quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025
NO CENTENÁRIO DA UNIVERSIDADE LIVRE DE COIMBRA (1925-2025)
NO CENTENÁRIO DA UNIVERSIDADE LIVRE DE COIMBRA (1925-2025)
DIA: 5 de Fevereiro de 2025 (16,30 horas);
LOCAL: Museu Municipal de Coimbra/Galeria Almedina (Arco de Almedina/Rua Ferreira Borges);
ORGANIZAÇÃO: Grupo de Arqueologia e Arte do Centro (GAAC) | Museu Municipal de Coimbra | CMC
“Na próxima quarta-feira, dia 5 de fevereiro, assinalam-se os 100 anos da fundação da Universidade Livre de Coimbra. Para assinalar a efeméride, o Museu Municipal vai expor na Galeria Almedina do Museu Municipal a exposição “No Centenário da Universidade Livre de Coimbra 1925 – 2025”, organizada pelo GAAC. Pelas 16h30, a cerimónia de inauguração vai contar com a presença do presidente da Câmara Municipal (CM) de Coimbra, José Manuel Silva, do vice-presidente da CM de Coimbra, Francisco Veiga, e do presidente do GAAC, Valdemar Rosas.
A exposição pretende assinalar os oito anos de funcionamento da Universidade Livre de Coimbra (ULC), na Torre de Almedina, de 1925 a 1933. As universidades livres nasceram do ideal civilizador, laico e republicano de promoção social, moral e intelectual das camadas populares. A Universidade Livre, que tinha sede em Coimbra e secções ou delegações em quaisquer localidades, pretendia ser um instituto de educação popular que atuava fora de qualquer escola política ou religiosa e que tinha por função fomentar a cultura e a educação moral e social, promover a aproximação dos trabalhadores manuais e intelectuais e auxiliar a obra de extensão universitária.
Para atingir as suas finalidades, a Universidade Livre propunha-se, de um modo geral, a organizar conferências, cursos, lições, palestras, excursões e viagens de estudo, espetáculos e sessões cinematográficas, festas de caráter educativo, concertos musicais, auxiliar e manter bibliotecas e salas de leitura. Museus de carácter pedagógico, venda e edição de livros, estampas, folhetos e quaisquer outras publicações e colaboração com todas as escolas na realização de uma mais intensa e extensa ação educativa no seio das classes de trabalho manual faziam parte também da sua ação. Os cursos mistos ministrados versaram história, francês, escrituração comercial, botânica, dactilografia, aritmética, num total de 19 especializações.
“No Centenário da Universidade Livre de Coimbra 1925 – 2025” pode ser visitada, gratuitamente, de terça a sexta-feira, das 10h00 às 18h00 e, no fim de semana, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00. A mostra vai estar patente até 23 de março, dando a conhecer documentação, referências e obras produzidas por alguns dos protagonistas e mentores da ULC” [AQUI]
J.M.M.
sábado, 21 de outubro de 2023
CONDEIXENSES PRESOS PELA PIDE: EXPOSIÇÃO
Foi inaugurada hoje, 21 de Outubro de 2023, pelas 17 horas, na Biblioteca Municipal Eng. Jorge Bento, em Condeixa-a-Nova, a Exposição Condeixenses presos pela PIDE.
Com organização do investigador, Dr. Paulo Silva, foi preparada a exposição que se encontra patente na Biblioteca Municipal, onde é possível encontrar várias personalidades que passaram pelos calabouços da polícia política do Estado Novo.
Uma exposição a que se recomenda uma visita nos próximos dias.
Com os votos do maior sucesso!!
A.A.B.M.
quarta-feira, 17 de maio de 2023
[BIBLIOTECA NACIONAL DE PORTUGAL] DE LORETO A SPARTACUS – EXPOSIÇÃO
“ (A)mostra de um percurso
Guiar o visitante desta pequena exposição para que adquira uma
visão clara e estimulante sobre José
Liberato Freire de Carvalho -cujas comemorações dos 250 anos estamos a
encerrar - requer um roteiro sintético e cuidado, tão longa, rica e variada foi
a sua existência e tão longo, rico e variado foi o seu contributo para o
pensamento político oitocentista português. De facto, o percurso de noviço
Crúzio (em que adoptou o nome de José do
Loreto aos 15 anos) até à aceitação do convite para entrar numa loja
maçónica denominada A Fortaleza (com o nome simbólico Spartacus) é simultâneo à viragem do século XVIII para o século
XIX, um tempo de grandes mudanças e convulsões em Portugal e na Europa.
