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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

NO CENTENÁRIO DA UNIVERSIDADE LIVRE DE COIMBRA (1925-2025)

 

NO CENTENÁRIO DA UNIVERSIDADE LIVRE DE COIMBRA (1925-2025)

DIA: 5 de Fevereiro de 2025 (16,30 horas);

LOCAL: Museu Municipal de Coimbra/Galeria Almedina (Arco de Almedina/Rua Ferreira Borges);

ORGANIZAÇÃO: Grupo de Arqueologia e Arte do Centro (GAAC) | Museu Municipal de Coimbra | CMC 

“Na próxima quarta-feira, dia 5 de fevereiro, assinalam-se os 100 anos da fundação da Universidade Livre de Coimbra. Para assinalar a efeméride, o Museu Municipal vai expor na Galeria Almedina do Museu Municipal a exposição “No Centenário da Universidade Livre de Coimbra 1925 – 2025”, organizada pelo GAAC. Pelas 16h30, a cerimónia de inauguração vai contar com a presença do presidente da Câmara Municipal (CM) de Coimbra, José Manuel Silva, do vice-presidente da CM de Coimbra, Francisco Veiga, e do presidente do GAAC, Valdemar Rosas.

A exposição pretende assinalar os oito anos de funcionamento da Universidade Livre de Coimbra (ULC), na Torre de Almedina, de 1925 a 1933. As universidades livres nasceram do ideal civilizador, laico e republicano de promoção social, moral e intelectual das camadas populares. A Universidade Livre, que tinha sede em Coimbra e secções ou delegações em quaisquer localidades, pretendia ser um instituto de educação popular que atuava fora de qualquer escola política ou religiosa e que tinha por função fomentar a cultura e a educação moral e social, promover a aproximação dos trabalhadores manuais e intelectuais e auxiliar a obra de extensão universitária.

Para atingir as suas finalidades, a Universidade Livre propunha-se, de um modo geral, a organizar conferências, cursos, lições, palestras, excursões e viagens de estudo, espetáculos e sessões cinematográficas, festas de caráter educativo, concertos musicais, auxiliar e manter bibliotecas e salas de leitura. Museus de carácter pedagógico, venda e edição de livros, estampas, folhetos e quaisquer outras publicações e colaboração com todas as escolas na realização de uma mais intensa e extensa ação educativa no seio das classes de trabalho manual faziam parte também da sua ação. Os cursos mistos ministrados versaram história, francês, escrituração comercial, botânica, dactilografia, aritmética, num total de 19 especializações.

No Centenário da Universidade Livre de Coimbra 1925 – 2025” pode ser visitada, gratuitamente, de terça a sexta-feira, das 10h00 às 18h00 e, no fim de semana, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00. A mostra vai estar patente até 23 de março, dando a conhecer documentação, referências e obras produzidas por alguns dos protagonistas e mentores da ULC” [AQUI]

J.M.M.

sábado, 21 de outubro de 2023

CONDEIXENSES PRESOS PELA PIDE: EXPOSIÇÃO


 Foi inaugurada hoje, 21 de Outubro de 2023, pelas 17 horas, na Biblioteca Municipal Eng. Jorge Bento, em Condeixa-a-Nova, a Exposição Condeixenses presos pela PIDE.

Com organização do investigador, Dr. Paulo Silva, foi preparada a exposição que se encontra patente na Biblioteca Municipal, onde é possível encontrar várias personalidades que passaram pelos calabouços da polícia política do Estado Novo.

Uma exposição a que se recomenda uma visita nos próximos dias.

Com os votos do maior sucesso!!

