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domingo, 20 de agosto de 2017

VERGÍLIO FERREIRA, NOS FICHEIROS SECRETOS DO SEMINÁRIO DO FUNDÃO



Ficheiros Secretos” – por António Valdemar, in Caderno E, Expresso
 
O escritor, o poeta, o filósofo e outras figuras intelectuais e artísticas deverão ser estudados, a partir da sua vida real, de actos e factos concretos que surgiram desde o nascimento á morte; ou os estudos e interpretações deverão, apenas, circunscrever-se às circunstâncias que se tornam evidentes através da sua obra?
 
Arnaldo Saraiva, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tem adotado a primeira destas metodologias numa série de folhetos acerca de figuras públicas. O último intitula-se: "Vergílio Ferreira, Seminarista nos seminários do Fundão e da Guarda".
 
Uma investigação de extrema minúcia permitiu-lhe reconstituir o que se ignorava das origens familiares: o pai, fogueteiro, a mãe, doméstica, emigrantes nos Estados Unidos e que emprestavam dinheiro a juro; a criança a cargo da avó e das tias; Vergílio Ferreira estudante aplicado na escola primária e com aproximação diária à igreja (o tio-avô era o pároco), a ajudar à missa, e em latim, antes dos seis anos; a tocar violino e a participar nas atividades de organizações católicas (Congregação dos Filhos de Maria e Agregação do Santíssimo Sacramento).
Com a classificação de Muito-Bom, no exame geral da quarta classe do ensino primário, entrou, aos 10 anos, em 1926, no Seminário do Fundão. Arnaldo Saraiva procurou, fundamentalmente, apurar tudo o que vem (e não vem) na obra de mons. Alfeu dos Santos Pires, "História e Vida dos Seminários da Guarda e do Fundão", noutros estudos monográficos e em depoimentos de contemporâneos.
Evitou Vergílio Ferreira, na "Manhã Submersa", na "Estrela Polar", no "Diário" e na "Conta Corrente" descrever situações degradantes que lhe marcaram a infância e adolescência até aos 16 anos. Tentou resumir esse submundo de reacionarismo e de intolerância numa frase abrangente: «solidão, desconforto, rigidez de internato».
 
CULTURA DE HIPÓCRISIA
 
No entanto, a investigação de Arnaldo Saraiva reuniu elementos esclarecedores: «o dia-a-dia do seminário do Fundão favorecia por vezes menos a firmeza ou o fortalecimento da vocação do que a hipocrisia e os sentimentos de medo, culpa, frustração, desamparo e tristeza, que nem podiam ser expressos em cartas, porque estas eram obrigatoriamente entregues abertas; e, é claro, que nenhum seminarista recebia correspondência que não tivesse sido aberta e lida por um superior» E acrescenta: «os seminaristas não eram tão incentivados a usar ou a desenvolver as suas capacidades criticas como a cumprir e valorizar os deveres de obediência e de humildade». (pag. 22).
 
O PECADO DA CARNE
 
Todavia, ao caracterizar o espaço fechado e asfixiante do seminário do Fundão, Arnaldo Saraiva escreve: «o tempo diário gasto, sobretudo, em rituais religiosos» (...) «missa, terço, rezas, prédicas, exames de consciência e retiros, mais valorizados do que o tempo das aulas ou das salas de estudo». (...) «a regra do silêncio se impunha até nas horas das refeições». (...) E também as punições frequentes: «a imposição de uma disciplina militar ou militarista e castigando severamente mesmo pequenas infrações, que podiam merecer palmatoadas, verdascadas e bofetadas, ou largos minutos de joelhos e de pé virados para as paredes». (pags. 21 ,22).
 
Menciona a vigilância nos corredores e nas camaratas para afastar «o fantasma do pecado da carne» (sic): «as calças (obrigatoriamente pretas, como o casaco e a gravata) tinham de ser vestidas e despidas entre os lençóis; as mãos não podiam ser aquecidas nos bolsos; o entendimento entre colegas tinha de ser limitado para não conduzir a perigosíssimas amizades particulares». (pag. 23)
Estas medidas repressivas no domínio sexual e afetivo, e a que foram submetidas gerações sucessivasconcluiu Arnaldo Saraiva – não impediram, decorridos 90 anos, que o seminário do Fundão fechasse «as suas portas, em 2015,já depois de um escândalo que envolveu um seu vice-reitor». (pag. 51).
 
