quarta-feira, 25 de maio de 2016

A CENSURA NO ESTADO NOVO SOBRE O TEATRO UNIVERSITÁRIO: CONFERÊNCIA

Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão, tem vindo a realizar ao longo deste ano um ciclo de conferências dedicado ao tema da Censura na Ditadura Militar e no Estado Novo, desta vez tem como convidado o Professor José Oliveira Barata.

Título da conferência: A Censura do Estado Novo sobre o Teatro Universitário.

ConferencistaJosé Oliveira Barata

Local: Museu Bernardino Machado

Contactos
Rua Adriano Pinto Basto, n.º 79
4760 - 114 Vila Nova de Famalicão


Telefone: 252 377 733
E-mail: museu@bernardinomachado.org
Vila Nova de Famalicão

Entrada Livre

Data: 27 de Maio de 2016

Horário: 21:30 h

Uma iniciativa a que desejamos o maior sucesso.

A.A.B.M.

VISITA GUIADA – CONFRARIA DOS CALDEIREIROS E IGREJA DE S. LUIS DOS FRANCESES



VISITA GUIADA – Confraria dos Caldeireiros e Igreja de S. Luís dos Franceses

DIA:
28 de Maio 2016 (10,45 horas);

LOCAL ENCONTRO: Rua das Portas de Santo Antão/Beco São Luís da Pena [Lisboa];
ORGANIZAÇÃO: Explore Latitudes

No seguimento da procura das Confrarias que constituíram A Casa dos Vinte e Quatro, visita guiada à Confraria dos Caldeireiros - Igreja São Luís dos Franceses de Lisboa, na Rua Portas Santo Antão e Baixa Pombalina

Confraria dos Caldeireiros, os primeiros comerciantes franceses e os caldeireiros oriundos da Bretanha, residentes em Portugal no Séc. XV, estão na origem da Confraria que pretendia prestar solidariedade, encontros sociais e cuidados aos mais necessitados, por isso foi construído um hospital para esta Confraria.
 
 
Igreja S. Luís dos Franceses de Lisboa, a igreja foi fundada em 1552 sob a invocação de São Luís, rei de França, destinada a servir de local de culto à comunidade francesa residente em Lisboa. Em 1622 concluem-se as obras, e no primeiro quartel do século XVIII colocam-se os altares marmóreos de fabrico italiano, bem como a pintura de um deles segundo encomenda de Luís XV de França.

Em 1755, a Igreja, situada nas portas de Santo Antão, sofre grandes danos com o terramoto e com o incêndio subsequente. Em 1768 colocam-se os três altares marmóreos, executados pelo escultor genovês Pasquale Bocciardo, segundo encomenda de Luís XV de França. No século XIX o imóvel passa para a posse do Estado Francês e em 1882 é instalado o órgão realizado em Paris por Aristide Cavaillé-Coll. No andar superior, em três salas, funcionava o hospital de São Luís, da Confraria do Bem-aventurado São Luís, que socorria todos os franceses pobres e necessitados de auxílio médico. Actualmente o hospital situa-se no Bairro Alto [AQUI]

 PROGRAMA:

  • Visita orientada à Confraria dos Caldeireiros - Igreja São Luís dos Franceses de Lisboa, na Rua Portas Santo Antão e Baixa Pombalinaa

  • 10,45h | Encontro na Rua das Portas de Santo Antão / Beco São Luís da Pena - Lisboa

  • 11,00h | Pontualmente, início da visita guiada àConfraria dos Caldeireiros, Igreja S. Luís dos Franceses e Baixa Pombalina

  • 12,30h | Café na Baixa Pombalina

Condições de Inscrição - VER AQUI

J.M.M.

