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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

MEU CARO IRMÃO JOSÉ PINHEIRO DE MELLO


[FOTO: Carta de Bernardino Machado para José Pinheiro de Melo, datada de 6 de Dezembro de 1896 (Coimbra) - via Manuel Sá Marques]
 
[BERNARDINO MACHADO E A MAÇONARIA]
 
as más línguas diziam que Bernardino Machado saiu da Maçonaria por causa de não pagar as quotas! Antes pelo contrário: saiu por causa da sua ideia, defendendo as instituições livres, as associações livres (o mesmo para a Maçonaria), sem secretismos. José Pinheiro de Melo foi um dos principais adversários de Bernardino Machado.
 
O Dr. Manuel Sá Marques oferece-nos mais estas reflexões. O meu abraço de fraterna amizade]  via Amadeu Gonçalves Facebook
 
 
 
FOTO: Da esq. para a dir. -  Luís Filipe da Mata, António José dos Santos Pousada, Bernardino Machado, José Pinheiro de Melo e José Maria Feio Terenas
via Manuel Sá Marques, com a devida vénia
 
J.M.M.
 
 
 

terça-feira, 8 de maio de 2012

FEIO TERENAS O IDEALISTA CONVICTO



LIVRO: Feio Terenas. O Idealista Convicto;
AUTORAS: Regina Gouveia & Sandra Terenas;
EDITORA: Fonte da Palavra.

APRESENTAÇÃO: Luís Farinha (U.N.L.);
DATA: 9 de Maio de 2012 (17 horas);
LOCAL: Biblioteca Nacional de São Lázaro, Rua do Saco 1 (Lisboa, Freguesia da Pena)

"... Feio Terenas - O Idealista Convicto constitui uma obra fundamental para o conhecimento deste ilustre republicano [que AQUI e AQUI já referimos]. A sua actividade política, a sua relevante acção na Educação e na Cultura, na Maçonaria, e o seu papel no Jornalismo, são aqui profundamente divulgados, fruto de uma profunda, cuidada e entusiástica investigação das autoras" [AQUI]

J.M.M.

sábado, 10 de maio de 2008

FEIO TERENAS (Parte II)


FEIO TERENAS (Parte II)

Após a implantação da República foi deputado à Assembleia Nacional Constituinte que o nomeou Director Geral da Secretaria da Assembleia Nacional Constituinte. Em 1911 passa a integrar o Senado, órgão criado pelo governo republicano, onde se manteve até 1915. Chegou a ser nomeado Director Geral do Congresso.

Foi iniciado na Maçonaria em Coimbra, com o nome simbólico de Vitor Hugo. Neste período coimbrão integra os quadros das lojas Federação e Preserverança. Mais tarde integrou as lojas Simpatia e Elias Garcia, de Lisboa, onde foi eleito venerável. Em 1901 atinge o grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceite [REAA] e a partir de 1903 integra o Supremo Conselho. Foi um dos principais organizadores dos congressos maçónicos de 1900, 1903, 1905 e 1906.

Em 1914, foi um dos elementos que acompanhou a cisão no Grande Oriente Lusitano Unido.

Feio Terenas foi geralmente tido como um republicano moderado, não se envolve em grandes polémicas e o seu trabalho é fundamentalmente de doutrinação através da escrita. Enquanto deputado, no final da Monarquia, procura centrar-se em temáticas que o seu percurso de vida mostra que lhe eram próximas, como a lei do registo civil obrigatório ou a tentativa de autorizar as câmaras municipais a instituir bibliotecas populares por todo o País.

Faleceu em Lisboa em 29 de Janeiro de 1920. O seu funeral realizou-se civilmente e a ele compareceram personalidades de destaque da vida da República: António José de Almeida [Presidente da República]; Domingos Pereira [Presidente do Ministério]; Bernardino Machado [antigo Presidente da República], entre muitas outras pessoas.

Colaborações na Imprensa: (entre as muitas que realizou, conseguiram localizar-se as que a seguir se discriminam):

