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sábado, 11 de abril de 2020

A PAIXÃO DE CRISTO EM CASA


A Paixão de Cristo em casa” – por António Valdemar, in Revista do Expresso

Os museus estão fechados e até as missas foram canceladas. Mas ainda há maneira de ver como a arte portuguesa representou a Páscoa
“A Páscoa tem profundas tradições na civilização ocidental. Não se esgota na paixão, na morte e na ressurreição de Cristo. A sua origem relaciona-se com a herança de Abraão e de Moisés, a terra do Egito, a libertação do povo de Israel e a passagem do Mar Vermelho. A Bíblia, quer no Antigo Testamento quer no Novo Testamento, descreve as etapas da festa judaica. E, também, a génese das cerimónias que o catolicismo foi adotando, através dos relatos dos Evangelhos e das Epístolas e de acordo com as posições doutrinais introduzidas desde o Concílio de Niceia até ao Concílio de Trento. Acrescente–se, a tudo isto, a profusão de todas as formas de culto das outras igrejas cristãs.
Mas não é, apenas, na literatura, na efabulação narrativa, no universo da criação poética e na exegese histórica, filosófica e teológica que a Páscoa se reflete na área da cultura. As artes plásticas registaram, ao longo dos séculos, o ritual das sinagogas, a prática litúrgica orientada pela hierarquia católica ou, ainda, as manifestações populares que decorrem ao sabor dos usos e dos costumes de cada país e, dentro de cada um, das várias regiões que o constituem.

A VISÃO DE ÁLVARO PIRES
A pintura portuguesa dos séculos XV e XVI, à semelhança dos grandes centros da Europa ou através da sua influência, consagrou as motivações relativas à Semana Santa e à Páscoa. Reconstituiu a vida terminal de Cristo, que principia ao ser julgado por Pilatos, que se prolonga à tortura no Calvário e até à descida da cruz para o sepulcro. Finalmente, emerge na apoteose da Ressurreição.

A recente exposição de Álvaro Pires, no Museu Nacional de Arte Antiga — um dos acontecimentos artísticos mais significativos, das últimas décadas, que fica na história do Museu e que se inscreve no exercício da atual direção de Joaquim Caetano e de Anísio Franco —, aproximou-nos da quase totalidade da obra do notável pintor português que se afirmou em Itália no começo do século XV. Permitiu uma análise comparativa do percurso de Álvaro Pires em face de grandes mestres da época representados na exposição, facto que a tornou ainda mais relevante.
Álvaro Pires nasceu em Évora, por volta de 1370-1380. Radicou-se em Itália, a partir de 1410. A sua obra encontra-se, por exemplo, em quatro cidades da Toscana: Prato, Lucca, Pisa e Volterra. Interpretou o ciclo da Natividade e o ciclo da Paixão da Morte e da Ressurreição de Cristo. Mestre entre mestres tem o domínio e virtuosismo da composição, através da nitidez do desenho e da energia da cor que se associam à sagacidade do olhar e à capacidade de análise e de síntese. Integra-se no contexto da pintura italiana, na véspera do Renascimento. Sendo o primeiro pintor português de quem se conhecem obras não deixa de ser também um pintor de acentuada feição italiana.

O CRISTO DAS JANELAS VERDES
 
Uma das mais enigmáticas obras da pintura, o “Ecce Homo” — antes das investigações de Joaquim Caetano e que alteraram a erudição acumulada —, permaneceu, durante largas décadas, no Museu Nacional de Arte Antiga, na mesma sala — e por se julgar ser da mesma época — dos “Painéis de São Vicente de Fora”. O “Ecce Homo” inspira-se no Evangelho de São João, e faz reviver o Cristo flagelado, a coroa de espinhos e o manto de púrpura sobre os ombros. É a primeira estação da Via Sacra.

