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domingo, 20 de novembro de 2016

ENCONTROS DE OUTONO 2016: CENSURA EM PORTUGAL (1910-1974)

Nos próximos dias 25 e 26 de Novembro de 2016, realiza-se em Famalicão, no Museu Bernardino Machado, mais uma das edições dos ENCONTROS DE OUTONO, desta vez subordinado ao tema: Censura em Portugal (1910-1974).

Uma edição com muitos investigadores de renome que vão apresentar os resultados das suas pesquisas, reflexões e análises sobre o tema em análise. 

O programa do colóquio é o seguinte:


25 de Novembro (6ª Feira)

9h30
Abertura
Dr. Paulo Cunha
Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão

Doutor Norberto Ferreira da Cunha
Coordenador Científico do Museu Bernardino Machado

10h00
A censura na I República (1910-1926)
Doutor José Manuel Tengarrinha
Faculdade de Letras
Universidade de Lisboa

10h30
A censura nos governos republicanos "bloquistas" (1911-1913)
Doutor Norberto Ferreira da Cunha
Universidade do Minho


11h00
Debate

Intervalo

11h30
A censura no Governo de Afonso Costa (1913)
Doutor Jorge Pais de Sousa
Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20)
Universidade de Coimbra

12h00
A censura em Portugal durante a I Guerra Mundial (1914-1918)
Coronel Doutor Luís Alves de Fraga
Universidade Autónoma de Lisboa

12h30
Debate

Almoço

15h00
A proibição da censura e a repressão a periódicos durante o Governo Provisório (1910-1911)
Doutor Ernesto Castro Leal
Faculdade de Letras
Universidade de Lisboa

15h30
A censura no ocaso da I República (1919-1926)
Doutor António José Queiroz
Centro de Filosofia
Universidade Católica Portuguesa (Porto)

16h00
Debate

Intervalo

16h30
A censura salazarista: a lei e a prática
Doutor Alberto Arons de Carvalho
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Universidade Nova de Lisboa

17h00
Debate

Conclusão


26 de Novembro (Sábado)

10h00
A censura durante a Ditadura Militar e os primeiros anos do Estado Novo (1926-1939)
Doutor Luís Farinha
Instituto de História Contemporânea da FCSH
Universidade Nova de Lisboa

10h30
Censura e publicações periódicas infanto-juvenis no Estado Novo (1954-1974): O Papel da Comissão para a Literatura e Espetáculos para Menores
Mestre Ricardo Leite Pinto
Faculdade de Direito da Universidade Lusíada de Lisboa
Vice-Chanceler das Universidades Lusíada

11h00
Debate

Intervalo

11h30
A censura ao teatro durante o Estado Novo
Doutora Ana Cabrera
Instituto de História Contemporânea da FCSH
Universidade Nova de Lisboa


12h00
Censura e cinema durante o Marcelismo
Doutora Ana Bela Morais
Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras
Universidade de Lisboa

Debate

Encerramento

NOTA: As inscrições e a participação nas conferências são gratuitas e dão direito a Certificado de Participação.

Creditação pelo CFAE (Centro de Formação de Associação de Escolas de Vila Nova de Famalicão).
Acreditado pelo Centro de Formação Científica. Grupos: Português e HGP (200); Português e Francês (210); Português e Inglês (220); Português (300); História (400). 
Duração: 13h
Créditos: 0,5.

Um colóquio muito interessante e que se recomenda aos seguidores do Almanaque Republicano, que nos últimos anos tem divulgado este evento, porque nos parece de grande qualidade.

A.A.B.M.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

UNIVERSIDADE LIVRE DE COIMBRA (1925-1933): CONFERÊNCIA

O Ateneu de Coimbra e a Pró-Associação 8 de Maio promovem amanhã, 14 de Maio de 2016, duas conferências que têm por objecto de estudo a Universidade Livre de Coimbra, que funcionou entre 1925 e 1933.