JOSÉ MENDES CABEÇADAS JÚNIOR: UM PERCURSO EM DEFESA DA REPÚBLICA (NOS 90 ANOS DO 28 DE MAIO DE 1926): CONFERÊNCIA


No âmbito do ciclo de conferências "O Documento que se segue", promovido pelo Arquivo Municipal de Loulé, vai realizar-se no próximo sábado, 28 de maio de 2016, uma conferência que evoca o 90º aniversário do 28 de Maio de 1926 e a personalidade de José Mendes Cabeçadas Júnior.

Pode ler-se na nota de divulgação do evento:
28 de maio, no dia em que passam 90 anos sobre a revolução militar que pôs fim à I República (28 de maio de 1926), Elsa Santos Alípio assinala a efeméride, evocando um dos protagonistas desse acontecimento, o louletano José Mendes Cabeçadas Júnior (1883-1965), numa conferência que decorre no Arquivo Municipal de Loulé, pelas 15h00.

A conferencista é Elsa Santos Alípio.

Breve nota curricular da conferencista:
Elsa Santos Alípio nasceu em Lisboa, em 1971. Licenciada em História pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1994), foi nessa mesma instituição que obteve o grau de mestre em História Contemporânea (2001). Com um percurso dedicado à História Contemporânea iniciado no final da década de 90, participou em vários programas de investigação, nomeadamente no projecto Portugal e a Integração Europeia – Uma Perspectiva Histórica. Colaboradora, entre outras iniciativas editoriais, na Mediateca do séc. XX, no coleccionável Século XX – Homens, Mulheres e Factos que Mudaram a História e na Nova História Militar de Portugal, fez parte da equipa de produção científica do Observatório das Ciências e das Tecnologias. Integra, desde 2003, o serviço de investigação do Museu da Presidência da República, tendo vindo, desde então, a debruçar-se sobre a história do presidencialismo português, sendo autora de vários estudos sobre a temática, designadamente de uma fotobiografia sobre o vice-almirante José Mendes Cabeçadas Júnior.

Publicou:
Nuno Severiano Teixeira (Preface), Salazar e a Europa : história da adesão à EFTA, 1956-1960,  Livros Horizonte, Lisboa, 2006.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

PROTEÇÃO E DIREITOS DAS MULHERES TRABALHADORAS EM PORTUGAL (1880-1943), POR VIRGÍNIA BAPTISTA


No próximo dia 23 de Maio de 2016, segunda-feira, pelas 16 horas, na Livraria Barata, em Lisboa, vai ser apresentada a obra de Virgínia Baptista, Proteção e Direitos das Mulheres Trabalhadoras em Portugal (1880-1943), ICS, Lisboa, 2016.

Pode ler-se na nota de divulgação do evento:

Este trabalho tem por objectivo reflectir sobre a assistência, a previdência social e os direitos das mulheres trabalhadoras, em Portugal, entre 1880 a 1943. A primeira data marca o início do nosso estudo sobre os estatutos das associações de socorros mútuos e a segunda foi o ano da extensão do abono de família a todos os trabalhadores. Em Portugal as mulheres constituíam mais de um quarto dos trabalhadores no mercado de trabalho.

Da mesma autora podemos encontrar outros artigos sobre questões similares AQUI, AQUI, AQUI ou AQUI.

Um evento e uma obra que se recomenda.

A.A.B.M.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

UNIVERSIDADE LIVRE DE COIMBRA (1925-1933): CONFERÊNCIA

O Ateneu de Coimbra e a Pró-Associação 8 de Maio promovem amanhã, 14 de Maio de 2016, duas conferências que têm por objecto de estudo a Universidade Livre de Coimbra, que funcionou entre 1925 e 1933.


