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quarta-feira, 14 de junho de 2023

[GRÉMIO LUSITANO – 16 DE JUNHO] – 200 ANOS DE PROIBIÇÃO DA MAÇONARIA PORTUGUESA

 


200 ANOS DE PROIBIÇÃO DA MAÇONARIA PORTUGUESA OU SOBRE O ANTIMAÇONISMO

DIA: 16 de Junho de 2023 (18,00 horas);

LOCAL: Grémio Lusitano;

ORADOR: José Adelino Maltez;

APRESENTADOR: Manuel Pinto dos Santos;

ORGANIZAÇÃO: Instituto Português de Estudos Maçónicos | Grémio Lusitano 

“Proibição da Maçonaria? Ou dos Maçons? Ou dos hereges e criminosos de lesa-majestade?  

O trajecto persecutório das autoridades portuguesas sobre os maçons não foi sempre igual, adaptando-se conforme as conveniências dos tempos.

No século XIX e no XX, já não se perseguiam propriamente os maçons, mas sim as sociedades secretas, e em 1935, as associações.

Para conversar e esclarecer-nos sobre o tema, o PROF. DR. ADELINO MALTEZ disponibilizou o seu tempo numa conferência aberta a todos, organizada pelo Instituto Português de Estudos Maçónicos do Grémio Lusitano

[Rua do Grémio Lusitano, nº 25,  Lisboa, dia 16 de junho de 2023, pelas 18h00] 

► “Estamos neste mundo, divididos por natureza em sociedades secretas diferentes, em que somos iniciados à nascença; e cada uma tem, no idioma que é o seu, a sua própria palavra de passe (Fernando Pessoa). Por isso, vamos revisitar um alvará de 30 de março de 1818, que proíbe associações não autorizadas, declarando criminosas e proibidas todas e quaisquer sociedades secretas e lembrar os duzentos anos da carta de lei de 20 de junho de 1823, do governo Palmela/Subserra, referendada pelo ministro da justiça Falcão de Castro, onde se diz que são formalmente extintas as sociedades secretas, proibindo-se a adesão dos funcionários públicos a tais associações. Recordaremos outros projetos parlamentares de 1844-1845 no mesmo sentido. Ou quando os jesuítas, em 1884, desencadeiam uma campanha antimaçónica, na sequência da encíclica Humanum Genus, de 20 de abril. O Geral dos jesuítas emite carta convidando todos os membros da congregação a combater a maçonaria; o provincial Vicente Ficarelli, divulga-a, em circular de 15 de julho, apelando à criação de uma cruzada nesse sentido. Mas não esqueceremos a famosa bula de Moscovo, emitida a partir de Trotski, de 25 de novembro de 1922, base teórica das decisões antimaçónicas do IV Congresso da Internacional Comunista, a chamada Bula de Moscovo, com argumentos usados pelo nazi-fascismo e certos contrarrevolucionários da extrema-direita e a nossa querida lei de 1935. Só é moda aquilo que passa de moda. Só é novo aquilo que se esqueceu” [José Adelino Maltez]

J.M.M.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

RUDYARD KIPLING 150.º ANIVERSÁRIO DO SEU NASCIMENTO



DIA: 18 de Dezembro 2015 (19,00 horas);
LOCAL: Escola Oficina n.º1 (Largo da Graça, nº58, Lisboa);
ORGANIZAÇÃO: Instituto Português de Estudos Maçónicos.

COMUNICAÇÃO/ORADOR:

► “Kipling and Freemasonry” [Marie Mulvey-Roberts];

► A ‘Maçonaria Imortal’ e Kipling [António Feijó];


 
Loja “Hope and Perseverance”, nº 782 da UGLE (India), onde R. Kipling foi iniciado a 5 de Abril de 1885
 
(…)

A decoração do nosso templo não era rica,
Ele era até um pouco velho e simples,
Mas nós conhecíamos os Deveres Antigos,
E os tínhamos de cor.
Quando eu me lembro deste tempo,
Percebo a inexistência dos chamados infiéis,
Salvo alguns de nós próprios."

(…)
 
Como gostaria de rever aqueles velhos irmãos,
Negros e morenos,
E sentir o perfume dos seus cigarros nativos,
Após a circulação do tronco,
E do malhete ter marcado o fim dos trabalhos,
Ah! Como eu desejaria voltar a ser um perfeito maçon,
Novamente, naquela Loja antiga.

Diria então Sargento, Senhor,
Salut, Salam...
Pois seriam todos meus irmãos,
E ali não se faria mal a ninguém
E nos encontraríamos sobre o nível,
E nos despediríamos sob o esquadro,
Eu seria o Segundo Experto da minha Loja,
Ficaria lá em baixo.

[Rudyard Kipling, "À Minha Loja Mãe de Lahore"]

J.M.M. 

quarta-feira, 18 de março de 2015

CONFERÊNCIA – JOSÉ GOMES FERREIRA, UM “POETA MILITANTE” DA HISTÓRIA E DA LITERATURA

 

CONFERÊNCIA: José Gomes Ferreira, um “poeta militante” da História e da Literatura;

DIA: 18 de Março 2015 (19,00 horas);
ORADORA: Paula Morão [professora da FLUL];
LOCAL: Escola Oficina nº1 (Largo da Graça, 58, Lisboa);
 
ORGANIZAÇÃO: Instituto Português de Estudos Maçónicos [Ciclo “Construtores do país que somos”].
 
O Instituto Português de Estudos Maçónicos leva a cabo um ciclo de Conferências (mensais), em que se propõe “divulgar algumas personalidades portuguesas que, sendo maçons, se destacaram em diversas áreas” [A. Ventura, AQUI] e saberes, justamente intitulado “Construtores do País que somos”.
 
O ciclo inicia-se no próximo dia 18 de Março com a figura do poeta, escritor [mas também advogado, cineasta (com o nome de Álvaro Gomes), cônsul, jornalista e … um memorialista bem curioso – leia-se, entre outras obras, “A Memória das Palavras” ou a “Revolução Necessária”] e opositor ao Estado Novo [depois de ter começado na Liga da Mocidade Republicana e de ter pertencido ao Batalhão Académico Republicano, de ter lutado contra o Sidonismo, faz parte do MUD e, posteriormente, filia-se no PCP], José Gomes Ferreira [n. 9 de Junho de 1900- m. 8 de Fevereiro de 1985], ou o Irmão Dostoievski, iniciado a 3 de Fevereiro de 1923 na Loja Renascença, de Lisboa, no GOLU.
 
Refira-se que José Gomes Ferreira era filho de Alexandre Ferreira, “mestre das virtudes republicanas” [cf. JGF], eloquente e generoso republicano, filiado no PRP, vereador da Câmara Municipal de Lisboa em 1916 (pertencendo a várias vereações), deputado (1925-1926), gerente comercial e com uma profunda ligação aos Inválidos do Comércio (que funda em 1929), com dedicada obra no mutualismo e associativismo [veja-se o seu trabalho na/pela Universidade Livre (1911), de onde foi seu Presidente, na organização do Congresso Nacional de Educação (1922), ou, até, como presidente da Academia de Amadores de Música, no Lisboa Ginásio Clube, no trabalho nas Bibliotecas Móveis Infantis para as Escolas Primárias,], foi ele mesmo maçon, tendo sido iniciado na Loja Montanha (de Lisboa), em 1905, com o n.s. de “Verdade”.
 
J.M.M.