sexta-feira, 24 de junho de 2022

MEMÓRIAS DA VILA DA IRMÂNIA. REALIDADE E UTOPIA POR TERRAS DE MORTÁGUA NAS PRIMEIRAS DÉCADAS DO SÉC. XX

 


LIVRO: Memórias da Vila da Irmânia, Realidade e utopia por terras de Mortágua nas primeiras décadas do Séc. XX;
AUTOR: João Paulo Gaspar de Almeida e Sousa;
EDIÇÃO: Minerva


LANÇAMENTO:

DIA: 25 de Junho 2022 (15,00 horas);
LOCAL: Centro de Animação Cultural, em Mortágua;
ORADORES: Amadeu Carvalho Homem | João Pedro Fonseca.

► “Trata-se de um livro escrito em torno da designação de Irmânia, e das actividades na Vila da Irmânia. Este era o nome dado no início do séc. XX à aldeia da Marmeleira (concelho de Mortágua), que fica no coração da região da Irmânia. Esta localidade sobressaiu no início do século passado, por constituir um verdadeiro alfobre dos ideais republicanos no concelho de Mortágua, destacando-se aí a figura de Basílio Lopes Pereira, advogado, destacado republicano e maçon.

O Dr. Basílio possuía uma dimensão política e de intervenção relevante na Oposição à Ditadura Nacional e ao Estado Novo, nos anos trinta e quarenta do século passado, tendo estado preso no Tarrafal. Igualmente os seus irmãos de sangue (um médico e outro Oficial do Exército) possuíam a mesma matriz cívica, tendo estado deportados em Timor depois do 26 de Agosto de 1931.

Neste livro, o autor pretende ressaltar os exemplos dos sacrifícios, da coragem e da determinação de muitos em defesa dos valores e princípios em que acreditavam, e os factos que transparecem da Utopia de um Homem!

João Paulo Gaspar de Almeida e Sousa nasceu em Coimbra, a 2 de Agosto de 1954. Tem raízes familiares em Mortágua, mantendo uma forte ligação a esta terra, não dispensando visitá-la pendularmente. Licenciou-se em Medicina em Coimbra exercendo funções no SNS como médico intensivista no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

As preocupações humanistas assumem em si o gosto de olhar as Pessoas e os Territórios, do passado ao presente, numa visão holística de que é mister a História. Neste contexto surge a ligação ao Núcleo Museológico da Irmânia e a valorização de assuntos históricos, ligados ao território de Mortágua” [AQUI]

J.M.M.

sexta-feira, 3 de junho de 2022

O NASCIMENTO DO JORNALISMO PORTUGUÊS LIVRE. O JORNALISMO LUSO-BRASILEIRO EM LONDRES (1808-1822)

 


LIVRO: O Nascimento do Jornalismo Português Livre. O jornalismo luso-brasileiro em Londres (1808-1822);

AUTOR: Luís Francisco Munaro

EDIÇÃO: Lema d´Origem, Março de 2022.

NOTA: Baseia-se esta edição (2.º ed.) na muito importante tese de doutoramento em História (Universidade Fluminense) de Luís Francisco Munaro. Apresenta um prefácio do professor Guilherme Pereira das Neves. 

LANÇAMENTO:

DIA: 6 de Junho 2022 (18,00 horas);
LOCAL: Casa da Cultura (Rua Pedro Monteiro, Coimbra);

ORADORES: Prof.ª Isabel Nobre Vargues | Prof.ª Adelaide Machado | Prof.º Vital Moreira | Prof.º Luís Reis Torgal;

ORGANIZAÇÃO: Lema d’Origem, Comissão Liberato, União das Freguesias de S. Martinho e Ribeira de Frades

… Este é um trabalho sobre identidade, uma investigação sobre determinados indivíduos a partir dos vestígios escritos daquilo que viveram, levando em conta que o jornalismo constituiu uma parte fundamental da trama de suas vidas. Visto como herói ou como vilão pela historiografia nacional, Hipólito da Costa inaugurou a produção periódica portuguesa livre da censura. Ao longo de quatorze anos, nos quais viu a arquitetura do Reino luso-brasileiro se retransformar radicalmente, manteve firme o propósito de levar a cabo uma publicação para instruir o público brasileiro. Nada mais ilustrativo, portanto, do que começar e terminar a narrativa com ele, chamado por João Bernardo da Rocha Loureiro de "patriarca" da imprensa portuguesa, ou por Joaquim de Freitas de "Adão" da terra dos periódicos.