 Universidades Livres e da Universidade Livre de Coimbra
[...] É neste movimento, em prol da instrução popular [...] que se inscreve a criação da Universidade Livre de Coimbra. São instituições hostis a quaisquer privilégios culturais, que defendem um ensino autónomo, independente de poderes religiosos e políticos e despojado de qualquer sectarismo, submetido apenas (submissão crítica e metódica) aos preceitos das ciências (monopólio dos ricos), apoiado numa aprendizagem de saberes aplicados e práticos, tendo como finalidade máxima a emancipação intelectual (iniciativa e autonomia), profissional (aprendizagem ou aperfeiçoamento de um ofício), política (democratização), cívica (cidadania) e moral; acreditam os seus artífices que essa emancipação e o progresso do homem estão, essencialmente, dependentes da expansão da educação e da socialização das ciências aplicadas, que devem privilegiar, como seus destinatários, os que dela são, normalmente, excluídos: os trabalhadores; por isso, a latitude deste ensino deve ser móvel e regionalizada (para que todos a ele tenham acesso), incluir os estudos pós-primários na actividade profissional dos seus destinatários, dar-lhes um carácter vincadamente prático e, se possível, o ensino ser barato, senão mesmo gratuito. De qualquer modo, todos estavam de acordo que não se podia limitar à instrução primária (gratuita): as Universidades Livres deviam ter um carácter profissional e educativo e até profissionalizante e ser uma extensão universitária [...].
Quanto à metodologia, a Universidade Livre (como a de Lisboa, por exemplo) devia procurar o “ensino integral”, ministrá-lo de forma prática, atraente e experimental, recorrendo a conferências, palestras, lições e cursos.

A Universidade Livre de Coimbra não foi, pois, um mero projecto politicamente inocente e inovador de um grupo de intelectuais. [...] Aliás, as universidades livres e populares – ainda que sem esta denominação – já tinham tradição em Portugal, remontando aos fins do século XIX e princípios do século XX, de que são exemplo, entre outros, a Academia de Estudos Livres (fundada em 1889), o Instituto de Coimbra [...]. É neste movimento, em prol da instrução popular [...] que se inscreve a criação da Universidade Livre de Coimbra [...]

Sobre a Universidade Popular, cf. A. H. de Oliveira Marques, «Universidade Popular», in Dicionário de Maçonaria Portuguesa, II, 1458-1461.


Da lição inaugural...

Aurélio Quintanilha fez a “lição inaugural” da nova instituição, no salão nobre da Câmara Municipal, tendo a presidir à sessão, Bernardino Machado que proferiu um discurso sobre a socialização do ensino, que assentava na valorização do trabalho como factor fundamental da formação moral. Aurélio Quintanilha não circunscreveu a sua lição ao estrito âmbito da instrução popular; conectou-a, outrossim, com a política e com a emancipação democrática dos trabalhadores. [...] Na cerimónia de lançamento, disse então: “um ofício é tão imprescindível à moral como a experiência à física”. Partindo deste pressuposto, defendia que todos deviam aprender um ofício, independentemente da sua riqueza e que até no acesso ao ensino superior se devia exigir do candidato prova de que o sabia (e, reciprocamente, exigir-se instrução ao operário).

Era necessário que as Universidades e os seus intelectuais [...] viessem, em primeiro lugar, até à Universidade Livre conviver com os seus camaradas das fábricas, das oficinas e dos campos e, em segundo lugar, que os instruíssem e educassem, especialmente através da socialização das ciências – sobretudo das aplicadas –, para os tornar conscientes dos seus direitos e deveres, intelectualizando, deste modo, as pugnas sociais, retirando-as da violência da rua, das trincheiras, das barricadas e deslocando-as para as batalhas do pensamento. Esta era, segundo disse Quintanilha, a finalidade da Universidade Livre: erradicar o sectarismo, a ignorância e o fanatismo, dando lugar, gradualmente, à tolerância, ao diálogo e ao respeito mútuo, servindo-se, para o efeito, de uma educação matricialmente cientifica, positiva e útil” [...]
Norberto Cunha, Aurélio Quintanilha

São conferencistas amanhã, sábado, 14 de Maio, na Casa da Escrita, pelas 18 horas com a presença dos Professores:
- Norberto Cunha
- Paulo Archer de Carvalho

Sobre a questão das Universidades Livres encontram-se já alguns trabalhos disponíveis que recomendamos a consulta:

Uma sessão muito interessante e que recomendamos a todos os nossos seguidores.

