sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

COMEMORAÇÕES DO ANIVERSÁRIO DO 31 DE JANEIRO DE 1891, NA CHARNECA DA CAPARICA E SOBREDA


O Clube Recreativo Charnequense, fundado em 31 de Janeiro de 1910 (na Charneca da Caparica e Sobreda) e Instituição de Utilidade Pública desde 22 de Junho de 1996, irá proceder à Evocação do Aniversário do 31 de Janeiro de 1891, ao mesmo tempo que festejará o seu 105 Aniversário.

PROGRAMA [31 Janeiro 2015]

16.00 – Boas Vindas às Entidades Públicas e aos Visitantes   

16.45CONFERÊNCIA: “Histórias do Charnequense”, por Vítor Reis (Presidente da Assembleia de Freguesia da Charneca de Caparica e Sobreda)

17.30 – Apontamento Musical, pelo Prof. Hélder Charneira

17.45 – Homenagem ao Sócio Honorário Manuel Coelho | Homenagem a José Pinho, Francisco Pinho e João Silva

18.00– Actuação das Concertinas - Águias Vermelhas

18h30CONFERÊNCIA: “A Revolta do 31 de Janeiro de 1891 (crise de soberania nacional) ”, pelo Prof. Doutor Amadeu Carvalho Homem | “Democracia e Transparência em Portugal”, pelo Prof. Doutor Paulo Morais

20h00: Jantar

21h30: Sarau Musical - Salão de Festas do Clube Recreativo Charnequense: Bombos da Escola 31 de Janeiro da Parede & Rancho Folclórico da Morgadinha

J.M.M.

COMEMORAÇÕES DO ANIVERSÁRIO DO 31 DE JANEIRO DE 1891, NA CIDADE DO PORTO


 
Como habitualmente vão realizar-se na cidade do Porto as Comemorações do Aniversário do 31 de Janeiro de 1891, promovidas pela Associação Cívica e Cultural 31 de Janeiro, cujo programa é o seguinte:

PROGRAMA  [31 Janeiro 2015]

10h30 – Cemitério do Prado do Repouso. Concentração na entrada do Largo Soares dos Reis;

10h45 – Caminhada com destino ao portão do Largo Padre Baltazar Guedes;

11h00 – No monumento aos Heróis 31 de Janeiro de 1891: Içar da bandeira ao som do Hino Nacional | Colocação da coroa de flores

Abertura da sessão pelo Presidente da Assembleia Geral da ACC 31 de Janeiro;   

Evocação de Aurélio Paz dos Reis  “Portuense, pai do Cinema Português, Republicano e Maçon” - pelo Professor António Nunes.            

Intervenções das entidades presentes: Associação Nacional de Sargentos, pelo sargento-Ajudante Francisco Silva | Associação 25 de Abril (a confirmar) | Associação Cívica e Cultural 31 de Janeiro (Arq Gomes Fernandes) | Pres. da Câmara de Vila Nova de Gaia – Prof Doutor Eduardo Victor | Pres. da Câmara Municipal do Porto – Dr Rui Moreira

Hino Nacional, viva aos Heróis do 31 de Janeiro, viva à Republica.

Deposição de flores no túmulo de Aurélio Paz dos Reis.                

J.M.M.

GLÓRIA AOS REVOLUCIONÁRIOS DE 31 DE JANEIRO DE 1891, DA CIDADE DO PORTO


Eu meu Senhor, não sei o que é a República, mas não pode deixar de se uma coisa santa. Nunca na Igreja senti calafrio assim. Perdi a cabeça então como os outros todos. Todos a perdemos. Atirámos então as barretinas ao ar. Gritámos todos: Viva, Viva, Viva a República” [testemunho, em tribunal, de um soldado implicado no movimento de 31 de Janeiro de 1891, na cidade do Porto]

A revolução republicana de 31 de Janeiro de 1891, na cidade do Porto, foi a primeira das várias “manifestações revolucionárias” visando implantar a República.

Essencialmente militar (contando com o apoio de civis), a revolta republicana foi, passe o seu insucesso, um dos muitos “gritos patrióticos” erguidos contra a degradação da situação política, social e económica do final da monarquia, sendo, sem dúvida, uma data histórica de luta e paixão pelo ideário republicano em Portugal. Como tal faz parte do vasto património revolucionário republicano e democrático.

No seu espírito mais profundo, o dia 31 de Janeiro de 1891, consubstanciou um virtuoso sentimento patriótico contra a afronta, humilhação e devassa com que a Pátria vivia (em que o Ultimatum foi o abalo insofismável, o catalisador do ambiente que gerou a revolta).

