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sexta-feira, 23 de agosto de 2024

[FIGUEIRA DA FOZ] HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES TOMÁS - EVOCAÇÃO DA REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1820



[FIGUEIRA DA FOZ]  CERIMÓNIA EVOCATIVA DA REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1820 E HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES TOMÁS

DIA24 de Agosto de 2024 (17,00 horas);

LOCALPraça 8 de MaioFigueira da Foz;

ORGANIZAÇÃO: CMFF | Ass. Manuel Fernandes Tomás | Associação 24 de Agosto 

INTERVENÇÕES
:


  • Representante da Associação Cívica e Cultural 24 de Agosto;
  • Representante do Grémio Lusitano;
  • Representante da Associação Manuel Fernandes Thomaz;
  • Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz.

J.M.M.

quarta-feira, 25 de outubro de 2023

HOMENAGEM A NATÁLIA CORREIA NO CENTENÁRIO DO SEU NASCIMENTO


A Academia das Ciências de Lisboa, realiza amanhã, 26 de Outubro de 2023, no Salão  Nobre, uma sessão de homenagem a Natália Correia, organizada pela Classe de Letras, assinalando desta forma o Centenário do seu nascimento.

A sessão conta com a participação dos académicos:

- Manuel Alegre;

- António Valdemar;

- Fernando Dacosta.

Foram ainda convidados:

- Manuela Eanes;

- Armando Nascimento Rosa;

- Ana Paula Costa;

e

- Carlos Alberto Moniz.

A sessão tem início às 15h e vai funcionar em regime híbrido: em regime presencial e também em formato online através da plataforma Zoom.

LINK DE ACESSO ZOOM https://www.acad-ciencias.pt/events/sessao-da-classe-de-letras-11/

Com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

sábado, 4 de março de 2023

[5 DE MARÇO – EREIRA] HOMENAGEM A AFONSO DUARTE NO 65 ANOS DA SUA MORTE

 


Homenagem ao poeta Afonso Duarte nos 65 anos da sua morte

 

DATA: 5 de Março 2023;

LOCAL: Ereira / Montemor-o-Velho (Associação da Ereira)

ORGANIZAÇÃO: Associação Afonso Duarte | Câmara Municipal de Montemor-o-Velho

PROGRAMA:

10,30 Horas – Missa em memória de Afonso Duarte (Igreja da Ereira);

11,30 horas – Descerramento de placa evocativa (Centro de Dia de Ereira) com intervenção de Afonso Duarte Costa e o jornalista António Valdemar;

15,00 horas – Homenagem na Associação Cultural Ereinse   

A vida e a obra de Afonso Duarte (1884-1958) vão ser homenageadas, na sua terra natal a Ereira, concelho de Montemor o Velho no próximo domingo, dia 5 de março. A iniciativa organizada pela Associação Afonso Duarte, com sede na Ereira tem o patrocínio da presidência da Camara Municipal de Montemor-o-Velho e da Assembleia Municipal,  dos vereadores  da Cultura e  da Educação,  de outros órgãos autárquicos regionais e locais e de instituições culturais e cívicas do distrito de Coimbra.

As várias manifestações programadas e  que decorrem na data em que se completam 65 anos sobre a morte de Afonso Duarte, terão início ás 10 e 30 horas, na igreja local , com uma missa de sufrágio; seguindo – se ás 11 e 30 horas o descerramento de uma placa evocativa na casa onde nasceu o poeta. Serão oradores,  Afonso Duarte Costa, presidente da Associação Poeta Afonso Duarte e o jornalista e escritor António Valdemar, sócio efetivo da classe de Letras da Academia das Ciências.

A homenagem será concluída, a partir das 15 e 30 horas,  na sede da Associação Cultural Ereinse. Haverá, uma recreação etnográfica, a feita apresentada pelo grupo folclórico Ereirense e uma atuação   musical, a cargo dos artistas Sara Travassos e de Tiago Cordeiro. 