 
NOTAS CONFIDENCIAIS
Apesar do encerramento, amplamente noticiado na comunicação social, das declarações contraditórias de bispos da diocese, de processos-crime de pedofilia julgados em Tribunal e a aguardar decisões de instâncias judiciais superiores, perdura o arquivo do Seminário do Fundão. Possui fontes documentais, até agora, consultadas por um número muito restrito de eclesiásticos como Alfeu dos Santos Pires e de que só chegaram ao público informações escassas e muito filtradas.
 
Ao ter acesso aos livros de registos, Arnaldo Saraiva extraiu notas manuscritas e que constam de fichas de comportamento e aproveitamento (19281937). Trata-se de avaliações de reitores e professores, advertências de diretores espirituais e denúncias de confessores que seguiam, de perto, o percurso de cada aluno, em cada ano escolar. Também se destinavam a informar o bispo da diocese da Guarda José Alves Matoso.
 
Entre as observações mais significativas a propósito de Vergílio Ferreira destacam-se, nomeadamente; inteligência e aplicação «regulares»; caráter «afeminado e voluntarioso; tem muitos nervos, é um histérico»; e, ainda, por exemplo, faz «tratamento antissifilítico. É hereditária a doença». (pags.24 a 29)
 
Em Vergílio Ferreira, Seminarista nos seminários do Fundão e da Guarda, Arnaldo Saraiva desfez tabus, esclareceu equívocos, desmontou opiniões falsificadas, corrigiu datas e, em especial, recolheu numerosos documentos inéditos com revelações surpreendentes. Tudo isto porque Arnaldo Saraiva reconhece que, apesar dos livros sobre Vergílio Ferreira da autoria de Maria da Glória Padrão e Helder Godinho, de Serafim Ferreira e Fernanda Irene Fonseca, entre outros estudiosos, Vergílio Ferreira «espera ainda e merece, uma biografia digna», (pag. 7)

MANANCIAL PRODIGIOSO
O universo cadaveroso dos seminários - viveiro dos precursores da delação premiada – proporcionou a largos milhares de antigos alunos, que foram expulsos ou desistiram do sacerdócio, as habilitações indispensáveis para ingressar no funcionalismo público (Câmaras Municipais, correios, tribunais, Policia Judiciária, PIDE, etc) ou, então, nos cursos do magistério (primário, secundário e superior). No caso de Vergílio Ferreira serviu-lhe para fazer o liceu, entrar na Universidade de Coimbra, formar-se em Letras e lecionar, em diversos liceus, Português, Latim e Grego. A repetir, durante décadas, sempre o mesmo do mesmo.

O «exercício burocrático do ensino» – assim me declarou várias vezes – assegurava-lhe a subsistência económica e o equilíbrio financeiro. Cinco ou seis anos de vexames e de humilhações, nos seminários do Fundão e da Guarda, deram-lhe um prodigioso manancial de conhecimento vivido, para reflexões angustiantes em torno da natureza humana. Abriram caminho para se afirmar como um dos mais notáveis escritores portugueses do século XX e com legítima ambição ao Prémio Nobel da Literatura.

Ficheiros Secretos – por António Valdemar, [Jornalista e investigador, membro da Classe de Letras da Academia das Ciências], revista E, Expresso, 19 de Agosto de 2017, pp. 68/69 – com sublinhados nossos.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O JORNAL "O COMBATE" E A DEFESA DO INTERVENCIONISMO REPUBLICANO NA GUARDA: CONFERÊNCIA

 
Na sequência da inauguração da exposição sobre José Augusto de Castro, que aqui noticiamos, vai realizar-se uma conferência sobre o jornal republicano que ele dirigiu na cidade da Guarda: O Combate.

Este jornal, que sumariamente aqui descrevemos da seguinte forma:
O Combate
Lema: Pela Justiça. Pela Verdade. Pela Equidade
Semanário Republicano
Proprietário: José Augusto de Castro
Director: José Augusto de Castro
Editor: José Serena
Tipografia: Tipografia Democrática – Coimbra
Páginas: 4 pág.
Colunas: 5
Surgiu em 06-10-1904.
Terminou publicação em 01-11-1931.