Tanto quanto seus colegas portugueses, Hipólito precisou reiventar-se e reinventar a sua escrita para alcançar setores cada vez mais inquietos da população. Entre 1808 e 1822, tempo em que durou o Correio Braziliense, os jornalistas portugueses buscavam inserir a razão iluminista no mundo ibérico ainda governado pelas tradições e pela política do Antigo Regime. Mesmo que mergulhado nesse universo de etiquetas e devoção à Casa Monárquica, Hipólito se envolveu precocemente com a República norte-americana, conheceu o modo de funcionamento dos jornais na Filadélfia e, depois, em Londres, misturou-se aos negociantes que buscavam interagir mais livremente com o mundo britânico. O Correio serve, assim, como um veículo privilegiado para a compreensão da difícil transição do reino que queria incorporar, da forma menos traumática possível, as Luzes de que tanto falavam os philosophes.

Tarefa ingrata, como se perceberá. Tarefa, ademais, impossível de ser com-preendida em sua real dimensão sem que conheçamos mais profundamente a comunidade em que Hipólito estava inserido, seu círculo de interlocutores, sua necessidade de rebater escritos que pregavam a subserviência do Brasil a Portugal ou que panfletavam a causa republicana. Com a firme convicção de que essa produção que estabeleceu as bases do jornalismo lusófono não pode ser entendida isoladamente, buscamos estender a análise para o circuito de interações que envolvia vários jornais publicados no exterior. Jornais tão diversos como O Português, O Espelho, O Campeão, O Investigador, O Microscópio de Verdades, O Padre Amaro, Argus, Zurrague e o efemero Navalha de Figaró, publicados no espaço que vai da invasão de Napoleão na península ibérica até a proclamação da independencia brasileira.

Cada um desses periódicos possui uma identidade que pode ser determinada a partir do conflito criado com os outros. Cada um desses busca criar uma forma particular de se relacionar com o pensamento das Luzes, tornando-o adequado às idiossincrasias intelectuais do reino luso-brasileiro […]

Estes jornais publicados em Londres para o público lusófono, ao serem consumidos, davam aos seus leitores a segurança de estarem sendo lidos concomitantemente por vários indivíduos semelhantes a eles e diferentes dos outros. Eles geravam a possibilidade de criar vínculos imaginados, espaços de fraternidade e discussão intelectual até então impossíveis em Portugal e Brasil. Portanto, criaram um canal de difusão de ideias que ajudou a expandir as sociabilidades portuguesas e garantir alguma variedade nas formas de imaginar o Reino luso-brasileiro. Sobretudo, entre estes jornais, existe uma apreensão que gira em torno dos planos e projetos relativos à sede do Reino luso-brasileiro. Se, na utopia mais cara à época, o reino deveria abrigar os portugueses em ambos os lados do Atlântico, a demora do rei no Brasil gerava um clima de desconforto e orfandade entre os portugueses.

Para Hipólito da Costa, o Brasil também surgia como uma espécie de utopia, um projecto de governo ideal deslocado do tempo e espaço europeus, sugerindo a possibilidade de realização da história portuguesa em sua maior pureza […]

[Luís Francisco Munaro, in Introdução, pp. 17 e ss]


J.M.M.

sexta-feira, 20 de maio de 2022

O LUMINOSO DIA 20 DE MAIO DE 1822

 


A 20 de Maio de 2022 passam 200 anos sobre a publicação da sentença de nulidade da condenação dos Mártires da Pátria em 1817. Consumada a Revolução Liberal de 1820, eleitas e instaladas as Cortes Gerais e Extraordinárias, após os primeiros dias de actividade, os deputados autorizam o regresso dos exilados políticos (decreto de amnistia de 9 de Fevereiro de 1821) e estendem o perdão aos condenados cuja pena não tivesse sido executada. Proporcionam ainda às viúvas e familiares dos condenados à morte a possibilidade de requerer a revisão das sentenças, reabilitando a boa memória dos seus parentes.