É a imagem do condenado que tem numa das mãos uma vara e daí o povo chamar-lhe o Senhor da Cana Verde. Todavia, a tábua do Museu de Arte Antiga é um prodígio de simplicidade e de clareza. É uma figura hierática, reduzida ao essencial, que transmite uma carga emotiva surpreendente. O mistério que envolve os olhos cobertos elevou o conteúdo simbólico e incutiu tamanho fascínio em Almada Negreiros que considerava ser a mais bela e a mais impressionante de todas as pinturas que vira.
Os estudos publicados nas primeiras décadas do século XX da autoria de José de Figueiredo, de Reinaldo dos Santos e de Jaime Cortesão, entre muitos outros, consolidaram o renome nacional e internacional. Ficou denominado, inclusive na classificação do próprio museu, o Cristo das Janelas Verdes, enaltecido não apenas por historiadores e críticos de arte mas, também, por inúmeros poetas e escritores portugueses e estrangeiros.

A ÚLTIMA CEIA

O tema da Última Ceia ficou, universalmente, celebrado por Leonardo da Vinci, num painel, em que a instituição da eucaristia perante os apóstolos se caracteriza pela harmonia cromática, pela técnica sóbria e pela contenção do sentimento na essência e nas formas. Nos primórdios desta representação iconográfica avultam o mosaico de Sant’Apollinare Nuovo, em Ravena, e as três miniaturas do Evangeliário de Rossano, com a ceia, o lava-pés, a repartição do pão e a distribuição do vinho.
Entre nós, podem citar-se numerosas figurações. Entre as mais significativas assinalam-se as obras de Vasco Fernandes, que se radicou em Viseu, na primeira metade do século XV. A “Última Ceia” que está em Viseu é uma das suas obras mais empolgantes. Fez para Lamego o retábulo do Sé. Esteve em Coimbra e passou em Lisboa pela oficina de Jorge Afonso. Dos trabalhos da sua autoria, ou que lhe são atribuídos salientam-se, também os 16 painéis da igreja matriz de Freixo de Espada à Cinta e o o tríptico oferecido, em 1945, ao Museu Nacional de Arte Antiga pelos herdeiros do colecionador inglês Herbert Cook (visconde de Monserrate).

Estas obras correspondem a períodos diferenciados. Mas sem nunca deixarem de estabelecer um confronto direto com o artista vigoroso, de amplos recursos técnicos, para comunicar, através da pintura religiosa, os grandes problemas e as grandes angústias humanas.

A TRAGÉDIA DO CALVÁRIO

O itinerário da Cruz, as sequências da Via Sacra atingem, naturalmente, maior dramatismo e, quantas vezes, a dimensão da tragédia ao pormenorizar o encontro de Cristo com a mãe; a ajuda de Cireneu, o pranto das mulheres de Jerusalém; a Verónica, a limpar o sangue; o suplício no Gólgota e, por último, a descida para o túmulo.
O “Calvário”, de Vasco Fernandes, é uma das obras-primas da pintura no Museu Grão Vasco. Outro artista que se distinguiu na conceção e no imaginário da paixão e da morte de Cristo foi Cristóvão de Figueiredo. Ignoram-se as datas e locais do nascimento e da morte. Mas sabe-se que trabalhou em Coimbra, em Lamego e em Lisboa. Cunhado de Isabel Pires, mulher do imaginário francês João de Ruão, tinha laços de parentesco com os pintores Jorge Afonso, Francisco Henriques, Garcia Fernandes e Gregório Lopes.

Divergem os investigadores e os eruditos a propósito da identificação de painéis que dizem ser de Frei Carlos, oriundo da Flandres. Não restam, contudo, dúvidas de que exerceu atividade, entre nós, e é um dos maiores pintores da época.
Um dos factos averiguados da biografia de Frei Carlos reside no ingresso no Convento do Espinheiro, próximo de Évora. Admite-se a passagem por outros mosteiros, como Santa Marinha da Costa, em Guimarães, e os Jerónimos, em Lisboa. Terá falecido em Alenquer, no Convento do Mato, perto daquela vila.

