sábado, 25 de Outubro de 2014

A CARIDADE E AS INSTITUIÇÕES DE ASSISTÊNCIA PÚBLICA NO CONCELHO DE LAGOA

Amanhã, 25 de Outubro de 2014, pelas 18 horas, no Convento de S. José, em Lagoa, vai ser apresentada a obra do investigador dos temas lagoenses, João Nuno Aurélio Marcos.

Depois de publicar "Lagoa Liberal, Republicana e Maçónica", em 2010, com edição da Câmara Municipal de Lagoa e "Os Viscondes de Lagoa", em 2013, editado pela Arandis, João Nuno Aurélio Marcos dedicou agora a sua atenção às instituições que nesta localidade algarvia se dedicaram à assistência pública e à caridade, como a Misericórdia, os compromissos, entre outras instituições.

A acompanhar com toda a atenção e com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

[1907] JORNAIS REPUBLICANOS E SEUS DIRECTORES

 

Jornais Republicanos e seus Directores, in Almanach Democratico para 1908, p. 95 e p. 97

J.M.M.

ANUÁRIO DE COIMBRA, BEIRAS E CENTRO DE PORTUGAL


ANUÁRIO DE COIMBRA,BEIRAS E CENTRO DE PORTUGAL (Em continuação do ANUÁRIO COMERCIAL E INDUSTRIAL DE COIMBRA E DISTRITO) [Comércio - Indústria - Agricultura - Burocracia - Estatística - Etnografia - Arqueologia - História - Literatura – Sciência]; Director: Adriano do Nascimento [republicano e antigo director do "Almanach da Republica", Coimbra, 1930]; Coimbra, 1930, 810-II págs. E.

“O Anuário contém assuntos da maior utilidade e importância, sendo os principais: moradas de cidadãos das cidades, vilas e aldeias dos distritos de Coimbra, e das Beiras, Aveiro e Leiria; orçamento do Estado, estatística e demografia, taxas, correios, telégrafos, telefones, lei do sêlo. Estatística comercial, de importação, exportação e reexportação. Regras de juros. Agricultura em todos os seus ramos. Jardinagem. Receituário. Profissões. Casas comerciais, fábricas. Médicos, advogados, párocos, magistratura, Câmaras Municipais e todas as autoridades judiciais e administrativas. Secções história, literária e anedóticas. Etnografia e Arte. Ensino primário, secundário e superior”
 

J.M.M.

terça-feira, 21 de Outubro de 2014

A GRANDE GUERRA VISTA POR UM LOULETANO: RECORDAÇÕES DE PEDRO DE FREITAS - CONFERÊNCIA

No âmbito das múltiplas evocações que têm vindo a ter lugar pelo País, a propósito do Centenário da 1ª Guerra Mundial, realiza-se em Loulé, na Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen, na próxima quinta-feira, dia 23 de Outubro de 2014, uma conferência sobre o tema em apreço.

O evento terá lugar pelas 18 horas e terá por conferencista o investigador de História Local, o eng. Luís Guerreiro. Apaixonado pela História Local e bibliófilo algarvio, colaborador na imprensa regional e excelente conhecedor da realidade local. Neste caso, vai abordar a forma como Pedro de Freitas, combatente na Grande Guerra, viu os acontecimentos e os narrou nas obras que dedicou ao tema.

Sobre Pedro de Freitas, militar, musicógrafo e escritor recomenda-se a leitura da tese de Susana de Brito Barrote disponível AQUI ou AQUI.

Com os votos de muito sucesso para mais esta iniciativa.

A.A.B.M.

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

PORTUGAL E A GRANDE GUERRA. RAZÕES PARA UMA BELIGERÂNCIA

No âmbito da exposição patente no Museu Militar do Porto, dedicada à Grande Guerra. Das Colónias às Trincheiras da Europa, realiza-se amanhã, dia 21 de Outubro de 2014, pelas 16 horas, uma conferência sobre o tema.

O conferencista convidado é o coronel e Doutor Luís Manuel Alves de Fraga que vai apresentar a conferência subordinada ao título: Portugal e a Grande Guerra. Razões para uma beligerância.

A entrada é livre.

A acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

domingo, 19 de Outubro de 2014

MERCEDES BLASCO


Mercedes Blasco era o nome artístico de Conceição Vitória Marques, nasceu em 4 de Setembro de 1870, no Pomarão, nas Minas de São Domingos, concelho de Mértola, distrito de Beja.

Até aos sete anos de idade foi com a família viver para Huelva, na Andaluzia (Espanha) e depois disso a família fixou-se no Porto. Transformou-se ao longo do tempo numa rapariga irrequieta, viva e provocante. Como a família era remediada, o pai ambicionava que a filha prosseguisse estudos superiores, tudo indica que ambicionaria medicina, mas acabou por enveredar pela carreira de actriz. Conceição Marques escolheu o curso do Magistério Primário, momento em que se iniciou o processo de aproximação ao teatro. Assistiu às representações de Mademoiselle Nitouche , na cidade do Porto, onde se começou a notar a sua inclinação para a arte de Talma, tendo nessa época decorado todas as frases. Porém, nessa época, a reacção da família à sua opção pela carreira de actriz provocou-lhe vários dissabores tendo mesmo que fugir de casa para conseguir seguir a carreira que desejava. Mesmo com estas contrariedades estreia-se em teatro com o nome artístico de Judith Mercedes Blasco, no Teatro Chalet, no Porto, com a peça A Grande Avenida, peça escrita por Francisco Jacobetty.

