domingo, 23 de Novembro de 2014

A GRANDE GUERRA: UM SÉCULO DEPOIS - COLÓQUIO INTERNACIONAL NA ACADEMIA MILITAR





Realiza-se na próxima quarta-feira, dia 26 de Novembro de 2014, na Academia Militar, a terceira parte do colóquio internacional A Grande Guerra: Um Século Depois.

O programa deste dia conta com múltiplos especialistas da área militar e destaca-se a presença do Professor António José Telo a moderar uma das sessões.

A acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

CARICATURAS PESSOAIS – FRANCISCO VALENÇA [NOTA BREVE]


CARICATURAS PESSOAIS, de F.[rancisco] Valença, Edição da Renascença Gráfica, Lisboa, 1931, p. 216
“Colecção de caricaturas publicadas no periódico Sempre Fixe, com amáveis legendas do próprio desenhador, que, partindo de uma inspiração de 1900 subsidiária de Rafael Bordalo Pinheiro (O Chinelo, Varões Assinalados, etc.), ganha o seu elã precisamente nesta época” [AQUI]

FOTO via FRENESI


[NOTA BREVE] SOBRE FRANCISCO VALENÇA:
Francisco Valença [1882-1963] foi um notável desenhador, ilustrador, figurinista e caricaturista. Feroz crítico dos “costumes” nacionais, “comentador” satírico e implacável, deixou uma obra copiosa, desde que se estreou no quinzenário humorístico “O Chinelo” (1900), passando pelo seu incontornável “Varões Assinalados”, espécie de reprise do “Álbum das Glórias” de mestre Bordallo Pinheiro.

Nasceu Francisco Valença, em Lisboa, a 2 de Dezembro de 1882. Frequentou [cf. Diário de Lisboa, 18 de Janeiro 1963; “Os Comics em Portugal”, Bedeteca, 1997; “Dicionário dos Autores de Banda Desenhada e Cartoon em Portugal, 1999] o Instituto Comercial e Industrial. Começa, como se referiu, n’O Chinelo [que funda com André Brun e o escritor Carlos Simões], apresentando depois um curioso álbum, “Salão Cómico” (1902), publicando [ibidem] trabalhos avulsos n’A Comédia Portuguesa (1902), “Brasil-Portugal” (1902-1909), “A Crónica” (1903-1904) e na revista infantil “O Gafanhoto” (1903-1904).  
A partir de 1904, com a colaboração em “O Século – Suplemento Humorístico” [sob a “orientação artística” do assumido ilustrador, monárquico, Jorge Colaço] Francisco Valença, com as suas “ilustrações de sátira político-social” que marcaram decisivamente o periódico, toma lugar de relevo entre os desenhadores, caricaturistas e o público. Espalha [ibidem], ainda, a sua genialidade artística n’A Tribuna (1904), “Tiro e Sport” (1905-1911), “Ilustração Portuguesa” (1906), “Novidades" (1907), “Arte Musical” (1907-1908), “O Raio” (1909 – curioso semanário ilustrado, sob direcção de Joaquim Guerreiro), “Alma Nacional” (1910), ou na “Límia” (1910).


Mas é entre 1909 e 1911 lança um conjunto de gravuras humorísticas - caricaturas sobre personalidades da época - que publica com o título de os “Varões Assinalados”. A técnica, a execução e o brilhantismo do traço, a ironia e a versatilidade humorística e satírica, conheceu enorme sucesso entre o público. Colabora [ibidem] no “Diário de Notícias Ilustrado" (1912), “O Zé” (1919), “O Comércio do Porto Ilustrado” (1919), “Diário de Lisboa” (1924).
   
Dirige [ibidem] o semanário “O Espectro” (nº espécime data de 18 de Maio1925), publica “Os Meus Domingos” [com André Brun], “A Semana do Chiado” [com Anibal Soares, monárquico], desenha (de 1920-1952) para o Museu Etnológico Português, publica no “Lírios” (1932), no “Miau” (1934), no “Diário dos Açores”.

Ao mesmo tempo colabora [ibidem] no “Le Rire” (Paris), “La Nación” (Madrid), “Boletin Fermé" (Barcelona) e outros periódicos brasileiro. Trabalhou para teatro, como na comédia de André Brun e Carlos Simões, “O Tabelião do Pote das Almas” e ilustra um vasto conjunto de livros, publicados por Armando Ferreira, Emília de Sousa e Costa, Henrique Marques Júnior, Julieta Ferrão. Encontra-se representado em vários museus, caso do Museu Nacional de Arte Contemporânea, no Museu Soares dos Reis

Em 1927 (até 1959) colabora no “Sempre Fixe" mas a ditadura não lhe permite manter a sua crítica política social, pelo que retrata “unicamente os hábitos e costumes nacionais”. A Câmara Municipal de Lisboa faz-lhe uma homenagem, promovendo uma Exposição do Palácio de Galveias (Maio 1962) sobre os seus trabalhos.
Francisco Valença morre a 17 de Janeiro de 1963, na sua casa da Rua Latino Coelho (nº21, 4º andar), em Lisboa.