Realiza–se também uma sessão cultural com intervenções de várias personalidades, nomeadamente, o Presidente da Assembleia Municipal, Fernando Jorge Ramos; o presidente Camara Municipal, Emílio Torrão; o presidente da Junta de Freguesia da Ereira Vasco de Sousa Martins; o juiz conselheiro Mário Araújo Torres;  Afonso Duarte Costa, presidente da Associação Poeta Afonso Duarte; e ainda António Valdemar, convidado pela autarquia e que se deslocou expressamente á Ereira, para evocar testemunhos do convívio com Afonso Duarte, com quem privou, nos anos 50, conforme se encontra documentado em correspondência de Afonso Duarte para o poeta Jacinto Soares de Albergaria. Assim ficará assinalada esta efeméride, no próximo Domingo, que se destina a «recordar e cantar o poeta e a sua Ereira»

J.M.M.

terça-feira, 23 de agosto de 2022

[FIGUEIRA DA FOZ] HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES TOMÁS - EVOCAÇÃO DA REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1820


[FIGUEIRA DA FOZ]  CERIMÓNIA EVOCATIVA DA REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1820 E HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES TOMÁS

DIA24 de Agosto de 2022 (17,30 horas);

LOCALPraça 8 de MaioFigueira da Foz;

ORGANIZAÇÃO: CMFF | Ass. Manuel Fernandes Tomás | Associação 24 de Agosto 

INTERVENÇÕES
:


  • Representante da Associação Cívica e Cultural 24 de Agosto;
  • Representante do Grémio Lusitano;
  • Representante da Associação Manuel Fernandes Thomaz;
  • Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz.



► “Venho hoje pronunciar um grande nome; mas tão grande como ele será a dor de proferi-lo: maior nome, não o pronunciou boca de homem; maior mágoa não a sentiu coração vivente. Manuel Fernandes Tomás... - morreu. Quereis maior nome que este? Quereis maior dor que a nossa? Não, Senhores, não há português honrado, que não clame afoito - não -; e, se algum há, português não é esse.

Se medisse o meu dever pela bitola de minhas forças; se regulasse o desempenho das funções deste lugar pelas qualidades dos que me ouvem; não restaria (pronunciado tal nome) ao complemento do meu ofício, senão derramar lágrimas, e prantear convosco: mas urge o dever forçoso; e conquanto se acanha o orador na mesquinhes de suas forças, sobeja a vastidão do assunto para dar largas ao mais limitado espírito, e desenvolver o mais curto engenho. Penso no meu objecto, e em vez de me apoucar à face de sua grandeza sinto elevar-me até ele; vejo que me espraio pela imensidão de seu infinito.

Mas não penseis que vou enfeitar-me de flores oratórias; não julgueis que vou servir-me dos atavios emprestados da arte: são postiços esses enfeites; são estranhos esses atavios; são as brilhantes roupas com que a mão da eloquência servil adorna o esqueleto da ambição, e lhe encobre o asqueroso dos vermes com a túnica da pompa: mas vem a mão dos séculos (e essa, não a compra o ouro, nem a desvairão honras) rasga-lhe as roupas mal seguras, e então aparece o horror do sepulcro, e o nada de uma cinza mesquinha, que não legou uma página à história das idades, nem deixou uma letra no pequeno livro dos homens de bem.

Não, Senhores, a eloquência do homem livre é a linguagem do coração: desconhece ornatos, ignora enfeites; é simples como a natureza; é singela como a sua simplicidade.

Vede esses edifícios, que nos deixarão avoengos servis: olhai essas grimpas erguidas por mãos de escravos; examinai os recortados florões dessa arquitectura chamada Gótica: vedes curtas linhas; observais acanhados traços; tudo respira a mesquinhes do engenho encoberta com os enfeites da arte: voltai agora para os grandes monumentos dos povos livres: Que diferença! Deparais com altivas colunas, com esbeltos pórticos, com donairosos remates: mas tudo simples, tudo singelo. Que altiva que é a liberdade, Senhores! …”

[Almeida Garrettin Oração Fúnebre de Manuel Fernandes Tomás]

J.M.M.

sábado, 23 de julho de 2022

VIVA LIBERATO! – NOS 250 ANOS DO SEU NASCIMENTO (1772-2022)

 


Viva Liberato! (20 de Julho de 2022); Editorial Moura Pinto & Comissão Liberato – Capa de Alberto Péssimo; Coimbra, Edição Gratuita (tiragem de 200 exemplares).

Trata-se de um curioso jornal e peça bibliográfica estimada e de grande merecimento, impresso sob os auspícios do Editorial Moura Pinto e da Comissão Liberato (de distribuição gratuita), que acompanha as Comemorações dos 250 Anos do Nascimento de José Liberato Freire de Carvalho. O periódico saiu a público no decorrer da interessante e cuidada Homenagem a um dos mais distintos liberais vintistas, alevantada pela Comissão Liberato, ao vale do Mondego, e que se tem vindo a realizar. E promete continuar e ilustrar-nos com os seus devotos trabalhos. Vale!


