Domingo, 27 de Maio de 2012

I CONGRESSO DE HISTÓRIA DO MOVIMENTO OPERÁRIO E DOS MOVIMENTOS SOCIAIS EM PORTUGAL: CALL FOR PAPERS


Está em preparação, para se realizar no próximo ano (2013), o I Congresso de História do Movimento Operário e dos Movimentos Sindicais em Portugal

A organização do congresso pede aos investigadores para submeterem as suas propostas até 1 de Novembro de 2012 e envio de paper até 31 de Janeiro de 2013.

A sinopse de divulgação do congresso pode ser consultada abaixo:

Coordenação:Raquel Varela (Instituto de História Contemporânea/FCSH-UNL)
Paula Godinho (Instituto de Estudos de Literatura Tradicional/FCSH-UNL)
José Virgílio Borges Pereira (Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras/U. Porto)

Comité Científico: Álvaro Garrido, António Ventura, Fátima Sá, Fernando Oliveira Baptista, Fernando Rosas, Isabel Victor, João Freire, João Madeira, José Manuel Lopes Cordeiro, José Manuel Tengarrinha, José Pacheco Pereira, José Virgílio Borges Pereira, Luís Espinha da Silveira, Manuel Deniz da Silva, Manuel Loff, Maria Alexandre Lousada, Maria João Raminhos Duarte, Natércia Pacheco, Paula Godinho, Raquel Varela, Rui Bebiano, Silvestre Lacerda, Sónia Sofia Ferreira.

Convidados internacionais: Manuel Pérez Ledesma, Marcelo Badaró Mattos, Nicolas Hatzfeld

Organização: Ana Sofia Ferreira, Cátia Teixeira, Joana Alcântara, João Baía, João Edral, Natacha Nunes, Rita Couto.


Call for papers
O recrudescimento dos conflitos sociais na última década tem vindo a impulsionar o regresso à academia do estudo do movimento operário e dos movimentos sociais. O I Congresso de História do Movimento Operário e dos Movimentos Sociais em Portugal visa recuperar, fomentar e divulgar a história do trabalho, categoria central de análise na compreensão das sociedades humanas, do movimento operário e dos movimentos sociais e dos conflitos sociais do Portugal Contemporâneo (séculos XIX e XX).

Este congresso pretende abranger o estudo do trabalho e dos movimentos sociais num sentido amplo. Serão acolhidos trabalhos de investigadores de todas as áreas das ciências sociais, privilegiando-se uma abordagem interdisciplinar que mantenha a componente histórica como essencial no desenvolvimento das investigações, bem como a integração nestes estudos das principais discussões teóricas e debates da historiografia e das ciências sociais contemporâneos. Nesse sentido serão também recebidos trabalhos que versem sobre a historiografia e teoria da história e análise dos conflitos sociais e da história do movimento operário e dos movimentos sociais.
Este congresso será realizado em parceria com diversas instituições nacionais, como arquivos, museus, outras instituições culturais e autarquias.

O congresso versará sobre os seguintes temas:

História do Trabalho (trabalho colonial, feminino, infantil, doméstico, trabalho migrante); História do Movimento Operário (organizações políticas, sindicais, greves e conflitos sociais e culturas operárias); Movimentos Sociais; as Formas contemporâneas de trabalho e relações industriais. Usos da Memória; Cinema, Literatura, Teatro, e Artes Plásticas; Cidades, Espaço e Trabalho; História monográfica e regional.

Compreendendo a necessidade de estreitar a ligação entre o mundo académico, os arquivos do trabalho e dos movimentos populares e os museus do trabalho do país, o colóquio terá painéis dedicados aos arquivos e museus de história do trabalho.

Destinatários
Pós-graduandos, investigadores, docentes e investigadores independentes de todas as áreas das ciências sociais.
Constituição de algumas sessões para alunos de licenciatura de todas as áreas das ciências sociais.

Apresentação de propostas
Data limite para apresentação de propostas (200 palavras máximo): até 1 de Novembro de 2012.

Contacto para envio de propostas e informações:
mov.operario.sociais2013@gmail.com

Envio de paper: Até 31 de Janeiro de 2013.

Tamanho dos papers: 4000 palavras, letra times new roman, tamanho 12, espaçamento 1,5.
Comunicações: (3.º ciclo, investigadores, professores): 20 minutos
Comunicações de alunos de 1.º e 2.º ciclo (work in progress): 15 minutos


Áreas temáticas

História do Trabalho:
Conselho consultivo: António Monteiro Cardoso, Cleusa Santos, Dalila Cabrita Mateus, Inês Brasão, Inês Fonseca, Victor Pereira, Paulo Terra, Emília Margarida Marques.

História do Movimento Operário:
Conselho consultivo: Cátia Teixeira, João Madeira, Jorge Fontes, Raquel Varela, Susana Martins, Teresa Medina.

Movimentos Sociais:
Conselho consultivo: Manuel Lisboa, Miguel Cardina, Paula Borges Santos, Paula Godinho, Pedro Gabriel Silva, Sónia Almeida.

Formas Contemporâneas de Trabalho:
Conselho consultivo: Maria Augusta Tavares, José Nuno Matos, João Valente Aguiar, Ricardo Noronha.

Relações industriais:
Conselho consultivo: Inês Brasão, Maria da Paz Lima.

Usos da Memória:
Conselho consultivo: Bruno Monteiro, Carla Silva, Dulce Simões, Luciana Soutelo, Paula Godinho, Manuel Loff, Sílvia Correia.

Cinema, Literatura, Teatro, Música e Artes Plásticas:
Conselho consultivo: Ana Isabel Queirós, Cláudia Figueiredo, Manuel Deniz da Silva, Pedro Boleo, Sónia Sofia Ferreira, Tiago Batista.

Historiografia e Teoria:
Conselho consultivo: Gilberto Calil, Marcelo Badaró Mattos, Paula Godinho.

Arquivos e Museus de História do Trabalho:
Conselho consultivo: Álvaro Garrido, Isabel Victor, João Freire, Sílvia Correia.

Cidades, Espaço e Trabalho:
Conselho consultivo: Joana Dias Pereira, João Baía, João Queirós, Luís Espinha da Silveira, Frédéric Vidal.

História Monográfica e Regional:
Conselho consultivo: Albérico Afonso, Constantino Piçarra, João Carlos Lopes, João Madeira, Maria João Raminhos Duarte, Teresa Medina.


Uma iniciativa plena de atualidade e certamente a necessitar de novas leituras e interpretações sobre a evolução dos movimentos sociais e das lutas operárias, em particular nos séculos XIX e XX.

A.A.B.M.

Quarta-feira, 23 de Maio de 2012

A MAÇONARIA NO SÉCULO XIX, EM PORTUGAL: CONFERÊNCIA NO MUSEU BERNARDINO MACHADO



No decurso do ciclo de conferências "A Maçonaria em Portugal: do século XVIII ao século XXI", organizado pelo Museu Bernardino Machado, vai realizar-se na próxima sexta-feira, dia 25 de Maio, pelas 21.30 h, a conferência intitulada: A Maçonaria no Século XIX, em Portugal.

Esta quarta conferência do ciclo conta com a presença do Mestre em História do Século XX, António Lopes.

Sobre o autor da conferênciaAntónio Lopes pode referir-se que defendeu e publicou a sua tese intitulada A Maçonaria em Portugal e os Açores 1792-1935. Colaborou no Dicionário de História da I República e do Republicanismo, edição da Assembleia da República. Publicou ainda: República e Republicanos em S. Miguel (2011); Gomes Freire de Andrade – um retrato do homem e da sua época; coordenador e autor da obra A Maçonaria a Implantação da I República (2009), edição da Fundação Mário Soares e do Grémio Lusitano. Foi Director do Museu Maçónico Português entre 2003 a 2011, é Presidente da Associação Portuguesa de Arte Fotográfica e Director da revista “Grémio Lusitano”, desde 2008. Tem colaboração na revista Artes e Leilões, Expresso e Capital

Recorde-se que as conferências deste ciclo são acreditadas pelo Conselho Científico da Formação Contínua de Professores, nomeadamente para os professores de História, Filosofia e de Sociologia.


Mais informações sobre a conferência e sobre o ciclo também podem ser consultadas AQUI.

