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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

MANUEL DE BRITO CAMACHO: UM INTELECTUAL REPUBLICANO NO PARLAMENTO



LIVRO: Manuel de Brito Camacho: um intelectual republicano no Parlamento;
AUTORES: Maria Fernanda Rollo e Ana Paula Pires;
EDIÇÃO: Assembleia da República (Colecção Parlamento), 2015, p. 503.

Manuel de Brito Camacho foi um dos protagonistas mais destacados e relevantes da década inicial da I República Portuguesa, liderando, até 1919, um dos três primeiros partidos do republicanismo constitucional – a União Republicana. O texto que agora se publica mostra o perfil de um intelectual civicamente interveniente e revela as diferentes facetas do político e do parlamentar – o sobrevivente de diversas conjunturas – que ao longo de quase duas décadas animou debates e abrilhantou, quase diariamente, sessões na Câmara dos Deputados.

Uma das questões que mais preocupou Brito Camacho foi a do desenvolvimento nacional, que compreendia em três dimensões: moral, material e política. A entrada no Parlamento, o exercício de funções como deputado foram encarados, desde logo, como uma oportunidade para compreender e analisar detalhadamente os principais problemas que afetavam a sociedade portuguesa. Do ponto de vista do regime, Brito Camacho defendia uma república inspirada nas conceções defendidas por Léon Gambetta: um regime presidido por um chefe de Estado eleito e com um parlamento respeitado, em que burguesia e república se conciliassem sem alienar direitos, nem simpatias. A proclamação da República não lhe atenuou o ímpeto e muito menos serviu para diminuir o tom crítico das suas intervenções que, de resto, continuaram, quanto ao essencial, a não perder de vista um conjunto de princípios fundamentais, nomeadamente a necessidade do regime se apoiar em partidos políticos conscientes dos seus deveres e das suas responsabilidades, defendendo sem peias que a República não podia ser a Monarquia com outro nome.

Brito Camacho foi um intelectual que viveu para além do seu tempo. O seu legado, memória e herança, permanecem inscritos na história de Portugal do século XX. Eterno perseguidor da modernidade, foi um defensor acérrimo da reforma da cultura e das mentalidades portuguesas e apologista da difusão do conhecimento e do saber científico, entendendo-o como base do progresso económico e social e sustentáculo de qualquer regime político. Foi essa modernidade e esse desejo de mudança que procurou até ao fim da vida, denunciando e interpretando criticamente as principais debilidades que condicionavam a sociedade portuguesa na transição do século XIX para o século XX e, em boa medida o seu atraso económico.


Viveu muitos anos no Chiado, numa casa situada na rua da Assunção; alimentava-se do bulício das ruas, respirava a mundanidade cultural que enchia os cafés da Baixa e passava o final da tarde à conversa com os amigos na Farmácia Durão, propriedade de António Ferreira, que chegou a ser administrador de A Luta, discutia ideias e, algumas vezes, conspirava.

Cem anos passados sobre a implantação do regime republicano, importa compreender, identificar, perceber, enquadrar e estudar estes «geradores» de pensamento moderno: médicos, engenheiros, políticos, intelectuais, cientistas e doutrinadores que procuravam um rumo novo, buscando um caminho que, para muitos, o ideário republicano soubera enunciar. Brito Camacho foi um desses desbravadores" [in Catálogo de publicações da Assembleia da República]

J.M.M.

domingo, 13 de dezembro de 2015

"MANUEL DE BRITO CAMACHO: UM INTELECTUAL REPUBLICANO NO PARLAMENTO" E "ANTÓNIO MARIA DA SILVA: O ENGENHEIRO DA REPÚBLICA"

Apresentação de mais duas obras da colecção Parlamento no próximo dia 16 de Dezembro de 2015, pelas 18.30, após a sessão do plenário, na Biblioteca da Assembleia da República.

Vão ser apresentadas as seguintes obras:
 - Manuel de Brito Camacho: Um intelectual Republicano no Parlamento, de Maria Fernanda Rollo e Ana Paula Pires;

- António Maria da Silva: o Engenheiro da República, de Ricardo Revez.

Mais duas obras sobre personalidades da República que têm vindo a ser publicadas pelo Parlamento, numa excelente iniciativa de divulgação e investigação biográfica.