Participou ao todo em 64 peças de teatro, sendo que aquelas em que teve maior sucesso foram: Reino da BolhaAgulhas e alfinetesVivinha a saltarViagem de SuzetteFarroncas do ZéÀ procura do badaloAli... à preta,RamerrãoUm ano em três diasÓ da guarda.

Pouco tempo depois, em 1884, destacou-se com a representação da peça no Teatro Trindade, mas percorre o teatro Condes, D. Amélia, Principe Real, Avenida e outros. Torna-se gradualmente uma actriz de operetas, onde conquista algum sucesso. Percorre as principais cidades de Lisboa, Porto e Braga e algumas localidades da província. Desloca-se também em digressão por vários países da Europa como Espanha e França e/ou outras regiões como o Brasil. Algumas das suas actuações causaram escândalo devido à forma como se apresentou em público, pela desenvoltura e liberdade que demonstrava. Desde andar de bicicleta pelas ruas de Lisboa, cantar o fado no Teatro de S. Carlos perante a rainha D. Amélia, ou apresentar-se com o cabelo à garçonette. Além disso, teve dois filhos sem ter casado, facto que perturbava a mentalidade da época. Quando da segunda gravidez, em 1905, afastou-se dos palcos portugueses e da vida pública. Em 1908, realiza uma digressão pelo Brasil de onde segue depois para Paris. Nessa altura permanece no estrangeiro durante vários anos, estabelecendo-se na Bélgica, onde vive com os dois filhos e um companheiro belga, o engenheiro Remi Ghekiere.

Com o eclodir do conflito em 1914 e a ocupação da Bélgica pela Alemanha viu-se confrontada com a necessidade de trabalhar como professora de línguas em Liège, porque se recusou por questões de princípio a actuar para o exército alemão. Nessa altura conhece um período de grande carência e privações económicas.Entretanto acontece a morte do seu primeiro filho, Stélio, ainda em Liège, vítima da guerra. Alista-se então como enfermeira da Cruz Vermelha, tendo estado na frente batalha, participando mesmo na Batalha de La Lys. Durante esta fase ajudou os soldados feridos entre os quais alguns portugueses que ajudou a regressar a Portugal.
Quando terminou a Guerra e porque o marido já tinha falecido, Mercedes Blasco regressa a Portugal com o seu filho mais novo, Marcelo, já doente com tuberculose, muito provavelmente devido às graves dificuldades económicas em que tinha vivido e que viria a falecer em Lisboa em 1922. Esperava encontrar algum reconhecimento pelas suas acções durante a Guerra bem como pelo seu trabalho como actriz, mas sem grande sucesso. Ainda fez algumas aparições em palco, mas pontuais e sem grande sucesso nos teatros Apolo e no Salão Foz, onde ouviu várias vezes as pateadas do público, já esquecido e desconhecendo o valor da actriz. A sua carreira como actriz estava praticamente terminada.

Na sua obra Vagabunda, de 1920, de cariz autobiográfico, narra alguns dos episódios que viveu durante a Grande Guerra junto dos soldados portugueses, bem como relatos de vários soldados portugueses que passaram pelos campos de prisioneiros alemães.

Cantou fados, escreveu letras de músicas e tocava guitarra para acompanhar nos seus espectáculos. Percorreu vários países europeus antes do início da Grande Guerra como a Itália, Inglaterra, Holanda e Bélgica.
Em Agosto de 1920, Júlio Ribeiro, senador da República ainda apresentou uma proposta de lei para que Mercedes Blasco entrasse como societária do Teatro Nacional, mas a ideia acabou por não ter resultado.
A sua cultura acima da média faziam-na dominar várias línguas como o inglês, o francês, o italiano, o espanhol e o alemão, o que a ajudou na sua vida profissional, não só em Portugal como no estrangeiro. Por essa razão uma das actividades a que se dedicou para garantir a sobrevivência foi a tradução de várias obras. Publicou ainda diversas obras que abaixo se descriminam:
BLASCO, Mercedes (1908). Memórias de uma actriz. Porto: Editora Viúva Tavares Cardoso.