Um ciclo a continuar a acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

HISTÓRIA E LITERATURA: CONFERÊNCIA


Vai realizar-se amanhã, 24 de Maio de 2012, no ISCTE-IUL, pelas 18 horas, uma conferência inserida no ciclo Novas Perspectivas em História Contemporânea, a proferir pelo professor Jordi Canal.

O título da conferência é História e Literatura.

Sobre Jordi Canal e o seu currículo como investigador e professor na École des Hautes Études en Sciences Sociales pode ser consultado AQUI.

Conforme se pode verificar um dos quatro grandes temas da sua investigação é o tema da História e Literatura, juntamente com a História da Contra-Revolução na Europa, História POlítica e História Contemporânea de Espanha. Desenvolvendo atualmente pesquisas em dois grupos de trabalho: Grupo de Análise Histórica do Mundo Contemporâneo e do Grupo de Estudos Ibéricos.

Uma conferência que interessará alguns dos que habitualmente acompanham as sugestões que vamos apresentando neste espaço.

A.A.B.M.

Terça-feira, 22 de Maio de 2012

ESPAÇOS E TERRITÓRIOS EM CONFLITO



Vai realizar-se nos próximos dias 25 e 26 de Maio de 2012, o Colóquio Espaços e Poderes em Conflito, Reforma e organização do território no Portugal Contemporâneo.

O colóquio vai ter lugar no Audotório 1 da FCSH, da Universidade Nova de Lisboa, tendo na organização: Daniel Alves, Nuno Pousinho e Nuno Miguel Lima. Grupo de investigação "Territórios e Sociedades" do IHC, FCSH-UNL


Refere-se na nota de apresentação do colóquio:
O controlo sobre o território representou sempre, em qualquer época histórica, uma componente importante de afirmação dos poderes, seja ao nível do Estado central, das entidades administrativas que compõem a sua implementação periférica, das próprias elites ou até das populações locais. Entendendo uma determinada circunscrição territorial como um espaço de poder, mas também como um espaço de identificação de comunidades e de criação de valores sociais, políticos e culturais, é evidente que as alterações, propostas ou efectivamente executadas, à delimitação física desses mesmos espaços implicaram sempre repercussões nas relações de poder entre aqueles diferentes níveis da sociedade, por vezes, gerando resistências e conflitos. Tendo como foco a época contemporânea em Portugal, balizado entre a reforma das comarcas de 1790 e a actualidade, este encontro pretende reflectir sobre a forma como diferentes percepções e apropriações do espaço terão influenciado as várias reformas territoriais em Portugal, continental e insular, e as dinâmicas de poder, de confronto ou acomodação, entre os agentes políticos, administrativos e sociais que gerem e se apropriam desses espaços. Centrando a atenção nos momentos em que as relações entre o espaço e os poderes tiveram ou projectavam ter um impacto mais profundo na efectiva alteração do território, com um natural destaque para a fase de grande ruptura que nesta dinâmica representou o Liberalismo, procurar-se-á apresentar e discutir as implicações essencialmente políticas e sociais desses momentos de mudança, procurando, ao mesmo tempo, dar um contributo académico, assente numa perspectiva histórica de longa duração, para o actual debate público sobre as reformas do território.
O programa detalhado do colóquio pode ser consultado AQUI.

Um programa interessante e sobretudo importante tendo em conta as reformas políticas que têm vindo a ser discutidas e que, parece, vão ser aplicadas.

Entre os oradores encontram-se: Nuno Pousinho, Nuno Miguel Lima, Paulo Jorge Fernandes, Jorge Fernandes Alves, Fernando Catroga, Daniel Francisco, Daniel Alves ,Paulo Silveira e Sousa, Alberto Vieira e Luís Espinha da Silveira.

A.A.B.M.

Domingo, 20 de Maio de 2012

FACES DE EVA, Nº 27


Vai ser apresentado amanhã, 21 de Maio de 2012, no Auditório do Edifício Novo da Assembleia da República, Palácio de São Bento,em Lisboa, a partir das 18 horas.

No momento da apresentação do nº 27 desta revista, que conta na capa com a Dra. Maria de Lourdes Pintasilgo, intervém a Sr.ª Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Dr.ª Teresa Morais e da Professora Doutora Teresa Joaquim (Univ. Aberta).

Durante a apresentação vão assistir-se a alguns momentos de leitura de textos por Cátia Rodrigues.

Este número conta com os seguintes estudos:
- Zília Osório de Castro: Nota de Abertura;
- Maria Antónia Coutinho: As Mulheres no Pensamento de Maria de Lourdes Pintassilgo;
- Ana Cabrera: As Deputadas Parlamentares Portuguesas e a questão da paridade: representações na imprensa em 1994;
- Júlia Coutinho: Mulheres pioneiras em engenharia civil;
- Margarida Carvalho: Domitila de Carvalho (1878-1966);
- Ricardo Revez: A reflexão sobre a mulher em Fialho de Almeida;

A revista apresenta depois algumas das suas secções habituais:
- Estado da Questão;
- Diálogos;
- Entrevistas;
- Pioneiras;
- (Auto)-Retrato;
- Toponímia no Feminino;
- Leituras e Notícias.

A revista apresenta logo uma afirmação de Maria de Lourdes Pintasilgo:

"A política é de todos e de todos os dias.
É a pessoa humana a primeira e última finalidade de toda a decisão política."

Uma revista de investigação dedicada à mulher, com contributos muito interessantes para conhecer algumas personalidades ainda pouco conhecidas.

A acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

DAS REVISTAS POLÍTICAS E LITERÁRIAS NA I REPÚBLICA


CICLO de CONFERÊNCIAS: Das Revistas Políticas e Literárias na I República

CONFERÊNCIA: "A Seara Nova (1921-1926) e a refundação da República";
ORADOR: António Reis (UNL-FCSH);
DIA: 22 de Maio (18 horas);
LOCAL: Biblioteca-Museu República e Resistência/Cidade Universitária, Lisboa);
ORGANIZAÇÃO: Biblioteca-Museu República e Resistência & Hemeroteca Municipal de Lisboa.

J.M.M.

Sábado, 19 de Maio de 2012

ROMANCE DE LA GUARDIA CIVIL ESPAÑOLA



Romance de la guardia civil española

Poema de FEDERICO GARCIA LORCA, musicalizado por el grupo rosarino:

-Atilio y los alimonados cantan Lorca; Guitarra ritmica y vos Atilio Basaldella; Guitarra electrica Ivan sigismondo; Bajo Matias Nicolas; Acordeon Alejandro Figari; Bateria Bruno Ferrua; Coros Augusto Zurcher- Guillermo peñalves; Edicion de video Atilio Basaldella

J.M.M.

Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

MAGALHÃES LIMA



"A MINHA CONTRIBUIÇÃO", in Revista de Turismo, Ano IV, nº73, 5 de Julho 1919

J.M.M.

I CONGRESSO ANUAL DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA


Iniciam-se amanhã em Lisboa, na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, os trabalhos do I Congresso de História Contemporânea.

Uma iniciativa a a todos os títulos louvável que junta os muitos investigadores que trabalham sobre uma imensa multiplicidade de temas possíveis do mundo contemporâneo. Iniciativa que se saúda, porque junta investigadores dos vários centros de investigação das nossas universidades, que vão apresentar alguns dados preliminares das investigações que têm em curso e, outros, o resultado das suas investigações já concluídas.

Contando com alguns dos nomes de referência na investigação histórica do nosso país e sobretudo com jovens investigadores conforme se pode constatar consultando os currículos dos conferencistas que estão disponíveis AQUI.

O congresso inicia com uma conferência inaugural de Eduardo Lourenço, que não podemos deixar de recomendar a todos os interessados e organiza-se em vários painéis, a saber:
Ainda durante a manhã de dia 18:
- Mesa redonda: Portugal Contemporâneo. História e Historiografia

A) No Auditório B
- Fazer História
- Sociedade e Trabalho
- Economia: agentes e actividades

B) Na Sala do Senado (no dia 18 de Maio, a partir das 14 horas e em simultâneo com o Auditório B)

- História das Relações Internacionais
- Ciência e História da Medicina
- Ensino, Ciência e Investigação

No dia 19:
No Auditório A:
- História & Território
- Liberalismo
- República e Republicanismo
- Guerra
- Diplomacia e Relações internacionais

No Auditório B:
- Religião
- Regimes, Poder e Propaganda
- Resistência e Oposição
- Revolução e Democracia
- Violência Política

Na Sala do Senado:
- Cultura
- Arte, Cultura e Política Cultural
- Colónias e Colonialismo
- Descolonização e Pos-colonialismo

Ao longo de dois dias de intenso trabalho vão ser apresentadas mais de uma centena de comunicações por cerca de 120 conferencistas.