LER O OPÚSCULO EM MEMÓRIA DO LUMINOSO DIA DE 20 DE MAIO DE 1822

AQUI


J.M.M.

quinta-feira, 19 de maio de 2022

RENASCIMENTO E MODERNIDADE: RELEITURAS FILOSÓFICAS –JOÃO MARIA ANDRÉ

 


LIVRO: Renascimento e Modernidade: releituras filosóficas;
AUTOR: João Maria André;
EDIÇÃO: Grácio Editor, 2022, 237 p.

► “ … Ao fim de algumas décadas e já em tempo de balanço do que fiz e do que deixei de fazer, penso ser altura de voltar a esta ligação entre o Renascimento e a Modernidade, que sempre atraiu a minha atenção, e de regressar ao misticismo, a Descartes e a Espinosa com os quais dialoguei durante muitos anos, para oferecer, a quem me quiser ler e comigo conversar, estas páginas em que fui vertendo as minha reflexões, tendo umas ficado na gaveta e outras sido publicadas, em circunstâncias diversas, mas agora já pouco disponíveis para quem as procura.  

Sempre tive a convicção de que a Modernidade é um período demasiado complexo, rico e fecundo para poder ser reduzida a um ou dois traços tipificadores que sacrificam a filosofia dos autores que se tomam como seus protagonistas e que se furtam, também eles, aos esquemas taxonómicos com que algumas correntes filosóficas e muitos compêndios de Filosofia os pretendem catalogar. Mesmo os pensadores que privilegiaram as evidências e, com elas, as ideias claras e distintas dificilmente se enquadram em molduras que aprisionam a sua liberdade de pensar, revelando elementos tensionais que, eles sim, correspondem à multipolaridade e ao dinamismo do seu pensamento e abrem perspetivas, por vezes aparentemente contraditórias, no conflito das suas interpretações. Por isso, só com uma atitude aberta, de descoberta e de espanto, nos podemos aproximar das suas ideias …”

[Do Prefácio]

 

“ … Cuidar desta terra e do cosmos como o jardim do humano e do amanhã e plantar nele as flores que os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos hão-de gostar de contemplar pode parecer um sonho, mas mais não é do que o imperativo moral e político de quem, sentindo-se dialogicamente solidário com o universo, não pode deixar de se sentir solidário com os seres que nele fazem ou farão a sua morada, na sua singularidade e na sua diferença, como quem respeita, cuida e rega a espiga em que se acende a esperança no futuro” [João Maria André, p. 233]

J.M.M.

domingo, 1 de maio de 2022

VIVA O 1º DE MAIO

 


Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra amigo!

Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo

Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

Amigo (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!

Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.

Amigo é a solidão derrotada!

Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!

[Alexandre O’Neill]

 

VIVA O 1º DE MAIO!


SAUDAÇÕES REPUBLICANAS


SAÚDE E FRATERNIDADE!


J.M.M. | A.A.B.M. 

segunda-feira, 25 de abril de 2022

QUE VIVA ABRIL! – 25 DE ABRIL SEMPRE!



Subamos e desçamos a Avenida,

Enquanto esperamos por uma outra

(ou pela outra) vida.

[Alexandre O’ Neill, Av. da Liberdade]

 

(…) Já não há tempo para confusões - a Revolução é um momento, o revolucionário todos os momentos. Não se pode confundir o amor a uma causa, a uma pátria, com o Amor. Não se pode confundir a adesão a tipos étnicos com o amor ao homem e à liberdade. NÃO SE PODE CONFUNDIR! (…)

 [António José Forte]

Lembra-te
que todos os momentos
que nos coroaram
todas as estradas
radiosas que abrimos
irão achando sem fim
seu ansioso lugar
seu botão de florir
o horizonte
e que dessa procura
extenuante e precisa
não teremos sinal
senão o de saber
que irá por onde fomos
um para o outro
vividos

[Mário Cesariny de Vasconcelos]


Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.

[Sophia de Mello Breyner Andresen]


Foram dias foram anos a esperar por um só dia.
Alegrias. Desenganos. Foi o tempo que doía
Com seus riscos e seus danos. Foi a noite e foi o dia
Na esperança de um só dia.

