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domingo, 31 de janeiro de 2016

31 DE JANEIRO DE 1891-31 DE JANEIRO DE 2016


Assinalando a efeméride do 31 de Janeiro de 1891, a Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto leva a efeito um conjunto de iniciativas que o Almanaque Republicano não pode deixar de divulgar junto daqueles que gostam do estudo, análise e investigação sobre a questão da implantação da República em Portugal.

Uma visita guiada aos locais pelo apaixonado pela História e pelas "estórias" do Porto e dos portuenses, Germano Silva, e a homenagem ao republicano e publicista Sampaio (Bruno) - Do Idealismo Republicano à Crítica Literária, com a edição do trabalho de Paulo Samuel.

Um conjunto muito interessante de acontecimentos para participar e aprender.

A.A.B.M.


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

RECORDANDO SAMPAIO BRUNO: EXPOSIÇÃO NO PORTO

Quando se assinala o Centenário do Falecimento de Sampaio Bruno, a Biblioteca Pública Municipal do Porto inaugura hoje, pelas 19.30 h, uma exposição evocando a personalidade.

Subordinada ao título À Margem do Tempo. Recordando Sampaio Bruno (1857-1915) recorda-se a personalidade do publicista, republicano, filosofo e investigador portuense.

Para acompanhar com atenção.
A.A.B.M.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

SAMPAIO BRUNO, O PORTUENSE UNIVERSAL



Sampaio Bruno, o Portuense Universal” – por António Valdemar, in jornal Público

Centenário da morte do grande erudito e pensador deverá ter comemorações nacionais
Entre as efemérides a celebrar, ainda em 2015, e numa dimensão nacional, além de Silva Cordeiro (20-6-1859/2-1-1915), o professor que mais interessou Fernando Pessoa, na passagem episódica pelo Curso Superior de Letras, deparam-se os centenários da morte de Ramalho Ortigão (24-19-1836/27-9-1915) e da morte de Sampaio Bruno (30-11-1857/11-11-1915). Ambos são naturais do Porto e ambos ligados à história da cidade.

Não possui qualquer fundamento a informação da Grande Enciclopédia Portuguesa Brasileira ao salientar que Sampaio Brunoformou-se em Medicina em 1876 e passou ainda a frequentar a Antiga Escola Politécnica do Lisboa, mas em 1878 teve de abandonar os estudos por falta de saúde” (vol. 26 – pág. 891). Nos estudos biográficos e críticos de Joel Serrão verifica-se que Sampaio Bruno frequentara e não concluíra a Antiga Escola Politécnica do Porto. Não possuía qualquer curso. Tal como Herculano, Camilo, Oliveira Martins, Aquilino, Cesário Verde, Fernando Pessoa e Almada Negreiros. Mais próximo de nós: Sofia, Natália, Agustina, Saramago, Mário Cesariny e Eugénio de Andrade.

Leitor compulsivo, erudito multifacetado, Sampaio Bruno foi um trabalhador incansável. Umas vezes a esmiuçar a grande e a pequena história do passado remoto outras a fazer a análise crítica ou o enquadramento da realidade imediata. Outras, ainda, a dissertar em torno de questões esotéricas da antiguidade longínqua ou do mito sebastianista.
 
 
 

Bruno tem uma intervenção torrencial na imprensa, quer por solicitação política e partidária, quer – ele o confessa – como trabalho remunerado, para garantir a subsistência. Sampaio Bruno pretendia ocupar a direção da Biblioteca do Porto. O lugar encontrava-se vago, pela morte do diretor e fundador da Biblioteca Eduardo Allen (1824-1899), sócio da Academia das Ciências, licenciado em Direito por Coimbra.

O acesso, contudo, permanecia-lhe vedado, não por motivos políticos, pela filiação republicana e intervenção no 31 de Janeiro. Era exigido um curso universitário. Sampaio Bruno debatia-se com a falta de habilitações para ocupar o cargo. Procurou ser eleito sócio da Academia das Ciências de Lisboa. O seu mérito era amplamente reconhecido. Tinha admiradores, amigos pessoais, conterrâneos e correligionários políticos em ambas as classes da Academia das Ciências de Lisboa. Sampaio Bruno admitiu que tal distinção ultrapassaria os obstáculos e as exigências institucionais.

Contudo, o tempo de decisão das Academias não se compadece, nem coincide com o ritmo das tramitações burocráticas. Ignoro que diligências se fizeram. Se houve formalização da proposta; se chegou a ser apreciada e submetida à votação a candidatura de Bruno.