Pelo despertar das almas, contra a indiferença e o desânimo instaurado, no seu vibrante grito patriótico pela renovação da Alma Lusitana, a revolta dessa “sublime manhã” de 31 de Janeiro ficou para sempre marcada como uma “lição moralde civismo [Basílio Teles], traçando o que seria o caminho desse generoso levantamento cultural e cívico pela res publica, que patrocinou o desfecho vitorioso do 5 de Outubro de 1910. E que por isso, aqui, também honramos!

Evocar o pronunciamento militar da revolta do Porto, essa data gloriosa da República, será tentar compreender as suas motivações e consequências, as ilusões e esperanças do seu anunciado projecto republicano democrático; será homenagear a combatividade e o assombro ético dos seus intervenientes (“esses vencidos que estiveram prestes a ser vencedores” – no dizer de um jornal monárquico).

De outro modo, entender as desinteligências e controvérsias havidas no seio dos correligionários republicanos, compreender a manifesta improvisação e erros da tentativa militar de insurreição, sentir o pulsar e o ensejo de mudança das elites, da burguesia e do operariado do País, acompanhar os gestos e o papel desempenhado pelas associações/sociedades do mundo civil, em que os clubes e a maçonaria têm lugar central, é, afinal, não só enquadrar os acontecimentos de 31 de Janeiro e a marcha ascensional para revolução posterior de 5 de Outubro, mas também compreender que esta data gloriosa marcou, no tempo, as “necessidades e as aspirações nacionais” de liberdade redentora, pela construção de instituições constitucionais, liberais e democráticas (...)"

J.M.M. (datado de 31 de Janeiro de 2014)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

LEITURA E IDEOLOGIA REPUBLICANA: AS ESCOLAS E BIBLIOTECAS POPULARES DA FIGUEIRA DA FOZ (1900-1910)


LIVRO: “Leitura e Ideologia Republicana: As Escolas e Bibliotecas Populares da Figueira da Foz (1900-1910)";

AUTORA: Maria Isabel Gaspar Ferreira de Sousa;
EDITORA: CMFF, 2015.

LANÇAMENTO DA OBRA:

DIA: 31 de Janeiro 2015 (18,00 horas)
LOCAL: Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomás da Figueira da Foz

Palavras-Chave: Bibliotecas Populares, Escolas Populares, Imprensa Local, Maçonaria, Republicanismo.

Este trabalho de dissertação assenta, antes de mais numa matriz geográfica e histórica da cidade da Figueira da Foz, no início do séc. XX assim como as suas freguesias limítrofes mais influentes: Tavarede e Buarcos (contudo, são feitas breves alusões a outras freguesias onde aos poucos foram sendo criadas instituições similares às primeiras freguesias e embebidas do mesmo espírito).

Temos como objeto de estudo a emergência e difusão do ideário republicano junto das populações, assim como a defesa intransigente da ideia do alargamento da instrução a um público cada vez mais vasto, combatendo o maior flagelo cultural do nosso país: o analfabetismo quase generalizado, através da criação de escolas e bibliotecas populares em Associações recreativas, de classe, mutualistas e outras. A certeza de que uma posição cívica e política mais consciente dos cidadãos só seria possível se fosse permitido o acesso à instrução a um maior número de pessoas, norteou a criação destas escolas, um pouco à margem do ensino oficial (que se definia como manifestamente insuficiente) e que tinham como objetivo tirar do analfabetismo uma grande parte do povo trabalhador da Figueira da Foz. Sendo assim, é neste ambiente ideológico fervilhante, na cidade da Figueira da Foz na primeira década do séc. XX que irão surgir as escolas populares, dinamizar conferências e cursos livres, criação de bibliotecas e salas de leitura que eram vistas como uma solução para o atraso cultural das camadas sociais mais baixas, rumo àquilo a que se entendia ser o progresso.

A Figueira da Foz beneficiou com a dinâmica de uma série de personalidades com características humanitárias e benemerentes, republicanos e maçons, que não mediram esforços no sentido de criar condições para 'derramar a luz da instrução' sobre as camadas populares” [in Resumo do livro]

J.M.M.

CONFERÊNCIA – A GÉNESE DOS RITUAIS MAÇÓNICOS


CONFERÊNCIA: "A Génese dos Rituais Maçónicos

ORADOR: dr. Manuel Pinto dos Santos;
DIA: 30 de Janeiro 2015 (19,00 horas);
LOCAL: Grémio Lusitano [Rua do Grémio Lusitano, 25, Lisboa];

ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português [Ciclo “Sextas da Arte Real”]

Desde a sua génese, em 1717, a prática ritualística da Maçonaria especulativa teve um desenvolvimento substancial. Este deveu-se tanto à importação de sincretismos diversos, que lhe trouxeram novos mitos e símbolos, como à própria evolução do pensamento maçónico, o qual não permaneceu impermeável a novas correntes filosóficas, ou a contextos sócio-políticos diferenciados.

