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terça-feira, 5 de setembro de 2017

LUÍS GUERREIRO


Provavelmente, como muitos, posso dizer que conhecia o Luís Guerreiro desde sempre, já que pouco mais de uma década nos separava em idade. Cresci em Clareanes, a meio caminho entre Loulé e Querença e os meus familiares conheciam o Luís. Além disso, a colaboração regular que ele mantinha na “Voz de Loulé” era sempre lida com atenção lá em casa, ou não houvesse uma assinatura do jornal local há muitos anos.

Na já longínqua década de oitenta, do século XX, encontrava-o por Loulé. Lembro-me que a sede da “Voz de Loulé”, em dada altura (penso que nos últimos anos da década de oitenta), esteve instalada numa sala das Galerias D. Leonor e ele andava por lá juntamente com o Neto Gomes, até porque já tinha regressado dos seus estudos de engenharia em Lisboa e já trabalhava na Câmara Municipal de Loulé.

No início da década de noventa fui eu que abandonei Loulé para ir estudar História, na Faculdade de Letras, em Coimbra. Logo no meu segundo ano de curso, 1991/1992, aproveitei as férias de Natal e de Páscoa para realizar uma pesquisa no Arquivo Municipal de Loulé, sobre as “Migrações internas a partir do concelho de Loulé (1810-1820)” com base nos livros de passaportes. Texto que alguns anos mais tarde foi publicado na revista Al-Úlyá. No ano letivo seguinte fiz uma abordagem ao final da Monarquia Constitucional e aos confrontos políticos em Loulé nos anos conturbados da transição entre a Monarquia Constitucional e a I República, artigo também publicado na mesma revista com o título “Publicidade, Política e Cultura na Imprensa Louletana (1907-1912)”.

Este gosto pela história local, os livros e publicações antigas sobre o Algarve foram os pontos de contacto que acabaram por nos aproximar. A partir de meados da década de noventa passei a contactar regularmente com o Luís. Depois começamos da contactar via telefone, mais tarde via email e depois via facebook.

Durante as férias fazíamos sempre os nossos encontros. Desculpem a inconfidência, mas excepto dois ou três amigos mais chegados e a família, era dos poucos com quem mantinha um contacto regular e gostava muito das nossas trocas de ideias e de conhecimentos. Um café aos sábados no Calcinha, em Loulé, ou noutros espaços eram habituais durante os meses de Verão e, muitas vezes, no período do Natal, e conversas que eram como as cerejas, sobre os mais variados temas, incidindo quase sempre sobre as figuras, os episódios e as fontes sobre a história de Loulé e do Algarve. As edições que cada um de nós tinha e que encontrávamos nas nossas deambulações pelas feiras de velharias e pelos alfarrabistas. Numa dessas conversas começou a falar-se da necessidade de existir de forma acessível um local onde se reunissem as publicações periódicas algarvias. Nós que adoramos os papéis velhos, que para muitos são lixo, sentíamos que era importante reunir e estudar essa informação/documentação. Os arquivos e museus do Algarve, tal como a própria Universidade do Algarve, na maior parte dos casos, são recentes e a informação da imprensa regional onde se encontra informação inestimável está muitas vezes em Lisboa, Coimbra e Porto, longe dos investigadores que têm vindo a aumentar. Pode parecer estranho, para alguns menos informados, mas alguma colecções mais antigas de periódicos não existem no Algarve, ou se existem são muito incompletas. Esta situação obriga os investigadores a partir para a Biblioteca Nacional, em Lisboa, para a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra ou para a Biblioteca Pública Municipal do Porto, para se poder consultar os jornais e revistas que se publicaram pelo Algarve. Não fazia e não faz sentido!!! Isto tornava e torna bastante onerosa qualquer investigação que obrigue a estas deslocações.