De momento, não é possível realizar qualquer investigação no arquivo documental da Academia das Ciências de Lisboa. Em face de um pedido de esclarecimento, a fim de aclarar, com a possível urgência, esta situação relativa a Sampaio Bruno, recebi a informação de que todo o acervo terá sido, recentemente, transferido e por ordem superior, para outras dependências das instalações do edifício. Não se podem consultar os processos de sócios efetivos e correspondentes nacionais e estrangeiros, com os respectivos elementos anexados e que se revestem da maior importância biográfica e bibliográfica. Nem muitos livros de atas. Mesmo recentes.

Sei, no entanto, que o cargo de diretor da Biblioteca do Porto foi ocupado por António Rocha Peixoto (1868-1909) licenciado pela Escola Politécnica do Porto, arqueólogo, etnógrafo e historiador. Passados alguns anos, Sampaio Bruno ingressava na Academia das Ciências de Portugal, fundada em Lisboa a 18 de Abril de 1907, que funcionou pouco mais de uma década, se estendeu a todo o Pais e chegou inclusive à Galiza.

Esta Academia - que resultou de uma cisão polémica com a Academia das Ciências de Lisboa - incluiu, logo de início, numerosos sócios de prestígio alguns deles da Academia das Ciências de Lisboa como Teófilo (um dos organizadores), Conde de Sabugosa, Alfredo da Cunha, Teixeira de Queiroz, Sousa Viterbo, Consiglieri Pedroso, Gonçalves Viana. Entre os propostos destaca-se Sampaio Bruno. A Academia das Ciências de Portugal teve o mérito de corrigir algumas injustiças, até que, de condescendência em condescendência, abriu indiscriminadamente a porta a carreiristas intelectuais e oportunistas políticos.

Só em 1909 Sampaio Bruno conseguiu, finalmente, com a morte de Rocha Peixoto ser nomeado bibliotecário e a seguir diretor da Biblioteca Municipal do Porto. A sua obra reflecte o Porto cívico e cultural de outros tempos e do seu tempo: o Porto de Antero de Quental, a presidir à Liga Patriótica do Norte. O Porto literário de Eça de Queiroz, à frente da Revista Portugal. O Porto de Camilo (mas a caminho dos editores e oftalmologistas). O Porto dos primórdios literários de António Nobre e Raul Brandão e de Manuel Teixeira Gomes a tentar fazer o curso de Medicina. O Porto do pintor Marques de Oliveira (mestre de Henrique Pousão), que retratou o mar e o areal da Póvoa de Varzim. O Porto de Soares dos Reis que, de insatisfação a insatisfação, e sufocado por intrigas e invejas, num desesperado encontro com a morte, resvalou nas garras do suicídio. O Porto medularmente republicano de Rodrigues de Freitas, de Basílio Teles, de Aurélio Paz dos Reis (o criador do cinema português) e de Sampaio Bruno. Reflete, ainda, o Porto, orgulhosamente, concentrado nas suas fronteiras territoriais, entregue à azáfama comercial, absorvido com a roda–viva industrial e, simultaneamente, recetivo às solicitações da cultura e ao sentido da universalidade.

Ainda Sampaio Bruno viveu seis anos enraizado na Biblioteca do Porto. A descobrir e editar velhos manuscritos. Sempre a trabalhar. A escrever n’A Águia de Teixeira de Pascoaes e de Leonardo Coimbra. A receber uma carta de Fernando Pessoa para colaborar no Orpheu.

Sampaio Bruno, o portuense universal – por António Valdemar [Jornalista e investigador, membro da Academia das Ciências], jornal Público, 2 de Novembro de 2015, p.46 – com sublinhados nossos.
 
António Valdemar
 

J.M.M.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

JOSÉ PEREIRA DE SAMPAIO (BRUNO)

 
 

[Guedes d’Oliveira, in “Varões Assinalados”, nº12, Fevereiro de 1910 - CLICAR na Foto]

J.M.M.

domingo, 1 de dezembro de 2013

1º DE DEZEMBRO – FESTA DA AUTONOMIA DA PÁTRIA PORTUGUESA


“A Europa jaz, posta nos cotovellos:
De Oriente a Occidente jaz, fitando,
E toldam-lhe romanticos cabellos
Olhos gregos, lembrando.

O cotovello esquerdo é recuado;
O direito é em angulo disposto.
Aquelle diz Italia onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde, afastado,
A mão sustenta, em que se appoia o rosto.

Fita, com olhar sphyingico e fatal,
O Occidente, futuro do passado.

O rosto com que fita é Portugal”
 
[Fernando Pessoa, O Dos Castellos]
 

… Na verdade, a reacção, política e moral, que vem seguindo seus tramites neste país parece que não está cerce ainda do término do impulso de seu movimento primário; antes a todos se prefigura que ela continuará a desenrolar-se por âmbito ainda longo também. De dia para dia, os governantes vão desgastando, com efeito, em todas as regalias liberais.
 
