Mostrar mensagens com a etiqueta O Mundo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta O Mundo. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

MANUEL TEIXEIRA GOMES- A SUBSTITUIÇÃO POR BERNARDINO MACHADO

Assinalando o lançamento da obra biográfica sobre Manuel Teixeira Gomes, com autoria de José Alberto Quaresma, agora editado pelo Museu da Presidência da República e pela Imprensa Nacional Casa da Moeda e a que desejamos o maior sucesso, lembramos o momento em que Manuel Teixeira Gomes foi substituído pelo Dr. Bernardino Machado nas funções de Chefe de Estado, no mês de Outubro de 1925.

Neste caso com a publicação da capa do jornal O Mundo do dia 12 de Outubro de 1925.

Manuel Teixeira Gomes merecia uma biografia actualizada e consultando documentos que até há pouco tempo estavam ainda sob reserva e de difícil acesso e que agora as novas tecnologias permitem aceder e consultar com alguma facilidade.
O ilustre algarvio que chegou à Presidência da República era um conhecido apaixonado pela arte, com grandes amigos artistas e essa foi uma das vertentes analisadas.
Os presentes vão poder assistir em primeira-mão ao "trailer" do filme Zeus, uma longa-metragem de Paulo Filipe Monteiro, dedicada à vida e obra do Presidente Manuel Teixeira Gomes. Para ver com atenção.


 A não perder amanhã, dia 18 de Outubro de 2016no edifício do antigo Picadeiro Real (Museu Nacional dos Coches), às 18.30h.

Para seguir com atenção e participar no evento.

A.A.B.M.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

GLÓRIA AOS MORTOS DA REPÚBLICA



"A República, nesta hora, vive pela recordação dos seus grandes mortos

Ergamos religiosamente a sua memória e juremos sobre os seus túmulos sustentar através de todas as vicissitudes a obra que eles souberam construir, á custa de tantos sacrifícios, iluminados pelo mais puro ideal"

in "O MUNDO", 3 de Outubro de 1926 [via casa Comum]

J.M.M.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

A MORTE DO REI CARLOS


A Morte do Rei Carlos [O Mundo, 24-02-1910]

Capa do jornal O Mundo de 24 de Fevereiro de 1910:

«A Morte do Rei Carlos. Factos e documentos comunicados aos homens de bem de todos os países

Ai d’aqueles que só pela violencia e pelo terror se podem manter’ (Carta do Rei Carlos a Hintze Ribeiro em 16 de Maio de 1904»

J.M.M.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

O MUNDO: ELIXIR REPUBLICANO


"Charge alusiva à propaganda da Imprensa republicana durante a época do franquismo. Nela se vê o director do 'Mundo', o órgão mais popular do partido republicano, fazendo a defesa do seu ideal. Junto de França Borges está o dr. Afonso Costa, seu amigo que com ele politicamente teve estreito entendimento durante a vigência da monarquia e, mais tarde, com o novo regime republicano"

[in História da República, Editorial O Século, 1960, p. 206]

J.M.M.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

REPUBLICANOS FIGUEIRENSES


Grupo de Republicanos Figueirenses, acompanhando os acontecimentos do 5 de Outubro pelo jornal O Mundo. Reconhecem-se: "António Franco e Fortunato" (?)

[via Boletim da B. M. da Figueira da Foz]

J.M.M.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

ANTÓNIO FRANÇA BORGES


Nasceu em Sobral de Monte Agraço, a 10 de Janeiro de 1871. Filho de António Ribeiro Borges e Cândida Borges França.

Realizou os seus estudos no Colégio Luso-Brasileiro, que mais tarde prosseguiu na Escola Nacional.
Começou por trabalhar como funcionário público, na repartição de Fazenda Pública, em Sobral de Monte Agraço. Porém, quando iniciou a sua intervenção política foi colocado em Sintra, como castigo. Perseguido pelas autoridades políticas naquele concelho, acaba por ser preso em Lisboa. Transferido para Vila Real de Santo António, acaba por retornar a Lisboa, por requisição, como escrivão de Fazenda no 2º bairro da capital.