Se no decurso do século XVIII, se assistiu à transição de uma fase pós-operativa, na qual os trabalhos das Lojas constituíam apenas formas de sociabilidade, para um estádio verdadeiramente iniciático, em que as cerimónias dão corpo à vivência de psicodramas fundados em mitos de conteúdo intemporal, os rituais continuaram a sofrer evoluções posteriores, adaptando-se aos novos paradigmas, que foram entretanto surgindo.

Nos finais do séc. XVIII a aristocracia a as classes intelectuais rendem-se ao deslumbramento da descoberta do universo maçónico e revestem-na de novas roupagens simbólicas e toda uma estrutura de graus que são posteriormente ordenados e  devidamente estruturados ao longo do séc. XIX e início do séc. XX.

São estes os aspectos que se pretende aprofundar e discutir na presente conferência.

Contando com a vossa participação, apresentamos os nossos cumprimentos"

[Fernando Castel-Branco Sacramento - Director do MuseuMaçónico Português]

J.M.M.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

VIDAS COM SENTIDO: JAIME CORTESÃO (1884-1960), POR JOAQUIM ROMERO MAGALHÃES E MÁRIO SOARES

CONFERÊNCIA: "JAIME CORTESÃO” (1884-1960) [do ciclo “Vidas com Sentido"];
DIA: 29 de Janeiro 2015 (18,00 horas);
LOCALAuditório da Fundação Mário Soares (Rua de S. Bento, 160, Lisboa);
ORGANIZAÇÃO: Fundação Mário Soares;
ORADORESMário Soares | JOAQUIM ROMERO MAGALHÃES

Uma sessão a acompanhar com toda a atenção e que não podemos deixar de recomendar a todos os que gostariam de conhecer um pouco mais e melhor a personalidade de Jaime Cortesão, como intelectual, político e historiador.

A.A.B.M.

sábado, 24 de janeiro de 2015

OS DEMOCRATAS DE BRAGA – TESTEMUNHOS E EVOCAÇÕES


LIVRO: “Os Democratas de Braga – Testemunhos e Evocações";
AUTORES: AA.VV. – Coord. José Viriato Capela, Henrique Barreto Nunes & Artur Sá da Costa;
EDIÇÃO: Conselho Cultural da Univ. do Minho | Ed. Húmus, 2015, 472 p.

LANÇAMENTO:

DIA: 24 de Janeiro 2015 (15,0 horas);
LOCAL: Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Minho;
ORADOR: Prof. Gaspar Martins Pereira (Un. Porto).

“No ano em que se celebraram os 40 anos da Universidade do Minho e os 40 anos do 25 de Abril, o Conselho Cultural da UM decidiu honrar a figura de democrata e de investigador do Prof. Victor de Sá, assinalando estes dois acontecimentos maiores na História do país, que vieram devolver a democracia ao povo português e permitir o desenvolvimento em liberdade da atividade científica e cultural, nomeadamente nesta região com a publicação do livro “Os Democratas de Braga – Testemunhos e Evocações”.

Esta obra recolhe e divulga depoimentos de protagonistas da resistência à ditadura no distrito de Braga, documentando assim a luta pela liberdade nesta região.

Depois de um breve estudo introdutório, numa primeira secção, 'Testemunhos', reúnem-se contributos de 17 cidadãos que se distinguiram nessa luta em Braga, Barcelos, Fafe e V. N. Famalicão, escritos propositadamente para este livro.

Para a secção 'Memórias recuperadas' seleccionaram-se 7 textos anteriormente publicados por democratas que já deixaram o nosso convívio, 4 inéditos de autores também desaparecidos e um de um autor felizmente ainda entre nós, os quais recordam o combate contra a ditadura e o Estado Novo nas localidades referidas e também em Guimarães e Póvoa do Lanhoso.

Em 'Evocações', três investigadores, por solicitação dos coordenadores da obra, recordam a luta travada contra o regime derrubado pelo Movimento dos Capitães em Fafe, Terras de Bouro e Vieira do Minho.

Todos os textos são ilustrados com fotografias e reproduções de manuscritos ou documentos.

Na parte final este volume reúne ainda um conjunto de documentação (fotografias, cartazes, panfletos, programas) e apresenta uma bibliografia que enriquecem os contributos publicados” [AQUI]
 
J.M.M.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

NATÁLIA CORREIA – VIDA COM SENTIDO


NatáliaCorreia - Vida com Sentido” - por António Valdemar, in Público

Presença vigorosa na sociedade portuguesa, da segunda metade do século XX, Natália Correia (1923-1993) afirmou-se pela singularidade da criação literária e pela determinação e coragem na intervenção política. Justifica a homenagem, hoje em Lisboa (às 18h), na Fundação Mário Soares – presidida pelo próprio Mário Soares, seu amigo e admirador de sempre – e integrada na série ‘Vidas com Sentido’, para distinguir figuras que prestigiaram a cultura e honraram a cidadania.