___ (1920). Vagabunda. Seguimento às Memórias de uma actriz, 1908 a 1919. Lisboa: J. Rodrigues.

___ (1923). Caras pintadas. Lisboa: Portugália Editora.

___ (1924). Desventurada. Lisboa: Portugália Editora.

___ (1926a). Esta vida… Lisboa: Portugália.

___ (1926b). Os meus homens. Lisboa: J. Rodrigues.

___ (1927). Como eles são. Lisboa: J. Rodrigues.

___ (1930). Qualquer coisa… Lisboa: J. Rodrigues.

___ (1932). Hipócritas. Lisboa: J. Rodrigues.

___ (1934). Arco de Cupido. Lisboa: J. Rodrigues.

___ (1936). Nas trincheiras da vida. Lisboa: Imp. Lucas.

___ (1937). Engeitada. Lisboa: J. Rodrigues.

___ (1938). Diário de uma escriba. Lisboa: J. Rodrigues.

Publicou ainda:-
- Musa Histérica;
- Versos de Mulher;
- Os Bastidores do Amor;
- Qualidades Magnas do Artista Dramático;
- Tagarelices;
- Adão e a sua costela;
- Caras e corações;
- Como eu fui amada;
- Quando a alma fala;
- Querem saber?;
- Batalha de Sexos;
- Qualquer coisa...;
- O Meu Príncipe;
- Uma Hora de Amor;
- Uma Mulher que acredita no Amor;
- O Homem que deu o seu cérebro;
- Namoradas e Amantes;
- Como se conquista um homem;
- Hipócritas;
- Arco de Cupido;
- Uma mulher, um beijo, uma traição;

Conhecem-se  colaborações suas com vários periódicos como o Jornal da Manhã, do Porto, e o NovidadesA.B.CO Século, A Cidade, de 1927, dirigido por Carlos Faro, A Voz Pública (1924-1927), de Lisboa, dirigido por Nogueira Júnior, na revista Civilização (1928-1937), do Porto, na revista Comédia (1921-1924), Gente Lusa (1930), Gil Braz (1898-1904), Ilustração (1926-1939), Nova Arcádia (1926-1927), O Pirilampo (1923-1925), Portugal-França (nº único, 1910), entre outros.

Para além do nome artístico Mercedes Blasco, utilizou ainda de Dinorah Noémia, Mam´zelle Caprice, e Judite Mercedes Blasco. Esta situação de vários nomes artísticos ao longo da carreira prendiam-se com o facto da família não aceitar a sua vida artística e tentar ocultar dela esse facto.

Nos últimos anos de vida foi obrigada  viver em casa de benfeitores de onde fugia ocasionalmente e percorria à noite as ruas de Lisboa, onde já ninguém a reconhecia. Chegou mesmo a ser internada na Mitra em Lisboa. Faleceu em casa da família de Alberto Bartissol, na Travessa do Rosário, 6, a 12 de Abril de 1961, com 94 anos. O corpo foi sepultado no Cemitério dos Prazeres, no talhão dos Artistas Teatrais.
Fontes consultadas:

Bibliografia consultada:
- Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. III, coord. Eugénio Lisboa, Pub. Europa América, Lisboa, s.d.
- LEMOS, Mário Matos e, Jornais Diários Portugueses do Século XX. Um Dicionário, Ariadne Editora/CEIS 20, Coimbra, 2006.
- OLIVEIRA, Américo Lopes de, Dicionário de Mulheres Célebres, Lello & Irmão,Porto, 1981.

A.A.B.M.

quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

AS NOTÍCIAS DOS “NOSSOS BRAVOS SOLDADOS” . A PARTICIPAÇÃO DE PORTUGAL NA I GUERRA MUNDIAL E O JORNALISMO (1914-1918).

A Câmara Municipal de Lisboa, no âmbito das evocações por ocasião do Centenário da I Guerra Mundial, realiza o seminário acima indicado no dia 16 de Outubro de 2014. Este evento resulta de uma parceria entre a Hemeroteca Municipal de Lisboa e o Centro de Investigação Média e Jornalismo, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa.

O seminário vai realizar-se na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho.

Pode ler-se na nota de divulgação do seminário:

A I Guerra Mundial foi uma prova de fogo para o jornalismo português, “até então praticamente dependente do fluxo de notícias dos jornais estrangeiros e das agências internacionais como a Havas e a Reuters”. Cem anos depois, apercebemos que tal prova foi superada, aparentemente: os principais jornais portugueses enviaram repórteres para fazer a cobertura noticiosa da guerra e, desta forma, pela primeira vez jornalistas portugueses cobriram um conflito bélico no terreno. A guerra deixava de ser um “território virgem” e “uma coisa abstrata” para o jornalismo nacional, ainda que a circulação de notícias fosse fortemente controlada pelos beligerantes. 
Com efeito, os repórteres eram sempre acompanhados de militares, que faziam de guias, intérpretes e sobretudo de censores, com incursões restringidas às zonas de retaguarda. A juntar a isto, temos a censura militar, instituída pela I República na Lei de 28 de Março de 1916, excluindo do noticiário qualquer dado considerado estratégico ou qualquer informação que pudesse “abalar o moral das tropas”. “Esta guerra é uma guerra do silêncio”, desabafava o jornalista Adelino Mendes numa das reportagens enviadas da Flandres para o jornal A Capital, em 1917. (...)