A.A.B.M.

quarta-feira, 17 de maio de 2023

[BIBLIOTECA NACIONAL DE PORTUGAL] DE LORETO A SPARTACUS – EXPOSIÇÃO

 


EXPOSIÇÃO: De Loreto a Spartacus;
MOSTRA: 15 de Maio a 1 de Setembro 2023

“ (A)mostra de um percurso

Guiar o visitante desta pequena exposição para que adquira uma visão clara e estimulante sobre José Liberato Freire de Carvalho -cujas comemorações dos 250 anos estamos a encerrar - requer um roteiro sintético e cuidado, tão longa, rica e variada foi a sua existência e tão longo, rico e variado foi o seu contributo para o pensamento político oitocentista português. De facto, o percurso de noviço Crúzio (em que adoptou o nome de José do Loreto aos 15 anos) até à aceitação do convite para entrar numa loja maçónica denominada A Fortaleza (com o nome simbólico Spartacus) é simultâneo à viragem do século XVIII para o século XIX, um tempo de grandes mudanças e convulsões em Portugal e na Europa.

José Freire de Carvalho nasceu no reinado de D. José e faleceu no de D. Pedro V, vivendo de 1772 a 1855, da reforma pombalina da Universidade de Coimbra até à Regeneração. Atravessou o pombalismo e a viradeira, conviveu com os conflitos religiosos e as novas correntes de pensamento dentro e fora dos conventos, viu nascer a Academia das Ciências e a Maçonaria. Foram os seus anos de formação, de estudo e observação, de procura e mutação. O exemplo e convívio com homens bons como o seu irmão António da Visitação ou Frei Caetano Brandão, as leituras dos jornais revolucionários, a reflexão sobre obras maiores do pensamento da época tiveram uma influência decisiva na construção e transformação do jovem conimbricense.

Iniciou-se como tradutor para ler os iluministas franceses, tendo feito imprimir Condillac e a sua Arte de Pensar tinha ainda 22 anos; outras traduções ficaram apenas como manuscritos, para seu proveito pessoal. Seguiu-se Cornélio Tácito, cujos Anais traduziu durante a prisão, e que constituíram uma inspiração definitiva para a análise e compreensão do exercício do poder e aumentar o seu ódio à tirania. Nos anos finais da sua vida, para subsistir, recorreu de novo aos autores estrangeiros, traduzindo agora romances da moda. Com a morte precoce do seu irmão António, foi convidado a substitui-lo como académico, sendo autor da apresentação de várias memórias e tendo presidido a várias sessões da Academia Real das Ciências de Lisboa, de que se viria a desligar voluntariamente por discordância com o seu novo estatuto. A primeira tradução dos Anais de Tácito foi lida na Academia em 1813, cujo manuscrito se apresenta. Mais tarde, outras sociedades e academias, em Portugal e em França, o viriam a consagrar como sócio honorário e como sócio correspondente.

Cansado de perseguições, clausuras e prisões, aceitou a ajuda de José Ferreira Pinto Basto, exilando-se em Londres em 1813, juntando Liberato ao seu nome e abraçando a atividade de jornalista, primeiro em O Investigador Português em Inglaterra e mais tarde fundando O Campeão Português em Londres, poderosas armas de combate ao absolutismo. Já se tinha iniciado em As Variedades, ainda em Lisboa com seu irmão António, em 1802 e, tal foi a importância da escrita na sua vida, refundou O Campeão Português em Lisboa quando regressou, em 1822. A pedido de Saldanha aceitou redigir a Gazeta de Lisboa em 1827 e, no seu segundo exílio londrino, colaborou no Paquete de Portugal em 1829.

Percebendo a importância das suas reflexões e das suas vivências, deixou um legado de ensaio e memória que viria a ser, talvez, o seu maior contributo para a história do liberalismo português, pois a sua interpretação e os relatos fiéis e pormenorizados são imprescindíveis ao conhecimento e compreensão daquele tempo.

A causa da liberdade e do constitucionalismo viriam a empurrá-lo para uma vida política que nunca desejou na sua forma pública. Foi eleito deputado em quatro ocasiões, aceitando alguns cargos menores de nomeação política, como oficial na secretaria do ministério, administrador na Imprensa Nacional, arquivista e tesoureiro na Câmara dos Pares. Relevante foi a sua participação corno presidente da Comissão de Redacção da Constituição de 1838.