Tal como muitos outros intelectuais e artistas da sua geração, Natália Correia participou em grandes acontecimentos da oposição democrática – a fundação do MUD, as campanhas para a Presidência da República de Norton de Matos e Humberto Delgado. Apoiou outras comissões eleitorais, entre as quais a CEUD (1969) liderada por Mário Soares e que se encontra na génese do Partido Socialista. Associou-se aos protestos contra o assassinato de Humberto Delgado; insurgiu-se perante a reabertura do Tarrafal e com a perversa denominação Campo do Chão Bom, exarada no Diário do Governo; e contra o encerramento da Sociedade Portuguesa de Escritores por ter premiado a obra de Luandino Vieira, preso no Tarrafal. Subscreveu documentos de solidariedade a presos políticos e às greves universitárias.

Teve livros proibidos pela censura como, por exemplo, Canto do País Emerso, a propósito da ocupação do paquete Santa Maria comandada por Henrique Galvão; a tragédia jocosa Homúnculo; e a Antologia da Poesia Erótica e Satírica que organizou e prefaciou, apreendida pela PIDE, e objeto de processo-crime e julgamento no Tribunal Plenário que a condenou a três anos de prisão, com pena suspensa.

Logo a seguir ao 25 de Abril, numa entrevista ao Expresso, Natália Correia revelou a disponibilidade para a ação política. No âmbito da Aliança Democrática presidida por Francisco Sá Carneiro e através do PRD foi eleita deputada. Proferiu intervenções memoráveis. A defesa da língua portuguesa, a valorização do património cultural, a defesa dos direitos humanos, os direitos das mulheres, o debate sobre o aborto assinalaram, entre outros temas, a sua passagem pelo hemiciclo de São Bento.

A política ativa não afetou a trajetória literária. Teve um vínculo ao surrealismo, devido às relações pessoais com Mário Cesariny e António Maria Lisboa, Cruzeiro Seixas e Manuel de Lima. Integrou as publicações de Luís Pacheco, o editor do Contraponto, das obras e autores daquele movimento.

Nunca se submeteu à disciplina de escolas e às cartilhas de grupos. Quis ser ela própria. Todavia, conciliava à energia e originalidade da sua criação, a herança poética de Gomes Leal e de Mário Sá Carneiro; o impulso desencadeado pelas Odes de Álvaro de Campos, e a torrencialidade da Cena do Ódio de Almada Negreiros. Atingiu a partir dos seus livros Dimensão Encontrada (1957) e Comunicação (1959) momentos significativos da poesia portuguesa. Evidenciou-se pelo arrebatamento lírico, a exuberância barroca, o ímpeto romântico, a truculência satírica que se cruzam com a força dos símbolos, a profusão das metáforas, a incursão no herético e no erótico que afronta e estilhaça as convenções existentes.

Num dos seus poemas autorretratou-se:

Hoje quero a violência da dádiva interdita/ sem lírios e sem lagos/ e sem gesto vago/ desprendido da mão que um sonho agita./ Existe a seiva. Existe o instinto. E existo eu/ suspensa de mundos cintilantes pelas veias /metade fêmea, metade mar como as sereias.

Entre os paradigmas intelectuais e éticos também incluía a figura tutelar e a obra emblemática de Antero Quental, um dos seus patrícios açorianos de eleição. Era o poeta que lhe desvendava as portas da utopia, e a sede de infinito.

Procurava, contudo, distanciar-se do Antero noturno, do poeta e pensador carregado de pessimismo amargo que conduz à negação e à derrota e num dos seus Sonetos (indisfarçavelmente autobiográficos) confessou: que sempre o mal pior é ter nascido. Identificava-se com o outro Antero, o luminoso, que estimulava o exercício da liberdade e da justiça; e descobria: o meio-dia em vida refervendo, a tarde rumorosa e repousada, o claro sol amigo dos heróis; (...) tu pensamento não és fogo és luz.

Daí a categórica afirmação: "Não Antero, meu Santo, não me mato/ antes me zango até ficar num cato/quem me tocar (maldito!) que se pique." Assim, Natália Correia definia o seu comportamento humano e os itinerários da sua poesia. Em vez do mal pior da angústia e desespero do Antero noturno, elegia um bem melhor, o privilégio de ter vivido e continuar a viver até à dádiva interdita. Para sentir todas as volúpias e todas as audácias. A vida, em plenitude".

NatáliaCorreia - Vida Com Sentido – por António Valdemar [Jornalista e investigador], jornal Público, 23 de Janeiro de2015, p.45 - sublinhados nossos.

