Mostrar mensagens com a etiqueta S. Brás de Alportel. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta S. Brás de Alportel. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

CENTENÁRIO DO SANATÓRIO VASCONCELOS PORTO


No próximo dia 8 de Setembro de 2018, realiza-se esta iniciativa evocativa do Centenário do Sanatório Doutor Carlos Vasconcelos Porto a ter lugar no Museu do Traje de S. Brás de Alportel.

Após a cerimónia de abertura com o Presidente da Câmara Municipal de S. Brás de Alportel, da representante da Direcção Regional de Cultura, do Director do Serviço de Pneumologia, do Presidente da Administração Regional de Saúde do Algarve e e do Reitor da Universidade do Algarve.

São conferencistas:
- Vítor Ribeiro e Cristina Fé Santos, O(s) Sanatório(s) de São Brás de Alportel - O caso do Sanatório Vasconcelos Porto;
- Renato Gama; Rosa Costa, Arquitectura Sanatorial: Contribuições a partir do Sanatório Vasconcelos Porto;
- Gisele Sanglard, Filantropia, saúde, sociedade: a construção de uma rede de assistência no Brasil e em Portugal, no início do século XX;

- Graça Serejo, As empresas ferroviárias e a assistência hospitalar;
- José Luís Dória, A assistência hospitalar até ao SNS;

- Fernando Rosas, A "pneumónica" ou a "gripe espanhola" em Portugal (1918/1919);
- Vítor Matos e Ana Luísa Santos, O Arquivo Clínico do Sanatório Vasconcelos Porto - São Brás de Alportel;
- Isabel Palmeirim, A formação em Medicina, os jovens profissionais e a integração na região.

Esta acção é promovida pelo Município de São Brás de Alportel, em parceria com a Administração Regional de Saúde do Algarve, a Direcção Regional de Cultura e a Universidade do Algarve.

A realização deste conjunto de conferências tem o apoio do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA), da Sub-Região de Faro da Ordem dos Médicos, da Secção Regional do Sul da Ordem dos Arquitetos, da CP Comboios de Portugal, do Instituto de Higiene e Medicina Tropical e da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel – Museu do Traje.

A inscrição pode ser feita AQUI.

Com os votos de maior sucesso nesta iniciativa.

A.A.B.M.

sábado, 31 de março de 2018

ALMANACH DE S. BRAZ D’ALPORTEL (ALGARVE)



ALMANACH DE S. BRAZ D’ALPORTEL. Ano I (1893) ao Ano II (1894); Proprietário: João Manuel Rodrigues de Passos; Editor e Redactor: João Manuel Rodrigues de Passos; Impressão: Tipographia do “Recreio” (Rua da Barroca, 109; depois, ano II, Rua do Marechal Saldanha, 59-61), Lisboa; 1892-1893, II numrs

Trata-se da edição de dois curiosos Almanaques, ambos editados por João Manuel Rodrigues de Passos (1856-?), de São Brás de Alportel. A divulgação destes Almanaques locais/regionais são raros e valiosos. Conhecem-se, antes deste(s) Almanach de S. Braz d’Alportel, o Almanaque Curioso do Porto (1803?), muitos e interessantes de Lisboa (a partir de 1806?), a sugestiva Folhinha da Terceira (1831), outra Folhinha a Açoriana Micaelense (1843), o Almanaque de Leiria (1854), o competente Almanaque de Instrução Pública em Portugal de Coimbra (1857), o de Moçambique (1859?), de Aveiro (1862), o de Ponta Delgada (Arquipélago dos Açores, 1864), o Maragato da Terceira (1865), de Goa (1864), o de Margão (da Mocidade, 1868), o Almanaque do tio Brás (Horta, 1872), de Viseu (da Beira, 1872), o Almanaque do Faialense (1872), o Almanaque Insulano (para Açores e madeira, Angra, 1873), o curioso Almanaque Liberal de Coimbra (1875), o magnifico Almanaque da Praia da Figueira (1878), o de Barcelos (do Minho, 1880), de Estremoz (Almanaque Ilustrado, 1884), o de Castro Daire (1888), o Almanaque Estremocense (1889), de Bastorá (de Paredes e Bastorá, 1889?), o de Braga (1893) e o de Montemor-o-Novo (Alentejo, 1884).

Os Almanaques de São Brás de Alportel são “documentos importantes para a história de São Brás de Alportel” [José do Carmo Correia Martins (JCCM), Subsídios para uma Biobibliografia São-Brasense, 2017, p. 169]. De muita “ousadia” e de franco “pioneirismo” regional, o(s) Almanaque de São Brás de Alportel, como habitual assente no seu “kalendário”, tem enigmas, curiosidades e passatempos variados, insere um brevíssima monografia da povoação (Ano 1893) e outras mais anotações antigas sobre São Brás (ver, artigo de Ataíde de Oliveira, Ano 1894), apresenta curiosas secções sobre agricultura, “relações de mercados e feiras de gado em todo o país”, apresenta um artigo sobre João de Deus, supostamente da pena de Bernardo de Passos (Pa …Pi; Ano de 1893, pp. 20-21), replica artigos da “Folha do Povo” e outras mais crónicas a consultar [ver sobre a sua importância, JCCM, ibidem].   


