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domingo, 23 de agosto de 2020

24 DE AGOSTO DE 1820 - 24 DE AGOSTO DE 2020: BICENTENÁRIO

Assinalando os acontecimentos de 24 de Agosto de 1820, há algumas iniciativas a decorrer durante o dia, para assinalar o evento:

- No Porto:

- Em Coimbra:

- Na Figueira da Foz:



O programa previsto para se desenvolver ao longo de vários meses [entretanto com as actividades suspensas ou adiadas] pode ser consultado na página que pode/deve ser consultada AQUI:
https://1820.porto.pt/

A.A.B.M.
J.M.M

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

CAUSAS DA ECLOSÃO E DO MALOGRO DO 31 DE JANEIRO [1891]



A causa próxima e directa da eclosão do movimento de 31 de Janeiro de 1891 foi a consciência do contraste entre uma Pátria, forte e digna, que abrira à Europa e, em particular à Inglaterra, as estradas dos Oceanos e as portas do Oriente, e a Pátria de então, que cedeu, com humilhação e opróbrio, à brutalidade do «Ultimatum» inglês.

Mais uma vez o Porto assumiu, heroica mas isoladamente, as responsabilidades que lhe cabiam como capital cívica do país. O Porto salvou a honra da nação. Viu-se que nem tudo estava perdido. E o malogro dos precursores acendeu uma chama de esperança, que não voltou a apagar-se.

Mas a consciência nacional, despertada pelo centenário popular de Camões e pela mutilação que Portugal sofrera no seu corpo ultramarino, balbuciava apenas. Era-lhe impossível ainda mobilizar todas as energias da nação. A ideologia do partido republicano, incipiente, mostra-se por demais abstracta e desligada dos grandes problemas sociais. Os intelectuais e, em particular, os «Vencidos da Vida», amadores em política, e quase todos simples demolidores, mostraram-se, na sua maioria, inaptos para a renovação construtiva. Em vão Antero clamou que a primeira necessidade dos portugueses, incluindo os seus pares, era fazer exame de consciência e renegar corajosamente os crimes e erros próprios.

Se a história não tem sido a mestra da vida, é porque os homens são tardos e remissos em aprender as suas lições e actualizá-las em acção”.

[Jaime Cortesão, 25-1-1956] *

* Texto editado pela Comissão das Comemorações do 31 de Janeiro no Porto, em 1956, constituída por António Macedo, Armando Castro, Artur Andrade, Guedes Pinheiro, Júlio Semedo, Mário Cal Brandão, Silva Petiz, Veloso de Pinho e Oliveira Valença.

J.M.M. 

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

[PORTO] COMEMORAÇÃO DO 31 DE JANEIRO DE 1891




DIA: 31 de Janeiro 2019 (10,00 horas);
LOCAL: Cemitério do Prado do Repouso;
ORGANIZAÇÃO: Associação Cívica e Cultural 31 de Janeiro.


10h00m – Cemitério do Prado do Repouso. Concentração na entrada do Largo Soares dos Reis;
 
10h30m – Cortejo com destino ao monumento aos Heróis 31 de JANEIRO de 1891 (portão do Largo Padre Baltazar Guedes);
 
11h00m – No monumento aos Heróis 31 de JANEIRO de 1891
 
Içar da bandeira e canto do Hino Nacional pelo Tenor João Miguel Gonçalves | Colocação de coroas de flores
 
Abertura da sessão pelo Presidente da Assembleia Geral da Associação 31 de JANEIRO, Dr. Carlos Nunes
 
Evocação dos “Heróis 31 de JANEIRO de 1891 pelo Prof. Doutor José de Faria Costa, Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e ex Provedor de Justiça (2013/17).
 
Intervenções das entidades:
 
Associação Nacional de Sargentos | Presidente da Direcção Associação Cívica e Cultural 31 de JANEIRO, Dr. Luís Cameirão | Presidente do Conselho da Área Metropolitana do Porto (a confirmar)  | Presidente da Assembleia Municipal do Porto, Dr. Miguel Pereira Leite
 
Hino NacionalVivas aos Heróis do 31 de JANEIRO e à República
 
J.M.M.

domingo, 30 de setembro de 2018

IN MEMORIAM FERNANDO FERNANDES [1934-2018]



Partiu de entre todos nós, FERNANDO FERNANDES, livreiro da mítica livraria portuense “Leitura” (com uma entrada na rua de Ceuta e outra pela rua José Falcão; foi fundada em Setembro de 1968 por Fernando Fernandes e José Carvalho Branco, silenciando-se só em 1999), um espaço de encontro, esperança e luta contra a ditadura, um local de culto que uma geração conheceu e venerou. Anos antes (1958) já Fernando Fernandes, o guardião dos livros, tinha decidido entrar no mundo dos livros, criando a livraria “Divulgação”.
Fernando Fernandes nasceu em Águeda e vem residir [em 1941; cf. Pedro Pereira Leite, Pela estrada larga: O Livreiro Fernando Fernandes e as memórias duma geração – texto que seguimos de perto e para qual remetemos a sua gostosa leitura] para a cidade do Porto, que muito amou. Órfão muito cedo, acedeu ao convite para dirigir a sessão de livros da papelaria Aviz. Tinha 18 anos e um especial assombro e entusiasmo pelo papel impresso. Estava traçado o seu destino nessa nobre “arte de vender livros”, da qual muitos dos livreiros herdaram muito do que sabem. O “poeta dos livros” marcou, seguramente, toda uma geração de livreiros.