(..) Enfim, motivos de sobra para uma revisitação histórica e sociológica da cobertura noticiosa e iconográfica da participação de Portugal na I Guerra Mundial, em África e na Europa, nas suas diferentes representações e discursos jornalísticos. Inscreva-se e fique a saber mais sobre a guerra e o jornalismo em Portugal nos conturbados anos de 1914 a 1918.
O seminário conta com a presença de mais de uma dezena de especialistas e tem por objetivo uma revisitação histórica e sociológica da cobertura noticiosa e iconográfica da participação de Portugal na I Guerra Mundial, em África e na Europa, nas suas diferentes representações e discursos jornalísticos.

O programa do seminário é o seguinte:
16 de Outubro de 2014 (9H.30M às 19H)
PROGRAMA
9H30M – Receção aos participantes
9H45M – Sessão de Abertura: Intervenção do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa, e da Senhora Presidente do Centro de Investigação Media e Jornalismo, Professora Dr.ª Estrela Serrano

10H – Palestra Inaugural: A Participação de Portugal na I Guerra Mundial e o Jornalismo (1914-1918), por Rui Ramos (Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa)
I Painel: A IMPRENSA OPERÁRIA, MONÁRQUICA E PROTO-COMUNISTA | Moderação: Ana Cabrera
10H30M – O Olhar da Imprensa Operária e Sindicalista sobre a Guerra, por António Pires Ventura (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)
11H – O Olhar da Imprensa Monárquica sobre a Guerra: a revista integralista Nação Portuguesa, por Ernesto Castro Leal (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)
11H30M – A I Guerra Mundial, o Proto-Comunismo Português e a sua Imprensa, por José Pacheco Pereira (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa)
12H – Intervenções do público
12H30M – Intervalo para almoço


II Painel: A IMPRENSA NOTICIOSA, PARTIDÁRIA, CATÓLICA E A CENSURA | Moderação: Álvaro Costa de Matos
14H – Os Repórteres Portugueses na I Guerra – uma viagem pelos textos enviados pelos jornalistas ao serviço de A Capital, O Século e Diário de Notícias, por Carla Baptista (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL | Centro de Investigação Media e Jornalismo) e Ana Mira Roque (Mestranda da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL)
14H30M – O Jornalismo Político-Partidário sobre a Guerra em a República e A Lucta, por Ana Cabrera (Centro de Investigação Media e Jornalismo)
15H – O Olhar da Imprensa Católica sobre a Guerra, por Paulo Fontes e Nuno Estêvão Ferreira (Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa)
15H30M – Jornalismo Político e Censura na I Guerra - uma visão comparativa entre os jornais O Mundo e A Lucta, por Júlia Leitão de Barros (Escola Superior de Comunicação Social | Instituto de História Contemporânea da FSCH)
16H – Intervenções do público
16H15M – Intervalo para café


III Painel: AS IMAGENS DA GUERRA | Moderação: Carla Baptista
16H30M – "Irmãos de Armas": o CEP no cinema de propaganda da Grande Guerra, por Maria do Carmo Piçarra (Centro de Investigação Media e Jornalismo)
17H – Joshua Benoliel e as imagens da Primeira Guerra em tempo de câmaras de madeira e negativos em vidro, por Maria Teresa Flores (Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias | Centro de Investigação Media e Jornalismo)
17H30M – A I Guerra Mundial na revista Ilustração Portuguesa, por Jorge Pedro Sousa (Universidade Fernando Pessoa | Centro de Investigação Media e Jornalismo) e Helena Lima (Faculdade de Letras da Universidade do Porto | Centro de Investigação Media e Jornalismo)
18H – A Guerra na Imprensa Humorística Nacional (1914-1918), por Álvaro Costa de Matos (Hemeroteca Municipal de Lisboa | Centro de Investigação Media e Jornalismo)
18H30M – Intervenções do público

18H45M – Apresentação do dossier Fontes Jornalísticas para o Estudo da Participação Portuguesa na I Guerra Mundial, na Hemeroteca Digital de Lisboa, por João Carlos Oliveira (Hemeroteca Municipal de Lisboa | Hemeroteca Digital)
19H – Encerramento dos trabalhos

Organização: CML (Hemeroteca Municipal) e Centro de Investigação Media e Jornalismo (FCSH – UNL)
Inscrições gratuitas: T. 218 504 020 (Ext. 23) | maura.pessoa@cm-lisboa.pt

O programa detalhado do seminário pode ser descarregado/consultado AQUI.

Uma excelente iniciativa da Hemeroteca Municipal de Lisboa, com um conjunto de ilustres investigadores que garantem a grande qualidade deste evento. 

A não perder.

A.A.B.M.

terça-feira, 14 de Outubro de 2014

REVISITAR O ESTADO NOVO: CURSO LIVRE


Ao longo dos meses de Outubro e Novembro o Instituto de História Contemporânea e a Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelo retomam a organização de Cursos Livres de História, neste caso procedendo a uma revisitação a alguns aspectos e momentos do Estado Novo. Apesar de já se ter realizado a primeira sessão, aqui fica o calendário das sessões que se seguem até 6 de Novembro, num total de oito aulas sobre diferentes análises do Estado Novo, contando com alguns reconhecidos especialistas no tema.