O Almanaque era editado por João Manuel Rodrigues de Passos, natural de São Brás de Alportel. Nascido a 15 de Agosto de 1856, filho de Manuel Rodrigues do Passo e de Inês de Jesus (ibidem). Pertencia à poderosa família Passos, sendo primo paterno de Bernardo Rodrigues de Passos Júnior [1876-1930; poeta, publicista, notável jornalista, republicano e anticlerical, com cargos políticos e administrativos locais e regionais], de Boaventura Rodrigues de Passos [1885-1935; republicano, poeta, escritor, irmão e sócio, com Bernardo, da oficina tipográfica “Regional Editora”, jornalista e director do semanário Ecos do Sul], de Rosalina de Passos [1880-1958; escultora e irmã dos anteriores Passos, tendo reproduzido os seus bustos, bem como, entre outros, o do poeta Cândido Guerreiro] e de Virgínia Passos [1881-1965; pintora]. 
Integrou João Manuel Rodrigues de Passos a primeira geração que “dinamizou” politica e culturalmente São Brás de Alportel [José do Carmo Correia Martins, ibidem, p.168] – a “Barcelona Algarvia”- conjuntamente com o publicista republicano Bernardo Rodrigues de Passos, Sénior [considerado um dos “apóstolos” do republicanismo local], o combativo e intransigente republicano João Rosa Beatriz [1881-1960; comerciante de ferragens e mercearia, carbonário e livre-pensador; integrou a primeira Comissão Paroquial Republicana de S. Brás; foi um dos homens que esteve ao lado de Machado de Santos, na Rotunda, no 5 de Outubro de 1910; pertencia à maçonaria, integrando o triângulo nº189, do GOL, que foi fundado pelo Decreto de 20 de Junho de 1911, como filial da Loja Luís de Camões, de Lisboa; fundador do Batalhão de Voluntários para a Defesa da República (fundamental a repor a ordem no motim de Abril de 1916); elemento dinamizador e reivindicador (acompanhado por Virgílio Passos e José Pereira da Machada) da elevação de S. Brás de Alportel a concelho, conseguindo-o a 1 de Junho de 1914, tendo sido o seu primeiro administrador; vice-cônsul de Portugal em Mazagão; exilou-se após o 28 de Maio de 1926, em Marrocos, onde faleceu], José Pereira da Machada Júnior [farmacêutico e Presidente da Câmara Municipal, em 1916; proprietário da Farmácia Machada Júnior; foi neste estabelecimento que trabalhou, na juventude, o poeta Bernardo de Passos], o importante publicista republicano Júlio Cesar Rosalis [contabilista, fundador do Centro Republicano local; pertenceu ao triângulo maçónico local; foi, em 1911, nomeado governador civil dos Distrito de Faro] e Virgílio de Passos [farmacêutico, republicano, tendo sido nomeado Presidente da Comissão Paroquial Republicana de S. Brás, a 18 de Novembro de 1907; maçon do triângulo maçónico local; era primo do poeta Bernardo de Passos – refira-se que o Triângulo Maçónico de S. Brás de Alportel nº 189, integrava além dos elementos já citados, João de Sousa Uva e Ventura Coelho Vilhena].


João Manuel Rodrigues de Passos foi correspondente do Diário de Notícias e era agente de seguros das Companhias Tagus [fundada em Lisboa, em 1877, com a denominação de Companhia de Seguros Marítimos Tagus, adotando a designação só em 1883] e da Portugal Previdente [1907 – idem, ibidem, p. 168]. Comerciante (proprietário da Loja Progresso), homem culto e defensor intransigente dos interesses locais, ousou editar (1893) os dois Almanaques acima lembrados, que são documentos “importantes para a história de São Brás de Alportel [idem, ibidem).  


[Algumas assinaturas] Colaboração: Annes Baganha, Aleixo Gomes, Alexandrino Flores, “Bengalinha”, Bernardo Roiz de Passos Júnior, Casimiro Dantas, Fialho de Almeida, Hypocrates, J. J. Cyrillo Junior, J. Leonam Sossap, João António Rodrigues de Passos, João de Deus, João Manuel Rodrigues de Passos, João Pimenta, João Xavier de Ataíde de Oliveira, José Bernardo Bonga, José Felix da Cruz, Júlio Teixeira, “Keraunophobuz”, Lima João, Maria Carolina Frederico Crispin (Maria Veleda), Maria Alexandrina, Martinho de Brederode, Mendo d’Athouguia, Nogueira da Carvalho, Pa … Pi [Bernardo de Passos Júnior], Passos Pinto, “Uma Senhora Portuguesa”, Zampironi.
O Almanach de S. Braz D'Alportel AQUI digitalizado.
J.M.M.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

SUBSÍDIOS PARA UMA BIOBIBLIOGRAFIA SÃO-BRASENSE, POR JOSÉ DO CARMO CORREIA MARTINS

Quinta-feira, 20 de Julho de 2017, pelas 18.30h, no Salão Nobre da Câmara Municipal de S. Brás de Alportel, vai ser apresentada ao público a nova obra do Dr. José do Carmo Correia Martins, desta vez dedicada ao tema da biobibliografia sambrasense, tema ainda por desbravar e onde o autor, ao longo de três centenas de páginas vai dando a conhecer os autores, as obras que se referem à terra, imprensa que se publicou no concelho ao longo do tempo e apontamentos de nota sobre o património concelhio.

A obra intitulada Subsídios para uma Biobibliografia são-brasense vai ser apresentada pelo Prof. Doutor José d' Encarnação, 

Abaixo segue o convite para o evento: (Clicar na imagem para aumentar)
Porque o trabalho é sobre um tema aliciante, particularmente para os que como nós apreciam o livro e o seu conteúdo, saber mais sobre os autores, os livros e a imprensa de S. Brás de Alportel revela-se de primordial importância. Além disso, também por motivos de uma amizade e respeito, que se tem construído com o autor da obra, em torno destes temas e outros afins, assumimos com todo o prazer a divulgação deste evento e desejando-lhe o maior sucesso.

