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segunda-feira, 2 de abril de 2018

O SÉCULO XX EM REVISTA(S)



O Século XX em Revista(s)” – por Luís Miguel Queirós, in Jornal “Público
As quatro principais revistas históricas do movimento anarco-sindicalista português juntam-se este sábado a outras importantes publicações já colocadas online pelo portal Revistas de Ideias e Cultura, uma gigantesca base de dados que abre à navegação digital aquelas que foram as grandes montras culturais do século XX.
As duas séries d’A Sementeira (1908-19), a Germinal (1916-17), o suplemento d’A Batalha (1923-27) e a Renovação (1925-26), quatro revistas fundamentais para a história da disseminação do ideário anarquista e do desenvolvimento do movimento anarco-sindicalista português ao longo das primeiras décadas do século XX, já podem ser integralmente consultadas e pesquisadas online. É a mais recente expansão do portal Revistas de Ideias e Cultura (RIC), um ambicioso projecto dirigido por Luís Andrade e desenvolvido pelo Seminário de História das Ideias do Centro de Humanidades da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em parceria com a Biblioteca Nacional e a Fundação Mário Soares.
O objectivo, explica Luís Andrade, professor de Filosofia da Universidade Nova, é “fazer o mapeamento da cultura portuguesa do século XX a partir da análise sistemática do conteúdo das revistas tidas por mais significativas”.
Mais do que um arquivo digital, o RIC é uma base de dados dotada de sofisticadas ferramentas de pesquisa e que permite ao leitor ou investigador não apenas aceder ao conteúdo integral das diferentes publicações, mas também consultá-lo a partir de uma série de critérios que podem cruzar-se numa mesma busca e que incluem índices de autores (quer de textos, quer de ilustrações), conceitos (por exemplo, anarquismo), assuntos (por exemplo, I Guerra Mundial), nomes citados (distinguindo os singulares e os colectivos), obras citadas ou nomes geográficos.


Suponhamos que o leitor está interessado em textos que abordem a I Guerra Mundial: se fizer uma pesquisa geral no portal, encontrará 2153 artigos, distribuídos por várias revistas, que incluem quer as publicações anarquistas já referidas, quer outras como A Águia, a Seara Nova ou a Atlântida, para citar apenas algumas. Mas também pode pesquisar o mesmo assunto apenas numa revista específica, ou cruzá-lo com outros critérios. E se a Grande Guerra é um assunto de que naturalmente trataram todas as publicações da época, se procurar um tópico bastante menos óbvio, como, digamos, o haxixe, descobrirá com provável surpresa que Sampaio Bruno discorreu sobre esta substância num artigo intitulado O Tabaco… em Heródoto, publicado em 1913 n’A Águia.


(…) Com uma pequena equipa permanente – que inclui, além do seu coordenador, um editor executivo, um documentalista, um informático, uma analista de dados estatísticos e uma webdesigner –, mas contando com o auxílio de investigadores especializados para cada uma das revistas a publicar, a estratégia do portal tem sido a de se focar em sucessivos movimentos culturais ou ideológicos para dar prioridade às principais revistas que lhes estão associadas. Antes de se debruçar sobre as publicações anarquistas, o site já disponibilizara online as revistas relacionadas com o movimento cultural da Renascença Portuguesa, como a Nova Silva, A Águia ou A Vida Portuguesa, ou ainda as principais publicações associadas ao primeiro modernismo, como Orpheu, Portugal Futurista, Sphinx, Exílio, Centauro e Eh Real!.
E por vezes não se trata apenas de poupar aos investigadores, ou a simples curiosos, muitas horas a preencher pedidos em bibliotecas. Alguns dos números agora digitalizados e consultáveis estão em falta nas várias bibliotecas públicas. Exemplo disso mesmo é a célebre e raríssima edição 11/12 da 4.ª série d’A Águia, de 1929, que foi apreendida ainda na tipografia porque denunciava um plágio de Gustavo Cordeiro Ramos, ministro da Instrução Pública em sucessivos governos da ditadura militar e no início do Estado Novo. “Só está representado na Biblioteca Nacional por um postal onde se informa que este número não foi posto à venda por motivos imprevistos”, diz Luís Andrade.


