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terça-feira, 3 de maio de 2016

LUZ DE ALMEIDA: CONFERÊNCIA

Título da conferência: Luz de Almeida (1867-1939) - Grão Mestre da Carbonária e um dos fundadores da República

Conferencista: António Valdemar

Local: Biblioteca Municipal de São Lázaro

Contactos:
Telefone: 21 885 2672

Entrada Livre

Data: 3 de Maio de 2016

Horário: 17 horas

Uma iniciativa a divulgar, sobre uma personalidade ainda com aspectos por revelar e o conferencista, António Valdemar, é um olisipógrafo destacado e com vasta bibliografia já publicada. 

Com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

sábado, 5 de outubro de 2013

domingo, 6 de janeiro de 2013

LUZ DE ALMEIDA – “UM SIMPLES E LEAL SERVIDOR DA REPÚBLICA”


“Luz de Almeida” – Panfleto, 3 DE Outubro de 1927

Luz de Almeida foi um dos mais contribuiu para a implantação da República, sem nada receber em troca. Deputado em 1911, preferiu ir para o Norte enfrentar as incursões monárquicas. Nunca mais foi parlamentar, nem ministro, nem desempenhou qualquer cargo no novo regime, vivendo do seu vencimento de bibliotecário.

Conservou-se sempre republicano e um alto exemplo moral e cívico.

Foi preso em 1927, no seguimento da revolta de Fevereiro contra a Ditadura militar. Da penitenciária de Lisboa seguiu para a deportação, primeiro na Madeira e depois na ilha de São Jorge, Açores. Este panfleto, publicado quando estava na prisão, sublinha o seu carácter e o seu exemplo impoluto".


J.M.M.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

CARTILHA DO CIDADÃO


CARTILHA DO CIDADÃO. Diálogos entre o doutor Ribeiro (medico militar) e João Magála. Para Paisanos e Militares, Imprensa do Vaticano, Roma, 1909, p. 36

“Este folheto desempenhou um papel muito importante na propaganda republicana nas Forças Armadas.

A Cartilha foi publicada clandestinamente em 1909, pelo menos em duas edições [3?], e destinava-se, como se lê na segunda página, a «ser distribuída de preferência aos soldados e aos mancebos sorteados para o serviço militar».

O autor foi Machado Santos [deve existir um lapso qq. O seu autor é atribuído a Luz de Almeida. A própria BNP refere isso mesmo, na sua Revista, v. 4. E o pp prof. Ventura assim o entende, na sua bibliografia (p. 292) na obra "Anarquistas Republicanos e Socialistas em Portugal"] como ele próprio revela no seu Relatório sobre a Revolução Republicana e foi financiado pela Loja Montanha, à qual ele pertencia. Repare-se na ironia do local de impressão exibido e do editor: Roma e Imprensa do Vaticano...” [via António Ventura Facebook]




J.M.M.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

LUZ DE ALMEIDA - CONFERÊNCIA POR ANTÓNIO VALDEMAR



CONFERÊNCIA: "Luz de Almeida (1867-1939) Grão-Mestre da Carbonária e um dos fundadores da República";
ORADOR: António Valdemar (jornalista e olisipógrafo);
DIA: 3 de Maio (17 horas);
LOCAL: Biblioteca de São Lázaro (Rua do Saco, 1, Lisboa - Freguesia da Pena);
ORGANIZAÇÃO: Jorge Trigo & Biblioteca de São Lázaro, com apoio da Fundação Mário Soares e do G.O.L. [Grande Oriente Lusitano].

J.M.M.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

LUZ DE ALMEIDA (PARTE IV)



Entre 1908 e 1910, Luz de Almeida, integrou a última Alta Venda da Carbonária, juntamente com Machado dos Santos, António Maria da Silva, Henrique Cordeiro, António dos Santos Fonseca e Franklin Lamas. Sendo descobertas as suas actividades clandestinas, em 1909, foi obrigado a partir para o exílio em França depois de o implicarem num homicídio que deu muito que falar nesse ano e que ficou conhecido como o "crime de Cascais", para escapar ao mandato de captura policial, António Maria da Silva obriga Luz Almeida a fugir no automóvel de Américo de Oliveira, o exílio decorreu primeiro na Bélgica e a partir de 22 de Janeiro de 1909 em França, volta depois da Proclamação da República Portuguesa em 5 de Outubro de 1910.