Nos locais onde viveu, José Liberato frequentou e integrou vários espaços e sociabilidades, fosse o Clube dos Portugueses em Londres (reunidos na City of London Tavern), os salões da embaixada portuguesa em Whitechapel ou as sociedades patrióticas que ele próprio fundou e dinamizou em Lisboa. Mas foram as suas fortes e fiéis amizades que lhe permitiram ter ajudas fundamentais, quer na sua fuga de Portugal para os exílios, quer na obtenção de verbas para o jornal O Campeão Português ou mesmo para a expedição de Saldanha e das tropas liberais para o Porto, durante as guerras liberais.


Talvez a sua qualidade de maçon seja a que melhor define e resume a importância e o carácter de José Liberato - o Spartacus da Loja A Fortaleza, que José Agostinho de Macedo referia como a Loja-mãe, «o pedreiral mosteiro». Além dos importantes convívios com Gomes Freire de Andrade, Bocage, Ferreira de Moura, Araújo e Castro ou José Falcão Van Zeller, Liberato foi o primeiro Grande Orador do Grande Oriente Lusitano e, eventualmente, o redator da Constituição Maçónica de 1806. Esteve presente quando foi negada a Junot a pretensão da dignidade de Grão-Mestre, cargo que, ainda que interinamente, ocupou trinta anos mais tarde.

José Liberato está sepultado no cemitério dos Prazeres no jazigo 886 e a leitura das suas Memórias da Vida é a recomendação que deixamos aos nossos visitantes".

[in prospecto da Mostra De Loreto a Spartacus – 250 Anos do nascimento de José Liberato Freire de Carvalho - BNP]

J.M.M.

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

[MUSEU MUNICIPAL DE FARO] – ISOLINO VAZ. UM HOMEM DIFERENTE (1922-1992)

 


NO CENTENÁRIO DE ISOLINO VAZ (1922-1992)


EXPOSIÇÃO: Isolino Vaz. Um Homem diferente (1922-1992);

DIA: 26 de Novembro de 2022 (17,00 horas);

LOCAL: Museu Municipal de Faro;

Isolino Vaz. Um Homem Diferente (1922-1992)" é uma Exposição que assinala o centenário do “artista multifacetado, personagem benévola e sensível, apaixonadamente ligado à Arte”. Mestre “Isolino Vaz (Vila Nova de Gaia, 1922 - Lisboa, 1992) foi discípulo de Dórdio Gomes e Joaquim Lopes, e colega de Júlio Pomar, Júlio Resende e Fernando Lanhas na Escola Superior de Belas Artes do Porto, onde se formou em Pintura (1956). Concebeu obras neorrealistas dotadas de sensibilidade e humanismo, em coerência com os seus princípios.

Numa nota autobiográfica escreveu:

“O povo anónimo, sofredor e humilde na sua vivência (...), no seu dramático realismo, sempre me emocionou. Pode dizer-se que toda a trajetória de quanto realizei tem por base a injustiça, a angústia do homem de rua, a sua luta sem esperança…”

Dedicado pedagogo (na Escola Soares dos Reis do Porto, na Marquês de Pombal de Lisboa, entre outras), transmitiu noções artísticas a gerações de jovens, incentivando o percurso inicial de Álvaro Siza Vieira ou de Joana Vasconcelos. Explorou o desenho, a pintura, a escultura, a gravura, a cerâmica, entre outras técnicas artísticas, encontrando refúgio regular na Ilha do Farol (Faro), onde cultivou amizades e obras de arte.

No âmbito do centenário do artista, a exposição “Isolino Vaz. Um Homem Diferente (1922-1992) ” reaviva a memória do seu notável percurso plástico e oferece a oportunidade de ver, rever ou descobrir obras que se encontram em coleções particulares e que, por isso, raramente podem ser apreciadas. [AQUI e AQUI]

J.M.M.