O programa completo do congresso pode ser conultado AQUI (Blogue do congresso) e obtido de forma detalhada AQUI.

Uma excelente oportunidade para os investigadores trocarem conhecimentos, conhecerem outros projetos em curso, pessoas e contatos, fontes e arquivos a consultar, obras a ler e metodologias a conhecer.

Desejamos aos organizadores um grande sucesso e que esta iniciativa se passe a realizar numa base regular, em geral anualmente, de preferência de forma rotatitiva, e permita a todos os participantes com comunicação ou não, a saírem do congresso motivados e empenhados na repetição da iniciativa.

Contaram e voltarão certamente a contar com este humilde espaço dedicado à História Contemporânea para divulgar estas iniciativas.

A.A.B.M.

REVISTA DE TURISMO



A propósito do Centenário do Congresso de Turismo, a Hemeroteca Municipal de Lisboa disponibilizou hoje a Revista de Turismo: publicação quinzenal de turismo, propaganda, viagens, navegação, arte e literatura, que se publicou em Lisboa entre 5 Julho de 1916 e conclui na série 2, ano 8, número 144, de Junho de 1924.

Acompanhando a publicação foi também disponibilizada uma ficha histórica sobre a publicação da autoria de Jorge Mangorrinha que pode ser consultada AQUI.

Mais uma excelente iniciativa da Hemeroteca Digital que disponibiliza uma publicação fundamental para conhecer os primórdios do Turismo em Portugal, as preocupações, as regiões mais referidas, as razões dos colaboradores. Outro dos aspetos dignos de menção nesta publicação são as fotografias dos responsáveis do turismo, das regiões mais destacadas, dos problemas do setor, das festividades organizadas para atrair os públicos das zonas urbanas que procuravam termas, paisagens, monumentos e praias para passar algum tempo a descansar. Em simultâneo, aproveitavam esse tempo para conhecer as regiões envolventes, as tradições e as pessoas.

A consultar com toda a atenção.

A.A.B.M.

[AMÉRICO] TOMÁS, POR ELE MESMO


“A Aeronáutica, como várias vezes disse, é um complemento da navegação marítima, pois com o progresso da técnica e a rapidez da vida de hoje, era necessário por vezes chegar mais depressa”

“É uma terra (Manteigas) bem interessante, porque, estando numa cova, está a mais de 700 metros de altitude”

O caminho certo é o que Portugal está seguindo; e mesmo que assim não fosse não há motivo para nos arrependermos ou para arripiar caminho” [1964]

“Eu devo dizer que as incompreensões e as críticas – e quando me refiro ás críticas refiro-me àquelas que não são procedentes – umas e outras não interessam absolutamente nada.

Nós, os bons portugueses, devemo-las esquecer sempre”

“… há na ONU quem não simpatize connosco. É pena. Mas o mais necessário, o que verdadeiramente importa, é que os portugueses simpatizem consigo próprios e uns com os outros …” [1964]

“Começo por dar uma explicação a V. Exas e a todas as restantes pessoas presentes neste jantar – explicação relativa à demora havida entre o discurso de V. Exa e as palavras que vou proferir. Essa demora é fácil de explicar. È que tomei, em tempos, o compromisso de só brindar com vinho do Porto.

A explicação como disse, é bem simples”

Agradeço-lhe muito, senhor presidente, a entrega que me fez do diploma de Presidente Honorário desta Associação. Foi, segundo ouvi dizer, uma resolução por aclamação. Assim teria de ser, porque o Chefe do Estado terá de estar igualmente em todos os corações” [1964]

“Deixemos o modo como o mundo está vivendo e olhemos apenas para a forma como vivemos, e teremos a consolação de nos podermos considerar um verdadeiro óasis, no meio da perturbação geral”

Lembrei-me de andar ainda mais para trás, de recuar outros 40 anos e então vi que 40 anos antes de 1924 caía no reinado do sr. D. Luís. Vejam V. Exas que os 40 anos vividos ultimamente foram bem diversos daqueles vividos antes de 1924

“É necessário que o coração se dilate durante o tempo em que se vive, para tantas emoções necessariamente caberem nele. Creio ter felizmente o coração já bem dilatado para poder guardar as emoções que tenho sentido”

Completam-se agora mais precisamente cinco dias desde que aqui cheguei. Foi pena que não tivesse vindo mais cedo para usufruir a consolação que levo agora

“Perfeito só Cristo. O Homem fará o melhor que pode no sentido de se aproximar dessa perfeição. Mas pode estar certo de que nunca a atingirá”

[TOMÁS, POR ELE MESMO, Edições Saber Porquê, s.d., com prefácio de Orlando Neves]

J.M.M.

AINDA O 14 DE MAIO DE 1915


Acerca a revolta de 14 de Maio de 1915, temos uma página curiosa sobre os acontecimentos relatada na revista Ilustração Portuguesa que pode ser consultada na Hemeroteca Municipal de Lisboa.

A consultar com atenção os números que se seguem ao acontecimento com fotografias e as principais personalidades envolvidas.

A ver com atenção.

A.A.B.M.

Terça-feira, 15 de Maio de 2012

III CURSO DE HISTÓRIA DA MAÇONARIA "SÍMBOLOS E RITOS"


III CURSO DE HISTÓRIA DA MAÇONARIA "SÍMBOLOS E RITOS"

ORGANIZAÇÃO: Grupo de Investigação Memória e Historiografia (Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa);
COORDENAÇÃO: José Varandas (coord. Geral) e António Ventura (coord. Científica);
DATAS: 16 de Maio a 25 de Julho de 2012 [sp. 18h00-20h00), XI sessões;
LOCAL: Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

PARTICIPAÇÃO: José António Ferrer Benimelli [Simbolismo dos Jardins Maçonicos]; José Augusto Ramos [Símbolos e Ritos]; João Alves Dias [Os Ritos da Maçonaria: O Rito Escocês Antigo e Aceito]; Manuel Pinto dos Santos [Os Ritos da Maçonaria: O Rito Francês ou Moderno]; João Pedro Silva/Pedro Rangel [Outros Ritos Maçónicos]; António Ventura [Maçonaria e Carbonária: Os Rituais Carbonários]; Cipriano de Oliveira [Regularidade e Irregularidade em Maçonaria]; José Manuel Anes [Maçonaria, Hermetismo e Esoterismo]; António Lopes [Da Liturgia ao Quotidiano: Os Objectos Maçónicos]; Francisco Moita Flores [A Simbólica do Oriente Eterno]; Fernando Lima de Valadas Fernandes [Faz Sentido a Maçonaria, Hoje?]

J.M.M.

Segunda-feira, 14 de Maio de 2012

14 DE MAIO DE 1915



A revolta de 14 de Maio de 1915, começou por ser uma tentativa de reposição da Constituição de 1911, levada a efeito por um conjunto de militares que vão ser conhecidos como os Jovens Turcos, entre eles destacavam-se Álvaro de Castro, Freitas Ribeiro, Sá Cardoso, entre outros. Este grupo procurava acabar com a ditadura do General Pimenta de Castro, que tinha chegado ao poder ao fracasso das iniciativas governativas lideradas por Bernardino Machado (10-02-1914 a 11-12-1914) e por João de Azevedo Coutinho (12-12-1914 a 25-01-1915) que enfrentou graves problemas como o denominado “movimento das espadas”, quando os militares de várias unidades pelo País, numa atitude de protesto, devido à transferência do então major João Carlos Craveiro Lopes da Figueira da Foz para Lisboa a pedido dos líderes locais do Partido Republicano Português, entregaram aos superiores hierárquicos, as suas espadas e criando assim um ato de indisciplina contra a transferência deste camarada de armas. O Governo liderado por Vítor Hugo Azevedo Coutinho ficou conhecido como Os Miseráveis, e segundo Rocha Martins, era extremamente impopular. Era então presidente da República Manuel de Arriaga, que, secretamente, estabeleceu um acordo com o general Pimenta de Castro. Este, entretanto, em 28 de Janeiro de 1915, inicia uma ditadura que conduziu ao encerramento do Parlamento, iniciou uma encarniçada perseguição aos republicanos desafectos do regime e passou a proteger muitos dos monárquicos. Curiosamente, este governo liderado por Pimenta de Castro “foi bem recebido pela comunidade internacional, particularmente pela Inglaterra e pela Espanha”, conforme assinala Noémia Malva Novais.

