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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

[ANGRA DO HEROÍSMO] CONFERÊNCIA/DEBATE – “DIÁLOGOS: A IGREJA E A MAÇONARIA AO SERVIÇO DA SOCIEDADE” | EXPOSIÇÃO DE EX-LIBRIS MAÇÓNICOS



CONFERÊNCIA/DEBATE: Diálogos: a Igreja e a Maçonaria ao Serviço da Sociedade” | Exposição de Ex-Libris Maçónico

ORADORES: Fernando Lima (Grão-Mestre do Oriente Lusitano) | Frei Bento Domingues;

DIA: 1 de Dezembro 2018 (21,00 horas);
LOCAL: Salão Nobre dos Paços do Concelho de Angra do Heroísmo;

NOTA: A Sessão será antecedida pela inauguração da exposição “Ex-Libris Maçónicos – Coleção de Sérgio Avelar Duarte, que tem lugar no Átrio dos Paços do Concelho.

 
A não perder
 
J.M.M.

 
 

terça-feira, 27 de junho de 2017

CONFERÊNCIA – A QUESTÃO RELIGIOSA NA PRIMEIRA REPÚBLICA (1910-1926)


CONFERÊNCIA: A Questão Religiosa na Primeira República (1910-1926)

ORADOR: António Ventura (professor da FLUL);

DIA: 29 de Junho 2017 (18,30 horas);
LOCAL:
Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, Amadora;
ORGANIZAÇÃO: BMFPS | IHC (FCSH/UNL).

«A legislação promulgada pelo Governo Provisório entre Outubro de 1910 e Abril de 1911 constituiu o corolário de uma extensa campanha de propaganda republicana, exercida com veemência desde os finais de Oitocentos, em prol da construção do estado laico em Portugal.
A presente palestra incide sobre as motivações, próximas e longínquas, da perspectiva anticlerical prevalecente no movimento e Partido Republicano Português em período anterior à implantação da República. Procede à análise das principais medidas legislativas assumidas pelo PRP, durante a vigência do Governo Provisório, aferindo as influências recebidas de ordenamentos jurídicos congéneres no panorama europeu. Evidencia o impacto das referidas leis, mormente as Leis de Família, Lei do Registo Civil e Lei da Separação do Estado das Igrejas no contexto nacional e no quadro das relações entre Portugal e a Santa Sé. Por fim, avalia o modo de reaproximação gradual promovido entre o Estado Português e a Santa Sé» [AQUI]

J.M.M.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

CONFERÊNCIA – MAÇONARIA E IGREJA EM PORTUGAL


CONFERÊNCIA: "Maçonaria e Desafios do Século XXI

ORADOR: prof. Francisco Carromeu;

DIA: 27 de Junho 2014 (19,00 horas);
LOCAL: Grémio Lusitano [Rua do Grémio Lusitano, 25, Lisboa];
ORGANIZAÇÃO: Museu Maçónico Português [Ciclo “Sextas de Arte Real”]

“Se a primeira reacção da Igreja Católica Apostólica e Romana ao aparecimento da maçonaria inglesa foi a de a ignorar, entre outras razões, a discussão do ideário liberal da maçonaria levou o Papa Clemente XII, em 1738, a publicar a bula In Eminenti Apostolatus Specula, proibindo os católicos de ingressarem e se tornarem membros de lojas maçónicas, sob pena de excomunhão. A partir desta data a Igreja Católica assinalava assim a incompatibilidade entre o juramento e o segredo das obediências maçónicas e a condição de cristão integrado na Igreja Católica Romana.

As bulas sucedem-se até que no papado de João Paulo II, em 1983, o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, cardeal Joseph Ratzinger, mais tarde Papa Bento XVI, abranda o anátema da Igreja sobre os católicos maçons e declara apenas que estes ficam em estado de pecado grave e não se podem aproximar da Sagrada Comunhão, contudo, no essencial, a Declaração afirma que permanece imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçónicas.