Outra façanha de monta deste portal foi a digitalização integral da Seara Nova, abarcando todas as suas (muito) diversas fases, desde a fundação, em 1921, até 1984, num total de 1604 números, correspondentes a 31.500 páginas e a cerca de 21.500 peças de mais de três mil autores.
Para cada uma das revistas publicadas, o interessado encontra não apenas a reprodução digital de todos os números, mas também apresentações que procuram caracterizá-la e situá-la no seu contexto histórico, secções que reúnem os seus manifestos e outros textos de dimensão programática, uma antologia de literatura passiva sobre a publicação em causa e alguns estudos reproduzidos em texto integral.
Há também uma secção autónoma dedicada às polémicas, um modo de discussão pública aliás muito característico das revistas, e que só por aproximação corresponde àquilo a que hoje se chama uma polémica na imprensa ou nas redes sociais. Luís Andrade recorda, por exemplo, a famosa controvérsia entre António Sérgio e Pascoaes, nas páginas d’A Águia, a propósito do saudosismo, ou “a discussão entre Álvaro Cunhal e José Régio acerca do significado social da literatura”, na Seara Nova. Mas também nas revistas anarquistas agora digitalizadas se encontram polémicas, designadamente as que ilustram o confronto de posições perante a Grande Guerra ou a Revolução de Outubro.
A barra de navegação inclui ainda um “magasin”, que joga foneticamente com “magazine” (revista), mas que aqui alude mais a um tipo de armazém comercial ecléctico, onde se vende um pouco de tudo. É nesta secção que se acumulam todos os materiais que, não pertencendo formalmente às revistas em causa, a elas estão directamente ligados, como as separatas, ou que permitem conhecer melhor a respectiva história, como a correspondência travada entre os seus fundadores, testemunhos diversos e outros documentos. No magasinda Seara Nova é possível encontrar, salienta Luís Andrade, “vários dossiers do seu arquivo editorial, até agora inéditos”.
Obra em aberto e em constante expansão, o portal anuncia já também na sua homepage os vários títulos que deverão ficar disponíveis ainda este ano e que incluem a magnífica Contemporânea, dirigida por José Pacheko entre 1922 e 1926, com um primeiro número isolado saído em 1915. Ilustrada por artistas como Almada Negreiros, Stuart Carvalhais, Eduardo Viana ou Dórdio Gomes, contou entre os seus colaboradores literários com nomes como Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro ou Aquilino Ribeiro
Outra importante publicação prometida para este ano é O Tempo e o Modo, fundada em 1963 por um grupo de católicos progressistas como Alçada Baptista, Bénard da Costa, Pedro Tamen ou Nuno de Bragança. Está ainda prevista a digitalização de Alma Nacional, uma revista republicana lançada literalmente nas vésperas da queda da monarquia, e de outras publicações do início do século XX, como Dionysos, dirigida em Coimbra por Aarão de Lacerda, ou A Renascença, de Lisboa. Sol Nascente, dos anos 30, ligada ao neo-realismo, e a mais recente Raiz e Utopia, já do pós-25 de Abril, são outros títulos previstos para 2018. E o Revista de Ideias e Cultura pretende começar a apostar também em publicações com motivações mais específicas, como a revista feminista Sociedade Futura, dirigida por Ana de Castro Osório, ou A Construção Moderna, que considera “uma peça fundamental da cultura arquitectónica e urbana das duas primeiras décadas do século XX”.
Já a decisão de criar estes quatro novos sites agora consagrados às revistas anarquistas ficou também a dever-se ao desejo de “repor a memória de uma das correntes principais do pensamento e da intervenção social do século XX, remetida ao esquecimento de forma pouco inocente após a revolta da Marinha Grande de 18 de Janeiro de 1934”, diz Luís Andrade, numa provável alusão ao modo como o PCP veio a reescrever a história desse levantamento, que acabaria por marcar o fim da predominância do anarco-sindicalismo no movimento operário.
Mas não só os que se interessam pelo anarquismo terão boas razões para consultar estas revistas. Uma rápida consulta aos dados estatísticos que acompanham, em secção própria, cada um destes títulos, permite verificar, por exemplo, que os apreciadores de Ferreira de Castro encontrarão aqui nada menos do que 181 artigos dispersos assinados pelo romancista, a maior parte no suplemento d’A Batalha, mas também na Renovação. E os apaixonados pela ilustração podem deliciar-se com as dezenas de trabalhos criados para as mesmas revistas por Stuart Carvalhais ou pelo notável Roberto Nobre, que acumulava as artes gráficas com a crítica de cinema.
Estes levantamentos de ocorrências estão também cheios de surpresas: quem diria, por exemplo, que o nome mais citado nas duas já referidas revistas da Confederação Geral do Trabalho é o de Jesus Cristo, ou que a obra mais citada n’A Águia foi a revista Mercure de France? Mas estes resultados imprevistos, se podem ser mais ou menos anedóticos, ou ter explicações prosaicas, também “fornecem a informação necessária quer para testar as leituras correntemente aceites, quer para suscitar interrogações até hoje não formuladas” sobre estas revistas e movimentos, observa Luís Andrade. O que torna este portal uma ferramenta doravante indispensável para quem queira estudar umas e outros.
O Século XX em Revista(s) – por Luís Miguel Queirós, Jornal Público, 31 de Março de 2018, pp. 24/25 – com sublinhados nossos.

J.M.M.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

CONFERÊNCIA - AS AMEAÇAS À LIBERDADE DE EXPRESSÃO E À DEMOCRACIA. EM HOMENAGEM A MÁRIO SOARES




DIA: 21 de Abril 2017 (17,30 horas);
LOCAL: Fundação Mário Soares [Rua de S. Bento, 176], Lisboa;

ORGANIZAÇÃO: Associação Promotora do Livre Pensamento | Associação 31 de Janeiro.

ORADORES/TEMAS:

- Francisco Teixeira da Mota: “A jurisprudência do TEDH relativa à liberdade de expressão”;

- Iolanda Rodrigues de Brito: “Democracia, fake news e o efeito epidemiológico da desinformação”;
 
- Jónatas Machado: “O princípio anticorrupção e a liberdade de expressão

- José Adelino Maltez: A conquista do indiviso  - uma história da liberdade
 
Moderador: Vasco Franco

J.M.M.
 

terça-feira, 4 de outubro de 2016

REVISTAS DE IDEIAS E CULTURA: APRESENTAÇÃO DE WEBSITES


Amanhã, 5 de Outubro de 2016, pelas 17 horas, no Auditório José Gomes Mota, nas instalações da Fundação Mário Soares vão ser apresentados os websites de quatro revistas importantes do início do século XX, que agora permitem vários tipos de abordagem, com funcionalidades muito úteis aos investigadores como: índices diversificados (autores, conceitos, assuntos, nomes citados, obras citadas, nomes geográficos), bem como as recolhas documentais específicas.