Foram batalhas perdidas. Foram derrotas vitórias.
Foi a vida (foram vidas). Foi a História (foram histórias)
Mil encontros despedidas. Foram vidas (foi a vida)
Por um só dia vivida (…)

[Manuel Alegre]

(…) Ser
um sinal
lançado ao acaso na noite
deixar
noutra boca
o gosto de uma ausência

Temos tão pouco tempo
tão pouco sonho
tão pouco

[Ernesto Sampaio]


J.M.M. | A.A.B.M.

segunda-feira, 11 de abril de 2022

[LANÇAMENTO DO LIVRO] – ASSIM CANTAVA UM CIDADÃO DO MUNDO DE ROBERTO DAS NEVES

Reedição do livro de Roberto das Neves, Assim Cantava um Cidadão do Mundo

DIA: 13 de Abril de 2022 (18,00 horas);

LOCAL: Bombeiros Voluntários de Pedrogão-Grande (Pedrogão-Grande);

PRESENÇA: Dr. Mário Máximo (Orador) | Aires B. Henriques (editor)

ORGANIZAÇÃO: Museu da República e Maçonaria| Editora Hora de Ler 

“É com o maior gosto que vos convido para na próxima quarta-feira, dia 13 de Abril, participarem da reedição deste excelente livro de poemas do pedroguense Roberto Pedroso das Neves, refugiado no Brasil a partir de 1942:

ASSIMCANTAVA UM CIDADÃO DO MUNDO, um livro simultaneamente de um homem de firmes ideais, mas tolerante e de paz, que fez da poesia e da escrita uma arma fraterna.

O acto terá lugar na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, pelas 18 horas, tendo como apresentador um outro escritor e poeta de renome - Mário Máximo – ligado ao mundo lusófono” 

A não perder!

J.M.M. 

IMAGINAR O ESTRANGEIRO EM PORTUGAL. IDEIAS, ESTEREÓTIPOS E MITOS. IDENTIDADE NACIONAL EM CONFRONTO (SÉCS. XVIII-XX)

 


LIVRO: Imaginar o Estrangeiro em Portugal. Ideias, Estereótipos e Mitos. Identidade nacional em confronto (Sécs. XVIII-XX);
AUTOR: Cristiana Lucas Silva;
EDIÇÃO: Theya Editores, Julho 2021.

“ … a identidade nacional se constrói numa dinâmica de confronto, o nosso estudo patenteia uma perscrutação das representações do Estrangeiro em textos emblemáticos da cultura portuguesa dos séculos XVIII a XX, tendo em consideração que, dependendo do contexto e da sua tipologia (estrangeiro exógeno ou endógeno), o Estrangeiro pode ser encarado como o inimigo a combater e a anular ou o modelo a emular. Embora a análise das representações do Estrangeiro não seja um tema inédito, ainda não existe, que tenhamos conhecimento, um estudo sistematizado no âmbito da História que explore, numa perspetiva de longa duração, a ideografia do Estrangeiro a partir de um conjunto de textos representativos dos contextos históricos coevos, numa tentativa de compreensão das motivações por detrás das formulações míticas e estereotipadas acerca desse Estrangeiro, com vista a uma aproximação à verdade histórica.

Além deste objetivo principal, pretendemos demonstrar como a noção de estrangeiro formulada na e pela cultura portuguesa pode ser interpretada a partir de uma estrutura de ressentimento e do mecanismo do bode expiatório …”

[Da obra]

J.M.M.

quinta-feira, 31 de março de 2022

JOSÉ LIBERATO - ASSINALAR A MORTE PARA CELEBRAR A VIDA

 


JOSÉ LIBERATO FREIRE DE CARVALHO 
[1772 - m. 31 de Março de 1855]


[Manuel Seixas, Coord. da Comissão Liberato - in Diário de Coimbra]



31 de Março de 2022

QUE VIVA JOSÉ LIBERATO FREIRE DE CARVALHO

J.M.M.

segunda-feira, 28 de março de 2022

[31 DE MARÇO – MONTESSÃO, COIMBRA] – INAUGURAÇÃO DO BUSTO DE JOSÉ LIBERATO FREIRE DE CARVALHO


NO 250º ANIVERSÁRIO DE JOSÉ LIBERATO FREIRE DE CARVALHO - INAUGURAÇÃO DO SEU BUSTO

DIA: 31 de Março de 2022 (18,00 horas);

LOCAL: Rotunda José Liberato (Montessão, S. Martinho do Bispo - Coimbra);

ORGANIZAÇÃO: União de Freguesias de S. Martinho do Bispo e Ribeira da Frades | Comissão Liberato 

A Comissão Liberato, em parceria com a União de Freguesias de S. Martinho do Bispo e Ribeira da Frades, dá, no próximo dia 31 de Março, início à Homenagem a José Liberato Freire de Carvalho no 250º aniversário do seu nascimento, com a inauguração do seu busto, justamente na rotunda em Montessão que tem o seu nome.