Por outro lado, o Partido Republicano Português (vulgo Democrático) organizou um congresso no Palácio da Mitra, em Lisboa, em 4 de Março de 1915, declarou o presidente Manuel de Arriaga e o governo instalado, como fora da constitucionalidade vigente e, portanto, apelou à participação das populações para resistir aos desmandos governativos e organizar revoltas para derrubar o governo de então.

Devido ao aumento do descontentamento popular com o governo de Pimenta de Castro, na madrugada de 14 de maio de 1915 desencadeou-se um grande alvoroço nas ruas de Lisboa. Membros da Carbonária, militares da GNR e do Exército, totalizando, mais de 7000 homens, ocuparam o Arsenal da Marinha, seguindo-se tiros de artilharia do cruzador "Vasco da Gama", no Tejo, às ordens de Leote do Rego, e de outras embarcações de guerra. Leote do Rego, como comandante da insurreição na Marinha, e força principal na revolta, sustentou um importante duelo de artilharia. Esta guarnição, apoiada pelos navios de guerra ancorados no Tejo defenderam o Arsenal do ataque do Regimento de Infantaria n.º 16, comandado pelo coronel Gomes da Costa. Álvaro de Castro fora para Santarém para suster uma eventual ida de tropas fiéis ao governo para Lisboa.

A revolução, que durou até dia 19 fez cerca de 200 mortos e mais de 1.000 feridos, conseguiu a demissão do governo do general Pimenta de Castro e a nomeação de um governo do partido democrático chefiado por João Chagas, que não tomou posse por ter sido ferido com 3 três tiros por um senador de um outro partido republicano. Os tiroteios foram inúmeros e acesos em Lisboa. No Porto registaram-se dois mortos e mais de duas dezenas de feridos e noutras capitais de província também se registaram alguns confrontos menores. Apesar das tréguas na tarde de 14, só três dias depois, a 17, o fogo acabou.

Na capital foi de grande importância a actuação dos revolucionários civis. O governo, que procurara protecção no Quartel do Largo do Carmo, perante a desproporção de forças que não estava a seu favor demitiu-se ao fim da tarde de dia 14. Assistiu-se, durante essa revolta a uma vaga de assaltos a estabelecimentos comerciais.

A 14 de Maio formou-se logo uma Junta Revolucionária, que era presidida por João Pinheiro Chagas (que vinha de Paris e fora convidado a formar executivo na fronteira portuguesa), à frente de um governo onde pontificavam, entre outros, José de Castro, Paulo Falcão, Francisco Costa, Teixeira de Queiroz, Manuel Rodrigues Monteiro, José Jorge Pereira, Sebastião de Magalhães Lima e Tomé de Barros Queirós. Este movimento revolucionário de 14 de maio de 1915 motivou também a demissão do presidente Manuel de Arriaga, substituído pouco tempo depois em eleições por Teófilo Braga.

Durante a revolta, João Chagas, indigitado para chefe do governo, foi atingido a tiro no Entroncamento, pelo senador João José de Freitas, ficando gravemente ferido e cego de um olho. O agressor foi linchado pela multidão

Bibliografia Consultada:
- David Ferreira, “Catorze de Maio”, Dicionário de História de Portugal, vol. II, org. Joel Serrão, Livraria Figueirinhas, Porto, 1992, p. 25-26;
- Noémia Malva Novais, João Chagas. A Diplomacia e a Guerra (1914-1914), Minerva História, Edições MinercaCoimbra, Coimbra, 2006;
- Rocha Martins, Pimenta de Castro, Oficinas Gráficas do ABC, Lisboa, s.d.

Também sobre este assunto consultar o texto disponível no link que se segue:
http://aviagemdosargonautas.blogs.sapo.pt/1492159.html


A.A.B.M.

Sexta-feira, 11 de Maio de 2012

RICARDO RAIMUNDO NOGUEIRA - MEMÓRIAS POLÍTICAS


LIVRO: Memórias Políticas. Memória das Coisas Mais Notáveis que se Trataram nas Conferências do Governo (1810-1820);
AUTOR: Ricardo Raimundo Nogueira [Transcrição, estudo e edição de Ana Cristina Araújo];
EDITORA: Imprensa da Universidade Coimbra, Março 2012.

"A Memória das coisas mais notáveis que se trataram nas Conferências do Governo destes Reinos, desde o dia 9 de Agosto de 1810, em que entrei a servir o lugar de um dos Governadores, até 5 de Fevereiro de 1820, da autoria de Ricardo Raimundo Nogueira, que agora damos a público, conhecida e citada por grandes especialistas deste período, conserva a organização interna de um diário. A ideia principal que presidiu à publicação integral deste documento-síntese foi a de tornar acessível a um conjunto mais vasto de leitores a versão manuscrita, nem sempre de fácil leitura, de um texto que consideramos de capital importância para a compreensão da situação política, financeira, económica e social do reino nos alvores da revolução de 1820.

No estudo introdutório a esta edição documental recuperamos os traços fundamentais do percurso biográfico de Ricardo Raimundo Nogueira e acentuamos o sentido de compromisso e o seu espírito renovador, quer no campo do ensino do direito, quer, sobretudo, na esfera cívica e política. A conjuntura histórica e as condições de governabilidade que ditaram a sua participação no executivo, num período de guerra, instabilidade governativa, indeterminação das instituições e ausência da realeza, iluminam, com meridiana clareza, o superior entendimento do homem de leis e vinculam a posição do estadista às controversas resoluções da Regência do reino, em plena fase de colapso do absolutismo régio
".

J.M.M.

REPÚBLICA, UNIVERSIDADE E ACADEMIA


LIVRO: República, Universidade e Academia;
AUTOR: Vítor Neto [coord.);
EDITORA: Almedina, 2012.

"Este volume procura reflectir o conhecimento objectivo do ciclo histórico da I República e revelar as preocupações dos autores a respeito das relações entre o poder político, as ideologias e a Universidade.

Nos múltiplos enfoques presentes nos diferentes artigos será certamente possível encontrar alguma unidade epistemológica e teórica que transformará a leitura dos textos agradável e inovadora nas suas várias abordagens.

E se o livro não trouxer muitas certezas, pelo menos levantará questões de interpretação teórica e poderá suscitar perguntas ao leitor. A história desta temática ainda se encontra, em boa medida, por fazer. No entanto, esta obra trará, sem dúvida, um contributo para um melhor entendimento destes assuntos em período republicano
".

J.M.M.

II CONGRESSO OPERÁRIO NACIONAL DE COIMBRA - ESTATUTOS DA CGT



"... primeira edição dos Estatutos da Confederação Geral do Trabalho, fundada em 1919 no II Congresso Operário Nacional de Coimbra. Embora a União Operária Nacional tivesse surgido em 1914, no Congresso de Tomar, a CGT foi a primeira grande central sindical portuguesa..." [FOTO & texto, via António ventura Facebook]