Esta iniciativa resulta da parceria entre a Fundação Mário Soares, o Seminário Livre História das Ideias, do Centro de História d'Aquem e d'Além Mar,  a Biblioteca Nacional de Portugal, e sido apoiadas pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, a Assembleia da República, o Centro Nacional de Cultura e a Fundação Calouste Gulbenkian.

As revistas que passam a dispor deste serviço são:
- Nova Silva, 1907:
- A Águia, 1907-1932;
- Vida Portuguesa, 1912-1915;
- Atlântida, 1915-1920.

Estão já previstos novos processos para outras revistas durante o ano de 2017 e seguintes.

Recomenda-se uma visita e uma pesquisa pelos diferentes formulários que por lá se podem encontrar.
Por outro lado, existem dados complementares muito interessantes e importantes para que se dedica a estes assuntos.

A.A.B.M.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

A RUPTURA REPUBLICANA: CICLO DE CONFERÊNCIAS NA FUNDAÇÃO MÁRIO SOARES

A Fundação Mário Soares, no âmbito de mais um ciclo de conferências subordinada ao tema Rupturas, com a coordenação do Professor Fernando Rosas vai levar a efeito esta conferência, para a qual chamamos a atenção de todos os que nos seguem:

Título da conferênciaA Ruptura Republicana (1910-1914)

Conferencista: Joaquim Romero Magalhães

Local: Auditório José Gomes Mota
Rua de S. Bento, 160 - Lisboa
Entrada Livre

Data: 21 de Abril de 2016

Horário: 18:00 h

Uma iniciativa a divulgar e a que desejamos o maior sucesso.

A.A.B.M.

quinta-feira, 26 de março de 2015

VIDAS COM SENTIDO: Luís Dias Amado


CONFERÊNCIA:"LUÍS DIAS AMADO” (1901-1981) [do ciclo “Vidas com Sentido"];

DIA: 26 de Março 2015 (18,00 horas);
LOCALAuditório da Fundação Mário Soares (Rua de S. Bento, 160, Lisboa);
ORGANIZAÇÃO: Fundação Mário Soares;

ORADORESMário Soares | Luís Farinha 

“Homens e Mulheres que pelos seus ideais, pela sua postura cívica e política, pelos seus combates, souberam dar sentido às suas vidas e, embora já falecidos, permanecem como exemplos. A Fundação Mário Soares dedica um ciclo de conferências e debates a essas figuras da nossa cidadania democrática, prestando-lhes homenagem. A trigésima quarta conferência do ciclo "Vidas com Sentido" é dedicada a Luís Dias Amado”

LUÍS DIAS AMADO [18901-1981] foi já, por nós, AQUI [PARTE I | PARTE II | PARTE III], averbado, com uma anotação sobre a sua prestimosa figura de republicano e de resistente à ditadura.
J.M.M.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

VIDAS COM SENTIDO: MARIA LAMAS

Amanhã, quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2015, pela 18 horas, continua o conjunto de sessões subordinada do tema Vidas Com Sentido, organizado pela Fundação Mário Soares, dedicado desta vez a Maria Lamas (1893-1985).

Esta iniciativa conta com a colaboração e a participação de Maria Antónia Palla, José Gabriel Pereira Bastos e Mário Soares.
Uma iniciativa que divulgamos e aproveitamos para traçar os dados biográficos da homenageada na sessão, ao longo destes próximos dias.

Maria da Conceição Vassalo e Silva da Cunha Lamas, era filha de Maria da Encarnação Vassalo e de Manuel Caetano da Silva. Em 1900 ingressa, como aluna interna, no Colégio das Teresianas de Jesus, Maria e José, em Torres Novas.

Em 1911, casa com o tenente Ribeiro da Fonseca, tornando-se no primeiro casamento civil que se realiza em Torres Novas. Como o marido era militar foi enviado em comissão de serviço para Angola onde se mantém até 1913. No período em que regressa a Portugal nasce a primeira filha do casamento, Manuela. Também nessa época começa a colaborar na imprensa local com pequenas poesias, quase todas tendo por base o tema da Guerra e utilizando o pseudónimo Serrana d'Ayre.

Quando Portugal entra efectivamente em guerra com a Alemanha e se inicia o envio de tropas para o centro da Europa, Maria Lamas realiza trabalho voluntário com a Cruz Vermelha. Organiza eventos para angariar fundos que seriam enviados para os soldados na frente de batalha. No final da Grande Guerra divorcia-se, já com duas filhas para educar e acompanhar, tendo sido ela a desenvolver as iniciativas para encontrar meios de sustento, mas vive em casa dos pais em Lisboa. Entra assim no circuito do meios de comunicação de grande tiragem. Começa por colaborar com a Agência Americana de Notícias e depois começa a colaborar com os jornais Correio da Manhã, Época e mais tarde O Século, A Capital e o Diário de Lisboa.

