segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

[COIMBRA] JAIME CORTESÃO: CORRESPONDÊNCIA DO EXÍLIO COM O IRMÃO ARMANDO – EXPOSIÇÃO/MOSTRA DOCUMENTAL



DIA: 15 de Janeiro 2020 (18,00 horas) – Sessão Inaugural
LOCAL: Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra [Sala da Livraria do Colégio de São Pedro], Coimbra;

ORADOR: Professor Daniel Pires.

► “A partir do próximo dia 15 de janeiro, a Sala da Livraria do Colégio de São Pedro na BGUC receberá uma nova exposição, intitulada "Jaime Cortesão: Correspondência do exílio com o irmão Armando". Nela serão divulgadas mais de sete dezenas de cartas trocadas entre os dois irmãos e historiadores Jaime Cortesão e Armando [Cortesão].

A troca de correspondência durante a ditadura não se apresentava fácil, sendo por vezes necessário recorrer a artifícios de contorno da censura. Ao longo desta viagem que vos propomos fazer, é possível contactar diretamente com a dimensão humana da sobrevivência e da separação de dois irmãos, a partir do exílio.

De entrada livre, estará disponível até finais de fevereiro”



“A sessão de inauguração decorrerá no próximo dia 15, pelas 18h00 e que contará com a presença do Dr. Daniel Pires, um especialista e quase "amigo de longa data" de Jaime Cortesão”

A não perder!

J.M.M.

domingo, 12 de janeiro de 2020

[FIGUEIRA DA FOZ] CARTAS DE MANUEL TEIXEIRA GOMES A JOÃO DE BARROS

LIVRO: "CARTAS DE MANUEL TEIXEIRA GOMES A JOÃO DE BARROS"

APRESENTANTE: António Valdemar

DATA: 16 de Janeiro de 2020

HORÁRIO: 18 horas

LOCAL: Auditório Municipal da Figueira da Foz - Rua Calouste Gulbenkian

Um evento que se recomenda a todos os potenciais interessados, com interesse pelas informações trocadas entre os dois intelectuais portugueses que marcaram a primeira metade do século XX.

Com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

A MAÇONARIA NO ALTO ALENTEJO (1821-1936) - LANÇAMENTO EM PORTALEGRE



LIVRO: A Maçonaria no Alto Alentejo (1821-1936);
AUTOR
: António Ventura;
EDIÇÃO: Caleidoscópio.

LANÇAMENTO:

DIA: 11 de Janeiro 2020 (16,30 horas);
LOCAL: Centro de Congressos da Câmara Municipal de Portalegre (R. Guilherme Gomes Fernandes, 28 - Portalegre);
ORADOR: Maria de Fátima Nunes (Universidade de Évora).

Apontamento Musical: Escola de Artes do Norte Alentejano

Trata-se de uma nova edição, revista e muito aumentada do estimado livro «A Maçonaria no Distrito de Portalegre», do professor António Ventura, publicado em 2007, pela Editora Caleidoscópio, e desde há muito esgotado.

Esta reedição, de manifesto interesse regional, conta com o patrocínio de diversas instituições: autárquicas, académicas, culturais, económicas e associativas [cf. António Ventura].

Tem, desde logo, o apoio de “todas as 15 câmaras municipais do distrito de Portalegre: Alter do Chão, Arronches, Avis, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Elvas, Fronteiro, Gavião, Marvão, Monforte, Nisa, Ponte de Sor, Portalegre e Sousel”, numa unanimidade que honra a historiografia local e regional, pelo que julgamos estar na presença de um outro olhar e um novo pensar em torno das investigações históricas locais. O que, e não poucas vezes, pela recuperação da memória histórica podem corrigir e enriquecer mesmo a história geral.   

J.M.M.