Estes interesses comuns e o gosto pelos mesmos temas levaram a que me convidasse a participar para uma conferência no Arquivo Municipal de Loulé, em Abril de 2003, numa altura em tentava ultimar o texto da dissertação de mestrado sobre “Os Republicanos e o Republicanismo no Algarve (1870-1910)”, que infelizmente acabou por nunca ser concluída. O texto dessa conferência acabou por nunca ser publicado, mas existe em papel e já foi citado em vários trabalhos sobre a temática “A Organização do Partido Republicano no Algarve: o caso de Loulé (1881-1910)”. Mais tarde, através do Luís, participei no I Curso Livre de História Contemporânea do Algarve (2008), organizado pela Fundação Manuel Viegas Guerreiro. Encontramo-nos também entretanto na última edição do Congresso do Algarve em 2007 e, mais tarde, no Congresso Outras Vozesna República, realizado na Figueira da Foz em 2011, entre vários outros.

Foi este interesse do Luís pela I República, em particular no Algarve, que o terá levado a convidar-me para o ajudar na realização da Exposição sobre “Mendes Cabeçadas e a República no Algarve”[ver nota AQUI.]. O seu entusiasmo neste empreendimento, o sucesso que a mesma teve na época e a edição do catálogo da mesma foram momentos que partilhamos entre nós. Fica a memória dos episódios, das conversas e das partilhas de informação.

Pessoalmente, estivemos juntos pela última vez no Verão de 2016, quando a doença já se tinha manifestado. Estivemos juntos durante um bom bocado à conversa. Chegou acompanhado pela esposa, com um sorriso nos lábios, aquele sorriso simpático, afável que cativava, e trazia um conjunto de livros para oferecer. Eu estava um pouco temeroso na abordagem, era normal, depois de saber da doença, mas a conversa à volta de um chá e de um café foi normal. Porém, a dada altura manifestou o seu cansaço. Os tratamentos ainda duravam, mas havia esperança.

Trocamos algumas mensagens até Maio de 2017, na altura da 2ª edição do FLIQ, quando através de amigos comuns soube que tudo se tinha complicado. Infelizmente, apesar do combate, da resistência, dos tratamentos, o Luís partiu. Perdi um AMIGO, mas a família perdeu um ente querido. É estranho estar em Loulé e não fazermos as nossas tertúlias…


Cabe-nos a nós levarmos a bom termo alguns dos projectos que tinha entre mãos, sobretudo a questão da Hemeroteca Digital do Algarve, obtendo financiamento através do orçamento participativo.

Este texto e muitos outros que foram convidados a participar na homenagem por ocasião do aniversário do nascimento de Luís Guerreiro podem ser consultados AQUI.


A.A.B.M.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

FESTIVAL LITERÁRIO INTERNACIONAL DE QUERENÇA


Realiza-se nos próximos dias 12, 13 e 14 de Maio de 2017, a II edição do Festival Literário Internacional de Querença (Loulé), centralizado nas instalações da Fundação Manuel Viegas Guerreiro, mas com actividades espalhadas pela aldeia. A presente edição serve também para homenagear a professora e conhecida ensaísta pessoana Teresa Rita Lopes.

O Festival Literário Internacional de Querença (FLIQ), convidou o director de informação da RTP, Paulo Dentinho, como moderador numa das sessões.

Para conduzir o tema “Literatura e Sociedade: Pontes de Solidariedade” contará com António Branco, reitor da Universidade do Algarve, para abrir as conferências.

O conjunto dos moderadores pode ser consultado AQUI.

Nos dias 12, 13 e 14 de Maio, o programa inclui nomes sonantes da literatura, como Teresa Rita Lopes. No sábado, o FLIQ homenageia a escritora algarvia e professora universitária, referência internacional no estudo da obra de Fernando Pessoa. O dia 13, dedicado à autora, contará com intervenções de Catherine Dumas, Manuel Moya, João Luiz, Carlos Brito, entre outros.

O conjunto dos intervenientes e dos conferencistas pode ser consultado AQUI.

José Fanha e Fernando Esteves Pinto também estarão presentes trazendo duas colectâneas de sua autoria que, em comum, têm os mais recentes fluxos migratórios. Reúnem textos de outros escritores, tais como Afonso Cruz, Miguel Real e Cristina Carvalho.
O programa musical pode ser consultado AQUI.