J.M.M.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

COLECÇÃO “A NOVELA VERMELHA” DO JORNAL “A BATALHA”


A NOVELA VERMELHA (Colecção): I Série, nº 1 ao nº X; II Série, nº 1 (Maio de 1922) ao nº II (Julho 1922); Editor: Secção Editorial d’A Batalha, Calçado do Combro, 38º-A, 2º, Lisboa, 1921-22, 12 numrs

Trata-se da mítica e rara (quando completa, 12 numrs) colecção de novelas do ideário anarquista, justamente denominada “A Novela Vermelha”, publicada na cidade do Lisboa, nos anos vinte, pela Secção Editorial do periódico “A Batalha”. Vendia-se ao preço avulso de $25 centavos e a série de 10 numrs 2$50.


Colaboração: Aquilino Ribeiro, Manuel Ribeiro, Nogueira de Brito, Mário Domingues, Sobral de Campos, Augusto Machado, Perfeito de Carvalho, Julião Quintinha, Jesus Peixoto, Gonçalves Correia, Cristiano Lima, etc.

NÚMEROS PUBLICADOS:
 
I Série:

Nº1 – A Expiação, por Manuel Ribeiro.
Nº2 – Sangue Fidalgo, por Nogueira da Brito.
Nº3 – Hugo, o Pintor, por Mário Domingues.
Nº4 – Dois Tiros, por Sobral de Campos.
Nº5 – Impossível Redenção, por A. Machado.
Nº6 – A Escola Nun’Álvares, por Cristiano Lima.
Nº7 – Anastácio José, por Mário Domingues.
Nº8 – A Sciência Redentora, por José Benedy.
Nº9 – O Mestre Geral, por Jesus Peixoto.
Nº10 – Dor Vitoriosa, por Julião Quintinha.

II Série:

Nº1 – Poder Redentor, por Manuel Ribeiro.
Nº2 – Não! Diz a lei, por Nogueira de Brito.

FOTO via Livros Antigos Gabriela Gouveia, com a devida vénia.
 
J.M.M.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

CONFERÊNCIA – NATÁLIA CORREIA

 
CONFERÊNCIA: "Natália Correia” [do ciclo “Vidas com Sentido"];
 
DIA: 22 de Janeiro 2015 (18,00 horas);
LOCAL: Auditório da Fundação Mário Soares (Rua de S. Bento, 160, Lisboa);
ORGANIZAÇÃO: Fundação Mário Soares;
 
ORADORES: Mário Soares | Helena Roseta | António Valdemar | José Manuel dos Santos
 
A Fundação Mário Soares, no próximo dia 22 de Janeiro de 2015, cumpre realizar a sua XXVII Conferência, do ciclo “Vidas com Sentido”, dedicada a Natália Correia.
 
O ciclo “Vidas com Sentido”, é dedicado a “Homens e Mulheres que pelos seus ideais, pela sua postura cívica e política, pelos seus combates, souberam dar sentido às suas vidas e, embora já falecidos, permanecem como exemplos”; é um “ciclo de conferências e debates a essas figuras da nossa cidadania democrática, prestando-lhes homenagem”. [AQUI]
 
J.M.M.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A COSTUREIRA SEM CABEÇA – A IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA CONTADA PELOS DIZERES DO POVO


LIVRO: "A Costureira sem cabeça" (2011), p. 145;
AUTOR: Fernando Madail;
EDITOR: Oficina do Livro

"Na madrugada do dia 5 de Outubro Amélia, a ‘rapariga sem cabeça’, costureira do bairro, acorda com um estrondo vindo do rio. Trovoada ou outro fenómeno da natureza? De manhã se veria. O nascer do sol chegou com a cidade em alvoroço e os vizinhos curiosos na rua à procura de explicação para tamanho desassossego. E logo chegam notícias. Os republicanos estavam na rua para derrubar a Monarquia. De boca em boca, de personagem em personagem, sem sair de um bairro lisboeta, acompanhamos o dia em que a cor da bandeira mudou e a República venceu, trazendo ao povo um novo país. A Costureira sem Cabeça … é um romance repleto de humor, em que se conta a história de um dia que marcou Portugal. A partir das janelas com sardinheiras e da boca do povo, conhecemos o outro lado da Implantação da República. Daqueles que não foram soldados, mas também ajudaram a escrever a História." [do Livro]



- Qual a ideia que esteve na origem do livro?

R - Relatar os acontecimentos militares de 4 de Outubro de 1910, que dariam origem à proclamação da República no dia seguinte, sem descrever os factos. Tudo se sabe através das conversas de rua que a costureira Amélia vai ouvindo, ao longo do dia, sem nunca sair da sua casa. E sempre que ela, uma "cabeça no ar", está a recordar as suas paixões ou a cismar na sua vida, a conciliar as tarefas domésticas e o ofício da costura, um estrondo ou uma discussão levam-na à janela para saber as últimas novidades, através dos comentários daquela vasta galeria de figuras ilustrativas da sociedade do tempo.” [AQUI]



J.M.M.