A.A.B.M.

OS PORTUGUESES NA GRANDE GUERRA - HISTÓRIA E MEMÓRIA


No Auditório Municipal de Torres Vedras, realiza-se a 13 e 14 de Maio um congresso dedicado à participação portuguesa na Grande Guerra.

O Congresso está organizado da seguinte forma:

13 maio_SEXTA-FEIRA
09 h30 \\ Receção aos participantes
09h45 \\ Cerimónia de Abertura
10h00 \\ Comunicação A MEMÓRIA DOS PORTUGUESES NA GRANDE GUERRA ANTÓNIO VENTURA CH – Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

10h30 \\ Comunicação As relações luso-espanholas no contexto da Grande Guerra ANA PAULA PIRES IHC – FCSH da Universidade Nova de Lisboa

11h00 \\ Intervalo 11h30 \\ Comunicação Posicionamento dos diversos Presidentes da República face o conflito ELSA SANTOS ALÍPIO Museu da Presidência da República

12h00 \\ Comunicação Políticas da Memória da Grande Guerra em Portugal SÍLVIA ADRIANA BARBOSA CORREIA UFRJ- Univ. Federal do Rio de Janeiro & IHC – FCSH da Univ. Nova de Lisboa
12h30 \\ Debate
13h00 \\ Almoço

15h00 \\    Comunicação Vítor Manuel Rita, um «mutilado de Arroios». PORMENORES DA MEDICINA, HISTÓRIA E MEMÓRIA DA GRANDE GUERRA EM PORTUGAL MARGARIDA PORTE LA PEREIRA IHC – FCSH da Universidade Nova de Lisboa

15h30 \\    Comunicação La vision britannique de l'intervention portugaise FRANZISKA HEIMBURGER Université Paris-Sorbonne
16h00 \\    Comunicação A 1.ª Guerra Mundial em África MANUEL MOURÃO Liga dos Combatentes. Núcleo de Torres Vedras
16h30 \\    Comunicação A Grande Guerra na Literatura Portuguesa SERAFINA MARTINS Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
17h00 \\    Debate

14 maio_SÁBADO
 11h00 \\ Comunicação José Maria Hermano Baptista: um herói na Grande Guerra JOSÉ GERALDO Exército Português
11h30 \\ Comunicação Sofrer a guerra longe da Europa: efeitos da guerra nas colónias portuguesas da Ásia CÉLIA REIS IHC – FCSH – Universidade Nova de Lisboa & Escola Henriques Nogueira 12h00 \\ Comunicação Sousa Lopes, um artista nas trincheiras CARLOS SILVEIRA IHC – FCSH da Universidade Nova de Lisboa
12h30 \\ Debate
13h00 \\ Almoço

15h00 \\ Comunicação A batalha de La Lys – 9 de Abril de 1918 YVES BUFFETAUT
15h30 \\ Comunicação Ecos da Grande Guerra em Torres Vedras VENERANDO ASPRA DE MATOS
16h00 \\ Comunicação A participação de torrienses na Grande Guerra: identificação e percursos de vida HELDER RAMOS FCSH - UNL
16h30 \\ Debate
17h00 \\ Encerramento COM O LANÇAMENTO DO LIVRO O carnaval: história e identidade Atas Turres Veteras XVIII

COMISSÃO DE HONRA
O Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras
Prof. Doutor Carlos Bernardes O Diretor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Prof. Doutor Paulo Farmhouse Alberto
O Presidente da Comissão Administrativa Do Núcleo de Torres Vedras da Liga de Combatentes Tenente-Coronel Manuel Vilhena
A Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Torres Vedras Dra. Ana Umbelino

COMISSÃO EXECUTIVA
Pedro Gomes Barbosa \\ Presidente
António Balcão Vicente
António Ventura
Carlos Guardado da Silva
 Cecília Travanca
 Célia Reis
 Manuel Mourão
 Maria Manuela Catarino
Paula Correia da Silva
 Pedro Marujo do Canto
 Sandra Rodrigues Silva
 Vasco Gil Mantas
 Venerando Aspra de Matos

Mais informações sobre este congresso podem ser obtidas AQUI ou AQUI.