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

VOTOS DE UM 2020 FRATERNO



A Bondade com a Justiça ou (o que equivale a dizer o mesmo) a Justiça sob a Bondade tira à fórmula coordenante a rigidez teórica. Ela assume, desde então, um carácter humano, que é o final e conclusivo, completando-se a Liberdade e a Igualdade com a Fraternidade, a qual seja a Bondade coexistindo enfim com a Justiça
 
[Sampaio (Bruno), O Encoberto, p. 330]

 
Aos estimados leitores, companheiros & amigos destas viagens de encantos & desencantos vários,  deste itinerário e fragmentos da Grande Alma Republicana, aceitai os nossos VOTOS de um Ano de 2020 Solidário, Próspero e Fraterno.

 
Saúde, Paz & Fraternidade

Vale!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

HISTORIOGRAFIA CONTEMPORÂNEA PORTUGUESA DE 2019 – A NOSSA ESCOLHA

HISTORIOGRAFIA CONTEMPORÂNEA PORTUGUESA DE 2019


1. O Reyno das Letras. A Cultura letrada no Algarve: o lugar do impresso (1759-1910)Patrícia de Jesus Palma (Direcção Regional de Cultura do Algarve), Faro, 694 pp. ,

2. A Sombra dos Heróis. A história desconhecida dos resistentes portugueses que lutaram contra o nazismo – José Manuel Barata-Feyo (Clube do Autor), Lisboa, 320 pp. 

3. A Maçonaria Portuguesa e a Grande Guerra 1914-1918António Ventura (Nova Vega), 160 pp. | 120 Anos de Maçonaria no Algarve. 1816-1936António Ventura (Sul, Sol, Sal), Olhão, 520 pp.

4. Os Cinco Pilares da PideIrene Flunser Pimentel (A Esfera dos Livros), 504 pp. | «Morte á PIDE». A Queda da Polícia Política do Estado NovoAntónio Araújo (Tinta da China), 208 pp. | A PIDE e os seus informadores. O Caso de Inácio - Paulo Marques da Silva (Palimage), Coimbra, 350 pp.





9. Mulheres e EleiçõesAna Paula PiresIvo Veiga e Fátima Mariano (Edições Almedina), 256 pp. | O Activismo Estudantil no IST (1945-1980)Luísa Tiago de Oliveira (Edições Fenix), 829 pp.

10. Livros que tomam partido - Flamarion Maués (Parsifal), 684 pp. | O Cavador que Lia Livros no Tempo de SalazarFrancisco Cantanhede (Edições Colibri), 238 pp.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

HEMEROTECA DIGITAL DA BIBLIOTECA MUNICIPAL DA FIGUEIRA DA FOZ – PEDRO FERNANDES TOMÁS – ESTÁ ONLINE



A Biblioteca Municipal da Figueira da Foz, Pedro Fernandes Tomás, que tem a gratidão e o apreço dos amantes dos livros & outras letras, tem na sua morada um vasto repositório de peças bibliográficas únicas e valiosas, estimadas e curiosas, em especial a sua colecção de periódicos, legada por homens devotos da historiografia local, homens livres e de sábios costumes.
Despertando a curiosidade dos neófitos & de investigadores ou simples ledores de “papéis pintados com tinta”, a Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomás, da Figueira da Foz, começou a disponibilizar online o seu vasto e rico acervo da imprensa local. Nunca será demais o nosso agradecimento e ventura. Vale!     

 
 
 
 
