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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

[SANTA COMBA DÃO] COLÓQUIO JOSE DA SILVA CARVALHO E O BICENTENÁRIO DA REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1820 - PARTE II




DIA: 26 de Outubro de 2019;
LOCAL: Casa da Cultura de Santa Comba Dão (S. Comba Dão);

INTERVENÇÕES/ORADORES:

- Nuno Camarinhas [José da Silva Carvalho na Magistratura Territorial, entre a sua Formatura e a Revolução de 1820];

- Samuel de Paiva Pires [José da Silva Carvalho e o pensamento económico-filosófico britânico];

- António Ventura [José da Silva Carvalho e a Maçonaria];

… e ainda

- Apresentação do livro de BD sobre a Vida e a Obra de José da Silva Carvalho, de Santos Costa e António Neves

A não perder esta excelente iniciativa da Câmara Municipal de Santa Comba Dão a um dois seus mais ilustres filhos e dedicado obreiro da revolução liberal de 1820.
 
J.M.M.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

[SANTA COMBA DÃO] COLÓQUIO JOSE DA SILVA CARVALHO E O BICENTENÁRIO DA REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1820




DIA: 1 e 2 de Junho 2019;
LOCAL: Casa da Cultura de Santa Comba Dão (S. Comba Dão);

INTERVENÇÕES/ORADORES:

 
- António Neves [Breve Biografia de José da Silva Carvalho …];

- Ana Cristina Araújo [As revoluções liberais na Europa e em Portugal – o tempo de José da Silva Carvalho];

- Maria João Mogarro [José da Silva Carvalho e a Revolução de 1820];

- José Luís Cardoso [José da Silva Carvalho, o Governo do Reino e as Cortes Constituintes de 1821-22];

- Luís Nuno Espinha da Silveira [Em defesa do deficit das Contas Públicas. José da Silva Carvalho como Ministro da Fazenda (1833-1836);

- Luís Bigotte Chorão [José da Silva Carvalho como Ministro da Justiça, fundador e primeiro Presidente do Supremo Tribunal de Justiça]

- António Ventura [José da Silva Carvalho e a Maçonaria]

- José Adelino Maltez [O conceito de liberalismo prático de José da Silva Carvalho e o seu papel de liderança na construção do regime cartista];

- Silvestre de Almeida Lacerda [O fundo documental de José da Silva Carvalho na Torre doo Tombo];

- Nuno de Siqueira [Memória de José da Silva Carvalho na família];

 
Visita à Igreja Matriz de S. João de Areais | Visita ao Jardim Silva Carvalho (Vila Dianteira) | Visita à casa de José da Silva Carvalho

 
A não perder esta excelente iniciativa da Câmara Municipal de Santa Comba Dão a um dois seus mais ilustres filhos e dedicado obreiro da revolução liberal de 1820.

 
J.M.M.

domingo, 21 de janeiro de 2018

22 DE JANEIRO DE 2018 - VIVA O SINÉDRIO - BICENTENÁRIO DA SUA FUNDAÇÃO


 
VIVA O SINÉDRIO
 
*
 
22 Janeiro 1818/2018 - Bicentenário da Fundação do Sinédrio
 
Jornal publicado pela Editorial Moura Pinto | Pró-Associação 8 de Maio
a ser distribuído gratuitamente no dia 22 de Janeiro de 2018, na cidade do Porto
 
[clicar nas imagens para ler]
 
J.M.M.

[22 DE JANEIRO] CASA DA CULTURA DE S. COMBA DÃO - JOSÉ DA SILVA CARVALHO E O BICENTENÁRIO DA REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1820



A caminho das Comemorações do Bicentenário da Revolução Liberal de 1820, há lugar na Casa da Cultura de Santa Comba Dão a Sessão de Abertura, com a Evocação de José da Silva Carvalho (1782-1856).