A acompanhar com toda a atenção.
A.A.B.M.

USOS DO PASSADO - SEMINÁRIO DE INVESTIGAÇÃO

Realiza-se no dias 13 de Maio de 2016, na Sala de Formação da Biblioteca Nacional, em Lisboa, a partir das 9.50h,  o seminário de investigação subordinado ao tema: Usos do Passado.
Pode ler-se na nota de divulgação:
Este seminário pretende colocar em discussão formas diversas de fazer sentido do passado e de a ele ser sensível. Atendendo a diferenças e continuidades entre os modos de usar o passado, na primeira parte do seminário discutiremos práticas comemorativas que vão das celebrações da 
data da abolição da escravidão no Brasil à comemoração - corria o ano de 1946 - pelo Império Português da “descoberta” da Guiné. E discutiremos ainda o lugar da Idade Média nas políticas de comemoração e patrimonialização do Portugal Contemporâneo. Na segunda parte, o debate concentrar-se-á nas práticas de representação historiográfica e cinematográfica do passado, focando-se questões que vão dos estilos de escrita dos historiadores nos primórdios do Estado Novo às operações de apropriação de imagens de arquivo pelo cinema que hoje se tem interessado pela história contemporânea de Portugal. Analisaremos ainda a prática historiográfica de actuais apologistas portugueses da história política.
PROGRAMA 9h50 | Abertura, por José Neves e Pedro Martins 10h | POLÍTICAS DE COMEMORAÇÃO “Antes, a gente ouvia falar. Hoje, a gente está falando”: História, memória e a construção de formas de se contar a escravidão e a abolição no Brasil.Matheus Serva Pereira (Unicamp) Medievalismo, romantismo e nacionalismo: as origens da nacionalidade portuguesa entre a historiografia e as políticas de memória (séculos XIX  e XX)Pedro Martins (IHC-FCSH/UNL e Universidade de Lucerna) As comemorações públicas e a invenção da mitologia imperial nas colóniasVíctor Barros (CEIS20 – Universidade de Coimbra) 13h: pausa para almoço 14H30 | HISTÓRIA E METAHISTÓRIA Histórias em tempos de fascismoAntónio da Silva Rêgo (Birkbeck College – Universidade de Londres) Tempo, história e política em Fátima Bonifácio e Rui RamosJosé Neves (IHC-FCSH/UNL) O filme de apropriação e a (re)escrita da históriaTiago Baptista (Cinemateca, IHC-FCSH/UNL) ------------------------------------------  RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES - “Antes, a gente ouvia falar. Hoje, a gente está falando”: História, memória e a construção de formas de se contar a escravidão e a abolição no Brasil. A apresentação terá como objetivo investigar os esforços para a construção de uma memória sobre a abolição da escravidão no Brasil (13 de maio de 1888) nos dez anos seguintes ao ocorrido. Em seguida, pretende comparar essa construção com outras formas de contar a escravidão e a abolição no país, especialmente aquelas emergidas a partir dos anos 1980, quando de transformações na historiografia brasileira sobre a abolição da escravidão e da ascensão de movimentos sociais que pautavam suas reivindicações em políticas públicas sobre a memória do passado escravista brasileiro. Matheus Serva Pereira realiza doutoramento em História Social da África, na Unicamp (Campinas-Brasil), com pesquisa financiada pela FAPESP. Graduado e Mestre em História Social pela UFF (Niterói-Brasil). -
Medievalismo, Romantismo e Nacionalismo: as origens da nacionalidade portuguesa entre a historiografia e as políticas de memória (séculos XIX e XX)
Identificada pelos românticos como uma das épocas de ouro das nações europeias, a Idade Média assumiu um importante papel na cultura histórica portuguesa dos séculos XIX e XX. Figuras como Afonso Henriques ou monumentos como o Castelo de Guimarães e a Sé de Lisboa tornaram-se 