Colaboração: Ana Maria Leitão Bandeira (Procuração de Liberato), Comissão Liberato (Obras publicadas), Daniel Estudante Protásio (José Liberato e a Junta Apostólica), João Pinho (Breve história da Comissão Liberato), José Liberato Freire de Carvalho-capa (Alberto Péssimo), José Liberato Freire de Carvalho (Da força da opinião), José Manuel Martins (Londres e as luzes do exílio), Manuel Seixas (José do Loreto).





NOTA: para ler fazer download

J.M.M.

quinta-feira, 31 de março de 2022

JOSÉ LIBERATO - ASSINALAR A MORTE PARA CELEBRAR A VIDA

 


JOSÉ LIBERATO FREIRE DE CARVALHO 
[1772 - m. 31 de Março de 1855]


[Manuel Seixas, Coord. da Comissão Liberato - in Diário de Coimbra]



31 de Março de 2022

QUE VIVA JOSÉ LIBERATO FREIRE DE CARVALHO

J.M.M.

segunda-feira, 28 de março de 2022

[31 DE MARÇO – MONTESSÃO, COIMBRA] – INAUGURAÇÃO DO BUSTO DE JOSÉ LIBERATO FREIRE DE CARVALHO


NO 250º ANIVERSÁRIO DE JOSÉ LIBERATO FREIRE DE CARVALHO - INAUGURAÇÃO DO SEU BUSTO

DIA: 31 de Março de 2022 (18,00 horas);

LOCAL: Rotunda José Liberato (Montessão, S. Martinho do Bispo - Coimbra);

ORGANIZAÇÃO: União de Freguesias de S. Martinho do Bispo e Ribeira da Frades | Comissão Liberato 

A Comissão Liberato, em parceria com a União de Freguesias de S. Martinho do Bispo e Ribeira da Frades, dá, no próximo dia 31 de Março, início à Homenagem a José Liberato Freire de Carvalho no 250º aniversário do seu nascimento, com a inauguração do seu busto, justamente na rotunda em Montessão que tem o seu nome.

A organização, ao longo do tempo, tem-nos proporcionado um conjunto caloroso e inestimável de eventos em memória do ilustre e vigoroso jornalista vintista, a luz brilhante do pregador da causa liberal, que tão bem soube honrar e prestigiar a terra que o viu nascer.

À União de Freguesias de S. Martinho do Bispo e Ribeira da Frades e à Comissão Liberato, a homenagem da nossa simpatia e distinção.

 J.M.M.   

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

[DIA 25 DE FEVEREIRO EM COIMBRA] - HOMENAGEM À PROFESSORA E INVESTIGADORA ISABEL NOBRE VARGUES

 


COIMBRA | FLUC - HOMENAGEM À PROFESSORA ISABEL NOBRE VARGUES | LANÇAMENTO DE LIVRO, MESA-REDONDA E DEBATES

DIA: 25 de Fevereiro de 2022 (9,30 horas-16,30 horas);

LOCAL: Teatro Paulo Quintela, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (3.º piso);

ORGANIZAÇÃO: FLUC | CEIS 20 | IUC 

LIVRO: O Jornalismo e a História: Homenagem a Isabel Nobre Vargues

EDIÇÃO: Imprensa da Universidade de Coimbra; Coord. de João Figueira e Ana Teresa Peixinho.

TEXTOS DE: Alberto Pena Rodríguez, Carla Baptista e Ana Carolina Trevisan [A liberdade de imprensa na cultura política do vintismo –análise argumentativa dos debates sobre a primeira Lei de Imprensa (1821)], Carlos Camponez, Clara Almeida Santos, Eduardo Cintra Torres, Fátima Araújo, Hugo Gilberto, Inês Amaral, Isabel Ferin Cunha, João Figueira, João Miranda, José Manuel Nobre-Correia, José Manuel Portugal, Júlio Taborda, Luís Bigotte Chorão [Isabel Nobre Vargues: personalidade e labor académico], Luís Reis Torgal [A imprensa, os estudantes e a luta revolucionária no Vintismo], Manuel Pinto, Manuela Santos, Maria Inácia Rezola [O regresso da “velha”: O(s) tempo(s) da censura], Maria João Silveirinha, Maria Manuela Tavares Ribeiro [Uma voz da geração “realista” – Henry de Jouvenel – jornalista e político], Mário Mesquita, , Rita Basílio de Simões, Sílvio Correia Santos.