Na vida pessoal casa novamente, em 1921, com Alfredo da Cunha Lamas e volta novamente a ser mãe. Ingressa novamente na escola e realiza o Curso Geral dos Liceus, desenvolve em simultâneo um trabalho de combate ao analfabetismo entre as operárias da Fábrica Simões, em Benfica. Literáriamente começa a utilizar o pseudónimo Rosa Silvestre. Em 1924 começa a leccionar no Instituto Luso-Belga, em Carnide. Dirige também nesse ano a revista infantil O Pintainho, com o pseudónimo atrás referido, continuando ao longo dos anos seguintes uma intensa actividade literária em diversas publicações. Com a instauração da Ditadura Militar continua a desenvolver diversas colaborações ao nível da escrita e a publicar várias obras dirigidas ao público infantil.


[EM CONTINUAÇÃO]

A.A.B.M.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

VIDAS COM SENTIDO: JAIME CORTESÃO (1884-1960), POR JOAQUIM ROMERO MAGALHÃES E MÁRIO SOARES

CONFERÊNCIA: "JAIME CORTESÃO” (1884-1960) [do ciclo “Vidas com Sentido"];
DIA: 29 de Janeiro 2015 (18,00 horas);
LOCALAuditório da Fundação Mário Soares (Rua de S. Bento, 160, Lisboa);
ORGANIZAÇÃO: Fundação Mário Soares;
ORADORESMário Soares | JOAQUIM ROMERO MAGALHÃES

Uma sessão a acompanhar com toda a atenção e que não podemos deixar de recomendar a todos os que gostariam de conhecer um pouco mais e melhor a personalidade de Jaime Cortesão, como intelectual, político e historiador.

A.A.B.M.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

CONFERÊNCIA – NATÁLIA CORREIA

 
CONFERÊNCIA: "Natália Correia” [do ciclo “Vidas com Sentido"];
 
DIA: 22 de Janeiro 2015 (18,00 horas);
LOCAL: Auditório da Fundação Mário Soares (Rua de S. Bento, 160, Lisboa);
ORGANIZAÇÃO: Fundação Mário Soares;
 
ORADORES: Mário Soares | Helena Roseta | António Valdemar | José Manuel dos Santos
 
A Fundação Mário Soares, no próximo dia 22 de Janeiro de 2015, cumpre realizar a sua XXVII Conferência, do ciclo “Vidas com Sentido”, dedicada a Natália Correia.
 
O ciclo “Vidas com Sentido”, é dedicado a “Homens e Mulheres que pelos seus ideais, pela sua postura cívica e política, pelos seus combates, souberam dar sentido às suas vidas e, embora já falecidos, permanecem como exemplos”; é um “ciclo de conferências e debates a essas figuras da nossa cidadania democrática, prestando-lhes homenagem”. [AQUI]
 
J.M.M.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

MARCELO CAETANO, MARCELISMO E "ESTADO SOCIAL"

 
Realiza-se amanhã, 10 de Dezembro de 2013, na Fundação Mário Soares, em Lisboa, pelas 18 horas, a apresentação da obra do Professor Luís Reis Torgal intitulada Marcelo Caetano, Marcelismo e "Estado Social".
 
A apresentação da obra será feita pelo Doutor Luís Bigotte Chorão.
 
Uma oportunidade para conhecer um pouco melhor a obra de investigação e interpretação histórica dos momentos finais do Estado Novo, sobretudo na sua dimensão de "Estado Social" e os objectivos que estavam subjacentes à política então seguida. Relembrando que alguns dos pressupostos das políticas assistencialistas começaram a ser desenvolvidas ainda que de forma embrionária no período final da Ditadura, tendo sido sobretudo aprofundados e alargados com o advento da Democracia em Abril de 1974.
 
A.A.B.M.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

XII CURSO LIVRE DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA

Está a decorrer durante toda esta semana, entre 18 e 22 de Novembro, o XII Curso Livre de História Contemporânea, organizado em parceria entre a Fundação Mário Soares e o Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, desta vez subordinado ao tema A Segunda Grande Depressão. Dinâmicas e Debates da Crise

O presente curso está a ser coordenado pelo Professor Francisco Louçã.

Entre os professores convidados contam-se Carlos Batien, Fernando Rosas, João Ferreira do Amaral, Eduardo Paz Ferreira, Vítor Bento, José Maria Castro Caldas, Carlos Farinha Rodrigues, Renato Miguel do Carmo, Isabel Moreira e Michael Ash.

O programa completo pode ser consultado AQUI.

A.A.B.M.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

MANUEL TITO DE MORAIS - VIDAS COM SENTIDO


Realiza-se amanhã, 14 de Novembro, pelas 18 horas, na Fundação Mário Soares, em Lisboa, a quinta sessão do ciclo "Vidas Com Sentido", desta vez dedicada a Manuel Tito de Morais.

Serão intervenientes na sessão Mário Soares, Manuel Alegre e António Almeida Santos.