A divulgar.

A.A.B.M.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

PROMONTÓRIA. FRAGMENTOS PARA A HISTÓRIA DO TURISMO NO ALGARVE APRESENTADA EM S. BRÁS DE ALPORTEL

Na próxima sexta-feira, dia 15 de Julho de 2016 vai ser apresentado nº 2, da revista Promontória Monográfica. História do Algarve, subordinada ao tema: Fragmentos para a História do Turismo no Algarve. O presente número, como já anteriormente se referiu foi coordenado por Alexandra Rodrigues Gonçalves, António Paulo Dias Oliveira e Cristina Fé Santos.

A sessão, realiza-se no Museu do Traje, em São Brás de Alportel, pelas 18.30 h.

Apresenta a revista Vítor Neto.

Uma iniciativa que se recomenda para todos aqueles que querem saber um pouco mais sobre a evolução do turismo na região portuguesa, que tem grande tradição nesta actividade e que tanta riqueza gera para o País.

A.A.B.M.


quarta-feira, 1 de junho de 2016

AS ENGRENAGENS DO TEMPO: EXPOSIÇÃO E APRESENTAÇÃO DE CATÁLOGO EM SÃO BRÁS DE ALPORTEL

Hoje, em que se assinala o 102º aniversário da fundação do concelho de São Brás de Alportel, em que decorrerão várias iniciativas pela localidade, mas na sexta-feira, dia 3 de Junho de 2016, pelas 18 horas vai ser inaugurada a Exposição As Engrenagens do Tempo e, em simultâneo, a apresentação do catálogo da exposição que procura traçar uma visão histórica e social da localidade entre 1900 e 1930, com alguns dos seus protagonistas, episódios e transformações. O evento decorre no Museu do Trajo, de S. Brás de Alportel.

Pode ler na nota de divulgação do evento na página do municipio de São Brás de Alportel:
Uma visão social de 30 anos da história de São Brás de Alportel

1900-1930

A abertura de uma nova exposição e a apresentação do seu catálogo constitui sempre um momento especial na vida de um Museu. Desta vez demos-lhe o nome de “As Engrenagens do Tempo”, constituindo esta, uma abordagem social das décadas que ladearam o nascimento do concelho de São Brás de Alportel, em 1914, e as suas repercussões nos nossos dias.

A sucessão de lapsos de tempo (1900-1930) apresentados sob a forma de encenações que ocorrem ao longo da exposição, transmitem deliberadamente sensações contraditórias: a harmonia inquieta dos últimos anos da monarquia, os Tempos Revoltos da República e os momentos de euforia pela criação do novo concelho. Ao tempo das trincheiras da Grande Guerra, onde pereceram alguns são-brasenses, sucedem os Tempos de Esperança e Incerteza que, acompanhando a degradação política e económica do país, culminaram na Ditadura e no Estado Novo. Apesar de tudo, uma “engrenagem” relativamente consensual, cronológica, pacífica...

Em determinado momento do longo processo que durou a conceção e montagem da exposição (pouco mais de 1 ano), cerca de uma dezena de jovens artistas plásticos associaram-se ao projeto. Fácil será de perceber que desde então viu-se esfumada a harmonia museológica e instalada a dúvida, a polémica e o confronto. Foi assim, por esta deriva (mais ou menos) cega, que a exposição ganhou novos significados e interpretações, geradores de perplexidades e interrogações que, a nosso ver, constitui um exercício de Museologia Social que há muito exercitamos.

O projeto, a produção e os trabalhos subsequentes devem-se à pequena equipa e aos meios técnicos do próprio Museu a que se juntou um grupo muito vasto de voluntários com competências variadas e uma generosidade sem limites.

O catálogo - o que irá para além do tempo passageiro que durará a exposição é dedicado ao fundador do Museu, o Padre José da Cunha Duarte - que continua a ser, ainda hoje, um dos seus principais sustentáculos.

Quanto ao Museu, os seus últimos anos foram marcados por uma deriva sem destino certo. Este, deixou-se levar pelas suas pessoas que, ignorando definições, foram-lhe descobrindo novas funções, utilidades, conceitos e significados.

À Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel, entidade tutelar, somos devedores da liberdade de ação que sempre nos foi concedida – condição maior para que um museu seja um verdadeiro instrumento de mudança. Da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, sempre o Museu contou com a maior disponibilidade e colaboração.

Texto: Emanuel Sancho

A informação foi retirada DAQUI.

Para conhecer melhor catálogo fica a ficha técnica e o índice do mesmo (Clicar na imagem para aumentar).
Uma iniciativa para a acompanhar  e que se recomenda.

A.A.B.M.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

GESTÃO DA INFORMAÇÃO EM MUSEUS: UMA ABORDAGEM PARA O SEU ESTUDO - CONFERÊNCIA

Realiza-se no próximo sábado, em S. Brás de Alportel, no Museu do Trajo, uma iniciativa Entre Arquivos, com a Dra. Paula Moura, onde se abordará a questão da Gestão da Informação ao nível dos Museus.

O evento realizar-á pelas 15 horas.