J.M.M.  

quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

CONFERÊNCIA – HERMETISMO E ROSACRUZ NO PENSAMENTO HUMANISTA OCIDENTAL


CONFERÊNCIA: Hermetismo e Rosacruz no Pensamento Humanista Ocidental;

DATA: 21 de Novembro 2014 (18,30 horas);
ORADORES: prof. Rui Lomelino de Freitas | prof. Pedro Victor Rodriguez;
LOCAL: Grémio Lusitano [Rua do Grémio Lusitano, nº 25, Lisboa];

ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português | Fundação Rosacruz | apoio científico da Un. Lusófona (Ciência das Religiões)

Os documentos sapienciais mais importantes atribuídos a Hermes são o Asclepios, a Tábua de Esmeralda e o grupo de textos que foi designado como Corpus Hermeticum. As ideias e concepções aí presentes tiveram profunda influência no ocidente, na Idade Média e no Renascimento, auspiciando a moderna mentalidade científica através, nomeadamente, da alquimia, da astrologia, da magia ou da medicina. Actualmente, em diversas áreas da ciência, chega-se a conclusões e pontos de vista similares aos apresentados nos preceitos herméticos, como base sólida de conhecimento.

O movimento rosacruz teve a sua origem histórica há 400 anos, no início do século XVII, fruto da reflexão espiritual de um grupo de eruditos, místicos e teósofos do sul da Alemanha, que conceberam a história de uma personagem, Cristão Rosacruz, sobre a qual escreveram três Manifestos. Neles, os sábios e eruditos da Europa eram convidados a empreender uma reforma geral do mundo, através do cristianismo hermético e de uma investigação aprofundada das leis da natureza.

É notável a influência do pensamento rosacruz na tradição ocidental. Pensadores como Jacob Böhme, Robert Fludd, René Descartes, Francis Bacon, Jan A. Comenius, Isaac Newton, Robert Boyle, Gottfried W. Leibniz, Karl von Eckartshausen, ou Johann W. Goethe, mantiveram uma orientação humanista Rosacruz. A Maçonaria, o Martinismo ou a Teosofia, só para citar alguns exemplos, são considerados herdeiros do seu legado.

Diversos humanistas do séc. XVIII – esse crisol de ideias em que se formou a Maçonaria moderna –, numa perspectiva rosacruz procuraram beber das fontes clássicas da sabedoria perene, para no seu próprio interior encontrar a chave da transformação capaz de reconduzir a vida humana ao lugar que lhe é próprio no seio da manifestação universal. 

Contando com a vossa participação, apresento os meus cumprimentos

[Fernando Castel-Branco Sacramento - Director do Museu Maçónico Português]

J.M.M.

quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

AFONSO COSTA. O ORADOR PARLAMENTAR

Realiza-se amanhã, 20 de Novembro de 2014, na Biblioteca da Assembleia da República, pelas 18.30 h, após a sessão parlametar a apresentação da obra Afonso Costa - O Orador Parlamentar, da autoria do professor e investigador Paulo Guinote.

Afonso Costa é considerado uma das figuras mais importantes da I República Portuguesa. Admirado por muitos, odiado por outros tantos é sempre uma personalidade polémica e de polémicas. Paulo Guinote acompanha o percurso desta individualidade política enquanto orador parlamentar, analisando os discursos que proferiu e a evolução das suas ideias ao longo do tempo. Pode ler-se no resumo da obra:

Afonso Costa é um dos políticos mais carismáticos e polémicos do século XX em Portugal e, por certo, um dos que mais paixões e ódios despertou de forma duradoura nas primeiras décadas de novecentos.

Antes de Salazar polarizar a vida política nacional, para além da efemeridade de um João Franco ou um Sidónio Pais, ultrapassando os seus principais adversários republicanos como António José de Almeida, Brito Camacho ou mesmo Machado Santos ou João Chagas, Afonso Costa foi a figura nuclear da política nacional, confundindo-se o seu destino com o do próprio regime e a sua acção com a política republicana no seu todo, pelo menos até finais de 1917. Se o seu contributo no combate contra a monarquia foi partilhado com outros protagonistas que muitas vezes o suplantaram perante a opinião pública, a partir de finais de 1910, com a sua entrada para o Governo Provisório com a pasta da Justiça, e apesar dos seus periódicos problemas de saúde, Afonso Costa tornou-se rapidamente sinónimo da República, atraindo as mais diversas críticas, desde os que o consideravam digno de desconfiança por ter contemporizado com diversos políticos monárquicos aos que o achavam um jacobino radical e intolerante. Este estudo procura seguir de perto os principais períodos da sua vida parlamentar.

O primeiro dos períodos referidos corresponde à década de 1900 a 1910 em que Afonso Costa se destaca no combate à monarquia e a todos os seus abusos, políticos, financeiros e judiciais, ficando lendárias algumas das suas intervenções no Parlamento, que terminaram em expulsões da Câmara e desacatos diversos com amplo impacto na opinião pública e na vida política. A análise incidirá nos seus discursos e no ideário neles contido, privilegiando mais as próprias palavras e reações no próprio Parlamento do que os reflexos na imprensa, muito marcada nos seus olhares pelo alinhamento político-partidário que os condicionava.