ALGUNS PERIÓDICOS DIGITALIZADOS: Desafronta: Homenagem aos caixeiros figueirenses. – N.º único (1 Nov. 1903) - Figueira da Foz: [s.n.], 1903 Ginásio Clube Figueirense: comemorativo do seu cinquentenário - Nº único (1945) - Figueira da Foz: G.C.F., 1945 Jornal de cinema: quinzenário de cinéfilos e para cinéfilos / dir. e red. Miguel da Mota Veiga Gaspar. - A. 1, s. 1, nº 1 (15 Nov. 1929) - a. 3, s. 3, nº 10 (10 Jul. 1932). - Figueira da Foz: Eduardo Paulo de Macedo, 1929-1932 – Quinzenal O Palhinhas / dir. ErnestoTomé. – S. 2, n.º 1 (30 Ago. 1930). - Figueira da Foz: [s.n.], 1930 [trata-se da nova edição que vem publicada com o jornal O Figueirense, porque na verdade O Palhinhas é um curioso periódico com o seu 1º nº publicado em 25 de Julho de 1915, sendo proprietário do jornal José dos Santos Alves e diretor Augusto Pinto] Sport Cine / dir. M. da Costa Luz. A. 1, n.º 12 (20 Jun. 1935) - Figueira da Foz: Tip. de O Figueirense imp., 1935 A Voz da Justiça: bi-semanário republicano da Figueira da Foz / dir. Manuel Jorge Cruz [apenas está online 2 numrs deste importante jornal local, porventura um dos mais valiosos periódicos republicanos saídos da imprensa regional portuguesa – aguardando-se a sua plena digitalização] À cidade da Figueira da Foz: homenagem ao Exercito Portuguez/Empreza do Casino Peninsular. - Número único (Fev. 1897) - Figueira da Foz: Empresa do Casino Peninsular, 1897 Album Figueirense: revista mensal regionalista/dir. João de Oliveira Coelho. - Ano 1, n° 1 (Jun. 1934) - ano 4, n° 7 (Maio 1940). - Figueira da Foz: J. O. Coelho, 1934-1940 Almanaque illustrado do jornal A praia da Figueira: secção literaria, informações, anuncios etc / Director e proprietario Carlos Idães. - Ano 1 (1909). - Figueira da Foz: Typ. Popular de Manuel J. Cruz, [1908] A alvorada [Copiografado]: semanario de caricaturas / Redactor F. S. Morgado; [desenhos de António Piedade]. - Ano 1, nº 1 (4 Maio 1903) -ano 1, nº 6 (8 Jun. 1903). - Figueira da Foz: [Miguel Rodrigues], 1903 Anuario Figueirense: cronologico, topografico, burocratico, comercial, agricola, estatistico, biografico e literario / Coordenado por João O. Coelho. - Ano 1 (1918) -ano 2 (1920). - Figueira da Foz: J.O. Coelho, 1917-1919 A arte nova [Copiografado] / Director AV-LI-6; proprietário Ole-e-Ole. - Ano 1, n.º 1 (29 Jun. 1902). - Figueira da Foz: [s.n.], 1902. - il. ; 22 cm. - Desconhecida. - Apenas foi publicado o ano 1, n.º 1. - Essencialmente caricaturas Diário da Praia: actualidades / prop. ed. e dir. Albano Duque e Adriano Santos. - Ano 1, n.º 1 (4 Ago. 1929) -ano 2, n.º 124 (4 Out. 1936). - Figueira da Foz: Albano Duque: Adriano Santos, 1929-1936. - il. ; 33 cm ; 41 cm. - Diário. - O texto do n.º 1 do ano 1 é datiloscrito e policopiado, com a publicidade impressa no verso de cada folha. - Editado durante a época estival. - No ano de 1929 é editado apenas em agosto, com periodicidade mais irregular. - Publicado nos anos 1929, 1935-1936 Echos da Figueira / [Dir.] José Carlos da Silva Pinto, Cassiano Diniz Corte Real. - Ano 1, n.º 1 (16 Jul. 1882) -ano 1, n.º 11 (30 Out. 1882). - Figueira da Foz: Casa Minerva, 1882. - 23 cm. - Mensal. - Alterações de formato: n.º 2, 26 cm ; n.º 3 a 5, 38 cm ; n.º 6 a 11 Europa: quinzenário de informações e propaganda / Red. António Amargo; propriedade da empresa Neto de Carvalho. - Ano 1, n.º 1 (15 Abr. 1925) -ano 3, n.º 7 (1 Ago. 1927). - Figueira da Foz : Café Casino Europa, 1925-1927 Evolução: pela Pátria e pela liberdade / Director J. Alves Miranda. - Ano 1, nº 1 (22 Ago. 1909) -ano 1, nº 14 (30 Out. 1910). - Figueira da Foz: Imprensa Lusitana, 1909-1910. - Semanal. - Periódico maçónico, órgão da loja figueirense Evolução Figueira: litteratura, sciencia e arte / Redactores Pedro Fernandes Thomás e Eloy do Amaral; secretário e editor Francisco Martins Cardoso. - Série 1, ano 1, n.