PROGRAMA:

9H30 - Abertura

10h00 - Mesa Redonda: Os Discípulos

Moderação: Marco Gomes (Investigador do CEIS20)

Fátima Araújo (Jornalista RTP, antiga aluna de Licenciatura)| Miguel Carrapatoso (Jornalista Observador, antigo aluno de Mestrado) | Paulo Bruno Alves (Professor, antigo aluno de Doutoramento) | Francisco Pinheiro (Investigador do CEIS20, antigo aluno de pós-doutoramento)

11H15 - Apresentação do livro (por Jorge Pedro Sousa, Professor da Universidade Fernando Pessoa)

14H30 - Mesa Redonda: O Jornalismo e a História

Moderação: Isabel Ferin Cunha (Professora Aposentada FLUC)

Carlos Daniel (Jornalista RTP) | José Pedro Castanheira (Jornalista) | Luís Trindade (Professor da FLUC) | Sofia Branco (Jornalista Lusa)



No próximo dia 25 de Fevereiro haverá lugar uma justíssima Homenagem à historiadora Isabel Nobre Vargues, incontornável professora e investigadora da História Moderna e Contemporânea Portuguesa e que tão luminosos e valiosos estudos nos tem legado ao longo destes anos.

Isabel Nobre Vargues, muito cá de casa, foi uma preciosa e dedicada professora do Instituto de História das Ideias (FLUC), uma historiadora minuciosa no exercício do seu ardente magistério, uma atenta e incansável investigadora. A sua generosidade na partilha dos saberes historiográficos, a sua total disponibilidade em nos socorrer na vasta bibliografia do liberalismo vintista e o incentivo e amizade com que sempre nos agraciou e inundou a alma, desperta em nós sincero afecto e votos de toda a nossa estima.   

A Homenagem que lhe vai ser tributada, merecidamente ditosa, não é só o profundíssimo respeito e louvor à sua admirável obra, mas permite revelar o testemunho de uma singular e ilustrada professora que as gerações futuras decerto abraçarão no seu amor às Letras e à História.

O Almanaque Republicano agradece o amparo historiográfico e as proveitosas divulgações e reflexões que o saber da doutora Isabel Nobre Vargues nos tem proporcionado e expressa uma enorme alegria pelo cumprimento desta Homenagem que será esculpida, com enorme gratidão, nos nossos corações.  

J.M.M.

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

FIGUEIRA DA FOZ - [ASSOCIAÇÃO MANUEL FERNANDES TOMÁS] NA EVOCAÇÃO DA REVOLUÇÃO LIBERAL E HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES TOMÁS

 


DISCURSO PROFERIDO NA EVOCAÇÃO DA REVOLUÇÃO LIBERAL E HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES TOMÁS NO DIA 24 DE AGOSTO DE 2021, na Figueira da Foz, pela Associação Manuel Fernandes Tomás

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

O regresso, a cada ano, neste dia, a este locai, representa o justo reconhecimento do papel crucial de Manuel Fernandes Tomás pela afirmação, em Portugal, da “ideia de Liberdade", como lhe chamou Rui de Albuquerque.

Penso que todos os que aqui viemos aceitamos que o Liberalismo teorizado, defendido, implementado, mas sobretudo vivido peio mais ilustre de todos os figueirenses deve ser a base de um território social e politicamente democrático, participativo civicamente e tolerante na diversidade de opiniões.

Em 1820, Manuel Fernandes Tomás e Outros abriram a porta para a existência de urna Constituição que teve raízes no Iluminismo do século XVIII, ideologia e prática estruturante das sociedades europeias e do continente americano do século XIX - de facto, este texto de 1822 afirmou “a existência de Liberdade, de um consentimento e representatividade dos governados e da igualdade perante a Lei” (…) pressupondo também “a liberdade de escolha política, alternância de poder e, naturalmente, a liberdade de pensamento”, de acordo com António Lopes.

O regresso, a cada ano, neste dia, a este local, representa o justo reconhecimento do papel crucial de Manuel Fernandes Tomás na ousada luta por valores e princípios que hoje admitimos como “naturais”, apesar de tão recentes na história dos Homens, e, portanto, ainda tão pouco consolidados, como o que está a acontecer no Afeganistão o demonstra.