O segundo (1911-1917) acompanha o apogeu de Afonso Costa e o seu trajeto de poder, desde ministro do Governo Provisório e deputado da Constituinte a presidente do governo em três ocasiões, com destaque para as polémicas parlamentares com os outros líderes republicanos e para a discussão em torno das grandes questões estruturantes e decisivas para a evolução do novo regime, desde a Lei da Separação à participação na Grande Guerra, em que Afonso Costa foi um dos protagonistas mais destacados na opção pela entrada no conflito. Neste capítulo, será dada especial atenção à análise das intervenções parlamentares de Afonso Costa de um ponto de vista do conteúdo e da evolução (ou permanência) das suas posições em relação a aspetos fundamentais como a liberdade, a democracia, os direitos dos trabalhadores, as relações internacionais e a aliança com a Inglaterra, entre outros.

Este estudo de Afonso Costa como orador parlamentar não é uma nova biografia de Afonso Costa, de tipo pessoal, profissional ou mesmo político, nem é uma investigação inédita sobre os meandros da sua vida política. É uma análise das suas intervenções parlamentares entre 1900 e 1917, contextualizando-as no momento histórico em que surgiram, analisando-as enquanto expressão de um pensamento político estratégico ou tático, assinalando as permanências e as inflexões, o que permaneceu de estrutural nos discursos do oposicionista e do governante. Em termos de método, optou-se por dar a voz ao protagonista e orador, reservando-se o texto de enquadramento a isso mesmo, ao acréscimo de informações que permitam melhor compreender determinadas intervenções ou aclarar determinados objetivos.

Esta obra inclui-se na colecção Parlamento, com coordenação do Prof. António Reis que irá proceder à apresentação do livro.

Uma sessão a acompanhar com atenção e uma obra fundamental para conhecer melhor a personalidade de Afonso Costa.

A.A.B.M.

segunda-feira, 17 de Novembro de 2014

EXPOSIÇÃO – SABEDORIA DO SILÊNCIO. HERMETISMO E ROSACRUZ NO PENSAMENTO HUMANISTA OCIDENTAL


EXPOSIÇÃO: "Sabedoria do Silêncio - Hermetismo e Rosacruz no Pensamento Humanista Ocidental";

DATA: 21 de Novembro 2014 (18,30 horas);
LOCAL: Grémio Lusitano [Rua do Grémio Lusitano, nº 25, Lisboa];
ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português

“As origens da Maçonaria, embora difusas e controversas, vão sendo progressivamente clarificadas por um profícuo trabalho de uma notável escola de investigadores modernos.

Da relevância de uma visão das origens maçónicas procedentes das corporações de ofícios dos pedreiros livres, fez-se caminho para a compreensão do igual interesse do contributo do iluminismo experimentalista inglês do séc. XVII e XVIII, resultante de uma nova visão proposta por toda uma plêiade de homens da ciência ligados à Royal Society.

Este contributo veio reforçar a importância do percurso de pensamento que se fez desde as escolas platónicas, gnósticas e herméticas na emergência dos valores do Humanismo Ocidental e incluso no surgimento posterior do ideário rosacruz do início do séc. XVII, para a afirmação do ideal humanista e naturalista do Renascimento do séc. XIV.

A esta luz surge mais clara a importância de diversos contributos então havidos no surgimento do actual modelo da Maçonaria, como, por exemplo, o do papel de um vulto um tanto ou quanto obscuro para a historiografia em Portugal, que foi o de Elias Ashmole, um dos primeiros maçons especulativos do final do séc. XVII - antiquário, astrólogo e alquimista britânico, membro fundador da Royal Society, mas também destacado rosacruz.

Ao promover a realização da exposição “Sabedoria do Silêncio“ e a conferência “Gnose, Hermetismo e Rosacruz no Humanismo Ocidental”, em colaboração com a Área de Ciência das Religiões da Universidade Lusófona e a Fundación Rosacruz, o Museu Maçónico Português entendeu, com a achega desta primeira iniciativa, contribuir para colmatar este hiato de reflexão colectiva entre os maçons portugueses sobre o interesse destas fontes nas origens e afirmação da modernidade do pensamento da Maçonaria do séc. XVIII em Inglaterra e do seu rico e singular percurso ao longo do séc. XVIII. 

Contando com a vossa participação, apresento os meus cumprimentos

[Fernando Castel-Branco Sacramento - Director do Museu Maçónico Português]

J.M.M.

PENSAR A REPÚBLICA 1910-1920


LIVRO: “Pensar a República 1910-1920";
AUTORES: AA.VV.;
EDITORA: Livraria Almedina, Outubro 2014, 420 p.

“O volume que agora vem a lume intitulado Pensar a República 1910-2010 teve origem no encontro, com a mesma designação, que se realizou na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, nos dias 25 e 26 de Maio de 2011.

Esse encontro constituiu a conclusão de um conjunto de iniciativas que decorreram nesta Faculdade, com organização do Conselho Científico, iniciadas em Novembro de 2009. O Colóquio, podemos dizê-lo à distância, fechou com chave de ouro o ciclo de actividades que decorreram nesta instituição no âmbito das comemorações do centenário da República.