Pode ler-se na breve nota biográfica sobre Tito de Morais:

Manuel Alfredo Tito de Morais nasceu em Lisboa a 28 de Junho de 1910 e faleceu na mesma cidade a 14 de dezembro de 1999. Engenheiro e político. 
Filho de um dos oficiais de Marinha que se destacaram na Implantação da República, frequentou a Faculdade de Ciências de Lisboa, sendo impedido pela ditadura de ingressar na Escola Naval. Licenciou-se, em 1934, em Engenharia Electrotécnica em Gand, na Bélgica. Em 1945, integra a Comissão Central do MUD, sendo preso em 1946 e em 1948, e despedido da empresa onde trabalhava. Participa na campanha de Norton de Matos, em 1948/49. Viu-se obrigado a procurar trabalho em Angola, em 1951. Aí continuou a lutar pelos seus ideais, assumindo a direcção da Sociedade Cultural de Angola e participando na campanha de Humberto Delgado. Com o início da guerra colonial, envia a família para Lisboa, sendo preso na cadeia de Luanda, sujeito a maus-tratos e tortura. Enviado para Lisboa sob prisão, é libertado à chegada. 
Parte para o Brasil, onde participa na fundação do movimento Unidade Democrática Portuguesa. Em 1963, é um dos fundadores, em Roma, da Frente Patriótica de Libertação Nacional (FPLN), seguindo para Argel, como representante da Resistência Republicana e Socialista, sendo o primeiro responsável pelas emissões de "A Voz da Liberdade". Após a criação da ASP, estabelece-se em Roma, em 1966, preparando com Ramos da Costa e Mário Soares o ingresso na Internacional Socialista, em 1972. Lança em 1967 o jornal "Portugal Socialista". Em 19 de Abril de 1973, participa na fundação do Partido Socialista. 
Regressado a Lisboa no "comboio da Liberdade", Tito de Morais assume acrescidas responsabilidade no PS (Vocês vão para o governo, eu fico a organizar o partido). Eleito deputado às Constituintes e à Assembleia da República, de que será Presidente entre 1983 e 1984, ocupa também funções como Secretário de Estado da População e Emprego. 
Aos 80 anos foi iniciado na Loja José Estêvão do Grande Oriente Lusitano.

Uma sessão a acompanhar com todo o interesse, para se conhecer melhor algumas das facetas desta personalidade que acompanhou a luta contra o salazarismo, sofreu as prisões e perseguições movidas pelo regime, participa na fundação do Partido Socialista, deputado às constituintes e Presidente da Assembleia da República.

A.A.B.M.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

FRANCISCO SALGADO ZENHA - VIDAS COM SENTIDO

No próximo dia 7 de Novembro de 2013, pelas 18 horas, no Auditório da Fundação Mário Soares vai realizar-se mais uma sessão deste interessante conjunto de iniciativas de recordar algumas figuras ilustres que marcaram o século XX português, desenvolvido pela Fundação Mário Soares.

Nestas sessões procura-se lembrar Homens e Mulheres que pelos seus ideais, pela sua postura cívica e política, pelos seus combates, souberam dar sentido às suas vidas e, embora já falecidos, permanecem como exemplos, conforme consta na nota de divulgação.

Os intervenientes nesta sessão em que se recordará Salgado Zenha serão Jorge Sampaio e Mário Soares.
"

Francisco de Almeida Salgado Zenha nasceu em Braga a 2 de Maio de 1923 e faleceu em Lisboa a 1 de Novembro de 1993. Advogado e político. Licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra, sendo eleito Presidente da Associação Académica, em 1944, e destituído por se recusar a acompanhar o Reitor numa homenagem a Salazar. Militante do PCP, participou na fundação do MUD Juvenil, integrando a sua Comissão Central. Data desta época a sua relação de amizade com Mário Soares. Preso pela primeira vez pela PIDE em 1947, participa activamente na candidatura presidencial de Norton de Matos, em 1949. Depois de abandonar o PCP, adere à Resistência Republicana e Socialista, em 1955. Em 1958, apoia a candidatura do General Humberto Delgado. Subscritor do Programa para a Democratização da República, em 1961, voltou a ser detido pela PIDE. 

Colaborador da Vértice, participa igualmente em O Tempo e o Modo. É candidato da CEUD à Assembleia Nacional em 1965 e 1969. 

Iniciando a sua vida profissional nos finais da década de 40, participa na defesa de numerosos presos políticos e afirma-se como advogado, culminando, em 1973, na defesa de António Champalimaud no caso da Herança Sommer.

Em 1964, participa na fundação da Acção Socialista Portuguesa. Embora reticente, faz-se representar por Maria Barroso na reunião de fundação do Partido Socialista, em 1973. 
Após 1974, enquanto dirigente do Partido Socialista, assume diversos cargos ministeriais, negoceia com a Santa Sé a revisão da Concordata permitindo o divórcio nos casamentos canónicos e assume frontal oposição à unicidade sindical. Em 1980, entra em ruptura com Mário Soares a propósito do apoio do PS à recandidatura de Ramalho Eanes. Em 1985, candidata-se a Presidente da República, afastando se do PS e alcançando 20% dos votos, enquanto Mário Soares será eleito à segunda volta. Salgado Zenha afasta-se da intervenção política activa.

Permitam-se-nos mais alguns apontamentos biográficos sobre esta figura de destaque da nossa democracia:

Participou nas Juntas de Acção Patriótica, tendo desempenhado as funções de dirigente dessa organização em 1962, e sendo um importante elemento na constituição da Frente Patriótica de Libertação Nacional. Em 1969, apresenta, juntamente com Duarte Vidal, no II Congresso Republicano de Aveiro, uma tese subordinada ao tema "Justiça e Polícia".  Em 1973 esteve preso entre 19 de Fevereiro a 30 de Abril desse ano. Tendo-se afastado do Partido Comunista, adere à Resistência Republicana e Socialista, criada em 1955 por Mário Soares e por outros dissidentes comunistas e integra a organização que entretanto foi criada, a Acção Socialista Portuguesa, que, depois deu origem ao Partido Socialista. Ainda em 1973 foi candidato suplente pelo círculo de Lisboa nas eleições legislativas desse ano. 

