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quarta-feira, 11 de junho de 2014

RAUL REGO - O JORNALISTA E O POLÍTICO


LIVRO: Raúl Rego – O Jornalista e o Político;
AUTOR: Natália Neves dos Santos;
EDIÇÃO: Poética Edições.


LANÇAMENTO em COIMBRA.

DIA: 12 de Junho 2014 (18,00 horas);
LOCAL: Casa da Cultura de Coimbra (Coimbra);
APRESENTAÇÃO: dr. António Arnaut.


"Homem da História e de estórias. Homem de palavra e de palavras. Homem de uma só cara e de múltiplas facetas. Assim foi Raúl da Assunção Pimenta Rêgo (1913-2002), mais conhecido por Raúl Rêgo (ou Raul Rego, na grafia actual), um dos protagonistas da história contemporânea portuguesa do século XX.

Transmontano nascido em Morais (Macedo de Cavaleiros), Rêgo deixou a terra-natal aos 13 anos, para prosseguir os estudos, ingressando na Congregação do Espírito Santo e do Imaculado Coração de Maria.
Abandonou o seminário poucos meses antes de ser ordenado sacerdote, mas nem por isso desprezou o que de melhor recebera durante os anos vividos enquanto seminarista: a bagagem intelectual e moral entretanto adquirida e a forte amizade que, naquele meio, construíra com um dos seus professores, o padre Joaquim Alves Correia, pessoa sobre quem o transmontano dizia ter sido a sua principal referência ao longo da vida.

De regresso ao mundo laico e secular, Raúl Rêgo desenvolveu uma vasta actividade profissional na imprensa, como jornalista, sofrendo, diariamente e durante décadas, o peso da censura que sufocou o país até à Revolução dos Cravos.
Ao mesmo tempo, acérrimo opositor do regime salazarista/marcelista, Rêgo participou em variados actos e movimentos antifascistas, evidenciando desde cedo a sua afeição aos ideais republicanos, democratas e socialistas pelos quais pautou a sua vida pública.

A estes atributos outros se adicionaram, em testemunho do vasto trajecto profissional, cívico e cultural que percorreu: professor, historiador, maçon, homem da arte e da cultura. Partindo da reconstituição e da interpretação das suas principais vivências entre 1913 e 1974, somos convidados a revisitar e a repensar conceitos e realidades que, estranhamente ou não, nos deveriam ser mais próximos e familiares nos tempos que correm: democracia, direitos humanos, cidadania, educação cívica, patriotismo, escola pública, justiça, igualdade perante a lei, solidariedade, tolerância, justa distribuição da riqueza, cooperação internacional.
Em última instância, esperamos que, com o presente trabalho de investigação sobre Raúl Rêgo, possamos contribuir também para o despertar desses valores cívicos"

[Natália Neves dos Santos, in Raúl Rego, O Jornalista e o Político]
J.M.M.

domingo, 27 de abril de 2014

RAUL REGO – HORIZONTES FECHADOS


RAUL REGO, “HORIZONTES FECHADOS. Páginas de Política” [Edição do Autor – Depositária Editorial Inquérito, Lisboa], Lisboa, 1969 (Tip. do «Jornal do Fundão». Fundão), 246-II [ed. apreendida pela PIDE]

Fechados e bem fechados, neste momento, os horizontes portugueses! Imobilizado o país e a opinião pública há mais de quarenta anos, muitas nuvens se perfilam nos horizontes e ameaçam temporal.

Os responsáveis pelo Governo do país durante muitos anos se habituaram a não lhe dar contas, e muito menos a consultá-lo, em momentos dos mais graves da nossa história. Proclamou-se a união e a unidade, mas a grande parte dos portugueses era sistematicamente posta de lado, quando não presa por manifestar as suas opiniões até sobre as coisas mais simples (...)
 
J.M.M.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

25 DE ABRIL DE CASA EM CASA - ANTÓNO VALDEMAR


“As horas de ansiedade e expectativa que envolveram o remate do 25 de Abril podem ver-se e sentir-se no Núcleo Museológico do Posto de Comando do Quartel da Pontinha, no Regimento de Engenharia 1, referência obrigatória de uma etapa do processo que mudou Portugal em 1974. Não é sem emoção que, de vez em quando, ali me desloco para recapitular imagens e palavras dos dias 24, 25 e 26 de Abril e a entrevista que fiz a Spínola para O Primeiro de Janeiro, as primeiras declarações proferidas em público, ao ser divulgado o Programa do MFA.