O encontro científico que está na base do volume de textos que agora se publica constituiu a última etapa de um processo que nos permitiu reunir e dinamizar a investigação que se vem fazendo na FCSH, tanto no Guia Bibliográfico da I República da FCSH, como nas discussões realizadas no âmbito do Ciclo de Encontros Temáticos, que valerá a pena recordar, ainda que muito brevemente.

Neste leque tão diversificado de estudos, a preocupação comum é produzir uma reflexão sobre as temáticas em causa e sobre o objecto de estudo geral, que assim se apresenta ao leitor de um modo renovado.

Organização: Ana Paiva Morais, Ana Paula Pires, José Afonso Teixeira, 
José Esteves Pereira, Maria Fernanda Rollo, Pedro Tavares de Almeida, 
Salwa Castelo-Branco” [AQUI]

J.M.M.

domingo, 16 de Novembro de 2014

[ESTADO DA NAÇÃO] “TEMOS MUITA SORTE” – VASCO PULIDO VALENTE


O dr. Cavaco acha que não há uma crise política na República e que tudo corre normalmente. O primeiro-ministro Passos Coelho concorda com ele. Claro que, por aqui e por ali, houve um ou outro percalço. Nada de importante. A sra. ministra da Justiça permitiu que se criasse uma enorme trapalhada nos tribunais por causa da 'plataforma' Citius e continua por aí a ameaçar os putativos culpados, que não aparecem. Mas Passos Coelho gosta muito dela e quer que ela fique descansadíssima no seu lugarzinho. O ministro da Educação, Nuno Crato, presidiu à mais confusa abertura do ano lectivo em vinte anos, mas, como sempre, o seu querido chefe e amigo não se quis separar dele e até, para que não ficasse a mais leve dúvida sobre o assunto, o elogiou em público.

Parte do Governo caiu com certeza num buraco, porque não se ouve falar dele e, na baralhada de títulos da Presidência do Conselho, não se consegue perceber o que é suposto fazer cada um. Os sr. Poiares Maduro e o sr. Marques Guedes, de quando em quando, ainda perpassam pela cena para se aliviar de alguma irrelevância. O sr. Lomba não é visto desde 2013 e correm boatos sérios de que emigrou à socapa. De qualquer maneira, para Passos Coelho, são essenciais. Sem eles, a Gomes Teixeira não tinha com certeza a mesma alegria e a mesma vivacidade. Falta evidentemente o grupo anónimo, que anda de carro preto, e de que não se conhece com segurança a existência e o destino. O que não impede o dr. Cavaco de se rever com satisfação na normalidade e no fulgor da nossa querida democracia.

Anteontem, soubemos com espanto que a polícia suspeitava de corrupção, de peculato e de branqueamento de capitais de 11 personalidades de consequência, entre as quais: o director nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, o presidente do Instituto de Registos e Notariado e a secretária-geral do Ministério da Justiça. Mais de 200 agentes da PJ revolveram e tornaram a revolver 60 escritórios de altos dirigentes da administração do Estado. Não se sabe o que por lá encontraram. Seja como for, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, que conhecia alguns dos presumíveis patifes, resolveu, com senso de responsabilidade e decência, apresentar a sua demissão. O primeiro-ministro disse logo que não, que não era capaz de viver sem ele e que, evidentemente, a actual situação, sendo inteiramente normal e quase feliz, não justificava um gesto tão drástico. De Belém não veio um murmúrio. Temos muita sorte.”


J. M. M.

sábado, 15 de Novembro de 2014

[ALGUNS] MINISTROS DAS COLÓNIAS (1919-1934)



 
[ALGUNS] MINISTROS DAS COLÓNIAS (1919-1934)
 
J.M.M.

COLECÇÃO PATRÍCIA


COLECÇÃO PATRÍCIA: Direcção de Albino Forjaz de Sampaio; Desenhos de Saavedra Machado; Capas de Jorge Barradas; Edição da Empresa do Diário de Notícias, 1924-1941, 52 numrs
 

 
J.M.M.

quinta-feira, 13 de Novembro de 2014

XXXIV ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE HISTÓRIA ECONÓMICA E SOCIAL

Nos próximos dias 14 e 15 de Novembro, realiza-se em Lisboa, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, um dos congressos mais antigos e continuados da historiografia portuguesa: o Encontro da Associação Portuguesa de História Económica e Social que já vai na sua 34ª edição.

Ao longo de dois dias de intenso trabalho, dezenas de investigadores vão apresentar o resultado dos seus estudos. Pode ler-se na nota de apresentação do encontro:

No contexto de crise global em que vivemos o problema do acesso a bens alimentares de primeira necessidade adquiriu nova centralidade, reassumindo novo protagonismo questões e problemas directamente relacionados com a capacidade produtiva das economias. A questão da diversificação de produções, do estudo, implementação e desenvolvimento de novos produtos e a necessidade de se desenvolver uma estratégia de acção que combine uma articulação entre o Estado e o sector privado, tem sido analisada em diversos fóruns internacionais. 

Torna-se por isso premente olhar para o passado por forma a perceber e integrar, na longa duração, enquadrando-as nas histórias nacionais de que fazem parte, as características, opções e comportamentos dos sistemas produtivos, relacionando-os com o desempenho económico dos Países. 