DIA: 22 de Janeiro de 2018 (20,30 horas);
LOCAL: Casa da Cultura de Santa Comba Dão [Avenida Santo Estêvão, S. Comba Dão];
ORGANIZAÇÃO: Casa da Cultura de S. Comba Dão;

PROGRAMA:

20.30 Horas - Recepção aos Convidados;
21.00 Horas – Sessão de Abertura das Comemorações do Bicentenário da Revolução Liberal de 1820.

ORADORES/TEMAS:

- Leonel Gouveia: “Apresentação e Enquadramento”;

- António Neves: “Calendarização das Comemorações e o papel de José da Silva Carvalho e de outros conterrâneos do concelho e da região no Liberalismo

- Ana Cristina Araújo: As revoluções liberais na Europa e em Portugal - a acção do liberal José da Silva Carvalho
 
A não perder.

José da Silva Carvalho foi um vulto ilustre de Santa Comba Dão (nasce em Dianteira, freguesia de S. João das Areias); filho de lavradores pobres, frequenta o Colégio das Artes de Coimbra, matriculando-se depois (1800) em Leis na Universidade de Coimbra, onde se forma em 1803; parte para Lisboa onde abre banca de advogado; em 1810, aproximando-se a III invasão francês, comandada por Massema, é nomeado Juiz de Fora de Recardães (Águeda) e depois, por intermédio de Wellington, ocupa (1814) o lugar de Juiz dos Órfãos do Porto. Conhece na cidade do Porto os patriotas, Manuel Fernandes Tomás (Desembargador da Relação e Casa do Porto), José Ferreira Borges e João Ferreira Viana, integrando, resolutamente, a associação secreta por eles pensada, o Sinédrio (fundada a 22 de Janeiro de 1818), que foi a luz da Revolução Liberal de 24 de Agosto de 1820, na cidade do Porto; coube-lhe a missão de arregimentar os elementos militares para esse glorioso pronunciamento; depois da Revolução de 24 de Agosto; é nomeado para a Junta Provisional do Supremo Governo do Reino (Porto), depois integra a Junta Provisional Preparatória das Cortes; é nomeado (27 de Janeiro de 1821) membro da Regência, encarregado do governo do estado; tomou, depois da Chegada de D. João VI, a pasta dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça, até 1823 (Vilafrancada); nessa data, entendendo que a perseguição contra os liberais, pela facção absolutista, não se faria esperar, emigrou (como outros tantos) para Inglaterra, regressando em 1826; com a aclamação ao trono de D. Miguel, depois de lhe terem passado ordem de prisão, exila-se de novo em Londres, depois de uma serie de aventuras rocambolescas na sua terra natal, na tentativa de não ser feito prisioneiro; em Inglaterra, por intermédio do Duque de Palmela, é nomeado vogal de Socorros aos Emigrados, fugidos da sanha persecutória miguelista; com a reação de D. Pedro IV (1831) contra a usurpação do trono por D. Miguel e pela libertação dos portugueses do despotismo miguelista, acompanha-o na sua campanha, pelos Açores e no Porto (aqui com valiosa missão perante o cerco do Porto pelos absolutistas), e parte com ele para Lisboa; foi deputado, entre 1834-36 e ministro da Fazenda; com o Setembrismo volta, de novo, a exilar-se (1836-38), só regressando em 1838, tomando lugar de deputado às Cortes até 1842, integrou a Câmara dos Pares (foi seu Vice-Presidente).
 
 

José da Silva Carvalho foi sócio da Academia Real das Ciência, importante membro da Maçonaria (Irmão Hydaspe) - tendo sido Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano (1822-39) e Soberano Grande Comendador (1841-56) -, foi Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Conselheiro de Estado; tinha a Grã-Cruz da Ordem de S. Tiago e da de Carlos III de Espanha.

Deixou-nos José da Silva Carvalho curiosas intervenções na Câmara dos Pares, que podem ser consultadas online no site da Assembleia da República; a sua Correspondência Epistolar é copiosa e em parte já está publicada [António Viana, “José da Silva Carvalho e o seu Tempo”, Lisboa, Impr. Nacional, 1891-1894]; deixou escrito um opúsculo, “Manifesto sobre a execução que teve a lei de 19 de Dezembro de 1834 nas operações de fazenda que em virtude della se fizeram. Offerecido às Cortes e à Nação Portugueza, Lisboa, Typ. Patriotica de Carlos José da Silva & Comp., 1836”.   