Fernando Fernandes não era, porém, um simples e erudito livreiro, era um cidadão íntegro e de corpo inteiro, que vivia intensamente o seu tempo, por isso não espanta que tenha (em 1953) integrado o MUD Juvenil [idem, ibidem], combatendo com determinação a ditadura. Foi aí, porventura, pelas tertúlias culturais organizadas pela oposição, e onde participa, que lhe nasce esse gosto e entrega pelo serviço público cultural, ornamento do seu negócio do livro.    

Foi preso (1955), internado no hospital psiquiátrico [Conde Ferreira; idem ibidem] e julgado no célebre processo [o seu advogado era Alexandre Babo] que levou à prisão 52 democratas do Porto, na violenta repressão salazarista que se abateu contra os estudantes universitários do Porto, e que culminou na proibição legal (1957) do MUD Juvenil. Sai em liberdade e regressa à sua secção de livros da papelaria Aviz.   
Em 1958, na sequência da sua colaboração com o movimento cívico “Convívio” [que editava os cadernos Convívio, como depois publicava livros; tinha os bons auspícios de Afonso Cautela], vendendo no seu estabelecimento as suas edições, foi-lhe feito a proposta de criar uma livraria, convidando Fernando Fernandes para a sua direção. Fernando Fernandes depois de muita hesitação [“foi a decisão mais difícil da minha vida” – ibidem] deixou o trabalho na papelaria Aviz (com alguma tristeza, pela sua grande amizade com o proprietário, Manuel Camanho) e funda em Junho a livraria “Divulgação”, “na esquina da rua de Ceuta nº 88, com a rua José Falcão. Como novidade, a nova livraria organizava-se com secções temáticas, publica um boletim bibliográfico mensal, patrocinava sessões de autógrafos com escritores, tinha uma galeria de arte e secção de discos, organiza exposições bibliográficas [como aquela organizada em 1963, por José Augusto Seabra, sobre o vate Fernando Pessoa, e que ficaria célebre pelo incidente verificado com o dr. Pedro Veiga (Petrus), e que não cumpre aqui referir]. Tudo isso era notoriamente inovador, pelo que desde o seu início foi um centro dinamizador cultural da cidade e um local conotado com o reviralhismo conspirativo e a oposição à ditadura. A Divulgação abriu mesmo duas livrarias mais, uma (1964) em Lisboa e outra em Viana do Castelo, o que de certo modo originou problemas financeiros que se foram agravando, levando ao encerramento da livraria em 1968 [sobre este assunto ver Pedro Pereira Leite, ibidem].



Fernando Fernandes não desiste e, com o apoio de Jaime Castelo Branco (que se torna seu sócio) reabre a livraria [recuperando-a da tutela da Bertrand], agora com o nome de “Livraria Leitura”. De novo impera o mesmo espírito de amor aos livros e tributo aos seus ledores, a mesma “referência da elite intelectual do Porto”, pelo que floresce e alarga-se a outras zonas e regiões (caso de Aveiro).  Até ao 25 de Abril de 1974, foi objeto contínuo de vigilância da PIDE, mas mesmo assim lá se encontravam os inúmeros opúsculos, textos e livros proibidos de circular pela censura, continuando a ser um local de paragem obrigatória ao cidadão democrata e livre, uma espaço de tertúlia cultural e de fraternidade. Em 1998 Fernando Fernandes reforma-se, “descontente com o rumo que estava a ser seguido pelo mercado livreiro, com a emergência de novos espaços comerciais, onde nem sempre o livro é tratado com a devida deferência”. Em 2017, Fernando Fernandes leiloa a sua estimada biblioteca (o Catálogo com a colaboração de Armando Alves e Albano Martins) e sua colecção de Arte.
Morre a 30 de Setembro de 2018.

[NOTA: agradecimento especial a Pedro Baptista]
J.M.M.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

GLÓRIA AOS REVOLUCIONÁRIOS DE 31 DE JANEIRO DE 1891



 
Glória ao 31 de Janeiro de 1891
 

A revolução republicana de 31 de Janeiro de 1891, na cidade do Porto, foi a primeira das várias “manifestações revolucionárias” visando implantar a República. Essencialmente militar (contando com o apoio de civis), a revolta republicana foi, passe o seu insucesso, um dos muitos “gritos patrióticos” erguidos contra a degradação da situação política, social e económica do final da monarquia, sendo, sem dúvida, uma data histórica de luta e paixão pelo ideário republicano em Portugal. Como tal faz parte do vasto património revolucionário republicano e democrático.

