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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

SILVA LISBOA (PARTE II)


SILVA LISBOA (PARTE II)

Acerca da personalidade de Silva Lisboa, conseguiu-se ainda reunir mais elementos biográficos que a seguir se apresentam:

Colaborou nas seguintes publicações extraordinárias como:

- Paris (Os de) a João de Deus. 8 de março de 1895. Typ. Guillard, Aillaud & Ce, Paris. Lisboa. Dir. literário deste número único, Xavier de Carvalho.

- Independência e ordem. 1 de dezembro de 1887. Semanário politico, literário, e noticioso. Lisboa typ. de Lucas Evangelista Torres. Comemorativo da independência de Portugal do dominio hespanhol em 1640.

- 14 de julho, 1789- 1889. Número único. Porto, typ. Guttenberg, 1889. 4 pag. Publicado pelo Club Eleitoral Democrático Portuense, para comemorar a data da revolução da tomada da Bastilha.

- Portugal-Hespanha. Número único, a benefício das vítimas dos terramotos de Granada. Março, 1885. Publicação promovida por um grupo de alumnos da Academia de Belas Artes do Porto. Porto, typ. Occidental.

- PORTUGAL, (LE) géographique, ethnologique, administratif, economique, littéraire, artistique, historique, politique, colonial, etc., par M M. Brito Aranha, Cristovão Aires, Teixeira Bastos, Daniel Bellet, Cardoso de Bettencourt, Louis Pilat de Brinn Gaubast, Xavier de Carvalho, Z. Consiglièri Pedroso, Alcide Ebray, Bartolomeu Ferreira, John Grand-Carteret, Domingos Guimarães Francisco de Lacerda, Magalhães Lima, Silva Lisboa, Ernesto de Vasconcelos, Alves da Veiga, Laborowski. 162 gravures et 12cartes. Paris, Librairie Larousse, 368 pag.

Durante o desfile comemorativo do tricentenário de Camões Antonio Policarpo da Silva Lisboa e Alfredo Theodulo Kopke C. Pires, representantes da associação o Pelicano.
Antonio Policarpo da Silva Lisboa e Augusto Rodrigues de Araujo Porto representantes da Associação Homeopata Fraternidade.

Foi um dos sócios fundadores da Associação dos Jornalistas e Escritores Portugueses, em 1880.

Colaborou ainda nas seguintes publicações:
- Democracia (A), Lisboa, 1872-1881;
- Diário de Notícias, Lisboa, 1864 - em publicação [era correspondente em Paris, em 1899];
- Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 1891 - em publicação [era correspondente em Paris na data supra referida].

Recebeu também a condecoração da Legião de Honra do governo francês em 1901.

Sobre Silva Lisboa dizia também Silva Pinto na sua obra Pela Vida Fora(1870-1900), Livraria Editora Guimarães & Libânio, Lisboa, 1900, p. 129-130:

Antonio Policarpo da Silva Lisboa. Conheci-o em 1870 e 1872, num centro republicano federal com tinturas socialistas, de que já falei. Lembro-me do barrete frígio, que ele decerto não renegou. Silva Lisboa é um jornalista dos tempos em que se não apresentavam como jornalistas uns garotos barrigudos e suados, que se embebedam em banquetes de padeiros. Houve na sua vida uma hora em que a ingratidão e a inveja de vários safardanas o enojaram e afastaram - e não faltaram então odres de velhacaria saloia que pusessem em cena outros odres - de estupidez e vinhaça - a berrar contra «a grande traição do senhor de Mirabeau».
Inexcedível como amigo dedicado, até fatigar o espírito dos que lhe pediram um favor e que não contavam com sacrifícios, - Silva Lisboa é em Paris, como seria nos confins da Sibéria, o homem de quem os Portugueses precisam, fora de Portugal - para não se julgarem abandonados do Criador.


A.A.B.M.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

SILVA LISBOA (PARTE I)


SILVA LISBOA

Nasceu em 5 de Dezembro de 1851, com o nome completo de António Policarpo da Silva Lisboa.