º 1 (Jan.1911) - série 7, n.º 1-2 (Jan./Fev. 1916). - Figueira da Foz: Grupo Studium: Biblioteca Pública Municipal, 1911-1916 Figueira desportiva / Director Dr. José Rafael Sampaio; administrador e editor Joaquim Alfredo Anjos Pedro; secretario da redacção Constantino Nunes da Silva. - Ano 1, n.º 1 (25 Dez. 1924) -ano 3, n.º 141 (1 Set. 1927). - Figueira da Foz: Tipografia Popular, 1924-1927 Figueira reclame: jornal independente, litterario, sportivo, ilustrado e annunciador/ Directores e proprietários M. Cardoso Martha e Eloy do Amaral. - Época 1, n.º 1 (Jun. 1907) -época 1, n.º 4 (Out. 1907). - Figueira da Foz: M. C. Martha: E. Amaral, 1907 A messe / Director Lucas Freire d'Abreu Pessoa. - Ano 1, n.º 1 (14 Fev. 1889) -ano 1, n.º 4 (1 Abr. 1889). - Figueira da Foz: [s.n.], 1889. - 24 cm. - Semanal. - Publicação reproduzida em fotocópia Noticias da Figueira/ Propriedade e direcção técnica de Carlos Baptista; director e editor J. Vasco Martins Baptista. - Ano 1, nº 1 (24 Maio 1941) -ano 31, n.º 1164 (24 Dez. 1972). - Figueira da Foz : J.V.M. Baptista, 1941-1972 O operariado: folha semanal / [Redactores Delfim Gomes... et al.]. - Ano 1, n.º 1 (14 Mar. 1889) - [ano 1, n.º 31 (6 Nov. 1889)]. - Figueira da Foz: [s. n.], 1889 O operario: folha da classe operaria / [dir. Ernesto Fernandes Tomás]. - Ano 1, n.º 1 (25 Ago. 1889) -ano 3, n.º 121 (15 Out. 1893). - Figueira da Foz: [E. F. Tomás], 1889-1893. - 40 cm. - Semanal. - A partir do n.º 104 passa a denominar-se O Operário Figueirense Pela Republica : numero unico commemorativo do 31 de Janeiro de 91. - Número único (31 Jan. 1905). - Figueira da Foz: [Centro Eleitoral Republicano Dr. José Falcão], 1905. - Continuação de: Glória aos Vencidos, 1904 O Petiz / Redactores Adelino Veiga, Raymundo E. P. Junior, Augusto Veiga. - Ano 1, n.º 1 (Mar. 1905) -ano 1, n.º 3 (Maio 1905); série 2, n.º 1 (3 Ago. 1909). - Figueira da Foz : Imprensa Lusitana, 1905 A Praia: revista quinzenal / Editor J. H. Santos; propriedade da Casa Havaneza. - Ano 1, n.º 1 (23 Jul. 1917) -ano 1, nº 5 (18 Out. 1917) ; [nova série], n.º 1 (21 Ago. 1921) -nº 8 (9 Set. 1923). - Figueira da Foz: J. H. Santos, 1917-1923 A Praia elegante / Redactor principal e editor Antonio Correia Pinto d'Almeida. - Série 1, n.º 1 (28 Jul. 1918) -[série 1, n.º 10 (29 Set. 1918)]. - Figueira da Foz: A.C.P. Almeida, 1918. - 36 cm. – Irregular O raio x : quinzenario humoristico / Director M. de Sousa ; propriedade do Grupo d'O Raio X. - Ano 1, nº 1 (5 Fev. 1924). - Figueira da Foz : Tip. Peninsular, 1924. - 39 cm. - Quinzenal. - Foi apenas editado o ano 1, n.º 1 O Rancho do Vapor : homenagem a Manuel Dias Soares / organizado pela Comissão Promotora da Homenagem a Manuel Dias Soares. - Nº único (1 Jun. 1935). - Figueira da Foz: Tip. Popular, 1935 A Redenção: política, literatura, arte, noticiario, anuncios, etc. / Dir. José Rafael Sampaio, Raimundo Esteves Pereira Júnior; redator Augusto Veiga Junior ; propriedade Anibal Cruz. - Ano 1, nº 1 (1 Maio 1909)-ano 1, nº 19 (1 Fev. 1910). - Figueira da Foz : Tipografia Popular de Manuel J. Cruz, 1909-1910 Revista da Figueira : publicação mensal de arte, sciencia elitteratura / Redactores João Templario, Manoel d'Almeida, Cardozo Marto. - Vol. 1, nº 1(Abr. 1903) - nº 2 (Out. 1917). - Figueira da Foz : Imprensa Lusitana, 1903-1917. - il. ; 25 cm. - Irregular. - Publicado em 1903 e 1917 Revista litteraria. - N.º 1 (Jul. 1904) - n.º4 (Abr. 1906). - Figueira da Foz : Gazeta da Figueira, 1904-1906. - il. ; 22 cm. - Irregular. - Suplemento à Gazeta da Figueira Tribuna Literária : secção quinzenal de O Figueirense / Director Belarmino Pedro. - Ano 1, nº 1 (10 Abr. 1940)-ano 11, nº 296 (24 Nov. 1951). - Figueira da Foz : O Figueirense, 1940-1951.
 