O FLIQ reunirá também a fotógrafa Telma Veríssimo; do teatro: Luísa Monteiro e Paulo Moreira (da ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve), o grupo Ao Luar Teatro; e os músicos Francisco Fanhais, Moçoilas e Afonso Dias, que protagonizará uma noite de tertúlia literária (sábado).

Patrícia de Jesus Palma, da comissão organizadora, lembra que este é um Festival para todos. “E é, sobretudo, um bom momento para celebrar as relações humanas que se criam a partir da(s) leitura(s), aconteçam por necessidade ou por prazer.” – conclui.

O evento contará com uma Feira do Livro, leituras, documentários, exposições, performances teatrais e musicais, actividades para o público infanto-juvenil e gastronomia serrana, em que o destaque vai para um jantar típico “Manuel Viegas Guerreiro” com várias iguarias locais, na 6ª feira, disponível mediante pré-inscrição.

Saliente-se que o FLIQ tem o apoio da Direcção Regional de Cultura do Algarve, Câmara Municipal de Loulé, União de Freguesias de Querença, Tôr e Benafim, Programa Algarve 365 e Ombria Resort. Tem a Antena 1 como media partner e a entrada é livre, pelo que para saber mais visite o site da Fundação Manuel Viegas Guerreiro e a página do Festival no Facebook.

O programa pode ser consultado abaixo (Clicar na imagem para aumentar):

Para os potenciais interessados em participar no jantar devem inscrever-se previamente e o comprovativo de pagamento serve de prova.
As informações detalhadas e toda a logística do festival podem ser consultadas no site da Fundação Manuel Viegas Guerreiro.

Com os votos do maior sucesso para esta excelente iniciativa que merece a melhor divulgação e a visita dos que se interessam pelos temas em debate.

A.A.B.M.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

PROMONTÓRIA, Nº 2 - FRAGMENTOS PARA A HISTÓRIA DO TURISMO NO ALGARVE

Realiza-se no próximo sábado, dia 27 de Fevereiro de 2016, pelas 16 horas, na cafetaria do Museu de Portimão, a apresentação do 2º número da revista Promontória, subordinada ao título Fragmentos para a História do Turismo no Algarve. que contou com a coordenação de Alexandra Rodrigues Gonçalves, Paulo Dias Oliveira e Cristina Fé Santos.

A Promontoria é editada pelo Centro de Estudos em Património, Paisagem e Construção (CEPAC) da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve e tem como objetivo principal a divulgação de trabalhos de investigação na área das Ciências Humanas e Sociais, realizados por investigadores cujo âmbito geográfico se centre no sudoeste peninsular.

O presente número conta com os seguintes textos e autores:

Índice
Cultura e turismo
Vitor Neto
A experiência turística e os museus a Sul
Alexandra Gonçalves
Portimão - O Desafio Museológico Entre Turismo e Património
José Gameiro I Ana Ramos
Património Arqueológico e Turismo na Região Algarvia
João Pedro Bernardes I António Faustino Carvalho
A institucionalização do Turismo - Contributos para o estudo dos primórdios do Turismo no Algarve
Artur Barracosa Mendonça
A primeira acção de propaganda externa do Algarve - A visita dos jornalistas ingleses em 1913
Luís Guerreiro
O Algarve e o turismo da região na «Revista de Turismo» (1916-1924)
Miguel Godinho
Contributo para o estudo do Turismo de Saúde no Algarve
Cristina Fé Santos
O Património Histórico-Artístico das Caldas de Monchique na valorização
do destino turístico algarvio

Ana Lourenço Pinto
Os primeiros Operadores Turísticos no Algarve
Alberto Strazzera
O turismo balnear em Albufeira: Uma história recente
Patrícia Batista
As vias de comunicação terrestres no Algarve e a sua evolução nos últimos 170 anos
Aurélio Nuno Cabrita
Estrada da Fóia - Da vila ao coropito
José Gonçalo Duarte
O aeroporto de Faro como infraestrutura principal do desenvolvimento
turístico da região

António Correia Mendes
O Turismo como fator de Crescimento Regional: a noção de “BeachDisease”
João Romão I João Guerreiro I Paulo M. M. Rodrigues

Um conjunto variado de assuntos e de autores, para se descobrir aspectos novos sobre a História do Turismo naquela que é a região portuguesa que mais se dedica a esta actividade. 