 
Eu meu Senhor, não sei o que é a República, mas não pode deixar de se uma coisa santa. Nunca na Igreja senti calafrio assim. Perdi a cabeça então como os outros todos. Todos a perdemos. Atirámos então as barretinas ao ar. Gritámos todos: Viva, Viva, Viva a República” [testemunho, em tribunal, de um soldado implicado no movimento]
J.M.M.

domingo, 21 de janeiro de 2018

22 DE JANEIRO DE 2018 - VIVA O SINÉDRIO - BICENTENÁRIO DA SUA FUNDAÇÃO


 
VIVA O SINÉDRIO
 
*
 
22 Janeiro 1818/2018 - Bicentenário da Fundação do Sinédrio
 
Jornal publicado pela Editorial Moura Pinto | Pró-Associação 8 de Maio
a ser distribuído gratuitamente no dia 22 de Janeiro de 2018, na cidade do Porto
 
[clicar nas imagens para ler]
 
J.M.M.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

CONFERÊNCIA / DEBATE – CORRUPÇÃO, TRANSPARÊNCIA E DEMOCRACIA


 


DIA: 18 de Fevereiro 2017 (15,00 horas);
LOCAL: Casa do Infante [Rua Alfandega, 10, Porto];
ORADORES: José Adelino Maltez; Ricardo Cardoso; Rui Moreira e Alberto Martins;

ORGANIZAÇÃO: Associação 31 de Janeiro, Associação Promotora do Livre Pensamento e Ateneu Comercial do Porto.

J.M.M.

domingo, 29 de janeiro de 2017

SANTOS CARDOSO (HENRIQUE JOSÉ DOS) – NOTA BREVE SOBRE UM DOS REVOLUCIONÁRIOS DO 31 DE JANEIRO DE 1891


 
Henrique José dos Santos Cardoso
 
Henrique José dos Santos Cardoso nasceu em Santa Comba de Vilariça, concelho de Vila Flor (distrito de Bragança) a 21 de Abril de 1842 [cf. Memórias do Abade de Baçal, tomo VII, p. 78; no Portugal Diccionario Historico, de Esteves Pereira e Guilherme Rodrigues, vol VI, p. 651, é referido o ano de 1843]. Era filho de João José dos Santos Cardoso e Teresa de Jesus, proprietários, naturais de Castro (concelho de Chaves).

Teve Santos Cardoso um filho [Henrique José dos Santos Cardoso], nascido no Porto a 3 de Novembro de 1870 e assassinado em Lisboa [“atingido pelas costas” por um tiro disparado quase em frente ao teatro de S. Carlos, na rua Paiva de Andrade, por elementos hostis ao Partido Republicano Português (refira-se que um dos presos, presumível coautor do crime, o operário do Arsenal Francisco Henrique de Morais, se suicidou na esquadra da travessa das Almas) quando se dirigia (juntamente com Alexandre Braga e Artur Costa) para a sede do PRP, para uma reunião do Diretório] em 28 de Fevereiro de 1915 [o seu funeral decorreu na cidade do Porto, estando presentes, na imponentíssima manifestação fúnebre para o cemitério do Repouso, inúmeros centros e grémios republicanos, vultos republicanos nacionais, entre eles o dr. Afonso Costa e Alexandre Braga]. Foi assistente de Química no Instituo Comercial e Industrial do Porto, desempenhou diversos cargos públicos e era deputado do PRP (eleito por Vila Nova de Gaia) na data do seu assassinato. Como seu pai, era um vigoroso republicano, jornalista (no jornal A Pátria), notável polemista e estimado bibliófilo.  

Henrique José dos Santos Cardoso (pai) foi barbeiro na sua terra natal antes de partir para o Porto, onde fixa residência [cf. Memórias do Abade de Baçal, ibidem] e estabelece o seu negócio, ao mesmo tempo que se torna um dos mais vigorosos jornalistas populares. De “hercúlea corpulência, as suas barbas infinitamente compridas, o seu grosso bengalão e, sobretudo, a virulência dos seus escritos, trouxeram por muito tempo aterrada a cidade do Porto” [ibidem].

Republicano (foi eleito para o Diretório do Centro Eleitoral Republicano do Porto, em 1878; participa, publicamente nas manifestações republicanas, presidindo mesmo a um comício anti-jesuítico no ano de 1888) e jacobino, é proprietário, fundador e redactor do periódico “A Justiça Portuguesa” [nº espécimen, 2 de Agosto de 1880 ao nº 727, de 25 de Junho de 1894 – suspendeu a publicação entre 16 de Janeiro de 1891 a Outubro de 1893; impresso na Typ. Alliança, depois na Typ Occidental, Porto], onde escreveu as mais “tenazes campanhas contra as instituições monárquicas” [Portugal Diccionario Historico, ibidem]. Tal atitude carreou-lhe inúmeros inimigos e a fama dos que professavam as “ideias avançadas” do republicanismo, apesar da maledicência e truculência que exercia nos seus escritos e na acção política [sobre esta questão em torno de Santos Cardoso, ver João Chagas & Ex-Tenente Coelho, “História da Revolta do Porto de 31 de Janeiro de 1891”, 1978, reed., p. 67-83; consultar, também, as diversas referências a Santos Cardoso em Guilherme Martins Rodrigues Sampaio, “A ideia federalista em Augusto Manuel Alves da Veiga 1850-1924”, obra de mestrado em História Contemporânea, FLUL, 2009), principalmente p.70 e ss.; consultar, ainda, o trabalho de Fernando de Sousa, A revolta de 31 de Janeiro de 1981]