Pode ler-se na nota de divulgação do evento:
Esta apresentação tem como objectivo fazer uma abordagem sobre a gestão integrada da informação em contexto museológico – ou utilizando a terminologia internacional – instituições de memória - (quando nos queremos referir a museus, bibliotecas e arquivos), através da presentação das diferentes tipologias de informação que lhe estão associadas, assim as como das necessidades de identificação, das normas e dos procedimentos aquando do seu tratamento.
O recurso às Tecnologias de Informação e Comunicação no meio cultural é igualmente abordado, na medida em que ao digital está associado um valor acrescentado para as organizações, potenciando a integração de todas as tipologias informacionais, agilizando o seu tratamento, controlo, acesso e disponibilização da informação.

Pequena nota sobre a conferencista presente:
Paula Moura é desde 2002 técnica superior de biblioteca e documentação no Museu dos Transportes e Comunicações. Em 1996 finaliza a sua licenciatura em Ciências- Históricas (ramo científico) na Universidade Portucalense. Em Outubro de 2009 concluiu o Mestrado em Gestão da Informação, na Universidade de Aveiro, desenvolvendo a sua dissertação na área da gestão da informação nas organizações culturais.
Entre os anos de 2001-2006 frequentou as pós-graduações em Ciências- Documentais, na variante, bibliotecas e centros de documentação (2001-2003) e, na variante arquivos (2003-2006), na Universidade Portucalense.

Uma actividade que se divulga e a que se deseja os maiores sucessos.

A.A.B.M.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

ALGARVE UM OUTRO OLHAR: ESCRITORES, POETAS E PUBLICISTAS - GENTE QUE PUBLICOU (CICLO DE COLÓQUIOS)

No âmbito das Comemorações do Centenário da Elevação de São Brás de Alportel a concelho, a Biblioteca Municipal Estanco Louro, inicia no próximo sábado, 9 de Maio de 2015, pelas 16.30h, um ciclo de colóquios sobre autores algarvios orientado pelo Dr. José Manuel Varela Pires.

Pode ler-se na nota de divulgação da iniciativa:

A Biblioteca Municipal Dr. Manuel Francisco do Estanco Louro, em São Brás de Alportel, presta homenagem aos grandes nomes da Literatura Algarvia ao acolher o Ciclo de Colóquios orientado pelo Dr. Varela Pires, a iniciar no próximo sábado, dia 9 de maio.


Algarve Literatura: um outro olhar – Escritores, poetas, publicistas- gente que publicou I, dá nome a esta primeira sessão que tem início pelas 16h30, na Sala João Belchior Viegas. Esta primeira abordagem incide nas obras e autores do século XIX e nas primeiras décadas do século XX, durante os quais os ilustres são-brasenses Bernardo de Passos e José Dias Sancho se destacaram em inúmeros jornais da época.

No átrio da Biblioteca Municipal os visitantes podem ainda apreciar, de 5 a 16 de maio, a exposição bibliográfica “Algarve: um outro olhar” composta por um conjunto de livros de autores algarvios da coleção particular do Dr. Correia Martins.

Sob orientação do Dr. Varela Pires, esta iniciativa, integrada nas Comemorações do Centenário do Município, desafia a conhecer melhor a literatura algarvia, um tesouro que vê o seu acesso limitado por questões diversas. Muitas das obras não foram reeditadas, outras excelentes manifestações foram apenas editadas em jornais locais da época, o que dificulta o acesso a estas preciosidades culturais.

Neste âmbito, o Ciclo de Colóquios pretende reviver e mostrar a diversidade de escritores, ensaístas e prosadores que constituem a riqueza da literatura algarvia, numa viagem desde o século XIX até aos dias de hoje.


Sobre o Dr.José Manuel Varela Pires pode dizer-se nasceu em Olhão em 26 de Março de 1952. Estudou no Liceu João de Deus em Faro. Depois parte para Lisboa, onde estuda Medicina. Varela Pires foi médico em várias localidades. Dedica-se também ao jornalismo, colaborando em várias publicações, escritor, crítico literário e conferencista, um regionalista convicto. A par da medicina dedicou-se desde muito jovem a escrever, tendo publicado em inúmeras publicações
- Madeira, Manuel, Simbiose telúrica de fragmentos do ser: reflexos e reflexões poéticas, pref. Varela Pires, Tavira, 2010;
- Cartas poéticas entre António Ramos Rosa e Manuel Madeira, pref. Varela Pires, Faro, 2011;
- Madeira, Manuel, Universo Aberto com trancas à porta - poesia, pref. Varela Pires, Tavira, 2012;
- Miranda, José Honrado, Olhão: a força das marés, pref. Varela Pires, Fafe, 2009;
- Godinho, Miguel, O Tempo por entre as fendas, pref. Varela Pires, Tavira, 2013;

Com os votos do maior sucesso para a iniciativa a todos os títulos louvável.

A.A.B.M.




quarta-feira, 6 de maio de 2015

POUSADA DE SÃO BRÁS (1944-2014)

Na próxima sexta-feira, 8 de Maio de 2015, pelas 18 horas, vai ser apresentada, em São Brás de Alportel, a nova obra de Cristina Fé Santos, desta vez dedicada à Pousada da localidade.

No âmbito das comemorações do Centenário da Elevação de São Brás de Alportel a concelho e assinalando também os 71 anos da inauguração da pousada, foi convidada a neta do homem que esteve presente na inauguração da mesma e um dos responsáveis pela sua construção: António Ferro. Por essa e por outras razões, foi convidada a apresentar a obra a escritora Rita Ferro.