Desde bastante jovem começou a colaborar na imprensa. Brito Aranha, no Dicionário Bibliográfico Português, vol. XXII, aponta-lhe as seguintes colaborações:

- Neófito, [Torres Vedras, 1892. Publicaram-se 5 nº](???)
- Novo Escolar, [Lisboa, 1887. Publicaram-se 3 nº]
- Defesa de Sobral de Monte Agraço, Sobral de Monte Agraço, [1894]
- O Universal, Lisboa, [3-02-1891 a 28-01-1899]
- Jornal de Notícias, Lisboa, [5-07-1887 a 8-08-1888]
- Vanguarda, Lisboa, [9-03-1891 a 31-07-1929]
- País, Lisboa,[1-11-1895 a 19-07-1898]
- Lanterna, Lisboa,[24-07-1898 a 28-02-1899]
- O Combate, Lisboa, [1-1-1899 a 18-03-1900].
- Pátria, Lisboa, [1-03-1899 a 4-09-1900].
- O Mundo, Lisboa, [16-09-1900 a 9-12-1935].
- A Liberdade, Lisboa, [31-01-1901 a 25-05-1901.]

António França Borges afirma-se como jornalista de combate, em particular, quando começa a colaborar com Alves Correia, na Vanguarda. A partir daí a sua visibilidade aumenta e torna-se um dos jornalistas republicanos mais populares. Envolve-se em inúmeras polémicas e chega a ser preso por abuso de liberdade de imprensa, sendo acusado de acordo com a famosa lei de 13 de Fevereiro. No entanto, a justiça não o condena.

Assume em 1900, a direcção de O Mundo, que se vai tornar no mais importante órgão da imprensa republicana. Foi preso em 1908, tendo sido envolvido na intentona de 28 de Janeiro que acabou por não ter lugar. Exilou-se de seguida, em Espanha, onde continuou a colaborar no jornal republicano que dirigia, aguardando a implantação da República.

O jornal Gabinete dos Reporters. Jornal independente, ilustrado e literário, Dezembro de 1898, Lisboa. N.° 82, 4.º anno foi dedicado ao jornalista França Borges, que fora preso pelo crime de abuso de liberdade de imprensa. Colab.: de Alves Correia, Mayer Garção, Carlos Callixto e Agostinho Fortes.

Pertenceu à Maçonaria, iniciado na Loja Montanha em 1901, com o nome simbólico de Fraternidade, pertenceu ainda à Loja Justiça e presidiu à Loja O Futuro (1905), tendo alcançado o 7º grau do Rito Francês em 1914. Foi presidente da Associação do Registo Civil, membro do Directório do Partido Republicano, deputado em 1912.

Deixou publicados ainda os seguintes trabalhos:

- O Combate, panfleto(colab. com Heliodoro Salgado).
- A imprensa em Portugal. Notas de um jornalista, Porto, Typ. da Empresa Literaria e Typographica, 1900.
- A razão de um padre. O bom senso do cura Meslier, Trad. de M., com uma notícia de França Borges, s.d.

Morreu em Davos-Platz (Suiça), a 5 de Novembro de 1915.

O professor Oliveira Marques, publicou na Correspondência Política de Afonso Costa (1896-1910), Editorial Estampa, 1982, onde se encontram várias cartas de França Borges.

Afirmou Sebastião de Magalhães Lima, na obra Episódios da Minha Vida, Livraria Universal, Lisboa, 1928, p. 216 e 218:

Foi duro e longo o combate, aspérrimo o caminho, eriçado de espinhos e abrolhos. E nessas horas amargas e cruéis, nunca a fé amorteceu no peito de França Borges, nunca vacilou a sua crença profunda nos destinos da pátria e da República.

Se França Borges vivesse, considera-lo-iam um idealista incorrigível, como todos me consideram. A coerência tornou-se uma aberração. Não compreendem os homens do nosso tempo que se possa servir uma ideia com dedicação e desinteresse. E essa qualidade, hoje rara, raríssima, inconcebível, para os judeus na finança, foi a suprema virtude de França Borges.


A.A.B.M.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

FUNERAL DE FRANÇA BORGES



1915 (Novembro) - Redacção do jornal O Mundo, no funeral do seu director França Borges [foto de Joshua Benoliel]

J.M.M.