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quarta-feira, 29 de maio de 2019

[CICLO DE CONFERÊNCIAS – DIÁLOGOS COM SENTIDOS] – O ESTADO LAICO?



CONFERÊNCIA: O Estado Laico?

DIA: 31 de Maio 2019 (21,00 horas);
LOCAL: Auditório do Museu Municipal Santos Rocha (Figueira da Foz);

ORADORES: Catarina Marcelino [Secretária de Estado da Cidadania e Igualdade] | Pedro Vaz Patto [Juiz e Pres. da Comissão Nacional Justiça e Paz] | António Ventura [Historiador e Grão-Mestre Adjunto do Grande Oriente Lusitano;

MODERADORES: Paulo Mendes Pinto [Universidade Lusófona] | Joaquim Franco [Investigador na Área das Ciências das Religiões];

 
► Trata-se da VIII Conferência, e última, do Ciclo “Diálogos ComSentidos”, que todos os meses, na cidade da Figueira da Foz, um grupo informal e inter-religioso - com apoio da Câmara Municipal local, a Área de Ciências das Religiões da Universidade Lusófona e o INTEP – promove. As excelentes sessões temáticas já realizadas, com a participação de diferentes sensibilidades filosóficas e/ou religiosas, tiveram como temas: “Humano e Divino”, “A Igualdade de Género”, “A Morte”, “O Mistério e a Fé”, “A Meditação”, “Os Jovens e a Comunicação”, “A Sustentabilidade”.

Esta última sessão, do actual Ciclo, terá como tema - “O Estado Laico?” e realizar-se-á no Auditório do Museu Municipal Santos Rocha, pelas 21 horas. 

A não perder.

J.M.M.

sábado, 11 de maio de 2019

CONFERÊNCIA – AQUILINO RIBEIRO, CARBONÁRIA E MAÇONARIA



CONFERÊNCIA: Aquilino Ribeiro, Carbonária e Maçonaria

ORADOR: Prof. António Ventura [Centro de História da FLUL];

DIA: 16 de Maio 2019 (10,15 horas);
LOCAL: Biblioteca Nacional de Portugal (Campo Grande 83, Lisboa);

A Biblioteca Nacional de Portugal acolhe no próximo dia 16 de Maio de 2019 um Colóquio consagrado à figura e à obra de Aquilino Ribeiro. A partir da oportunidade oferecida pelo centenário da primeira edição do romance Terras do Demo (1919), esta iniciativa está centrada na análise dos anos que decorreram entre o regresso de Aquilino a Lisboa, vindo do seu primeiro exílio em Paris, e o início do segundo exílio do escritor, ditado pela sua participação na frustrada tentativa de derrube da ditadura militar, em Fevereiro de 1927.
 
Os participantes no Colóquio estão convidados a explorar a Lisboa de Aquilino, articulada entre os seus diversos lugares de residência na cidade, o Liceu Camões, onde ensinou, e a Biblioteca Nacional, na qual ingressou pela mão de Raúl Proença e Jaime Cortesão. Estarão também presentes a França e a Alemanha que observou nestes anos e veio a transpor para títulos tão importantes como É a Guerra e Alemanha Ensanguentada.
 
Numa época marcada pela I Guerra Mundial e pela implantação da República em Portugal, este é um dos mais sugestivos períodos da vida do grande escritor que foi Aquilino Ribeiro, marcado pela escrita de viagens, pela criação de personagens intemporais como as que dão vida a O Malhadinhas e ao Romance da Raposa ou, ainda, pelos textos que compôs para o Guia de Portugal de Raúl Proença.
 
A par deste Colóquio, será inaugurada uma exposição biobibliográfica ilustrativa da temática debatida no evento. A exposição estará patente na Sala de Referência da Biblioteca Nacional entre 16 de Maio e 30 de Agosto, com entrada livre. O Colóquio «Aquilino, Anos 20: entre o exílio e as geografias de Lisboa» é organizado conjuntamente pelo Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa (CEG-ULisboa) e pelo Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CLEPUL), em parceria com a Biblioteca Nacional de Portugal.