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

[EXPOSIÇÃO & VISITA GUIADA] – A DIÁSPORA DA PALAVRA NA BNP

 


[EXPOSIÇÃO & VISITA GUIADA] – A DIÁSPORA DA PALAVRA. Obras de Autores Portugueses Impressas fora de Portugal no século XVI(1521-1550)

DIAS: 27 de Julho a 16 Setembro 2021;

LOCAL: Biblioteca Nacional de Portugal [Sala de Exposições, piso 3]


VISITA GUIADA

DIA: 9 de Setembro 2021 (16,00 Horas);

VISITA GUIADA pelo prof. João Alves Dias;

 

► “A cultura portuguesa no século XVI conheceu o mundo. Muitas são as obras escritas por portugueses – de grandes livros a pequenos textos, passando por poemas isolados – que foram impressas além-fronteiras. Umas acompanharam a diáspora dos seus autores, outras foram aí produzidas por razões económicas ou por interesse dos locais nos escritos desses portugueses – uns vivos, outros mortos.

Mas quantos, onde, quando, de quem, por quem e para quem? Que temas abordavam e que línguas foram utilizadas?

Para responder a estas questões, João Alves Dias elaborou um projeto de investigação que consiste no levantamento das obras de autores portugueses – porque nascidos em Portugal – impressas entre 1501 e 1600, fora das fronteiras territoriais lusitanas. Este levantamento, que se prevê se prolongue até 2027, será periodicamente divulgado na Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), com a exposição de livros escolhidos de entre os exemplares estudados que se encontram nas coleções à guarda da BNP e da Biblioteca Pública de Évora.

Depois de uma primeira mostra, que se ocupou das duas primeiras décadas, segue-se esta – realizada com a colaboração de Pedro Mesquita – em que se apresenta uma seleção do que foi produzido durante as décadas de vinte, trinta e quarenta do século XVI. Se acaso não for maior – em quantidade – a obra impressa produzida por autores portugueses fora de Portugal, tem um valor idêntico à produzida intramuros e não pode ser ignorada.

Nem tudo o que é referenciado e exposto constitui obra de tomo; alguma dessa produção pode ser considerada apenas uma pequena peça de «adorno» que só viveu, sobreviveu e é hoje conhecida e referenciada, porque «parasitou» uma outra obra, essa sim na época mais importante – como é o caso das pequenas poesias (ou dos epigramas) escritos por Aires Barbosa ou Diogo Pires não esquecendo os de Ângelo André de Resende publicados em conjunto com outros escritores”

[AQUI – sublinhados, nossos]

J.M.M.

domingo, 22 de novembro de 2020

[CATÁLOGO] UM SÉCULO (CON)DEIXAS, LIBERDADE E BONS COSTUMES

 


CATÁLOGO/LIVRO: Um Século (Con)Deixas, Liberdade e Bons Costumes. Colecção Aires B. Henriques | Museu da República e Maçonaria

AUTOR: Aires B. Henriques;

TEXTOS de: Nuno Moita da Costa | Liliana Marques Pimentel | António Lopes

EDIÇÃO: C. M. de Condeixa, Casa dos Arcos, POROS, Museu Villa Isaura;

Trata-se aqui do magnifico Catálogo da ExposiçãoUm Século (Con)Deixas, Liberdade e Bons Costumes”, que foi apresentada no passado 5 de Outubro em Condeixa, e que mostra um acervo notável de peças, livros e documentos de interesse republicano e maçónico, todas pertença de Aires B. Henriques e do seu Museu da República e da Maçonaria, situado na Villa Isaura, Troviscais, Pedrogão Grande.   