- Eco dos Operários, Covilhã, 1867;
- Jornal do Iniciado, Coimbra, 1873-1875[periódico maçónico];
- Reformador, (O), Coimbra, 1875;
- Partido do Povo,(O), Coimbra - Lisboa, 1878-1881;
- Tempo,
- Republica,
- Comércio da Figueira, (O), Figueira da Foz, nº 126, Ano I, 1880, publica um artigo As festas nacionais.
- Alferes Malheiro (O), Número único, Porto, Typ. da Empresa Literaria e Typographica, S. d.(1893 ?).
- Ano (Um) depois. (Aos vencidos). 31 de Janeiro de 1831 - 31 de Janeiro de 1892. Número único, Porto, Typ. da Empresa Literaria e Typographica, 1892.
- Gabinete dos reporters. N.° 24, 4.º série, ano 1895, 29 de Setembro. Director, Luiz da Silva, Lisboa.
- José Estêvão, Número único, Comemorativo da Inauguração do Monumento em Aveiro, Publicação do Clube Escolar José Estêvão, Lisboa, 1889. typ. da Companhia Nacional Editora.
- Consagração, Número único, dirigido por Fernão Botto Machado e Gonçalves Neves e dedicado ao dr. Sebastião de Magalhães Lima. (Sem indicação da tipografia nem ano; provavelmente impresso no jornal Vanguarda, Dezembro 1904);
- Independência (A). Liberdade e Justiça. Instrução e Progresso, 8 de Maio de 1882, ano I, N.° 20,Póvoa de Varzim;
- Diário da Tarde, Lisboa, 1885;
- Democracia,(A), Lisboa, 1911-1912 [director];
- Democracia,(A), Lisboa,
- Século,(O), Lisboa, 1881-198?;
- Vanguarda,(A), Lisboa, 1891-1911 [director entre 1907 e 1911];
- Galeria Republicana, Lisboa, ;
- Enciclopédia Republicana, Lisboa;
- Revolução de Janeiro, Lisboa;
- Tribuna, Lisboa;
- Batalha, (A), Lisboa;
- Archivo Republicano, Lisboa;
- Norte, (O), Porto, 1900-1909 [redactor-político];
- Folha Nova, (A), Porto;
- Mundo, (O), Lisboa;
- Correspondência da Figueira, Figueira da Foz;
- Gazeta da Beira, Guarda;
- Correio do Sado, Setúbal;
- Correspondência, Póvoa de Varzim;
- Dez de Março, Porto;
- Liberdade, Viseu;
- Transmontano, Vila Real;
- Froebel, Lisboa, 1882-1885;
- Vintém das Escolas, (O), Lisboa, 1902-;

Publicou ainda:
- Abençoado Amor (drama), 1866;
- Discurso sobre a resposta ao discurso da Coroa proferido na sessão de 8 de Junho de 1908, Lisboa, 1908.

Bibliografia Consultada:
- CATROGA, Fernando, Mações, "Liberais e Republicanos em Coimbra (Década de 70 do século XIX)", Arquivo Coimbrão, vol. XXXI-XXXII, Coimbra, 1988-89, p. 259-345.
- MARQUES, António Henrique de Oliveira (Coord.), Parlamentares e Ministros da 1ª República (1910-1926), col. Parlamento, Edições Afrontamento, Porto, 2000, p.423-424.
- MOREIRA, Fernando , "Terenas, José Maria de Moura Barata Feio", Dicionário Biográfico Parlamentar (1834-1910), Coord. Maria Filomena Mónica, vol. III, col. Parlamento, Imprensa de Ciências Sociais, Lisboa,2006, p. 907-909.

A.A.B.M.

terça-feira, 6 de maio de 2008

FEIO TERENAS (Parte I)


FEIO TERENAS (Parte I)

Nasceu em 5 de Novembro de 1850, na Covilhã, com o nome completo de José Maria Moura Barata Feio Terenas, filho de José Maria Moura Barata Feio e de Maria Rosa Adelaide Terenas.

Na sua terra natal, fundou, aos 17/18 anos, um jornal Eco Operário(1869), de feição socializante, pois dizia-se defensor das classes trabalhadoras. A inexperiência e os resultados pouco animadores deste projecto obrigam-no a partir para outras paragens. Conhece-se a sua passagem por Lisboa e, posteriormente, a sua instalação em Coimbra, onde reside durante vários anos. Nesta cidade convive com algumas das figuras precursoras do pensamento positivista e republicano como Manuel Emídio Garcia, José Falcão , Abílio Roque de Sá Barreto, entre outros. Durante esse período de permanência em Coimbra colabora com variados órgãos da imprensa local, assumindo várias funções como redactor, director, colabrador ou correspondente para as províncias.

Republicano assumido, desde bastante jovem, participou na reunião que se realizou em casa de Tomás de Carvalho, em 1873, onde decorreu um dos actos fundadores do Partido Republicano em Portugal. Nessa mesma reunião participaram Latino Coelho, Elias Garcia, Oliveira Marreca e Bernardino Pinheiro. Voltamos a encontrá-lo em 1876 no famoso banquete realizado em casa de António Augusto Carvalho Monteiro, onde se comemorava a vitória dos republicanos em França e que deu origem à criação do primeiro directório do Partido Republicano. Na sequência destes acontecimentos instala-se em Coimbra um Centro Republicano onde Feio Terenas é figura preponderante.