Rubricas regulares: “Ecos do Parlamento”, “A Real Pobreza”, “O Que Urge Fazer”, “Pela Cidade”, “Cartas de Longe”, “Movimento Republicano”, inseria ainda muitas notícias e publicava artigos de cariz antijesuítico, entre outras.

Colaboradores: Teófilo BragaLino MarquesAlexandre de Barros,Christiano de CarvalhoLadislau PatrícioFilinto MaiaCésar do Inso,Tomás da FonsecaFernão Boto MachadoRentes Marcial [pseud. ???],Alves Miranda, Alfredo PimentaHeliodoro SalgadoSebastião de Magalhães LimaFrança BorgesJosé de Arriaga, Angelina VidalJosé de CastroGuerra JunqueiroMaria VeledaAlves Osório, etc.

A notícia com mais referências pode ser consultada AQUI.

Título: O jornal "Combate" e a defesa do intervencionismo republicano na Guarda
Autor: José Luís Lima Garcia

Local: Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço - Guarda

Data: 16 de Fevereiro de 2016
Horário: 18.00 h

Uma iniciativa que se saúda e que não podemos deixar de divulgar junto dos potenciais interessados no tema na cidade da Guarda.
 
Com os votos do maior sucesso para o evento.
A.A.B.M.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

JOSÉ AUGUSTO DE CASTRO: UMA VIDA DE COMBATE - EXPOSIÇÃO NA BIBLIOTECA MUNICIPAL EDUARDO LOURENÇO

Foi inaugurada ontem, 11 de Fevereiro de 2016, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, na cidade da Guarda, a exposição José Augusto de Castro: Uma Vida de Combate.

José Augusto de Castro (1862-1942), nasceu em Meda e foi uma eminente figura de republicano na Guarda, onde fundou jornais e desenvolveu intensa actividade política. Pode encontrar-se no fundo local da Biblioteca supra referida, que serviu de base à presente exposição, um interessante espólio que merece ser conhecido e divulgado junto do público. A nota sobre esse fundo pode ser encontrada AQUI.

A acompanhar com todo o interesse.
A.A.B.M.

terça-feira, 16 de julho de 2013

PRAÇA VELHA, Nº 33


Vai realizar-se no próximo dia 17 de Julho de 2013, quarta-feira, a apresentação do volume 33, da Revista Praça Velha, que integra trabalhos de Adriano Vasco Rodrigues, Aires Antunes Diniz, António José Dias de Almeida, Franklim Costa Braga, Hermínio Ramos Ferraz, Jesué Pinharanda Gomes, João Bigotte Chorão, José Luís Lima Garcia e Manuel Poppe.  A Grande Entrevista ao Cónego Manuel Geada Pinto é conduzida por Rui Isidro. O Portfólio é da responsabilidade de Carlos Martins.


A apresentação destes volumes terá lugar, a partir das 18h, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, na Guarda. 

A entrada é livre.

A acompanhar com toda a atenção.

A.A.B.M.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

PRAÇA VELHA, Nº30



Vai ser apresentada, no próximo dia 15 de Dezembro de 2011(quinta-feira), a partir das 18 horas, na Biblioteca Municipal da Guarda, na Sala Tempo e Poesia da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, o nº 30 (2º semestre de 2011) da revista de cultura do município da Guarda, Praça Velha.

O 30º número conta com colaborações de Aires Dinis, António Morgado, Augusto Moutinho Borges, Carlos d´Abreu e Emilio Rivas Calvo, Francisco Manso, Franklin Braga, Hermínio Ferraz, Jesué Pinharanda Gomes, José d´Encarnação, José Luís Lima Garcia e Roberto Merino.

Este número conta com a Grande Entrevista à Pintora Evelina Coelho é conduzida por Américo Rodrigues.

Poemas e Contos conta com a participação de Daniel Rocha, João Esteves Pinto e José Ferraz Alçada.

Portfolio é da responsabilidade de Pedro Carvalho.