 Universidades Livres e da Universidade Livre de Coimbra
[...] É neste movimento, em prol da instrução popular [...] que se inscreve a criação da Universidade Livre de Coimbra. São instituições hostis a quaisquer privilégios culturais, que defendem um ensino autónomo, independente de poderes religiosos e políticos e despojado de qualquer sectarismo, submetido apenas (submissão crítica e metódica) aos preceitos das ciências (monopólio dos ricos), apoiado numa aprendizagem de saberes aplicados e práticos, tendo como finalidade máxima a emancipação intelectual (iniciativa e autonomia), profissional (aprendizagem ou aperfeiçoamento de um ofício), política (democratização), cívica (cidadania) e moral; acreditam os seus artífices que essa emancipação e o progresso do homem estão, essencialmente, dependentes da expansão da educação e da socialização das ciências aplicadas, que devem privilegiar, como seus destinatários, os que dela são, normalmente, excluídos: os trabalhadores; por isso, a latitude deste ensino deve ser móvel e regionalizada (para que todos a ele tenham acesso), incluir os estudos pós-primários na actividade profissional dos seus destinatários, dar-lhes um carácter vincadamente prático e, se possível, o ensino ser barato, senão mesmo gratuito. De qualquer modo, todos estavam de acordo que não se podia limitar à instrução primária (gratuita): as Universidades Livres deviam ter um carácter profissional e educativo e até profissionalizante e ser uma extensão universitária [...].
Quanto à metodologia, a Universidade Livre (como a de Lisboa, por exemplo) devia procurar o “ensino integral”, ministrá-lo de forma prática, atraente e experimental, recorrendo a conferências, palestras, lições e cursos.

A Universidade Livre de Coimbra não foi, pois, um mero projecto politicamente inocente e inovador de um grupo de intelectuais. [...] Aliás, as universidades livres e populares – ainda que sem esta denominação – já tinham tradição em Portugal, remontando aos fins do século XIX e princípios do século XX, de que são exemplo, entre outros, a Academia de Estudos Livres (fundada em 1889), o Instituto de Coimbra [...]. É neste movimento, em prol da instrução popular [...] que se inscreve a criação da Universidade Livre de Coimbra [...]

Sobre a Universidade Popular, cf. A. H. de Oliveira Marques, «Universidade Popular», in Dicionário de Maçonaria Portuguesa, II, 1458-1461.


Da lição inaugural...

Aurélio Quintanilha fez a “lição inaugural” da nova instituição, no salão nobre da Câmara Municipal, tendo a presidir à sessão, Bernardino Machado que proferiu um discurso sobre a socialização do ensino, que assentava na valorização do trabalho como factor fundamental da formação moral. Aurélio Quintanilha não circunscreveu a sua lição ao estrito âmbito da instrução popular; conectou-a, outrossim, com a política e com a emancipação democrática dos trabalhadores. [...] Na cerimónia de lançamento, disse então: “um ofício é tão imprescindível à moral como a experiência à física”. Partindo deste pressuposto, defendia que todos deviam aprender um ofício, independentemente da sua riqueza e que até no acesso ao ensino superior se devia exigir do candidato prova de que o sabia (e, reciprocamente, exigir-se instrução ao operário).

Era necessário que as Universidades e os seus intelectuais [...] viessem, em primeiro lugar, até à Universidade Livre conviver com os seus camaradas das fábricas, das oficinas e dos campos e, em segundo lugar, que os instruíssem e educassem, especialmente através da socialização das ciências – sobretudo das aplicadas –, para os tornar conscientes dos seus direitos e deveres, intelectualizando, deste modo, as pugnas sociais, retirando-as da violência da rua, das trincheiras, das barricadas e deslocando-as para as batalhas do pensamento. Esta era, segundo disse Quintanilha, a finalidade da Universidade Livre: erradicar o sectarismo, a ignorância e o fanatismo, dando lugar, gradualmente, à tolerância, ao diálogo e ao respeito mútuo, servindo-se, para o efeito, de uma educação matricialmente cientifica, positiva e útil” [...]
Norberto Cunha, Aurélio Quintanilha

São conferencistas amanhã, sábado, 14 de Maio, na Casa da Escrita, pelas 18 horas com a presença dos Professores:
- Norberto Cunha
- Paulo Archer de Carvalho

Sobre a questão das Universidades Livres encontram-se já alguns trabalhos disponíveis que recomendamos a consulta:

Uma sessão muito interessante e que recomendamos a todos os nossos seguidores.