José
Freire de Carvalho nasceu no reinado de D. José e faleceu no de D. Pedro V,
vivendo de 1772 a 1855, da reforma pombalina da Universidade de Coimbra até à
Regeneração. Atravessou o pombalismo e a viradeira, conviveu com os conflitos
religiosos e as novas correntes de pensamento dentro e fora dos conventos, viu
nascer a Academia das Ciências e a Maçonaria. Foram os seus anos de formação,
de estudo e observação, de procura e mutação. O exemplo e convívio com homens
bons como o seu irmão António da
Visitação ou Frei Caetano Brandão,
as leituras dos jornais revolucionários, a reflexão sobre obras maiores do
pensamento da época tiveram uma influência decisiva na construção e
transformação do jovem conimbricense.
Iniciou-se como tradutor para ler os iluministas franceses,
tendo feito imprimir Condillac e a
sua Arte
de Pensar tinha ainda 22 anos; outras traduções ficaram apenas como
manuscritos, para seu proveito pessoal. Seguiu-se Cornélio Tácito, cujos Anais traduziu durante a prisão, e
que constituíram uma inspiração definitiva para a análise e compreensão do
exercício do poder e aumentar o seu ódio à tirania. Nos anos finais da sua
vida, para subsistir, recorreu de novo aos autores estrangeiros, traduzindo
agora romances da moda. Com a morte precoce do seu irmão António, foi convidado a substitui-lo como académico, sendo autor
da apresentação de várias memórias e tendo presidido a várias sessões da Academia Real das Ciências de Lisboa,
de que se viria a desligar voluntariamente por discordância com o seu novo
estatuto. A primeira tradução dos Anais de Tácito foi lida na Academia
em 1813, cujo manuscrito se apresenta. Mais tarde, outras sociedades e
academias, em Portugal e em França, o viriam a consagrar como sócio honorário e
como sócio correspondente.
Cansado de perseguições, clausuras e prisões, aceitou a ajuda de
José Ferreira Pinto Basto,
exilando-se em Londres em 1813, juntando Liberato
ao seu nome e abraçando a atividade de jornalista, primeiro em O
Investigador Português em Inglaterra e mais tarde fundando O
Campeão Português em Londres, poderosas armas de combate ao
absolutismo. Já se tinha iniciado em As Variedades, ainda em Lisboa com
seu irmão António, em 1802 e, tal
foi a importância da escrita na sua vida, refundou O Campeão Português em Lisboa
quando regressou, em 1822. A pedido de Saldanha
aceitou redigir a Gazeta de Lisboa em 1827 e, no seu segundo exílio londrino,
colaborou no Paquete de Portugal em 1829.
Percebendo a importância das suas reflexões e das suas
vivências, deixou um legado de ensaio e memória que viria a ser,
talvez, o seu maior contributo para a história do liberalismo português, pois a
sua interpretação e os relatos fiéis e pormenorizados são imprescindíveis ao
conhecimento e compreensão daquele tempo.
A causa da liberdade e do constitucionalismo viriam a empurrá-lo para uma vida política que nunca desejou na sua forma pública. Foi eleito deputado em quatro ocasiões, aceitando alguns cargos menores de nomeação política, como oficial na secretaria do ministério, administrador na Imprensa Nacional, arquivista e tesoureiro na Câmara dos Pares. Relevante foi a sua participação corno presidente da Comissão de Redacção da Constituição de 1838.
Nos locais onde viveu, José
Liberato frequentou e integrou vários espaços e sociabilidades, fosse o Clube dos Portugueses em Londres
(reunidos na City of London Tavern), os salões
da embaixada portuguesa em Whitechapel ou as sociedades patrióticas que ele próprio fundou e dinamizou em
Lisboa. Mas foram as suas fortes e fiéis amizades que lhe permitiram ter ajudas
fundamentais, quer na sua fuga de Portugal para os exílios, quer na obtenção de
verbas para o jornal O Campeão Português ou mesmo para a
expedição de Saldanha e das tropas
liberais para o Porto, durante as guerras liberais.
Talvez a sua qualidade de
maçon seja a que melhor define e resume a importância e o carácter de José Liberato - o Spartacus da Loja A Fortaleza, que José Agostinho de Macedo referia como a
Loja-mãe, «o pedreiral mosteiro». Além dos importantes convívios com Gomes Freire de Andrade, Bocage, Ferreira de Moura, Araújo e
Castro ou José Falcão Van Zeller,
Liberato foi o primeiro Grande Orador do Grande Oriente Lusitano
e, eventualmente, o redator da Constituição
Maçónica de 1806. Esteve presente quando foi negada a Junot a pretensão da dignidade de Grão-Mestre, cargo que, ainda que
interinamente, ocupou trinta anos mais tarde.