Contudo, quando se fala de Frei Carlos, o que vem à memória é a famosa oficina no Espinheiro onde havia, em 1834, por ocasião da extinção das ordens religiosas, muitos dos quadros que vieram a pertencer ao fundo do Museu Nacional de Arte Antiga.
 
CARÁCTER PRÓPRIO

Évora também possui um retábulo alusivo à Paixão. Terá sido, inicialmente, da capela da Piedade, mais conhecida pela capela do Esporão. Mais tarde, deu entrada na Sé de Évora, por determinação do donatário, D. Manuel de Vasconcelos e no cumprimento de um voto de sua esposa D. Helena de Noronha.
As hipóteses, quanto à fatura e à origem, são várias: Raczynski indicou analogias com Memling; José de Figueiredo emitiu outra opinião, seria de um pintor de Lovaina. Próximo de nós, Dagoberto Markl alertou para influências dos pintores de Gand e de Bruges, com a predominância de Gerard David.

Évora tornou-se ponto de convergência de personalidades emblemáticas da cultura e da arte europeias. Quando, em 1428, Van Eyck se deslocou a Portugal, por indicação de Filipe III de Borgonha, a fim de retratar a infanta D. Isabel, filha de D. João I, e depois, duquesa de Borgonha, visitou a corte instalada nos Paços Reais de Évora.
Por outro lado, Francisco Henriques, que se presume natural da Flandres e casou em Portugal com uma irmã do pintor Jorge Afonso, não se pode dissociar, igualmente, de Évora, haja em vista os retábulos que lhe são atribuídos e destinados para o altar-mor e os altares laterais da igreja de São Francisco.

A problemática religiosa, da Semana Santa e da Páscoa, na obra dos pintores portugueses dos séculos XV e XVI reveste-se de características específicas. O desenvolvimento do tema e a subordinação do artista a determinados pressupostos verificam-se na composição, no tratamento da cor — e como destacou a corrente nacionalista da História de Arte —, na incorporação das arquiteturas regionais e nas referências objetivas de costumes, de tradições e de paisagens portuguesas. Tudo quanto contribui para definir alguns dos traços fundamentais do carácter e do temperamento do homem português. Quer seja na conceção do mundo, quer seja na atitude perante a vida, quer seja, ainda, na relação que mantém com o sobrenatural.
A Paixão de Cristo em casa – por António Valdemar [Jornalista e investigador, membro da Classe de Letras da Academia das Ciências], E revista do Expresso, 10 de Abril 2020, pp. 57-59 – com sublinhados nossos.

J.M.M.

domingo, 30 de abril de 2017

[FIGUEIRA DA FOZ – EXPOSIÇÃO] CRUZEIRO SEIXAS DE 1940 A 2017



EXPOSIÇÃO: 29 de Abril a 4 de Junho de 2017;
LOCAL: Galeria O Rastro (Rua da Liberdade, nº 14), Figueira da Foz;

CATÁLOGO (luxuoso) da Exposição de Pintura de mestre Cruzeiro Seixas, profusamente ilustrado (e falado), contém textos [memórias] de Ernesto Sampaio [“As mãos ao nível de nós mesmos”, de Março de 1995], Mário Cesariny [“Os Estados Gerais. Tentativas de interpretação do quadro do mesmo título de Cruzeiro Seixas”] e um belíssimo (iluminado) texto de Cruzeiro Seixas, “Dos que lerem este texto …”, datado de Março de 1991.  
 