LITERATURA, VIAGENS E TURISMO CULTURAL NO BRASIL, EM FRANÇA E EM PORTUGAL: III COLÓQUIO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR


Está a decorrer entre 19 e 21 de Janeiro de 2015, na Faculdade de Letras de Lisboa, o III Colóquio Internacional Interdisciplinar Literatura, Viagens e Turismo Cultural no Brasil, em França e em Portugal.

A organização esteve a cargo de:
Maria Alexandre Lousada (ULisboa, Portugal)
Claudia Poncioni (SORBONNE NOUVELLE - PARIS 3, França)
Ida Alves (UFF, Brasil)
Vania Pinheiro Chaves (ULisboa, Portugal)
Vitor Ambrósio (ESHTE, Portugal)

Ao longo de três dias é possível acompanhar mais de uma centena de comunicações distribuídas por três mesas temáticas e intervenções previstas de vários convidados.

Entre as apresentações de dia 20 de Janeiro permita-se-nos destacar as seguintes:

Sala: Anfiteatro III
PATRIMÓNIO, IDENTIDADE E DESENVOLVIMENTO LOCAL
Moderador: José Manuel Simões
- Patrimônio turístico do estado do Maranhão-Brasil: da singularidade dos cenários naturais à padronização dos processos culturais, António Cordeiro Feitosa
- O Centro Histórico de Évora como Património Mundial da UNESCO. Argumentos de uma candidatura, Maria Ana Bernardo
- Viagens e viajantes: um mundo global à procura de singularidades, Norberto Santos
- Travels through Forts of Portuguese origin: approaches to heritage and interpretation in the Arabian Peninsula, João Sarmento

No dia 21, haverá lugar aos seguintes eventos:
Sala: Anfiteatro III TEMA: PERSPETIVAS INTERDISCIPLINARES
Moderador: Maria Alexandre Lousada
- Paisagem: promessa de um mundo restaurado
Adriana Verissímo Serrão
- Turismo, na mudança de paradigmas,  António dos Santos Queirós
-  A História do Turismo: uma área de confluência de abordagens históricas diversificadas
Ana Cardoso de Matos
- O turismo pode mudar os corpos de lugar?, Eduardo Brito-Henriques
-  Diálogos entre literatura e geografia: paisagens em perspectiva, Ida Alves.

O programa completo do congresso pode ser descarregado/consultado AQUI.

A divulgar e a acompanhar junto de todos os interessados.


A.A.B.M.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

CENTENÁRIO DA GRANDE GUERRA NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

A Assembleia da República, em parceria com o Instituto de História Contemporânea vai levar a efeito amanhã, 20 de Janeiro de 2015, pelas 15 horas, no Centro de Acolhimento ao Cidadão a sessão do Café História, dedicado à participação de Portugal na Grande Guerra, subordinada ao tema: Portugal e a Grande Guerra: História e Memória.

No final da sessão projectar-se-á o filme Pontes de Sarajevo, pelas 18.30 horas.

Uma sessão a divulgar e a acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

domingo, 18 de janeiro de 2015

A REVOLTA DE 18 DE JANEIRO DE 1934

A REVOLTA DE 18 DE JANEIRO DE 1934
 
 
«A revolta do 18 de Janeiro de 1934 [ler AQUI] surgiu como movimento nacional de contestação à ofensiva corporativa contra os sindicatos livres, por força do recém-publicado “Estatuto do Trabalho Nacional e Organização dos Sindicatos Nacionais”, em Setembro de 1933, pelo Estado Novo.
 
O movimento saiu para a rua e desenrolou-se, embora desarticulado. Contudo, a falta de apoio militar e a fraca adesão e repercussão nacional condenou-o ao fracasso.

Registaram-se greves gerais de carácter pacífico em Almada, Barreiro, Sines, Silves, e manifestações operárias, mais ou menos violentas na Marinha Grande, Seixal, Alfeite, Cacilhas e Setúbal …» [MAIS AQUI]
 
A rebelião foi duramente reprimida e a lista de presos extensa. Muitos dos operários detidos – principalmente anarquistas e comunistas -, foram inaugurar a Colónia Penal do Tarrafal, criado por Salazar ao abrigo do DL nº 23 de Abril de 1936. Os presos partiram para o Campo de Concentração do Tarrafal a 18 de Outubro de 1936. Muitos ali morreram.  
 
Eis uma lista de presos, resultante da fracassada tentativa da revolta de 18 de Janeiro de 1934 [via “Greve Geral Revolucionária de 18 de Janeiro 1934”, ed. GAPS, Tipografia Duarte, Lisboa, Agosto de 1974]
 
 
J.M.M.

A RAZÃO DAS BIOGRAFIAS - POR MANUEL MENDES

 
 
[clicar nas fotos para ler]
 
MANUEL MENDES, “A Razão das Biografias”, inO Primeiro de Janeiro”, 19 de Outubro de 1966
 
NA FOTO (acima): Aquilino Ribeiro, Manuel Mendes, Ribeiro dos Santos e Oliveira Guimarães (no Chiado, Lisboa) - via Casa Comum, com a devida vénia
J.M.M.