J.M.M.

domingo, 8 de dezembro de 2019

[COIMBRA - COLÓQUIO INTERNACIONAL] – DOIS SÉCULOS DA REVOLUÇÃO DE 1820: LIBERALISMO, ANTI-LIBERALISMO E PÓS-LIBERALISMO




DIAS: 20 a 23 de Abril 2020;
LOCAL: Coimbra (UC, FLUC e FEUC);

ORGANIZAÇÃO: F.L.UC. | F.E.U.C. | CEIS20 | IHC/FCSH/UNL

As Faculdades de Letras e de Economia da Universidade de Coimbra, em parceria com o Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra (CEIS20-UC) e o Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, promovem o colóquio internacional “Dois Séculos da Revolução de 1820: Liberalismo, anti-liberalismo e pós-liberalismo”, a realizar entre os dias 20 e 23 de abril, em Coimbra [AQUI]

Call for papers [LER TUDO AQUI]

A problemática delimitada resulta da adoção de uma abordagem inter-epocal e comparatista, interdisciplinar e, também, técnico-cívica dos dois séculos de soluções liberais, antiliberais e pós-liberais em Portugal e em outras zonas da Europa do Sul (antes de mais, Espanha e Itália), no Brasil e em outros países da América Latina, nos países dominantes.

Apela-se à apresentação de propostas de comunicação relativas às seguintes subáreas temáticas:

·         - Sistema político e administrativo;

·         - Estruturas e relações sociais;

·         - Pensamento económico e atividade económica;

·         - Correntes e fenómenos culturais;

·         - Relações internacionais.
 
Publicar-se-ão textos em obras coletivas e em dossiers de revistas.
Línguas de trabalho: português, castelhano, italiano e inglês.

As propostas de comunicação deverão ser submetidas por email para inscrições.ceis20@gmail.com e obedecer às seguintes características: título, resumo (até 4000 carateres com espaços), 5 palavras-chave, nome do(s) autor(es), nota biográfica (até 500 carateres com espaços), enquadramento institucional e email
Calendário:

·         Submissão de propostas: 15 de janeiro de 2020

·         Comunicação de aceitação/recusa: 31 de janeiro de 2020

·         Data limite de inscrição para comunicantes aceites: 7 de fevereiro de 2020

·         Divulgação do programa: 15 de fevereiro de 2020

·         Data limite para envio dos textos para publicação após revisão científica: 30 de junho de 2020
 
J.M.M.

domingo, 1 de dezembro de 2019

ASILO POLÍTICO EM TEMPOS DE SALAZAR



LIVRO: Asilo político em tempos de Salazar. Os casos de Humberto Delgado e Henrique Galvão;
AUTOR
: Luís Bigotte Chorão;
EDIÇÃO: Edições 70, Novembro de 2019, 336 p.