“Uma palavra prévia para os organizadores desta exposição: a Câmara Municipal de Condeixa, terra de tradições de Liberdade, e o Museu Republica e Maçonaria, detentor de uma das mais belas coleções dedicadas à Maçonaria e à República, na qual se incluem objetos de raridade assinalável e de comprovado valor histórico e simbólico. Uma exposição de objetos maçónicos é um ato de cultura por dois motivos principais: em primeiro lugar por divulgar uma forma de pensamento filosófico e de atitude cívica que remonta ao período iluminista do século XVIII; em segundo lugar porque, recorrendo às ideias mestras da Maçonaria, representa um contributo cívico importante. Soma-se a isto o esclarecimento dado a este assunto, contribuindo para afastar ideias erradas e mitos, acidentais ou fabricados. Por isso é, para todos os interessados por este tema, um motivo de satisfação e a oportunidade de ver objetos que, por norma, estão em recato nas reuniões maçónicas. Por outro lado, cumulativamente, compreender a Maçonaria significa compreender alguns factos da História portuguesa, do relacionamento entre os seus protagonistas ou da influência que a legislação, o ensino ou os costumes tiveram nos tempos atuais.

Sobre a Maçonaria, um documento com data de 1931 classifica esta de forma tão curiosa como exata, referindo que é uma associação diversa de outras associações, que "não é política porque o seu programa não visa a administração de um Estado; não é uma organização partidária que vise os interesses de uns, nem pode aliar-se com este ou aquele partido, com este ou aquele governo, pois de todos os partidos e de todos os governos ela pode esperar ou receber auxílio; não é uma associação revolucionária que deseja a revolução violenta, mas sim a revolução da ideia, pela palavra pela escrita e pelo exempto”. Quer isto dizer que a tradição maçónica determina que não se discuta política e religião no sentido comparativo do termo. Mais, valorizando o confronto de ideias e a liberdade de pensamento, apela à tolerância e à diferença, segundo um método que é o ritual e um sistema que é o rito, colocando uma particular ênfase na disseminação desses valeres e na formação de cidadãos livres, participativos no todo social e conscientes dos seus direitos e deveres.

Ao reunir em exposição um conjunto de objetos que são usados ritualmente, apresentados segundo um conceito expositivo acessível, permite-se compreender a sua função e o seu significado. A sua compreensão remete-nos para o papel do símbolo, recurso da instrução maçónica, nele se encontrando condensados os valores morais da Maçonaria ou, por outras palavras, a forma de linguagem usada por ela. Por isso também não encontramos símbolos exclusivamente maçónicos, mas antes símbolos com um significado maçónico. Ou seja, símbolos que foram usados pelas corporações de pedreiros ou pela Igreja, que nesse contexto tinham um dado significado, que no contexto maçónico têm um significado diferente ou semelhante. Símbolos que representam uma forma de transmissão apenas acessível aos iniciados e, entre estes, escalonada segundo o percurso maçónico de cada um. Por tudo isto poderíamos também afirmar que o simbolismo é a alma da Maçonaria, onde as lendas evocadas nos remetem para um imaginário com sugestões mais ou menos claras de ordem moral e filosófica, e é a representação visível de ume ideia que transcende aquele momento e aquele espaço.

Nem sempre as decorações e objetos maçónicos tiveram o uso e a exuberância que hoje conhecemos. Se uns remontam às primeiras práticas maçónicas modernas, outros datam do século XIX ou ganharam sofisticação a partir de meados desse século, tornando-se preciosos auxiliares do ritual. Os objetos agora apresentados são também uma forma de afirmação pessoal e política de vincar um pensamento ou a dedicação e identificação de ideias e valores. A maior ou menor decoração de um avental, a virtuosidade do talhe no vidro de um copo ou a beleza decorativa de um estandarte são formas de demonstrar uma atitude e uma paixão pele Ordem maçónica.