Apesar desta situação, que apresenta contornos específicos em Portugal, nomeadamente em resultado do beneplácito régio, não deixaram de pertencer à maçonaria, desempenhando até nela altos cargos, concretamente o de Grão-Mestre, ilustres membros da Igreja, como arcebispos, camarlengos, cardeais, bispos e padres, que, no respeito pela liberdade de consciência, souberam na sua época enfrentar esta condenação.

A análise das várias bulas ao longo de mais de dois séculos, o clima e contexto em que surgiram e a reactividade anticlerical que esta situação também originou, entre outras causas, serão analisadas detalhadamente nesta conferência”.

[Fernando Castel-Branco Sacramento - Director do Museu Maçónico Português]

J.M.M.

quinta-feira, 17 de março de 2011

O SOL BAILOU AO MEIO-DIA A CRIAÇÃO DE FÁTIMA


LIVRO: "O Sol Bailou ao meio-dia A criação de Fátima";
AUTOR: Luís Filipe Torgal;
EDITORA: Tinta-da-China

SESSÃO DE LANÇAMENTO: Dia 19 de Março (16,30 horas)
LOCAL: Livraria Bertrand (Dolce Vita - Coimbra)
APRESENTAÇÃO por Armando Malheiro da Silva.

"As 'aparições» de Fátima' (1917) ocorreram num dos momentos económicos, sociais e políticos mais difíceis e mais dramáticos da história de Portugal, que bem podia sistematizar-se na trilogia do caos: 'fome, peste e guerra'. Nesse período, mas, sobretudo, anos antes, havia-se registado uma grande ofensiva dos governos republicanos em defesa da laicização do Estado e da secularização da sociedade, que acabou por restringir como nunca os privilégios e as liberdades da Igreja Católica. Rebentou a Primeira Guerra Mundial, onde Portugal teve uma participação controversa e trágica. Estoiraram motins e rebeliões. Proliferaram epidemias agudas de tifo e varíola e eclodiu depois a pandemia da 'gripe pneumónica'. Acentuou-se a crise económica e financeira, que gerou inflação galopante, falta de víveres essenciais, racionamento, pobreza, miséria e fome. Nesta conjuntura de extrema adversidade, surgiu, na Cova da Iria, um culto popular espontâneo que logo se propagou num país católico, rural, analfabeto e dado a superstições e a devoções messiânicas. Um culto popular que — como este livro pretende demonstrar — a Igreja Católica desde muito cedo estimulou, disciplinou, enquadrou ideologicamente e apresentou, com grande sucesso, a Portugal e ao Mundo" [ler AQUI - sublinhados nossos]

J.M.M.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A REPÚBLICA E A IGREJA NO ALGARVE, PELO Pe. AFONSO DA CUNHA DUARTE


Vai ser apresentado no Museu do Traje Algarvio, em S. Brás de Alportel, no próximo dia 15 de Outubro de 2010, pelas 18 horas, a investigação que o Padre Afonso Cunha realizou sobre a República e a Igreja no Algarve.
Este investigador procurou sobretudo analisar e contextualizar as atitudes e comportamentos registada no Algarve na 1ª República, em particular com a promulgação da lei da separação, que na opinião deste autor "culmina toda a acção levada a cabo durante o período do beneplácito régio".

Pode ler-se na introdução da obra:

“A Igreja no Algarve ao assinalar os cem anos da implantação da República, reflete sobre o que aconteceu e não tem qualquer gesto revindicta ou de protesto tardio por ser sido maltratada, espoliada dos seus bens e da perseguição aos seus membros por ações republicanas jacobinas.(…) Hoje está mais empenhada com o presente e com o futuro."

O Padre Afonso Cunha tem realizado e publicado alguns trabalhos dedicados a esta temática. Iniciou, no ano passado, a publicação de um conjunto de artigos publicados no jornal Folha de Domingo, que podem ser consultados: Aqui, Aqui, Aqui, Aqui, ou Aqui,onde apresenta um conjunto de informações curiosas sobre a região.