Para ler com toda a atenção.

A.A.B.M.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

OFICINA: ALGARVE E ALGARVIOS NA IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA

Uma excelente iniciativa do Ateneu Comercial e Industrial de Loulé para os dias 26 e 27 de Novembro de 2015, sobre o papel do Algarve e dos algarvios na Implantação da República.

Um encontro formativo sob a forma de oficina dinamizada por Luís Guerreiro, um apaixonado pela história local e regional, com muitas conferências e textos na imprensa regional. Desta vez num modelo de formação mais alargada.

Sendo que qualquer pessoa pode participar embora deva fazer a sua inscrição através dos seguintes contactos: luisa.martins@cm-loule.pt . Tm : 926817053.

Entrada Livre.

Uma sessão que se saúda com os votos do maior sucesso e se divulga junto de todos os interessados.

A.A.B.M.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

"O LAICISMO NA CAPITAL ALGARVIA ALGARVIA NOS FINAIS DE OITOCENTOS. O CÉLEBRE PROCESSO DE FRANCISCO PEREIRA SALLES - CONFERÊNCIA

CONFERÊNCIA: "O Laicismo na Capital algarvia nos finais de oitocentos. O Célebre Processo de Francisco Pereira Salles”;
ORADORA: Luís Guerreiro (Câmara Municipal de Loulé; Pres. da Fundação Manuel Viegas Guerreiro);
DIA9 de Outubro 2015 (21,30 horas);
LOCAL
CLUBE FARENSE (Rua de Santo António - Faro);
ORGANIZAÇÃO: CIRCULO CULTURAL DO ALGARVE;

Pode ler-se na nota de divulgação:

"Francisco Pereira Salles era um barbeiro de Faro, com jeito para a escrita, correspondente da Semana de Loyola, que escreveu um livrinho intitulado «Elementos de Geografia Astronómica», onde entre outras coisas negava a existência de Deus. O livro foi apreendido e mandado queimar. O autor apanhou um ano de prisão. Estávamos em 1887, o assunto teve uma enorme repercussão nacional num contexto de grande discussão das questões religiosas. É em volta destes temas que iremos falar na Sexta , no Clube Farense."

Uma iniciativa a não perder para quem estiver em Faro ou pelo Algarve.

A.A.B.M.


terça-feira, 12 de maio de 2015

ANTÓNIO ALEIXO UM LIVRE PENSADOR: COM LUÍS GUERREIRO - TERTÚLIA EM LOULÉ


 
TERTÚLIAAntónio Aleixo um livre pensador

DATA13 de Maio 2015 (19 horas);
LOCAL: Café Calcinha [Loulé];
ORGANIZAÇÃO: Fundação António Aleixo

ORADOR: Eng. Luís Guerreiro

Pode ler-se na nota de divulgação:

Em Junho de 1922 António Aleixo adquire o estatuto de sócio da Associação do Registo Civil e do Livre Pensamento.
Este facto até hoje desconhecido da generalidade dos seus biógrafos leva-nos a questionar porque é que o Poeta ocultou esta realidade aos seus amigos mais próximos e em particular ao seu “secretário” Professor Joaquim Magalhães e que tipo de associação é que falamos. Serão estas as questões centrais a abordar na Conferência de amanhã, Quarta - feira, 13 de Maio pelas 19 horas, no Café Calcinha - Loulé, numa iniciativa da Fundação António Aleixo.

Com os nossos votos de muito sucesso para esta iniciativa da Fundação António Aleixo, com o nosso particular amigo Luís Guerreiro.