Recensões críticas de livros e Cd’s inclui colaborações de António Morgado, Carlos Canhoto, Cecília Falcão, Cristina Fernandes, Daniel Rocha, Helena Santana, Jorge Torres, José António Afonso Rodrigues, José Pires da Cruz, José Pires Manso, Manuel Abrantes Domingos, Manuel Sabino Perestrelo, Maria Antonieta Garcia e Rosário Santana.

Este número termina com a já habitual Súmula de Actividades Culturais.

Uma interessante revista semestral que se publica na cidade da Guarda há vários anos e que conta habitualmente com vários artigos de interesse para a história regional e local.

A acompanhar com todo o interesse.

A.A.B.M.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

REVISTA PRAÇA VELHA


Foi apresentada há alguns dias na cidade da Guarda, o nº 29, da Praça Velha. Revista Cultural da Guarda, respeitante a Junho de 2011.

A revista conta com o seguinte sumário que de seguida apresentamos:
- Adriano Vasco Rodrigues, O Liceu Afonso de Albuquerque, p. 11-30;
- Aires Antunes Rodrigues, Escola Técnica, Comercial e Industrial da Guarda, p. 33-60;
- Alexandre Costa Luís/Carla Sofia Luís, Escola e Portugalidade, p. 63-69;
- Amílcar Martins Escudeiro, Natureza e Tradições da Academia da Guarda, p. 73-108;
- Cameira Serra/Henrique Martins, A Praxe Académica, na Guarda, no final dos anos 60, p. 111-124;
- Hermínio Ramos Ferraz, Episódios das Tradições Académicas, p. 127-140;
- Jesué Pinharanda Gomes, O Primeiro Colégio de Nossa Senhora de Lourdes (1904-1910), p. 143- 187;
- Maria Antonieta Garcia, Factos, Figuras e Figurinhas, p. 191-212;
- Balada do Neves e Balada dos chumbos, p. 215-218;

Na secção Património e História, podem encontrar-se os seguintes artigos:
- Alcina Cameijo/Vitor Pereira, A Necrópole do Largo das Freiras (Sé, Guarda). Notícia Preliminar, p. 223-232;
- Carlos d'Abreu/Emílio Rivas Calvo, Secuestro del Transatlântico Santa Maria, p. 235-258;
- Célio Rolinho Pires, As Pedras de Escorregar, p. 261-276;
- José d' Encarnação, As Placas Epigrafadas da Igreja da Misericórdia, na Guarda, p. 279-292;
- Prémio Literário Manuel António Pina: João Rasteiro, Intervenção, p. 297-300;
- Portfólio, p. 303-307;

Secção Grande Entrevista:
- António José Teixeira entrevista Fernando Pires Monteiro, p. 311-328;

Secção Contos:
- João Esteves Pinto, Antes da Noite, p. 333-339;
- José Ferraz Alçada, Quarenta e quatro mais um/A pequena povoação do Lioma/ O Homem que comia pássaros vivos, p. 343-345;

Recensões Críticas:
- Agostinho Silva, CEI,Conhecimento, Cultura, Cooperação - Dez Anos Depois, p. 365-366;
- Alípio de Melo, A Aventura Maçónica, p. 367-368;
- António Cunha, República - Luz e Sombra, p. 369-371;
- Carla Sofia Luís/Alexandre Costa Luís, José Inês Louro: a Vida, a Obra e a memória do Médico Filólogo, p. 373-377;
- Cristóvão de Aguiar, Anamnese, p. 379-384;
- João Bigotte Chorão, O Cisne submerso, p. 385-386;
- Joaquim Brigas, Iberografias 16, p. 387-393;
- Joaquim Brigas, Dizeres e Saberes, p. 395-397;
- José Carlos Alexandre, Altitude, p. 399-401;
- José Grilo dos Santos, Carolina Beatriz Angelo, p. 403-406;
- José Luís Lima Garcia, De Cabinda ao Namibe: Memórias de Angola, p. 407-421;
- José Manuel Monteiro, Espuma dos Dias Úteis, p. 423-425;
- Manuel Sabino Perestrelo, Iberografias 6, p. 427-432;
- Maria Antonieta Garcia, As Judiarias de Portugal, p. 433-435;
- Norberto Gonçalves, Fio da Memória 90 a 94, p. 437-441;
- Súmula de Actividades, p. 445-450.