 

“…. Setenta anos passam afinal como um longo minuto. Por exemplo, não li metade do que devia ter lido. Sou assim um muito mau exemplo. Mas tudo o que escreveu um Dostoievski ou um Borges, ou a obra de um Miguel Ângelo ou de um Gustave Moreau, não cabem realmente no percurso de uma vida! Trata-se de miraculados, porque não acredito exclusivamente nas virtudes do trabalho. Dias e noites a trabalhar, não deixam tempo para olhar, e menos ainda para imaginar. Tudo o que aconteceu na vida foi tão rápido, que mal tive tempo para o reter na memória, e discernir; e no entanto tudo foi excessivo, em relação às minhas forças. Nem tempo tive para construir o cipreste que tanto queria sobre a minha sepultura, todo em vidro, para se poder ver os movimentos do seu coração cipreste...

Seremos nós, portugueses, excepcionalmente dados a desencontros? Parece que, quando chegámos à Índia, ela já não estava ...

Mas os grandes problemas, resolvem-se ou adiam-se por si mesmos. Tudo o resto é ilusão, ou vaidade (…)
 
 

De facto amar e ser amado, com igual intensidade, é ainda muito mais fácil do que escrever um belíssimo poema. E se me revolto por me quererem impor isto ou aquilo, como posso eu impor isto ou aquilo aos outros? Além disso não faltam “artistas” que querem condecorações, ruas com o seu nome, o Prémio Nobel, como se as forças que os movem fossem egoísmos, orgulhosos, vaidades, certezas absurdas. Contorcem-se até ao mais possível impossível, como se isso tivesse algo a ver com a verdadeira imaginação, com a verdadeira criatividade, com a verdadeira liberdade. O “Nu” de Marcel Duchamp, sobe agora, em vez de descer, uma escada de degraus perigosamente gastos. E espera-se que da boca lhe saiam coisas indizíveis.

Os que fizeram revoluções, são mais revolucionários do que por exemplo o foi a pintura de Goya ou de Kandinsky? E não esqueçamos, que Salazar foi morto por uma simples cadeira! Iremos assistir á revolta das cadeiras perante os ditadores do futuro? A despropósito, cito Saint-Jus; "Ceux qui font les révolutions à moitié, ne font que creuser leur propre tombeau ... ".
 
 
Há de facto feridas do tamanho de países! E aqui, onde nascemos, é precisamente o local onde o mar se afogou. Mas será por acaso que dois dos quadros mais importantes do imaginário e do mistério estão em Portugal? Refiro-me ao Bosch, e também ao Nuno Gonçalves. Ainda quero acreditar que tudo tem um sentido, evidentemente oculto …” [Cruzeiro Seixas, in Catálogo, pp. 18-26]

J.M.M.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

[POLÉMICA] QUADROS: “VISTA DO CHAFARIZ D’EL REI” E “VISTA DA RUA NOVA DOS MERCADORES”

 
 
A curiosa polémica iconográfica em torno da autenticidade histórica da datação do quadro a óleo representando “O Chafariz d’El Rei” - quadro revelado na Exposição “Os Negros em Portugal: século XV a XIX” (1999-2000, Mosteiro dos Jerónimos) -, a que se seguiu idêntica controvérsia no actual quadro presente na novíssima Exposição do Museu Nacional de Arte Antiga [“A cidade global. Lisboa no Renascimento”, 2017], denominado “Rua Nova dos Mercadores”, tem uma indiscutível importância nos seus argumentos historiográficos protestatórios. O debate actual, no que é valioso como narrativa para a temática olisiponense, revela por si só uma dificuldade formal e historiográfica, que é visível na identificação e autentificação dos pormenores iconográficos ali presentes – e que pode servir (presumidamente) como prova documental memorialista, artística (arquitectónica, urbanística, etnográfica) e económico-comercial de uma Lisboa (presumidamente) do século XVI.    
 