O que há de mais desanimador neste painel de uma retrogação constante é a indiferença com que uma população inerte assiste a semelhante progressiva usurpação dos seus direitos. Se o movimento descensional não encontrasse os embargos de causas exteriores, poderíamos, mesmo, supor que na ordem política se regressaria ao puro governo absoluto e na ordem moral á extrema intolerância religiosa. Não seria, pois, inteiramente abusiva a hipóteses de que em Portugal se reintegrassem as instituições de períodos históricos ultrapassados e supostos, logicamente, extintos. Em Lisboa voltar-se-ia a acender as fogueiras dos autos-de-fé da Inquisição; e, no Porto, volver-se-ia a montar as forcas das execuções da Alçada. Se hoje há corregedores, breve haveria também sargentos da ordenança; e uma turba embrutecida gritaria novamente: ‘Viva o senhor capitão-mor, que já nos pode mandar enforcar!
 
[Sampaio Bruno, in O Encoberto]
 


"O novo mundo é todo uma alma nova,
Um homem novo, um Deus desconhecido!
Tronos, tiaras, cetros, potestade,
Que pesam na balança da Verdade?
 
É a Revolução! a mão que parte
Coroas e tiaras!
É a Luz! a Razão, é a Justiça!
É o olho da Verdade!"
 
[Antero de Quental]
 
J.M.M.
 


terça-feira, 15 de junho de 2010

A PERSPECTIVA FILOSÓFICO-POLÍTICA DO REPUBLICANISMO DO PORTO À LUZ DE SAMPAIO (BRUNO)



CONFERÊNCIA: "A perspectiva filosófico-política do republicanismo do Porto à luz de Sampaio (Bruno)";
ORADOR: Prof. Doutor Afonso Rocha;
LOCAL: Palacete dos Viscondes de Balsemão (à Praça Carlos Alberto);
DATA: 17 de Junho (21,30 h)
ORGANIZAÇÃO: CNC (Porto), em colaboração com o CEPP da Univ. Católica do Porto [incluído no Ciclo de Conferências: "Figuras da Cultura do Porto nas Comemorações da República"]

J.M.M.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

ULTIMATO INGLÊS (1890)


Os acontecimentos que conduziram ao Ultimato de 11 de Janeiro de 1890, têm raízes profundas e longínquas no tempo. Pelo menos desde o Congresso de Viena de 1815, onde Portugal viu consagrados os direitos históricos, por ter sido o primeiro a chegar àquelas paragens, que outras potências coloniais europeias cobiçavam os territórios portugueses em África. Porém, a fraca ocupação efectiva do imenso território africano levantava dificuldades que um país com a dimensão, o atraso e a falta de meios, condicionava de sobremaneira.

Durante muito tempo África esteve abandonada pelos europeus, só o desenvolvimento da industrialização obrigou as potências industrializadas a encontrar novos produtos, novas fontes de matérias-primas e potenciais mercados para colocação de excedentes. Assim, a partir da segunda metade do século XIX, alguns países europeus investem de facto na exploração do interior africano, conhecendo os povos, os produtos, os animais e realizam expedições sucessivas para ocupar o território. Surgem novas povoações e a cultura europeia penetra nas florestas e sanzala africana.

As expedições de Magyar (1849-57), Welwitsch (1853-60), Livingstone (1854-57), Bastian (1857), Andersson (Cubango, 1859), Cameron (Bié, 1873-76), Lux e Pogge (Lunda, 1875-76), Schütt (Lunda, 1878-79), Buchner (1879-81) e Wissmann (Lunda 1881-84), procuram garantir um melhor conhecimento do continente para as diferentes potências europeias. Perante estas investidas, que podiam fazer perigar a presença portuguesa na região também os portugueses enviam expedições de reconhecimento, onde se destacam Silva Porto (1853), Capelo e Ivens (1877-1880), António Maria Cardoso (1883), Capelo e Ivens (1884-1885), Henrique de Carvalho (1884-1885) e Serpa Pinto (1885-1886).

A crescente disputa dos territórios em África conduz à criação da Sociedade de Geografia de Lisboa (1876), fundada por homens como Luciano Cordeiro, João Cândido de Morais, Cândido de Figueiredo, Agostinho Lúcio da Silva e Rodrigo Afonso Pequito. Estes propunham-se desenvolver a exploração do continente africano, o que face aos problemas levantados na Conferência de Berlim (1884-1885), vão tentar desenhar o que ficou conhecido como Mapa Cor-de-Rosa.