Foi um dos participantes na primeira Associação de Jornalistas e Escritores criada em Lisboa em 1880, por altura das comemorações do tricentenário de Camões.

Desde bastante cedo concedeu bastante importância ao problema do ensino em Portugal, em especial das primeiras letras e da educação cívica para preparar os cidadãos da futura República que se instauraria em Portugal. Em 1881, já em Lisboa, foi nomeado bibliotecário-geral das Bibliotecas Municipais de Lisboa, função que exerceu até à implantação no regime republicano.

A partir de 1881, Feio Terenas integra também a direcção do Centro Federal de Lisboa. Foi um dos responsáveis pela organização do Congresso Republicano de 1887, realizado em Lisboa, quando foi eleito membro do Directório.

Com os acontecimentos provocados pela revolução de 31 de Janeiro de 1891 e, porque o Directório do partido suspendeu a sua actividade, passou a desempenhar funções na Junta Departamental do Sul a que presidiu. Exerceu anda funções como vogal na Junta Geral do Distrito de Lisboa e foi eleito deputado em 1908, pelo círculo de Setúbal, voltando a ser eleito pelo mesmo círculo em 1910.

[Em continuação]

A.A.B.M.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

HEMEROTECA DIGITAL EM DESTAQUE


A Hemeroteca Digital de Lisboa continua a realizar um magnífico trabalho na divulgação de publicações periódicas, disponibilizando a todos os interessados publicações que muitas vezes são dificeis de encontrar e desenvolvendo todo um conjunto de actividades dignas de acompanhamento e participação por todos.

Assim, iniciaram o presente mês de Maio com a disponibilização da Revista Froebel, publicação dedicada aos assuntos da educação que se publicou em Lisboa, entre 1882 e 1884. Nesta interessante publicação dirigida por Feio Terenas, colaboraram alguns dos pedagogos portugueses mais importantes como Francisco Adolfo Coelho, J. C. Rodrigues Costa, João José de Sousa Teles, José António Simões Raposo, José Elias Garcia, Narciso Alves Correia, Zófimo Consiglieri Pedroso, Maria José da Silva Canuto, A. Ferreira Mendes, Caetano Pinto e Teófilo Ferreira. Nesta revista encontram-se interessantes artigos sobre os Congressos Pedagógicos de 1883, a que o Almanaque Republicano já tinha feito referência aqui.

Por outro lado, iniciaram ainda um conjunto de conferências sobre Feio Terenas, primeiro bibliotecário da Câmara Municipal de Lisboa, jornalista, político, maçon e republicano histórico, cujo programa completo de actividades pode ser consultado aqui.

» Ciclo de conferências
Evocar o primeiro bibliotecário da CML – Feio Terenas (1847-1920)

1.ª Conferência
“A ameaça do decadente destino e a viragem social do republicanismo - o contributo de Feio Terenas”
por José Viegas Brás (Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias/ Faculdade de Educação Física e Desporto e Instituto de Educação) e por Maria Neves Gonçalves (Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias/ Instituto de Educação)
Hemeroteca Municipal - 8 Maio às 18h

2.ª Conferência
“Feio Terenas: Propagandista Republicano”
por Jorge Trigo (Hemeroteca Municipal – CML)
Hemeroteca Municipal - 15 Maio às 18h

3.ª Conferência
“Feio Terenas: Jornalista”
por Luís Filipe Figueiredo (Hemeroteca Municipal – CML)
Hemeroteca Municipal - 20 Maio às 18h

Vão também iniciar um curso livre sobre A História das bibliotecas e da leitura pública no Portugal contemporâneo, no entanto, as inscrições já se encontram esgotadas segundo informação do site da instituição.

1.ª sessão
“O final da Monarquia e a I República”
por Pedro Leite (Investigador, doutorando em História Contemporânea)
Biblioteca Municipal Central - 12 Maio às 18h

2.ª sessão
“A Ditadura Militar e o Estado Novo”
por Daniel Melo (Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa)
Biblioteca Municipal Central - 19 Maio às 18h

3.ª sessão
“O período democrático”
por Henrique Barreto Nunes (Biblioteca Pública de Braga)
Biblioteca Municipal Central - 27 Maio às 14h30

Durante este mês também é possível visitar a Exposição “As práticas bibliotecárias no município de Lisboa: os objectos e os profissionais: ontem e hoje”
Biblioteca Municipal Central - de 1 a 31 Maio.


Indubitavelmente um conjunto de sessões a não perder para quem gosta destas matérias.

A.A.B.M.