Após a implantação da República, Luz de Almeida, que tinha sido um dos principais responsáveis da revolta foi eleito deputado às Constituintes de 1911, mas não chegou a tomar posse pois participou de forma activa da repressão dos movimentos monárquicos que eclodiram no Norte do País.

Alguns estudos e memórias da época indicam que Luz de Almeida se deslocou pelo País a coberto de vários disfarces, utilizando diversos nomes e profissões, ainda antes da implantação da República. Percorreu algumas terras da província e numa das suas deslocações visitou Vila Real, onde contactou Adelino Samardan. Era seu objectivo organizar núcleos carbonários em Trás-os-Montes, para isso contava com o apoio de um grupo de sargentos que também defendiam a causa republicana. Numa dessas viagens deslocou-se a Chaves. [Magalhães Lima, Episódios da Minha Vida, Livraria Universal, Lisboa, 1928, p. 265-297] Tudo indica que nessa viagem, a intenção era realizar a iniciação do Dr. António Granjo e constituir na região um grupo de carbonários, facto que veio depois a concretizar. Após a implantação da República, quando surgiu a ameaça de invasão monárquica, comandada por Paiva Couceiro a partir da vizinha Espanha, Luz de Almeida acompanhou António José de Almeida na visita à região de Chaves. Como o governante tinha que partir de imediato para Lisboa, Luz de Almeida temendo pela segurança do novo regime acabou por permanecer na cidade transmontana durante cerca de cinco meses. [Júlio M. Machado, A República em Chaves, Grupo Cultural Aquae Flaviae, Vila Real, 1998, p. 40]

Durante esse período trabalhou juntamente com os carbonários locais no serviço de vigilância junto da fronteira e no interior da própria cidade de António Granjo. Neste período de permanência em Chaves envolveu-se de forma activa nos confrontos e foi mesmo alvo de um atentado à bomba que acabou por fracassar. Alvo de várias ameaças, enfrentou o perigo e deslocou-se pessoalmente à vila galega de Verin, onde viviam refugiados grande número de combatentes monárquicos. Regressou a Chaves onde recebeu calorosa “recepção de oficiais e civis que não dispensaram beber uma taça de champanhe e honra de tão corajosa atitude”[ Júlio M. Machado, idem, p. 41].

Com a consolidação do regime republicano, a Carbonária acaba por dissolver-se, mas Luz de Almeida continuaria com a fama de conspirador. Durante o governo de Sidónio Pais foi preso perto do Governo Civil de Lisboa, mas acabou por ser libertado algumas horas mais tarde porque um oficial (o major Esmeraldo ???) era seu amigo e também republicano. Algum tempo depois, ainda durante o sidonismo, Machado Santos, um dos apoiantes de Sidónio Pais, informou-o de estava prestes a ser preso, por haver informações de que ele estaria novamente envolvido em actividades conspirativas. Mais tarde, o próprio Machado Santos o convida para o desempenho de cargos políticos ao lado de Sidónio Pais, mas “recusou, recusou sempre”[Magalhães Lima, Episódios da Minha Vida, Livraria Universal, Lisboa, 1928, p. 294]. No entanto, os boatos sobre o seu envolvimento em novas conspirações leva-o a aceitar o pedido de Machado Santos para que se ausente de Lisboa durante algum tempo.

Reinicia nessa fase nova conspiração criando uma nova sociedade secreta a Serrania. Esta nova sociedade envolveu ainda alguns processos de iniciação, mas surge num contexto tardio. Existiam muitas prisões arbitrárias, a vigilância era apertada e o ambiente não era tão favorável. Luz de Almeida publica anonimamente um folheto intitulado O Sonho dum Soldado, manifestando, tal como o título indicava, uma atenção especial ao elemento militar. Tudo indica que o folheto foi distribuído não só em Lisboa mas também nas províncias, porém as dificuldades aumentavam. Luz de Almeida ameaçado de prisão teve que passar à clandestinidade, onde se manteve durante algum tempo.