Os símbolos associados a estes objetos representam uma forma de transmissão apenas acessível aos iniciados e, entre estes, escalonada segundo o percurso maçónico de cada um. Fazendo parte do património cultural da Maçonaria, os objetos aqui apresentados remetem-nos para diversos momentos do ritual ou do funcionamento administrativo das Lojas, falam-nos do papel da Maçonaria na História do país e do papel de cada maçom na vida da sua Loja. Por isso se torna difícil definir o que é a Maçonaria, onde se junta uma componente do sentir individual que é diferente de pessoa para pessoa, com uma dimensão espiritual e filosófica, com uma preocupação intelectual e social. Ao maçom, recém iniciado ou não, cabe então conduzir a sua vida no sentido de lhe conferir o equilibro da Razão e do coração, respeitar a diferença do outro e amar a Liberdade. Deve conhecer-se a si próprio, atribuir significado ao oculto e admitir que há conhecimentos que vão para além do imediato num caminho de permanente aperfeiçoamento. O recurso ao símbolo e aos objetos a ele associados é uma forma de "revelar uma realidade total, inacessível através dos restantes meios de conhecimento”, não esquecendo que eles conservam una raiz primordial de significado que fazem deles um elemento unificador e uma afirmação simultaneamente psicológica e intelectual com caráter distintivo”

Dr. Antonio Lopes, Ex-Director do Museu Maçónico Português e Director da revista "Grémio Lusitano", in Prefácio - sublinhados nossos. 

J.M.M.

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

FERNANDO NAMORA CARICATURISTA


APRESENTAÇÃO DO CATÁLOGO

AUTOR: Paulo Marques da Silva

TÍTULO: Fernando Namora Caricaturista

DATA: 12 de Setembro

LOCAL: Museu PORO's  - Condeixa-a-Nova

HORA: 17 Horas

Segue-se a inauguração da Exposição alusiva às caricaturas desenhadas por Fernando Namora e localizadas pelo autor do Catálogo e responsável pela organização da mostra.

A.A.B.M.


segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

[COIMBRA] JAIME CORTESÃO: CORRESPONDÊNCIA DO EXÍLIO COM O IRMÃO ARMANDO – EXPOSIÇÃO/MOSTRA DOCUMENTAL



DIA: 15 de Janeiro 2020 (18,00 horas) – Sessão Inaugural
LOCAL: Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra [Sala da Livraria do Colégio de São Pedro], Coimbra;

ORADOR: Professor Daniel Pires.

► “A partir do próximo dia 15 de janeiro, a Sala da Livraria do Colégio de São Pedro na BGUC receberá uma nova exposição, intitulada "Jaime Cortesão: Correspondência do exílio com o irmão Armando". Nela serão divulgadas mais de sete dezenas de cartas trocadas entre os dois irmãos e historiadores Jaime Cortesão e Armando [Cortesão].

A troca de correspondência durante a ditadura não se apresentava fácil, sendo por vezes necessário recorrer a artifícios de contorno da censura. Ao longo desta viagem que vos propomos fazer, é possível contactar diretamente com a dimensão humana da sobrevivência e da separação de dois irmãos, a partir do exílio.

De entrada livre, estará disponível até finais de fevereiro”



“A sessão de inauguração decorrerá no próximo dia 15, pelas 18h00 e que contará com a presença do Dr. Daniel Pires, um especialista e quase "amigo de longa data" de Jaime Cortesão”

A não perder!

J.M.M.

sábado, 9 de novembro de 2019

[FIGUEIRA DA FOZ – EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS] ESCRITORES. MEMÓRIAS E OLHARES



EXPOSIÇÃO “Escritores. Memórias e Olhares” – Fernando Bento

DIAS: 8 de Novembro de 2019 a 2 de Fevereiro de 2020;
LOCAL: Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz ;
ORGANIZAÇÃO: CMFF | CAE | Apoio da APE ! Antena 1



► “ … Estes rostos de escritores, propostos por Fernando Bento, suscitam um encadear de ideias e até um eternizar de memórias. Por detrás de uma fisionomia humana há sempre uma história e uma memória. Se pensarmos assim, percebemos que o fotógrafo de que falamos não se limita a fixar e a reproduzir imagens. Ele capta, para além da máscara, a expressão dos gestos, revelando sentimentos e identificando emoções. No visor da sua máquina escolhe o melhor ângulo, enquadra, surpreende a autenticidade e só depois dispara. Resultado final: verdadeiras fotografias com alma, cunho pessoal e aquele rebeldismo a que já nos habituámos a admirar.

