segunda-feira, 26 de setembro de 2022

[COIMBRA] CONFERÊNCIA - JOSÉ LIBERATO, RODRIGO DA FONSECA MAGALHÃES E O PAQUETE DE PORTUGAL (1829-1831)

 


DIA27 de Setembro de 2022 (16,30 horas);

LOCAL: Arquivo da Universidade de Coimbra (Sala D. João III);

ORADORDaniel Estudante Protásio

ORGANIZAÇÃOAUC | Comissão Liberato

A propósito da Exposição que decorre no AUC, JOSÉ LIBERATO FREIRE DE CARVALHO: Exposição Documental e Bibliográfica, amanhã, dia 27 de Setembro, pelas 16,30 horas, há lugar a uma CONFERÊNCIA do doutor e investigador Daniel Estudante Protásio sobre José Liberato Freire de Carvalho, Rodrigo da Fonseca Magalhães e o Paquete de Portugal (1829-1831). O periódico da emigração, Paquete de Portugal, foi um dos “constituiu um dos mais incómodos órgãos da imprensa liberal no exílio, noticiando factos ou rumores da vida diplomática e política do Portugal miguelista que complementam outras fontes do conhecimento histórico da época.” José Liberato, curiosa figura “heterodoxa” do nosso primeiro liberalismo, no seu 2.º exílio, colaborou no jornal, juntamente com Rodrigo da Fonseca Magalhães, Marcos Pinto Soares Vaz Preto e José da Silva Carvalho.

A não perder

J.M.M.

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

VIVA A CONSTITUIÇÃO DE 1822

O CONSTITUCIONAL DO MONDEGO – Nº Único, 23 Setembro de 2022; Adm e Redacção: Vale do Mondego; Tipografia BMBM.

Trata-se de uma publicação da Biblioteca Maçónica do Baixo Mondego (BMBM) em Homenagem e Preito à Constituição de 1822.

Viva a Constituição!




 



J.M.M.

terça-feira, 23 de agosto de 2022

[FIGUEIRA DA FOZ] HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES TOMÁS - EVOCAÇÃO DA REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1820


[FIGUEIRA DA FOZ]  CERIMÓNIA EVOCATIVA DA REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1820 E HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES TOMÁS

DIA24 de Agosto de 2022 (17,30 horas);

LOCALPraça 8 de MaioFigueira da Foz;

ORGANIZAÇÃO: CMFF | Ass. Manuel Fernandes Tomás | Associação 24 de Agosto 

INTERVENÇÕES
:


  • Representante da Associação Cívica e Cultural 24 de Agosto;
  • Representante do Grémio Lusitano;
  • Representante da Associação Manuel Fernandes Thomaz;
  • Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz.



► “Venho hoje pronunciar um grande nome; mas tão grande como ele será a dor de proferi-lo: maior nome, não o pronunciou boca de homem; maior mágoa não a sentiu coração vivente. Manuel Fernandes Tomás... - morreu. Quereis maior nome que este? Quereis maior dor que a nossa? Não, Senhores, não há português honrado, que não clame afoito - não -; e, se algum há, português não é esse.

Se medisse o meu dever pela bitola de minhas forças; se regulasse o desempenho das funções deste lugar pelas qualidades dos que me ouvem; não restaria (pronunciado tal nome) ao complemento do meu ofício, senão derramar lágrimas, e prantear convosco: mas urge o dever forçoso; e conquanto se acanha o orador na mesquinhes de suas forças, sobeja a vastidão do assunto para dar largas ao mais limitado espírito, e desenvolver o mais curto engenho. Penso no meu objecto, e em vez de me apoucar à face de sua grandeza sinto elevar-me até ele; vejo que me espraio pela imensidão de seu infinito.

Mas não penseis que vou enfeitar-me de flores oratórias; não julgueis que vou servir-me dos atavios emprestados da arte: são postiços esses enfeites; são estranhos esses atavios; são as brilhantes roupas com que a mão da eloquência servil adorna o esqueleto da ambição, e lhe encobre o asqueroso dos vermes com a túnica da pompa: mas vem a mão dos séculos (e essa, não a compra o ouro, nem a desvairão honras) rasga-lhe as roupas mal seguras, e então aparece o horror do sepulcro, e o nada de uma cinza mesquinha, que não legou uma página à história das idades, nem deixou uma letra no pequeno livro dos homens de bem.