Nesta sessão de dia 16 de Outubro de 2014, Álvaro Garrido (FLUC) trata o tema «Estado Novo, corporativismo e fomento económico».

Dentro desta temática, o curso abordará os mais variados subtemas: questões de politicas interna e externa, relação com a Igreja Católica, a questão colonial, as regras em espaço público, a falência do regime e o seu período de transição.

O curso decorrerá na biblioteca dos Amigos dos Castelos em Lisboa, com oito sessões, de 9 de Outubro a 6 de Novembro, entre as 18.00h e as 20.00h e com a coordenação científica do Prof. Doutor Fernando Rosas.

A participação é sujeita a inscrição.

PROGRAMA

16 de Outubro
Estado Novo, corporativismo e fomento económico
Prof. Doutor Álvaro Garrido (FLUC)

21 de Outubro
O trono e o altar: o Estado Novo e a Igreja católica
Doutora Paula Santos (investigadora do IHC)

23 de Outubro
Do “império” ao “ultramar”: a política colonial do Estado Novo
Doutor Miguel Bandeira Jerónimo

28 de Outubro
Salazarismo, cultura e espaço público
Prof. Doutor Luís Trindade (Birbeck College, U. Londres)

30 de Outubro
Entre o Atlântico e a Europa: a política externa e o Estado Novo
Prof. Doutor Luís Nuno Rodrigues (ISCTE)

04 de Novembro
A guerra colonial (1961-1974/75)
Coronel Aniceto Afonso (investigador do IHC)

06 de Novembro
O marcelismo e a falência da transição
Prof. Doutor Fernando Rosas (FCSH/UNL e IHC)

Inscrições
Com documentação e/ou aulas projetadas incluídas:
.Associados e Estudantes: €60,00
.Não Associados: €70,00

A inscrição será feita através do Secretariado dos Amigos dos Castelos utilizando o telefone: 218885381 ou pelo endereço eletrónico hfarrim@amigosdoscastelos.org.pt">hfarrim@amigosdoscastelos.org.pt

O pagamento da inscrição deverá ser feito presencialmente no Secretariado ou através de transferência bancária pelo NIB 001000007417630000190. No caso desta opção deverá enviar um comprovativo da sua inscrição para o endereço eletrónico hfarrim@amigosdoscastelos.org.pt">hfarrim@amigosdoscastelos.org.pt indicado o nome, morada, telefone e contribuinte do participante.

O coordenador científico do curso é o Prof. Doutor Fernando Rosas.

As informações detalhadas e esclarecimentos podem ser procurados AQUI.

Um curso muito interessante e que merece a melhor divulgação.

A.A.B.M.

PORTUGAL NA GRANDE GUERRA (1914-1918): CONFERÊNCIA

Promovida pela Liga dos Combatentes realiza-se na próxima quinta-feira, 16 de Outubro de 2014, pelas 21.30 h, no Casino da Figueira da Foz, a conferência subordinada ao tema Portugal na Grande Guerra (1914-1918).

O conferencista vai ser Joaquim Santos.

Recomenda-se também a visita à exposição Grande Guerra: A Outra Cor, que está patente no Casino da Figueira entre 10 e 19 de Outubro.

A.A.B.M.

25 DE ABRIL 40 ANOS DE FUTURO: COLÓQUIO INTERNACIONAL

Realiza-se amanhã, dia 15 de Outubro de 2014, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Sala Keynes, o colóquio internacional organizado pelo Centro de Estudos Sociais e que conta com um conjunto muito interessante de investigadores portugueses e estrangeiros.

O programa do colóquio é o que a seguir se apresenta:
25 de Abril 40 Anos de Futuro

Programa
9h00 | Abertura: FEUC, CD25 Abril, CES

9h30-10h45 | Conferência inaugural (Auditório): «'A BLAZE of FREEDOM’ before reality bites back. Recalling the Red Carnation Revolution, Portugal, April 25th, 1974» por Lynne Segal > Moderação: Ana Cristina Santos


11h00-12h30
Paralela 1 (sala Keynes): O futuro da democracia, do desenvolvimento e da descolonização
Oradores: André Freire | Maria Paula Meneses | José Reis > Moderação: Marta Araújo


Paralela 2 (Auditório): O futuro da ciência e da universidade 
Oradores: Maria do Mar Pereira | Helena Sousa | José Mariano Gago | Jorge Ramos do Ó > Moderação: Tiago Santos Pereira


14h00-15h30
Paralela 3 (sala Keynes): O futuro da cultura, das artes e das cidades
Oradores: Jorge Figueira | Abílio Hernandez Cardoso | Ana Matos (Capicua) | António Olaio > Moderação: José António Bandeirinha


Paralela 4 (Auditório): O futuro do trabalho e dos direitos económicos e sociais 
Oradores: Manuel Carvalho da Silva | António Casimiro Ferreira | Tiago Gillot | Pedro Adão e Silva > Moderação:Virgínia Ferreira 

15h45-17h15Paralela 5 (sala Keynes): O futuro dos movimentos sociais e da participação 
Oradores: Mamadou Ba | Fabíola Cardoso | Giovanni Allegretti | Jorge Falcato > Moderação: Madalena Duarte