 
Esta iniciativa é realizada no âmbito das actividades do grupo de investigação ZOE – Dinâmicas e Políticas Urbanas e Regionais do CEG e do grupo de Investigação Literatura e Cultura Portuguesas do CLEPUL. A Exposição beneficia da colaboração complementar do Arquivo e da Biblioteca da Escola Secundária de Camões” [AQUI] - sublinhados nossos]
 
A não perder.
 
J.M.M.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

[DIA 4 FEVEREIRO] CONFERÊNCIA – “A INICIAÇÃO DE [VITORINO] NEMÉSIO”



DIA: 4 de Fevereiro de 2019 (17,00 horas);
ORADOR: Luiz Fagundes Duarte;

LOCAL: Academia das Ciências de Lisboa (Rua da Academia das Ciências, 19);
ORGANIZAÇÃO: Academia das Ciências de Lisboa

No decorrer do Ciclo de Conferências “100 Anos de Prosa”, a Academia da Ciências de Lisboa promove, no dia 4 de Fevereiro, uma curiosa Conferência sobre Vitorino Nemésio, sendo ilustre orador o Professor Luiz Fagundes Duarte  


 
► “No seu romance de estreia –  Varanda de Pilatos  (1926) –, Nemésio descreve uma suposta iniciação maçónica: o 'iniciado', que adoptou Bartolomeu dos Mártires como nome simbólico, é a personagem Venâncio, na qual se identificam traços biográficos do autor – que por sua vez, pouco tempo antes (1923), fora iniciado como Manuel Bernardes na Loja ‘A Revolta’, de Coimbra. 

Mais tarde (no ensaio 'Da Poesia', 1961), Nemésio considera que o soneto de BaudelaireCorrespondances’ – de forte simbologia maçónica –, se viria a transformar em ‘um dos pretextos capitais da teoria da essência poética, senão o seu fundamento’.

Finalmente, na dedicatória de Limite de Idade (1972) a Aurélio Quintanilha, Nemésio aplica a este seu amigo – cientista, professor e maçon, além de conterrâneo da Ilha Terceira –, e à sua obra científica, o conceito maçónico do ‘eterno retorno’.

Sigamos, pois, o trilho de Nemésio pela «floresta de símbolos» que é a sua obra literária” [AQUI]

A não perder. 
 
J.M.M.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

[CONFERÊNCIA] “FELIZMENTE HÁ LUAR” – LUÍS DE STTAU MONTEIRO, A CENSURA E A PIDE




DIA: 14 de Dezembro de 2018 (18,00 horas);
LOCAL: Exploratório Centro Ciência Viva de Coimbra [Rotunda das Lages. Parque Verde do Mondego], Coimbra;
ORGANIZAÇÃO: Lojas do Saber

ORADOR: PROF. Luís Reis Torgal

“Investigador do Estado Novo de Salazar, o conferencista teria necessariamente de vir a estudar a questão da Censura aos escritores e a sua repressão por parte da PIDE. Desta forma orientou alunos no âmbito de um projecto a que chamou precisamente “A repressão e os escritores no Estado Novo”.

Também se interessou, nesse âmbito, por Luís de Sttau Monteiro (1926-1993), que foi autor de uma peça histórica simbólica da luta contra a repressão — Felizmente há luar! (1961). Percebeu então que os documentos da Censura não são suficientes para entender o fenómeno da repressão intelectual. É o arquivo da PIDE que nos dá respostas mais cabais, não só no que diz respeito a esta peça trágico-heróica, mas relativamente a outras peças, que levaram Sttau Monteiro à prisão, de que se destaca A Guerra Santa ou A Estátua (1966).