Numa obra de divulgação de âmbito transdisciplinar, Cristina Fé Santos coordena os textos de Marco António Santos, dos arquitectos Miguel Reimão Santos e de Vitor Ribeiro sobre a pousada, as pessoas que nela trabalharam, os dirigentes da mesma, entre outros aspectos. Este empreendimento surge num contexto de expectativa de aumento do turismo e da criação vários estabelecimentos semelhantes em diversas regiões do País que tiveram os seus momentos aureos nos anos 50 e 60 do século XX. Por exemplo, por São Brás passaram personalidades conhecidas das artes, da cultura e da política, tanto nacional como mesmo internacional, que nesta obra ficaram registadas.

A obra, editada pelo Museu do Traje de São Brás de Alportel, conta com a colaboração na coordenação científica de A. Paulo Dias Oliveira.

Para acompanhar com toda a atenção, com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.


quinta-feira, 19 de março de 2015

"A MAÇONARIA E A I REPÚBLICA": CONFERÊNCIA EM SÃO BRÁS DE ALPORTEL

Realiza-se amanhã, 20 de Março de 2015, no Auditório da Escola EB 23 Poeta Bernardo de Passos, pelas 18 horas, no âmbito do Ciclo de Conferências do Centenário.

Aproveitando a realização da Feira do Livro em São Brás de Alportel, o Professor Doutor António Ventura aproveita também para fazer a apresentação da Uma História da Maçonaria em Portugal, na região e a sua influência na criação do concelho em 1914. Lembrando que o triângulo de São Brás de Alportel, nº 189, era composto por Júlio César Rosalis, João Rosa Beatriz, Virgílio Joaquim Rodrigues de Passos, João de Sousa Uva e Ventura Coelho Vilhena, todos eles figuras importantes na fundação do concelho e na região, onde desempenharam diversas funções de relevo, desde presidentes de câmara, governadores civis e deputados.

Uma iniciativa que se divulga com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

SANATÓRIO CARLOS VASCONCELOS PORTO: DOS VELHOS ARQUIVOS AOS NOVOS DADOS SOBRE A TUBERCULOSE PULMONAR - CONFERÊNCIA


CONFERÊNCIA: SANATÓRIO CARLOS VASCONCELOS PORTO: DOS VELHOS ARQUIVOS AOS NOVOS DADOS SOBRE A TUBERCULOSE PULMONAR;

DATA16 de Janeiro de 2015 (17,30 horas);
ORADORES: Ana Luísa Santos; Vítor Matos e Cristina Fé Santos;

LOCAL: Centro de Medicina e Reabilitação do Sul.
ORGANIZAÇÃO: Câmara Municipal de São Brás de Alportel.

No âmbito do Centenário da criação do concelho de São Brás de Alportel vai realizar-se nesta localidade, amanhã 16 de Janeiro, pelas 17.30 horas, a conferência com o cartaz em epígrafe, para analisar os dados de arquivo do Sanatório Vasconcelos Porto.

Este sanatório foi fundado pela Companhia dos Caminhos-de-Ferro Portugueses para combater o problema da tuberculose entre os ferroviários, tendo por patrono Carlos Vasconcelos Porto.

O Sanatório surgiu num contexto de luta contra a tuberculose quando o País tinha níveis de mortalidade por incidência de tuberculose eram de 160, 5 por cada cada 100 000 habitantes, enquanto em 1951 de 133,1. Assim, o Governo, em 1916, autoriza a empresa acima referida a estabelecer sanatórios pelo País. Em Janeiro de 1917, organizaram-se em Faro, vários eventos para angariar fundos para a construção do edifício. A comissão promotora das festas de caridade era constituída por um conjunto de senhoras da sociedade farense presidida por Ana de Bivar Cumano, Henriqueta Cortes Ferreira de Sousa, Maria Nogueira Aguedo, Maria Francisca Sanches Inglês, Maria Isabel do Rio Cochado Martins, Laura de Brito Bivar, Palmira Gomes Monteiro juntamente com Bernardo da Costa Mesquitela, Manuel Dias Monteiro, Emílio Schiappa Roby [Cf. O Algarve AQUI]. Nessa ocasião o poeta João Lúcio fez uma conferência sobre A Caridade, realizaram-se diversas peças teatrais e foi publicado um livro de poesia reunindo trabalhos de vários poetas algarvios, cuja venda reverteu também para a mesma finalidade. Colaboraram na obra Bernardo de Passos, Cândido Guerreiro, José Dias Sancho, Mateus Moreno, Coelho de Carvalho, Raúl Pousão Ramos, Bartolomeu Salazar Moscoso, Júlio Dantas, José Ribeiro Castanho, João Lúcio, Elisa Schiappa Roby, Emílio Schiappa Roby e Bernardo de Mesquitela. A obra tinha por título Coração Algarvio.

Os terrenos para a construção do Sanatório foram vendidos a preço simbólico por Francisca Pires Uva.

As obras de construção do Sanatório ficaram concluídas em Setembro de 1918, tendo sido inaugurado formalmente a 8 desse mês, com a presença de várias autoridades civis e militares que estiveram presentes na sessão [Cf. O Algarve AQUI].

O patrono do sanatório, Carlos Vasconcelos Porto, nasceu em 1862, em Viana do Castelo (Monserrate). Foi oficial do Exército e quadro da Companhia dos Caminhos de Ferro. Colaborou em diversas publicações, em especial nas revistas da Companhia dos Caminhos-de-Ferro  Faleceu no Porto em  2 de Novembro de 1945. [Sobre esta personalidade ver mais em Cristina Fé Santos, "Sanatório Carlos Vasconcelos Porto. Sanatório de uma empresa", Promontória Monográfica. História do Algarve, Centro de Estudos de Património e História do Algarve/Faculdade de Ciências Humanas e Sociais/Universidade do Algarve, Faro, 2013, p. 65-86; Cristina Fé Santos, Sanatório Vasconcelos Porto - São Brás de Alportel, Publicações D. Quixote, Lisboa, 2006.]