O movimento sindical, enquanto estrutura unitária organizada, teve ao longo do tempo alguns momentos de (re)construção esclarecedoras e de entre eles, pela sua repercussão, registe-se:

constituição do Centro Promotor dos Melhoramentos das Classes Laboriosas (1852-57, com José Maria António Nogueira, Maurício Veloso, Francisco Vieira da Silva, Manuel Gomes da Silva, António Sampaio, J. Baptista, Alcântara Chaves), que promove um Congresso Social a 9 de Outubro de 1865 e um outro no ano seguinte; um denominado I Congresso Nacional dos Trabalhadores (em 1877, dinamizada pela Ass. dos Ferreiros e Artes Correlativas de Lisboa); I Congresso das Associações Operárias (1880?, a que se seguem outros); o I Congresso Sindical e Cooperativista (1909, em Lisboa; estabelece a ruptura entre sindicalistas e socialistas, saindo os sindicalistas anarquistas; presença de Azedo Gneco, o anarquista José do Vale, Constantino Martins, Denis de Morais, Alfredo Ladeira); o Congresso Operário de 1911, que contou com uma representação assinalável de sindicatos; I Congresso dos Trabalhadores Rurais (25 e 26 de Agosto de 1912, em Évora; fundou-se a Federação Rural, publicando o “Trabalhador Rural”; segue-se novo Congresso em 1912); I Congresso Operário de Tomar (fundação da União Operária Nacional, U.O.N. – Março 1914; presença de Carlos Rates, Manuel Joaquim de Sousa, Mário Nogueira, Perfeito de Carvalho, o socialista Manuel José da Silva, Joaquim Gomes Ferreira, António da Costa Júnior, dos barbeiros de Coimbra, Joaquim da Silva, o arsenalista Evaristo Marques Esteves, César Nogueira, Eduardo de Freitas, Raul Cardoso, Joaquim Vinheiros, entre outros); II Congresso Operário Nacional da U.O.N., em Coimbra, a 15 de Setembro de 1919 (onde é extinta a UON e criada a Confederação Geral do Trabalho, baluarte do anarco-sindicalista português; a CGT é agora a mais poderosa organização sindical; o seu órgão periódico foi “A Batalha”, com grande tiragem diária; presença de Manuel Joaquim de Sousa, seu 1º secretário geral, Miguel Correia, Carlos Rates, José Carvalhal, Alfredo Neves Dias; Joaquim de Sousa, Francisco Viana, Alfredo Lopes); o Congresso Operário da Covilhã (1921, onde a proposta de adesão à ISV é rejeitada; presença de Perfeito de Carvalho, Manuel Joaquim de Sousa, Fernando de Almeida Marques, da Juventude Sindicalista, ); …

J.M.M.

Quinta-feira, 10 de Maio de 2012

RAÚL PROENÇA: EVOCAÇÃO


Assinala-se hoje o nascimento de um dos intelectuais republicanos mais influentes (10de Maio de 1884): Raúl Sangerman Proença.

A vida e obra de Raúl Proença, como publicista, professor e escritor marcou uma época. Porque colaborou em inúmeras pubicações desde as Caldas da Rainha ao Algarve, porque foi o principal animador da Seara Nova, bibliotecónomo na Biblioteca Nacional e introduzindo as novas regras de catalogação, pensador e político. Republicano, foi um dos grandes apologistas da participação de Portugal na Grande Guerra. Ligado ao movimento da Renascença Portuguesa, acaba por se afastar devido a divergências com Teixeira de Pascoais. Entretanto, conhece e começa a conviver com António Sérgio, Jaime Cortesão, David Ferreira, entre outros e formam o denominado Grupo da Biblioteca que depois colaboraram com ele na elaboração do Guia de Portugal.

Com a queda da República, Proença assume uma posição crítica face à Ditadura Militar e começam os problemas com o regime. Em 1927 é obrigado a exilar-se e apesar do seu regresso passado algum tempo surgem (4 anos de exílio, primeiro, em Madrid e depois Paris), os problemas de saúde e a partir de 1931 agravam-se e é mesmo internado numa instituição de saúde mental.

Vem a falecer, no Porto, em 20 de Maio de 1941.

Mais do que analisarmos os seus dados biográficos, que existem com alguma qualidade AQUI, AQUI ou AQUI, interessa divulgar o seu pensamento, as suas ideias e as suas polémicas, como estas AQUI, AQUI, ou AQUI.

Uma efeméride para recordar.
A.A.B.M.

A MAÇONARIA EM ALMADA - PALESTRA



PALESTRA: A Maçonaria em Almada [ver AQUI nossa anotação];
DIA: 11 de Maio 2012 (21,30 horas);
LOCAL: Auditório Costa da Caparica (Centro Comercial Pescador, Costa da Caparica);
ORADOR: António Ventura;
APRESENTAÇãO: Prof. António Neves (Pres. Junta da Freguesia da Costa da Caparica)
ORGANIZAÇÃO: Gandaia.

J.M.M.

Terça-feira, 8 de Maio de 2012

CENTENÁRIO DO 1º SALÃO DE HUMORISTAS 1912-2012



Assinalando o Centenário do 1º Salão de Humoristas, realizado em Lisboa, em 1912, o Museu Bordalo Pinheiro organizou uma mostra documental que abre portas ao público a partir de amanhã, 9 de Maio e estará patente até 31 de Dezembro de 2012.

Acompanhando a mostra documental desenvolve-se um programa de actividades que vão passar por conferências, visitas guiadas, emissão de selos e disponibilização de conteúdos digital através da Hemeroteca Municipal de Lisboa, conforme se pode constatar pelo programa completo que apresentamos acima.

Um interessante programa a acompanhar com atenção ao longo deste ano.

(Clicar nas imagens para aumentar)

A.A.B.M.

FEIO TERENAS O IDEALISTA CONVICTO



LIVRO: Feio Terenas. O Idealista Convicto;
AUTORAS: Regina Gouveia & Sandra Terenas;
EDITORA: Fonte da Palavra.

APRESENTAÇÃO: Luís Farinha (U.N.L.);
DATA: 9 de Maio de 2012 (17 horas);
LOCAL: Biblioteca Nacional de São Lázaro, Rua do Saco 1 (Lisboa, Freguesia da Pena)

"... Feio Terenas - O Idealista Convicto constitui uma obra fundamental para o conhecimento deste ilustre republicano [que AQUI e AQUI já referimos]. A sua actividade política, a sua relevante acção na Educação e na Cultura, na Maçonaria, e o seu papel no Jornalismo, são aqui profundamente divulgados, fruto de uma profunda, cuidada e entusiástica investigação das autoras" [AQUI]

J.M.M.

Segunda-feira, 7 de Maio de 2012

LEILÃO DE LIVROS 7-8 DE MAIO JOSÉ VICENTE



Realiza-se hoje, pelas 21 horas, no Palácio da Independência, ao Largo de São Domingos, 11, um importante leilão de LIVROS, MANUSCRITOS, FOTOGRAFIA,
GRAVURA, DESENHO E PINTURA, da responsabilidade de José F. Vicente Leilões.

De entre as mais de nove centenas de espécies bibliográficas que vão a leilão, permitam-nos destacar algumas que interessam ao movimento republicano. Entre elas selecionamos as seguintes:

- 050 ASSUMPÇÃO, T. Lino de. - AS FREIRAS DE LORVÃO. (Ensaio de monographia monastica).Coimbra. França Amado - Editor. 1899. In-8º de [4], 287, [1] págs. Enc.

- 051 ASSUNÇÃO, T. Lino de. - AS MONJAS DE SEMIDE. (Reconstituição do viver monástico). Coimbra. França Amado, Editor. 1900. In-8º de 261, [2] págs. Br.

- 180 CHAGAS, João. - DIÁRIO I (a IV). 1914 (a 1918-1921). Juntamos: DIÁRIO DE UM CONDENADO POLITICO.(1892-1893). Por... 2ª edição. Lisboa. Parceria Antonio Maria Pereira. 1929 (a 1932 e 1913) 5 Vols. In-8º Encs.

-181 CHAGAS E EX-TENENTE COELHO,João. - HISTÓRIA DA REVOLTA DO PORTO DE 31 DE JANEIRO DE 1891. (Depoimento de dois cúmplices). Lisboa. Empreza Democratica de Portugal. 1901. In-8º de [4], IV, 476 págs. Enc.

- 195 COELHO, Trindade. - MANUAL POLITICO DO CIDADÃO PORTUGUEZ. Prefácio de Alberto d'Oliveira. Lisboa. Parceria A. M. Pereira. 1906. In-8º de XVI, 677, [1] págs. Br.

- 351 FONSECA, Tomás da. - A MULHER. Chave do Céu ou Porta do Inferno? Lisboa. 1960. In-8º de 244 págs. Enc. Edição destinada ao Brasil. Encadernação

- 352 FONSECA, Tomás da. - NA COVA DOS LEÕES. Lisboa. 1958. In-8º de 458,[3] págs. Enc. Edição destinada ao Brasil. Encadernação sintética. Com capas.

- 353 FONSECA, Tomás da. - SERMÕES DA MONTANHA. Lisboa.1959. In-8º de
409, [1] págs. Enc. 2ª edição brasileira. Ilustrada com o retrato
do autor. Encadernação sintética.

