Mesa Redonda: Os Discípulos

Moderação: Marco Gomes (Investigador do CEIS20)

Fátima Araújo (Jornalista RTP, antiga aluna de Licenciatura)| Miguel Carrapatoso (Jornalista Observador, antigo aluno de Mestrado) | Paulo Bruno Alves (Professor, antigo aluno de Doutoramento) | Francisco Pinheiro (Investigador do CEIS20, antigo aluno de pós-doutoramento)

11H15 - Apresentação do livro (por Jorge Pedro Sousa, Professor da Universidade Fernando Pessoa)

14H30 - Mesa Redonda: O Jornalismo e a História

Moderação: Isabel Ferin Cunha (Professora Aposentada FLUC)

Carlos Daniel (Jornalista RTP) | José Pedro Castanheira (Jornalista) | Luís Trindade (Professor da FLUC) | Sofia Branco (Jornalista Lusa)



No próximo dia 25 de Fevereiro haverá lugar uma justíssima Homenagem à historiadora Isabel Nobre Vargues, incontornável professora e investigadora da História Moderna e Contemporânea Portuguesa e que tão luminosos e valiosos estudos nos tem legado ao longo destes anos.

Isabel Nobre Vargues, muito cá de casa, foi uma preciosa e dedicada professora do Instituto de História das Ideias (FLUC), uma historiadora minuciosa no exercício do seu ardente magistério, uma atenta e incansável investigadora. A sua generosidade na partilha dos saberes historiográficos, a sua total disponibilidade em nos socorrer na vasta bibliografia do liberalismo vintista e o incentivo e amizade com que sempre nos agraciou e inundou a alma, desperta em nós sincero afecto e votos de toda a nossa estima.   

A Homenagem que lhe vai ser tributada, merecidamente ditosa, não é só o profundíssimo respeito e louvor à sua admirável obra, mas permite revelar o testemunho de uma singular e ilustrada professora que as gerações futuras decerto abraçarão no seu amor às Letras e à História.

O Almanaque Republicano agradece o amparo historiográfico e as proveitosas divulgações e reflexões que o saber da doutora Isabel Nobre Vargues nos tem proporcionado e expressa uma enorme alegria pelo cumprimento desta Homenagem que será esculpida, com enorme gratidão, nos nossos corações.  

J.M.M.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

"A PIDE. CASOS E PROCESSOS", POR PAULO MARQUES DA SILVA


 

LIVRO: A PIDE. CASOS E PROCESSOS

AUTORPAULO MARQUES DA SILVA

EDITORAPALIMAGE, 2021;


APRESENTAÇÃO DA OBRA:


DIA: 19 de FEVEREIRO de 2022 (15 horas);

LOCALAUDITÓRIO MUSEU PORO'S , CONDEIXA-A-NOVA;

ORADORESPROFESSOR DOUTOR LUÍS REIS TORGAL (PROFESSOR JUBILADO DA FLUC)

Divulga-se entre os potenciais interessados e com os votos do maior sucesso para este trabalho de Paulo Marques da Silva, cujo trabalho temos vindo a acompanhar e a divulgar neste espaço de divulgação de bibliografia e biografias.

A.A.B.M.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

VOTOS DE UM 2022 DE ESPERANÇA E FRATERNIDADE

 


O que há de vivo na tradição não é no passado mas no presente que existe [Raul Proença]

Aos nossos estimados ledores, amigos e companheiros deste itinerário da Grande Alma Republicana, aceitai os nossos Votos de um 2022 Solidário e Fraterno. Afinal, como diria Proença, “possuímos dentro de nós um sonho que nos excede”.

Saúde & Fraternidade

José Manuel Martins | Artur Barracosa Mendonça

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

HISTORIOGRAFIA CONTEMPORÂNEA PORTUGUESA DE 2021 – A NOSSA ESCOLHA

 


HISTORIOGRAFIA CONTEMPORÂNEA PORTUGUESA DE 2021

1. Essa Palavra Liberdade … Revolução Liberal e Contrarrevolução Absolutista (1820-1834)Luís Reis Torgal (Temas & Debates), 296 pp.

2. No Bicentenário da Revolução Liberal (Vol. 3). Vida e Obra Política de José Ferreira Borges – Vital Moreira e José Domingues (Porto Editora), 334 pp.

3. O jornalismo político republicano radical. O Mundo (1900 – 1907)  – Júlia Leitão de Barros (I. Politécnico de Lisboa), 421 pp.

4. Emídio Guerreiro. Sob o despotismo da liberdadeLuís Farinha (Assembleia da República), 359 p. | António José de Almeida. 100 Anos de uma PresidênciaAna Paula Pires, Elsa Santos Alípio, Luís Reis Torgal (Imprensa Nacional), 206 pp.

5. A Maçonaria ao Val. de Âncora e a Loja Vedeta do Norte (1903-1929)Paulo Torres Bento (Ed. Autor), 98 pp. | O FontismoJosé Miguel Sardica (Universidade Católica), 80 pp.

6. Coração português, fidelidade realista. O ultra João António Rebocho (1795-1854)Daniel Estudante Protásio (Chiado Books), 129 pp. | José António Guerreiro - O Liberal de Lanhelas (1789-1834)José António Barreto Nunes (Húmus), 296 pp.

7. Querem fazer Villa. Condeixa. História de uma aspiração AutárquicaPaulo Archer de Carvalho (Ed. Autor), 212 pp. | Valongo na Primeira RepúblicaManuel Augusto Dias (C. M. de Valongo), 320 pp. 

8. História do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (1914-1947)C. Rosa Costa (Tinta da China), 504 pp. | Os Constituintes. Percursos biográficos e intervenções parlamentares (1975-1976)Ivo Veiga, M. Fernanda Rollo e Paula Borges Santos (coord.) (Assembleia da República), 477 pp.

9. AsIdeias Políticas e Sociais de Teófilo BragaMário Soares (Imprensa Nacional – reed.), 240 pp. | Cronstadt 1921. Crepúsculo Sangrento dos SovietesIda Mett (Letra Livre – reed.), 160 pp.

10. A Guerra Civil de 1828-1834. Armas & UniformesSérgio Veludo Coelho (Fronteira do Caos), 181 pp. | Atas [do] IV Encontro de História de Loulé  – Nelson Vaquinhas (coord.) (C. M. de Loulé), 315 pp.

A.A.B.M.

J.M.M.