Em plena turbulência militar e política, tive, há 40 anos, acesso ao Quartel da Pontinha devido às relações pessoais com militares como, por exemplo, António Ramos e Manuel Monge. Participara na conclusão e lançamento do Portugal e o Futuro. Exercia as funções de chefe de redação, em Lisboa, d’O Primeiro de Janeiro e colaborava na editorial Arcádia. Natália Correia fora, sumariamente, despedida da Arcádia, pela denúncia de (alegado) assédio a uma secretária da editora, durante a Feira de Frankfurt.

Em casa de Spínola, tive, a partir de Novembro de 1973, uma série de reuniões quando fazia a revisão das provas tipográficas de Portugal e o Futuro. O general, a certa altura, passou a manifestar desconfiança às observações e retificações que ia formulando em face de incoerências que se deparavam no texto. António Ramos confidenciou-me que uma pessoa muito próxima do general lhe dissera que eu “não era só da oposição, mas também da maçonaria”. Foi difícil transpor os efeitos desta referência.

Mas houve mais duas outras situações insólitas: a ameaça do livro ser apreendido pela PIDE, na tipografia. No escritório de Ribeiro da Silva, comerciante do Chiado, maçon ativo e oposicionista histórico (que cedeu a casa de Verão na Caparica para uma reunião do MFA), Vítor Alves revelou que uma das cópias do livro seguira para Paris, a fim de ser editado e traduzido, no caso de interdição em Portugal. Bastante alarmado, António Ramos procurou-me, noutra ocasião, em minha casa, na Rua Barata Salgueiro, às 3h da madrugada, para apurar se Rogério Moura, gerente da Gráfica Safiel, onde ia ser composto e impresso o Portugal e o Futuro “era comunista, ou tinha ligações diretas ao partido”. Já não havia nada a fazer. Na véspera, fora entregue a fotocópia integral do livro.

Decorreu, no início de Fevereiro, um encontro secreto, que viria a ser primordial. Todavia, nem Spínola, nem ninguém do seu grupo ou da editora poderiam suspeitar do plano a cumprir. Tomei parte nesse encontro organizado por Paradela de Abreu e, apenas, com Carlos Eurico da Costa, ex-jornalista, diretor da agência de publicidade CIESA. O aparecimento do livro teria de coincidir com notícias a publicar, sobretudo, no República e no Expresso. O comandante Ferreira, da TAP, lançava a ponte para jornais e livrarias de Angola e Moçambique. Num apartamento alugado na Rua António Serpa instalou-se um gabinete de trabalho, onde redigi textos para acompanhar a entrega do livro a jornalistas portugueses e estrangeiros.

Entretanto, Carlos Eurico da Costa, logo que o livro foi autorizado, pela hierarquia militar e política, dirigiu-se a casa de José Ribeiro dos Santos, que já lera provas emendadas, que lhe despertaram indomável curiosidade. Ofereceu-lhe um dos primeiros exemplares de Portugal e o Futuro com um dos meus resumos do livro. Ficou, porém, estabelecida a seguinte estratégia: Spínola ia à redação do República oferecer, em mão, a Raul Rego um livro autografado. Teria de ser às 9h, antes da balbúrdia provocada pela Censura. Entre as 10h e as 10h30, Ribeiro dos Santos aparecia e entregava a Raul Rego a notícia do livro devidamente redigida. Tal como prevíamos, Raul Rego aceitou, agradeceu e passou o texto ao diretor adjunto Vítor Direito para mandar para a tipografia.

Depois de conhecer as resoluções da Censura, Raul Rego e Vítor Direito foram, tranquilamente, almoçar no restaurante Casa da Índia, na Rua do Loreto. Álvaro Guerra, encarregado do fecho do jornal, ao ler a notícia, apercebeu-se da importância de Portugal e o Futuro; alterou o título e a paginação. Ficou a abrir o jornal, de forma explícita, que o fim da guerra colonial exigia, apenas, solução política.