- 376 FREIRE (MÁRIO), João Paulo. - OS JUDEUS E OS PROTOCOLOS DOS SÁBIOS DO SIÃO. História e Comentários. 1º Volume(ao 4º Volume). Lisboa. 1937 (a 1939). 4 Vols.
In-8º Brs.

- 402 GODOLFIM, Costa. - AS MISERICORDIAS. Lisboa. Imprensa Nacional. 1897. In-4º de 460, [1] págs. Br. Rara. Ilustrada.

- 414 GRAINHA, Manuel Borges. - HISTÓRIA DA FRANCO-MAÇONARIA EM PORTUGAL. (1733-1912). Prefácio e notas de António Carlos Carvalho. Lisboa. Vega. 1976. In-8º de 206, [2] págs. Br.

- 443 HISTÓRIA DA REPUBLICA. Editorial Século. Lisboa. S. data. In-4º de 644, [8]págs. Enc. Edição monumental, profusamente ilustrada a negro e a cores no texto e em separado.

- 487 LEITÃO, Joaquim. - ASSEMBLEIA NACIONAL. CORTES DO REINO DE PORTUGAL.Inventário de documentação existente servindo de Catálogo da Exposição documental e biblio-iconográfica, dirigida por... Comemorativo do Ano Aureo. Lisboa. Bertrand (Irmãos). 1940. In-4º de XVIII, 755, [3] págs. Br

- 812 SILVA, A. Carneiro da. - JORNAIS E REVISTAS DO DISTRITO DE COIMBRA. Edição actualizada e ampliada. Prefácio de Fernando Pinto Loureiro. Coimbra. Edição da Biblioteca Nacional. 1947. In-4º de XIII, 271 págs. Br.

- 838 SOARES, Annibal. - CHRONICA DO EXILIO. Nº 1 (ao Nº 27). Paris. Empreza Editora "Chronica do Exilio". 1912 (a 1913). 27 Números. In-8º Encs, em 1.

- 853 SOUSA, Teixeira de. - PARA A HISTÓRIA DA REVOLUÇÃO. Volume I (e Volume II). Coimbra. Livraria Editora Moura Marques & Paraísos. 1912. 2 Vols. In-8º Encs. De grande importância para a história da República.

Para consultar o catálogo na íntegra ver AQUI.

Uma boa oportunidade para adquirir algumas espécies bibliográficas menos comuns e interessantes para estudar o período final da Monarquia Constitucional e o período da 1ª República Portuguesa.

A.A.B.M.

Sábado, 5 de Maio de 2012

RODRIGUES DE FREITAS RECORDADO NA ACADEMIA PORTUGUESA DA HISTÓRIA


Na próxima quarta-feira, 9 de Maio de 2012, vai realizar-se na Academia Portuguesa da Hitória uma interessante conferência, recordando Rodrigues de Freitas, o primeiro deputado eleito pelo Partido Republicano em Portugal.

O autor desta conferência é o Professor Doutor Jorge Fernandes Alves, que lhe deu o seguinte título: Rodrigues de Freitas – Um ideário liberal e republicano.

Uma interessantíssima iniciativa para conhecer melhor o pensamento e a personalidade de Rodrigues de Freitas, que não podíamos deixar de divulgar junto de todos os possíveis interessados nesta temática.

Neste espaço temos deixado ao longo do tempo muitas referências ao trabalho desenvolvido por Rodrigues de Freitas na propaganda do republicanismo, em especial na região norte do País. Sobre Rodrigues de Freitas encontram-se alguns trabalhos disponíveis para consulta na internet, de onde destacamos este, que reune um conjunto de trabalhos, apresentados por diversos investigadores, que analisaram em diferentes perspectivas os contributos do ilustre republicano portuense.

A sessão realiza-se na Academia Portuguesa da História, Palácio dos Lilases, Alameda das Linhas de Torres nº 198-200, Lisboa a partir das 15 horas.

A não perder.

A.A.B.M.

Quinta-feira, 3 de Maio de 2012

JORNAL DO FUNDÃO - SERVIÇOS DE CENSURA



JORNAL DO FUNDÃO - "Primeira prova de página, datada de 28/11/1965, enviada aos Serviços de Censura seis meses após a suspensão" [AQUI]

J.M.M.

3 DE MAIO - DIA MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA




"... A liberdade de Imprensa traz consigo males, e males não pequenos; mas os que resultam da Censura previa são mais e maiores: aqueles podem remediar-se em grande parte, podem até evitar-se de modo que a Sociedade tenha pouco que sentir; estes não, porque eu não concebo a possibilidade de existir um Governo Constitucional, ao modo que a Nação o espera e deseja, sem a liberdade de Imprensa ..." [Manuel Fernandes Tomás]

FOTOS:

- via Galeria Virtual da Censura [Museu Nacional de Imprensa];

- in jornal A VANGUARDA, 14 de Abril de 1907.

J.M.M.

"PÁTRIA" DE GUERRA JUNQUEIRO - PROIBIDA PELA COMISSÃO DE CENSURA



"PÁTRIA" de GUERRA JUNQUEIRO - "Peça em um acto de Guerra Junqueiro, proibida pela Comissão de Censura para ser representada no Teatro da Trindade. Inclui relatório do censor (16 de Maio de 1955)"

in TORRE DO TOMO ONLINE

J.M.M.

Quarta-feira, 2 de Maio de 2012

GREVES E CONFLITOS SOCIAIS EM PORTUGAL NO SÉCULO XX


Vai realizar-se hoje, dia 2 de Maio de 2012, na Sala Multiusos (Edifício ID), da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa pelas 17 horas, a apresentação do livro intitulado Greves e Conflitos Sociais em Portugal, coordenado por Raquel Varela, Ricardo Noronha, Joana Pereira.

Para fazer a apresentação do livro foi convidado o Prof. Doutor José Manuel Tengarrinha.

Pode ler-se na Sinopse da obra:
“(…) a presente crise do capitalismo e as políticas de destruição económica e de regressão social com que os poderes estabelecidos a tentam fazer pagar por parte do mundo assalariado recolocam dramaticamente no centro dos debates dos dias de hoje as questões da condição actual do trabalho assalariado e dos caminhos das suas lutas de resistência e emancipação. O capitalismo triunfante e arauto do esplendor da tecnologia, afinal, mostra-se mais parasitário, especulativo e predador do que nunca, tentando conjugar a digitalização do século XXI com a regressão a formas de arbítrio e exploração do trabalho dignos do século XIX. O proletariado afinal não desapareceu, mas provavelmente multiplicou-se e complexificou-se por um vasto mundo de novos trabalhos assalariados marcados pela precariedade e pela negação de direitos fundamentais tão duramente conquistados. Um proletariado que, seguramente na acção, tem de articular-se centralmente com o oceano do precariado. (…) (…) regressa em força a actualidade dos estudos do trabalho, da sua condição, da sua luta passada e actual. É urgente, aliás, convocar essas memórias e esses saberes. É muito mais fácil impor hoje aos trabalhadores da indústria automóvel europeia as 10 ou 12 horas de trabalho diário, se eles não souberem, se lhes roubarem a memória dos rios de sangue que tiveram de correr para, batalha a batalha, se conquistar a jornada das 8 horas de trabalho”. Fernando Rosas

Além disso a editora apresenta o índice detalhado da obra que conta com dezasseis textos sobre temas relacionados com o título da obra, a saber:

Discurso do Professor Fernando Rosas na Conferência de Abertura do Congresso Internacional Greves e Conflitos Sociais no Século XX.

Discurso do Professor Serge Wolikow na Conferência de Abertura do Congresso Internacional Greves e Conflitos Sociais no Século XX.