LANÇAMENTO:

DIA: 5 de Dezembro (18,30 horas);
LOCAL: Livraria Almedina Rato (R. da Escola Politécnica, 225 - Lisboa);
ORADORES: António Araújo | José Pacheco Pereira.

Henrique Galvão e Humberto Delgado assinalaram os difíceis tempos de oposição e luta à ditadura salazarista, tendo deixado um rasto de esperança e de ilusão nas camadas populares. Ambos tinham sido apoiantes da ditadura militar e do Estado Novo, ornamentando as suas fileiras. Na verdade, o tenente aviador Humberto Delgado e autor Da Pulhice do Homo Sapiens (Casa Ventura Abrantes, 1933), virulento escrito antirrepublicano e antimonárquico, acompanhou desde o início a ditadura e teve cargos relevantes no regime salazarista; Henrique Galvão, apoiante sidonista e caloroso adepto do salazarismo, exerceu devotamente cargos institucionais no início do Estado Novo. Essa ainda pouco esclarecida página negra da história contemporânea, levaram-nos, mais tarde, para o campo da oposição a Salazar e à Ditadura, fosse no escolho por uma pacífica luta eleitoral ou no ardor colocado em acções de grande espetacularidade e duro enfrentamento ao regime.

Este último trabalho de Luís Bigotte Chorão, aprofundamento de uma sua intervenção sobre o pedido de asilo político de Henrique Galvão à embaixada argentina, na FLUC, apresenta o enquadramento político e alguns marcos importantes em torno do asilo de Humberto Delgado (Janeiro de 1959) e Henrique Galvão (Fevereiro de 1959), incluindo, ainda, neste no seu estimado estudo outros asilados, como Rodrigo Teixeira Mendes de Abreu, Luís Cesariny Calafate, Manuel Serra, Sebastião Ribeiro, Manuel Sertório, Horácio Augusto Fernandes Gradim, Rogério de Oliveira e Silva, Joana Francisca Fonseca Simeão, Raúl Miguel Marques, Carlos Dionísio, entre outros.

Obra estimada e copiosa, com importantes fontes e demais anotações, apresenta no seu final (pp. 285-325) uns Anexos, provenientes do Arquivo Família Mairal, correspondência epistolar entre Henrique Galvão e Ernesto Pablo Mairal.  

Henrique Galvão e Humberto Delgado foram figuras extremamente populares durante o Estado Novo, nos meios oposicionistas não afetos ao Partido Comunista Português. Adversários destemidos do regime salazarista, viram-se ambos obrigados a pedir asilo político em circunstâncias que merecem a recuperação da memória histórica que este livro lhes concede. Enquanto Humberto Delgado o fez a 12 de janeiro 1959, na embaixada do Brasil, em Lisboa, Henrique Galvão formulou um pedido semelhante a 17 de fevereiro do mesmo ano, na representação diplomática da Argentina. Os dois pedidos de asilo transformaram-se rapidamente em acontecimentos políticos de primeira linha, com uma projeção internacional surpreendente. Em causa estavam duas personalidades que exaltavam, por maus motivos, os meios diplomáticos e a opinião pública. Enquanto o general Humberto Delgado tinha acabado de sair de um confronto violento com o regime, o capitão Henrique Galvão arrastava-se por inúmeras prisões ao longo de sete anos. Luís Bigotte Chorão reflete, assim, sobre um tempo de alta tensão política na história do século [AQUI]