Com os votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

CONFERÊNCIA – O PAPEL DE BRITO CAMACHO E DOS UNIONISTAS PERANTE A GUERRA


ORADORA: Professora Maria Fernanda Rollo (I.H.C.);

DIA: 17 de Julho 2015 (21,30 horas);
LOCAL: Museu Bernardino Machado (Vila Nova de Famalicão);

ORGANIZAÇÃO: C.M. de Vila Nova de Famalicão | Museu Bernardino Machado;

Integrado no “Ciclo de Conferências 2015: Portugal na I Guerra Mundial” (que decorrerá até Dezembro deste ano), o Museu Bernardino Machado promove uma conferência, subordinada ao tema, “O papel de Brito Camacho e dos Unionistas perante a Guerra”, a cargo da professora e investigadora do I.H.C. da  FCSH/U.N.L, Maria Fernanda Rollo.
 
 

De referir que a conferência sobre Brito Camacho, inicialmente agendada para o passado mês de Abril (dia 17 de Abril) – conforme AQUI sinalizamos –, não se realizou por diversos motivos e foi aprazada, deste modo, para o próximo dia 17 de Julho.  

A não perder.

J.M.M.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

O PAPEL DE BRITO CAMACHO E DOS UNIONISTAS PERANTE A GUERRA: CONFERÊNCIA

No ciclo de conferências que estão a realizar-se no Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão, ao longo deste ano, vai ter lugar uma nova conferência na próxima sexta-feira, pelas 21.30 horas.

Desta vez a convidada é a Professora Doutora Maria Fernanda Rollo, que vai falar sobre "O Papel de Brito Camacho e dos Unionistas perante a Guerra",

Cumpre lembrar que Brito Camacho desempenhou um complexo papel como opositor às ideias de Portugal entrar na Guerra, era «antiguerrista» e essa situação trouxe-lhe alguns dissabores e acusações. Os seus artigos publicado no jornal A Lucta, com a acutilância que lhe ra reconhecida tinham impacto na opinião pública. Segundo a sua perspectiva Portugal só devia responder em caso de ataque. Havia um grupo de intelectuais e políticos como Manuel de Arriaga, Machado Santos, D. Manuel II, António José de Almeida ou Sidónio Pais que não eram germanófilos, eram sim contra a presença dos portugueses em França. Defendiam sim a aproximação à Inglaterra e a defesa dos interesses portugueses, sobretudo em termos coloniais.

Um tema aliciante e certamente polémico que a Professora Fernanda Rollo vai analisar e explicar na próxima sexta-feira.

Uma actividade muito interessante e que não podemos deixar de recomendar a todos os que se interessam pelo temática da Grande Guerra.

Com os votos do maior sucesso.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

CORRIDA DE JORNAIS


CORRIDA DE JORNAIS: desenho de Silva e Souza, inO Zé”.

Com Machado Santos [Intransigente], Cruz Moreira [Os Ridículos], António José de Almeida [República], Brito Camacho [A Luta] e Afonso Costa [O Mundo].


J.M.M.  

segunda-feira, 11 de abril de 2011

BRITO CAMACHO


MANUEL BRITO CAMACHO (1862-1934)

- Portugal na Guerra, Lisboa, Imprensa Lucas [Guimarães, 1936, 330, [13] p.]
- Rescaldo da Guerra [continuação do Portugal na Guerra],Guimarães, 1936, 239, [5] p.] - [comentários de Julião Quintinha].

"O Rescaldo de Guerra é a continuação da monografia Portugal na Guerra, do mesmo autor, de forma a completá-la. Ambos os volumes são um estudo crítico de Manuel de Brito Camacho sobre a I Grande Guerra e os seus reflexos em Portugal. Os dois volumes 'constituem uma obra valiosa de comentário e crítica, escrita sem paixão e à luz de incontestáveis documentos, acerca da maneira como se preparou e desenvolveu o grande conflito europeu, e como o nosso País realizou a sua intervenção'.

Ambos os trabalhos foram publicados sem a revisão do autor, por seu falecimento
" [ler AQUI]

J.M.M.

sábado, 19 de setembro de 2009

MANUEL DE BRITO CAMACHO (1862-1934)



in Ilustração, nº211, 1 de Outubro de 1934 - via Hemeroteca Municipal

[clique na imagem]

J.M.M.