Faleceu a 5 de Setembro de 1856, em Lisboa, e está sepultado no Cemitério dos Prazesses, Lisboa.  

J.M.M.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

REVOLUÇÃO DE 1820 – HERÓIS QUE FUNDARAM O SINÉDRIO


HERÓIS QUE FUNDARAM O CÉLEBRE SINÉDRIO … José da Silva Carvalho, Manuel Fernandes Tomás, José Ferreira Borges

A celebração do centenário da Revolução de 1820 constitui uma divida nacional. Impunha-se como um dever a todos os liberais. Dominava o país uma opressão traiçoeira; esmagava-o ai intervenção férrea do estrangeiro. Foi nestas circunstâncias que apareceram os patriotas de 20, como libertadores e como precursores. Clamaram-lhes e chamam-lhes ainda hoje ingénuos. Ingénuos, sim, para os que são incapazes de avaliar o espírito de sacrifico. E é esse espírito, que torna o homem cidadão e apostolo, o que mais e melhor caracteriza os heróis daquela revolução, digamo-lo sem favor.

Foi admirável a obra legislativa dos revolucionários de 20. Modificada, poderia ter sido aproveitada com vantagem pela nossa República, em vez do pandemónio das leis que nem se compreendem nem se cumprem.

Uma revolução quem principia por proclamar a liberdade de pensamento, a liberdade de imprensa, a abolição da censura previa, numa época de fanatismo e de reacção, tem foros adquiridos a uma consagração nacional. É uma divida a saldar pela República Portuguesa que é um reflexo daquele patriotismo e daquela abnegação

Sebastião Magalhães Lima, “Uma Dívida Nacional”, in “A LUZ”, Ano III, nº 98, 16 de Agosto de 1920, p. 1
 

SINÉDRIO: associação secreta para-maçónica, fundada no Porto em Janeiro de 1818, que interveio na organização da revolução liberal de 24 de Agosto de 1820. Os fundadores (todos maçons) foram, além de Fernandes Thomaz (pertenceu á Loja Fortaleza, à Loja Patriotismo, com n.s. Valério Publícola), José Ferreira Borges (advogado, pertenceu à Loja 24 de Agosto, n.s. Viriato), José da Silva Carvalho (advogado, juiz, Ministro da Justiça, da Fazenda e da Marinha, pertenceu à Loja 1º Outubro, Loja 15 de Outubro, foi Grão-Mestre do GOL, fundador do primeiro Supremo Conselho do Grau 33, n.s. Hydaspe) e João Ferreira Viana (comerciante, desconhece-se a que Loja pertencia).

 
Fizeram parte, posteriormente, Duarte Lessa (comerciante e proprietário, Loja ?, mas em 1823 era Cavaleiro Rosa-Cruz), José Maria Lopes Carneiro (comerciante e proprietário, pertenceu à Loja Sinédrio Geral de Beneficência, loja de perfeição do grau 16 do REAA, n.s. Loth), José Gonçalves dos Santos Silva (comerciante e proprietário, Loja ?), José Pereira de Meneses (comerciante, Loja ?), Francisco Gomes da Silva (médico, Loja ?), João da Cunha Souto Maior (magistrado, Loja ?, foi Cavaleiro Rosa-Cruz e teve o cargo de Grão-mestre do GOL), José de Melo de Castro Abreu Pereira (moço fidalgo da casa real, coronel de Milícias da Beira, pertenceu à Loja Fortaleza), José Maria Xavier de Araújo (magistrado, Loja ?) e Bernardo Correia de Castro Sepúlveda (oficial do exercito). No total eram 13 os elementos do Sinédriocf. A. H. Oliveira Marques, História da Maçonaria em Portugal [AQUI já publicado por nós]


J.M.M