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sábado, 21 de junho de 2014

EVOCAÇÃO DOS 90 ANOS DOS GRAVES ACONTECIMENTOS DE SILVES DE JUNHO DE 1924

Assinala-se amanhã, 22 de Junho, os noventa anos dos graves acontecimentos que envolveram a morte de operários locais durante um dos vários episódios de lutas pelos seus direitos.

Conforme se pode ver acima (clicando na imagem para aumentar), os operários corticeiros silvenses que tinham um núcleo operário na cidade muito aguerrido, com uma estrutura articulada com outras associações operárias que existiam na época na cidade e nas localidades próximas desencadearam uma das suas lutas pela melhoria das suas condições. No entanto, as autoridades policiais locais reagiram de forma agressiva, e para tentarem impedir uma manifestação operária, um dos elementos presentes disparou sobre a multidão matando um operário e ferindo outras pessoas entre as quais crianças.

A imprensa fez eco da situação e acima temos a referência ao acontecimento no jornal A Capital, de 27 de Junho de 1924, Ano 14, nº 4663, p. 4, sobre o impacto que a notícia teve pelo País agregando movimentos e mobilizando os operários para outras lutas que se seguiram. Também a imprensa regional fez alguma referência ao acontecimento, como a imagem do lado direito, com uma notícia do jornal semanário O Algarve, de 29 de Junho de 1924, Ano 17, nº 847, p. 1.

Porém foi no jornal A Batalha, jornal da Confederação Geral do Trabalho (C.G.T.), que a partir de 24 de Junho começa a fazer uma grande campanha sobre os acontecimentos de Silves conforme se pode ver na imagem abaixo (Clicar na imagem para aumentar). Campanha que se vai arrastar ao longo de vários dias na imprensa operária.

Para evocar os acontecimentos, a Câmara Municipal de Silves organiza no próximo dia 25 de Junho de 2014, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, uma cerimónia pelas 18.30h, com a realização de duas conferências, uma pela doutora Maria João Raminhos DuarteO 22 de junho de 1924 no movimento operário silvense: o anátema do "lenço na algibeira" e outra pelo professor e historiador Manuel Ramos, que exerceu as funções de director do antigo Museu da Cortiça da Fábrica do Inglês.

Mais detalhes sobre o assunto podem ser obtidos na página da Câmara Municipal de Silves.

Com os nossos votos do maior sucesso para esta iniciativa que não podemos deixar de divulgar.

A.A.B.M.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

SILVES E O ALGARVE. UMA HISTÓRIA DA OPOSIÇÃO À DITADURA, POR MARIA JOÃO RAMINHOS DUARTE


Vai realizar-se amanhã a apresentação do novo livro da Doutora Maria João Raminhos Duarte, numa sessão solene a realizar-se na cidade de Silves, pelas 17.30 horas, na Biblioteca Municipal de Silves.

Pode ler-se na sinopse da obra, que resultou da dissertação de Doutoramento da autora, apresentada na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa:

A evolução política do concelho de Silves e, de certo modo, do Algarve, desde 1926, os protagonistas, as resistências e as reacções na sociedade algarvia nos anos controversos que se seguiram ao golpe militar de 28 de Maio e a todo o processo que conduziu à instituição e afirmação do Estado Novo nesta província até ao fim da década de 50, constituem o "leitmotiv" deste estudo. Debruça-se particularmente sobre a oposição ao regime ditatorial no concelho de Silves no período entre 1926 e 1958. A cidade, caracterizada por um forte movimento operário ligado à indústria corticeira e pelo republicanismo "democrático" da sua elite local, destacou-se no Algarve, desde o primeiro momento, no combate à ditadura. Em Silves, houve opositores de todos os tipos. Neste âmbito foi feita a história das suas actividades e movimentos, biografados os seus protagonistas e identificadas as suas actividades e influência dentro e fora do concelho. Pretendeu-se, em suma, analisar e reflectir sobre o impacto da oposição ao Estado Novo e avaliar a intervenção dos silvenses no movimento oposicionista nacional, caracterizando a oposição no concelho de Silves e sua influência na resistência à ditadura.