José
Liberato está sepultado no cemitério dos Prazeres no jazigo 886 e a
leitura das suas Memórias da Vida é a recomendação que deixamos aos nossos
visitantes".
[in prospecto da Mostra De Loreto a Spartacus – 250 Anos do nascimento
de José Liberato Freire de Carvalho - BNP]
J.M.M.
sexta-feira, 25 de novembro de 2022
[MUSEU MUNICIPAL DE FARO] – ISOLINO VAZ. UM HOMEM DIFERENTE (1922-1992)
NO CENTENÁRIO DE ISOLINO VAZ (1922-1992)
EXPOSIÇÃO: Isolino Vaz. Um Homem diferente (1922-1992);
DIA: 26 de Novembro de 2022 (17,00 horas);
LOCAL: Museu Municipal de Faro;
“Isolino Vaz. Um Homem Diferente (1922-1992)" é uma Exposição que assinala o centenário do “artista multifacetado, personagem benévola e sensível, apaixonadamente ligado à Arte”. Mestre “Isolino Vaz (Vila Nova de Gaia, 1922 - Lisboa, 1992) foi discípulo de Dórdio Gomes e Joaquim Lopes, e colega de Júlio Pomar, Júlio Resende e Fernando Lanhas na Escola Superior de Belas Artes do Porto, onde se formou em Pintura (1956). Concebeu obras neorrealistas dotadas de sensibilidade e humanismo, em coerência com os seus princípios.
Numa nota autobiográfica
escreveu:
“O povo anónimo, sofredor e humilde na sua
vivência (...), no seu dramático realismo, sempre me emocionou. Pode dizer-se
que toda a trajetória de quanto realizei tem por base a injustiça, a angústia
do homem de rua, a sua luta sem esperança…”
Dedicado pedagogo (na Escola
Soares dos Reis do Porto, na Marquês de Pombal de Lisboa, entre outras),
transmitiu noções artísticas a gerações de jovens, incentivando o percurso
inicial de Álvaro Siza Vieira ou de Joana Vasconcelos. Explorou o desenho, a
pintura, a escultura, a gravura, a cerâmica, entre outras técnicas artísticas,
encontrando refúgio regular na Ilha do Farol (Faro), onde cultivou amizades e
obras de arte.
No âmbito do centenário do artista, a exposição “Isolino Vaz. Um Homem Diferente (1922-1992) ” reaviva a memória do seu notável percurso plástico e oferece a oportunidade de ver, rever ou descobrir obras que se encontram em coleções particulares e que, por isso, raramente podem ser apreciadas. [AQUI e AQUI]
J.M.M.
quinta-feira, 2 de setembro de 2021
[EXPOSIÇÃO & VISITA GUIADA] – A DIÁSPORA DA PALAVRA NA BNP
[EXPOSIÇÃO & VISITA GUIADA] – A DIÁSPORA DA PALAVRA. Obras de Autores Portugueses Impressas fora de Portugal no século XVI(1521-1550)
DIAS: 27 de Julho a 16 Setembro 2021;
LOCAL: Biblioteca Nacional de Portugal [Sala de
Exposições, piso 3]
VISITA GUIADA
DIA: 9 de Setembro 2021 (16,00 Horas);
VISITA GUIADA pelo prof. João Alves Dias;
► “A cultura
portuguesa no século XVI conheceu o mundo. Muitas são as obras escritas por
portugueses – de grandes livros a pequenos textos, passando por poemas isolados
– que foram impressas além-fronteiras. Umas acompanharam a diáspora dos seus
autores, outras foram aí produzidas por razões económicas ou por interesse dos
locais nos escritos desses portugueses – uns vivos, outros mortos.
Mas quantos, onde, quando, de quem, por quem
e para quem? Que temas abordavam e que línguas foram
utilizadas?
Para responder a estas questões, João Alves Dias elaborou um projeto de
investigação que consiste no levantamento das obras de autores portugueses –
porque nascidos em Portugal – impressas entre 1501 e 1600, fora das fronteiras
territoriais lusitanas. Este levantamento, que se prevê se prolongue até 2027,
será periodicamente divulgado na Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), com a exposição de livros escolhidos de
entre os exemplares estudados que se encontram nas coleções à guarda da BNP e
da Biblioteca Pública de Évora.