A organização, ao longo do tempo, tem-nos proporcionado um conjunto caloroso e inestimável de eventos em memória do ilustre e vigoroso jornalista vintista, a luz brilhante do pregador da causa liberal, que tão bem soube honrar e prestigiar a terra que o viu nascer.

À União de Freguesias de S. Martinho do Bispo e Ribeira da Frades e à Comissão Liberato, a homenagem da nossa simpatia e distinção.

 J.M.M.   

quarta-feira, 23 de março de 2022

60 ANOS DE LUTAS ESTUDANTIS. DO PASSADO AO FUTURO


Realiza-se na próxima segunda-feira, 28 de Março de 2022, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, um colóquio sobre o tema das lutas estudantis contra a Ditadura salazarista, lembrando os 60 anos da Crise Académica de 1962.

Participam no evento:

AS LUTAS ESTUDANTIS E AS LUTAS CONTRA A DITADURA E O COLONIALISMO
Luís Farinha
Álvaro Garrido
Fernando Rosas
Rui Bebiano
Cláudia Castelo

AS LUTAS ESTUDANTIS NA DEMOCRACIA
Pedro Réquio
Luísa Tiago Oliveira
Ana Drago
Elísio Estanque
João Mineiro

O MOVIMENTO ESTUDANTIL E A JUVENTUDE: HIPÓTESES E CAMINHOS 
Miguel Cardina
Ana Teresa Fonseca
Pedro Falcone
Ana Rita Brás

Um tema que marcou um tempo, que hoje parece algo adormecido e pouco esquecido, mas há problemas, mas não lutas por ideias, mais por interesses... Será???!!

Com os votos do maior sucesso para este debate em torno da questão.

A.A.B.M.

terça-feira, 22 de março de 2022

A PANDEMIA DA PNEUMÓNICA E OS SEUS EFEITOS NO ALGARVE: O CASO DE LOULÉ, POR PAULO GIRÃO

 


CONFERÊNCIAA PANDEMIA DA PNEUMÓNICA E OS SEUS EFEITOS NO ALGARVE: O CASO DE LOULÉ ;

DIA23 de MARÇO 2022;

HORA: 17 HORAS

LOCAL: Edifício Duarte Pacheco (Loulé);

CONFERENCISTA: PAULO GIRÃO;

ORGANIZAÇÃO: Museu Municipal de Loulé

Evento Integrado na Exposição "A Saúde de Uma Comunidade: Loulé na 1ª Metade do Século XX".


Com os votos do maior sucesso na iniciativa.

A.A.B.M.

quarta-feira, 16 de março de 2022

[CONFERÊNCIA] – A REVOLTA DE 14 DE MAIO DE 1915 – LUÍS BIGOTTE CHORÃO

 

MUSEU BERNARDINO MACHADO (CICLO DE CONFERÊNCIAS) - A REVOLTA DE 14 DE MAIO DE1915

 

DIA: 18 de Março de 2022 (19,00 horas);

LOCAL: Museu Bernardino Machado (Vila Nova de Famalicão);

ORADOR: Luís Bigotte Chorão

ORGANIZAÇÃO: Museu Bernardino Machado 

Luís Bigotte Chorão é advogado e historiador. Mestre em Direito pela Universidade de Lisboa, doutorou-se em letras (História) na Universidade de Coimbra com uma tese que deu origem ao livro A Crise da República e a Ditadura Militar (Sextante, 2010). É autor, entre outros estudos, de O Periodismo Jurídico Português do Século XIX (Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 2002), de Política e Justiça na I República (Letra Livre, 2011, 2018), de Para uma História da Repressão do Anarquismo em Portugal no Século XIX (Letra Livre, 2015) e co-organizador de Península Ibérica – Nações e transnacionalidade entre dois séculos (XIX e XX) (Edições Humus, 2018). Membro do Ceis20 da Universidade de Coimbra e do Instituto Jurídico Interdisciplinar da Faculdade de Direito da Universidade de Porto, é diretor-adjunto da revista O Direito.