Alguns dados sobre o tema da conferência podem ser encontrados no texto dos mesmos autores publicado na revista Promontória Monográfica. História do Algarve, disponível AQUI.

Uma interessante sessão para acompanhar com toda a atenção para quem estiver pelo Algarve e 

A.A.B.M.

domingo, 26 de outubro de 2014

AO ENCONTRO DE BERNARDO DE PASSOS. ENSAIO BIOGRÁFICO, POR JOSÉ DO CARMO CORREIA MARTINS


No próximo dia 29 de Outubro de 2014, no Museu do Trajo, em São Brás de Alportel e inserido no âmbito das comemorações do Centenário da Elevação desta localidade algarvia a concelho, vai ser apresentada uma obra que analisa uma das figuras ilustres da terra: Bernardo Rodrigues de Passos.

Esta obra de cariz biográfico, resulta do trabalho de pesquisa levado a efeito por José do Carmo Correia Martins, onde analisou a figura do poeta e homem das artes como foi Bernardo de Passos. Pode ler-se na nota de divulgação da obra:

Integrado no I Centenário do Concelho de São Brás de Alportel, J. Correia Martins apresenta um livro que relata os aspetos mais importantes da vida de Bernardo de Passos.

Este trabalho encontra-se dividido em quatro partes.

Na primeira parte, contextualiza-se a vida social da família Passos numa aldeia do interior algarvio (São Brás de Alportel), na época turbulenta que antecede a queda da monarquia.
Convém referir que neste contexto o ambiente que se vivia no Algarve era de agitação política e Bernardo de Passos, republicano, de forte inspiração cristã, era um importante ativista em São Brás de Alportel, como tinha sido seu pai e era seu irmão Boaventura.

Na segunda parte, aborda-se a complexidade da conjuntura política e social que antecedeu a criação do Concelho de Alportel e o papel de Bernardo de Passos.

Na terceira parte o autor vai ao encontro da vida profissional e social de Bernardo de Passos em Faro, dando especial atenção ao que dele relataram outros homens de letras, pessoas com quem conviveu e que, em diferentes situações, fizeram parte da sua rede de sociabilidade.

Na quarta e última parte, pretende-se apresentar como o homem e a sua obra foram reconhecidos em pleno Estado Novo e os estudos literários que a sua obra despertou.

Uma obra que se saúda, porque os estudos sobre Bernardo de Passos ainda são poucos e continua a ser uma personalidade pouco conhecida. Conhece-se razoavelmente a sua vertente poética, mas desconhece-se ainda muito do jornalista e do político que lutou pela conquista da autonomia do concelho de S. Brás de Alportel. Bernardo de Passos num percurso feito de incidentes no contexto da I República que o levaram a desempenhar diversas funções públicas, mas quase sempre em funções secundárias. Pouco dado à luta política, era  uma personalidade mais dedicada à pena e ao papel.


A não perder e com os votos do maior sucesso.

[NOTA: Clicar nas imagens para aumentar.]

A.A.B.M.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

SÃO BRÁS DE ALPORTEL E SEUS ILUSTRES - DA AUTONOMIA À LIBERDADE: CONFERÊNCIA

No próximo dia 5 de Outubro de 2014, assinalando o aniversário da implantação da República e no âmbito das comemorações do centenário da elevação de São Brás de Alportel a concelho, realiza-se no salão nobre da Câmara Municipal, a conferência subordinada ao tema: São Brás de Alportel e seus ilustres - da autonomia à Liberdade.

A conferencista é a Doutora Maria João Duarte, que já investigou a questão da criação do concelho por João Rosa Beatriz juntamente com Paulo Pires, e que tem dedicado a sua actividade historiográfica à investigação dos temas algarvios.

A sessão realiza-se às 10.15 h e tem entrada livre.

A não perder.

A.A.B.M.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

ENCONTRO SÃO BRÁS DE ALPORTEL: TRADIÇÕES E MEMÓRIAS


Vai realizar-se em São Brás de Alportel, nos dias 12 e 13 de Setembro de 2014, no âmbito das comemorações do Centenário da Elevação do Concelho, um encontro onde se vão abordar os temas das tradições e memórias deste concelho algarvio.

Organizado em parceria com a Câmara Municipal e Junta de Freguesia de São Brás de Alportel, o Museu do Trajo e a Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve vai ser possível assistir a várias conferências.

Contando na Comissão organizadora com Maria do Rosário Parreira, Tiago Parreira, Custódia Reis, David Gonçalves, António Oliveira e Emanuel Sancho.

No dia 12 de Setembro realizam-se as conferências de:
- José Joaquim Dias Marques: Entre o Barrocal Algarvio e a China: Sobre uma quadra de tradição oral;
- Isabel Cardigos: A presença de São Brás de Alportel no Catálogo de Contos Tradicionais Portugueses;
- Carla Almeida: Folclore e Turismo no Algarve;
- Luís Guerreiro: O Caminho-de-ferro para S. Brás: Atribulações de uma vontade colectiva;
- Paulo Pires: O Património Corticeiro de S. Brás de Alportel;
- Cristina Fé Santos: O Sanatório de São Brás de Alportel.

No dia 13 de Setembro realizam-se as seguintes conferências:
- Jorge Queiroz: Dieta Mediterrânica - Património Cultural e Imaterial da Humanidade da UNESCO e a afirmação da cultura algarvia;
- Maria Manuel Valagão: Património Alimentar do Algarve Interior;
- Sónia Tomé: Património da Água e Desenvolvimento.