Com o movimento da Monarquia do Norte, o antigo líder da Carbonária reaparece e integra o grupo de cidadãos que se reúnem no Campo Pequeno para defender a República. Com Monarquia do Norte, Luz de Almeida alista-se novamente “como soldado no batalhão de voluntários organizado pela inspecção de Infantaria, não chegando a seguir para o norte – apesar de devidamente adestrado e completo de instrução – porque na véspera da partida foi a República restaurada no Porto pelo capitão Sarmento da GNR”[Magalhães Lima, Episódios da Minha Vida, Livraria Universal, Lisboa, 1928, p. 296].

Desempenhou funções como Inspector das Bibliotecas Populares e Móveis na reorganização dos Serviços das Bibliotecas e Arquivos Nacionais e publicou no âmbito desse trabalho, em 1918, Bibliotecas Populares e Móveis em Portugal, Relatório.

Faleceu a 4 de Março de 1939, com 75 anos.

Conhece-se a sua colaboração no seguinte jornal:
O Intransigente, Dir. Machado Santos, Lisboa, 1910-1915, no entanto deve ter colaborado em outras só que de forma anónima e não foi possível completar com mais elementos biobibliográficos que gostaríamos de fornecer aos nossos ledores.

Publicou:
- “A obra revolucionária da propaganda: as sociedades secretas”, in Luís de Montalvor (dir.), História do Regime Republicano em Portugal, Lisboa, 1932, vol. II, p. 202-256.
- Cartilha do Cidadão. Diálogos entre o Doutor Ribeiro (médico militar) e João Magala. Para Paisanos e Militares [l. fictício], 1909. (folheto na anónimo)
- O sonho dum soldado, folheto, s.d. (1918???)
- Bibliotecas Populares e Móveis em Portugal, Relatório, Lisboa, 1918.

[FOTO: Homenagem da Loja Montanha ao Fundador da Carbonária, publicada na Ilustração Portuguesa, nº 232, 27-02-1911, p. 264.]

A.A.B.M.

terça-feira, 15 de junho de 2010

LUZ DE ALMEIDA (PARTE III)



Dizia ainda Rocha Martins sobre Luz de Almeida, assinalando a sua morte em 1939 [“Morte de um Personagem Histórico”, Arquivo Nacional, Lisboa, 15-03-1939, ano VIII, nº 375, p. 166-167]:

Aquele homem, sempre vestido de negro [...] lia Paul Féval, muito compenetrado dos misteriosos agrupamentos que transmudam a história das nações. Aquilo nele era uma tendência romântica, e no próprio traje, no negro que jamais largava, havia como o desejo fixo de se meter na sombra, da qual operaria, dirigindo as massas. Ninguém o via nas pândegas, que os homens vulgares mais ou menos amam, de longe em longe: nem hortas, nem tipóias, bordéis ou tavolagens. Frequentava os cafés, de preferência o Gelo, e, no canto preferido, aquele onde o Buíça e o Costa se juntariam, mais tarde, ele, pensativo diante da chávena, quebrando a cinza do cigarro no pires, lobrigava os que iam entrando e arraialavam, a mocidade inquieta das escolas, sobretudo os alunos militares, que eram precisos para a sua organização. Aliciava sempre; falava-se de literatura, caía no Paul Féval e na História das Sociedades Secretas, e, com ideia fixa, sem revelar coisa alguma, analisava o documento humano, e, depois da sondagem, abandonava-o ou adquiria-o.

Há quem faça colecção de selos, de caixas, de jornais velhos; há bibliófilos maníacos desconfiados de que todos lhes disputam os livros e lhes querem mal; ele coleccionava rebeldias.

Entretinha-os, porem, de forma que não o inventariavam a ele; cobria-se com altos personagens, longe da sua agremiação, mas que podiam pertencer-lhe, e assim ia conduzindo os prosélitos, sempre sombrio, grave, tristonho, como quem não veria maneira de coleccionar todos os revolucionários que podiam existir mas que desconhecia.