Paralela 6 (Auditório): O futuro do 25 de abril e da revolução 
Oradores: Rui Bebiano | Sandra Monteiro | José Neves | Lídia Jorge > Moderação: Diana Andringa

17h30-19h30 | Sessão Plenária (Auditório) | Moderação: José Manuel Pureza


Contando com um conjunto de ilustres conferencistas onde se destacam: André Freire, José Reis, Mariano Gago, Jorge Ramos do Ó, Abílio Hernandez, António Olaio, Carvalho da Silva, Rui Bebiano, José Neves, Lídia Jorge, Pedro Adão e Silva, Diana Andringa e José Manuel Pureza. O colóquio procura sobretudo perspectivar o futuro, partindo das quatro décadas já percorridas com as suas análises, críticas e sínteses sobre uma realidade feita de avanços e recuos, de pequenas e grandes vitórias que fazem parte da nossa evolução como um colectivo. Como se afirma na nota de divulgação do colóquio:

possibilitará tomar o passado e o presente como pano de fundo para pensar o futuro nas suas múltiplas dimensões. Através de uma perspetiva crítica, pluridisciplinar e tematicamente diversificada, pretende-se refletir sobre o 25 de Abril e os seus legados, as conquistas e os limites observáveis nestes 40 anos de construção democrática do país e os horizontes futuros que, a partir do presente, são necessários imaginar.

A acompanhar com toda a atenção e a divulgar, pois a qualidade dos presentes é muito boa.

A.A.B.M.

domingo, 12 de Outubro de 2014

JOSÉ AFONSO PALLA

José Afonso Palla [mas faz todo o sentido actualizar-se a grafia para Pala], era filho de Francisco Afonso Pala e Antónia Dias Pala; neto paterno de Francisco Pala e Isabel Renca e materno de José Gomes da Rosa e de Maria Dias, nasceu na freguesia de Malhada Sorda, concelho de Almeida, distrito da Guarda em 21 de Fevereiro de 1861, conforme se pode ver no documento disponível AQUI.

No seu percurso militar encontram-se as seguintes referências:
Em 26 de Março de 1883, assentou praça como recrutado, sendo incorporado no Regimento de Infantaria 12. Fez o curso preparatório para a Arma de Artilharia na Escola Politécnica e depois o respectivo curso. Foi promovido a segundo tenente em 10 de Janeiro de 1890, tendo sido colocado no Regimento de Artilharia nº 3.

Em 31 de Março de 1892 promovido a 1º Tenente  do mesmo Regimento por Decreto.

Em 21 de Janeiro de 1893 passou ao Estado Maior de Artilharia.
Em 31 de Outubro de 1893 adjunto à Fábrica de Pólvora do Comando Geral de Artilharia.
Em 10 de Novembro de 1984 passou ao Regimento de Artilharia nº 3.
Em 30 de Junho de 1897 passou à inatividade temporária por ter sido julgado incapaz de serviço pela Junta Hospitalar de Inspecção.
Em 23 de Dezembro de 1897 colocado no Regimento de Artilharia nº 3.
Em 11 de Setembro de 1899 passou a Tenente.
Em 30 de Setembro de 1901, 1 de Novembro de 1902 e 8 de Agosto de 1903; tem o Curso Prático de Tiro para Tenente da Escola Prática de Artilharia e Professor do 2º Curso da Escola Regimental, respectivamente.
Em 29 de Dezembro de 1906, promovido a Capitão por Decreto.
Em 24 de Janeiro de 1907 colocado no Grupo de Artilharia de Guarnição.
Em 18 de Outubro de 1908 Director da Escola do Grupo.
Em 15 de Dezembro de 1910, por Decreto de Ordem do Exército nº 11, foi louvado pela patriótica dedicação, coragem, fé, inteligência e entusiasmo com que colaborou para a implantação da República Portuguesa.


Desde 1881 que se assumia como republicano tendo participado de forma activa na propaganda a favor da República. Colaborava com regularidade no jornal O Século, entre outros órgãos da imprensaCom o desenvolvimento da conspiração que visava o derrube da Monarquia, Afonso Pala integra o núcleo da organização que preparava o golpe, sendo um dos elementos do Comité Militar Revolucionário. Foi durante o período da ditadura franquista, sobretudo a partir de Novembro de 1907, desencadeou todo um conjunto de contactos com Fontes Pereira de Melo, Cândido dos Reis e Machado Santos. Como comandante de uma das baterias do Regimento de Artilharia nº 1 foi um dos participantes na revolta dos militares contra regime monárquico. Juntamente com Ramos da Costa e Fontes Pereira de Melo foi responsável pela elaboração do plano revolucionário dos militares. Na noite de 4 para 5 de Outubro de 1910, quando muitos militares julgaram a causa republicana perdida foi um dos que retiraram da Rotunda, sendo por isso muito criticado por Machado Santos, tendo surgido entre eles uma polémica que se prolongou durante o regime republicano, tendo Afonso Pala, no Parlamento, votado contra a promoção daquele oficial.

