Mostrar mensagens com a etiqueta Candido Guerreiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Candido Guerreiro. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 14 de maio de 2014

CÂNDIDO GUERREIRO E A IMPRENSA DA SUA ÉPOCA: CONFERÊNCIA

Amanhã, 15 de Maio de 2014, pelas 15 horas, na Sala de Seminários da Reitoria, em Gambelas (Faro), realiza-se por iniciativa da  Biblioteca da Universidade do Algarve, uma conferência sobre o poeta Francisco Xavier Cândido Guerreiro (Cândido Guerreiro).

São conferencistas Luís Guerreiro e João Minhoto Marques.

Pode ler-se na nota de divulgação do evento:

Palestra "CÂNDIDO GUERREIRO E A IMPRENSA DA SUA ÉPOCA", por Luís Guerreiro e João Minhoto Marques, que terá lugar no próximo dia 15 de maio de 2014 (5ª feira), às 15h00, na Sala 
de Seminários da Reitoria em Gambelas (Edifício da Biblioteca, 1º andar).

Organizada pela Faculdade de Ciências e Humanas e Sociais em parceria com a Biblioteca da UAlg, esta iniciativa surge no seguimento do lançamento do livro "Cândido Guerreiro - 
Obras I", reedição da obra do poeta de Alte, há muitos anos esgotada, e que agora surge organizada por João Minhoto Marques.
A entrada é livre e confere certificado de participação.

Esperamos que vá ao encontro dos seus interesses e contamos com a sua presença.

Uma iniciativa que se recomenda aos nossos ledores na região de Faro.

A.A.B.M.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

ARISTIDES DE SOUSA MENDES, ALBERTO DA VEIGA SIMÕES E CÂNDIDO GUERREIRO

No espólio de Cândido Guerreiro, cuja nota biográfica já AQUI deixamos há algum tempo, têm sido disponibilizadas algumas imagens  e documentos pouco conhecida de algumas figuras de relevo da nossa história no século XX. Mostrando o contacto que mantiveram com o poeta do Algarve (Alte-Loulé), alguns com correspondência interessante ao longo do tempo, outros de forma pontual.

Dos vários documentos digitalizados, destacamos duas fotografias, que apresentamos de seguida:
Aristides de Sousa Mendes (N:19-07-1885-F: 3-04-1954) e o seu irmão César de Sousa Mendes (F: 18-07-1885- F: 1955)

e Alberto da Veiga Simões (N:16-12-1888-F:1-12-1954)


Esta documentação e outra que tem vindo a ser disponibilizada prende-se com o lançamento, no próximo dia 3 de Dezembro de 2013, das obras completas de Francisco Xavier Cândido Guerreiro, em Loulé.

Um evento a acompanhar com toda a atenção e interesse.
A.A.B.M.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

FRANCISCO XAVIER CÂNDIDO GUERREIRO


A propósito da sessão de apresentação do documentário sobre o poeta Candido Guerreiro, depois de amanhã, 17 de Abril, pelas 18 horas, em Loulé, no Cine-Teatro, que antecipa a sua apresentação na RTP no próximo dia 24 de Abril.

Francisco Xavier Cândido Guerreiro, nasceu em Alte a 3 de Dezembro de 1871, nessa localidade terá vivido até 1880 quando terá ido viver para Estoi, já que o seu pai fora nomeado Juiz da Paz da mesma localidade.

Fez as primeiras letras em S. Brás de Alportel, seguindo depois para o Liceu de Faro. Devido a influências familiares entra para o Seminário Diocesano de Faro. A morte de seu pai por volta de 1901 fá-lo regressar a Alte com a mãe, encontrando-o depois em 1902 a exercer as funções no fisco.

Colabora desde bastante jovem na imprensa, tendo sido redactor do semanário louletano, O Algarvio.

Também por influência dos seus amigos, entre os quais destacamos o poeta João Lúcio, acaba por se matricular em Coimbra, onde terá tido pela primeira vez contacto com os ideais republicanos. Concluiu o bacharelato em Direito em 1907, tendo sido realizada uma imponente manifestação aquando do seu regresso ao Algarve, porque era considerado o primeiro altense a conseguir formação superior.

Terão sido da sua autoria os versos do fado do 5º ano jurídico em Coimbra, em 1907 que mais tarde foram publicados no aguerrido semanário republicano O Povo Algarvio. Foi na Lusa-Atenas que contactou com as correntes mística e pós-simbolista, facto que lhe marcou o apuro irrepreensível dos seus sonetos.

Assenta banca de advogado em Loulé, onde colhe vasta popularidade, mas a profissão não o satisfazia e começa a exercer funções de notário. Entretanto, conquista reputação como poeta. Liga-se ao movimento da Renascença Portuguesa e vive um pouco incompreendido pelos poetas e pelo povo, porque os seus poemas filosóficos eram por vezes marcados pelo seu carácter hermético, simbólico e mísitco.

Ocupou ainda o cargo de Presidente da Câmara Municipal por diversas vezes, sendo a primeira entre 1912-1914. Durante o seu mandato é instalada em Loulé a iluminação por energia eléctrica.

Foi também administrador do concelho de Loulé durante vários anos até 1918. Em 1923 instala-se em Faro, onde se dedica ao notariado.

Terá o poeta tido um caso amoroso com Maria Velleda (Maria Carolina Frederico Crispim) de que terá nascido um filho. Colaborou com diversos jornais da época e da região entre os quais destacamos o Povo Algarvio (jornal republicano de Loulé).

Cândido Guerreiro dividiu a sua produção escrita entre vários géneros, sendo a poesia um dos mais importantes, mas também o teatro, a doutrina social ou a história, foram áreas por onde deambulou o seu pensamento inquieto.

Residindo em Faro, eram conhecidas as suas deslocações regulares à papelaria Silva ou ao café Aliança. Nesta cidade, o poeta de Alte e Emiliano da Costa encontravam-se com frequência, participavam nas tertúlias, nos encontros de poesia, nas festas de Natal e os seus trabalhos eram regularmente publicados nos jornais locais, como O Distrito de Faro, O Algarve ou O Heraldo.

Obras publicadas:
Rosas Desfolhadas (1896)
Pétalas (1897)
Avé Maria (1900)
Sonetos (1904)
Eros (1907)
Balada (1907)
Em Forli (1911)
Promontório Sacro (1929)
As Tuas Mãos Misteriosas (1943)
Sulamitis (1945)
Avante e Santiago (1949)

Cândido Guerreiro faleceu em Lisboa em 11 de Abril de 1953.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:
Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. III, Coord. Eugénio Lisboa, Publicações Europa-América, 1990, p. 109
MARREIROS, Glória Maria, Quem Foi Quem? 200 algarvios do século XX, Edições Colibri, Lisboa, 2000, p. 247-248;
NETO, Teodomiro, Louletanos do século XX, Cadernos do Arquivo, Arquivo Municipal de Loulé, Loulé, 2009, p. 35-37;

A.A.B.M.