Regressamos, a cada ano, neste dia, a este local, para não deixar esquecer que os tiranetes que por aí andam, à espreita, com discurso fácil e oportunista, vazio de soluções, mas carregado de ódios, mais não são do que o regresso aos Antigos Regimes, aos Feudalismos, aos Absolutismos, aos Imperialismos despóticos e desrespeitadores que Manuel Fernandes Tomás quis combater e destruir.

Hoje, regressamos a este local também para comemorar os 250 anos do nascimento, a 30 de junho de 1771, do "Patriarca da Liberdade", numa conjuntura ainda de pandemia, sem fim à vista, e que parece sugerir que não conseguimos responder a perguntas tão simples como: ainda se lembra onde estava antes? quais eram os seus problemas maiores? quais eram os seus planos? o que valorizava? o que desvalorizava?

Por outro lado, porque o Covid-19 ainda está a ser, é crucial perguntarmos: iremos voltar ao "normal"? vamos caminhar cegamente num mundo que já não existe? o "novo normal" pós-quarentena será muito ou pouco parecido com o "velho normal" pré-pandemia?

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Hoje, neste local da cidade onde nasceu, viveu e interveio Manuel Fernandes Tomas, permitam-me a ousadia de vos colocar as seguintes questões:

Se Manuel Fernandes Tomás estivesse, aqui, entre nós, na Figueira de 2021: seria candidato à Câmara Municipal, à Assembleia Municipal, a uma Junta de Freguesia? teria tido o acordo da Nacional da respetivo Partido? aceitaria protagonizar uma candidatura “independente"? teria tido liberdade absoluta para constituir as respetivas equipas? teria uma "boa imprensa"? teria conseguido intervir, política e civicamente, ao longo dos últimos anos, sem que lhe passassem constantes atestados menoridade moral? teria sido poupado a ataques de cariz pessoal?

Bem sei que a resposta negativa à primeira destas perguntas torna as seguintes impossíveis, mas como viemos aqui, hoje, a este local, sobretudo para “celebrar uma vida plena de verdadeiro empenho cívico, uma vida dedicada à defesa da Liberdade como um direito inalienável e intrínseco a cada ser humano, uma vida eivada de um profundo e sincero amor a Portugal", citando José Manuel Martins, permitam-me compartilhar um sentimento de "estremecimento de alma", ao supor uma resposta positiva a uma imaginária candidatura de Manuel Fernandes Tomás.

Assim, como seriam, nesta Figueira de 2021, as reações no Facebook? Qual seria a respetiva cobertura mediática? Quem aceitaria fazer, com ele, parte dessa aventura?

Prefiro olhar para o que ele disse, prefiro olhar para o que ele fez.

Prefiro colher, no seu exemplo, um impulso para a luta pela defesa da liberdade!

Viva a memória de Manuel Fernandes Tomás!

Viva a Figueira da Foz!

Viva a Liberdade!

[Teotónio Cavaco, Representante da Associação Manuel Fernandes Tomás - sublinhados nossos]

J.M.M.

terça-feira, 24 de agosto de 2021

[GRANDE ORIENTE LUSITANO – MAÇONARIA PORTUGUESA] NA EVOCAÇÃO DA REVOLUÇÃO LIBERAL E HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES TOMÁS – FIGUEIRA DA FOZ

 


DISCURSO PROFERIDO NA EVOCAÇÃO DA REVOLUÇÃO LIBERAL E HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES TOMÁS NO DIA 24 DE AGOSTO DE 2021, na Figueira da Foz, pelo Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa

Cumprindo a tradição e uma feliz e justa deliberação da Câmara Municipal da Figueira da Foz, com mais de quatro décadas, aqui estamos, de novo, para homenagear Manuel Fernandes Tomás. Ao fazê-lo, recordamos o homem e o cidadão, figura destacada e central na Revolução Liberal de 1820, e sublinhamos a importância do seu contributo e do seu ideário para a democracia que temos e para o Estado de Direito que somos.

Trata-se, por isso, de uma iniciativa justa e pela qual honramos a nossa história e o seu legado.

Consequentemente, o Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa, de que Manuel Fernandes Tomás foi um dos seus mais insignes membros, quer cumprimentar de forma particular a Câmara Municipal da Figueira da Foz, a Associação Manuel Fernandes Tomás e a Associação 24 de Agosto pelo vosso contributo permanente para a defesa do ideário da Revolução Liberal de 1820.

Grande Oriente Lusitano sente particular orgulho em ter contado de entre os seus membros com um Homem com a grandeza de Manuel Fernandes Tomás. O Grande Oriente Lusitano sente orgulho nos maçons que hoje, como nos séculos XIX e XX, trabalham e trabalharam na Figueira da Foz.