A.A.B.M.

domingo, 26 de abril de 2015

ASSALTO AO BANCO DE PORTUGAL NA FIGUEIRA DA FOZ (1967): LABIRINTOS DA LIBERDADE NA FUNDAÇÃO MANUEL VIEGAS GUERREIRO


EventoAssalto ao Banco de Portugal na Figueira da Foz (1967);

DATA: 26 de Abril 2015 (16,00 horas);
LOCALFundação Manuel Viegas Guerreiro [Querença - Loulé];
ORGANIZAÇÃO: Fundação Manuel Viegas Guerreiro
CONVIDADOS: - Camilo Mortágua
                      - Luís Benvindo
                       - António Barracosa

Pode ler-se na nota de divulgação do evento:

No dia 17 de Maio de 1967 , cerca das 16 horas, quatro indivíduos armados entraram na Agência do Banco de Portugal na Figueira da Foz, e, sob a ameaça das armas que empunhavam, dali subtrairam a quantia de cerca de 29 mil contos. Era assim que começava o Relatório de 40 páginas, feito pela Polícia Judicia, onde descreve detalhadamente toda a operação. Os quatro indivíduos eram Palma Inácio, Camilo Mortágua , António Barracosa e Luís Benvindo. A acção era política, visava o derrube do regime e foi reivindicada pela LUAR. O assalto ao Banco da Figueira da Foz acabou por ter uma enorme projecção, não obstante a Censura existente, ao nível nacional e internacional. A Polícia acabaria por envolver no julgamento realizado a 7 de Janeiro de 69, 23 implicados, 113 testemunhas, 22 declarantes e 18 advogados. No próximo dia 26 de Abril, no Auditório da Fundação Manuel Viegas Guerreiro, em Querença, pelas 16 horas, vamos evocar este acontecimento , com a presença do Camilo Mortágua, Luís Benvindo e António Barracosa (Palma Inácio faleceu em 2009) para além de outras pessoas indirectamente envolvidas. Vamos perceber, de viva voz pelos principais protagonistas, como é que as coisas se passaram e que repercussões políticas existiram , no âmbito das forças oposicionistas e no interior do regime vigente.

Uma oportunidade para conhecer este espaço no interior do concelho de Loulé, num local aprazível e com boas condições para acolher eventos deste tipo. 

Com os votos do maior sucesso para mais esta iniciativa.

A.A.B.M.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

COMEMORAÇÕES DO 113º ANIVERSÁRIO DO NASCIMENTO DE MANUEL CABANAS EM VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO

Realizam-se no próximo sábado, 14 de Fevereiro de 2015, a partir das 10 horas, em Vila Real de Santo António, um conjunto de iniciativas com vista a assinalar o 113º aniversário do nascimento de Manuel Cabanas.

Entre as várias iniciativas que o cartaz acima faz referência, que vão ter lugar no Arquivo Histórico Municipal António Rosa Mendes, de Vila Real de Santo António, destaca-se a inauguração da exposição de pintura do escultor Nuno Rufino, a que se segue o momento musical e, por fim, uma conferência muito interessante sobre um conterrâneo de Manuel Cabanas e conhecido poeta popular, António Aleixo, que vai ser analisado noutra vertente menos conhecida pelo Eng. Luís Guerreiro, conhecido bibliófilo, investigador e comunicador da cultura algarvia.

O título da conferência é António Aleixo - um livre pensador. 

A acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

A GRANDE GUERRA VISTA POR UM LOULETANO: RECORDAÇÕES DE PEDRO DE FREITAS - CONFERÊNCIA

No âmbito das múltiplas evocações que têm vindo a ter lugar pelo País, a propósito do Centenário da 1ª Guerra Mundial, realiza-se em Loulé, na Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen, na próxima quinta-feira, dia 23 de Outubro de 2014, uma conferência sobre o tema em apreço.