Ver-se-á então o sentido do “outro teatro” de Sttau Monteiro, que poderemos chamar “teatro do absurdo”, e as suas reacções, ao nível do Estado e da oposição, pois a prisão do escritor — que depois de um longo período em que não pôde ver as suas obras em palco, acabou no tempo marcelista e, sobretudo, depois do 25 de Abril por ser encenado várias vezes — acabou por criar um grande movimento de intelectuais nacionais e estrangeiros que o levaram à liberdade. Mesmo a justiça militar acabou por conceder essa libertação. Foi, sem dúvida, uma das vitórias da oposição, ao mesmo tempo que um teatro de luta se afirmava em vários pontos do país, sempre vigiado pela Censura” [AQUI]

A não perder!

J.M.M.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

[COIMBRA] CONFERÊNCIA – VITORINO NEMÉSIO. O POETA



CONFERÊNCIA: Vitorino Nemésio – o Poeta;
DIA: 06 de Dezembro de 2018 (21,00 horas);

ORADOR: Vasco Pereira da Costa;

LOCAL: Salão Nobre da ACM (Rua Alexandre Herculano, 21), Coimbra;
ORGANIZAÇÃO: A.C.M.

A propósito do 40.º Aniversário do passamento de Vitorino Nemésio (1901-1978) e do 100.º Aniversário da Associação Cristã da Mocidade

[foi fundada em Coimbra em 1914, com o nome de Federação de Académicos; passou depois a denominar-se Associação Cristã de Estudantes (o poeta Afonso de Sousa foi um dos seus presidentes) para se fixar na sua actual designação; surge em Londres em 1844 e em Portugal é na cidade do Porto, em 1894, que se funda a sua primeira associação; e não deixa de ser curioso o facto de movimento ACM ter nascido do protestantismo; e aqui refira-se, como exemplo, o assumido republicano, maçon (foi grau 33) e pastor protestante Eduardo Moreira (1886-1980), que teve um papel importante no desenvolvimento do espirito filosófico do movimento ACM, como no escotismo. Eduardo Moreira foi um dos fundadores da União Cristã da Mocidade Portuguesa, em 1898, depois denominada ACM, “celebrizada pela insígnia triângulo vermelho e centrada na promoção do desenvolvimento cultural, artístico e desportivo dos sectores mais jovens" (sobre Eduardo Moreira ver: Rita Mendonça Leite, Protestantismo e Republicanismo - o percurso de Eduardo Moreira, protestante e membro do Partido Republicano Português, Lusitânia Sacra, tomo XIX-XX, 2007-08)]

há lugar a uma conferência sobre Vitorino Nemésio (o Poeta) a cargo de Vasco Pereira da Costa, na Associação Cristã da Mocidade (Coimbra).

A não perder.  

J.M.M.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

A MAÇONARIA EM ÉVORA (1908-1936) - CONFERÊNCIA



DIA: 22 de Novembro de 2018 (18,30 horas);

LOCAL: Biblioteca Pública de Évora [Largo do Conde de Vila Flor 4, Évora];
ORGANIZAÇÃO: Centro de História da UL | IHCFCSH-UNL | Centro de Estudos de História e de Filosofia da Ciência da Universidade de Évora.

ORADOR: Prof. António Ventura

"O Centro de História da Universidade de Lisboa irá promover uma conferência intitulada "A Maçonaria em Évora (1908-1936)", a ter lugar na Biblioteca Pública de Évora, no próximo dia 22 de novembro.

A conferência será proferida pelo Professor Doutor António Pires Ventura, Professor Catedrático do Departamento de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Organização: Centro de História da Universidade de Lisboa; Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; Centro de Estudos de História e de Filosofia da Ciência da Universidade de Évora" [AQUI]

J.M.M.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

A GUERRA E OS ISMOS: DE 1918 A 2018 - CONFERÊNCIA


No Agrupamento de Escolas de Pombal - Escola Secundária de Pombal, realiza-se amanhã, 21 de Novembro de 2018 uma conferência para assinalar o Centenário do Armistício e o final da Grande Guerra, tendo por conferencista o Doutor Sérgio Neto, investigador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS 20 - Universidade de Coimbra) e do Instituto de História Contemporânea (FCSH-Universidade Nova de Lisboa).