Uma revista da Câmara Municipal da Guarda, dirigida por Virgílio Bento e Coordenada por Alexandra Isidro que mantém a sua periodicidade semestral e uma linha editorial dedicada aos temas locais, da História, Arqueologia, Património, Cultura e Bibliografia, que merece a melhor atenção de todos os naturais da região e interessados pela sua terra.

A.A.B.M.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

REVISTA ALTITUDE DE 2010


O presente número da revista Altitude, publicação da Assembleia Distrital da Guarda, é integralmente dedicado às Comemorações do Centenário da República.

O actual número desta revista vai ser apresentado no próximo dia 15 de Fevereiro de 2011, pelas 21 horas, no Governo Civil da Guarda e conta com um conjunto relevante de investigadores que a seguir discriminamos:

São no total 20 artigos dedicados à República na Guarda, de autores como Tiago Tadeu, Aires Antunes Diniz, Helena Santana e Rosário Santana, José Luís Lima Garcia, Carlos de Abreu e Emílio Rivas Calvo, Augusto Monteiro Valente, João Paulo Martins das Neves, Jesué Pinharanda Gomes, António Morgado, Carla Alexandra Santos, Maria Leonor Caetano Frias, Adriano Vasco Rodrigues, Márcia Trabulo, António Sousa Júnior, Ana Manso e Francisco Manso e Carlos Berrincha.

Uma publicação a não perder.
A.A.B.M.

domingo, 30 de janeiro de 2011

PRAÇA VELHA Nº 28


O presente número da Praça Velha, revista de cultura do distrito da Guarda, dedicado à República tem o índice que a seguir se discrimina:
Revista Praça Velha, Nº 28:

A República
A contribuição determinante da Inglaterra Monárquica para a implantação da República em Portugal - O processo repúblicano na Guarda
Adriano Vasco Rodrigues
Sidonismo na Guarda - Parlamentarismo, Presidencialismo e Luta de Classes
Aires Antunes Dinis
Pela Mulher: uma reflexão sobre o femeninismo na I República
Antonieta Garcia
República e Municipalismo
António Rafael Amaro
Abílio Guerra Junqueiro e as Casas Museu. Coleccionar para educar na República
Augusto Moutinho Borges
La República Portuguesa. Opiniones favorables y contrarias en la presa española
Carlos d'Abreu
Emilio Rivas Calvo
O Património Artístico do Paço Episcopal e Seminário arrolado em tempos de República
Dulce Helena Borges
5 de Outubro - Uma Reconstituição
Ernesto Rodrigues
Augusto Gil: o jornalista de A Actualidade
Helder Sequeira
Afonso Costa, o Orador para um estudo retórico . Algumas considerações preambulares
José Manuel Trigo Mota da Romana

Património e História
Património Cultural, Língua Portuguesa e Relações Internacionais
Alexandre António da Costa Luís
Carla Sofia Xavier Luís
Colégio S Fiel: O que foi feito das suas colecções científicas?
António Salvado Morgado
A Ponte Romana sobre a Ribeira de Cesarão em Vilar Maior
José António Rebocho Esperança Pina

Portfolio
Luís Rebelo
Grande Entrevista

Prof. Gomes Canotilho
"Não me imagino, hoje, no outro Portugal, sem liberdades republicanas e espaços públicos"
Entrevista conduzida por Fernando Paulouro Neves

Poesia
Manuel A. Domingos

Recenções Críticas

Súmula

Uma revista com interessante conjunto de investigadores, uns naturais, outros residentes e outros ainda a investigarem sobre temáticas ligadas à região. Salienta-se também pela qualidade de alguns dos artigos que recomendamos aos nossos ledores.

A.A.B.M.

domingo, 16 de janeiro de 2011

O DISTRITO DA GUARDA NA I REPÚBLICA - WEBSITE


"No âmbito da comemoração do centenário da república, decidimos abraçar este projecto. São nossos objectivos a divulgação e a promoção do acesso às diversas fontes de informação que permitam melhor conhecer o impacto da implantação do regime republicano na evolução histórica das diversas comunidades do Distrito da Guarda.

Tais fontes, se quisermos, tais informações, estão dispersas por uma multiplicidade de entidades públicas e privadas – arquivos históricos, arquivos de entidades públicas activas, arquivos de família, de associações, museus, bibliotecas, etc. Materializaram-se tais informações, provavelmente, em suportes e por processos diversificados – o documento escrito, a fotografia, a publicação monográfica ou periódica, a obra de arte, o registo sonoro, a peça museológica, ou outros.