Na descrição de Afonso Pala, que nos chega do escritor Rocha Martins, dizia-se:
Militar provinciano, tostado, teimoso, um beirão rijo, sem lavores no dizer, sem talento, mas persistente, o capitão de artilharia, desde a Escola do Exército [...]. Sabiam-no republicano, e em 1891, quando da tentativa do Porto, fora procurado em Viana do Castelo, afim de auxiliar os revolucionários. 
Falara com Alves da Veiga, no Hotel Central, um conciliábulo pelo qual se comprometera a levantar a guarnição em Santarém, para onde devia ser transferido [Cf. Rocha Martins, D. Manuel II (Memórias para a História do seu reinado), vol II, Sociedade Editora José Bastos, Lisboa, s.d., p. 206]. O relato que José Afonso Pala deixou escrito e que foi publicado pode ser consultado AQUI.

Foi deputado à Assembleia Constituinte de 1911 pelo círculo de Lisboa, tendo sido o oitavo da lista do Partido Republicano tendo obtido 16068 votos [Cf. António Ventura, Magalhães Lima. Um Idealista Impenitente, Col. Parlamento, Assembleia da República, Lisboa, 2011, p. 35]. 

Foi durante o debate parlamentar, em 16 de Outubro de 1911, que se utiliza no Parlamento a expressão "jovens turcos" referindo-se a um grupo de militares republicanos indefectíveis que vão marcar quase toda a I República Portuguesa, sempre colocados na facção mais à esquerda do Partido Democrático. Este grupo contava entre outros com António Xavier Correia Barreto, Álvaro de Castro, Alfredo Sá Cardoso, Freitas Ribeiro, Vitorino Godinho, Maia Magalhães, Hélder Ribeiro e Afonso Pala, entre outros. Todos eles ocuparam posições de destaque no regime, como ministros, governadores coloniais, chefes de estado maior, chefes de gabinete, entre outras funções.

Voltou a ser novamente eleito em 1915, pelo denominado Partido Republicano Português ou Partido Democrático, pelo círculo de Lisboa Ocidental, mas não chegou a tomar posse do lugar, pois tinha sido enviado para África durante a ditadura de Pimenta de Castro onde depois foi enviado para África, onde participou nos combates durante a Grande Guerra que tiveram lugar no sul de Angola. Foi precisamente aí que foi gravemente ferido em combate tendo sido promovido a major em 26 de Dezembro de 1914, foi transferido para Angola em 8 de Março de 1915 tendo desembarcado em Moçâmedes em 7 de Abril. Ferido gravemente no combate frente aos Cuanhamas, em Môngua, que acabaram por conduzir à sua morte.

Foi iniciado na Maçonaria, na Loja Simpatia nº 4, do Rito Escocês Antigo e Aceite, com o nome simbólico Afonso de Albuquerque, no ano seguinte passou para a Loja Portugal,  nº 178, exclusivamente constituída por militares republicanos. Ficou a coberto a partir de 12 de Dezembro de 1895, regularizando a situação em 24 de Outubro de 1904, na Loja Liberdade, nº 247, do rito francês, na cidade de Santarém. Foi irradiado com toda a loja em 1913, na sequência da cisão que se registou no Grande Oriente Lusitano Unido. Integrou também ainda a loja Elias Garcia nº 184, de Lisboa, onde foi orador. Atingiu o grau 6, na Maçonaria.

No dia 20 de Agosto de 1915, o ministro das colónias, Rodrigues Gaspar informava o Parlamento que tinha recebido do governador geral de Angola a notícia de que o exército português tinha sido atacado "com muita violência pela gente do Cuanhama, no Mongre [sic], a 45 quilómetros de N'Giva e a 60 quilómetros do Humbe, pelas 9.30 horas de 18, durando o fogo duas horas e meia, sendo o inimigo repelido e perseguido pela cavalaria.Tivemos 30 feridos, dos quais 6 oficiais e 6 praças europeus e outras tantas indígenas mortas. A muita violência do fogo originou grande consumo de munições que, reunido à falta de água e à dificuldade de abastecimento, me coloca em situação grave, exigindo demora na Môngua para poder prosseguir. É urgentíssimo que venha tudo quanto tenho pedido, para automóveis, sob pena da situação ser desesperada"[No Sul de Angola. O Cuanhama é derrotado pelas tropas portuguesas, Vanguarda, Lisboa, 21-08-1915, Ano IV, nº 921, p. 2,  col. 3. ou notícia em tudo semelhante publicada no jornal, A Capital, Lisboa, 20-08-1915, Ano 6, nº 1811, p. 1, col. 2].


Faleceu em Angola a 18 de Agosto de 1915.