A sessão decorre a partir das 9.30h, no auditório Dra. Gabriela Coelho, da Escola Secundária de Pombal.

O tema da conferência será A Guerra e os Ismos: de 1918 a 2018.

O conferencista, Sérgio Neto, licenciou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra em 2000 e tem desenvolvido a sua investigação em torno do colonialismo e da Grande Guerra. Recebeu o prémio da Fundação Eng. António de Almeida nesse ano. Investigador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX. Em 2007 concluiu o Mestrado em História Contemporânea.
Desenvolve a sua actividade profissional como professor dos ensinos básico e secundário, tem vindo a realizar investigação sobre a história político-cultural de Cabo Verde desde 2001, altura em que ganhou o Prémio “Estímulo à Investigação” do Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian, na área – “Colonialismo e Pós-Colonialismo no Espaço Lusófono”. 
Concluiu o Doutoramento em Altos Estudos Contemporâneos (Estudos Internacionais Comparativos) pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra em 2014. 
Os resultados conheceram publicação em diversos artigos.
Tem publicadas entre outras as seguintes obras:

O Currículo Vitae detalhado da produção científica pode ser consultado AQUI.

Com os votos do maior sucesso para esta iniciativa de âmbito escolar.

A.A.B.M.


domingo, 4 de novembro de 2018

CONFERÊNCIA – “LEAL DA CÂMARA, PORTUGAL, O MUNDO E A CASA”



CONFERÊNCIA: Leal da Câmara, Portugal, o Mundo e a Casa
ORADOR: António Valdemar (Academia das Ciências) | imagens de Álvaro Carrilho;

DIA: 7 de Novembro 2018 (16,00 horas);
LOCAL: Casa Museu Leal da Câmara [Calçada da Rinchoa, 67, Rio de Mouro]

"A vida, a obra e a projeção  de mestre Leal da Câmara (1876-1948), um dos maiores panfletários da caricatura, em Portugal, em Espanha e em França, vai ser objeto de uma visão retrospetiva por António Valdemar, a realizar no próximo dia 7 de Novembro, na sala multiusos que tem o nome do artista e se encontra instalada na Casa Museu Leal da Câmara, na Rinchoa, Rio de Mouro.

A conferência, subordinada ao titulo genérico «Leal da Câmara, Portugal, o Mundo e a Casa”, destina – se a encerrar  um ciclo comemorativo promovido pelo investigador  e diretor do museu Élvio Melim de Sousa e que tem o patrocínio do Presidente da Camara de Sintra e dos responsáveis pela área da cultura.
 
 

Assim, vão estar em destaque os aspetos mais significativos da criação plástica e da intervenção cívica de Leal da Câmara  que, em 1900, foi o primeiro português a conhecer Picasso, em Paris, e  que também conviveu com outras notáveis personalidades internacionais como, por exemplo, Anatole France,  Trotsky,  Valle Inclan e Ruben Dario; poetas e escritores portugueses como Cesário Verde, Gomes Leal, Guerra Junqueiro e  Aquilino Ribeiro; artistas como Stuart Carvalhais,  Almada Negreiros e  Jorge Barradas, além de políticos  como Afonso Costa, João Chagas, Magalhães Lima, António José de Almeida etc. 

A conferência será acompanhada por um power point concebido pelo designer Álvaro Carrilho".

A não perder.
 