O RATO DE BIBLIOTECA - POR MANUEL MENDES

 
 
MANUEL MENDES, “O Rato de Biblioteca”, in Diário de Lisboa, 8 de Março de 1965

FOTO via Casa Comum, com a devida vénia

J.M.M.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

LEILÃO DA BIBLIOTECA DO CORONEL JOSÉ PINTO FERREIRA (6ª PARTE)



DIAS: 19/20/21 de Janeiro 2015 (21 horas);
LOCAL: Palácio da Independência (Largo de S. Domingos, 11 – ao Rossio), Lisboa;
ORGANIZAÇÃO: José Vicente, Leilões


Nos próximos dias 19 a 21 de Janeiro haverá lugar ao curioso e valioso Leilão (6ª parte) da Biblioteca do Coronel José Pinto Ferreira, elaborado com a competência de José Vicente, estimado alfarrabista da livraria Olisipo, que reúne, nesta sua 6ª parte, um conjunto de peças raras sobre a Restauração, uma Camoneana e Camiliana curiosa, combinada com valiosas monografias, a que se junta obras invulgares sobre Constitucionalismo, História e Guerra Peninsular, volumes de Literatura, uma Brasiliana, colecções de desenhos e gravuras. Está o seu Catálogo online para essa “viagem de espírito” que é sempre o do amador de livros e nossa glória.

[ALGUMAS REFERÊNCIAS NOSSAS]: Catalogo Alfabetico das Obras Impressas de José Agostinho de Macedo (1849) / Album das Glorias …, 1880-1902, 37 numrs / Estudos de História, de Luís de Albuquerque, VI vols / Discurso Breve sobre o Estado da Administracao da Fazenda Publica …, por Antonio Jose Pedroso de Almeida, 1822 / Introducao a Convocação das Cortes …, por Francisco José de Almeida, Outubro de 1820 / Artes e Letras, Lisboa, 1872-75, IV vols / Notas e Documentos Ineditos para a Biographia de João Pinto Ribeiro, pelo Visconde de Baena, 1882 / Penafiel. Hontem e Hoje …, por Coriolano de Freitas Beça, 1896 / Bibliografia Geral Portugueza …, 1941, III vols / Anacephaleoses da Monarquia Luzitana, por Manuel Bocarro, 1809 [rara obra do médico, astrólogo e sebastianista Manuel Bocarro) / uma extensa, interessante e estimada Camoneana [registe-se o “The Lusiad or The Discovery of India na Epic Poem …, Oxford, 1776; Os Lusiadas, 3ª ed., 1779-80, III vols; Homenagem a Camões …, 1883] / a rara Carta ao Mui Reverendo padre José Agostinho de Macedo (de interesse maçónico), 1822, nº1 a nº3 (completo) / um conjunto de peças Camilianas / obras de Ferreira de Castro / o bem curioso Catalogo da Valiosa e Estimada Livraria do bem conhecido e afamado bibliophilo Agostinho Vito Pereira Merello (com invulgar pref. de Teófio Braga), 1898 / a estimada e completa Colecção Patrícia, 52 numrs / Constituiçoens Synodaes do Arcebispado de Braga, 1697 (2ª ed.) / rara peça de José Daniel Rodrigues da Costa, Comboy de Mentiras, Vindo do Reino petista com a fragata verdade encoberta por capitania, 1801, 24 numrs / Decadas da Asia …, por Diogo do Couto, 1736, III vols / A Biblia dos Bibliophilos …, por Xavier da Cunha, 1911 / raro livro de Tomás da Fonseca, Sermões da Montanha, 1909 / Brasões da sala de Sintra, de Anselmo Braamcamp Freire, 1921-30 82ª ed.) / lote valioso sobre a Guerra Peninsular / obras de Alberto Pimentel, Agustina Bessa-Luís, Alexandre Herculano, Almada Negreiros, Antero de Quental, Antero de Quental, Carolina Michaelis de Vasconcelos, Damião Peres, Eça de Queiroz, Emanuel Ribeiro, Garcia da Orta, Guerra Junqueiro, Joaquim Leitão, José Régio, Maurício de Oliveira, Miguel Torga, Nuno Alvares Pereira Pato Moniz, Oliveira Martins, Ramalho Ortigão, Ruy de Pina, Sousa Viterbo / conjunto notável de peças raras de José Agostinho de Macedo [registe-se o Epidecio na Morte de Manoel Maria Barbosa Du Bocage; o curioso Exorcismos contra periódicos e outros malefícios …; o raro Manifesto do Grande Oriente Lusitano Contra a Loja Regeneração (de evidente interesse maçónico); o tb raro opúsculo Refutação do Monstruoso e Revolucionario Escripto Impresso em Londres Intitulado Quem He Legitimo Rei de Portugal; a Refutação methodica das Chamadas Bazes da Constituição Politica da Monarquia Portugueza; o invulgar Sandoval Nu, e Cru; a já rara (qd completa) Tripa Virada (III numrs) / Lote de Manuscritos

CATÁLOGO ONLINE AQUI

J.M.M.         