A não perder!

J.M.M.

segunda-feira, 7 de março de 2022

ASSIM CANTAVA UM CIDADÃO DO MUNDO – ROBERTO DAS NEVES


LIVRO: Assim cantava um cidadão do Mundo;
AUTOR: Roberto das Neves (1907-1981);
EDIÇÃO: Hora de Ler (reed. da obra publicada em 1952 pela Germinal do Rio de Janeiro – livro proibido pelo Estado Novo), 2022, 160 p.

PEDIDOS: horadelercf@gmail.com

Trata-se da reedição do livro de poemas, de forte inspiração libertária e anticlerical, de autoria do ilustríssimo pedroguense e cidadão do Mundo, Roberto das Neves, anarquista individualista, poeta, espiritualista, maçon (o Irmão Satã, iniciado na Loja Rebeldia, em 29 de Fevereiro de 1930), grafólogo, esperantista, vegetariano, naturista, jornalista e editor [ver, AQUI]. Preso pela polícia política, em 1926 em Coimbra (pela publicação e distribuição de poemas político-satíricos – como o Espectro de Buiça, curiosamente dedicado aos seus amigos e camarada anarquistas como Arnaldo Januário, Afonso de Moura, Mário Castelhano, Lomelino Lentes e José de Almeida), continuou a ser alvo de intensas perseguições políticas desde o inicio do Estado Novo, tendo passado por inúmeras prisões e algumas rocambolescas fugas, empenhado desde sempre no movimento libertário, anarquista e anticlerical. Em 1942 parte para o Rio de Janeiro, falecendo aí a 28 de Setembro de 1981 [consultar, com proveito, esta 2ª ed. do “Assim cantava um cidadão do mundo”, Aires B. Henriques, pp. 17-35].


UMA PÁTRIA PLANETÁRIA

Natural de Pedrógão Grande, ROBERTO DAS NEVES é uma daquelas personalidades cuja vida e obra se fundem. A sua vida (1907-1981) desenrolou-se num tempo pródigo em acontecimentos mundiais de forte impacto global (duas guerras mundiais, a guerra civil de Espanha e, mais próximo, o 25 de abril de 1974). Sem dúvida um tempo pródigo em mudanças globais, mas também em 'debates políticos, culturais, espirituais e artísticos' muito intensos.

ROBERTO DAS NEVES foi um devotado anarquista. Sendo, ainda, esperantista; maçon; ateu; vegetarianista; pacifista; jornalista; anticlerical; antissalazarista e anticomunista (recusando o caráter concentracionário do socialismo real). Foi, sem dúvida, um incansável lutador pela liberdade em todas as suas vertentes.

Depois de conhecer, por diversas vezes, o cárcere salazarista, escolheu o Brasil como terra para tentar realizar os seus sonhos e ideais. Digamos que nessa escolha mostrou muito do seu apego à Língua Portuguesa que tanto amava e que tanto cultivou. ROBERTO DAS NEVES foi um escritor de vasta e multifacetada obra e foi poeta. Alguém lhe chamou de poeta maçónico.


O livro "
ASSIM CANTAVA UM CIDADÃO DO MUNDO", da autoria de ROBERTO DAS NEVES, é reeditado pela mão de um pedroguense da melhor casta: o Dr. Aires B. Henriques. Saúdo aqui, especialmente, esta iniciativa de defesa da memória e do património cultural de Pedrógão Grande, de Portugal e, claro, também do Brasil e da Lusofonia!

Os tempos de hoje precisam de mulheres e de homens que defendam uma Pátria Planetária como ROBERTO DAS NEVES militantemente defendeu no seu tempo.

[MÁRIO MÁXIMO, Escritor e poeta Ex-Presidente da Associação Fernando Pessoa/ Gestor de Assuntos Lusófonas – in contracapa do livro]

RAZÕES DE UMA EDIÇÃO

Jornalista e escritor, maçon, homem culto e de causas, Roberto Barreto Pedras das Neves é porventura um dos cidadãos que em Portugal mais viveu intensamente o curso dos diferentes períodos da política nacional, ao ponto de, pela acção e pelo verbo, nelas pretender intervir a bem dos valores da paz, da livre convivência e do progresso.