Como se pode ver no folheto de divulgação e inscrição, que é gratuita, mas necessária.
O evento é destinado a profissionais e estudantes de património cultural, gestão cultural, história e para todos aqueles que se interessam por Património Cultural algarvio ou História de S. Brás de Alportel.

A inscrição deve ser remetida para:
Encontro São Brás de Alportel: Tradições e Memórias
Rancho Típico Sambrasense
Apartado 106
8150-909 S. Brás de Alportel
ranchotipico@gmail.com

Mais informações podem ser obtidas através dos seguintes contactos:
912 910805
968993920

www.facebook.com/ranchotipico.sambrasense

O programa detalhado pode ser consultado clicando na imagem para aumentar e/ou descarregar.

A acompanhar com todo o interesse, com os votos do maior sucesso para esta iniciativa a ter lugar fora dos centro mais populosos do Algarve.

A.A.B.M.


terça-feira, 3 de junho de 2014

CENTENÁRIO DA FUNDAÇÃO DO CONCELHO DE SÃO BRÁS DE ALPORTEL

Assinalou-se ontem, dia 1 de Junho de 2014, o centenário da publicação da Lei nº 178 (que se pode ver acima clicando na imagem para aumentar), que instituiu a criação do concelho de Alportel, como então se dizia. São Brás de Alportel era até ali a maior freguesia do concelho de Faro onde prosperava a indústria da cortiça.

Lembramos também um dos principais responsáveis pela criação do novo concelho: João Rosa Beatriz, cuja nota biográfica pode ser consultado AQUI.

Outros ilustres sambrasenses se destacavam nesta fase da vida local, de que respigamos alguns exemplos ilustrativos:
- João de Sousa Uva;
- Roberto Nobre, embora ainda muito jovem nesta fase;
- João Viegas Louro Júnior;
- António Martins Sancho;
- Manuel da Silva Barreira Júnior;
- Manuel Dias Sancho;
entre muitos outros...

Sobre a fundação do concelho podem ser encontradas referências interessantes e cuja consulta se recomenda AQUI.

A página oficial das comemorações pode ser consultada AQUI.

Uma efeméride que se saúda com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A REPÚBLICA E A IGREJA NO ALGARVE, PELO Pe. AFONSO DA CUNHA DUARTE


Vai ser apresentado no Museu do Traje Algarvio, em S. Brás de Alportel, no próximo dia 15 de Outubro de 2010, pelas 18 horas, a investigação que o Padre Afonso Cunha realizou sobre a República e a Igreja no Algarve.
Este investigador procurou sobretudo analisar e contextualizar as atitudes e comportamentos registada no Algarve na 1ª República, em particular com a promulgação da lei da separação, que na opinião deste autor "culmina toda a acção levada a cabo durante o período do beneplácito régio".

Pode ler-se na introdução da obra:

“A Igreja no Algarve ao assinalar os cem anos da implantação da República, reflete sobre o que aconteceu e não tem qualquer gesto revindicta ou de protesto tardio por ser sido maltratada, espoliada dos seus bens e da perseguição aos seus membros por ações republicanas jacobinas.(…) Hoje está mais empenhada com o presente e com o futuro."

O Padre Afonso Cunha tem realizado e publicado alguns trabalhos dedicados a esta temática. Iniciou, no ano passado, a publicação de um conjunto de artigos publicados no jornal Folha de Domingo, que podem ser consultados: Aqui, Aqui, Aqui, Aqui, ou Aqui,onde apresenta um conjunto de informações curiosas sobre a região.

Afonso Duarte centra geralmente a sua atenção no concelho de S. Brás de Alportel, embora desta vez tenha alargado a sua análise a todo o Algarve. Entre as suas funções, enquanto eclesiástico destaca-se a actividade como director do Arquivo Diocesano da Diocese do Algarve. Entre as suas publicações destacam-se:
- São Brás de Alportel : memórias, 2 vols, 2005-2008;
- "Outubro de 1910: os são-brasenses descem à cidade", Anais do Município de Faro, vol. XXVI, Faro, Câmara Municipal de Faro, 1996, p. 11-29.

Uma iniciativa a acompanhar.
A.A.B.M.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

ESTUDOS SOBRE A I REPÚBLICA EM S. BRÁS E EM FARO, POR PAULO PIRES


Foi apresentado publicamente no passado sábado o livro de Paulo Pires, intitulado Estudos sobre a I República em S. Brás e Faro, editado pela Câmara Municipal de S. Brás de Alportel. Esta obra vem enriquecida com um conjunto epistolográfico inédito de João Rosa Beatriz, o grande obreiro que conduziu à criação do concelho de S. Brás de Alportel.

Publicam-se vários estudos deste autor, sobre a temática da República, com enfoque nos antecedentes da Revolução e no período que conduziu ao estabelecimento do concelho, bem como o processo que conduziu à separação do concelho de Faro, vejamos alguns dos títulos que compõem a obra:

- Faro versus S.Brás: contexto e evolução sociopolíticos de um «divórcio» polémico (1910-1915)
- A indústria corticeira algarvia e o caso de S.Brás (1900-1916)
- Subsídios para a história das estruturas partidárias e competição eleitoral no concelho de Faro em finais da Monarquia (1906-1910)
- O impacto da reforma pedagógica republicana em Faro e S.Brás (1908-1914).