Afonso Duarte centra geralmente a sua atenção no concelho de S. Brás de Alportel, embora desta vez tenha alargado a sua análise a todo o Algarve. Entre as suas funções, enquanto eclesiástico destaca-se a actividade como director do Arquivo Diocesano da Diocese do Algarve. Entre as suas publicações destacam-se:
- São Brás de Alportel : memórias, 2 vols, 2005-2008;
- "Outubro de 1910: os são-brasenses descem à cidade", Anais do Município de Faro, vol. XXVI, Faro, Câmara Municipal de Faro, 1996, p. 11-29.

Uma iniciativa a acompanhar.
A.A.B.M.

domingo, 11 de outubro de 2009

PODER ESPIRITUAL/PODER TEMPORAL


As relações Igreja-Estado

Chegou ao nosso conhecimento que, na próxima semana, vai reaizar-se um colóquio subordinado ao título Poder Temporal/Poder Espiritual: As relações Igreja-Estado no Tempo da República (1910-2009). Esta actividade, desenvolvida em colaboração entre o Centro de História da Universidade de Lisboa, através da sua linha de investigação Memória & Historiografia, e com a Academia Portuguesa da História, que vai decorrer nos próximos dias 15 e 16 de Outubro e que irá efectuar-se no Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

DIA 15 DE OUTUBRO

09.30 – Abertura pela Presidente da Academia Portuguesa da História e pelo Director do Centro de História da Universidade de Lisboa
10.00 – Emílio de Diego
As relações Igreja/Estado, da II República à Democracia espanhola

11.00 – Intervalo
11.30 – António Matos Ferreira
As relações Igreja/Estado na I República portuguesa
12.00 – Manuel Braga da Cruz
As relações Igreja/Estado no ‘Estado Novo’ português
12.30 – Debate

13.00 – Intervalo para almoço
14.30 – Luís Salgado de Matos
O “Estado Novo”: um “Estado de Ordens” contemporâneo
15.00 – António Reis
Religião e Laicidade na Democracia portuguesa
15.30 – Debate e intervalo

16.00 – António Ventura
Padres republicanos
16.30 – Miguel Corrêa Monteiro
Os Jesuítas e a I República portuguesa
17.00 – Debate e Encerramento

DIA 16 DE OUTUBRO

10.00 – Ernesto Castro Leal
Religião civil na I República portuguesa
10.30 – Pedro Calafate
A Igreja Lusitana em Teixeira de Pascoaes
11.00 – Debate e Intervalo

11.30 – José Eduardo Franco
Sebastião de Magalhães Lima, entre a crítica anti-jesuítica e a utopia do livre-pensamento
12.00 – Paulo Fontes
O movimento católico durante o “Estado Novo” português: religião, sociedade e politica em questão
12.30 – Debate
13.00 – Intervalo para almoço

LUGAR AOS NOVOS
14.30 – Teresa Nunes
Uma excepção que confirma a regra: a imagen posi¬tiva de sacerdote em O Padre Roque de João da Motta Prego
15.00 – Rita Mendonça Leite
A I República portuguesa e a Igreja Católica perante a pluralidade religiosa: o caso das minorias protestantes

15.30 – Debate e Intervalo
16.00 – Guilherme Sampaio
Recepção das Encíclicas de Pio XI e de Pio XII no jornal católico português Novidades (1937-1945)
16.30 – Paula Borges Santos
A questão religiosa na Assembleia Nacional do “Estado Novo” português
17.00 – Debate e Encerramento

Um evento que não podíamos deixar de recomendar aos nossos ledores.

A.A.B.M.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

D. ANTÓNIO FERREIRA GOMES - BISPO DO PORTO [1906-1989]


D. António Ferreira Gomes - Bispo do Porto [1906-1989]

Nasce a 10 de Maio de 1906 no concelho de Penafiel. Faz o curso de preparatórios do Seminário do Porto (1916), conclui o Curso Teológico (1925) e tira o doutoramento em Filosofia, na Universidade Gregoriana (Roma). É ordenado presbítero a 22 de Setembro de 1928, sendo depois professor, vice-reitor e reitor, sucessivamente, no Seminário de Vilar, no Porto.