Não, Senhores, a eloquência do homem livre é a linguagem do coração: desconhece ornatos, ignora enfeites; é simples como a natureza; é singela como a sua simplicidade.

Vede esses edifícios, que nos deixarão avoengos servis: olhai essas grimpas erguidas por mãos de escravos; examinai os recortados florões dessa arquitectura chamada Gótica: vedes curtas linhas; observais acanhados traços; tudo respira a mesquinhes do engenho encoberta com os enfeites da arte: voltai agora para os grandes monumentos dos povos livres: Que diferença! Deparais com altivas colunas, com esbeltos pórticos, com donairosos remates: mas tudo simples, tudo singelo. Que altiva que é a liberdade, Senhores! …”

[Almeida Garrettin Oração Fúnebre de Manuel Fernandes Tomás]

J.M.M.

sábado, 23 de julho de 2022

VIVA LIBERATO! – NOS 250 ANOS DO SEU NASCIMENTO (1772-2022)

 


Viva Liberato! (20 de Julho de 2022); Editorial Moura Pinto & Comissão Liberato – Capa de Alberto Péssimo; Coimbra, Edição Gratuita (tiragem de 200 exemplares).

Trata-se de um curioso jornal e peça bibliográfica estimada e de grande merecimento, impresso sob os auspícios do Editorial Moura Pinto e da Comissão Liberato (de distribuição gratuita), que acompanha as Comemorações dos 250 Anos do Nascimento de José Liberato Freire de Carvalho. O periódico saiu a público no decorrer da interessante e cuidada Homenagem a um dos mais distintos liberais vintistas, alevantada pela Comissão Liberato, ao vale do Mondego, e que se tem vindo a realizar. E promete continuar e ilustrar-nos com os seus devotos trabalhos. Vale!


Colaboração: Ana Maria Leitão Bandeira (Procuração de Liberato), Comissão Liberato (Obras publicadas), Daniel Estudante Protásio (José Liberato e a Junta Apostólica), João Pinho (Breve história da Comissão Liberato), José Liberato Freire de Carvalho-capa (Alberto Péssimo), José Liberato Freire de Carvalho (Da força da opinião), José Manuel Martins (Londres e as luzes do exílio), Manuel Seixas (José do Loreto).





NOTA: para ler fazer download

J.M.M.

quinta-feira, 21 de julho de 2022

[COIMBRA] – JOSÉ LIBERATO FREIRE DE CARVALHO. EXPOSIÇÃO DOCUMENTAL E BIBLIOGRÁFICA

 

JOSÉ LIBERATO FREIRE DE CARVALHO. EXPOSIÇÃO DOCUMENTAL E BIBLIOGRÁFICA

DIA: 22 de Julho de 2022 (16,00 horas);

LOCAL: Sala de D. João III do Arquivo da Universidade de Coimbra (Universidade de Coimbra);

ORADOR: Luís Francisco Munaro (videoconferência)

ORGANIZAÇÃO: Arquivo da Universidade de Coimbra | Comissão Liberato 

O Arquivo da Universidade de Coimbra e a Comissão Liberato patrocinam uma Exposição Documental e Bibliográfica nos 250 Anos do Nascimento de José Liberato Freire de Carvalho (1772-1855). Trata-se de mais um tributo de Homenagem, das reconhecidas e bem estimadas levadas a bom termo pela incansável Comissão Liberato, à memória do cidadão de Montessão, emérito jornalista e figura relevante do nosso primeiro liberalismo.