Escolher 25 fotografias, entre largas centenas de imagens, não foi fácil […] Nesta viagem onde o passado e o presente transportam memórias para o futuro, estes Escritores - grandes referências da portugalidade - constituem uma importante afirmação da nossa identidade cultural […]

[Luís MachadoO Curador & secretário-geral da APE - in Fotografar com Alma (do Catálogo da Exposição) ]
 
 

“A exposição de Fernando Bento no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz integra uma serie de retratos de escritores portugueses contemporâneos da segunda metade do século vinte. A força e a irradiação das imagens, que resultam da sagacidade do olhar, do poder de análise e de síntese, transpõem o circunstancial imediato e mobilizam a nossa atenção.
 
 
Apesar de algumas ausências, não faltam personalidades de referência. A exposição fica, portanto, circunscrita ao trabalho realizado para a Associação Portuguesa de Escritores, desde 1995 e ao percurso de Fernando Bento, iniciado nos anos 80, concretamente, após janeiro de 1988 quando adquire a carteira profissional de jornalista. É a partir de então - e estando na posse de uma formação em técnicas fotográficas da imagem e no conhecimento estético da obra de pintores, escultores, ceramistas e cartunistas de gerações tão diversas - que se afirma com visibilidade crescente o fotógrafo e o editor fotográfico, Em 30 anos de ofício exercido em tempo inteiro predomina, contudo, o repórter.

[…] A presença do repórter ganhou projeção em realizações promovidas pela Associação Portuguesa de Escritores. Alguns exemplos: o ciclo Herculano 200 anos depois; as comemorações dos 150 anos do nascimento de Raúl Brandão; a evocação de Aquilino Ribeiro na Fundação Calouste Gulbenkian, em Paris, E neste contexto o levantamento fotográfico dos cafés lendários e de outros locais relacionados com a vida e a obra de Aquilino nos dois exílios políticos, em Paris - um, no final da Monarquia; outro, na luta contra a ditadura militar que levou Salazar ao poder,

Destacam-se, entretanto, as sucessivas reportagens de Fernando Bento das tertúlias organizadas por Luís Machado no Café Martinho da Arcada, com a participação das maiores figuras literárias, artísticas e políticas. Tudo isto poderia ter ficado perdido na efeméridade das palavras e no acaso dos gestos e das atitudes. Mas restam dessas sessões memoráveis, a gravação das intervenções e o registo das imagens que permitem reconstituir testemunhos inéditos e revelações inesperadas para a clarificação de equívocos e para a reposição da história.

Felizmente, perduram nesta exposição de Fernando Bento e também nos livros de Luís Machado "Conversas à Quinta-Feira" e "Rostos da Portugalidade". Assim como os diálogos inseridos noutro livro de referência: "Amália, Confissões em Noite de Primavera".

Fernando Bento também fica ligado aos tratamentos de imagem do universo de Fernando Pessoa para exposição permanente no Martinho da Arcada. Outro trabalho que demonstrou os seus recursos técnicos assinala-se em "Ministros do Reino à Administração Interna" que inclui governantes desde 1834 até à atualidade, para a exposição, na sede do Ministério da Administração Interna e, depois, repetida nos Governos Civis de todo o país.
 
 
Tem como curador Luís Machado, esta exposição constituída por mais de vinte "memórias e olhares" a preto e branco, selecionadas de reportagens das atribuições de prémios literários, de festivais de poesia e outras homenagens que decorreram em Lisboa, em Tróia e na Figueira da Foz. Uma das singularidades da exposição reside essencialmente no facto de Fernando Bento, sem procurar efeitos sofisticados, ter captado em flagrante - com o faro visceral do repórter - personalidades tão diversificadas, na sua autenticidade humana e na evidência da sua relação quotidiana.