MANUEL DE BRITO CAMACHO


Assinalam se hoje, 19 de Setembro, 75 anos sobre o falecimento de um dos principais líderes republicanos, Manuel de Brito Camacho (1862-1934). Mais do que fornecer novos aspectos da sua biografia, talvez seja interessante tentarmos descobrir o que se encontra publicado sobre ele na internet e que artigos ou livros se debruçaram sobre a sua vida e obra.

Webgrafia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_de_Brito_Camacho
http://planicie-heroica.weblog.com.pt/arquivo/022589
http://eb23bcamacho.com.sapo.pt/patrono.html
http://www.drealentejo.pt/intranet/deposito/205196/Bcamacho.htm
http://revistaantigaportuguesa.blogspot.com/search/label/Brito%20Camacho
http://www.bdalentejo.net/conteudo_a.php?id=96
http://www.cp.pt/cp/displayPage.do?vgnextoid=919ed90ed1e69010VgnVCM1000007b01a8c0RCRD&contentId=f73f05f8e7260210VgnVCM1000007b01a8c0RCRD


Bibliografia/trabalhos recentes sobre Brito Camacho:

Nota: Não pretendemos deixar uma bibliografia exaustiva, mas facultar a quem quer saber mais sobre esta personalidade algumas pistas bibliográficas para além da obra clássica de Matias Ferreira de Mira e Aquilino Machado, sobre Brito Camacho, publicada no longínquo ano de 1942 ou o trabalho de João Fernandes, Brito Camacho. Algumas reflexões acerca da sua obra colonial, cadernos Seara Nova, Lisboa, Seara Nova, 1944, os únicos que A. H. de Oliveira Marques cita no seu Guia de História da 1ª República Portuguesa.

- AMARO, Luís - "O Primo Camacho", A Cidade de Beja em Meados de 1870 e outras páginas alentejanas numa evocação de Brito Camacho”, Arquivo de Beja, Beja, S. 3, vol. 15, 2000, p. 73.
- MENDES, António Rosa, “Brito Camacho e o Algarve” [Conferência realizada em Vila Real de Santo António no âmbito do ciclo “Viajantes, poetas e escritores, retratos do Algarve], Arquivo Municipal de Vila Real de Santo António, 13 de Março de 2009;
- PEREIRA, Teresa Sancha; ALBUQUERQUE, Álvaro, ed. lit.; TRINDADE, António, ed. lit, Brito Camacho: político 1862-1934, Lisboa, CM Comissão Municipal de Toponímia, 1999;
- PINTO, Orlando da Rocha, “Manuel de Brito Camacho. Alguns aspectos sobre o Homem e a sua genealogia pela comemoraçao do centenário da fundaçao do jornal "A Lucta", Vipasca, Câmara Municipal de Aljustrel, nº 1, 2006, p. 27-52;
- VAZ, Luís, O Pensamento Anticlerical de Brito Camacho, Hugin, Lisboa, 2004 [pref. por António Arnaut].

Mais uma efeméride que não podíamos deixar de assinalar, até porque Brito Camacho, António José de Almeida e Afonso Costa foram homens incontornáveis da 1ª República, para além de que desenvolveram todo um conjunto de iniciativas para conseguir derrubar o regime monárquico.

A.A.B.M.

segunda-feira, 13 de julho de 2009


BRITO CAMACHO – POLÍTICA COLONIAL

"Espírito de altíssima inteligência, carácter da mais nobre tempera, escritor de valor consagrado, o dr. Brito Camacho também deixou o seu nome ligado à vida colonial, tendo exercido, com o maior do aprumo moral, as elevadas funções de Alto Comissário em Moçambique, onde soube observar os diversos problemas que interessam às colónias.

O trabalho que inserimos no presente ‘Caderno’, cedido por quem de direito, e que vale como magnifica lição, nunca foi publicado em separata e passou quase despercebido na Imprensa. Trata-se duma notável conferência sobre ‘Política Colonial’, que o dr. Brito Camacho realizou em Lisboa, pouco tempo depois de regressar de Moçambique, há, pouco mais ou menos, uma dúzia de anos.

Quem se lembra já dessas inteligentes, patrióticas e oportunas palavras, então pronunciadas pelo dr. Brito Camacho, com tanta autoridade moral e mental? ...
"

in Nota Preliminar ao nº 26 - "Politica Colonial" - dos "Cadernos Coloniais", Editorial Cosmos, 1936.

J.M.M.