Ao regressarem do almoço, Raul Rego e Vítor Direito – e com o jornal na rua – olharam, estupefactos, para a primeira página. Ralharam com Álvaro Guerra. Admitiram todas as retaliações possíveis. O regime caía aos bocados, o medo ainda perdurava, mas a Censura fora ultrapassada. A data da revolução ainda não se sabia, mas aproximava-se todos os dias. Viria a ser em 25 de Abril.

A gráfica, no Alto do Carvalhão, gerida por Rogério de Moura, funcionava de dia e de noite para satisfazer pedidos das livrarias. Em menos de um mês estavam esgotados 100 mil exemplares do Portugal e o Futuro, tantos quantos, ao fim de 50 anos, vendera A Selva de Ferreira de Castro, o livro que – depois de Os Lusíadas e do Pantagruel, de Berta Rosa Limpo – maior tiragem, até então, atingira em Portugal.

Spínola voltou à redação do República, na segunda ou terça-feira, para agradecer a Raul Rego a notícia e o destaque na primeira página. Raul Rego respondeu que continuava ao dispor do general. A Comissão Coordenadora do MFA também ficou muito sensibilizada e, para hipótese de primeiro-ministro, depois da revolução, acrescentou o nome de Raul Rego à lista que já incluía Pereira de Moura e Miller Guerra. Em audiências separadas, já depois do 25 de Abril (e sem combinarem um com o outro), Pereira de Moura e Miller Guerra puseram, como questão prioritária, acabar a guerra e promover a independência das colónias. Spínola entrou em pânico. Raul Rego não chegou a ser abordado.

Já com nomes para o Governo, mas sem estar definido, faltava a Spínola o primeiro-ministro. Foi a casa do seu amigo Fernando Olavo pedir-lhe uma solução. Sugeriu-lhe Adelino da Palma Carlos. E justificou: é “republicano e antifascista”, “um catedrático de Direito” e “um gajo com muita prática de assembleias gerais”. Palma Carlos deu conhecimento à família e alguns amigos e aceitou ser primeiro-ministro.

Em casa de Alfredo Guisado, antigo diretor do República e um dos poetas do Orpheu, noutra reunião, na qual participei, com a presença de Palma Carlos, falou-se dos meandros do lançamento do Portugal e o Futuro, das vulnerabilidades de Spínola e da recusa de Álvaro Salema em ser diretor do Diário de Notícias. Palma Carlos, já primeiro-ministro (estou a ouvi-lo) exclamou, de imediato: “Amanhã vou telefonar ao Rego, que é ministro da Comunicação, para nomear o Ribeiro dos Santos”. Palma Carlos e Raul Rego nomearam Ribeiro dos Santos – que nunca pertenceu à maçonaria, posso afirmar – diretor do Diário de Notícias. Até ao 11 de Março. O que sucedeu depois já é conhecido e estudado em várias universidades”.

[António Valdemarin jornal PÚBLICO (25/04/2014), sublinhados nossos]
 
J.M.M.

sábado, 5 de abril de 2014

HOMENAGEM A RAÚL REGO – MORAIS (MACEDO DE CAVALEIROS)


HOMENAGEM A RAÚL REGO – MORAIS (MACEDO DE CAVALEIROS)

DIA: 13 de Abril 2014 (15,00 horas)
LOCAL: Sede da Junta de Freguesia de Morais, Macedo de Cavaleiros;

ORGANIZAÇÃO: Nordeste Global (Associação Cívica, Cultural, Social e de Desenvolvimento Regional)

J.M.M.

domingo, 29 de dezembro de 2013

A LOJA “LIBERDADE” NO FUNERAL DE CÂNDIDO DOS REIS E DE MIGUEL BOMBARDA

 

"Fotografia muito curiosa do funeral de Cândido dos Reis e de Miguel Bombarda, a 16 de Outubro de 1910. Nela se vê a delegação da Loja Liberdade, do Grande Oriente Lusitano Unido