O XXXIV Encontro da Associação Portuguesa de História Económica e Social (APHES) é dedicado às questões da produção agrícola e industrial, aos fenómenos da industrialização, da desindustrialização e mesmo da reindustrialização e à forma como têm sido convocadas e encaradas ao longo das sucessivas conjunturas históricas em que se inscrevem a ciência e a tecnologia que lhes estão associadas.

Contando com a presença de alguns reputados historiadores, mas também muitos jovens investigadores que aproveitam para divulgar as suas pesquisas e contributos.

O encontro organiza-se nos seguintes painéis:
Painel I – Demography and economic growth;
Painel II – Crises e governança;
Painel III – A acção colectiva nos campos: do comunitarismo às organizações internacionais;
Painel IV – Clima e alterações climáticas;
Painel V – Emigrações, redes e associativismos;
Painel VI – Ciência e Instituições na Sociedade do Século XX;
Painel VII – Controlo Social e Saberes Globais (séculos XIX e XX);
Painel VIII – Propriedades e produção de géneros no Império português: história e historiografia;
Painel IX – Finanças do Rei e finanças da coroa na Idade Média;
Painel X – Governar populações: terra, família e produção em Portugal, Moçambique e Brasil;
Painel XI – Propriedade intelectual: dimensão histórica e contemporaneidade;
Painel XII – Produção e mercados;
Painel XIII – Corporations and financial though;
Painel XIV – Trade in global economy;
Painel XV – Assistência e protecção social;
Painel XVI – Pensamento económico;
Painel XVII – Ocupação de espaço e desenvolvimento agrícola;
Painel XVIII – Os desafios do espaço urbano;
Painel XIX – Os desafios do espaço ultramarino;
Painel XX – Produção industrial e abastecimento urbano nos finais da Idade Média;
Painel XXI – Políticas económicas e desenvolvimento;
Painel XXII – Instituições e organização social;
Painel XXIII – Abastecimento de bens e serviços;
Painel XXIV – Comércio e comerciantes;
Painel XXV – Agricultura e exploração agrária;
Painel XXVI – Economic groups and retailers;
Painel XXVII – Saber e produzir;
Painel XXVIII – (Des)industrialização e mobilidade.

O programa completo do Encontro pode ser encontrado e descarregado AQUI.
Uma iniciativa que se saúda e a que desejamos o maior sucesso nesta edição e nas próximas, com muita participação, diversificada e com qualidade.

A.A.B.M.

quarta-feira, 12 de Novembro de 2014

CONFERÊNCIA - O RITO ESCOCÊS RECTIFICADO


CONFERÊNCIA: O Rito Escocês Rectificado;

ORADOR: Engº. Nuno Nazareth Fernandes;

DATA: 14 de Novembro 2014 (19,00 horas);
LOCAL: Escola Oficinanº1, Largo da Graça, nº58, Lisboa;
ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português [Ciclo “Grande Ritos Maçónicos]

“No universo simbólico da Maçonaria sobressaem palavras que escapam, por vezes, à semântica comum, revestindo-se, no seio das Lojas ou do discurso maçónico, de sentidos específicos.

Tal é o caso da palavra rito a qual, em Maçonaria, tanto pode designar uma certa forma de prática ritual, assente num conjunto de ideias que lhe são inerentes, como a sequência e natureza específica dos graus, que compõem um dado sistema maçónico.

De uma exuberante variedade de ritos maçónicos, gerada no decurso do século XVIII, praticam-se na actualidade, principalmente, os Ritos Franceses, o RER, o REAA, os Ritos Egípcios e os Ritos Anglo-Saxónicos.

No que concerne ao Rito Escocês Rectificado [RER], ressaltam sinteticamente os seguintes aspectos:

- Em 1736 Andrew Michael Ramsay pronuncia um discurso, em Paris, no qual difundo a lenda que liga a origem da Maçonaria à época das cruzadas.

- O Barão von Hundt, em 1756, cria na Alemanha a Estrita Observância Templária, sistema que acrescenta aos três graus simbólicos altos graus cavaleirescos, reclamando para a Maçonaria uma filiação directa à Ordem do Templo, a qual pretendia restaurar.

- Entre 1774 e 1782, o Rito Escocês Rectificado ir-se-á estruturar, sob impulso de maçons de Lyon e de Estrasburgo, dos quais se destaca Jean-Baptiste Willermoz.

- Segundo as decisões adoptadas nos Conventos das Gálias (1778) e de Wilhelmsbad, o Rito Escocês Rectificado demarcou-se da Estrita Observância Templária renunciando a uma filiação histórica com a Ordem do Templo, mas conservando com ela uma ligação espiritual.

- O Rito Escocês Rectificado tem como fontes simbólicas e filosóficas para além da maçonaria francesa da época e da Estrita Observância Templária, também o sistema de Martinez de Pasqually denominado de “Ordem dos Cavaleiros Maçons Eleitos Coens do Universo”.

De todo este processo resultou um Rito Maçónico que se assume como cristão, sendo estes os temas que se pretendem desenvolver na presente conferência, discutindo-se a História, a base filosófica e o sistema do Rito Escocês Rectificado.

Contando com a vossa participação, apresentamos os nossos cumprimentos”.