Aqui, a Maçonaria fundou associações de apoio aos mais desfavorecidos, criou escolas e exerceu uma profunda influência cultural e cívica através de associações e jornais. Na história da cidade, são incontornáveis os nomes de muitos que aqui nasceram ou que à cidade estiveram ligados pela sua actividade profissional ou política. Nomes como António Augusto Esteves, escritor e bibliófilo, Maurício Águas Pinto, fundador dos Rotários figueirenses, Joaquim de Carvalho, professor universitário, Joaquim António Feteira, comerciante, Goltz de Carvalho, professor e naturalista, António dos Santos Rocha, advogado e arqueólogo, ou ainda de Gentil da Silva Ribeiro, operário, dirigente republicano e impulsionador do associativismo e da imprensa local, têm, além da sua condição de figueirenses, a qualidade de terem sido maçons do Grande Oriente Lusitano.

Ao celebrarmos Fernandes Tomás, estamos inequivocamente a celebrar o dia 24 de Agosto de 1820 e a Revolução Liberal. Estamos a relembrar o homem que encarnou a alma dessa revolução, cuja matriz era a elaboração de uma Constituição, expressão de uma cidadania composta pela participação de todos na vida da sociedade, moldada em direitos e deveres para com o todo social. Estamos também a manter vivas as ideias do Bem Comum e do bom governo que fizeram história a partir do século XVIII, com as teorias de Locke, Hobbes, Montesquieu ou Rousseau.

Homenageamos, hoje, um dos maiores portugueses de todos os tempos, um líder pelo exemplo, defensor da Liberdade e promotor da regeneração da Pátria. Um cidadão com um pensamento político denso e ponderado e defensor intransigente da ideia tão cara ao Grande Oriente Lusitano da sã convivência entre todos os cidadãos, pautada, sempre, por critérios de inabalável justiça.

Sã convivência entre todos os cidadãos, que a par de outros valores superiores, nunca é um valor dado por adquirido, como o demonstra o crescimento que nos últimos anos se tem verificado na sociedade portuguesa das ideias de extrema-direita, populistas e antidemocráticas, que, de forma organizada, mas também perigosamente inorgânica, têm vindo a fazer um caminho, que nos impõe a todos uma prática mais exigente na promoção dos valores democráticos.

Os valores defendidos por Manuel Fernandes Tomás e pelos heróis de 1820 continuam actuais e credores nos dias de hoje de reconhecimento, defesa e promoção.

201 anos depois da Revolução Liberal, todos os democratas têm a obrigação de deixar bem claro, pela sua prática e pela sua intervenção cidadã, que a democracia, para se proteger, tem linhas vermelhas que não podem ser ultrapassadas, pois a democracia não é nem pode ser o regime em que tudo é permitido a todos.

[Carlos Vasconcelos, Grão-Mestre Adjunto do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa - sublinhados nossos]

J.M.M.

FIGUEIRA DA FOZ - [ASSOCIAÇÃO CÍVICA E CULTURAL 24 DE AGOSTO] NA EVOCAÇÃO DA REVOLUÇÃO LIBERAL E HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES TOMÁS

 


DISCURSO PROFERIDO NA EVOCAÇÃO DA REVOLUÇÃO LIBERAL E HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES TOMÁS NO DIA 24 DE AGOSTO DE 2021, na Figueira da Foz, pela Associação Cívica e Cultural 24 de Agosto

Exmos Figueirenses e Cidadãos presentes

Cumprem-se este ano, no passado dia 31 de julho, os 250 anos do nascimento de Manuel Fernandes Tomás, por sinal numa rua bem perto de nós e que podemos avistar desta Praça, na Rua 31 de julho cujo topónimo foi atribuído precisamente em homenagem a este facto, numa Figueira bem mais pequena do que hoje mas certamente igualmente bela. Uma promessa que se viria a cumprir em pleno, quer no caso do menino Manuel quer no caso da nossa Cidade.

Imagens recentes mostram-nos que a Liberdade está hoje ameaçada. Imagens dolorosamente reais. Imagens dolorosamente verdadeiras. O grito por Liberdade ouve-se no mundo de hoje de forma mais clara, porque mais urgente e necessário ainda, do que no século de Manuel Fernandes Tomás!