Por isso, Roberto das Neves foi lembrado pela Casa (regional) de Pedrógão Grande em Lisboa em 2006, quando se celebrava o centenário do seu nascimento, decorrido a 7 de Setembro de 1907, e quando então presidíamos à sua Direcção.

Com a colaboração do seu genro, o coronel Manuel Pedroso Marques, também ele refugiado no Brasil, e que com Roberto mais de perto convivera, tivemos a oportunidade de publicar uma primeira nota biográfica sobre o homem e o cidadão, as suas convicções, as suas lutas e os seus desfechos, que o forçaram a procurar refúgio no Brasil após o período dramático da Guerra Civil de Espanha e o início da II Guerra Mundial em que a repressão policial mais se agudizava em Portugal.

 


Ora, que se celebram 40 anos sobre a data do falecimento de Roberto das Neves no Rio de Janeiro, não podemos deixar de mais uma vez o relembrar, encontrando na reedição deste seu livro de poemas - "Assim Cantava um Cidadão do Mundo" - porventura a mais grata forma de o fazer, homenageando o cidadão e o escritor, enquanto fazemos prova do seu imenso talento, imbuído de ardentes palavras de paz e amor às comunidades por quem, não escusando a liça, sempre se empenhou.

Irmanado dos mesmos propósitos cívicos de muitos outros concidadãos amigos e de ideal - como Tomás da Fonseca, Francisco Barata Dias, o Padre Joaquim Alves Coreia e Vasco da Gama Fernandes -, Roberto das Neves esmerou-se ao longo de toda a sua vida por que o trabalho de burilamento do seu ser - a sua pedra “milheira" beirã – se convertesse numa imensidão de reluzentes "grãos” ou tocantes partículas capazes de iluminar o mundo à sua volta, de preferência sem iníquas fronteiras e falando urna só língua universal.

A leitura da sua obra e mensagem é para nós por demais gratificante. Por isso, depois de "Pestana Júnior, Profeta Republicano" (2010) e de "Leiria no Reviralho - João Lopes Soares às Avessas" (2020), o Museu da República e Maçonaria não poderia deixar de promover mais uma honrosa edição que verdadeiramente atesta do melhor que a nossa "História & Memória" colectiva do republicanismo tem para nos presentear. E que com ela, ora 70 anos após a edição brasileira, bem possamos ainda sublinhar os dotes poéticos de Roberto das Neves a iluminar um caminho mais fraterno, de esperança, justiça, tolerância e paz, inspirador dos cidadãos de boa vontade.

Dotes poéticos esses que o também poeta Tomaz da Fonseca sublinha ao caracterizar o "Assim Cantava um Cidadão do Mundo" como "um livro que esmaga quem o lé", pois "jamais se escreveu em língua portuguesa nada mais arrasador contra os privilégios e os preconceitos", como "um grito a favor dos humilhados"; como um livro a que está "destinado um lugar inconfundível na história da literatura mundial e, particularmente, na da literatura libertária e da resistência ao totalitarismo em Portugal, que encontrou em (Roberto das Neves) o seu épico".

[O Editor (Aires B. Henriques), Villa Isaura, 7 de Dezembro de 2021, pp.7-8]

 J.M.M. 

sábado, 5 de março de 2022

[DIA 6 DE MARÇO – MARMELEIRA / MORTÁGUA] – MORTÁGUA SOB AS INVASÕES DE MASSENA

 


MARMELEIRA | Mortágua sob as Invasões de Massena. Os sacrifícios e o sofrimento das populações

DIA: 6 de Março de 2022 (15,00 horas);

LOCAL: Núcleo Museológico da Irmânia, Marmeleira (Mortágua);

15h00 – “Mortágua sob as Invasões de Massena. Os sacrifícios e o sofrimento das populações”: conferência pela Prof.ª Maria Alegria Marques

16h30 - Colocação de marco histórico assinalando o combate da Serra do Meiral (25 set. 1810) (Junto ao Centro Balmar)