Foi Santos Cardoso o “braço direito” de [Augusto Manuel] Alves da Veiga

[advogado, publicista, militante republicano federalista, fundador da primeira agremiação republicana do Porto (1876: trata-se do Centro Republicano Democrático do Porto, com sede na rua de S. Bento da Vitória, curiosamente no rés-do-chão da casa de habitação de Sampaio Bruno; refira-se que o Centro mudou de nome, passando a denominar-se Centro Eleitoral Republicano Democrático do Porto, em 1877, onde passou a pontificar Rodrigues de Feitas; aliás, Alves da Veiga foi o autor do seu “Manifesto” – sobre Alves da Veiga e o Centro Republicano, consultar, ainda, Guilherme Martins Rodrigues Sampaio, ob. cit.), importante maçon portuense e o chefe civil da revolta republicana do 31 de Janeiro de 1891],

tendo entrado com ele, no dia 31 de Janeiro de 1891, no edifico da Câmara Municipal, onde Alves da Veiga declara deposta a monarquia. Na verdade, foi (a partir de Agosto de 1890) na casa comercial do Santos Cardoso que muitos elementos da guarda-fiscal foram instruídos para a revolta republicana do Porto, aliciados pelo jornal “O Sargento” [Órgão dos Oficiais Inferiores do Exercito Português]. Diga-se que por detrás desse movimento republicano conspirativo estava João Chagas - que cedo compreendeu a importância moral e cívica de Alves da Veiga para coordenar a revolta - e o seu jornal “A Republica Portuguesa”. Por último, diga-se que terá sido o próprio João Chagas que “teve a ideia em Setembro (1890) de encarregar Santos Cardoso da agremiação dos sargentos – vide Guilherme Martins Rodrigues Sampaio, op. cit., p. 72].
 
   
Foi, portanto, Santos Cardoso um dos instigadores da revolta, um elemento valioso num certo período de tempo, muito embora com as limitações, demagogia, erros e a postura pouco moral - que lhe foi apontada por João Chagas, in História da Revolta do Porto de 31 de Janeiro de 1891, ibidem - e passe os termos depreciativos com que o virulento [Francisco] Homem Cristo [então tenente e chefe do Diretório Republicano de Lisboa, aliás líder da facção conservadora dos republicanos; Homem Cristo, que era contra a tentativa de rebelião do Porto, inclusive considerava-a como uma “provocação monárquica”, ao ponto de publicar no jornal “Debates” de 27 de Janeiro de 1891 um artigo em que atacava Alves da Veiga e Santos Cardoso, pedindo aos republicanos para que não dessem créditos aos dois – citado por Guilherme Martins Rodrigues Sampaio, op. cit., p. 79; idem por Fernando Sousa, ob. cit.] o apodou - como ter praticado actos cobardes e denunciando camaradas -, no seu livro “Os Acontecimentos de 31 de Janeiro e a minha prisão, Lisboa, 1891, que aliás carecem de ser confirmados.

Na brutal “ressaca” da revolta frustrada do 31 de Janeiro de 1891, de que resultou inúmeros mortos e estropiados entre os revoltosos, tendo que os melhores quadros republicanos sofrido pesadas humilhações entre o exílio (caso de Alves da Veiga, António Claro, Basílio Teles, Sampaio Bruno), a prisão e o degredo (João Chagas, Santos Cardoso, capitão Leitão, tenente Coelho e outros mais).

Santos Cardoso foi condenado, no conselho de guerra de Leixões a uma pena de prisão maior celular, por quatro anos, seguidos de degredo por oito. Pela amnistia de Fevereiro de 1893 regressou a Portugal e retomou o seu jornal, A Justiça Portugueza, agora fustigando os antigos correligionários.    

Escreveu Santos Cardoso: “Verdades de Sangue, com dois juízos críticos pelos Exmos Snrs. Drs Alves da Veiga e Pedro Amorim Viana (tem o retrato do autor), Porto, Tip. Ocidental, 1877, p. 92; “Verdades de Sangue. Escândalo Bancário, história dos acontecimentos da crise monetária e bancária de 1875 a 1877. Porto, Tip. de Alexandre da Fonseca Vasconcelos, 1878, p. 128 [ um anunciado 3º volume, não saiu].