O evento terá lugar pelas 18 horas e terá por conferencista o investigador de História Local, o eng. Luís Guerreiro. Apaixonado pela História Local e bibliófilo algarvio, colaborador na imprensa regional e excelente conhecedor da realidade local. Neste caso, vai abordar a forma como Pedro de Freitas, combatente na Grande Guerra, viu os acontecimentos e os narrou nas obras que dedicou ao tema.

Sobre Pedro de Freitas, militar, musicógrafo e escritor recomenda-se a leitura da tese de Susana de Brito Barrote disponível AQUI ou AQUI.

Com os votos de muito sucesso para mais esta iniciativa.

A.A.B.M.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

ENCONTRO SÃO BRÁS DE ALPORTEL: TRADIÇÕES E MEMÓRIAS


Vai realizar-se em São Brás de Alportel, nos dias 12 e 13 de Setembro de 2014, no âmbito das comemorações do Centenário da Elevação do Concelho, um encontro onde se vão abordar os temas das tradições e memórias deste concelho algarvio.

Organizado em parceria com a Câmara Municipal e Junta de Freguesia de São Brás de Alportel, o Museu do Trajo e a Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve vai ser possível assistir a várias conferências.

Contando na Comissão organizadora com Maria do Rosário Parreira, Tiago Parreira, Custódia Reis, David Gonçalves, António Oliveira e Emanuel Sancho.

No dia 12 de Setembro realizam-se as conferências de:
- José Joaquim Dias Marques: Entre o Barrocal Algarvio e a China: Sobre uma quadra de tradição oral;
- Isabel Cardigos: A presença de São Brás de Alportel no Catálogo de Contos Tradicionais Portugueses;
- Carla Almeida: Folclore e Turismo no Algarve;
- Luís Guerreiro: O Caminho-de-ferro para S. Brás: Atribulações de uma vontade colectiva;
- Paulo Pires: O Património Corticeiro de S. Brás de Alportel;
- Cristina Fé Santos: O Sanatório de São Brás de Alportel.

No dia 13 de Setembro realizam-se as seguintes conferências:
- Jorge Queiroz: Dieta Mediterrânica - Património Cultural e Imaterial da Humanidade da UNESCO e a afirmação da cultura algarvia;
- Maria Manuel Valagão: Património Alimentar do Algarve Interior;
- Sónia Tomé: Património da Água e Desenvolvimento.

Como se pode ver no folheto de divulgação e inscrição, que é gratuita, mas necessária.
O evento é destinado a profissionais e estudantes de património cultural, gestão cultural, história e para todos aqueles que se interessam por Património Cultural algarvio ou História de S. Brás de Alportel.

A inscrição deve ser remetida para:
Encontro São Brás de Alportel: Tradições e Memórias
Rancho Típico Sambrasense
Apartado 106
8150-909 S. Brás de Alportel
ranchotipico@gmail.com

Mais informações podem ser obtidas através dos seguintes contactos:
912 910805
968993920

www.facebook.com/ranchotipico.sambrasense

O programa detalhado pode ser consultado clicando na imagem para aumentar e/ou descarregar.

A acompanhar com todo o interesse, com os votos do maior sucesso para esta iniciativa a ter lugar fora dos centro mais populosos do Algarve.

A.A.B.M.


quarta-feira, 14 de maio de 2014

CÂNDIDO GUERREIRO E A IMPRENSA DA SUA ÉPOCA: CONFERÊNCIA

Amanhã, 15 de Maio de 2014, pelas 15 horas, na Sala de Seminários da Reitoria, em Gambelas (Faro), realiza-se por iniciativa da  Biblioteca da Universidade do Algarve, uma conferência sobre o poeta Francisco Xavier Cândido Guerreiro (Cândido Guerreiro).

São conferencistas Luís Guerreiro e João Minhoto Marques.

Pode ler-se na nota de divulgação do evento:

Palestra "CÂNDIDO GUERREIRO E A IMPRENSA DA SUA ÉPOCA", por Luís Guerreiro e João Minhoto Marques, que terá lugar no próximo dia 15 de maio de 2014 (5ª feira), às 15h00, na Sala 
de Seminários da Reitoria em Gambelas (Edifício da Biblioteca, 1º andar).