Os olhos e a intuição do repórter Fernando Bento - já consagrado a nível nacional e internacional - fixaram os rostos, as mãos, o perfil de figuras conhecidas de todos nós e que, na poesia, na ficção, no ensaio, aprofundaram e de modos tão diferentes, a paixão e os sonhos, as ambições e os terrores que denunciam o tempo em que viveram. Fernando Bento teve a capacidade de surpreender em cada rosto, o que existe para além das aparências.

António Valdemar - in Memórias e Olhares (do Catálogo da Exposição)

 J.M.M.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

EXPOSIÇÃO – BEJA REPUBLICANA



EXPOSIÇÃO: Beja Republicana;
DIAS: 18 de Outubro a 12 de Novembro de 2019;
LOCAL: Centro Unesco para a Salvaguarda do Património Cultural e Imaterial de Beja [Rua do Sembrano, 78], Beja;
ORGANIZAÇÃO: Câmara Municipal de Beja - coord. de Constantino Piçarra (IHC-U.N.L).

Decorre a mostra de Beja Republicana (1910-1926), Exposição que “mostra a formação e afirmação do Partido Republicano Português no distrito de Beja”, descrevendo “a evolução política ao nível do poder local, evidencia aspectos marcantes da vida quotidiana da cidade, sublinha as principais realizações do poder republicano municipal e apresenta o panorama da imprensa local  e “o quadro do movimento operário de Beja durante a I República, com referência às suas organizações e principais lutas desenvolvidas” [AQUI].

Estará patente ao público até ao dia 12 de Novembro.

A não perder!

J.M.M.

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

[EXPOSIÇÃO] CENTENÁRIO DO JORNAL “A BATALHA”



Centenário do jornal “A Batalha”

DIA: 9 de Outubro de 2019 (17,00 horas) a 27 de Dezembro de 2019;

LOCAL: Auditório da Biblioteca Nacional de Portugal (Campo Grande, 83, Lisboa);

ORGANIZAÇÃO: Jornal A Batalha.

PROGRAMA do dia 9 de Outubro

17,00 horas – Inauguração da Exposição;

18,00 horas – Lançamento da obra  [reedição] de Jacinto Baptista, “Surgindo vem ao longe a nova Aurora... Para a história do diário sindicalista A Batalha / 1919-1927" (1ª ed., Lisboa, Livraria Bertrand, 1977, 214 p.)

Apresentação do Prof. António Ventura

► “No âmbito das comemorações do centenário do jornal A Batalha, inaugura no próximo dia 9 de Outubro uma exposição na Biblioteca Nacional, com curadoria de António Baião (CEPS), António Cândido Franco (UÉvora) e João Freire (ISCTE-IUL), patente até ao dia 27 de Dezembro.

Através de material em boa medida inédito ou inacessível, esta exposição dará conta de uma história rica em acontecimentos e transformações, desde o período em que o jornal foi órgão da Confederação Geral do Trabalho e principal voz do anarco-sindicalismo em Portugal (1919-1927) até ao ressurgimento no pós-25 de Abril e ao momento presente, em que, renovado, se assume como «jornal de expressão anarquista».

Ocorre também este ano a efeméride dos 45 anos de criação da revista A Ideia, recordando-se aqui igualmente a sua trajetória, desde Paris, em abril de 1974, até ao atual n.º 84/85/86 como «revista de cultura libertária».

A inauguração terá lugar a partir das 17h00 no Auditório da Biblioteca Nacional, com entrada livre, seguindo-se, às 18h00, a apresentação da reedição de "Surgindo vem ao longe a nova Aurora...", uma história dos primeiros anos deste jornal da autoria de Jacinto Baptista, uma edição conjunta entre a Letra Livre e A Batalha.

Esperamos por ti! Saudações libertárias”

VER O PROGRAMA AQUI

J.M.M.