Henrique José dos Santos Cardoso viveu algum tempo em Lisboa, regressando ao Porto quando a doença o atingiu. Morreu em Vizela, a 5 de Agosto de 1899.

J.M.M.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

XXXVI ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE HISTÓRIA ECONÓMICA E SOCIAL - QUANTIDADE E QUANTIFICAÇÃO EM HISTÓRIA


Nos próximos dias 18 e 19 de Novembro de 2016, na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, vai realizar-se o XXXVI Encontro da Associação de História Económica e Social, desta vez subordinado ao tema: Quantidade e Quantificação em História.

Pode ler-se na nota de divulgação do encontro:

Quantidade e a Quantificação em História”, eis o tema escolhido para este encontro. Nos últimos anos, têm surgido, em Portugal como em toda a Europa, vários projectos marcados pela recolha de dados históricos em grande escala. Ao mesmo tempo, em História como muitas outras disciplinas, o potencial do tratamento quantitativo de vastas bases de dados é cada vez mais explorado. Esta tendência coloca desafios a que a historiografia não tem sido indiferente. Por um lado, estimula à exploração dos renovados caminhos metodológicos aberto pela quantificação. Por outro, as regras disciplinares, as perspetiva heurística e hermenêutica sobre fontes quantitativas e os métodos próprios dos historiadores confere-lhes um olhar único e imprescindível sobre a quantidade. De uma forma ou de outra, a investigação destes dados valoriza o papel da História Económica e Social na fronteira com as outras ciências sociais.
Assim, apelamos a todos os historiadores que compareçam a esta 36ª Conferência Anual da APHES para discutir as suas investigações sobre a quantidade e a quantificação ou outros trabalhos na área da História Económica e Social."

O programa completo do dia 18 de Novembro de 2016 pode ser consultado e descarregado AQUI.
O de dia 19 de Novembro pode ser acedido AQUI.

O orador convidado é o Professor Bruce Campbell, Professor Emérito na Universidade Queen's, em Belfast. Tem-se destacado como um dos mais engenhosos historiadores quantitativos na actualidade. A sua obra centra-se na interacção entre a economia e o clima. Recentemente publicou o livro "The Great Transition. Climate, Disease and Society in the Late Medieval World" (ed. Cambridge, 2016). O seu currículo académico pode ser consultado AQUI.

Com os votos do maior sucesso para este evento.

A.A.B.M.

domingo, 20 de março de 2016

EM TEMPO DE GUERRA (1914-1918): EXPOSIÇÃO NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DO PORTO

Desde o passado dia 15 de Março e até 31 de Maio de 2016, encontra-se patente na Biblioteca Pública Municipal do Porto uma exposição subordinada ao tema Em Tempo de Guerra (1914-1918). 

No âmbito das evocações do Centenário da Grande Guerra a Biblioteca Pública Municipal do Porto organizou uma exposição documental, com base no acervo da referida biblioteca. Assentando em dois eixos fundamentais: a bibliografia produzida, tanto em língua portuguesa como estrangeira, que se refere a acontecimentos e a figuras históricas. Por outro lado a imprensa periódica portuguesa que tomou partido de forma inequívoca no desenvolvimento dos acontecimentos em Portugal, com particular destaque para a revista "Ilustração Portuguesa" (disponível para consulta AQUI).

Por outro lado, outro dos eixos são os testemunhos memorialísticos que nos chegaram em inúmeros livros publicados por autores que participaram nas operações militares nos diferentes palcos da 1ª Guerra Mundial. Lembrando somente alguns dos escritores que participaram nos acontecimentos e que nos legaram os seus  relatos: Pina de Morais, André Brun, Jaime Cortesão, Carlos Selvagem, Hernâni Cidade e cujas obras podem ser encontradas.

Mais informação sobre a exposição pode ser consultada AQUI.

Com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

A MAÇONARIA NO PORTO DURANTE A 1º REPUBLICA



LIVRO: A Maçonaria no Porto durante a 1º República;
AUTOR: Paulo Almeida;
EDIÇÃO: Chiado Editora, 2016, p. 374.

“Tal como aconteceu no resto do país, também no Porto a associação da actividade maçónica ao republicanismo ajudou a expandir, na 'fase da propaganda', os ideais da República, preparando a instauração do novo regime e tornando-se, depois, um importante pilar da construção do poder republicano, quer ao nível central quer na actividade autárquica. Ao longo do período conturbado da Primeira República, como nos revela Paulo Almeida, o crescimento das lojas maçónicas da cidade reflectiu-se na extensão das suas redes de influências e cumplicidades no 'mundo profano'.