Os atos recordatórios têm por finalidade evocar acontecimentos e personalidades que se procuram fazer reviver, contextualizando-os, trazendo-os ao conhecimento das novas gerações, alargando o entendimento que deles fazem os especialistas e conhecedores íntimos dessas vidas e momentos. José Liberato Freire de Carvalho (1772-1855) veio ao encontro do Arquivo da Universidade de Coimbra (AUC) pela mão da Comissão Liberato, particularmente acompanhado pelo Sr. Dr. Manuel Seixas, sugerindo a sua evocação, neste ano em que perpassam 250 anos do seu nascimento. As obras que, recentemente, têm sido lançadas, sobre a sua vida e obra, com particular ênfase na sua atividade como jornalista de opinião, em Londres (nos jornais O Campeão Portuguez, O Investigador Portuguez em Inglaterra e Paquete de Portugal) ou, ainda, a reedição dos seus trabalhos, são bem reveladores de como José Liberato, ainda desconhecido para muitos, abraçou a causa da liberdade de expressão e pensamento e foi fiel aos mais altos valores que regeram a sua vida. Começou a redigir as Memórias da Vida em 1852, aos 80 anos, tendo escolhido uma frase de Plínio (Epistola II) que surge na folha de rosto da obra, só publicada em 1855: «Aqui de que vivi deixo a lembrança».

Foi essa sua lembrança de vida que se procurou seguir, em pesquisa documental no acervo do AUC, começando por trazer a lume os que o ajudaram a formar a personalidade, em ambiente familiar e solidário: seu avô paterno e seu pai, ambos formados na Universidade de Coimbra e seus irmãos. A vocação religiosa, foi decidida em tenra idade. A sua entrada na Congregação dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, em idade muito jovem veio a revelar-se uma escolha não desejada. Quando decidiu a secularização, invocou que entrara aos 15 anos para o claustro daquela congregação «sem ter conhecimento das obrigações que devia observar...pelo que tem vivido aflito e descontente», tendo-se ausentado para Londres, onde vivia quando, em 1818, solicitou a secularização. O acervo do AUC, infelizmente, não guarda fundos monásticos íntegros, os quais se fracionaram, por várias instituições, após a nacionalização de bens e extinção das ordens religiosas, em 1834. Por essa razão, não se puderam apresentar documentos que confirmam o ingresso no citado Mosteiro, ou a frequência no Colégio da Sapiência, da mesma ordem religiosa Mas foram selecionados muitos outros documentos que, juntamente com o acervo bibliográfico cedido para a exposição, formam um conjunto documental significativo, evocador de diversos momentos da vida de José Liberato. Entre os diversos trabalhos que preencheram a sua longa vida, estão o de editor, tradutor, parlamentar e também arquivista da Câmara dos Pares.

A sua personalidade íntegra manifesta-se em diversos atos ao longo da sua vida, mencionemos apenas um: renunciou ao seu subsídio de deputado, por ser já remunerado como arquivista e tesoureiro da Câmara dos Pares e não aprovava «a pluralidade de ordenados na mesma pessoa». Aí está, perante visitantes desta exposição e leitores deste catálogo, uma vida que merece ser conhecida, apreciada e homenageada.”

[Ana Maria Leitão Bandeira (Arquivista do AUC) – in Introdução ao Catálogo da Exposição Documental e Bibliográfica]

J.M.M.

sexta-feira, 24 de junho de 2022

MEMÓRIAS DA VILA DA IRMÂNIA. REALIDADE E UTOPIA POR TERRAS DE MORTÁGUA NAS PRIMEIRAS DÉCADAS DO SÉC. XX

 


LIVRO: Memórias da Vila da Irmânia, Realidade e utopia por terras de Mortágua nas primeiras décadas do Séc. XX;
AUTOR: João Paulo Gaspar de Almeida e Sousa;
EDIÇÃO: Minerva


LANÇAMENTO:

DIA: 25 de Junho 2022 (15,00 horas);
LOCAL: Centro de Animação Cultural, em Mortágua;
ORADORES: Amadeu Carvalho Homem | João Pedro Fonseca.

► “Trata-se de um livro escrito em torno da designação de Irmânia, e das actividades na Vila da Irmânia. Este era o nome dado no início do séc. XX à aldeia da Marmeleira (concelho de Mortágua), que fica no coração da região da Irmânia. Esta localidade sobressaiu no início do século passado, por constituir um verdadeiro alfobre dos ideais republicanos no concelho de Mortágua, destacando-se aí a figura de Basílio Lopes Pereira, advogado, destacado republicano e maçon.