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

SANATÓRIO CARLOS VASCONCELOS PORTO: DOS VELHOS ARQUIVOS AOS NOVOS DADOS SOBRE A TUBERCULOSE PULMONAR - CONFERÊNCIA


CONFERÊNCIA: SANATÓRIO CARLOS VASCONCELOS PORTO: DOS VELHOS ARQUIVOS AOS NOVOS DADOS SOBRE A TUBERCULOSE PULMONAR;

DATA16 de Janeiro de 2015 (17,30 horas);
ORADORES: Ana Luísa Santos; Vítor Matos e Cristina Fé Santos;

LOCAL: Centro de Medicina e Reabilitação do Sul.
ORGANIZAÇÃO: Câmara Municipal de São Brás de Alportel.

No âmbito do Centenário da criação do concelho de São Brás de Alportel vai realizar-se nesta localidade, amanhã 16 de Janeiro, pelas 17.30 horas, a conferência com o cartaz em epígrafe, para analisar os dados de arquivo do Sanatório Vasconcelos Porto.

Este sanatório foi fundado pela Companhia dos Caminhos-de-Ferro Portugueses para combater o problema da tuberculose entre os ferroviários, tendo por patrono Carlos Vasconcelos Porto.

O Sanatório surgiu num contexto de luta contra a tuberculose quando o País tinha níveis de mortalidade por incidência de tuberculose eram de 160, 5 por cada cada 100 000 habitantes, enquanto em 1951 de 133,1. Assim, o Governo, em 1916, autoriza a empresa acima referida a estabelecer sanatórios pelo País. Em Janeiro de 1917, organizaram-se em Faro, vários eventos para angariar fundos para a construção do edifício. A comissão promotora das festas de caridade era constituída por um conjunto de senhoras da sociedade farense presidida por Ana de Bivar Cumano, Henriqueta Cortes Ferreira de Sousa, Maria Nogueira Aguedo, Maria Francisca Sanches Inglês, Maria Isabel do Rio Cochado Martins, Laura de Brito Bivar, Palmira Gomes Monteiro juntamente com Bernardo da Costa Mesquitela, Manuel Dias Monteiro, Emílio Schiappa Roby [Cf. O Algarve AQUI]. Nessa ocasião o poeta João Lúcio fez uma conferência sobre A Caridade, realizaram-se diversas peças teatrais e foi publicado um livro de poesia reunindo trabalhos de vários poetas algarvios, cuja venda reverteu também para a mesma finalidade. Colaboraram na obra Bernardo de Passos, Cândido Guerreiro, José Dias Sancho, Mateus Moreno, Coelho de Carvalho, Raúl Pousão Ramos, Bartolomeu Salazar Moscoso, Júlio Dantas, José Ribeiro Castanho, João Lúcio, Elisa Schiappa Roby, Emílio Schiappa Roby e Bernardo de Mesquitela. A obra tinha por título Coração Algarvio.

Os terrenos para a construção do Sanatório foram vendidos a preço simbólico por Francisca Pires Uva.

As obras de construção do Sanatório ficaram concluídas em Setembro de 1918, tendo sido inaugurado formalmente a 8 desse mês, com a presença de várias autoridades civis e militares que estiveram presentes na sessão [Cf. O Algarve AQUI].

O patrono do sanatório, Carlos Vasconcelos Porto, nasceu em 1862, em Viana do Castelo (Monserrate). Foi oficial do Exército e quadro da Companhia dos Caminhos de Ferro. Colaborou em diversas publicações, em especial nas revistas da Companhia dos Caminhos-de-Ferro  Faleceu no Porto em  2 de Novembro de 1945. [Sobre esta personalidade ver mais em Cristina Fé Santos, "Sanatório Carlos Vasconcelos Porto. Sanatório de uma empresa", Promontória Monográfica. História do Algarve, Centro de Estudos de Património e História do Algarve/Faculdade de Ciências Humanas e Sociais/Universidade do Algarve, Faro, 2013, p. 65-86; Cristina Fé Santos, Sanatório Vasconcelos Porto - São Brás de Alportel, Publicações D. Quixote, Lisboa, 2006.]

Alguns dados sobre o tema da conferência podem ser encontrados no texto dos mesmos autores publicado na revista Promontória Monográfica. História do Algarve, disponível AQUI.

Uma interessante sessão para acompanhar com toda a atenção para quem estiver pelo Algarve e 

A.A.B.M.