 
 
Sobre o assunto pronunciaram-se em diversos artigos e opiniões avulsas, Annemarie Jordan Gschwend (comissária da Exposição que abriu dia 23 de Fevereiro no MNAA; historiadora), Anísio Franco (historiador de arte, conservador do MNAA), António Filipe Pimentel (presidente do MNAA), Diogo Ramada Curto (historiador), Fernando António Baptista Pereira (historiador de arte), Hugo Crespo (Centro de História da FLUL), Irisalva Moita, João Alves Dias (historiador), Joaquim de Oliveira Caetano, Julia Dudkiewicz, Vítor Serrão (historiador de arte; descobriu os quadros num antiquário de Madrid; publicou “O Chafariz D’El Rei da Ribeira Velha, em Lisboa, numa valiosa pintura do século XVI”, 1998).

 
[consultar, ainda, os artigos de Vítor Serrão (“Sobre as polémicas tábuas com trechos da Lisboa antiga” e de Diogo Ramada Curto (“Três quadros falsos não dão um verdadeiro”), publicados na revista E, revista do jornal Expresso, de 26 Fevereiro de 2017, pp.54-57]
 
 
J.M.M.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

OS PAINÉIS DE S. VICENTE DE FORA: A ICONOGRAFIA EM QUESTÃO

 
CICLO DE CONFERÊNCIAS DO MONTE DA LUA - Os Painéis de S. Vicente de Fora: a iconografia em questão,  por João David Zink (historiador de arte).
 
DIA: 27 de Novembro (19,30 horas);
LOCAL: Biblioteca-Museu República e Resistência – GRANDELLA (Estrada de Benfica, 419 – LISBOA);
ORGANIZAÇÃO: Biblioteca-Museu República Resistência | VITRIOL
 
DIA: 30 de Novembro (VISITA);
LOCAL: Museu Nacional de Arte Antiga (guia: João David Zink)
 
Os 'Painéis de S. Vicente de Fora' que hoje se encontram no Museu Nacional de Arte Antiga, ainda que não suscitem grandes divergências no que respeita a considerações de ordem estética, sendo consensual o fascínio que exercem, são, no entanto, o objecto da maior controvérsia na historiografia do património artístico português, aquela que já fez correr mais tinta e despertou maiores paixões, e que apesar disso, volvido mais de um século da sua redescoberta, se encontra longe de estar definitivamente solucionado.
 
A presente abordagem, incidirá sobre os grandes pontos de divergência: a disposição dos painéis e o destino iniciais, o seu significado, a identificação da personagem central e demais figuras, as diferentes teses («vicentina», «catarinista», «fernandina», «cardinalícia», «crispiniana», «carlista» e dualistas destas), a autoria, o(s) patrocinador(es), e a data de execução. Serão demonstrados os resultados da própria investigação do conferencista, e à luz desta apontados novos caminhos a percorrer
 
J.M.M.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

ADRIANO SOUSA LOPES, UM PINTOR NA GRANDE GUERRA


CONFERÊNCIA: "Sousa Lopes, um pintor na Grande Guerra";
ORADOR: Carlos Silveira;
DIA: 24 de Novembro (16 horas);
LOCAL: Museu Municipal – Núcleo de Alverca;
ORGANIZAÇÃO: Museu Municipal (Alverca).

"Nesta acção pretende-se dar a conhecer quem foi este pintor português que se voluntariou para ser artista do exército na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Que obras realizou no pós-guerra e o que nos contam da participação portuguesa num dos momentos mais dramáticos da história do século XX. Nomeado pelo governo da República capitão-artista do Corpo Expedicionário Português, Adriano de Sousa Lopes (1879-1944) encetou em 1917 uma missão oficial com claros objetivos de propaganda. Porém, uma vez chegado à frente de batalha, o seu plano transformou-se numa visão mais pessoal da guerra, destinada a testemunhar o drama humano das trincheiras de França. Propomos a descoberta de um episódio único na arte portuguesa e uma reflexão sobre o significado cultural das pinturas monumentais legadas ao Museu Militar de Lisboa, importante testemunho para conhecermos melhor a história da presença portuguesa no conflito, em vésperas do seu centenário".

Biografia de [Adriano] Sousa Lopes AQUI.

J.M.M.