Em 1936 é cónego capitular da Sé do Porto, tendo participado na Liga Católica Masculina e na Liga Universitária Católica. É eleito Bispo titular de Rando, coadjutor do Bispo de Portalegre (que era D. Domingos Maria Frutuoso), a quem sucede (1949). É transferido, depois, para a Sé do Porto (1952).

Como Bispo do Porto interessa-se com questões de natureza social e promove a defesa do património artístico da Diocese. A 13 de Julho de 1958, em plena campanha presidencial de Humberto Delgado, dirige uma carta a Oliveira Salazar com uma análise lúcida e corajosa da situação político-social e religiosa do País. Do mesmo modo, critica o silêncio [cúmplice] dos seus colegas. Tal opinião valeu-lhe o exílio (1959), em Espanha, R.F.A. e França. É nomeado, nesse período, pelo Papa João XXIII, membro da Comissão Pontifícia de Estudos Ecuménicos para a preparação do Concílio Vaticano II (1962-65).

Em 1968 escreve uma carta ["violenta"] ao Cardeal Cerejeira, expressando as suas diferenças com Cerejeira e o regime político. Regressa a Portugal (1969) na primavera marcelista, retomando o lugar que tinha na Diocese do Porto. Funda o semanário Voz Portucalense. Resigna em 1981 e cessa funções a 2 de Maio de 1982, retirando-se para Ermesinde, onde morre a 13 de Abril de 1989.

Foi Dom António Ferreira Gomes galardoado com a Cruz da Ordem de Liberdade (1976) e a Ordem Militar de Cristo (1983). Cria em 1977 a Fundação Spes, com fins educativos e culturais. Teve, ao longo do seu episcopado e da sua vida, como lema: "De joelhos diante de Deus, de pé diante dos homens".

Colaborou no Comércio do Porto, a Voz do Pastor e Novidades. Publicou uma curiosa peça de teatro, "Herói e Santo", sob o pseudónimo de G. Penafiel.

Obras a consultar: Cartas do Senhor Bispo do Porto, D. António, ao Presidente do Concelho, Porto, 1958 / "Devemos defender os direitos dos pequenos...", de D. António Ferreira Gomes [folha volante do artigo publicado no jornal A Voz do Pastor], Ed. da Comissão de Candidatura de Humberto Delgado, 1958 / Sessão de Homenagem a D. António Ferreira Gomes. Discursos proferidos por Francisco Carvalho Guerra et al., Porto, 1983 / D. António Ferreira Gomes, por Eugénio dos Santos, sep. revista F. Letras, 1984 / Uma cristologia para a identidade cristã na modernidade: o pensamento cristológico de D. António Ferreira Gomes, por Arnaldo Cardoso de Pinho, Salamanca, 1989 / D. António Ferreira Gomes. Antologia do seu pensamento, Fund. Eugénio de Almeida, 1990 / Dom António Ferreira Gomes: cerimónias evocativas da sua memória - org. Fundação Eugénio de Almeida/Fundação Spes, 1993 / D. António Ferreira Gomes, um Bispo de carácter, por Alberto de Azevedo, Braga, 1999 / Profecia e liberdade em D. António Ferreira Gomes [Actas], Lisboa, 2000 / O Bispo controverso: D. António Ferreira Gomes - percurso de um homem livre, por Pacheco de Andrade, Multinova, 2002 / O Essencial sobre D. António Ferreira Gomes, de Arnaldo de Pinho, INCM, 2004 / A igreja e o Estado Novo na obra de D. António Ferreira Gomes, por Manuel de Pinho Ferreira, Univ. Católica, 2004 / D. António Ferreira Gomes, antigo Bispo do Porto, paladino dos direitos humanos, por Maria Manuela Machado Pires Migueis [tese de Mestrado], Vila Real, 2004 / Dom António Ferreira Gomes (1906-1989). Fotobiografia e Testemunhos, ASA, 2006

J.M.M.