Após o 25 de Abril de 1974 foi Ministro da Justiça nos quatro primeiros governos provisórios, entre Maio de 1974 e Julho de 1975. Depois foi Ministro das Finanças entre Outubro de 1975 e Julho de 1976. Foi presidente do grupo parlamentar do Partido Socialista na Assembleia da República, de que veio a ser afastado em 1982, foi vice-presidente do Conselho da Europa e presidente do Conselho Nacional do Plano.

Publica várias obras, de onde se destacam:
- Universidade: processo de uma expulsão disciplinar - José Medeiros Ferreira, 1967, em parceria com Jorge Sampaio e Jorge Santos;
- Quatro Causas, 1969;
- A Quinta Causa - os católicos e os Direitos do Homem, 1969;
- O Direito de Defesa e a Defesa do Direito, 1971, com Abranches Ferrão;
- A Prisão do Doutor Domingos Arouca, 1972;
- As Reformas Necessárias, 1988, com selecção, prefácio e notas de Mário Mesquita.

Em 2003, assinalando o décimo aniversário do seu falecimento publicou-se uma fotobiografia de Francisco Salgado Zenha, com textos de Ana Cardoso Pires, Antero Monteiro Diniz e outros, foi-lhe ainda atribuída a medalha de ouro da Ordem dos Advogados e reuniram-se depoimentos de mais de meia centena de personalidades numa obra intitulada Liber Amicorum, em sua homenagem.

Uma sessão a acompanhar com todo o interesse e atenção.
A.A.B.M.

Colaborador da Vértice, participa igualmente em O Tempo e o Modo. É candidato da CEUD à Assembleia Nacional em 1965 e 1969.
Iniciando a sua vida profissional nos finais da década de 40, participa na defesa de numerosos presos políticos e afirma-se como advogado, culminando, em 1973, na defesa de António Champalimaud no caso da Herança Sommer.
Colaborador da Vértice, participa igualmente em O Tempo e o Modo. É candidato da CEUD à Assembleia Nacional em 1965 e 1969.
Iniciando a sua vida profissional nos finais da década de 40, participa na defesa de numerosos presos políticos e afirma-se como advogado, culminando, em 1973, na defesa de António Champalimaud no caso da Herança Sommer.Colaborador da Vértice, participa igualmente em O Tempo e o Modo. É candidato da CEUD à Assembleia Nacional em 1965 e 1969. 
Iniciando a sua vida profissional nos finais da década de 40, participa na defesa de numerosos presos políticos e afirma-se como advogado, culminando, em 1973, na defesa de António Champalimaud no caso da Herança Sommer.
Colaborador da Vértice, participa igualmente em O Tempo e o Modo. É candidato da CEUD à Assembleia Nacional em 1965 e 1969.
Iniciando a sua vida profissional nos finais da década de 40, participa na defesa de numerosos presos políticos e afirma-se como advogado, culminando, em 1973, na defesa de António Champalimaud no caso da Herança Sommer.
Em 1964, participa na fundação da Acção Socialista Portuguesa. Embora reticente, faz-se representar por Maria Barroso na reunião de fundação do Partido Socialista, em 1973.
Após 1974, enquanto dirigente do Partido Socialista, assume diversos cargos ministeriais, negoceia com a Santa Sé a revisão da Concordata permitindo o divórcio nos casamentos canónicos e assume frontal oposição à unicidade sindical. Em 1980, entra em ruptura com Mário Soares a propósito do apoio do PS à recandidatura de Ramalho Eanes. Em 1985, candidata-se a Presidente da República, afastandose do PS e alcançando 20% dos votos, enquanto Mário Soares será eleito à segunda volta. Salgado Zenha afasta-se da intervenção política activa.

quinta-feira, 14 de março de 2013

DR. AFONSO COSTA

 
 






segunda-feira, 4 de março de 2013

JOSÉ AUGUSTO FRANÇA NO CICLO MEMÓRIA E CIDADANIA


Uma das componentes primordiais das ditaduras é a imposição de instrumentos censórios. Por outro lado, a organização da propaganda e a inculcação ideológica, seja de justificação da situação, seja de afirmação e arregimentação, constituem, sem dúvida, outras presenças relevantes em sistemas ditatoriais.
Estes factores vão determinar, ou esmagar, a liberdade criativa, o debate de ideias, a disseminação da Cultura, criando ainda, necessariamente, ao lado do mundo oficial vivências marginalizadas ou mesmo reprimidas. A que acrescem as fronteiras fechadas à inovação.
Como se exerceu, na Ditadura Militar e, em especial, no Estado Novo, o que veio a ser designado como Política do Espírito? Como se cumpriram, e com que consequências, as mitificações nacionalistas e tradicionalistas? Como sobreviveram e se afirmaram as opções culturais e artísticas opostas ou desafectas ao regime ditatorial? Qual foi a responsabilidade política e social dos artistas que atravessaram essa época?
Afinal, como se afirmaram as Artes durante a ditadura e como se situaram nesses tempos os Artistas?
Conhecer e interrogar o passado (metade do nosso século XX) é um desafio a que importa responder, para melhor entender o rumo seguido pela generalidade das actividades artísticas no nosso país.
Na próxima quinta-feira, dia 7 de Março de 2013, realiza-se mais uma confereência do ciclo subordinado ao tema "Memória e Cidadania" e vai contar com um convidade de peso: o Professor José Augusto França, que vai falar sobre  "As Artes durante  a Ditadura".