O autor busca também conhecer o funcionamento dos espaços de sociabilidade republicana, em especial os Centros Republicanos, onde se jogava uma forte influência das redes maçónicas, bem como a estrutura e o funcionamento das lojas, enquanto espaços de ritualização, formação e sociabilidade dos seus obreiros. A análise mais fina de alguns case studies, nomeadamente das lojas «Libertas» e «Progredior», permitiu aprofundar a compreensão de aspectos essenciais da actividade dessas lojas e sua fundamentação ideológica, como evoluíram no período da Primeira República, os obreiros que mais se destacaram no 'mundo profano', não só personalidades notáveis do republicanismo mas também diversos militantes socialistas, ou ainda as principais preocupações sociais e políticas, soluções apontadas e projectos e iniciativas de intervenção cívica.

Por tudo isso, este estudo de Paulo Almeida constitui um bom contributo para o conhecimento da Maçonaria na cidade do Porto no período da Primeira República, abrindo, simultaneamente, muitas portas para novas investigações”

[AQUI]

J.M.M.

domingo, 31 de janeiro de 2016

31 DE JANEIRO DE 1891-31 DE JANEIRO DE 2016


Assinalando a efeméride do 31 de Janeiro de 1891, a Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto leva a efeito um conjunto de iniciativas que o Almanaque Republicano não pode deixar de divulgar junto daqueles que gostam do estudo, análise e investigação sobre a questão da implantação da República em Portugal.

Uma visita guiada aos locais pelo apaixonado pela História e pelas "estórias" do Porto e dos portuenses, Germano Silva, e a homenagem ao republicano e publicista Sampaio (Bruno) - Do Idealismo Republicano à Crítica Literária, com a edição do trabalho de Paulo Samuel.

Um conjunto muito interessante de acontecimentos para participar e aprender.

A.A.B.M.


sábado, 30 de janeiro de 2016

DR. AUGUSTO MANOEL ALVES DA VEIGA – “A VOZ QUE RIJAMENTE PROCLAMOU A REPÚBLICA EM PORTUGAL”



Alves da Veiga nasceu no dia 28 de Setembro de 1849 em Izeda (Bragança). Ainda jovem, com 15 anos, parte rumo a Coimbra, a instância de Emídio Garcia, conterrâneo e amigo da família, filho de um dos seus professores do liceu (Leonardo Emídio Garcia), para aí completar os estudos preparatórios e fazer o ingresso na Universidade de Coimbra. É acolhido na casa de Manuel Emídio Garcia (lente da Universidade de Coimbra e destacado maçon, igualmente nascido em Bragança em 1838), tornando-se seu “protegido” e estabelecendo uma amizade para a vida, como seu discípulo.

Cedo, como estudante, mostrou grande interesse pela imprensa, redigindo nos tempos liceais o periódico O Lyceu-Semanário Cientifico e Literário, colaborando sempre na imprensa da sua época. Em 1867, com 18 anos de idade, publica num semanário local de Coimbra um conjunto de artigos, sob o título genérico de “Ensaio sobre Philosophia Alemã – Kant e sua escola”. Na esteira do pensamento positivista revolucionário, filosófico e federalista de Emídio Garcia, publica em 1872, enquanto estudante do 3º ano da faculdade, as suas aulas de “Estudos de Philosophia Política”.

Nesse período da academia, em Coimbra, cimenta igualmente uma forte amizade e companheirismo no apostolado republicano com Sebastião Magalhães de Lima, que perdura ao longo de toda a sua vida, reforçada pela possível pertença de ambos à Loja Perseverança, de que igualmente fazia parte Manuel Emídio Garcia.

Em 1873, dois meses depois da implantação da República em Espanha, funda o semanário A República Portugueza (órgão do Partido Republicano de Coimbra) com os seus colegas de faculdade Magalhães de Lima, Álvaro Morais e Almeida Ribeiro.

Terminado o curso de direito em 1874, fixa residência no Porto em 1875, onde estabeleceu banca de advogado, dando igualmente aulas particulares durante algum tempo. Casa com Joana Teixeira, abandonando, entretanto, a actividade de advogado e dedica-se ao ensino liceal, a par da sua acção de propaganda republicana.

No Porto inicia um percurso de intenso labor na difusão dos ideais republicanos, quer como um dos fundadores do Partido Republicano, quer como tribuno, quer como periodista. Sampaio Bruno escreveria em 1881 que Alves da Veiga era o "elemento mais pronunciado e dominante da democracia nas províncias do norte, que ele tem percorrido como propagandista sem tréguas". Nesta sequência e em resultado de reunião realizada no Porto em 2 de Abril de 1882, presidida pelo professor catedrático Emídio Garcia, cria-se uma comissão constituída por Alves da Veiga, Júlio de Matos e Manuel J. Teixeira (seu cunhado) em representação do Porto, e Magalhães de Lima e José Falcão em representação de Coimbra, com vista à organização, em Junho de 1883, do “partido republicano”.

Emídio Garcia, em 1882, atribui a Alves da Veiga, na Galeria Republicana, o epíteto de “uma das mais distintas individualidades do partido republicano portuguez”. Foi o primeiro deputado republicano, apresentado pelo Porto, a entrar no “Parlamento da Monarquia”.