Organizada pela Faculdade de Ciências e Humanas e Sociais em parceria com a Biblioteca da UAlg, esta iniciativa surge no seguimento do lançamento do livro "Cândido Guerreiro - 
Obras I", reedição da obra do poeta de Alte, há muitos anos esgotada, e que agora surge organizada por João Minhoto Marques.
A entrada é livre e confere certificado de participação.

Esperamos que vá ao encontro dos seus interesses e contamos com a sua presença.

Uma iniciativa que se recomenda aos nossos ledores na região de Faro.

A.A.B.M.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

JOAQUIM MAGALHÃES: LOULETANO TAMBÉM, POR MOTIVAÇÕES FAMILIARES E NÃO SÓ! - CONFERÊNCIA

No âmbito da exposição organizada pela Biblioteca da Universidade do Algarve dedicada ao Prof. Joaquim Magalhães, a que já fizemos referência AQUI, vai realizar-se no próximo dia 11 de Abril, pelas 18 horas, a conferência por Luís Guerreiro, que conviveu durante anos com esta figura importante no Algarve do século XX.

O tema desta conferência será Joaquim Magalhães - Louletano também, por motivações familiares e não só!.

A sessão realizar-se-à na Sala de Seminários da Reitoria em Gambelas (Edif. Biblioteca 1º andar).

Com os nossos votos do maior sucesso.

A.A.B.M.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

“O ALDEÃO” – QUINZENÁRIO REPUBLICANO INDEPENDENTE DE ALTE (1912-1913)


CONFERÊNCIA: "Conversa sobre o jornal O ALDEÃO 1912-1913”;
ORADOR: Luís Guerreiro;
DIA:
12
de Dezembro (21 horas);
LOCAL: Pólo Museológico Cândido Guerreiro e Condes de Alte (Alte);

Trata-se da Conferência a realizar pelo dr. Luís Guerreiro sobre o periódico "O Aldeão", Quinzenário Republicano Independente, Defensor dos Interesses Locaes, publicado em Alte [Ano I, nº1 (5 de Setembro de 1912) a Ano II, nº 28 (28 de Setembro 1913), Alte, 1912-13; Propr. Editor e Director: João de Deus [Ferrador].

João de Deus [cf. Ecos da Serra Online – jornal de um Grupo de Amigos de Alte; Subsídios para a história da Imprensa Algarvia, de Vieira Branco, p. 77] era “ferrador, [e] desde há muito empregado do governo na colónia de Moçambique”. Foi “chefe da redacção José da Graça Mira, tendo [como] administrador, João da Cruz Neves”. “Era composto e impresso, na Minerva Comercial de Évora”.


J.M.M.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O ALGARVE NOS PRIMEIROS GUIAS TURÍSTICOS


Numa organização da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António / Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela vai realizar-se amanhã, 20 de Maio, em Cacela Velha, uma conferência do Eng. Luís Guerreiro, intitulada: O Algarve nos primeiros guias turísticos: da propaganda à promoção turística.

Pode ler-se na sinopse de divulgação do evento:

No ano em que se assinala o centenário do Turismo institucional – a Repartição de Turismo foi criada em 1911 – pretende-se evocar esta efeméride, analisando a evolução turística do Algarve, numa perspectiva histórica, desde a inauguração do caminho-de-ferro até aos nossos dias. Iremos falar sobre a propaganda da região, nos seus diversos aspectos, como foi sendo feita ao longo dos tempos, os suportes utilizados, o Iº e IIº Congresso Regional do Algarve, órgãos locais de turismo e principais medidas adoptadas pelo sector nos últimos 100 anos.

Serve esta primeira conversa, para assinalar Centenário da Institucionalização do Turismo em Portugal 1911-2011, de que o Algarve acaba por ser um dos expoentes da actividade no País.