Se a dispersão e o desconhecimento da existência dessa informação constitui, inquestionavelmente, obstáculo ao conhecimento e à contínua reconstrução da nossa história, também teremos de reconhecer que as tecnologias que hoje temos ao nosso dispor, concretamente a tecnologia digital associada à tecnologia "Web", permitem conhecer o que é (quase) desconhecido e tornar acessível o que está inacessível.

O sítio "Web" que agora se apresenta, pretende ser um sítio em permanente (re)construção de conteúdos, onde todos podem participar. Está aberto à disponibilização de fontes em formato digital, assegurado as entidades coordenadoras do projecto – Arquivo Distrital e Guarda Digital, os meios tecnológicos e técnicos necessários à sua reprodução e à disponibilização de tais fontes e conteúdos através deste sítio na internet" [ler AQUI]

Excelente iniciativa do "Arquivo Distrital da Guarda" e "Guarda Digital", de recolha, divulgação e promoção de fontes bio-bibliográficas do período republicano no Distrito da Guarda, sob a forma de registo digital. E que será, de certo, uma fonte de reconhecido interesse para a história local e regional. Curioso será aguardar que se digitalize online os periódicos republicanos locais – entre eles o (raro, quando completo) "O Cinco de Outubro".

Parabéns e muito sucesso são os votos dos responsáveis deste Almanaque Republicano, sempre ao V. inteiro dispor.

via O Distrito da Guarda na I República. A História - Os Factos - As Pessoas - As Fontes

J.M.M.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

AS MULHERES E A REPÚBLICA



Vai realizar-se, no dia 3 de Dezembro, no Museu da Guarda, pelas 21 horas, uma tertúlia entre os investigadores João Esteves (moderador), Natividade Monteiro e Regina Tavares da Silva.

Na organização destas tertúlias republicanas estão Helena Carvalhão Buescu e Maria Alexandre Lousada.

João Esteves, investigador reconhecido sobre a questão da mulher, das organizações por elas criadas durante a República e também autor do blogue Silêncios e Memórias , tal como Natividade Monteiro que tem dedicado a sua investigação a algumas das mulheres importantes na causa republicana como Maria Veleda. Por seu lado, Regina Tavares da Silva, também ela com obra publicada sobre o tema, em especial a A Mulher: Bibliografia Portuguesa Anotada (Monografias, 1518-1998) com inúmeras referências bibliográficas sobre autoras e autores que publicaram sobre a mulher.

Uma actividade que o Almanaque Republicano não pode deixar de recomendar a todos os seus ledores.

A.A.B.M.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

PRAÇA VELHA. REVISTA CULTURAL Nº 27 DE 2010


No Índice do nº 27, da revista Praça Velha, da Guarda, recentemente publicada e dedicada às Comemorações do Centenário da República:

- Aires Diniz: República e anticlericalismo na Guarda. Um início de Século turbulento, p. 11-39;

- Alexandre Costa Luís: No tempo da primeira república: as aspirações nacionais que alimentaram a entrada de Portugal na Grande Guerra, p. 41-58;

- Américo Rodrigues: Entrevista imaginária a José Augusto de Castro - "A República não é um fim mas um meio", p. 59-81;

- António José Dias de Almeida: Afonso Costa Aluno do Liceu Nacional da Guarda, p. 83- 92;

- António N. Sá Coixão e António A. Rodrigues Trabulo: A Primeira República no Município de Vila Nova de Foz Côa (1910-1914), p. 93- 118;

- António Santos Pereira: O combate de uma vida: José Augusto de Castro, fronteiro da República, entre o Brasil e Portugal, p. 119-131;

- António Sampaio: A Imprensa Guardense: Do final da Monarquia à Implantação da República, p. 133- 151;

- Emília Rivas Calvo e Carlos d'Abreu: A revolução republicana em Portugal vista pela imprensa de Madrid - La Epoca e El País, p. 153-177;

-Francisco Manso: A República e a Guarda, p. 179-205;

- José Luís Lima Garcia: Aspectos precursores da proclamação da República na Guarda, p. 207-216;

- Manuel Leal Freire: República. Um Devaneio Amoroso Salvou a Revolução, p.217-222;

- Maria Antonieta Garcia: Mulheres de língua solta a almas ao léu, p. 223-248;

- Pedro Aboim: António Abranches Ferrão. Uma Biografia, p. 249-262;


Na secção Património e História publicam-se os seguintes artigos:

- Célio Rolinho Pires: O Tirano da Rua (Cabeço de S. Cornélio), p. 267-279;

- J. Pinharanda Gomes: A Liga dos Servos de Jesus (Breve Memória), p. 281-291.


