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terça-feira, 28 de junho de 2011

JORNAIS REPUBLICANOS: 1848-1926



A Biblioteca Nacional de Portugal, anuncia a publicação do inventário Jornais Republicanos Portugueses 1848-1926 durante o mês de Junho. A obra contou com a Coord., Org. e Pesquisa de Luís Sá, Manuela Rêgo; colaboração Maria Fernanda Casaca Ferreira, Lisboa, Biblioteca Nacional de Portugal, 2011.

A Biblioteca Nacional de Portugal apresenta, no âmbito do Centenário da República e da Constituição de 1911 e com o Alto Patrocínio da Assembleia da República, um repositório de mais de 1100 títulos de jornais republicanos publicados em Portugal Continental, nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, nas antigas colónias africanas e asiáticas e nas comunidades portuguesas no Brasil, entre 1848 e 1926, confirmando o papel fundamental que a imprensa desempenhou na difusão do ideário republicano entre os portugueses.

Os primeiros jornais, impressos clandestinamente, resultaram da iniciativa de algumas das figuras mais relevantes do setembrismo de esquerda como José Estêvão, Rodrigues Sampaio ou Oliveira Marreca, em 1848, em Lisboa. Vinte e um anos mais tarde, surgem novos títulos, também de duração efémera e sempre na capital. Mas desde os primórdios e até final da I República encontramos jornais editados por todo o País – continente e ilhas –, muitos em pequenas vilas e alguns nas colónias e nas comunidades lusas no Brasil, contrariando a visão de que a influência do Partido Republicano Português se circunscreveu apenas às principais cidades (Lisboa, Porto e Coimbra).

A BNP disponibiliza, assim, aos investigadores, aos apaixonados pela Historia da República e ao público em geral uma obra que se revela da maior utilidade para o aprofundamento da investigação, designadamente, do Republicanismo, da História da Imprensa e da História Regional e Local.


Uma obra imprescindível para os investigadores e para todos os interessados pela História do Republicanismo em Portugal, que o Almanaque Republicano não pode deixar de recomendar aos seus ledores, visto que fizemos uma tentativa de dar a conhecer a imprensa republicana em vários distritos, mas circunscrevemos a nossa pesquisa até à implantação da República, conforme pode ser confirmado AQUI.

A não perder.

A.A.B.M.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

ESPÓLIO DE ANTÓNIO GINESTAL MACHADO (1874-1940) NA BNP



Realizou-se hoje, em Lisboa, nas instalações da Biblioteca Nacional, pelas 17.30 h, a apresentação do inventário e exposição sobre a figura, ainda pouco conhecida de António Ginestal Machado.

Com a doação do espólio, pela família, e a publicação do inventário, fica agora acessível aos investigadores um manancial de documentos sobre o período final da República que era fundamental salvaguardar, preservar, tratar, divulgar e tornar acessível à investigação.

Pode ler-se na nota publicada na BNP, que a seguir publicamos com a devida vénia:

No âmbito do seu programa de celebrações do Centenário da República, que conta com o Alto Patrocínio da Assembleia da República, a Biblioteca Nacional de Portugal promove um acto evocativo de António Ginestal Machado, Presidente do Conselho de Ministros da I República (1923).

A sessão, presidida pelo Secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, inclui o lançamento, no Auditório da BNP, do Inventário do Espólio de António Ginestal Machado, - obra apresentada por Pedro Tavares de Almeida, da Universidade Nova de Lisboa -, bem como a inauguração de uma mostra alusiva à personalidade em apreço.


Professor, publicista, político e estadista republicano, António Ginestal Machado nasceu na vila de Almeida a 3 de Maio de 1874 e faleceu na cidade de Santarém a 28 de Junho de 1940.

Concluídos os estudos secundários no Liceu da Guarda, rumou a Lisboa, onde se diplomou na Escola Naval (1895) e depois no Curso Superior de Letras (1897). Renunciando a uma carreira na Marinha, dedicou-se à docência, tendo sido professor e também reitor (1911-1923) do Liceu Nacional de Santarém.

Antes da Implantação da República, iniciou uma colaboração regular na imprensa, tanto local como nacional, tendo publicado regularmente no Correio da Estremadura e A Luta (dirigida por Brito Camacho), bem como participado activamente na Liga Nacional de Instrução (criada em 1907 por Trindade Coelho e Borges Grainha) e na Junta Liberal (fundada em 1909 por Miguel Bombarda), tendo presidido às respectivas delegações na cidade de Santarém.

Em 1912 filiou-se na União Republicana e, após a sua dissolução, militou no Partido Republicano Liberal (1919-1923) e depois no seu sucedâneo, o Partido Republicano Nacionalista, a cujo Directório presidiu (1923-1927). Foi deputado eleito por Santarém em três legislaturas consecutivas (1921-1926), ministro da Instrução em dois governos (1921) e presidente do Conselho de Ministros (1923). Foi ainda provedor da Misericórdia de Santarém (1919-1933) e comissário do Governo junto da Companhia dos Caminhos-de-Ferro Portugueses (1911-1940)


Uma iniciativa que o Almanaque Republicano não podia deixar de divulgar junto dos seus ledores.

A.A.B.M.