Índice da obra:

Abreviaturas e siglas

Nota prévia

Introdução

Objectivos

Parte I: Resistências culturais e políticas nos primeiros Tempos da Ditadura (1926 1934) 1 - O Espaço e as Circunstâncias: Antecedentes históricos do Concelho de Silves
1.1 Caracterização e Evolução política local
1.1.1 Os Monárquicos
1.1.2 Os Republicanos
1.1.3 O Operariado
1.2 A Ditadura Militar: o Projecto falhado
2 - As Oposições
2.1 O Reviralho
2.2 A Oposição republicana: a República "mora" em Silves
2.2.1. O Jornal Vibração
2.3 A Oposição operária
2.3.1 A Liderança anarquista
2.3.2 A Emergência do PCP e a Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas
2.3.3 "Nunca mais iremos para a rua com lenços na algibeira": o 18 de Janeiro de 1934 em Silves 122
2.4 A Oposição à direita
2.4.1 Os Monárquicos e o Movimento Nacional Sindicalista


Parte II: Estratégias e Evolução da Oposição silvense na Consolidação do Regime Salazarista (1935 1949)
1 - Movimentos e Momentos da Oposição em Silves
1.1 O Jornal A Rajada
1.2 A efémera Esperança da Guerra
1.2.1 Os Tempos da Guerra Civil de Espanha e a Organização comunista no final dos anos 30
1.3 A Reorganização do PCP: as novas formas de luta
1.4 A II Grande Guerra Mundial
1.4.1 O MUD
1.4.2 O Arrebatamento da Juventude silvense: o MUD - Juvenil
1.5 O Movimento sindical
1.5.1 O Assalto aos Sindicatos Nacionais: "Furar" é a Palavra de Ordem
1.6 O Acto Eleitoral de 1949: Norton de Matos ou a República como Esperança

Parte III: A Oposição silvense na longa Travessia dos Anos 50 (1950 1958)
1 - A Trasladação dos Restos mortais de Teixeira Gomes: a Oposição na Rua
2 - O PCP local e os difíceis Anos 50
2.1 O MUD Juvenil renovado: os Movimentos pela Paz
3 - 1958: o Ano da Tormenta e da Esperança
4 - Outras Personalidades e Aspectos significativos da Oposição silvense ao Estado Novo
4.1 Mulheres silvenses na Oposição
4.1.1 A Repressão no Ensino
4.2 Oposicionistas silvenses noutras paragens
4.2.1 Na "outra banda", a Margem Sul do Tejo
4.2.2 Emigrados silvenses no Brasil - o "Portugal Democrático"
5 - "A longa Noite": Episódios prisionais

Parte IV: As Biografias
1 - António Neves Anacleto
2 - João José Duarte
3 - José Correia Pires
4 - José dos Reis Sequeira
5 - Sebastião dos Ramos Viola Júnior
6 - António Estrela
7 - José Domingos Garcia Domingues
8 - José Gonçalves Vítor
9 - Estanislau do Carmo Ramos
10 - João Sequeira dos Santos
11 - Mateus da Silva Gregório
12 - Manuel Rodrigues Madeira
13 - José Rodrigues Vitoriano
14 - Manuel Joaquim Ramos
15 - José Ventura Duarte
16 - João dos Reis Negrão
17 - Sidónio Nunes Pacheco
18 - Joaquim do Nascimento Ventura
19 - Américo da Silva Pessanha
20 - David Rodrigues Neto
21 - Diamantina Jesus Vicente
22 - Regina Ventura Duarte
23 - Julião Quintinha
24 - Aquilino das Dores Mourinho
25 - Manuel Lourenço Neto

Conclusão

Apêndice Documental
Apêndices
Anexos

Fontes e bibliografia


SOBRE A AUTORA:

Maria João Raminhos Duarte nasceu em Moçambique em 1959. É doutorada em História. Tem publicado Portimão, industriais conserveiros na 1ª metade do séc. XX, João Rosa Beatriz. Esboço de uma biografia política, José Rodrigues Vitoriano: o «operário construído» e Presos políticos algarvios em Angra do Heroísmo e no Tarrafal, além de vários artigos no âmbito da História regional algarvia contemporânea. É docente Escola E.B. 2,3 Eng. Nuno Mergulhão e no Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes (ISMAT), em Portimão.

Uma actividade a não perder.
A.A.B.M.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

CENTENÁRIO DA REPÚBLICA EM SILVES


Vai realizar-se esta noite, 28 de Maio, em Silves, pelas 21h.30m, a apresentação do livro do Prof. António Ventura, a que se segue uma conferência sobre O Postal Ilustrado como instrumento de Propaganda.

No dia 4 de Junho de 2010, termos nova actividade sobre a Maçonaria em Silves (1904-1935).

Ambas as actividades decorrerão nas instalações da Biblioteca Municipal de Silves.

Uma actividade a acompanhar com todo o interesse.
(Clicar na imagem para aumentar)

A.A.B.M.