Como periodista colabora também no jornal O Século, fundado em 1880 pelo seu colega de curso Magalhães Lima e nos por si co-fundados A Actualidade e A Discussão, este por si financiado.
 
 

Na esteira do seu intenso labor organizativo e de tribuno em prol do republicanismo, no Porto e no norte do país, funda o Centro Republicano Democrático do Porto, através do qual publica importantes contribuições para a difusão dos ideais federalistas republicanos, cuja bandeira rubra foi arvorada no dia 31 de Janeiro de 1891 na CM do Porto. Na sequência do incêndio que deflagrou na trágica noite de 22 de Março de 1888, o Porto viveu uma terrível tragédia em que pereceram carbonizados muitos dos espectadores então presentes. Passados dois dias, depois da Matinée da Imprensa Portuense realizada no Palácio de Cristal, para angariação fundos para apoio às vítimas, D. Maria Pia percorreu durante quatro horas as casas dos parentes das vítimas, distribuindo generosamente libras de ouro. O líder do Partido republicano, Alves da Veiga, foi um dos visitados, não porque lhe tivesse morrido alguém, mas para a Rainha lhe agradecer o gesto de recolher dois órfãos de um dos mortos do Teatro Baquet. João Chagas, acompanhou a visita e deixou-nos a descrição pormenorizada desse tocante "momento de conciliação de dois princípios", que reuniu num acto solidário a possibilidade da junção da máxima representante da monarquia e do chefe da oposição republicana.

Em 1 de Abril de 1890, integra a lista de membros fundadores da “Associação Protectora do Asilo de S. João”, no Porto, que mais tarde virá a tornar-se o actual Internato de S. João.

Do seu percurso maçónico é de referir que, no Porto, integra os quadros da Loja Primavera (com o nome simbólico de Descartes) e da Loja Independência, de que foi um dos fundadores em 1887 e seu Venerável, pelo menos, em 1891. Atingiu em 1889 o grau 33 do REAA (Rito Escocês Antigo e Aceite). Em 12 de Agosto de 1891 foi abatido do quadro da Loja Independência, em virtude dos acontecimentos do 31 de Janeiro de 1891, regressando ao seu quadro em 21 de Outubro de 1891, após proposta de re-inserção votada por unanimidade das Lojas presentes na Grande Dieta realizada nos finais de Setembro de 1891, sendo nomeado seu venerável honorário em 14 de Janeiro de 1892.

Em 1890 é referido no Boletim de Procedimientos de 15 de Janeiro de 1890, como representante do Soberano Gran Consejo General Ibérico (SGCGI), a que estava agregada a sua Gran Logia Simbólica Española del Rito Antigo y Primitivo Oriental de Memphis y Mizraím. O Dr. Alves da Veiga fez parte dos quadros do SGCGI durante muitos anos, mesmo durante o seu exílio, após o 31 de Janeiro de 1891, figurando como «membro honorário» do Supremo Conselho do SGCGI.

Como refere José Augusto SeabraAugusto Manoel Alves da Veiga, ilustre advogado e professor do Porto, foi uma personalidade prestigiada, que exercia uma profunda influência na vida cívica, social e intelectual da cidade e no norte do país. Por isso ele se distinguiu no movimento que, desde a Liga Patriótica do Norte, em 1890, se ergueu contra o Ultimatum inglês, conduzindo-o depois à liderança do 31 de Janeiro, ao lado de figuras como Sampaio Bruno, Basílio Teles, João Chagas e tantos outros”.

Chefe civil da gorada Revolução de 31 de Janeiro de 1891, emigra para França, onde publica com Sampaio Bruno O Manifesto dos Emigrados Portugueses da Revolução Republicana de 31 de Janeiro de 1891, continuando sempre a sua luta pela implantação da república, a democracia e a liberdade em Portugal. Em coerência com os seus princípios, Alves da Veiga recusou sempre qualquer amnistia que não abrangesse os militares participantes no 31 de Janeiro, nomeadamente a decretada em Março de 1893.

No seu exílio, por ela abrangido, declarou “emquanto as fronteiras portuguezas não se abrirem para todos, emquanto gemer no exílio ou nas prisões qualquer das victimas da generosa tentativa revolucionária, eu continuarei sendo proscripto; solidário nas idéas sel-o-hei também nos sacrifícios, embora sinta cada vez mais a nostalgia da pátria, déssa formosa terra que adoro como um filho adora sua mãe”.

Esta sua luta na vida política portuguesa em prol da implantação da república, leva-o a integrar a legação diplomática constituída por Sebastião Magalhães de Lima (Soberano Grande Comendador e Grão Mestre de 1907 a 1928) e José Relvas, desempenhando um destacado papel organizativo e de promoção de contactos para se negociar em França e Inglaterra o apoio à promoção dos ideais liberais republicanos, com vista à preparação da revolução do 5 de Outubro de 1910.