Pode ler-se, na nota de divulgação, da sexta conferência, deste ciclo organizado pela Fundação Mário Soares:
Uma das componentes primordiais das ditaduras é a imposição de instrumentos censórios. Por outro lado, a organização da propaganda e a inculcação ideológica, seja de justificação da situação, seja de afirmação e arregimentação, constituem, sem dúvida, outras presenças relevantes em sistemas ditatoriais.
Estes factores vão determinar, ou esmagar, a liberdade criativa, o debate de ideias, a disseminação da Cultura, criando ainda, necessariamente, ao lado do mundo oficial vivências marginalizadas ou mesmo reprimidas. A que acrescem as fronteiras fechadas à inovação.
Como se exerceu, na Ditadura Militar e, em especial, no Estado Novo, o que veio a ser designado como Política do Espírito? Como se cumpriram, e com que consequências, as mitificações nacionalistas e tradicionalistas? Como sobreviveram e se afirmaram as opções culturais e artísticas opostas ou desafectas ao regime ditatorial? Qual foi a responsabilidade política e social dos artistas que atravessaram essa época?
Afinal, como se afirmaram as Artes durante a ditadura e como se situaram nesses tempos os Artistas?
Conhecer e interrogar o passado (metade do nosso século XX) é um desafio a que importa responder, para melhor entender o rumo seguido pela generalidade das actividades artísticas no nosso país.

Uma das componentes primordiais das ditaduras é a imposição de instrumentos censórios. Por outro lado, a organização da propaganda e a inculcação ideológica, seja de justificação da situação, seja de afirmação e arregimentação, constituem, sem dúvida, outras presenças relevantes em sistemas ditatoriais.
Estes factores vão determinar, ou esmagar, a liberdade criativa, o debate de ideias, a disseminação da Cultura, criando ainda, necessariamente, ao lado do mundo oficial vivências marginalizadas ou mesmo reprimidas. A que acrescem as fronteiras fechadas à inovação.
Como se exerceu, na Ditadura Militar e, em especial, no Estado Novo, o que veio a ser designado como Política do Espírito? Como se cumpriram, e com que consequências, as mitificações nacionalistas e tradicionalistas? Como sobreviveram e se afirmaram as opções culturais e artísticas opostas ou desafectas ao regime ditatorial? Qual foi a responsabilidade política e social dos artistas que atravessaram essa época?
Afinal, como se afirmaram as Artes durante a ditadura e como se situaram nesses tempos os Artistas?
Conhecer e interrogar o passado (metade do nosso século XX) é um desafio a que importa responder, para melhor entender o rumo seguido pela generalidade das actividades artísticas no nosso país.
Uma das componentes primordiais das ditaduras é a imposição de instrumentos censórios. Por outro lado, a organização da propaganda e a inculcação ideológica, seja de justificação da situação, seja de afirmação e arregimentação, constituem, sem dúvida, outras presenças relevantes em sistemas ditatoriais.
Estes factores vão determinar, ou esmagar, a liberdade criativa, o debate de ideias, a disseminação da Cultura, criando ainda, necessariamente, ao lado do mundo oficial vivências marginalizadas ou mesmo reprimidas. A que acrescem as fronteiras fechadas à inovação.
Como se exerceu, na Ditadura Militar e, em especial, no Estado Novo, o que veio a ser designado como Política do Espírito? Como se cumpriram, e com que consequências, as mitificações nacionalistas e tradicionalistas? Como sobreviveram e se afirmaram as opções culturais e artísticas opostas ou desafectas ao regime ditatorial? Qual foi a responsabilidade política e social dos artistas que atravessaram essa época?
Afinal, como se afirmaram as Artes durante a ditadura e como se situaram nesses tempos os Artistas?
Conhecer e interrogar o passado (metade do nosso século XX) é um desafio a que importa responder, para melhor entender o rumo seguido pela generalidade das actividades artísticas no nosso país.
Uma das componentes primordiais das ditaduras é a imposição de instrumentos censórios. Por outro lado, a organização da propaganda e a inculcação ideológica, seja de justificação da situação, seja de afirmação e arregimentação, constituem, sem dúvida, outras presenças relevantes em sistemas ditatoriais.
Estes factores vão determinar, ou esmagar, a liberdade criativa, o debate de ideias, a disseminação da Cultura, criando ainda, necessariamente, ao lado do mundo oficial vivências marginalizadas ou mesmo reprimidas. A que acrescem as fronteiras fechadas à inovação.
Como se exerceu, na Ditadura Militar e, em especial, no Estado Novo, o que veio a ser designado como Política do Espírito? Como se cumpriram, e com que consequências, as mitificações nacionalistas e tradicionalistas? Como sobreviveram e se afirmaram as opções culturais e artísticas opostas ou desafectas ao regime ditatorial? Qual foi a responsabilidade política e social dos artistas que atravessaram essa época?
Afinal, como se afirmaram as Artes durante a ditadura e como se situaram nesses tempos os Artistas?
Conhecer e interrogar o passado (metade do nosso século XX) é um desafio a que importa responder, para melhor entender o rumo seguido pela generalidade das actividades artísticas no nosso país.
Uma das componentes primordiais das ditaduras é a imposição de instrumentos censórios. Por outro lado, a organização da propaganda e a inculcação ideológica, seja de justificação da situação, seja de afirmação e arregimentação, constituem, sem dúvida, outras presenças relevantes em sistemas ditatoriais.
Estes factores vão determinar, ou esmagar, a liberdade criativa, o debate de ideias, a disseminação da Cultura, criando ainda, necessariamente, ao lado do mundo oficial vivências marginalizadas ou mesmo reprimidas. A que acrescem as fronteiras fechadas à inovação.
Como se exerceu, na Ditadura Militar e, em especial, no Estado Novo, o que veio a ser designado como Política do Espírito? Como se cumpriram, e com que consequências, as mitificações nacionalistas e tradicionalistas? Como sobreviveram e se afirmaram as opções culturais e artísticas opostas ou desafectas ao regime ditatorial? Qual foi a responsabilidade política e social dos artistas que atravessaram essa época?
Afinal, como se afirmaram as Artes durante a ditadura e como se situaram nesses tempos os Artistas?
Conhecer e interrogar o passado (metade do nosso século XX) é um desafio a que importa responder, para melhor entender o rumo seguido pela generalidade das actividades artísticas no nosso país.
Uma das componentes primordiais das ditaduras é a imposição de instrumentos censórios. Por outro lado, a organização da propaganda e a inculcação ideológica, seja de justificação da situação, seja de afirmação e arregimentação, constituem, sem dúvida, outras presenças relevantes em sistemas ditatoriais.