[Fernando Castel-Branco Sacramento - Director do Museu Maçónico Português]

J.M.M.

IN MEMORIAM DE FERNANDO MASCARENHAS [1945-2014]


Vivi o 25 de Abril como homem de esquerda e como administrador do património da Casa de Fronteira e Alorna. Vivi-o dos dois lados. Não foi fácil, mas foi fascinante.” [Fernando Mascarenhas]

Fernando [José Fernandes Costa] Mascarenhas, Marquês de Fronteira e Alorna (e de outros mais títulos) foi uma figura admirável pelo seu humanismo virtuoso, um “aristocrata” de linguagem elevada, dialogante, de uma coerência respeitosa; homem culto, excelente conversador, era de uma curiosa e franca erudição.
Nascido a 17 de Abril de 1945, em Lisboa, de família com tradições liberais [a sua 5ª avó foi a Marquesa de Alorna], filho de Fernando Penalva de Mascarenhas e de Maria Margarida Canavarro Menezes Fernandes Costa, torna-se proprietário do palácio e da herdade da Torre, tendo cedido (quase) tudo á “Fundação das Casas de Fronteira e Alorna” [que representa três importante casas nobiliárquicas: Fronteira, Alorna e Távora], associação cultural, e que a 29 de Julho de 1989 criou, com todo o gosto. Foi seu presidente, tendo organizado vastas actividades  culturais, em especial no âmbito da Historia da Arte, da Filosofia e da História.

Frequentou filosofia na Universidade de Coimbra, tendo terminado a sua licenciatura (tardia), na Faculdade de Letras de Lisboa. Mais tarde lecciona (entre 1979-1988) na Universidade de Évora.

Durante o Estado Novo, ainda estudante, patrocinou reuniões conspirativas contra a ditadura, como a celebre reunião da CDE, em 1969, feita no seu palácio, tomando inequívoca posição contra o regime. Foi candidato às eleições de 1969, no círculo de Portalegre, pelo CDE e pertenceu à direcção do MDP até 1974. Homem de esquerda e latifundiário, curiosamente, no decorrer da luta pela reforma agrária, quando se lhe ocuparam as terras, confessou [ver entrevista] que aceitou o facto “pacificamente”, até porque “não estava a desempenhar o papel de latifundiário com grande convicção”. Foi assessor (1979) do Ministro do Trabalho, Jorge Sá Borges, no governo de Maria de Lurdes Pintassilgo. Por volta de 1980 esteve na fundação do Movimento Social Democrata [MSD], que não teve desenvolvimentos posteriores. Colaborou no periódico “A Rabeca” (1974) e deixou alguns livros, em especial o curioso “Sermão ao meu Sucessor – Notas para uma Ética de Sobrevivência” (2003).

Morreu a 12 de Novembro de 2014.

J.M.M.

A SOCIEDADE E A GRANDE GUERRA: SEMINÁRIO

No âmbito das evocações do Centenário da Grande Guerra, o Centro de História da Faculdade de Letras de Lisboa vai levar a efeito no dia 13 de Novembro o II Seminário de História Contemprânea, coordenado pela Prof. Teresa Nunes.

Entre os oradores nacionais contam-se os professores Hermenegildo Fernandes, António Ventura, Manuela Tavares Ribeiro, Maria Fernanda Rollo e Norberto Ferreira da Cunha.

Entre os convidados internacionais refira-se Gerhard Besler, Peter Borschberg e Kateryzna Stocklosa.

Uma interessante iniciativa a acompanhar e a divulgar.

A.A.B.M.

A GRANDE GUERRA: UM SÉCULO DEPOIS - COLÓQUIO INTERNACIONAL NA ACADEMIA MILITAR


Realiza-se hoje, 12 de Novembro, na Academia Militar, um colóquio internacional organizado em 4 sessões ao longo do mês de Novembro e inicio de Dezembro, conforme o cartaz acima documenta.

O programa das actividades para 12 de Novembro segue na imagem abaixo.

A sessão conta com o antigo Ministro da Defesa Nacional e investigador reconhecido pelas investigações produzidas sobre a 1ª Guerra Mundial, Nuno Severiano Teixeira, como moderador o Coronel Nuno Lemos Pires e tem como convidados professores estrangeiros das Academias Militares de França, da Alemanha e do Reino Unido, que pela qualidade das instituições garantem uma informação segura e pertinente.

A acompanhar com todo o interesse.
A.A.B.M.

segunda-feira, 10 de Novembro de 2014

CONFERÊNCIA – A GÉNESE DOS RITUAIS MAÇÓNICOS


CONFERÊNCIA /DEBATE: "A Génese dos Rituais Maçónicos


DIA: 12 de Novembro 2014 (21,00 horas);
LOCAL: Rua do Patrocínio, nº 19 B, Campo de Ourique [Lisboa];
ORGANIZAÇÃO: Amigo da História

 “Os ritos maçónicos, tal como hoje são conhecidos, tiveram origem na construção sistemática dos rituais, ou seja, da prática maçónica.
Mas como surgiram estas práticas? Que lugar tem a "Tradição" nesta matéria? Como se definiu a Maçonaria simbólica em três graus? E as cerimónias, que hoje estão bem definidas nos rituais como surgiram? Que actos são esses? Até que ponto não houve uma intromissão das práticas judaico-cristãs nos rituais maçónicos? Que ligação tinham os Maçons com os Templários? E a herança alquímica, até que ponto marcou o universo dos ritos maçónicos?”