Depois de uma primeira mostra, que se ocupou
das duas primeiras décadas, segue-se esta – realizada com a colaboração de Pedro Mesquita – em que se apresenta uma seleção
do que foi produzido durante as décadas de vinte, trinta e quarenta do século
XVI. Se acaso não for maior – em quantidade – a obra impressa produzida por
autores portugueses fora de Portugal, tem um valor idêntico à produzida
intramuros e não pode ser ignorada.
Nem tudo o que é referenciado e exposto
constitui obra de tomo; alguma dessa produção pode ser considerada apenas uma
pequena peça de «adorno» que só viveu, sobreviveu e é hoje conhecida e
referenciada, porque «parasitou» uma outra obra, essa sim na época mais
importante – como é o caso das pequenas poesias (ou dos epigramas) escritos por
Aires Barbosa ou Diogo Pires não esquecendo os de Ângelo André de Resende publicados em
conjunto com outros escritores”
[AQUI – sublinhados, nossos]
J.M.M.
domingo, 22 de novembro de 2020
[CATÁLOGO] UM SÉCULO (CON)DEIXAS, LIBERDADE E BONS COSTUMES
CATÁLOGO/LIVRO: Um Século (Con)Deixas,
Liberdade e Bons Costumes. Colecção Aires B. Henriques | Museu da República e
Maçonaria
AUTOR: Aires B. Henriques;
TEXTOS de: Nuno Moita da Costa | Liliana Marques Pimentel | António Lopes
EDIÇÃO: C. M. de Condeixa, Casa dos
Arcos, POROS, Museu Villa Isaura;
Trata-se aqui do magnifico
Catálogo da Exposição “Um Século (Con)Deixas, Liberdade e Bons Costumes”, que
foi apresentada no passado 5 de Outubro em Condeixa, e que mostra um acervo notável
de peças, livros e documentos de interesse republicano e maçónico, todas pertença
de Aires B. Henriques e do seu Museu da República e da Maçonaria, situado na
Villa Isaura, Troviscais, Pedrogão Grande.
► “Uma palavra prévia
para os organizadores desta exposição: a Câmara Municipal de Condeixa, terra de
tradições de Liberdade, e o Museu Republica e Maçonaria, detentor de uma das
mais belas coleções dedicadas à Maçonaria e à República, na qual se incluem objetos
de raridade assinalável e de comprovado valor histórico e simbólico. Uma
exposição de objetos maçónicos é um ato de cultura por dois motivos principais:
em primeiro lugar por divulgar uma forma de pensamento filosófico e de atitude
cívica que remonta ao período iluminista do século XVIII; em segundo lugar
porque, recorrendo às ideias mestras da Maçonaria, representa um contributo
cívico importante. Soma-se a isto o esclarecimento dado a este assunto,
contribuindo para afastar ideias erradas e mitos, acidentais ou fabricados. Por
isso é, para todos os interessados por este tema, um motivo de satisfação e a
oportunidade de ver objetos que, por norma, estão em recato nas reuniões
maçónicas. Por outro lado, cumulativamente, compreender a Maçonaria significa
compreender alguns factos da História portuguesa, do relacionamento entre os
seus protagonistas ou da influência que a legislação, o ensino ou os costumes
tiveram nos tempos atuais.
Sobre a Maçonaria,
um documento com data de 1931 classifica esta de forma tão curiosa como exata,
referindo que é uma associação diversa de outras associações, que "não é
política porque o seu programa não visa a administração de um Estado; não é uma
organização partidária que vise os interesses de uns, nem pode aliar-se com
este ou aquele partido, com este ou aquele governo, pois de todos os partidos e
de todos os governos ela pode esperar ou receber auxílio; não é uma associação
revolucionária que deseja a revolução violenta, mas sim a revolução da ideia,
pela palavra pela escrita e pelo exempto”. Quer isto dizer que a tradição
maçónica determina que não se discuta política e religião no sentido
comparativo do termo. Mais, valorizando o confronto de ideias e a liberdade de
pensamento, apela à tolerância e à diferença, segundo um método que é o ritual
e um sistema que é o rito, colocando uma particular ênfase na disseminação
desses valeres e na formação de cidadãos livres, participativos no todo social
e conscientes dos seus direitos e deveres.
Ao reunir em
exposição um conjunto de objetos que são usados ritualmente, apresentados segundo
um conceito expositivo acessível, permite-se compreender a sua função e o seu
significado. A sua compreensão remete-nos para o papel do símbolo, recurso da
instrução maçónica, nele se encontrando condensados os valores morais da
Maçonaria ou, por outras palavras, a forma de linguagem usada por ela. Por isso
também não encontramos símbolos exclusivamente maçónicos, mas antes símbolos
com um significado maçónico. Ou seja, símbolos que foram usados pelas
corporações de pedreiros ou pela Igreja, que nesse contexto tinham um dado
significado, que no contexto maçónico têm um significado diferente ou
semelhante. Símbolos que representam uma forma de transmissão apenas acessível
aos iniciados e, entre estes, escalonada segundo o percurso maçónico de cada um.