O conferencista, Luís Guerreiro, é Presidente da Fundação Manuel Viegas Guerreiro e Chefe de Divisão da Cultura e Museus da Câmara Municipal de Loulé. Engenheiro de formação, desde cedo se interessou pela área da História. A par das funções que exerce na Autarquia, é também investigador da História local e regional.

Em Cacela Velha, ao ar livre, entre a Igreja e a Fortaleza, às 18 horas.

Uma actividade a acompanhar com todo o interesse.
A.A.B.M.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

MEMÓRIAS DE MARIA VELEDA APRESENTADAS EM LOULÉ


Na próxima sexta-feira, dia 6 de Maio de 2011, na Alcaidaria do Castelo, em Loulé, pelas 18 horas, vai ser apresentada a obra de Natividade Monteiro sobre esta republicana, livre-pensadora e feminista portuguesa que tinha as suas raízes no Algarve como já mencionamos por diversas vezes neste espaço como AQUI e AQUI.

Sobre a autora encontramos o seu currículo científico e pedagógico que pode ser consultado AQUI.

O apresentante da obra vai ser o Eng. Luís Guerreiro, Chefe da Divisão de Cultura da Câmara Municipal de Loulé.

Uma iniciativa a não perder.
A.A.B.M.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010


No próximo sábado, dia 18 de Dezembro de 2010, no Arquivo Municipal de Loulé, pelas 15 horas, vai realizar-se uma conferência sobre um dos republicanos locais: Paulo Madeira um louletano da República.

Pode ler-se na nota de imprensa sobre o evento que nos foi enviada para divulgação:

Paulo Madeira destacou-se no período da propaganda republicana nos últimos anos da Monarquia. Natural de Alte, fundou em Loulé, em 1909, e dirigiu um jornal republicano, anti-clerical intitulado “O Povo Algarvio”.

Com uma linguagem dura e por vezes bastante violenta para com os sacerdotes, envolveu-se em confronto directo com os Padres de Paderne e S.Sebastião de Loulé, o que lhe valeu dois processos em Tribunal e, neste último caso, a prisão.

Depois de implantada a República continuou com os seus artigos a denunciar processos de corrupção e atropelos à legalidade, desta feita por seus antigos correligionários o que lhe acarretou dissabores, o fim do jornal em 1912 e a sua retirada para a Argentina, desiludido com o rumo da República, e onde acabaria por morrer nos anos trinta.

O conferencista, Luís Guerreiro, é Chefe de Divisão da Cultura e Museus da Câmara Municipal de Loulé. Engenheiro de formação, desde cedo se interessou pela área da História. A par das funções que exerce na Autarquia, é também investigador da História local e regional.


Uma actividade de âmbito local a não perder.
A.A.B.M.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

SILVESTRE FALCÃO - UM PERCURSO POLÍTICO REPUBLICANO


Vai realizar-se no próximo dia 2 de Dezembro, em Tavira, na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, pelas 21 horas, uma conferência com o Eng. Luís Guerreiro, subordinada ao título: Silvestre Falcão - Um percurso político republicano.

Silvestre Falcão, médico republicano, foi um dos companheiros de curso de António José de Almeida, em Coimbra. Colaborou desde muito cedo na imprensa republicana em Coimbra e depois a nível nacional. Concluído o curso instalou-se em Loulé, onde exerceu medicina durante alguns anos, passando depois a Tavira onde foi um dos dinamizadores do Partido Republicano local juntamente com o seu colega António Padinha e Zacarias Guerreiro. Enquanto os últimos permanceram sempre ligados a Tavira, onde exerceram funções a nível local durante a República. Silvetre Falcão foi chamado a desempenhar cargos de maior responsabilidade. Foi Governador-Civil de Coimbra,Ministro, deputado e depois Senador.

Luís Guerreiro, o conferente, é Engenheiro, mas um apaixonado pela História Local e Regional. Colaborador, à longos anos da imprensa regional, Chefe de Divisão na Câmara Municipal de Loulé, bibliófilo reconhecido e detentor de uma das boas bibliotecas particulares que existe na região.

Uma actividade a não perder.

A.A.B.M.