A Carbonária Portuguesa, da qual foi grão-mestre, não nasceu espontaneamente para o ataque à ditadura de João Franco; foi o fruto de muitos ensaios de Luz de Almeida que jamais desanimava. Mesmo quando existia a paz podre e toda a gente se divertia, ele aliciava. Comprazia-se no trabalho secreto e fugia, naturalmente, de exibicionistas.
[…]
Concluíra o Curso Superior de Letras, conhecia muitos estudantes, mas a sua leitura era a História da Carbonária Italiana. Conhecia de cor não só a organização, mas os nomes dos membros da Carbonária romântica portuguesa, Oliveira Marreca, José Estêvão e Rodrigues Sampaio. Queria continuá-la, e o seu lugar-tenente foi um antigo condiscípulo, Ferreira Manso, que morreu louco pela miséria.

Criaram lojas particulares, a Futuro, a Justiça, a Independência, a Pátria, na qual arregimentavam académicos, que, no fim de certo tempo, as abandonavam sorridentes.

Numa casa na Rua de Santo António da Glória reuniam, sob o aspecto clubesco, alguns estudantes; lá dentro faziam-se iniciações. Era em 1894. […]

Fundara a Alta Venda, cópia, a papel químico, da Carbonária Italiana, não mudando sequer os nomes dos grupos e das categorias. Agora é que ele vivia em pleno Paul Féval. Eram os pensamentos formais, as máscaras, os balandraus, as ruas cavernosas, as reuniões junto dos cemitérios e em alfurjas, outras vezes em quartos e casas particulares, em grande recato.


Um interessante artigo sobre uma personalidade fundamental na História da Implantação da República que recomendamos uma leitura na íntegra.

[Luz de Almeida acompanhando os combates provocados pelas invasões monárquicas de Paiva Couceiro em 1911, na região de Trás-os-Montes, próximo de Vinhais. A imagem foi retirada da revista Ilustração Portuguesa, conforme se pode ver na legenda da própria fotografia.
Clique para aumentar.]

A.A.B.M.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

LUZ DE ALMEIDA (Parte II)



Segundo Rocha Martins [D. Manuel II, vol. I, p. 95-97], que nos deixou uma descrição física de Luz de Almeida, referia-se a ele nos seguintes termos:

O ajudante [de Feio Terenas na Biblioteca Municipal da Rua do Saco], era um rapaz magro, baixo, pálido, de poucas falas, sem gestos, sem vivacidade, sempre vestido de negro e com uma grande gravata Lavalliére pendente sobre o colete. A casa era um rectângulo vasto de prateleiras enfileiradas, atulhadas de grandes livros que se iam buscar para os domicílios; ao lado ficava a sala de leitura e, no canto da janela que deitava para o largo, tristonho, por detrás dum store corrido, o ajudante passava os dias lendo, muito compenetrado, com o seu ar sereno, os olhos tão negros como o fato ao erguerem-se, com um ar resignado, quando o vinham interromper. Chamava-se Luz de Almeida. Ao lado havia uma escola e, de quando em quando, ouvia-se a gralhada do rapazito no grande pátio vizinho, perturbando o silencia grave da biblioteca. Todas as manhãs o homem chegava no seu passo moderado e lento, sentava-se na carteira, começava o seu serviço e depois mergulhava na leitura; às quatro da tarde saía para voltar à noite e de novo, à luz do gás sibilante, continuava a sua tarefa […]. Nós não podíamos imaginar que em plena Lisboa, ali, no fundo daquela biblioteca, na pessoa tristonha daquele rapaz melancólico, estava um organizador como o activo Basard das casas de Belford e da Rochela.

Sobre Luz de Almeida afirma ainda António Maria da Silva [O Meu Depoimento, vol. I, República, Lisboa, 1974, p. 123]:

[…] as reuniões dos conjurados amiudaram-se, agremiando-se muitos elementos populares, devido à infatigável actividade e rara tenacidade do meu velho amigo e antigo condiscípulo no Liceu de Lisboa, Artur Duarte Luz de Almeida, que aí frequentava os preparatórios para a sua admissão no Curso Superior de Letras.
Luz encarregara-se de estabelecer a ligação dos elementos populares que aliciara com os da força pública, muito especialmente sargentos, cabos e marinheiros.
A proficuidade da sua acção evidenciou-se logo.