símbolos de uma medievalidade que, à luz do conceito de Estado-nação, importava estudar, recuperar e comemorar. Nesta comunicação, iremos analisar como o tema das origens da nacionalidade foi narrado, discutido e celebrado neste período, partindo de três exemplos: a História de Portugal de Alexandre Herculano (1846-1854), os debates em torno do restauro da sé de Lisboa (1902-1940) e as comemorações centenárias de 1940. Pretender-se-á demonstrar a importância de estudar a relação entre historiografia e as chamadas “políticas de memória”, a fim de melhor compreender a representação e divulgação de uma imagem romantizada da Idade Média em Portugal.
Pedro Martins é investigador do IHC. Entregou recentemente a sua tese de doutoramento sobre as representações da Idade Média no Portugal contemporâneo, realizada na Universidade Nova de Lisboa e na Universidade de Lucerna, tendo para o efeito beneficiado de uma bolsa de 
doutoramento da FCT.
- As comemorações públicas e a invenção da mitologia imperial nas colónias
Em 1946, as autoridades coloniais do Estado Novo decidem comemorar o quinto centenário do‘descobrimento’ da Guiné. Perante a precariedade de conclusões assertivas que permitissem aceitar com grande plausibilidade a problemática histórica da chegada dos portugueses à costa Ocidental africana (então designada de Guiné), os prosélitos do salazarismo instauram uma comemoração e, com ela, inventam a colónia. Propõem-se então nesta comunicação colocar em evidência a forma como os usos públicos da história em contexto colonial operam na fabricação de imaginários e no manuseamento de narrativas destinadas a inventar uma história para as colónias.
Víctor Barros é bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e investigador colaborador do CEIS 20 (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX – Universidade de Coimbra). - Histórias em tempos de fascismo
Nas décadas de 1930 e de 1940, todas as histórias institucionalizadas em Portugal eram caucionadas pelo regime do Estado novo. Contudo, importa verificar a pluralidade dessas abordagens, das mais conservadoras e ultramontanas às mais radicais e fascistas. Nesta comunicação, vamos olhar para as virtudes, hábitos, desiderata e competências que caracterizavam os historiadores “do regime”, tal como os distintos estilos de escrita por eles usados, de forma a perceber os principais conflitos e confluências da historiografia do começo do 
Estado Novo.
António da Silva Rêgo é actualmente doutorando no Birkbeck College, Universidade de Londres. Licenciou-se na FCSH em 2012 e concluiu em 2015 o Mestrado (RMa) na Universidade de Leiden, escrevendo a tese History in times of Fascism. Discipline and Practices of History during the 
beginning of the Portuguese New State.
- Tempo, história e política em Fátima Bonifácio e Rui Ramos
A produção historiográfica de Fátima Bonifácio e de Rui Ramos constitui-se um objecto de referência no domínio da história contemporânea. Na presente comunicação, começo por analisar a consistência de um projecto intelectual que – a caminho de uma cultura histórica liberal – abraçou numa mesma filosofia uma ideia de história, um ideal de historiografia e uma tradição político-ideológica. Em seguida, veremos como os efeitos desta unificação se exprimem tanto a 
nível da escrita historiadora de Ramos e Bonifácio como a nível dos sujeitos que se tornam protagonistas das suas histórias. Finalmente, elaborarei algumas críticas tanto à prática historiográfica de ambos os autores como a certas críticas que lhes são dirigidas.
José Neves é professor auxiliar no departamento de História da FCSH-UNL e dirige actualmente a revista Práticas da História – Journal on Theory, Historiography and Uses of the Past. - O filme de apropriação e a (re)escrita da história.