[A Loja “Liberdade”, nº 197, do REAA foi instalada em Lisboa em 1896 (cf. A.H.O.M., Dicionário de maçonaria Portuguesa, II). Loja do GOLU, foi Capitular e Areopagita nesse mesmo ano e Consistorial em 1909. Acompanhou a dissidência do Supremo Conselho de Grau 33 (Grémio Luso Escocês) em 1914. Regressou à Obediência em 1920 (em 1922, funcionava no RF, e o seu Venerável era José Bernardo Ferreira – cf. Anuário do GOLU para 1922. José Bernardo Ferreira era, em 1912, Venerável da Loja, pertencia ao Conselho da Ordem, sendo membro efectivo do Supremo Conselho do Grau 33º), mantendo-se durante a clandestinidade]

, com o respectivo estandarte. Foi uma das raras Lojas que chegaram até ao 25 de Abril de 1974.

 A ela pertenceram durante a clandestinidade, entre muitos outros, Raul Rego, Armando Adão e Silva, Vasco da Gama Fernandes [iniciado na Loja “Magalhães Lima, em 1931, com o n.s. Giordano Bruno], Francisco Marques Rodrigues, Nuno Rodrigues dos Santos [tinha sido iniciado na Loja “Magalhães Lima, em 1935, com o n.s. Danton], Carlos Ernesto da Sá Cardoso, António Marcelino Mesquita – antigo tarrafalista - e Gustavo Soromenho"

[António Ventura Facebook - sublinhados e acrescentos nossos]

J.M.M.


sábado, 30 de novembro de 2013

RAUL REGO – HISTÓRIA DA REPÚBLICA [REED.]


 
História da República, por Raul Rego – trata-se da reedição da obra publicada em V volumes, pelo Círculo de Leitores, em Outubro de 1986. Com prefácio de Mário Soares, este trabalho da maior importância bibliográfica para a história da República, sairá agora sob a chancela da Âncora Editora.  
 

LIVRO: “História da República (vol I)”;
AUTOR: Raul Rego;
EDIÇÃO: Âncora Editora.


LANÇAMENTO:

DIA: 5 de Dezembro (18 horas);
LOCAL: Sala do Arquivo dos Paços do Concelho do Município de Lisboa;
APRESENTAÇÃO: Fernando Pereira Marques.
ORGANIZAÇÃO: CML | Âncora Editora.


Resumo:

"Entre 1910 e 1926, ensaiou-se em Portugal a primeira experiência democrática e republicana. Mas o que sabemos nós sobre a história desse período? O que foi, de facto, a Primeira República Portuguesa? Um caos partidário e financeiro, um regime corrupto e anárquico, como insistentemente foi apregoado pela ditadura de Salazar?

No centenário do nascimento do jornalista, ensaísta e político Raúl Rêgo, reedita-se o primeiro de cinco volumes da sua mais importante obra, que, fruto de um rigoroso trabalho de investigação histórica, repõe a verdade dos factos. Inclui o prefácio original de Mário Soares ..." [ler MAIS AQUI]
 
J.M.M.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

RAUL RÊGO (1913-2002): A VIDA NUM PERCURSO NA CIDADE… - EXPOSIÇÃO

No próximo dia 5 de Outubro de 2013, a Câmara Municipal de Lisboa vai inaugurar a exposição que também assinala o centenário do nascimento de Raul Rego.

Pode ler-se na nota de divulgação da exposição:

RAUL RÊGO (1913-2002)
A Vida num Percurso na Cidade…

Raul Rêgo foi uma figura que marcou o nosso tempo, dando um relevante contributo ao advento e consolidação da nossa democracia. No centenário do nascimento de Raul Rêgo (1913-2013), a CML lembra o homem e a marca que deixou, tornando presentes as ideias por que lutou e as causas que defendeu. A exposição organizada pela CML propõe-nos um percurso pela vida de Raul Rêgo, dando-nos a sua vida num percurso pela cidade de Lisboa – uma ideia que certamente lhe agradaria, até porque Raul Rêgo era um homem atento aos símbolos, conhecedor da importância do espírito dos lugares. Ao prestar homenagem a Raul Rêgo, a Câmara Municipal de Lisboa evoca ainda, a par do grande jornalista, do resistente à ditadura, do combatente pela liberdade, do cidadão exemplar, do republicano, socialista e laico, o primeiro Presidente da sua Assembleia Municipal, eleito em 1977. Ao homenagear um Homem que fez da sua escrita uma forma de defender e afirmar a Liberdade, Lisboa presta homenagem a todos quantos lutaram e lutam pela Liberdade, pela Democracia e pela Justiça.