J.M.M.

O ALGARVE NA I GRANDE GUERRA: DITAS E DESDITAS DE UMA REGIÃO PERIFÉRICA: CONFERÊNCIA

No âmbito de um ciclo de conferências dedicadas à evocação do Centenário da Grande Guerra, a Câmara Municipal de Lagos, realiza entre 11 de Novembro e 13 de Dezembro, pelas 21 horas, um conjunto de iniciativas bastante interessantes, que passam pelo cinema, exposições e conferências, que se deu o nome de A Guerra pela Paz.

Vão realizar-se 5 conferências ao longo deste mês nas instalações da Biblioteca Municipal de Lagos. A primeira subordina-se ao título em epígrafe e vai ser proferida pela Doutora Maria João Raminhos Duarte, no próximo dia 11 de Novembro.Pode ler-se na nota de abertura:

As narrativas historiográficas tiveram durante séculos como pressuposto o sentimento de pertença comum, da sociedade e dos indivíduos, a uma entidade nacional. Mas o 25 de Abril abriu um vasto e plural campo de investigação historiográfica e integrou consensualmente a mais-valia da História local pelo seu contributo imprescindível à construção histórica nacional.

Em coerência com o enunciado, para as comemorações do Centenário da I Grande Guerra Mundial em Lagos, tomou-se como objecto de estudo e de análise o Algarve nos tempos atribulados de I República. Deste modo, caracterizou-se o ambiente político, social e cultural da época nesta província tão esquecida pelo poder central, mas que, paradoxal e peculiarmente, se afirmava por um cosmopolitismo emergente.

Perante os alvores da guerra, o Algarve constitui um excelente observatório da jovem nação republicana, pelo que nesse microcosmo político se identificam as posições antagónicas, os protagonistas, a euforia da “miragem da guerra”, bem como os seus efeitos na sociedade algarvia e na mentalidade das suas gentes, ao longo dos quatro anos do conflito bélico. Neste caso concreto, procurou-se responder a algumas questões básicas: Como se integrou o Algarve nos preparativos da guerra? Qual a importância do seu contributo? Que personalidades (e anónimos) tomaram parte, directa ou indirectamente, no conflito? Quais as motivações e quais as expectativas que se colocaram na guerra para resolver os problemas do Algarve nessa época?

Importa, pois, conhecer a nossa História, nos seus mais variados aspectos, para tentarmos compreender qual é a importância, nos nossos dias, dessa memória e que inspiração nos dá o seu legado para a construção de projectos futuros.

Aprofundar o conhecimento sobre o passado recente do Algarve, “desenterrar” a sua História na I Grande Guerra Mundial, vai muito para além da História. É, de certa forma, promover um desígnio que faz cumprir a Paz e a Democracia.
É essa a intenção maior desta conferência.

Maria João Raminhos Duarte nasceu em Moçambique em 1959. É docente da Escola E.B. 2,3 Engº. Nuno Mergulhão, Portimão, e professora auxiliar do Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes (ISMAT), Portimão. Doutorada em História Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com a tese Oposição à Ditadura militar e ao Estado Novo no Algarve: o caso do concelho de Silves, tem vários artigos publicados e conferências no âmbito da História local e regional algarvia contemporânea.

Publicou: Portimão, industriais conserveiros na 1ª metade do séc. XX, Lisboa, Colibri, 2003 (tese de Mestrado em História Contemporânea de Portugal); João Rosa Beatriz. Esboço de uma biografia política, Câmara Municipal de S. Brás de Alportel, 2003; José Rodrigues Vitoriano: o «operário construído», Junta de Freguesia de Silves, 2006; Presos políticos algarvios em Angra do Heroísmo e no Tarrafal, Lisboa, Colibri, 2009; Silves e o Algarve: uma História da Oposição à Ditadura (1926-1958), Lisboa, Colibri, 2010. No âmbito das Comemorações do Centenário da República e do 150º aniversário de Manuel Teixeira Gomes, colaborou em Portimão e a Revolução Republicana, coord. de José Tengarrinha, Câmara Municipal e Texto Editores, 2010.

Uma iniciativa que se saúda e a que o Almanaque Republicano se associa na divulgação junto de todos os interessados.

Com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

domingo, 9 de Novembro de 2014

[7 DE NOVEMBRO – COIMBRA] NO LANÇAMENTO DO LIVRO “CAVALOS DE VENTO” DE ANTÓNIO ARNAUT | LIVRARIA COIMBRA EDITORA

 

 

LIVRO: “Cavalos ao Vento. Poesia e Prosa”, Coimbra Editora, 2014, 91 p.