Nos últimos dez anos, verificou-se uma multiplicação de filmes portugueses feitos com recurso parcial ou total a imagens de arquivo como, por exemplo, Kuxa Kanema: o nascimento do cinema (Margarida Cardoso, 2003), Natureza Morta (Susana de Sousa Dias, 2005), Fantasia 
Lusitana (João Canijo, 2010), ou Linha Vermelha (José Filipe Costa, 2012). Estes filmes tiram partido da grande massa de imagens preservadas e disponibilizadas pelos arquivos audiovisuais nos últimos 20 anos, de novas tecnologias de visionamento e montagem digital, e de transformações nas interpretações historiográficas do salazarismo e do PREC. O trabalho de apropriação e ressignificação de imagens de arquivo analisa o papel do cinema naqueles períodos históricos ao mesmo tempo que proporciona lições importantes sobre o próprio funcionamento da imagem cinematográfica. Os filmes de apropriação sublinham, assim, o papel mediador das imagens de arquivo, que deixam de ser entendidas como representações transparentes do passado para serem vistas, antes, como construções audiovisuais desse mesmo passado.
Tiago Baptista trabalha como conservador e investigador na Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema desde 2002. Desenvolve actualmente o seu doutoramento na Universidade de Londres sobre a prática do ensaio audiovisual digital.


A informação sobre este evento pode ser obtida AQUI.

A entrada é gratuita.

A.A.B.M.

terça-feira, 3 de maio de 2016

LUZ DE ALMEIDA: CONFERÊNCIA

Título da conferência: Luz de Almeida (1867-1939) - Grão Mestre da Carbonária e um dos fundadores da República

Conferencista: António Valdemar

Local: Biblioteca Municipal de São Lázaro

Contactos:
Telefone: 21 885 2672

Entrada Livre

Data: 3 de Maio de 2016

Horário: 17 horas

Uma iniciativa a divulgar, sobre uma personalidade ainda com aspectos por revelar e o conferencista, António Valdemar, é um olisipógrafo destacado e com vasta bibliografia já publicada. 

Com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

I CONGRESSO LUSÓFONO SOBRE ESOTERISMO OCIDENTAL



I CONGRESSO LUSÓFONO SOBRE ESOTERISMO OCIDENTAL


DIAS:
7 a 10 de Maio de 2016;
LOCAL: Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias [Ciências das Religiões];

ORGANIZAÇÃO: Universidade Lusófona | F.S. Sociais, Educação e Administração | History of Hermetic Philosoph;

APOIOS: Academia Luís de Camões | Cátedra Infante Dom Henrique para os Estudos Insulares Atlânticos e a Globalização | CLEPUL – Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias | ERANOS (Edições e Turismo Cultural) | Fundação Rosacruz | Nova Águia (revista) | Núcleo Português de Estudos Junguianos | Palácio Nacional de Mafra | PPGCR Universidade Federal da Paraíba – UFPB | Triplo V | Instituto Português de Estudos Maçónicos | Ars Gravis.

COMISSÃO CIENTÍFICAVER AQUI

O Esoterismo Ocidental constituiu-se durante as últimas décadas um indiscutível campo de conhecimento académico, fundamental para a compreensão da História das Ideias. Pode ser definido como um “padrão de pensamento” com as suas raízes na filosofia helénica, em particular o Gnosticismo, Hermetismo e Neoplatonismo.

No Renascimento a redescoberta de textos antigos levou a um revivalismo de correntes filosóficas esotéricas e a um interesse no estudo da magia, Astrologia, Alquimia e Cabala. Depois da Reforma, estas correntes deram origem à Teosofia Cristã, Rosacrucianismo e Maçonaria. Mais tarde, assumiriam uma forma mais moderna com a Teosofia de Blavatsky, ordens cerimoniais mágicas, a Rosacruz moderna, a Antroposofia de Rudolf Steiner ou mesmo a psicologia de Carl Jung. Desde a Antiguidade até aos dias de hoje estas correntes nunca deixaram de estar presentes e de ter uma relação dinâmica com momentos-chave da nossa cultura.