J.M.M.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

CONFERÊNCIA – VITORINO NEMÉSIO: OS CEM ANOS DO ENCONTRO DO “MAU TEMPO NO CANAL”



CONFERÊNCIA: Vitorino Nemésio: os cem anos do encontro do cenário do “Mau Tempo no Canal” [com colaboração musical de Carlos Alberto Moniz | poesia de Vitorino Nemésio | imagens de Álvaro Carrilho]

ORADOR: António Valdemar (jornalista e investigador, membro da Classe de Letras da Academia das Ciências);

DIA: 11 de Outubro 2018 (15,00 horas);
LOCALAcademia das Ciências de Lisboa [Rua da Academia das Ciências, 19, Lisboa]
 
Para assinalar o Centenário da génese de “O Mau Tempo no Canal”, o encontro em 1918 de Vitorino Nemésio (1901-1978) com a paisagem geográfica e humana das ilhas do Faial, do Pico e de São Jorge, António Valdemar [membro da Classe de Letras da Academia das Ciências], apresenta uma Comunicação intitulada “Vitorino Nemésio: os cem anos do encontro do cenário do Mau Tempo no Canal”. Publicada em 1944 pela Livraria Bertrand, o romance Mau Tempo do Canalé obra incontornável da história literária portuguesa. Tem como cenário as ilhas do Faial, Pico, São Jorge e Terceira, com o seu núcleo central passado na cidade da Horta, lugar onde o adolescente Vitorino Nemésio concluiu os seus estudos liceais e o “marcou profundamente”.

A não perder.

J.M.M.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

[CONFERÊNCIA] O CONTRIBUTO DA 1ª REPÚBLICA NA DEFESA E VALORIZAÇÃO DO PATRIMÓNIO



CONFERÊNCIA: “O contributo da 1ª Republica na defesa e valorização do património”;
ORADOR: António Valdemar;

DIA: 3 de Maio 2018 (18,30 horas);

LOCAL: Biblioteca /Museu República e Resistência [Rua Alberto Souza, 10 A - Cidade Universitária];
ORGANIZAÇÃO: Bibl / Museu República e Resistência | Associação Academia Hipócrates.

A não perder.

J.M.M.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

EVOCAÇÕES DO CENTENÁRIO DA BATALHA DE LA LYS PELO PAÍS



Há cem anos atrás, as tropas portuguesas a combater na Europa enfrentaram uma grande ofensiva alemã nos dias 8 e 9 de Abril de 1918. A batalha tornou-se um dos momentos icónicos da participação portuguesa na Grande Guerra. Apesar dos relatos ingleses, alemães e portugueses apresentarem algumas discrepâncias entre si, o resultado desta batalha representou um desaire importante para o Corpo Expedicionário Português. No entanto, ao mesmo tempo esta batalha permitiu construir um novo grupo de heróis, os combatentes que mais se destacaram na Batalha de La Lys.

O objetivo deste apontamento não é discutir a batalha, nem os seus resultados mas sim assinalar as evocações que se vão fazendo nestes dias recordando as figuras e os acontecimentos de há 100 ano atrás.

Entre as várias cerimónias comemorativas que já se realizaram ou que se vão realizar destacam-se as seguintes:

- Batalha:

- Cascais: 

- Chaves:

- Constância:
"Constância e a Grande Guerra - Das manobra de Tancos à Batalha de La Lys"



- Elvas:

- Fafe:

- Guimarães



- Lamego
"Evocação do Centenário da Batalha de La Lys"

- Oliveira de Azemeis:


- Ponta Delgada:



- Tomar: 

“O Centenário da Batalha de La Lys e o Dever de Memória”

- Viana do Castelo
"Centenário da Batalha de La Lys- Homenagem ao Major Xavier da Costa"



- Vila Nova de Famalicão:


- Vila Real

 Estes são alguns exemplos das cerimónias que vão decorrer hoje e nos próximos dias em Portugal.