Por tudo isto poderíamos também afirmar que o simbolismo é a alma da Maçonaria,
onde as lendas evocadas nos remetem para um imaginário com sugestões mais ou
menos claras de ordem moral e filosófica, e é a representação visível de ume
ideia que transcende aquele momento e aquele espaço.
Nem sempre as
decorações e objetos maçónicos tiveram o uso e a exuberância que hoje
conhecemos. Se uns remontam às primeiras práticas maçónicas modernas, outros
datam do século XIX ou ganharam sofisticação a partir de meados desse século,
tornando-se preciosos auxiliares do ritual. Os objetos agora apresentados são
também uma forma de afirmação pessoal e política de vincar um pensamento ou a
dedicação e identificação de ideias e valores. A maior ou menor decoração de um
avental, a virtuosidade do talhe no vidro de um copo ou a beleza decorativa de
um estandarte são formas de demonstrar uma atitude e uma paixão pele Ordem
maçónica.
Os símbolos associados a estes objetos representam uma forma de transmissão apenas acessível aos iniciados e, entre estes, escalonada segundo o percurso maçónico de cada um. Fazendo parte do património cultural da Maçonaria, os objetos aqui apresentados remetem-nos para diversos momentos do ritual ou do funcionamento administrativo das Lojas, falam-nos do papel da Maçonaria na História do país e do papel de cada maçom na vida da sua Loja. Por isso se torna difícil definir o que é a Maçonaria, onde se junta uma componente do sentir individual que é diferente de pessoa para pessoa, com uma dimensão espiritual e filosófica, com uma preocupação intelectual e social. Ao maçom, recém iniciado ou não, cabe então conduzir a sua vida no sentido de lhe conferir o equilibro da Razão e do coração, respeitar a diferença do outro e amar a Liberdade. Deve conhecer-se a si próprio, atribuir significado ao oculto e admitir que há conhecimentos que vão para além do imediato num caminho de permanente aperfeiçoamento. O recurso ao símbolo e aos objetos a ele associados é uma forma de "revelar uma realidade total, inacessível através dos restantes meios de conhecimento”, não esquecendo que eles conservam una raiz primordial de significado que fazem deles um elemento unificador e uma afirmação simultaneamente psicológica e intelectual com caráter distintivo”
Dr. Antonio Lopes, Ex-Director do Museu Maçónico Português e Director da revista "Grémio Lusitano", in Prefácio - sublinhados nossos.
J.M.M.
segunda-feira, 7 de setembro de 2020
FERNANDO NAMORA CARICATURISTA
APRESENTAÇÃO DO CATÁLOGO
AUTOR: Paulo Marques da Silva
TÍTULO: Fernando Namora Caricaturista
DATA: 12 de Setembro
LOCAL: Museu PORO's - Condeixa-a-Nova
HORA: 17 Horas
Segue-se a inauguração da Exposição alusiva às caricaturas desenhadas por Fernando Namora e localizadas pelo autor do Catálogo e responsável pela organização da mostra.
A.A.B.M.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2020
[COIMBRA] JAIME CORTESÃO: CORRESPONDÊNCIA DO EXÍLIO COM O IRMÃO ARMANDO – EXPOSIÇÃO/MOSTRA DOCUMENTAL
A troca de correspondência durante a ditadura não se apresentava fácil, sendo por vezes necessário recorrer a artifícios de contorno da censura. Ao longo desta viagem que vos propomos fazer, é possível contactar diretamente com a dimensão humana da sobrevivência e da separação de dois irmãos, a partir do exílio.
De entrada livre, estará disponível até finais de fevereiro”
sábado, 9 de novembro de 2019
[FIGUEIRA DA FOZ – EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS] ESCRITORES. MEMÓRIAS E OLHARES
ORGANIZAÇÃO: CMFF | CAE | Apoio da APE ! Antena 1
segunda-feira, 21 de outubro de 2019
EXPOSIÇÃO – BEJA REPUBLICANA
LOCAL: Centro Unesco para a Salvaguarda do Património Cultural e Imaterial de Beja [Rua do Sembrano, 78], Beja;
ORGANIZAÇÃO: Câmara Municipal de Beja - coord. de Constantino Piçarra (IHC-U.N.L).



