A.A.B.M.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

MEMÓRIAS DA 1ª GUERRA MUNDIAL: ENCONTROS DE OUTONO EM FAMALICÃO

Realiza-se em Vila Nova de Famalicão, na Casa das Artes, no âmbito do projecto Encontros de Outono, um interessantíssimo congresso dedicado às Memórias da 1ª Guerra Mundial.

Ao longo de dois dias, conforme se pode constatar no cartaz do evento, alguns dos especialistas mais reputados no tema vão apresentar os seus estudos sobre a temática do memorialismo da 1ª Guerra Mundial. Contando com presenças como António José Queiroz, Teresa Nunes, José Carlos Seabra Pereira, José Barbosa Machado, Norberto Cunha, David Martelo, Ernesto Castro Leal e Ana Cabrera entre outros.

A não perder para quem estiver na região norte de Portugal e aprender mais sobre as memórias que alguns dos combatentes deixaram da sua participação na Grande Guerra.

A.A.B.M.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A SOCIEDADE E A GRANDE GUERRA: SEMINÁRIO

No âmbito das evocações do Centenário da Grande Guerra, o Centro de História da Faculdade de Letras de Lisboa vai levar a efeito no dia 13 de Novembro o II Seminário de História Contemprânea, coordenado pela Prof. Teresa Nunes.

Entre os oradores nacionais contam-se os professores Hermenegildo Fernandes, António Ventura, Manuela Tavares Ribeiro, Maria Fernanda Rollo e Norberto Ferreira da Cunha.

Entre os convidados internacionais refira-se Gerhard Besler, Peter Borschberg e Kateryzna Stocklosa.

Uma interessante iniciativa a acompanhar e a divulgar.

A.A.B.M.

sábado, 18 de maio de 2013

BERNARDINO MACHADO, POLÍTICA (TOMO III): LIVROS

No Dia Internacional dos Museus, 18 de Maio, no Museu Bernardino Machado, pelas 17h00, apresentação do III Tomo-Política (1910-1914) das "Obras" de Bernardino Machado, a cargo do Prof. Jorge Alves. A propósito da obra do Governo Provisório, num discurso que Bernardino Machado proferiu no Centro Escolar Fernão Botto Machado em 4 de Junho de 1911, diria: "...à medida que estreitarmos os nossos vínculos internos, mais solidamente cimentaremos, também, a nossa vida internacional."

Uma iniciativa que se saúda e se divulga.

A.A.B.M.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

BERNARDINO MACHADO, PEDAGOGO - CONFERÊNCIA

Continuando na senda do excelente trabalho desenvolvido pelo Museu Bernardino Machado, vai realizar-se na próxima sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013, pelas 21.30 h, mais uma conferência do ciclo dedicado a Pedagogos e Pedagogia (Dos finais do século XIX ao último quartel do século XX).

O conferencista é um homem da casa, o Prof. Norberto Ferreira da Cunha e vai apresentar as suas ideias fundamentais sobre o papel de Bernardino Machado, pedagogo.

Com os nossos votos de muito sucesso para mais esta louvável iniciativa.

A.A.B.M.

terça-feira, 22 de março de 2011

O REPUBLICANISMO: DA PROPAGANDA À GOVERNAÇÃO (1848-1926)


No próximo dia 24 de Março, quinta-feira, pelas 21.30 h, na Casa Museu Nogueira da Silva, em Braga, vai realizar-se uma conferência intitulada O Republicanismo: da Propaganda à Governação (1848-1926), a ser proferida pelo Prof. Doutor Norberto Ferreira da Cunha.

Mais uma interessante iniciativa que recomendamos a todos os nossos ledores interessados pelo tema, na cidade de Braga.

A não perder.

A.A.B.M.

sexta-feira, 11 de março de 2011

BERNARDINO MACHADO E A PROBLEMÁTICA DAS MULHERES



Vai realizar-se hoje, no Museu Bernardino Machado, em Famalicão, a conferência do Professor Doutor Norberto Ferreira da Cunha, cujo título apresentamos em epígrafe ao presente texto.

Esta conferência integra-se no ciclo de conferências que o Museu Bernardino Machado está a promover ao longo do ano intitulado As Mulheres e a República.

Este evento terá lugar pelas 18.30 h.

A.A.B.M.