Bibliografia consultada: 
LEMOS, Eduardo Rodrigues Cardoso deAs constituintes de 1911 e os seus deputados / obra compilada e dirigida por um antigo official da Secretaria do Parlamento,  Livr. Ferreira, Lisboa, 1911 [Disponível AQUI]
Marques, A. H. Oliveira  (coord.), Parlamentares e Ministros da 1ª República, col. Parlamento, Assembleia da República/Edições Afrontamento, Lisboa, 2000.
Martins, RochaD. Manuel II (Memórias para a História do seu reinado), vol II, Sociedade Editora José Bastos, Lisboa, s.d.
- Ventura, António,  Os Constituintes de 1911 e a Maçonaria, Temas e Debates/Círculo de Leitores, Lisboa, 2011.
Ventura, António, Os Homens do 5 de Outubro. Nos bastidores da Revolução, Edições Público, Lisboa, 2010.

A.A.B.M.



sábado, 11 de Outubro de 2014

CONFERÊNCIA - OS RITOS FRANCESES


CONFERÊNCIA: Os Ritos Franceses;
ORADORES: Dr. Manuel Pinto dos Santos | J. Xavier de Basto

DATA: 14 de Outubro 2014 (19,00 horas);
LOCAL: Escola Oficina nº1, Largo da Graça, nº58, Lisboa;
ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português [Ciclo “Grande Ritos Maçónicos"]

“No universo simbólico da Maçonaria sobressaem palavras que escapam, por vezes, à semântica comum revestindo-se, no seio das Lojas ou, do discurso maçónico, de sentidos específicos.

 Tal é o caso da palavra rito a qual, em Maçonaria, tanto pode designar uma certa forma de pratica ritual, assente num conjunto de ideias que lhe são inerentes, como a sequência e, natureza especifica dos graus, que compõem um dado sistema maçónico.

 De uma exuberante variedade de ritos maçónicos, gerada no decurso do século XVIII, praticam-se na actualidade, principalmente, os Ritos Franceses, o RER, o REAA, os Ritos Egípcios e, os Ritos Anglo-Saxónicos.

No que concerne aos Ritos Franceses, ressaltam sinteticamente os seguintes aspectos:

- A Franco-Maçonaria que se implantou e, prevaleceu em França, por volta de 1725, por iniciativa de britânicos, era proveniente da Grande Loja de Londres, de inspiração Moderna.

- O rito inicialmente praticado na quase totalidade das lojas do reino resultou da tradução em francês do Rito dos Modernos e, das adaptações resultantes do contexto local.

- O aparecimento de outros sistemas maçónicos ditos de “Escoceses” , a vontade do Grande Oriente de França de controlar  e de organizar a franco-maçonaria francesa, e o desejo de numerosas lojas de ser obtida uma versão única dos Rituais provocaram a fixação de um rito de influencia “Moderna”, designado em 1785-1786 de “Francês”.

- De acordo com este modelo, aos três graus simbólicos, de influência “Moderna” (inglesa) acrescentou-se um sistema de graus filosóficos constituído por quatro Ordens Superiores, de origem indiscutivelmente francesa.

- Ao longo da sua História o Rito foi-se adaptando aos novos paradigmas decorrentes da evolução da sociedade francesa e, da Obediência que o gerou, subsistindo, hoje, em várias versões que conduzam a, no presente, não se poder falar de um Rito Francês, mas sim de Ritos Franceses, englobando-se nesta família o Rito Francês Groussier, o Rito Francês 1801 e, o Rito Francês Moderno Restabelecido.

São estes os temas que se pretendem desenvolver na presente conferência, discutindo-se a História, a base filosófica e, o sistema dos Ritos Franceses.

[Fernando Castel-Branco Sacramento - Director do Museu Maçónico Português]

J.M.M.

quinta-feira, 9 de Outubro de 2014

quarta-feira, 8 de Outubro de 2014

300 ANOS DE MAÇONARIA EM PORTUGAL, COM ALGUMAS REFERÊNCIAS A CAMPO MAIOR



DIA: 10 de Outubro 2014 (21,00 horas);
ORADOR: Prof. António Ventura
LOCAL: Centro Cultural de Campo Maior (Campo Maior);

Poucas organizações suscitaram tanta polémica como a Maçonaria, gerando inúmeros escritos que acabaram por semear a confusão sobre o tema. Surgida, na sua versão moderna, em 1717, em Londres, disseminou-se por toda a Europa e América do Norte.

Em Portugal, as primeiras notícias da sua existência datam de 1727. Ao longo deste período, a Maçonaria foi objecto de polémica, de ataques e maledicências, de elogios e louvores. Mas frequentemente as opiniões sobre ela são feitas no meio de um enorme desconhecimento.

A caminho de quase 3 séculos de Maçonaria em Portugal, a sua História confunde-se com a História do nosso país. Formada por homens, ela tem, como qualquer instituição humana, qualidades e defeitos, sombras e claridades, exemplos a apontar e erros a denunciar. Mas para opinar é preciso conhecer…

Nesta conferência, é feita uma breve panorâmica da História da Maçonaria em Portugal e depois aborda-se a relação entre Campo Maior e a Maçonaria” [AQUI]
 
J.M.M.

JOSÉ PEREIRA DE SAMPAIO (BRUNO)

 
 

[Guedes d’Oliveira, in “Varões Assinalados”, nº12, Fevereiro de 1910 - CLICAR na Foto]

J.M.M.