[Na foto, a estrela símbolo da Carbonária]
A.A.B.M.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

LUZ DE ALMEIDA (Parte I)



Nasceu em Alenquer, a 25 de Março de 1867, com o nome de Artur Augusto Duarte Luz de Almeida. Era filho de António Augusto de Almeida, regente escolar.

Casou com Maria Amélia Cardoso de Almeida e residente em São Vicente de Fora na cidade de Lisboa.

Era diplomado pelo Curso Superior de Letras, em Lisboa, com o curso de Bibliotecário e Arquivista. Desempenhou funções de docente em Lisboa, na escola de magistério primário nº 4. Começou como ajudante de conservador da Biblioteca Municipal da Rua do Saco.

Ainda enquanto estudante no Curso Superior de Letras foi um dos subscritores do Manifesto Republicano Académico, publicado em 5 de Março de 1897, juntamente com João Gonçalves, Carlos Amaro, Rodrigo Rodrigues, José Ponte e Sousa, Artur Brou, entre outros [António Ventura, Anarquistas, Republicanos e Socialistas em Portugal. As convergências possíveis (1892-1910), Edições Cosmos, Lisboa, 2000, p. 26].
Colaborou activamente na organização dos batalhões escolares municipais.

Um dos principais organizadores da Carbonária em Portugal. A partir de 1907, com a chegada de João Franco ao poder, foi implicado no movimento de 28 de Janeiro de 1908. Preso, acabou por ser libertado algum tempo depois.
Apesar de algumas divergências de datas quanto à fundação da Carbonária, para alguns autores foi em 1895 (por ex. Borges Grainha), para outros (por ex: António Ventura) terá sido 1896. Esta sociedade, a Maçonaria Académica, como era chamada tinha também o nome profano de Junta Revolucionária Académica, sendo que Luz de Almeida era o chefe ou Grão-Mestre [António Ventura, Anarquistas, Republicanos e Socialistas em Portugal. As convergências possíveis (1892-1910), p. 34]. Terá sido numa reunião em casa de Adolfo Bordalo, então estudante onde participaram bastantes estudantes das escolas superiores de Lisboa que se instituiu a Maçonaria Académica. Nessa ocasião, esta sociedade secreta estava organizada em quatro lojas, cada uma com o seu venerável eleito, existia ainda um Conselho Director, com um presidente, Luz de Almeida e quatro veneráveis das lojas.

[Em continuação]
A.A.B.M.

domingo, 6 de junho de 2010

RITUAL DA CARBONÁRIA PORTUGUESA





RITUAL DA C.P. AUTORIZADO PELA V. JOVEN PROTUGAL Traç. em Jerusalem, no Gr. Firm. Fl. Portugueza, aos 15 de Dezembro de 1910, 11 p.

NOTA: O ritual da C.P., em cima apresentado com a capa e dois curtos (e curiosos) excerptos do opúsculo [via espólio A.A.B.M.] está, de algum modo, aproximado da descrição feita na revista ABC [nº356, de 12 de maio de 1927] e citada abundantemente no livro "A Carbonária em Portugal" [Livros Horizonte, pp. 20-23], de António Ventura.

A Venda "Jovem Portugal" era o Órgão Supremo da Carbonária Portuguesa, a secção mais secreta da Carbonária Portuguesa. Os seus membros [Mestres Sublimes] não se conheciam. O seu Presidente era o Grão-Mestre Sublime, o único que os conhecia e o único que "comunicava" com a "Alta-Venda" [órgão de gestão da C. P. ou seu poder executivo, e seu dinamizador. Era composto pelo Grão-Mestre, eleito na Venda "Jovem Portugal", e mais quatro Bons Primos. Os seus cinco membros mantinham-se secretos, mesmo para a "Jovem Portugal", só o G.M.S. conhecia toda a organização. Alguns dos membros que fizeram parte da "Alta-Venda" ("houve seis Altas Vendas”, cf. Episódios da Minha Vida, de Magalhães Lima, p.280), foram: Luz de Almeida (n.s. La Fayette), António Maria da Silva, Machado Santos, Franklim Lamas (chefe da barraca Revolta), César de Vasconcelos, Henrique Cordeiro, José Maria Cordeiro, António dos Santos Fonseca, J. M. Santos Júnior, Ivo Salgueiro, José Soares, Silva Fernandes, Emílio Costa, Ferreira Manso – cf. ibidem; consultar, ainda, a importante obra de António Ventura, “A Carbonária em Portugal”, Livros Horizonte, 2004, pp.14-15].