A.A.B.M.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

O PINTOR DOMINGOS REBÊLO EM 10 PINCELADAS – LIVRO E CONFERÊNCIA



AUTORA: Rosa Maria Neves Simas;
EDITORA: Letras Lavadas;

APRESENTAÇÃO:

DIA: 2 de Fevereiro de 2018 (21,30 horas);
LOCAL: Casa dos Açores [Rua dos Navegantes, 21 – à Lapa], Lisboa;
ORGANIZAÇÃO: Casa dos Açores;

ORADORES: António Valdemar (Academia das Ciências) | Jorge Rebêlo

 
O pintor e professor Domingos Maria Xavier Rebelo (1891-1975) nasceu em Ponta Delgada a 3 de Dezembro de 1891, de família de “posses modestas” mas que valorizava o ensino e a educação, como uma valia importante para a ascensão social e cultural. Fez Domingos Rebelo os seus estudos (de forte componente católica) no Instituto Fischer, revelando cedo uma especial propensão para as artes e a pintura. Ingressou na Escola de Artes e Ofícios Velho Cabral [por iniciativa do Decreto de 22 de Agosto de 1889, de Emídio Navarro, são fundadas Escolas Técnicas nos Açores; a 1 de Outubro de 1890 inicia-se as aulas na Escola de Desenho Industrial Gonçalo velho Cabral, curiosamente no solar onde nasceu Antero de Quental], actual Escola Secundária Domingos Rebelo. Com apoio dos condes de Albuquerque, “impressionadas com a qualidade da sua arte”, Domingos Rebelo parte para Paris para prosseguir os seus estudos (tinha 15 anos de idade).


É em Paris que Domingos Rebelo estuda e convive com uma plêiade de notáveis nomes da pintura [Léon Bonnat, Amadeu de Sousa Cardoso, Santa Rita Pintor, Emmerico Nunes, Dórdio Gomes, Eduardo Viana, Manuel Bentes, Pedro Cruz] que lhe marcam decisivamente a sua valiosa obra artística.    

Regressa em 1913 a sua Ilha de S. Miguel, ali permanecendo 30 anos, com deslocações a Lisboa, participando regularmente em exposições na Sociedade Nacional de Belas-Artes. A partir de 1942 estabelece-se em Lisboa, onde produz obras importantes, ao mesmo tempo que leciona, foi director da Biblioteca Museu do Ensino primário, director da Academia Nacional de Belas Artes (1947-1970).

Morre a 11 de Janeiro de 1975.  

J.M.M.

domingo, 5 de novembro de 2017

[CONFERÊNCIA] O ALMIRANTE AUGUSTO EDUARDO NEUPARTH (1859-1925). CIÊNCIA E RAZÃO DE ESTADO



CONFERÊNCIA: O Almirante Augusto Eduardo Neuparth (1859 – 1925) Ciência e Razão de Estado;
DIA: 7 de Novembro 2017 (17,30 horas);

ORADOR: [Académico] Carlos Manuel Baptista Valentim;
LOCAL: Auditório da Academia de Marinha [Rua do Arsenal, porta H], Lisboa;
ORGANIZAÇÃO: Academia de Marinha.

Augusto Eduardo Neuparth, ilustre oficial da Marinha, engenheiro hidrógrafo (de que foi notável especialista, com vários e valiosos trabalhos realizados e publicados), republicano e maçon, Ministro da Marinha e Colónias (pertenceu ao último governo de Bernardino Machado), Director-Geral da Marinha e das Obras Públicas, presidente da Comissão de Pesca, director da revista “Pesca Marítima”, um conhecedor e apaixonado de assunto navais e da pesca marítima, nasceu em Lisboa a 11 de Outubro de 1859 e era filho de Virgínia Júlia de Oliveira Basto e do músico Augusto Neuparth (1830-1887)