A situação começa a ficar mais tensa com a acção de Serpa Pinto em Novembro de 1887, quando os ingleses se queixam formalmente de que Portugal, através das tropas de Serpa Pinto, atacava os Makocolos, etnia que os ingleses consideravam sob sua protecção. O representante inglês pede que não fosse permitido “às forças portuguesas qualquer ataque às estações britânicas do Niassa ou do Chire, nem ao país dos Makocolos, e além disso que não consentirá que ataquem Lubengula, ou qualquer outro território que se tenha declarado sob a protecção da Grã-Bretanha”. Portugal atrasa o mais possível a resposta a esta situação, respondendo só em Dezembro de 1889 através do ministro Barros Gomes, que se limita a apresentar a versão portuguesa dos factos. Perante esta atitude, o governo britânico responde com a seguinte missiva:

O Governo de Sua Majestade Britânica não pode aceitar, como satisfatórias ou suficientes, as seguranças dadas pelo Governo Português, tais como as interpreta.
O Cônsul interino de Sua Majestade em Moçambique telegrafou, citando o próprio major Serpa Pinto, que a expedição estava ainda ocupando o Chire, e que Katunga e outros lugares mais no território dos Makololos iam ser fortificados e receberiam guarnições. O que o Governo de Sua Majestade deseja e em que mais insiste é no seguinte:
Que se enviem ao governador de Moçambique instruções telegráficas imediatas para que todas e quaisquer forças militares portuguesas actualmente no Chire e nos países dos Makololos e Mashonas se retirem.
O Governo de Sua Majestade entende que, sem isto, as seguranças dadas pelo Governo Português são ilusórias.
Mr. Petre ver-se-á obrigado, à vista das suas instruções, a deixar imediatamente Lisboa, com todos os membros da sua legação, se uma resposta satisfatória à precedente intimação não for por ele recebida esta tarde; e o navio de Sua Majestade, Enchantress, está em Vigo esperando as suas ordens.
Legação Britânica, 11 de Janeiro de 1890.


Face a esta ameaça dos ingleses e reunido o Governo e o Conselho de Estado presidido pelo jovem monarca D. Carlos, decide-se responder ao Ultimato nestes termos:

Na presença duma ruptura iminente de relações com a Grã-Bretanha e de todas as consequências que dela poderiam talvez derivar, o Governo de S. M. resolveu ceder às exigências formuladas nos dois memorandos, a que alude, e, ressalvando por todas as formas os direitos da Coroa de Portugal às regiões africanas de que se trata; e bem assim, pelo direito que lhe confere o artº 12 do Acto Geral de Berlim, de ser resolvido definitivamente o assunto em litígio por uma mediação ou por uma arbitragem, o Governo de S. M. vai expedir para o Governador Geral de Moçambique as ordens exigidas pela Grã-Bretanha.

A cedência de Portugal aos interesses da Grã-Bretanha provoca um coro de protestos que percorre todo o território. Organizam-se manifestações por todo o lado, surgem comissões para angariar fundos e combater os ingleses, mas quem aproveita este acontecimento para conquistar maior visibilidade política são os republicanos. Basílio Teles considerou o Ultimato “o acontecimento mais considerável que, desde as invasões napoleónicas, abalou a sociedade portuguesa”, mais, afirmou: “este dia valeu séculos: este momento, à semelhança de outros que conhecemos da História, resumiu, na sua intensa brevidade, todo um passado doloroso, e esboçou, numa forma indecisa, o segredo dum futuro perturbante”. Por seu lado, Guerra Junqueiro, na sua obra Finis Patriae acusava: Ó cínica Inglaterra, ó bêbada impudente// Que tens levado, tu, ao negro e à escravidão?

O sentimento de instabilidade e insegurança instala-se, o governo progressista demite-se, substituído por outro regenerador. Surgem subscrições para tentar angariar fundos e adquirir navios de guerra, boicotam-se os produtos ingleses, surge A Portuguesa, que se vai tornar o hino da República, da autoria de Lopes de Mendonça e Alfredo Keil.

No Porto, Antero de Quental, Sampaio Bruno e Basílio Teles dirigem a Liga Patriótica do Norte. Em Lisboa, os militares fundam a Liga Liberal. Porém, Eça de Queirós, com a sua sagacidade observava:”bradar nas ruas contra a Inglaterra, elaborar manifestos, fundar comissões, agitar archotes, desfraldar bandeiras, abater tabuletas, não nos parecem na verdade os modos dum povo, que sob o impulso do patriotismo, se prepara para a regeneração: antes se nos afiguram os modos de um povo que, através do patriotismo se está educando para a insurreição”.

De facto, a agitação provocada pelo Ultimato tem poucos ou nenhuns efeitos práticos. Em Agosto desse ano, Portugal e Grã-Bretanha assinam um tratado onde Portugal cede os territórios do interior africano aos ingleses, satisfazendo os interesses de Cecil Rhodes, que alimentava o sonho de ligar a cidade do Cabo à cidade do Cairo, atravessando o continente negro. Por outro lado, conspirava-se cada vez com mais intensidade visando derrubar a Monarquia, o que viria a originar a revolta de 31 de Janeiro de 1891.

A.A.B.M.