É nomeado em 24 de Janeiro de 1911 Ministro Plenipotenciário em Bruxelas. Apresenta às Constituintes de 1911 o seu estudo e projecto pioneiro federalista e municipalista “Política Nova – Ideias para a Reorganização da Nacionalidade Portuguesa”, que é vencido pela proposta de organização unitarista da Nação Portuguesa. A actualidade do projecto federalista de Alves da Veiga, inspirado no modelo da Confederação Helvética, dos cantões suíços, nas constituições dos Estados Unidos da América e na da República Federativa do Brasil, ainda está por cumprir em Portugal e mesmo na Europa, sem unidade política e dirigida por um Directório.

É proposto para os cargos de Presidente da República e Ministro dos Negócios Estrangeiros (que chega a exercer por um dia), mas não consegue apoios suficientes para uma carreira política no governo da nação, pelo que desiste e resolve permanecer em Bruxelas.

Durante a sua permanência em Bruxelas, desenvolve importante actividade política aquando da I Grande Guerra Mundial a favor dos interesses portugueses e das forças aliadas, com vista ao Armistício. Esta sua actividade política e diplomática em Bruxelas granjeia-lhe relações de amizade com o Rei da Bélgica, ao ponto de ser sua visita habitual para jantar. O espólio da sua correspondência diplomática de então aguarda estudo e investigação para uma melhor compreensão da importância do seu contributo para as relações europeias e internacionais nesse período histórico, conforme sugeriu o Embaixador José Augusto Seabra.
 
 

Faleceu em 02.12.1924, na sua casa de Paris, situada na 7, rue Bassano (XVIème Arrondissement), onde uma placa evocativa colocada no dia 31 de Janeiro de 1997 testemunha a sua memória. Passados cerca de três meses é sepultado no Porto no jazigo de família do cemitério privado da Irmandade da Lapa. O seu funeral recebe honras de Estado, com a presença do Presidente da República portuguesa Manuel Teixeira Gomes, entre muitas outras individualidades.

[por Fernando Castel-Branco Sacramento, com a devida vénia]

J.M.M.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

I JORNADA DE HISTÓRIA DA HISTORIOGRAFIA - UNIVERSIDADE DO PORTO



Hoje, dia 26 de Novembro de 2015, o CITEM da Faculdade de Letras da Universidade do Porto vai levar a efeito as I Jornada de História da Historiografia.

Ao longo do dia vários historiadores vão debruçar-se sobre a História e a Historiografia que se vai fazendo e que se tem feito nas instituições ao longo do tempo em vários contextos e conjunturas.

O programa da jornada está estruturado da seguinte forma:

Programa
 
11h00 Sessão de Abertura
 
11h15 Sessão 1 | Interdisciplinaridade e Políticas da História (Moderador Professor Doutor Eurico Gomes Dias)
 
Professora Doutora Amélia Polónia (FLUP, CITCEM) | Inter, multi e transdisciplinaridade – um desafio à construção historiográfica
 
Doutor Nuno Bessa Moreira (FLUP, CITCEM) | Reflexões de Vitorino Magalhães Godinho sobre a História no conspecto das Ciências Sociais e Humanas
 
Professor Doutor Francisco Azevedo Mendes (ICS, UM) e Doutor Nuno Bessa Moreira (FLUP, CITCEM) | Os trabalhos de Brian Fay – historicidade e sistema em revistas de Teoria da História
 
Professor Doutor Maciel Morais Santos (FLUP, CEAUP) | O memoricídio palestiniano
 
13h00 Intervalo
 
15h00 Conferência pelo Professor Doutor Sérgio Campos Matos (FLUL, CH-UL) | Historiografia e memória: uma perspectiva crítica
 
15h35 Sessão 2 | Instituições, Conceitos e Práticas Historiográficas (Moderador Doutor Nuno Bessa Moreira)
 
Professor Doutor Eurico Gomes Dias (ISCPSI) | O estímulo científico da historiografia promovido pela Academia Real das Ciências [1779-1820]
 
Mestre Ricardo de Brito (ICS-UL/CH-UL) | Inovações lexicais em Portugal na transição do século XVIII para o XIX: o caso do conceito de Revolução
 
Professor Doutor João Couvaneiro (Instituto Piaget, Almada) | Autonomia do ensino superior da História (1861-1911)
 
Mestre José de Sousa (ICS-UL/CH-UL) | Um projecto de institucionalização historiográfica no pós II Guerra Mundial: a Sociedade Portuguesa de História da Civilização
 
17h15 Pausa
 
17h30 Conferência pelo Professor Doutor João Paulo Avelãs Nunes (FLUC, CEIS XX) | Historiografia eparadigma neo-moderno
 
Organização: Nuno Bessa Moreira | CITCEM


Mais informações: http://www.citcem.org

A acompanhar com todo interesse devido ao facto de ser umas jornadas pouco vulgares em Portugal, os Historiadores a analisarem a História que se vai produzindo e as suas circunstâncias, problemas, dificuldades e, ao mesmo tempo, as vantagens e sucessos que se vão alcançando ao longo do tempo.

A.A.B.M.