Esta ânsia de respeito pela Mulher e pelo Homem, plenos de Dignidade e revestidos de uma imanente proteção jurídica e constitucional, esta exigência ética e moral de respeito absoluto e irrevogável pela Pessoa Humana demonstra que o nosso combate, que foi exatamente o combate dos Excelsos Patriotas do Sinédrio de 1820, permanece válido num mundo globalizado e cada vez mais atual em qualquer país onde existir um Homem, ou Mulher, privados ou ameaçados nos seus Direitos e nas suas Liberdades.

Homens ou Mulheres a quem temos por imposição ética e moral estender a nossa mão fraterna. Homens ou Mulheres a quem nunca poderemos virar a cara. Homens ou Mulheres que podem, no futuro, ser os nossos próprios filhos ou filhas.

Este é portanto um combate intransigente, sem tréguas, sem medos, sem resignação, sem desistência e sem retirada. Um combate pela Dignidade do Ser Humano. Um combate pela Dignidade de todos os Seres Humanos quaisquer que sejam os seus credos, convicções políticas ou religiões. Um combate tão atual em 2021 como o foi em 1820, tão atual nos nossos dias como o foi nos dias dos Homens do Sinédrio, para além do nosso Fernandes Tomás e entre outros, José Ferreira Borges, João Ferreira Viana e José da Silva Carvalho.

Um combate de afirmação cívica e política de uma Cidadania ativa perante um sistema político decadente e que não cumpria já, nem poderia cumprir jamais, as aspirações do nosso Povo. Como o exemplo de intervenção política do Sinédrio é um claríssimo exemplo, no combate entre Liberdade e Tirania não há, nem pode haver, zonas cinzentas. Na luta perene, constante, e abnegada pela Liberdade não há passos atrás. Não pode haver passos atrás.

Mas Manuel Fernandes Tomás legou-nos também que a vida em sociedade implica a permanente construção de consensos baseados porém em firmes posições éticas mas de absoluto respeito pelo outro, ainda que dele possamos discordar. É este aliás o princípio do constitucionalismo moderno, um contrato social constitucionalmente firmado, quer em 1822 quer em 1976, pelos representantes de um Povo Livre e de Bons Costumes.

A mão de Manuel Fernandes Tomás nas Cortes, e a obra suprema do seu brilhantismo político e jurídico encontra respaldo no extraordinário e avançado texto constitucional que foi, e é ainda hoje, a Constituição de 1822. Numa sociedade cada vez mais desumanizada, numa sociedade em que a falta de ética por parte de alguns servidores públicos – da ética republicana – numa sociedade que a pouco e pouco parece perder os seus valores Fraternos, os valores de Abril, numa sociedade desvirtuada de princípios, esquecida do seu passado e também das firmes obrigações morais do seu presente… teremos sempre Manuel Fernandes Tomás. Um exemplo de Cidadania tão válido em 1820 como o é hoje em 2021.

Abdicarmos da defesa dos nossos Valores e Princípios, que todos os anos renovamos neste dia, nesta simbólica Praça da nossa Cidade, perante o nosso Patrono, é abdicarmos de nós próprios.


Mas uma garantia podemos dar perante o olhar atento, demasiado atento, demasiado rigoroso, porventura até mesmo assustador de Manuel Fernandes Tomás – e que tão bem Fernandes de Sá conseguiu expressar neste Monumento – não perderemos os mesmos por falta de coragem, por resignação, por falta de comparência nem por falta de verticalidade Ética e Cívica.

Nesta mesma Praça vejo assim, à minha frente, em todos os 24 de Agosto, Cidadãos, Mulheres e Homens dignos de olharem, de frente, olhos nos olhos, este Monumento. Saibamos com a Força, a Virtude e a Coragem das Mulheres e dos Homens Livres defender o Legado histórico, político e cívico do 24 do Agosto de 1820.

Porque enquanto existir um Estado de Direito Democrático em Portugal, diria mesmo enquanto existir Figueira da Foz, aqui estaremos sempre nós Gerações de Figueirenses, nesta Praça, reunidos neste dia. Por isso elevamos hoje a nossa Voz em Memória, e tributo perene, a este Homem Grande, Enorme, Enormíssimo da nossa Cidade e da nossa História! MANUEL FERNANDES TOMÁS.