Uma obra de História Local que merece divulgação junto de todos os interessados. Consideramos enriquecedor para a obra a publicação de alguma epistolografia até aqui inédita de João Rosa Beatriz, que nos suscita curiosidade pessoal.

A.A.B.M.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

BERNARDO DE PASSOS (Parte II)


Porque somos republicanos?
Somos republicanos porque sabemos prezar a nossa dignidade de homens. Um rei é sempre um vexame para a dignidade humana.
Que simboliza, que quer dizer o ceptro do rei? A vara, o bastão deprimento do mando...
O ceptro dum rei é o seu cajado de pastor. Porque para os reis, o povo é um rebanho de gado humano, rebanho de que eles são os guardadores...

(Bernardo de Passos, "República", O Povo Algarvio, Loulé, nº 46, Ano II, 30-07-1910)

O poeta algarvio, pouco reconhecimento obteve a nível nacional, mas encontrou ainda espaço para publicar algumas das suas poesias em publicações de algum interesse.
Assim, encontram-se poesias de Bernardo de Passos, na Águia, Porto, 1-12-1910 a Maio-Junho de 1932, dirigida inicialmente por Álvaro Pinto (até 1921). Nesta revista colaboravam alguns dos homens importantes da República como Jaime Cortesão,Teófilo Braga, Raúl Proença, entre muitos outros.

Colaborou ainda no semanário literário que se publicou em Faro, Alma Lusitana, dirigido por Gonçalves Torres e João Matos, onde colaboraram também: José Dias Sancho, Manuel Caetano de Sousa, Roberto Nobre, José Neves e António do Nascimento. Esta publicação iniciou em 5 de Outubro de 1919 e terminou a 22 de Fevereiro de 1920.

Foi também colaborador da revista Alma Nova, dirigida por Mateus Moreno, primeiro de Faro e mais tarde de Lisboa, que inicia publicação em 20-09-1914 e termina em Dezembro de 1925.

Publicou poemas seus no Boletim da Sociedade Literária de Almeida Garrett, que se editou em Lisboa em 1903, dirigido por Alberto Bessa.

Era um dos colaboradores do semanário olhanense O Cruzeiro do Sul, onde Aquilino Ribeiro publicou os primeiros textos e onde participaram também Cândido Guerreiro, Carlos Pádua, João Lúcio, Francisco Marques da Luz (Marcos Algarve), Maria Carolina Frederico Crispim (Maria Veleda) e Rodrigues Davim. Este semanário publicou 24 números entre 22 de Janeiro de 1903 e 2 de Julho desse ano.

Publicou ainda no semanário Eco Literário de Vila Fraca de Xira (1911), na revista Figueira, da Figueira da Foz, dirigida por Pedro Fernandes Tomás e Eloy do Amaral. Na revista quinzenal de literatura, do Porto, Germinal, dirigida por J. Gonçalves e A. Bastos, entre 1-07-1901 até Julho de 1901. Na consagrada revista Portucale, publicada no Porto sob a direcção de Augusto Martins, Cláudio Basto e Pedro Vitorino. Também na revista literária mensal editada por Cândido Chaves em Lisboa intitulada Renascença(1903).

Finalmente, encontram-se traços da sua poesia na Revista Coimbrã. Era uma publicação comercial de Coimbra que começou a atacar cada vez mais as políticas que se opunham à Monarquia.


Encontram-se alguns contributos interessantes sobre esta personalidade aqui.

A.A.B.M.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

BERNARDO DE PASSOS (Parte I)



Nasceu em S. Brás de Alportel a 29 de Outubro de 1876. Era filho de Bernardo Rodrigues de Passos (também ele republicano e anticlerical, tendo o seu funeral sido realizado de forma civil e envolto em polémica) e de Maria Joaquina Dias de Passos. Seu pai era figura importante entre os artistas algarvios e desenvolvendo também alguma actividade poética, colaborando em diversos jornais da época.

Desde muito jovem começou a colaborar em jornais locais muitas vezes utilizando pseudónimos como Bráz Brazil ou Passos Junior. Era um dos colaboradores regulares de O Povo Algarvio [semanário republicano de Loulé] e desde jovem se afirmou em defesa do Partido Republicano. Colaborou ainda na Província do Algarve, de Tavira; no Correio do Sul, de Faro, entre outros.

Destinado à vida comercial exerceu ainda funções de caixeiro no estabelecimento de João Manuel Rodrigues de Passos e de José Dias Sancho [importantes casas comerciais no Algarve]. Dedicou-se ainda à farmácia, chegando mesmo a ir a Lisboa para a farmácia de António Augusto da Silva Pratas, na rua de S. Bento, para aprender a profissão.

Regressa a S. Brás como ajudante de escrivão do Juízo de Paz e como solicitador, cargos que exerceu até ao amanhecer do regime republicano. Depois da implantação do novo regime foi Administrador do Concelho de Faro e Comissário de Polícia no Algarve. Anos depois é nomeado Chefe da Secretaria da Câmara Municipal de Faro, cargo que desempenhou até ao fim dos seus dias.

Escreveu algumas obras de poesia que estava muito impregnada da ideologia política que defendia. Publicou um panfleto anticlerical A Reacção no Algarve, em 1909. É considerado um dos principais dinamizadores do republicanismo na região algarvia, em particular na sua freguesia, S. Brás de Alportel que foi elevada à categoria de concelho após a implantação da República.

Entre as suas obras destacam-se: Adeus (1902), Grão de Trigo (1908), Portugal na Cruz (1909), Árvore e Ninho, Bandeira da República (1913) e Aldeia em Festa entre outras obras.

Morreu em Faro a 2 de Junho de 1930.