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segunda-feira, 7 de setembro de 2020

MEMORIAL SOBRE A NECESSIDADE E MEIOS DE DESTRUIR PROMPTAMENTE O TYRANNO DE PORTUGAL … – MANUEL DA SILVA PASSOS



[Manuel da Silva Passos] Memorial sobre a necessidade e meios de destruir prontamente o tyranno de Portugal e restabelecer o throno da senhora dona Maria II e a carta de 1826, paris, Imprimerie de Auguste Mie (Rue Joaquelet, nº 9, place de la Bourse), 1831, 32 pags.

Importante opúsculo de Manuel da Silva Passos, dos muitos impressos que ele e seu irmão José Passos publicaram no exílio em França. Seguiu-se-lhe um
 
 
 
Segundo Memorial sobre o estado presente de Portugal, e como não ha razão, nem direito, nem força para tirar à Senhora D. Maria II sua Coroa, e a nós a nossa liberdade; com mais outras particularidades”. Paris, Auguste Mie, 1831, 16 pags. O primeiro folheto originou uma curiosa polémica, com a saída (sempre a resguardo do anonimato) de várias respostas e alguns opúsculos.

J.M.M.

sábado, 6 de junho de 2020

APONTAMENTOS PARA A BIOGRAPHIA DO CIDADÃO JOSÉ DA SILVA PASSOS


Apontamentos para a biographia do cidadão José da Silva Passos por o seu amigo particular e politico ALG. SYDNEY (aliás, Manuel Joaquim Pereira da Silva) C. R. C., Typographia de S. J. Pereira (Praça de Santa Theresa), Porto, 1848, 38 p.

Manuel Joaquim Pereira da Silva (1801 – Porto, 8 de Janeiro 1863), lente da cadeira de Comércio da Academia Politécnica do Porto (Decreto 19 de Outubro de 1836), professor da Academia Real de Marinha e Comércio do Porto (1836-1837), esteve emigrado no Brasil (1832), onde publicou uma “nova edição” do Dicionário de Algibeira, Filosófico, Político, Moral; depois, esteve no exílio em França, onde (cf. A.H.O.M.) integrou a loja maçónica, “Disciples de St. Vincent de Paule

[loja maçónica, de Rito Francês, instalada em 1813 a Oriente de Paris, sob os auspícios do GOdF; seja dito que os Irmãos tinham antes (1811) escolhido como título distintivo da oficina, “La Polyglotte” (pensando trabalhar em dois idiomas, francês e alemão), mas tal pretensão foi recusado pelo Grande Oriente, pelo que a nova Loja começa os seus trabalhos já em 27 de Julho de 1813; era fundamentalmente uma poderosa loja de beneficência e de filantropia; por isso mesmo e pelo seu curioso título, foi de grande incómodo nos meios clericais locais; em 23 de Julho de 1869, pelas profundas alterações constitucionais no seio do Grande Oriente, a loja muda o seu título distintivo, agora para “La Justice” nº133; foi sempre uma importante, singular e poderosa loja ao longo destes mais de 200 anos de vida e anos atrás comemorou o seu bicentenário - cf. AQUI].

Foi M. J. Pereira da Silva um exaltado liberal, um setembrista, amigo de Passos José (José da Silva Passos), tendo em 1848 publicado uns apontamentos biográficos sobre esse combatente ao Cabralismo e personagem marcante do liberalismo português. O opúsculo foi publicado sob pseudónimo [ALG. SYDNEY] e a seu propósito, a revista Popular (1849) diz que “ele contem a narração de factos mui importantes, e que lançam grande luz sobre a historia contemporânea, escriptos com urbanidade e decência, que nem sempre se encontram nas publicações politicas do tempo.” 

Manuel Joaquim Pereira da Silva foi Cavaleiro da Ordem de N. Sr.ª da Conceição. Faleceu no Porto a 8 de Janeiro de 1863. 

J.M.M.