[Luís M. Mendes Ribeiro, Representante da Associação Cívica e Cultural 24 de Agosto - sublinhados nossos]

J.M.M.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

[FIGUEIRA DA FOZ] 24 DE AGOSTO 2021 (17,30H) – CERIMÓNIA EVOCATIVA DA REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1820 E HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES TOMÁS

 


[FIGUEIRA DA FOZ] 24 DE AGOSTO (17,30 H)CERIMÓNIA EVOCATIVA DA REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1820 E HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES TOMÁS

DIA: 24 de Agosto de 2021 (17,30 horas);

LOCAL: Praça 8 de Maio, Figueira da Foz;

ORGANIZAÇÃO: CMFF | Ass. Manuel Fernandes Tomás | Associação 24 de Agosto 

INTERVENÇÕES
:


  • Representante da Associação Cívica e Cultural 24 de Agosto;
  • Representante do Grémio Lusitano;
  • Representante da Associação Manuel Fernandes Thomaz;
  • Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz.


 “Venho hoje pronunciar um grande nome; mas tão grande como ele será a dor de proferi-lo: maior nome, não o pronunciou boca de homem; maior mágoa não a sentiu coração vivente. Manuel Fernandes Tomás... - morreu. Quereis maior nome que este? Quereis maior dor que a nossa? Não, Senhores, não há português honrado, que não clame afoito - não -; e, se algum há, português não é esse.

Se medisse o meu dever pela bitola de minhas forças; se regulasse o desempenho das funções deste lugar pelas qualidades dos que me ouvem; não restaria (pronunciado tal nome) ao complemento do meu ofício, senão derramar lágrimas, e prantear convosco: mas urge o dever forçoso; e conquanto se acanha o orador na mesquinhes de suas forças, sobeja a vastidão do assunto para dar largas ao mais limitado espírito, e desenvolver o mais curto engenho. Penso no meu objecto, e em vez de me apoucar à face de sua grandeza sinto elevar-me até ele; vejo que me espraio pela imensidão de seu infinito.

Mas não penseis que vou enfeitar-me de flores oratórias; não julgueis que vou servir-me dos atavios emprestados da arte: são postiços esses enfeites; são estranhos esses atavios; são as brilhantes roupas com que a mão da eloquência servil adorna o esqueleto da ambição, e lhe encobre o asqueroso dos vermes com a túnica da pompa: mas vem a mão dos séculos (e essa, não a compra o ouro, nem a desvairão honras) rasga-lhe as roupas mal seguras, e então aparece o horror do sepulcro, e o nada de uma cinza mesquinha, que não legou uma página à história das idades, nem deixou uma letra no pequeno livro dos homens de bem.

Não, Senhores, a eloquência do homem livre é a linguagem do coração: desconhece ornatos, ignora enfeites; é simples como a natureza; é singela como a sua simplicidade.

Vede esses edifícios, que nos deixarão avoengos servis: olhai essas grimpas erguidas por mãos de escravos; examinai os recortados florões dessa arquitectura chamada Gótica: vedes curtas linhas; observais acanhados traços; tudo respira a mesquinhes do engenho encoberta com os enfeites da arte: voltai agora para os grandes monumentos dos povos livres: Que diferença! Deparais com altivas colunas, com esbeltos pórticos, com donairosos remates: mas tudo simples, tudo singelo. Que altiva que é a liberdade, Senhores! …”

[Almeida Garrettin Oração Fúnebre de Manuel Fernandes Tomás]

J.M.M

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

[FIGUEIRA DA FOZ - DIA 24 AGOSTO] – HOMENAGEM A MANUEL FERNANDES TOMÁS / SESSÃO EVOCATIVA DOS 200 ANOS DA REVOLUÇÃO LIBERAL


Homenagem a MFT / Sessão Evocativa dos 200 anos da Revolução Liberal e apresentação do Livro "Manuel Fernandes Tomás, Escritos Políticos e Discursos Parlamentares (1820-1822)"

PROGRAMA:

DIA: 24 de Agosto de 2020

- 17,30 Horas: Deposição de Coroa de Flores junto ao túmulo de Manuel Fernandes Tomás;

- 18,15 Horas: CAE – Auditório João César Monteiro

- Sessão Evocativa dos 200 Anos da Revolução Liberal;

- Apresentação do Livro "Manuel Fernandes Tomás, Escritos Políticos e Discursos Parlamentares (1820-1822)", de autoria do professor José Luís Cardoso

ORADORES: Pres. da CMFF | Familiar de Manuel Fernandes Tomás | prof. Vital Moreira | prof. José Luís Cardoso

NOTA: O ESPAÇO ESTÁ LIMITADO.

J.M.M.