[Augusto Neuparth (1830-1887) foi músico da Real Câmara, professor do Conservatório Real de Lisboa e da Real Academia dos Amadores de Música. Presidente da Associação de Musica 24 de Junho e do Montepio Filarmónico. Era filho de Eduardo Neuparth, também músico, e da sua segunda mulher, Margarida Boehmler (cf. Esteves Pereira, Diccionario historico, chorographico, heraldico, biográfico, vol1). Augusto Neuparth seguiu os ensinamentos de seu pai e aos 17 anos, estreia-se como concertista, entrando depois (1848) para a orquestra do Teatro de S. Carlos. Extraordinário executante de diferentes instrumentos musicais e excelente compositor (estudou música em Leipzig e Paris – aqui aprendeu saxofone, tornando-se exímio nessa arte), deixou-nos um curioso livro, “Lições de Harmonia, Contraponto e Fuga, …” (1853), além de várias composições. Foi professor do Conservatório (1862), seu secretário e delegado ao Conselho Superior de Instrução Pública, proprietário de um estabelecimento de musica na rua Nova de Almada, redactor (e proprietário) da revista musical “O Amphion”. Morre a 20 de Junho de 1887 e o seu funeral foi “imponentíssimo”]  

Augusto Eduardo Neuparth tomou praça na Companhia dos Guardas-Marinhas (1879), cursou na Escola Politécnica de Lisboa, na Escola do Exercito e na Escola Naval, obtendo carta de engenheiro hidrógrafo.
 
 

Seguiu a carreira de oficial da marinha (foi promovido a contra-almirante em 1917 e a vice-almirante em 1919), estagiou nas colónias portuguesas de Africa, dedicando-se ao estudo de assunto geodésicos, hidrográficos, topográficos e de pesca marítima. Embarcou como oficial de guarnição em diferentes navios, serviu de secretário de Brito Capelo na expedição ao Zaire, tomou parte em outras várias expedições. Em todas elas apresentou trabalhos de grande competência e valia científica. Refira-se, o serviço realizado no Real Observatório Astronómico de Lisboa, na direcção dos Trabalhos Geodésicos, Topográficos, Hidrográficos e Geológicos. Fundou e dirigiu a revista “A Pesca Marítima”. A sua obra bibliográfica é importante, pelos vários estudos sobre Moçambique, sobre a implantação de “faróis” ao longo da nossa costa (foi chefe da secção de faróis no Ministério da Marinha).

Augusto Eduardo Neuparth foi um republicano independente (porém perto de António José de Almeida, que curiosamente acompanha em missão ao Brasil, em 1922, na qualidade de representante da Marinha), adversário de Sidónio Pais, tendo sido preso, por isso, quando se encontrava a chefiar o cruzador Vasco da Gama (ao que parece, estaria integrado na revolta de 8 de Dezembro). Ao longo da sua carreira prestou importantes serviços à República desempenhando cargos navais nos Açores e na India, foi presidente da Comissão de Pescas, Ministro da Marinha e Colónias (1914), chefiou a base Naval dos Açores (1918), comandou o cruzador Vasco da Gama e foi diretor-geral da Marinha e Obras Públicas. Teve inúmeras condecorações pelos serviços distintos que realizou [ver Esteves Pereira, ibidem]

Augusto Eduardo Neuparth integrou o Grande Oriente Lusitano Unido, tendo sido iniciado na loja “Cruzeiro do Sul”, nº211 [Lourenço Marques; a loja praticava o REAA e foi fundada em 1900, mantendo-se em atividade até á clandestinidade; a loja maçónica “Cruzeiro do Sul” foi importante, tendo tido uma valiosa atividade profana, nomeadamente na fundação da Associação dos Velhos Colonos (1919), no criar da Escola Industrial de Artes Decorativas, ao patrocinar a Escola Comercial, bem como no fomento de associações de caracter social relevante] a 10 de Janeiro de 1900, passando a coberto no final desse mesmo ano [cf. António Ventura, A Marinha de Guerra Portuguesa e a Maçonaria, p. 79]

Morre em 24 de Agosto de 1925, na sua residência (rua Rodrigues da Fonseca) em Lisboa.        
 
J.M.M.