“Desde que me conheço que proclamo, e às vezes grito, a Liberdade, a Igualdade, a Justiça e a Fraternidade, como as quatro colunas que hão-de sustentar o mundo. Palavras, leva-as o vento, diz a sabedoria popular. Ainda bem, pode ser que alguém as ouça” [“Cavalos ao Vento”, p. 53]

Leitores & amigos do dr. António Arnaut marcaram presença (Livraria da Coimbra Editora) no lançamento da sua última obra, “Cavalos ao Vento”, assinalando os 60 anos da sua vida literária e os 30 anos do Serviço Nacional de Saúde. O livro, de tiragem reduzida, destinou-se exclusivamente a amigos e leitores, tendo na ocasião António Arnaut proferido um discurso de saudação aos amigos que, em grande número, o homenagearam fraternalmente e lhe tributaram toda a gratidão.  

J.M.M.

sexta-feira, 7 de Novembro de 2014

NO 8º ANIVERSÁRIO DO ALMANAQUE REPUBLICANO


Quando dois amigos dos livros, que a vida profissional tinha procurado afastar, criam a ideia de criar um espaço que os mantenha em contacto para falarem dos temas, dos autores e dos livros antigos. Depois de alguma troca de ideias, de sugestões que foram abandonadas acabamos por escolher o nome para um blogue que devia procurar na “alma republicana”, porque era e continua a ser um assunto que nos apaixona, cujo centenário se avizinhava e porque podíamos trazer novos contributos.

Escolhemos o nome Almanaque, como repositório das informações que vindas do passado se reactualizam e reutilizam em dados momentos, recordando efemérides, personalidades e eventos históricos, dando particular ênfase à fase da propaganda republicana. Os almanaques são obras de conhecimento úteis e o blogue que queríamos fundar também o pretendia ser e pensamos que o conseguimos ser.

Republicano, porque nos assumimos republicanos, tomando a forma de governo escolhida pelo povo, portanto democratas e homens livres, racionais e defensores da critica fundamentada e fundada em alicerces que consideramos seguros. Assumindo que não iríamos entrar em polémicas inúteis, porque optamos por não abordar muito a situação política contemporânea, muitas vezes feita de muitos faits-divers e sem grande interesse, porque reconhecemos a saturação e o desinteresse que muitos debates provocam.

Ao longo do tempo o blogue conheceu alterações e inovações, como foi o caso bastante útil das etiquetas que colocamos lateralmente (lado direito), por ordem alfabética. Por outro lado, os contadores para se ter uma ideia das visitas, foram sendo alterados e optamos por colocar três diferentes, que nos dão informações um pouco diferentes uns dos outros e que nos dão leituras diferentes entre si. Aliou-se depois a utilização das redes sociais com o twiter e o facebook onde se replicam as publicações que se vão fazendo.

Ao longo destes oito anos, desde 6 de Novembro de 2006, publicaram-se 2675 mensagens, receberam-se e publicaram-se 539 comentários. As três mensagens mais vistas pelos nossos visitantes foram:
1º - Machado dos Santos: O Intransigente da República, com 2202 visualizações de página e foi publicada em 13 de Novembro de 2013;
2º - As [Nossas] três escolhas, com 1374 visualizações e foi publicada em 4 de Janeiro de 2008;

3º - Leilão de Livros do Palácio do Correio Velho, com 1213 visualizações e foi publicada em 26 de Novembro de 2010.

Os contadores informam-nos do seguinte:  Visitas
Sitemeter:
Total
385,612
  

  
Average Per Day
143
  
  
Average Visit Length
1:31
  
  
Last Hour
11
  
  
Today
113
  
  
This Week
1,001




Extreme Tracking
visitas – 340 642

Histats:
Visitas: 472 370
Visualizações: 714 430

Blogger: contador interno
Visualizações: 648 130

Em média visitam este espaço mais de 150 pessoas diariamente, dessas 30 são seguidores, não sendo muitas dão um número muito significativos de visualizações de páginas, a rondar já as 700 000, dependendo dos contadores utilizados.

As dez etiquetas mais utilizadas referem os assuntos mais abordados ao longo do tempo:
Biografias – 233
Maçonaria - 191
Centenário da República - 172
Conferência - 172
Coimbra - 133
Biobibliografia – 87
Bibliografia- 84
Revistas - 80
1ª Guerra Mundial - 74
António Ventura – 55

Nos últimos anos temos dedicado especial atenção aos autores portugueses que deixaram memórias da sua participação na 1ª Grande Guerra, que vamos continuar a biografar, bem como algumas das novidades bibliográficas que vão chegando ao nosso conhecimento. Além disso, vamos relembrando algumas das figuras da propaganda republicana e que hoje já se encontram algo esquecidas e que vamos recuperar ao baú das memórias para conhecimento no presente.

Um aspecto que não podemos deixar de referir é o número de dissertações de mestrado e doutoramento, artigos científicos e obras de divulgação onde se tem utilizado referências ao Almanaque Repúblicano e já são várias como se pode ver AQUI, AQUI, AQUI ou AQUI (Brasil), só como exemplos ilustrativos, porque existem mais, onde se reconhece a qualidade de alguns dos elementos que constam neste nosso espaço.

A todos os que nos têm acompanhado e estimulado ao longo destes anos, pelas mensagens que nos enviam, pela leitura atenta e critica que fazem, pelas recomendações que nos fazem chegar, o nosso muito obrigado.

Saúde e Fraternidade

A.A.B.M. (Artur Barracosa Mendonça)
J.M.M. (José Manuel Martins)