Expulsas da Academia com grande vigor durante o período do Protestantismo e mais tarde do Iluminismo, estas tradições têm sido percebidas como “O Outro” contra o qual académicos e religiosos têm construído as suas identidades. Depois do Iluminismo passou a ser academicamente inaceitável estudar “pseudo-filosofias” dentro das quais podemos localizar as correntes do Esoterismo Ocidental. Apenas alguns estudiosos amadores escrevem sobre essas correntes, resultando numa literatura híbrida cheia de erros históricos e conceções erradas. O “oculto” deixa de ser um assunto digno de um académico. Essa tendência chegou até ao séc. XX, e só nas últimas décadas se observa um esforço por regenerar o estudo do “conhecimento rejeitado”.

Na tentativa de delimitar científica e metodologicamente este campo de conhecimento, autores como Antoine Faivre e Wouter Hanegraaff têm contribuído de forma fundamental para o seu avanço, propondo um conjunto de características que nos ajudam a identificar correntes e tradições esotéricas, além de sugerirem uma metodologia rigorosa, baseada no método científico e pautada por aquilo que a podemos chamar de “agnosticismo metodológico”. Nesse contexto, não cabe a um estudante de Esoterismo Ocidental expressar crenças pessoais ou interpretações subjetivas, mas antes identificar histórica e filosoficamente correntes e tradições que partilhem dessas características entre si e compreender melhor o papel que eventualmente tiveram na construção da cultura ocidental.

Atualmente existem em todo o mundo poucas universidades que oferecem programas na área de Esoterismo Ocidental, sendo a principal a Universidade de Amesterdão com um programa completo, desde a Licenciatura até ao Doutoramento. A Universidade Lusófona surge como uma candidata a integrar este painel de universidades pioneiras, trabalhando para desenvolver ativamente uma área de ensino e investigação neste campo emergente.

Este congresso pretende aprofundar e contribuir para o avanço nessa área, assim como para a definição e delimitação científica do Esoterismo Ocidental enquanto disciplina académica, explorando as várias expressões que estas tradições foram tendo ao longo da história até à atualidade [AQUI]
 
 

PROGRAMAVER AQUI

SIMPÓSIOS TEMÁTICOSVER AQUI

FICHA DE INSCRIÇÃOVER AQUI

Congresso Lusófono sobre Esoterismo Ocidental - Facebook 

J.M.M.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

A VIDA, O TRABALHO E A LUTA DOS SAPATEIROS DE LOULÉ (1890-1945): CONFERÊNCIA


O Arquivo Municipal de Loulé tem vindo a promover um conjunto de conferências sob o título O Documento que se segue, desta vez o convidado é o Doutor Joaquim Vieira Rodrigues, que se vai debruçar sobre um espólio que se encontra neste arquivo da Associação e mais tarde Sindicato dos Sapateiros de Loulé.

Joaquim Manuel Vieira Rodrigues é professor na Escola Secundária Pinheiro e Rosa, em Faro, e tem publicado várias obras, uma delas precisamente sobre os sapateiros de Loulé e a dissertação de doutoramento em História sobre o Algarve durante a I Grande Guerra. O currículo do conferencista pode ser consultado AQUI.

Título da conferênciaA Vida, o Trabalho e a Luta dos Sapateiros de Loulé (1890-1945)

Conferencista: Joaquim Rodrigues

Local: Arquivo Municipal de Loulé
Rua Cândido Guerreiro

Entrada Livre

Data: 30 de Abril de 2016

Horário: 15:00 h

Para o autor e investigador os votos do maior sucesso em mais esta iniciativa do Arquivo Municipal de Loulé.

A.A.B.M.