J.M.M.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

[JANTAR LITERÁRIO] – A FIGUEIRA DE JORGE DE SENA


JANTAR LITERÁRIO - A FIGUEIRA DE JORGE DE SENA – 100 ANOS

 
DIA: 30 de Novembro de 2019 (20,00 horas);

LOCAL: Salão Cafée (Casino da Figueira da Foz);

PRESENÇA: António Valdemar | Luís Machado | Orquesta de Jazz da Escola do CAE da Figueira da Foz

ORGANIZAÇÃO: Câmara Municipal da Figueira da Foz | Casino da Figueira 

A CMFF em parceria com o Casino da Figueira tem patrocinado um conjunto de eventos na evocação do Centenário do nascimento do escritor e cidadão Jorge de SenaA Figueira de Jorge de Sena 100 Anos.

Recriando a curiosa obra de Sena, “Sinais de Fogo”, decorreu o “Percurso Jorge de Sena”, entre a estação e o casino, essa Figueira dos anos 30, lugar onde Jorge de Sena veraneava. Jorge Fazenda Lourenço e o escritor, professor figueirense e ex-vereador da Cultura António Tavares conversaram sobre o escritor e a sua obra.

Amanhã – dia 30 de Novembro – há lugar a um JANTAR LITERÁRIO, onde a arte gastronómica se alia ao culto das letras, tomando assento na mastigação, libação & palavras ditas, além dos inúmeros admiradores do precioso escritor, o emérito jornalista António Valdemar e Luís Machado, que serão acompanhados nesta colegiada pela Orquestra de Jazz da Escola de Artes do Centro de Artes e Espetáculos

Lá estaremos, em espirito makavenkal e  … para o resto.

A não perder!

J.M.M.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

ATÉ SEMPRE, COMPANHEIRO!



José Mário Branco, “português, pequeno burguês de origem, filho de professores primários, artista de variedades, compositor popular, aprendiz de feiticeiro”, espalhou luminosamente a palavra, a melodia e o canto. Traçou a poesia, celebrou o sonho, inquietou-nos a alma. Com ternura e alegria.

Zé Mário tinha essa elevada arte de “estar aqui connosco”. Cantou a “margem do outro lado”, essa travessia ou “vaga de fundo” estremecida, atribulada, mas sempre digna. Essa bem-aventurança. Confiou-nos “a luz que vem do fim do mundo”, essa viagem daqueles que ainda não nasceram. Esteve connosco e nós com ele. “Para cantar e para o resto” – disse. E sim …. valeu a pena a travessia.

Até sempre, Companheiro!

FOTO de Alfredo Cunha, com a devida vénia

J.M.M.

sábado, 9 de novembro de 2019

[FIGUEIRA DA FOZ – EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS] ESCRITORES. MEMÓRIAS E OLHARES



EXPOSIÇÃO “Escritores. Memórias e Olhares” – Fernando Bento

DIAS: 8 de Novembro de 2019 a 2 de Fevereiro de 2020;
LOCAL: Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz ;
ORGANIZAÇÃO: CMFF | CAE | Apoio da APE ! Antena 1



► “ … Estes rostos de escritores, propostos por Fernando Bento, suscitam um encadear de ideias e até um eternizar de memórias. Por detrás de uma fisionomia humana há sempre uma história e uma memória. Se pensarmos assim, percebemos que o fotógrafo de que falamos não se limita a fixar e a reproduzir imagens. Ele capta, para além da máscara, a expressão dos gestos, revelando sentimentos e identificando emoções. No visor da sua máquina escolhe o melhor ângulo, enquadra, surpreende a autenticidade e só depois dispara. Resultado final: verdadeiras fotografias com alma, cunho pessoal e aquele rebeldismo a que já nos habituámos a admirar.