O Dr. Basílio possuía uma dimensão política e de intervenção relevante na Oposição à Ditadura Nacional e ao Estado Novo, nos anos trinta e quarenta do século passado, tendo estado preso no Tarrafal. Igualmente os seus irmãos de sangue (um médico e outro Oficial do Exército) possuíam a mesma matriz cívica, tendo estado deportados em Timor depois do 26 de Agosto de 1931.

Neste livro, o autor pretende ressaltar os exemplos dos sacrifícios, da coragem e da determinação de muitos em defesa dos valores e princípios em que acreditavam, e os factos que transparecem da Utopia de um Homem!

João Paulo Gaspar de Almeida e Sousa nasceu em Coimbra, a 2 de Agosto de 1954. Tem raízes familiares em Mortágua, mantendo uma forte ligação a esta terra, não dispensando visitá-la pendularmente. Licenciou-se em Medicina em Coimbra exercendo funções no SNS como médico intensivista no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

As preocupações humanistas assumem em si o gosto de olhar as Pessoas e os Territórios, do passado ao presente, numa visão holística de que é mister a História. Neste contexto surge a ligação ao Núcleo Museológico da Irmânia e a valorização de assuntos históricos, ligados ao território de Mortágua” [AQUI]

J.M.M.

sexta-feira, 3 de junho de 2022

O NASCIMENTO DO JORNALISMO PORTUGUÊS LIVRE. O JORNALISMO LUSO-BRASILEIRO EM LONDRES (1808-1822)

 


LIVRO: O Nascimento do Jornalismo Português Livre. O jornalismo luso-brasileiro em Londres (1808-1822);

AUTOR: Luís Francisco Munaro

EDIÇÃO: Lema d´Origem, Março de 2022.

NOTA: Baseia-se esta edição (2.º ed.) na muito importante tese de doutoramento em História (Universidade Fluminense) de Luís Francisco Munaro. Apresenta um prefácio do professor Guilherme Pereira das Neves. 

LANÇAMENTO:

DIA: 6 de Junho 2022 (18,00 horas);
LOCAL: Casa da Cultura (Rua Pedro Monteiro, Coimbra);

ORADORES: Prof.ª Isabel Nobre Vargues | Prof.ª Adelaide Machado | Prof.º Vital Moreira | Prof.º Luís Reis Torgal;

ORGANIZAÇÃO: Lema d’Origem, Comissão Liberato, União das Freguesias de S. Martinho e Ribeira de Frades

… Este é um trabalho sobre identidade, uma investigação sobre determinados indivíduos a partir dos vestígios escritos daquilo que viveram, levando em conta que o jornalismo constituiu uma parte fundamental da trama de suas vidas. Visto como herói ou como vilão pela historiografia nacional, Hipólito da Costa inaugurou a produção periódica portuguesa livre da censura. Ao longo de quatorze anos, nos quais viu a arquitetura do Reino luso-brasileiro se retransformar radicalmente, manteve firme o propósito de levar a cabo uma publicação para instruir o público brasileiro. Nada mais ilustrativo, portanto, do que começar e terminar a narrativa com ele, chamado por João Bernardo da Rocha Loureiro de "patriarca" da imprensa portuguesa, ou por Joaquim de Freitas de "Adão" da terra dos periódicos.

Tanto quanto seus colegas portugueses, Hipólito precisou reiventar-se e reinventar a sua escrita para alcançar setores cada vez mais inquietos da população. Entre 1808 e 1822, tempo em que durou o Correio Braziliense, os jornalistas portugueses buscavam inserir a razão iluminista no mundo ibérico ainda governado pelas tradições e pela política do Antigo Regime. Mesmo que mergulhado nesse universo de etiquetas e devoção à Casa Monárquica, Hipólito se envolveu precocemente com a República norte-americana, conheceu o modo de funcionamento dos jornais na Filadélfia e, depois, em Londres, misturou-se aos negociantes que buscavam interagir mais livremente com o mundo britânico. O Correio serve, assim, como um veículo privilegiado para a compreensão da difícil transição do reino que queria incorporar, da forma menos traumática possível, as Luzes de que tanto falavam os philosophes.