Greves
Marcel van der Linden

Setúbal republicana – quando as fábricas transbordavam de greves
Albérico Afonso

As comunidades industriais no alvorecer do associativismo operário português
Joana Dias Pereira

Sindicalismo livre e I República. Percursos paralelos, convergências efémeras (1908-1931)
Luis Farinha

O 18 de Janeiro na história das ideias
Ângelo Novo

“Temos Fome, Temos Fome”: resistência operária feminina em Almada durante o Estado Novo
Sónia Sofia Ferreira

As greves no Litoral Norte português no agitado Verão de 1958
Ana Sofia Ferreira

A militância possível. Sociologia das condições sociais de possibilidade do militantismo operário no Porto (1940-1974)
Bruno Monteiro

Lutas operárias no Porto na segunda metade do século XX
Teresa Medina, Natércia Pacheco, João Caramelo

Terra e liberdade. Experiências de reforma agrária em Portugal no século XX
Dulce Freire

O declínio das greves rurais e a evolução do PCP nos campos do Sul
João Madeira

Conflitos sociais na base da eclosão das guerras coloniais
Dalila Cabrita Mateus

Greves e conflitos sociais na Lisnave
Jorge Fontes

A greve que mudou a revolução: luta laboral e ocupação da Rádio Renascença, 1974-1975
Paula Borges Santos

Greves na Revolução dos Cravos (1974-1975)
Raquel Varela

Lutas sociais e nacionalizações (1974-75): “A banca ao serviço do povo”
Ricardo Noronha

Biografias dos autores

Uma obra com um interessantíssimo conjunto de textos que não podíamos deixar de divulgar junto de potenciais interessados no tema.

A.A.B.M.

Terça-feira, 1 de Maio de 2012

50 ANOS DE HISTORIOGRAFIA: BALANÇO E PROSPETIVA - CONGRESSO INTERNACIONAL


Realiza-se, entre 3 e 4 de Maio de 2012, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, o Congresso Internacional 50 Anos de Historiografia: Balanço e Prospetiva.

Contando com uma Comissão Científica onde constam nomes como:
Armando Luís Gomes Carvalho Homem, Isabel Mota, João Paulo Avelãs Nunes, Sérgio Campos Matos, Francisco Azevedo Mendes.

Os trabalhos do congresso vão desenvolver-se em cinco painéis, a saber:
- História, Historicismo e Nacionalismos;
- Da História Local, da Microhistoria à História Global;
- Inter, multi e transdisciplinaridade - novos horizontes para a História;
- Usos Sociais da História;
- Repensar a História - os caminhos da historiografia actual.

Este congresso, que funciona também como ação de formação para os docentes dos Grupos 200 e 400.

O programa completo do congresso pode ser consultado AQUI.

Um conjunto importante de historiadores a debater o métier, o trabalho realizado, os contributos nas suas várias dimensões e o debate de ideias sobre a História que temos vindo a fazer e a que se deve vir a fazer.

Muito interessante iniciativa que merece a melhor divulgação.

A.A.B.M.

"O ARSENALISTA"



O ARSENALISTA – Ano I, nº 1 (1 Fevereiro 1914) ao Ano XV, nº 87 (1 Maio de 1933); Propr: Associação de Classe dos Fabricantes d’Armas de Ofícios Acessórios; Editor: R. José Viana (até ao nº25), José Francisco Ferreira (nº26-36), José Luís Salema (nº37-55), Germano Fernandes (nº56-59), Bernardo Gonçalves Bandurra (nº60-64), João Coelho (nº65-87); Adm/Redacção: Campo de Santa Clara, 121, 1º (depois Rua do Paraizo, nº1, 2º Andar, de novo Campo de Santa Clara, 87, depois Campo de Santa Olaia, 87); Director: Jerónimo de Sousa (até nº 25), José Luís Salema (do nº 26-55), Júlio Luiz (do nº 56-59), Manuel José da Silva Lucio (nº60-64), Júlio Luiz (nº65-76), a partir do nº 77 tem um redactor principal (B. Gonçalves Bandurra); Impresso nas Officinas Graphicas, Rua do Poço dos Negros, 81 [a partir do nº4, na Casa dos Tipografos, Calç. do Combro, 38-A (depois T. Aguas de Flor, 55), Tip. Ass. dos Compositores, Trav. Aguas de Flor (ao nº33)]; jornal, que foi quinzenário até ao nº 43, estava integrado nos objectivos da I.S.V. desde o seu número 69, defendendo os assalariados do Estado, Arsenal do Exército, 1914-33, 87 numrs

[Alguma] Colaboração/textos assinados [uns sob pseudónimo]: A. M. Leal, A. N. Lopes, A. Silvestre, Adolfo Lima, Alexandre Viana, Antherico, Anthero de Quental, Anthodio, Antonio Zoraya, Argus, Artur Baptista, Augusto Machado, Augusto de Sousa, Augusto Spies, Bentes Castel Branco, Brito Camacho, Campos Lima, Carlos Antunes, Carlos Machado, Carlos Rates, Cesar de Oliveira, Consiglieri Sá Pereira, Cornelisseu, Crisantenmo, Custodio das Neves, Del-Maia, Deocleciano Antunes, Diniz Maria Xavier, Eça de Queiroz, Eduardo Monteiro, Eliseu Reclus, Emilio Costa, Emilio Pouget, Emilio Zola, Evaristo M. Esteves, Francisco Ferreira, Francisco de Oliveira Gomes, Germano Fernandes, Gomes Leal, Guerra Junqueiro, Guilherme Braga, H. V. Nascimento, Ilitch, João Black, João Coelho, Kropotkine, José Ferreira, Luar, José Jesus Gabriel (redigiu, como convidado, o nº40), J. M. Pina, J. M. Santos, João Vasco Rolim, José Prat, Julio Luiz, Júlio de Matos, Luiz Fabbri, M. Carvalho, Maçador, Magalhães Lima, Mano Fernandes, Manoel Joaquim de Sousa, Manuel José Gonçalves, Manuel Ribeiro, Marceliano, Mauricio de Medeiros, Mario Teles, Mucio Teixeira, Narciso Marques Cardoso, Nogueira de Brito, Oliveira Martins, Oliveira Rollo, Orfeu, P. Argyriades, Petronio, Rafael António de Oliveira, Raul d’Almeida, Raul José dos Reis, Ricardo Mella, Robert Owen, S. Faure, Sá Viana, Teofilo M. Santos, Utopias, V. Oliveira, Valeriano Hascinguy, Vetiver, Victor Hugo, Victorino M. Mendonça, Zedealdeia.

O Arsenalista AQUI digitalizado (BNP)

J.M.M.

VIVA O 1º DE MAIO




[FOTOS in "O Arsenalista", nº78, 1º de Maio 1930]

VIVA O 1º DE MAIO!

SAUDAÇÕES REPUBLICANAS
SAÚDE E FRATERNIDADE!


J.M.M.
A.A.B.M.

Segunda-feira, 30 de Abril de 2012

HERBERTO HELDER



HERBERTO HELDER DE OLIVEIRA [informação da PIDE/DGS - clicar na FOTO para ler]

via Torre do Tombo

J.M.M.

GRÉMIO LUSITANO Nº18 - REVISTA


Saiu a revista nº18 (I semestre de 2012) Grémio Lusitano [Propr. Grémio Lusitano; Editor: Grémio Lusitano; Director: António Lopes; Director-Adjunto: Salvato Teles de Menezes, António Lopes; Coord.: A.L., S.T.M., Silvino G. Silva; Redacção: Rua do Grémio Lusitano, 25, Lisboa], com o seguinte Índice:

"A memória é a consciência da alma" [texto de Fernando Lima] / “Da travessa do Guarda Mór à rua do Grémio Lusitano”, por António Lopes [interessante texto monográfico, com curiosas notas sobre a história do Palácio Maçonico, na antiga travessa do Guarda Mór, depois rua do Grémio Lusitano] / “Museu da República e da Maçonaria”, por Aires Henriques [com invulgares fotos do acervo do Museu, sito em Troviscais, concelho de Pedrógão Grande] / “A Força dos ideais estampados na Beleza de um rótulo”, por Salgueiro Maia (n.s.), da Loja Redenção [curioso e invulgar texto, com referências várias à vila da Irmãnia, ou seja à aldeia da “Marmeleira”, depois denominação extensiva, enquanto “nome maçónico”, para todo o concelho de Mortágua; notas várias sobre o republicano e maçon Basílio Lopes Pereira (Loja Revolta) e ao comerciante, republicano e maçon Júlio Batista dos Reis] / “Internato S. João: férias balneares de 1879”, por Pedro Manuel Pereira / “Na rota dos companheiros”, texto estimado de Feliciana Ferreira (GLFP) / “No primeiro aniversário da Loja Teotónio de Ornelas”, valioso texto de Manuel (n.s.), da Loja Passos Manuel [referências ao trabalho militar, político, carbonário e maçónico do ilustre liberal Teotónio Ornelas, na Ilha Terceira] / A maçonaria em Portugal [debate promovido pelo D.N., em 24 de Novembro, com António Reis] / “Uma questão de identidade”, por JEMC, da Loja Convergência / “Procura Iniciática e Transmissão", por Irène Manguy [importante texto proferido no aniversário da Loja Acácia] / “O Rito Escocês Antigo e Aceito. Contributos para o estudo da sua introdução em Portugal”, por António Lopes [apreciado texto, anteriormente proferido numa conferência, em Novembro, na Universidade Lusófona] / “Do passado para o futuro”, por António Flora (n.s.), da Loja Universalis / “Revista da Maçonaria”, por Salvato Teles de Menezes / “O chamamento maçónico”, por Fernão Mendes Pinto (n.s.), da Loja Graal / “O segredo maçónico”, texto de Fernando Castelo-Branco Sacramento / “Entre Gomes Freire e o Patriotismo Científico ou o partido dos funcionários contra o partido dos fidalgos – um projecto por cumprir”, por José Adelino Maltez [precioso texto, proferido por Adelino Maltez na conferência do centenário do Instituto Superior Técnico] / “A propósito de Berlin Alexanderplatz”, por Cícero (n.s.), da Loja Transparência / “Paradoxos do laxismo e da complacência”, por Voltaire (n.s.), da Loja Camões / “Emergência de uma nova governança mundial”, por Teresa S. C. Pereira / “Questões dominantes para o futuro”, por António Carlos (n.s.), da Loja Victória / “Metodologias para o século XXI”, por Franklin Rousevelt (n.s.), da Loja Victória / "A morte é o fim?", por Pedro Hispano (n.s.), da Loja Solidariedade / “São João e a Maçonaria”, por Montesquieu (n.s.), da Loja Passos Manuel [estimado texto] / "Estudo para uma interpelação ritual”, por Hermann Hesse (n.s.), Loja Universalis [estimado e valioso texto] / "A surpresa de uma cerimónia iniciática", de Einstein (n.s.), da Loja Amor da Pátria / "Reflexão e interpretação simbólica do uso do malhete e do cinzel da pedra bruta", por Origo (n.s.), da Loja O Futuro / "Barros Queiroz: exemplo de serviçoa à causa pública", por Miguel Cunha Ferraz [valioso texto sobre uma personalidade estimada do republicanismo, Tomé José de Barros Queiroz / "Tiradentes", de Amândio Silva / "António José de Almeida e a Maçonaria", estimado texto de António Ventura, com novas anotações biográficas sobre a iniciação maçónica de António José de Almeida.

J.M.M.

Sexta-feira, 27 de Abril de 2012

OS PORTUGUESES QUE COMBATERAM EM FRANÇA NA GUERRA DE 1914-1918


Nas nossas pesquisas sobre a participação portuguesa na I Guerra Mundial, encontramos este video. Elaborado, ao que tudo indica, por um emigrante ou luso descendente radicado em França, que mostra diversas informações curiosas, ainda que em francês, compreensíveis para a maioria dos interessados.

Além disso, com base numa interessante colecção de postais, fotografias e imagens antigas e actuais faz uma homenagem aos "heróis portugueses que combateram em França".

A ver com todo o cuidado.

A.A.B.M.

Quinta-feira, 26 de Abril de 2012

POLÍTICAS SOCIAIS: DEBATE E PERSPECTIVAS



Inicia-se amanhã, 27 de Abril, e depois de amanhã, 28 de Abril, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, um colóquio com o título em epígrafe, que conta com a seguinte comissão organizadora: Maria Fernanda Rollo, José Maria Brandão de Brito, David Pereira e Ana Carina Azevedo.

O programa detalhado das comunicações e debates pode ser consultado AQUI.

Entre os intervenientes contam-se: Julia Moses, Miriam Halpern Pereira, Cristina Rodrigues, Teresa Nunes, Sean Lucey, Célia Reis, Laurinda Abreu, Carolina Colvero, Simone Frangella, Jonas Van Vossole, Marjatta Rahikainen, Álvaro Garrido.

A sessão termina com uma mesa-redonda subordinada ao tema: O presente e o futuro das políticas sociais com moderação de José Maria Brandão de Brito , onde debaterão o tema proposto Carlos Farinha Rodrigues, Fernando Ribeiro Mendes, João Proença, Manuel Carvalho da Silva.

Uma interessante iniciativa organizada pelo Instituto de História Contemporânea.

Um problema pleno de actualidade, certamente com leituras contraditórias, suscitando por isso um interessante debate.

A.A.B.M.

LUZ DE ALMEIDA - CONFERÊNCIA POR ANTÓNIO VALDEMAR



CONFERÊNCIA: "Luz de Almeida (1867-1939) Grão-Mestre da Carbonária e um dos fundadores da República";
ORADOR: António Valdemar (jornalista e olisipógrafo);
DIA: 3 de Maio (17 horas);
LOCAL: Biblioteca de São Lázaro (Rua do Saco, 1, Lisboa - Freguesia da Pena);
ORGANIZAÇÃO: Jorge Trigo & Biblioteca de São Lázaro, com apoio da Fundação Mário Soares e do G.O.L. [Grande Oriente Lusitano].

J.M.M.

RELATÓRIOS DE LIVROS CENSURADOS



Um conjunto de Relatórios de Livros Censurados pelo Secretariado Nacional de Informação (Censura) estão digitalizados na Torre do Tombo online - AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.

FOTO: documento de proibição da obra "Historia Critica de la Teoria de la Plus Valia", de "Carlos Marx".

J.M.M.

LIVROS PROIBIDOS NO REGIME FASCISTA (VII)




- MARCHAS, DANÇAS E CANÇÕES PRÓPRIAS PARA GRUPOS VOCAIS OU INSTRUMENTAIS POPULARES [capa de Vespeira], Música de Fernando Lopes Graça; Versos Inéditos de Armindo Rodrigues, Arquimedes da Silva Santos, Carlos de Oliveira, Edmundo Bettencourt, João José Cochofel, Joaquim Namorado, José Ferreira Monte, José Gomes Ferreira e Mário Dionísio; Lisboa, Seara Nova, 1946, 46 pgs.

FOTO 2: Documento da PIDE sobre a apreensão do livro "Marchas, Danças e Canções" [via Torre do Tombo]

J.M.M.

Quarta-feira, 25 de Abril de 2012

LIVROS PROIBIDOS NO REGIME FASCISTA (VI)




- NOVOS CONTOS DO GIN, Mário Henrique-Leira, Lisboa, Editorial Estampa, 1973, 183-VII págs.

"Entrei.
- Tire o chapéu – disse o Senhor Director.
Tirei o chapéu.
- Sente-se – determinou o Senhor Director.
Sentei-me.
- O que deseja? – investigou o Senhor Director.
Levantei-me, pus o chapéu e dei duas latadas no Senhor Director.
Saí
"

Mário Henrique-Leira, História Exemplar.

J.M.M.

III CONGRESSO DA OPOSIÇÃO DEMOCRÁTICA - AVEIRO 1973




III CONGRESSO DA OPOSIÇÃO DEMOCRÁTICA - Aveiro 4 a 8 de Abril de 1973

J.M.M.

OTELO SARAIVA DE CARVALHO



"E, oxalá que, realmente não tenhamos que um dia encher a arena do Campo Pequeno com muitos contra-revolucionários, antes que os contra-revolucionários nos metam a nós no Campo Pequeno"

Otelo Saraiva de Carvalho, 15 de Junho de 1975

J.M.M.

LIVROS PROIBIDOS NO REGIME FASCISTA (V)



- Anti-Dühring ou a Subversão da Ciência pelo sr. Eugénio Dühring, Frederico Engels [trad. Isabel Hub & Teresa Adão], Edição Fernando Ribeiro de Mello (Afrodite), 1971, 398-(1) pgs;

- Da Prática: De onde vêm as ideias justas, Mao Tsé-Tung [trad. José Pacheco Pereira & Maria Helena Cunha], V. Nova de Famalicão, Distribuição Livraria Brandão (Cadernos Vanguarda, nº1), 1971, 29 pgs.

J.M.M.