Aos dezasseis anos começou a trabalhar na vida industrial. Vive intensamente as transformações operadas durante a década de sessenta do século XIX, quando as ideias socialistas e republicanas, muitas vezes se misturavam. Assiste às tentativas revolucionárias de implantação da República em Espanha (1873) e França (1870) nos finais da década de sessenta e inícios da década de setenta do século XIX.

Conhecem-se as suas ligações à Nova Livraria Internacional de Carrilho Videira onde se juntavam em tertúlia personalidades como: Eduardo Maia, Silva Pinto, Nobre França, Silva Lisboa e Martins Contreiras.

Trabalhou para a fundação de centros e jornais republicanos, desde o início da década de setenta. Em 1879, o seu nome consta dos corpos gerentes do Centro Republicano Democrático, como presidente da Assembleia Geral. O seu nome pode ser encontrado entre os fundadores do Clube Henriques Nogueira criado em Lisboa, em 1881, de que viria a ser presidente, juntamente com Manuel de Arriaga, António Furtado, Joaquim dos Reis e Silva Graça que visava tentar a unificação do Partido Republicano. Deve recordar-se que por essa época existiam três grandes correntes entre os republicanos: os federalistas, os unitários e os democráticos.

Nesse mesmo ano chegou a ser preso juntamente com outras personalidades republicanas como Gomes Leal e Rafael do Vale, devido a tentarem incendiar o ambiente por causa dos problemas provocados pelo Tratado de Lourenço Marques. Foi ainda eleito para o Directório do Partido Republicano em 1883 juntamente com Elias Garcia, Bernardino Pinheiro e Teófilo Braga.

Foi umas das personalidades fortemente envolvidas nos acontecimentos e manifestações que se realizaram em Lisboa a seguir ao Ultimato Inglês de 1890, tendo protagonizado uma manifestação que se iniciou no café Martinho da Arcada e se dirigiu ao consulado britânico.

Foi presidente da Associação dos Empregados no Comércio de Lisboa, à Caixa Económica Popular e ao Clube Ginástico de Lisboa. Foi ainda delegado da Associação dos Empregados do Comércio de Lisboa no Congresso das Associações e foi eleito para a Junta Departamental do Sul.

Foi candidato republicano pelo Porto em 1887.

Conhecem-se colaborações no seguintes jornais:
- A República Federal, Lisboa, 1869;
- Trinta Diabos Júnior, Lisboa, 1870-1878;
- O Rebate, Lisboa, 1873-1874;
- O Trinta, Lisboa, 1879-1881;
- Folha do Povo, Lisboa, 1881-1898;
- A Era Nova, Lisboa,1882-1885;
- Século, Lisboa, 1881-1983;
- Brasil-Portugal, Lisboa, 1899-1914;

Publicou:
- Município e Federação segundo Henriques Nogueira. Conferência sobre a questão ibérica, Lisboa, 1881.(Conferência onde se abordava a influência de José Félix Henriques Nogueira no pensamento republicano).

Simbólicamente, Silva Lisboa regista civilmente o seu filho com o nome de Henriques Nogueira, tendo por testemunhas do acto António de Oliveira Marreca e Manuel de Arriaga.

Não foi possível localizar a data da sua morte.

Bibliografia Consultada:
- CATROGA, Fernando, Republicanismo em Portugal. Da Formação ao 5 de Outubro de 1910, 2 vols., FLUC, Coimbra, 1991.
- HOMEM, Amadeu Carvalho, Da Monarquia à República, Palimage, Viseu, 2001.
- OLIVEIRA, Lopes de, História da República Portuguesa. A propaganda na Monarquia Constitucional, Editorial Inquérito, Lisboa, 1947.

A.A.B.M.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

ALVORADA DA REPÚBLICA


Alvorada da República

"Da esquerda para a direita, de pé: Silva Lisboa, Manoel d'Arriaga, Sebastião Magalhães Lima, Dr. Consilieri Pedroso.

Sentados: Dr. Alves da Veiga e Emygdio d'Oliveira (Spada)"

Foto: "Alvorada da República", Episódios da Minha Vida (Memorias), de Magalhães Lima, Livraria Universal de Armando J. Tavares, Lisboa., s.d. (1925).

J.M.M.