Tarefa ingrata, como se perceberá. Tarefa, ademais, impossível de ser com-preendida em sua real dimensão sem que conheçamos mais profundamente a comunidade em que Hipólito estava inserido, seu círculo de interlocutores, sua necessidade de rebater escritos que pregavam a subserviência do Brasil a Portugal ou que panfletavam a causa republicana. Com a firme convicção de que essa produção que estabeleceu as bases do jornalismo lusófono não pode ser entendida isoladamente, buscamos estender a análise para o circuito de interações que envolvia vários jornais publicados no exterior. Jornais tão diversos como O Português, O Espelho, O Campeão, O Investigador, O Microscópio de Verdades, O Padre Amaro, Argus, Zurrague e o efemero Navalha de Figaró, publicados no espaço que vai da invasão de Napoleão na península ibérica até a proclamação da independencia brasileira.

Cada um desses periódicos possui uma identidade que pode ser determinada a partir do conflito criado com os outros. Cada um desses busca criar uma forma particular de se relacionar com o pensamento das Luzes, tornando-o adequado às idiossincrasias intelectuais do reino luso-brasileiro […]

Estes jornais publicados em Londres para o público lusófono, ao serem consumidos, davam aos seus leitores a segurança de estarem sendo lidos concomitantemente por vários indivíduos semelhantes a eles e diferentes dos outros. Eles geravam a possibilidade de criar vínculos imaginados, espaços de fraternidade e discussão intelectual até então impossíveis em Portugal e Brasil. Portanto, criaram um canal de difusão de ideias que ajudou a expandir as sociabilidades portuguesas e garantir alguma variedade nas formas de imaginar o Reino luso-brasileiro. Sobretudo, entre estes jornais, existe uma apreensão que gira em torno dos planos e projetos relativos à sede do Reino luso-brasileiro. Se, na utopia mais cara à época, o reino deveria abrigar os portugueses em ambos os lados do Atlântico, a demora do rei no Brasil gerava um clima de desconforto e orfandade entre os portugueses.

Para Hipólito da Costa, o Brasil também surgia como uma espécie de utopia, um projecto de governo ideal deslocado do tempo e espaço europeus, sugerindo a possibilidade de realização da história portuguesa em sua maior pureza […]

[Luís Francisco Munaro, in Introdução, pp. 17 e ss]


J.M.M.

sexta-feira, 20 de maio de 2022

O LUMINOSO DIA 20 DE MAIO DE 1822

 


A 20 de Maio de 2022 passam 200 anos sobre a publicação da sentença de nulidade da condenação dos Mártires da Pátria em 1817. Consumada a Revolução Liberal de 1820, eleitas e instaladas as Cortes Gerais e Extraordinárias, após os primeiros dias de actividade, os deputados autorizam o regresso dos exilados políticos (decreto de amnistia de 9 de Fevereiro de 1821) e estendem o perdão aos condenados cuja pena não tivesse sido executada. Proporcionam ainda às viúvas e familiares dos condenados à morte a possibilidade de requerer a revisão das sentenças, reabilitando a boa memória dos seus parentes.



LER O OPÚSCULO EM MEMÓRIA DO LUMINOSO DIA DE 20 DE MAIO DE 1822

AQUI


J.M.M.

quinta-feira, 19 de maio de 2022

RENASCIMENTO E MODERNIDADE: RELEITURAS FILOSÓFICAS –JOÃO MARIA ANDRÉ

 


LIVRO: Renascimento e Modernidade: releituras filosóficas;
AUTOR: João Maria André;
EDIÇÃO: Grácio Editor, 2022, 237 p.

► “ … Ao fim de algumas décadas e já em tempo de balanço do que fiz e do que deixei de fazer, penso ser altura de voltar a esta ligação entre o Renascimento e a Modernidade, que sempre atraiu a minha atenção, e de regressar ao misticismo, a Descartes e a Espinosa com os quais dialoguei durante muitos anos, para oferecer, a quem me quiser ler e comigo conversar, estas páginas em que fui vertendo as minha reflexões, tendo umas ficado na gaveta e outras sido publicadas, em circunstâncias diversas, mas agora já pouco disponíveis para quem as procura.  