Galeria de Exposições dos Paços do Concelho

5 Out > 31 Dez 2013 | 2.ª a 6.ª feira: 10H > 19H


ENTRADA GRATUITA

Uma exposição que não podemos deixar de recomendar a todos os que nos visitam regularmente.

A.A.B.M.

terça-feira, 30 de julho de 2013

DR. AFONSO COSTA


UM DEVER: Affonsos Costas só se trazem ao collo” – caricatura de Afonso Costa por Silva e Sousa.

A Historia do Liberalismo Português, de 1820 em diante, está por fazer. A História da República, a da geração de Afonso Costa, tem sido malsinada, caluniada. Há que apresentar os homens e os factos tais como foram, limpando-os da jaca que os seus inimigos no poder sobre eles lançaram. É um acto de justiça o que Seia hoje rende ao maior dos seus filhos, àquele que mais fez pela pátria comum. Mas essa justiça tem de se estender a todo o país, a todos os homens da República, a quantos viram frustrada a sua vida de cidadãos só porque se recusaram a ser escravos

Prestar justiça a Afonso Costa, à geração de Afonso Costa, que procurou realizar um país de todos os portugueses, é sobretudo empenharmo-nos em refazer essa mesma República de todos os homens, buscando a igualdade e a fraternidade entre todos os homens, nenhum se sentindo com mais direitos do que os outros, nem com menos deveres. A República da igualdade de oportunidades, a República social, uma nação em via para o socialismo. Foi esse o ideal de Afonso Costa, seja também o ideal que nos anime a todos, na liberdade, na igualdade e na fraternidade.

Viva a República

Raul Rêgo, in Afonso Costa” (Discurso proferido em Seia na inauguração da estatua de Afonso Costa, em 8 de Novembro de 1981), Lisboa, 1988, p. 9 - sublinhados nossos.

J.M.M.

terça-feira, 2 de julho de 2013

[26 DE ABRIL 1974] QUEDA DO REGIME

 



 
 

 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O CASO "REPÚBLICA" NA IMPRENSA DE DIREITA: UMA APROXIMAÇÃO HISTÓRICA AO PROBLEMA A PARTIR DO SEMANÁRIO "TEMPO" (1975) - CONFERÊNCIA

Amanhã, 23 de Maio de 2013, a partir das 18 horas, na Hemeroteca Municipal de Lisboa, vai realizar-se uma conferência no âmbito das comemorações do centenário do nascimento de Raúl Rego.

Álvaro Costa de Matos, vai proferir a conferência com o título em epígrafe explicando um pouco a polémica  em torno do jornal República no ano quente de 1975. Além disso, recomenda-se a leitura do folheto online sobre a personalidade de Raúl Rego -Jornalista.

Um interessante iniciativa que recomendamos a todos os nossos ledores.

A.A.B.M.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

HOMENAGEM A RAÚL RÊGO: CONFERÊNCIAS/EXPOSIÇÕES NO CENTENÁRIO DO SEU NASCIMENTO

 

HOMENAGEM A RAÚL RÊGO no Centenário do seu Nascimento
 
"Raul d’Assunção Pimenta Rêgo (Morais, Macedo de Cavaleiros, 15.04.1913 - Lisboa, 1.02.2002). Formado em Teologia (1936), mas nunca ordenado padre, afastou-se cedo da Igreja. Começou a sua actividade como professor - profissão que teve de abandonar por pressão do Governo – enveredou pelo jornalismo: Seara Nova (1937), Agência Noticiosa Reuters (Portugal), Jornal do Comércio (1942-1971) e Diário de Lisboa (1959-1971). Uma nova fase da sua vida de jornalista começou no jornal República, em 1971, quando integrou a direcção deste vespertino lisboeta (um dos principais jornais defensores dos direitos cívicos e democráticos durante o Estado Novo) que acaba, em 1975, devorado pela própria Revolução, por não querer abdicar dos seus princípios. Raul Rêgo passa a dirigir A Luta, jornal criado em 1975, tendo por base os mesmos valores.
 