Escolher 25 fotografias, entre largas centenas de imagens, não foi fácil […] Nesta viagem onde o passado e o presente transportam memórias para o futuro, estes Escritores - grandes referências da portugalidade - constituem uma importante afirmação da nossa identidade cultural […]

[Luís MachadoO Curador & secretário-geral da APE - in Fotografar com Alma (do Catálogo da Exposição) ]
 
 

“A exposição de Fernando Bento no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz integra uma serie de retratos de escritores portugueses contemporâneos da segunda metade do século vinte. A força e a irradiação das imagens, que resultam da sagacidade do olhar, do poder de análise e de síntese, transpõem o circunstancial imediato e mobilizam a nossa atenção.
 
 
Apesar de algumas ausências, não faltam personalidades de referência. A exposição fica, portanto, circunscrita ao trabalho realizado para a Associação Portuguesa de Escritores, desde 1995 e ao percurso de Fernando Bento, iniciado nos anos 80, concretamente, após janeiro de 1988 quando adquire a carteira profissional de jornalista. É a partir de então - e estando na posse de uma formação em técnicas fotográficas da imagem e no conhecimento estético da obra de pintores, escultores, ceramistas e cartunistas de gerações tão diversas - que se afirma com visibilidade crescente o fotógrafo e o editor fotográfico, Em 30 anos de ofício exercido em tempo inteiro predomina, contudo, o repórter.

[…] A presença do repórter ganhou projeção em realizações promovidas pela Associação Portuguesa de Escritores. Alguns exemplos: o ciclo Herculano 200 anos depois; as comemorações dos 150 anos do nascimento de Raúl Brandão; a evocação de Aquilino Ribeiro na Fundação Calouste Gulbenkian, em Paris, E neste contexto o levantamento fotográfico dos cafés lendários e de outros locais relacionados com a vida e a obra de Aquilino nos dois exílios políticos, em Paris - um, no final da Monarquia; outro, na luta contra a ditadura militar que levou Salazar ao poder,

Destacam-se, entretanto, as sucessivas reportagens de Fernando Bento das tertúlias organizadas por Luís Machado no Café Martinho da Arcada, com a participação das maiores figuras literárias, artísticas e políticas. Tudo isto poderia ter ficado perdido na efeméridade das palavras e no acaso dos gestos e das atitudes. Mas restam dessas sessões memoráveis, a gravação das intervenções e o registo das imagens que permitem reconstituir testemunhos inéditos e revelações inesperadas para a clarificação de equívocos e para a reposição da história.

Felizmente, perduram nesta exposição de Fernando Bento e também nos livros de Luís Machado "Conversas à Quinta-Feira" e "Rostos da Portugalidade". Assim como os diálogos inseridos noutro livro de referência: "Amália, Confissões em Noite de Primavera".

Fernando Bento também fica ligado aos tratamentos de imagem do universo de Fernando Pessoa para exposição permanente no Martinho da Arcada. Outro trabalho que demonstrou os seus recursos técnicos assinala-se em "Ministros do Reino à Administração Interna" que inclui governantes desde 1834 até à atualidade, para a exposição, na sede do Ministério da Administração Interna e, depois, repetida nos Governos Civis de todo o país.
 
 
Tem como curador Luís Machado, esta exposição constituída por mais de vinte "memórias e olhares" a preto e branco, selecionadas de reportagens das atribuições de prémios literários, de festivais de poesia e outras homenagens que decorreram em Lisboa, em Tróia e na Figueira da Foz. Uma das singularidades da exposição reside essencialmente no facto de Fernando Bento, sem procurar efeitos sofisticados, ter captado em flagrante - com o faro visceral do repórter - personalidades tão diversificadas, na sua autenticidade humana e na evidência da sua relação quotidiana.

Os olhos e a intuição do repórter Fernando Bento - já consagrado a nível nacional e internacional - fixaram os rostos, as mãos, o perfil de figuras conhecidas de todos nós e que, na poesia, na ficção, no ensaio, aprofundaram e de modos tão diferentes, a paixão e os sonhos, as ambições e os terrores que denunciam o tempo em que viveram. Fernando Bento teve a capacidade de surpreender em cada rosto, o que existe para além das aparências.

António Valdemar - in Memórias e Olhares (do Catálogo da Exposição)

 J.M.M.