Estes factores vão determinar, ou esmagar, a liberdade criativa, o debate de ideias, a disseminação da Cultura, criando ainda, necessariamente, ao lado do mundo oficial vivências marginalizadas ou mesmo reprimidas. A que acrescem as fronteiras fechadas à inovação.

Como se exerceu, na Ditadura Militar e, em especial, no Estado Novo, o que veio a ser designado como Política do Espírito? Como se cumpriram, e com que consequências, as mitificações nacionalistas e tradicionalistas? Como sobreviveram e se afirmaram as opções culturais e artísticas opostas ou desafectas ao regime ditatorial? Qual foi a responsabilidade política e social dos artistas que atravessaram essa época?

Afinal, como se afirmaram as Artes durante a ditadura e como se situaram nesses tempos os Artistas?
Conhecer e interrogar o passado (metade do nosso século XX) é um desafio a que importa responder, para melhor entender o rumo seguido pela generalidade das actividades artísticas no nosso país.

Um evento que certamente chamará a atenção dos nosso ledores e que acompanharão de forma empenhada as palavras do ilustre historiador da arte portuguesa e a sua noção das dificuldades e problemas sentidos durnte a Ditadura.

O evento terá lugar às 18 horas no auditório da Fundação.
A não perder.

A.A.B.M.

sábado, 2 de março de 2013

CASA COMUM


O projecto Casa Comum, desenvolvido pela Fundação Mário Soares disponibilizou online, um conjunto assinalável de documentação, que merece uma demorada visita e uma pesquisa aturada entre os documentos agora digitalizados.

Assim, pode ler-se na nota de divulgação sobre o projecto que o mesmo:
desenvolve em matéria de salvaguarda da Memória há mais de 12 anos – este projeto pretende ser uma Casa Comum na Internet, em língua portuguesa.
Já se encontram acessíveis em CasaComum.org mais de 1.500.000 objetos digitais de interesse histórico, oriundos de diferentes países e organizações. Ao mesmo tempo, esta plataforma eletrónica abre-se às novas realidades culturais e sociais desses países, partilhando recursos com outras organizações, com vista ao reforço dos instrumentos de acesso ao Conhecimento e à Cultura.
Documentos, Fotografias, Vídeos, Sons, materiais de contextualização – eis o que se pretende disponibilizar livremente através desta plataforma na Internet. O enriquecimento progressivo e aberto destes materiais constitui outro objetivo essencial desta iniciativa cultural e cívica.
Não há Futuro sem Memória. E, por isso, estamos hoje aqui a partilhar as nossas memórias comuns, seguros do seu valor e da eficácia mútua que é possível obter com as parcerias estabelecidas, sem as quais nada do que aqui se apresenta teria sido possível.

Assim, entre os principais núcleos documentais disponibilizados encontram-se um conjunto de arquivos que podem ser consultados AQUI. De entre eles destacam-se um conjunto de publicações periódicas importantes no século XX em Portugal, a saber:
O Diabo (1934-1940);
- A Águia (1910-1932);
- A Sementeira (1908-1913);
- Alma Nacional (1910-1911);
- Germinal (1916-1917);
- O Tempo e o Modo (1963-1970);
- Sol Nascente (1937-1940).

Além disso, disponibiliza também a todos os interessados um conjunto de fotografias, caricaturas e gravuras da Monarquia Constitucional, da República, da Ditadura Militar, do Estado Novo, das oposições ao Estado Novo, do 25 de Abril de 1974, da II República e da situação internacional, pode ser consultado AQUI. Este núcleo contem varias centenas de fotografias que podem ter interesse.

Excelente e louvável iniciativa que merece a melhor atenção de todos os interessados na História Contemporânea de Portugal.

A.A.B.M.