J.M.M.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

[DIA 25 DE FEVEREIRO EM COIMBRA] - HOMENAGEM À PROFESSORA E INVESTIGADORA ISABEL NOBRE VARGUES

 


COIMBRA | FLUC - HOMENAGEM À PROFESSORA ISABEL NOBRE VARGUES | LANÇAMENTO DE LIVRO, MESA-REDONDA E DEBATES

DIA: 25 de Fevereiro de 2022 (9,30 horas-16,30 horas);

LOCAL: Teatro Paulo Quintela, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (3.º piso);

ORGANIZAÇÃO: FLUC | CEIS 20 | IUC 

LIVRO: O Jornalismo e a História: Homenagem a Isabel Nobre Vargues

EDIÇÃO: Imprensa da Universidade de Coimbra; Coord. de João Figueira e Ana Teresa Peixinho.

TEXTOS DE: Alberto Pena Rodríguez, Carla Baptista e Ana Carolina Trevisan [A liberdade de imprensa na cultura política do vintismo –análise argumentativa dos debates sobre a primeira Lei de Imprensa (1821)], Carlos Camponez, Clara Almeida Santos, Eduardo Cintra Torres, Fátima Araújo, Hugo Gilberto, Inês Amaral, Isabel Ferin Cunha, João Figueira, João Miranda, José Manuel Nobre-Correia, José Manuel Portugal, Júlio Taborda, Luís Bigotte Chorão [Isabel Nobre Vargues: personalidade e labor académico], Luís Reis Torgal [A imprensa, os estudantes e a luta revolucionária no Vintismo], Manuel Pinto, Manuela Santos, Maria Inácia Rezola [O regresso da “velha”: O(s) tempo(s) da censura], Maria João Silveirinha, Maria Manuela Tavares Ribeiro [Uma voz da geração “realista” – Henry de Jouvenel – jornalista e político], Mário Mesquita, , Rita Basílio de Simões, Sílvio Correia Santos.

PROGRAMA:

9H30 - Abertura

10h00 - Mesa Redonda: Os Discípulos

Moderação: Marco Gomes (Investigador do CEIS20)

Fátima Araújo (Jornalista RTP, antiga aluna de Licenciatura)| Miguel Carrapatoso (Jornalista Observador, antigo aluno de Mestrado) | Paulo Bruno Alves (Professor, antigo aluno de Doutoramento) | Francisco Pinheiro (Investigador do CEIS20, antigo aluno de pós-doutoramento)

11H15 - Apresentação do livro (por Jorge Pedro Sousa, Professor da Universidade Fernando Pessoa)

14H30 - Mesa Redonda: O Jornalismo e a História

Moderação: Isabel Ferin Cunha (Professora Aposentada FLUC)

Carlos Daniel (Jornalista RTP) | José Pedro Castanheira (Jornalista) | Luís Trindade (Professor da FLUC) | Sofia Branco (Jornalista Lusa)



No próximo dia 25 de Fevereiro haverá lugar uma justíssima Homenagem à historiadora Isabel Nobre Vargues, incontornável professora e investigadora da História Moderna e Contemporânea Portuguesa e que tão luminosos e valiosos estudos nos tem legado ao longo destes anos.

Isabel Nobre Vargues, muito cá de casa, foi uma preciosa e dedicada professora do Instituto de História das Ideias (FLUC), uma historiadora minuciosa no exercício do seu ardente magistério, uma atenta e incansável investigadora. A sua generosidade na partilha dos saberes historiográficos, a sua total disponibilidade em nos socorrer na vasta bibliografia do liberalismo vintista e o incentivo e amizade com que sempre nos agraciou e inundou a alma, desperta em nós sincero afecto e votos de toda a nossa estima.   

A Homenagem que lhe vai ser tributada, merecidamente ditosa, não é só o profundíssimo respeito e louvor à sua admirável obra, mas permite revelar o testemunho de uma singular e ilustrada professora que as gerações futuras decerto abraçarão no seu amor às Letras e à História.

O Almanaque Republicano agradece o amparo historiográfico e as proveitosas divulgações e reflexões que o saber da doutora Isabel Nobre Vargues nos tem proporcionado e expressa uma enorme alegria pelo cumprimento desta Homenagem que será esculpida, com enorme gratidão, nos nossos corações.  

J.M.M.