Desde sempre democrático e republicano, a sua presença foi uma constante nas principais manifestações cívicas e anti opressão, tendo conhecido a cadeia por mais de uma vez. Ajudou a fundar o Partido Socialista, em 1973. Foi deputado, ministro e presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, depois da Revolução de Abril (1974). Entrou para a Maçonaria, quando esta organização se encontrava em clandestinidade (1971), sendo Soberano Grande Comendador (1984-1988) e Grão-Mestre (1988-1990), no Grande Oriente Lusitano.
 
Conciliou a sua vida de jornalista e de político com a de homem da cultura, como escritor e como historiador. Como Humanista que era, tinha como exemplo Erasmo e como paixão os livros – que coleccionava e estudava, sendo um dos principais bibliófilos portugueses.
 
No mínimo que fazia, colocava sempre e sempre os valores da dignidade humana acima dos seus interesses. Tome-se, apenas como exemplo: a denúncia dos actos da Inquisição aproveitando, assim, para denunciar os procedimentos da polícia política. Entre as muitas obras que escreveu destaquem-se três, como exemplos das suas preocupações e interesses: História da República, Lisboa, 1986; O último regimento da inquisição portuguesa, Lisboa, 1971; O processo de Damião de Goes na Inquisição, (2.ª ed, Lisboa, 2007)" [João Alves Dias - ler MAIS AQUI]

CONFERÊNCIAS/EXPOSIÇÕES:

DIA: 15 de Abril de 2013 (18 horas);
CONFERÊNCIA/MOSTRA: “Raúl Rêgo Bibliófilo” [com emissão do “Selo do Centenário de Nascimento”;
LOCAL: Biblioteca Nacional de Lisboa.

DIA: 16 de Abril de 2013 (18 horas);
CONFERÊNCIA/EXPOSIÇÃO: “Raúl Rêgo – Pena de Ouro, Jornalista da Liberdade”;
LOCAL: Biblioteca Museu República e Resistência.

DIA: 7 de Maio a 29 de Junho de 2013;
MOSTRA BIBLIOGRÁFICA: “Raúl Rêgo Jornalista”;
LOCAL: Hemeroteca Municipal de Lisboa.

DIA: 23 de Maio de 2013 (18 horas);                                                
CONFERÊNCIA: “O 'caso República' na 'imprensa de direita'. Uma aproximação histórica ao problema a partir do semanário Tempo (1975)";                       
LOCAL: Hemeroteca Municipal de Lisboa.

DIA: 24 de Junho de 2013 (18 horas);
CONFERÊNCIA /EXPOSIÇÃO: “Raúl Rêgo – Maçon e Grão-Mestre do GOL”;
LOCAL: Museu Maçónico Português.

DIA: 5 de Outubro de 2013 (18 horas);
CONFERÊNCIA /EXPOSIÇÃO: “Raúl Rêgo – Percurso, Vida e Obra”;
LOCAL: …a definir.

J.M.M.

domingo, 22 de maio de 2011

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

HISTÓRIA DA REPÚBLICA - RAUL REGO


"A história da República está por fazer. Há muitas obras monográficas muito interessantes; mas não há nenhuma obra de conjunto. (...) Raul Rego, começando também nas origens das origens, isto é, nos alvores do século XIX, dispôs-se a preencher essa lacuna, lançando mãos ao que deve ser o livro da sua vida, pelo escrúpulo e paixão que nele tem posto. Não sendo obviamente neutral, visto que se trata de um republicano confesso, admirador dos grandes vultos da nossa Primeira República, pôs contudo na sua História da República Portuguesa a isenção, o profissionalismo e a independência crítica de que tem dado sobejas provas ao longo da sua vida, de grande jornalista, de escritor e de exemplar cidadão. (...)"

História da República Portuguesa, por Raul Rego. Pref. de Mário Soares. Edição do Círculo de Leitores, Lisboa, 1986-1987, V vols

["Profusamente ilustrada com retratos, fotografias de acontecimentos, reproduções de frontispícios de livros e publicações periódicas, etc. Encadernação editorial" - ver no catálogo da In-Libris]

J.M.M.