Sempre tive a convicção de que a Modernidade é um período demasiado complexo, rico e fecundo para poder ser reduzida a um ou dois traços tipificadores que sacrificam a filosofia dos autores que se tomam como seus protagonistas e que se furtam, também eles, aos esquemas taxonómicos com que algumas correntes filosóficas e muitos compêndios de Filosofia os pretendem catalogar. Mesmo os pensadores que privilegiaram as evidências e, com elas, as ideias claras e distintas dificilmente se enquadram em molduras que aprisionam a sua liberdade de pensar, revelando elementos tensionais que, eles sim, correspondem à multipolaridade e ao dinamismo do seu pensamento e abrem perspetivas, por vezes aparentemente contraditórias, no conflito das suas interpretações. Por isso, só com uma atitude aberta, de descoberta e de espanto, nos podemos aproximar das suas ideias …”

[Do Prefácio]

 

“ … Cuidar desta terra e do cosmos como o jardim do humano e do amanhã e plantar nele as flores que os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos hão-de gostar de contemplar pode parecer um sonho, mas mais não é do que o imperativo moral e político de quem, sentindo-se dialogicamente solidário com o universo, não pode deixar de se sentir solidário com os seres que nele fazem ou farão a sua morada, na sua singularidade e na sua diferença, como quem respeita, cuida e rega a espiga em que se acende a esperança no futuro” [João Maria André, p. 233]

J.M.M.

domingo, 1 de maio de 2022

VIVA O 1º DE MAIO

 


Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra amigo!

Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo

Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

Amigo (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!

Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.

Amigo é a solidão derrotada!

Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!

[Alexandre O’Neill]

 

VIVA O 1º DE MAIO!


SAUDAÇÕES REPUBLICANAS


SAÚDE E FRATERNIDADE!


J.M.M. | A.A.B.M. 

segunda-feira, 25 de abril de 2022

QUE VIVA ABRIL! – 25 DE ABRIL SEMPRE!



Subamos e desçamos a Avenida,

Enquanto esperamos por uma outra

(ou pela outra) vida.

[Alexandre O’ Neill, Av. da Liberdade]

 

(…) Já não há tempo para confusões - a Revolução é um momento, o revolucionário todos os momentos. Não se pode confundir o amor a uma causa, a uma pátria, com o Amor. Não se pode confundir a adesão a tipos étnicos com o amor ao homem e à liberdade. NÃO SE PODE CONFUNDIR! (…)

 [António José Forte]

Lembra-te
que todos os momentos
que nos coroaram
todas as estradas
radiosas que abrimos
irão achando sem fim
seu ansioso lugar
seu botão de florir
o horizonte
e que dessa procura
extenuante e precisa
não teremos sinal
senão o de saber
que irá por onde fomos
um para o outro
vividos

[Mário Cesariny de Vasconcelos]


Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.

[Sophia de Mello Breyner Andresen]


Foram dias foram anos a esperar por um só dia.
Alegrias. Desenganos. Foi o tempo que doía
Com seus riscos e seus danos. Foi a noite e foi o dia
Na esperança de um só dia.

Foram batalhas perdidas. Foram derrotas vitórias.
Foi a vida (foram vidas). Foi a História (foram histórias)
Mil encontros despedidas. Foram vidas (foi a vida)
Por um só dia vivida (…)

[Manuel Alegre]

(…) Ser
um sinal
lançado ao acaso na noite
deixar
noutra boca
o gosto de uma ausência

Temos tão pouco tempo
tão pouco sonho
tão pouco

[Ernesto Sampaio]


J.M.M. | A.A.B.M.

segunda-feira, 11 de abril de 2022

[LANÇAMENTO DO LIVRO] – ASSIM CANTAVA UM CIDADÃO DO MUNDO DE ROBERTO DAS NEVES

Reedição do livro de Roberto das Neves, Assim Cantava um Cidadão do Mundo

DIA: 13 de Abril de 2022 (18,00 horas);

LOCAL: Bombeiros Voluntários de Pedrogão-Grande (Pedrogão-Grande);

PRESENÇA: Dr. Mário Máximo (Orador) | Aires B. Henriques (editor)

ORGANIZAÇÃO: Museu da República e Maçonaria| Editora Hora de Ler 

“É com o maior gosto que vos convido para na próxima quarta-feira, dia 13 de Abril, participarem da reedição deste excelente livro de poemas do pedroguense Roberto Pedroso das Neves, refugiado no Brasil a partir de 1942:

ASSIMCANTAVA UM CIDADÃO DO MUNDO, um livro simultaneamente de um homem de firmes ideais, mas tolerante e de paz, que fez da poesia e da escrita uma arma fraterna.