A Venda "Jovem Portugal" tinha como competências "velar pela observância do ritual, nomear os Juízes do Tribunal Secreto e constitui-se em Alto Tribunal, quando necessário" [in Episódios da Minha Vida, de Magalhães Lima, p.274], eleger o Grão-Mestre e o Grão-Mestre Adjunto. Isto é a Venda “Jovem Portugal” desempenhava as funções de poder judicial [ver António Maria da Silva, "O Meu Depoimento", I volume, p. 172] e "nomeava e escolhia os membros da “Alta-Venda".

Estiveram à frente da Venda "Jovem Portugal", Luz de Almeida [Grão-Mestre Sublime] e, após a sua fuga de Portugal (22 de Janeiro de 1909, para Paris), ficou (por delegação de Luz de Almeida) a desempenhar as funções de poder judicial e de Gão-Mestre Sublime, António Maria da Silva [A.M.S. foi maçon da Loja Solidariedade (iniciado em 1902, com o n.s. Desmoulins; ascendeu ao grau 33.º do REAA, tendo pertencido ao seu Supremo Conselho desde 1926, e entre 1915-26 foi Gão-Mestre Adjunto do GOLU) e foi iniciado na Carbonária em Julho de 1908, numa fábrica de licores situada na Rua do Bemformoso, pertencente ao "carbonário e montanhês" (maçon da Loja Montanha) Acácio Santos. Na mesma sessão foi iniciado Machado dos Santos - ibidem].

J.M.M.

domingo, 1 de julho de 2007

HISTÓRIA DO REGIMEN REPUBLICANO EM PORTUGAL


História do Regímen Republicano em Portugal

Publicada por Luís de Montalvor. Lisboa/MCMXXX-MCMXXXII. (Tipografia da Emprêsa do Anuário Comercial). 2 vols. 24x31 cm. 388-IV e 416 págs. E.

"Obra de extremo rigor colaborada por autores da maior competência e que são: Jaime Cortesão, Agostinho Fortes, Joaquim de Carvalho, Francisco Reis Santos, Manuel Maria Coelho, Lopes de Oliveira, Luz de Almeida e ainda Bourbon e Menezes. Abundante e valiosa documentação iconográfica, constituída por retratos, mapas, facsimiles de livros, jornais e revistas, caricaturas, etc., etc., tudo impresso em folhas à parte, sendo algumas a cores. Excelente e luxuosa edição da Editorial Ática. Encadernações originais do editor, em pele com ferros a ouro ..."

in Catálogo do mês de Julho da Livraria (Alfarrabista) In-Libris, Porto

J.M.M.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

LUZ DE ALMEIDA



Foto: Banquete em Honra de Luz de Almeida (13/2/1911), oferecido pela Loja Montanha, onde era Venerável. Lado esquerdo, Magalhães Lima, seguido de Luz de Almeida e de Machado Santos [in, A Carbonária em Portugal, de António Ventura, Biblioteca Museu República e Resistência, 1999]

J.M.M.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

ANTÓNIO MARIA MACHADO SANTOS


10 de Janeiro de 1875 - Nasce em Lisboa, António Maria Machado Santos [1875-1921]

Foto: António Maria da Silva (à esquerda), Luz de Almeida (ao centro) e Machado Santos (à direita). Faziam todos parte da Alta Venda da Carbonária Portuguesa. Luz de Almeida era o Grão-Mestre e os outros eram os adjuntos [in História da República, Editorial Século, 1960]

J.M.M.