O acto terá lugar na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, pelas 18 horas, tendo como apresentador um outro escritor e poeta de renome - Mário Máximo – ligado ao mundo lusófono” 

A não perder!

J.M.M. 

IMAGINAR O ESTRANGEIRO EM PORTUGAL. IDEIAS, ESTEREÓTIPOS E MITOS. IDENTIDADE NACIONAL EM CONFRONTO (SÉCS. XVIII-XX)

 


LIVRO: Imaginar o Estrangeiro em Portugal. Ideias, Estereótipos e Mitos. Identidade nacional em confronto (Sécs. XVIII-XX);
AUTOR: Cristiana Lucas Silva;
EDIÇÃO: Theya Editores, Julho 2021.

“ … a identidade nacional se constrói numa dinâmica de confronto, o nosso estudo patenteia uma perscrutação das representações do Estrangeiro em textos emblemáticos da cultura portuguesa dos séculos XVIII a XX, tendo em consideração que, dependendo do contexto e da sua tipologia (estrangeiro exógeno ou endógeno), o Estrangeiro pode ser encarado como o inimigo a combater e a anular ou o modelo a emular. Embora a análise das representações do Estrangeiro não seja um tema inédito, ainda não existe, que tenhamos conhecimento, um estudo sistematizado no âmbito da História que explore, numa perspetiva de longa duração, a ideografia do Estrangeiro a partir de um conjunto de textos representativos dos contextos históricos coevos, numa tentativa de compreensão das motivações por detrás das formulações míticas e estereotipadas acerca desse Estrangeiro, com vista a uma aproximação à verdade histórica.

Além deste objetivo principal, pretendemos demonstrar como a noção de estrangeiro formulada na e pela cultura portuguesa pode ser interpretada a partir de uma estrutura de ressentimento e do mecanismo do bode expiatório …”

[Da obra]

J.M.M.

quinta-feira, 31 de março de 2022

JOSÉ LIBERATO - ASSINALAR A MORTE PARA CELEBRAR A VIDA

 


JOSÉ LIBERATO FREIRE DE CARVALHO 
[1772 - m. 31 de Março de 1855]


[Manuel Seixas, Coord. da Comissão Liberato - in Diário de Coimbra]



31 de Março de 2022

QUE VIVA JOSÉ LIBERATO FREIRE DE CARVALHO

J.M.M.

segunda-feira, 28 de março de 2022

[31 DE MARÇO – MONTESSÃO, COIMBRA] – INAUGURAÇÃO DO BUSTO DE JOSÉ LIBERATO FREIRE DE CARVALHO


NO 250º ANIVERSÁRIO DE JOSÉ LIBERATO FREIRE DE CARVALHO - INAUGURAÇÃO DO SEU BUSTO

DIA: 31 de Março de 2022 (18,00 horas);

LOCAL: Rotunda José Liberato (Montessão, S. Martinho do Bispo - Coimbra);

ORGANIZAÇÃO: União de Freguesias de S. Martinho do Bispo e Ribeira da Frades | Comissão Liberato 

A Comissão Liberato, em parceria com a União de Freguesias de S. Martinho do Bispo e Ribeira da Frades, dá, no próximo dia 31 de Março, início à Homenagem a José Liberato Freire de Carvalho no 250º aniversário do seu nascimento, com a inauguração do seu busto, justamente na rotunda em Montessão que tem o seu nome.

A organização, ao longo do tempo, tem-nos proporcionado um conjunto caloroso e inestimável de eventos em memória do ilustre e vigoroso jornalista vintista, a luz brilhante do pregador da causa liberal, que tão bem soube honrar e prestigiar a terra que o viu nascer.

À União de Freguesias de S. Martinho do Bispo e Ribeira da Frades e à Comissão Liberato, a homenagem da nossa simpatia e distinção.

 J.M.M.