A secção Portfólio: com uma selecção de imagens.


A secção Grande Entrevista com:
- Rui Isidro: Alípio de Melo. "A Cidadania é o bem essencial da República", p. 304-335;


A secção Poesia, Contos, Meditações conta com os seguintes textos:

- João Esteves Pinto: Olhar o Silêncio, p. 339-343;

- J. Osório de Andrade: A Cerejeira - Conto. Profissão de Fé. Uma voz, p. 345- 355;

Na secção Recensões encontram-se os seguintes trabalhos:
- José Gonçalves Monteiro: Poemas de Amor e Melodia de Cristino Torres, p. 359-361;
- António José Santinho Pacheco: Henrique Tenreiro,uma biografia política de Álvaro Garrido, p. 362-364;
-Anabela Naia Sardo: Territórios e Culturas Ibéricas Direito e Cooperação Ibérica, coord. Rui Jacinto e Virgílio Bento, p. 365-371;
- Rui Torres: Cicatrizando. Acção poética e sonora de Américo Rodrigues, p. 372-373;
-Ana Margarida Fonseca: Mistério em Connelsville de Beatriz Neves Barroca, p. 374-375;
-Aires Antunes Diniz: Educação: Reconfiguração e Limites das suas Fronteiras, coord. Angel del Bujo e João José Matos, p. 376-377;
- José Luís Lima Garcia: João José Gomes. Homem do Pensamento e da Cultura, Homem da Palavra e da Acção, coord. António José Dias de Almeida, José Manuel Trigo Mota da Romana e Maria Isabel da Cunha Lima Lopes, p. 378-383;
- Rosário Santana: Assobio, de César Prata e Vanda Rodrigues, p. 384-385;
- Fernando Carmino Marques:Quatro Ensaios à Boca de Cena, de Fernando Mota Ramos e Américo Rodrigues, p. 386-390;
- Manuel Sabino G. Perestrelo: Roteiro Arqueológico da Guarda, coord. Vitor Pereira e António Pena, p. 391-393;
- António José Dias de Almeida: Carolina Beatriz Ângelo. Guarda(dora) da Liberdade (1878-1911), p. 394-397.
- Lusitana Ricardo: Quadratura de um calmo poeta, de António José Quadrado; Julgamento e Morte do Galo do Entrudo 2009, de Américo Rodrigues, António Godinho e Rui Isidro; Taberna do Benfica. 50 Anos de Dedicação, de Maria Cristina Januário; O Dia de Todos os Santos. Memória de vocação universal à santidade, de António Oliveira; e Aquilo Teatro, de Américo Rodrigues, António Godinho, Armando Neves, Kim Prisu, Luís Soares, Teresa Oliveira e Vitor Amaral, p. 398-402;
- César Prata: O Poder da Água (dvd), real. Graça Gomes e João Rodrigues, p. 403;
- António Soares: Escola: Problemas e Desafio, coord. Carlos Reis, João José Matos Boavida e Virgílio Bento, p. 404-405.

Uma publicação a que voltaremos para algumas apreciações mais detalhadas,em especial nos artigos sobre a temática republicana.

A.A.B.M.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

EXPOSIÇÃO - CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO

EXPOSIÇÃO: Carolina Beatriz Ângelo. Intersecções dos sentidos/palavras actos e imagens. LOCAL: GUARDA (no MUSEU) INAUGURAÇÃO: DIA 24 DE JUNHO 2010 (17 horas) Exposição integrada no Programa para as Comemorações do Centenário da República sobre Carolina Beatriz Ângelo ["nasceu a 16 de Abril de 1878, na cidade da Guarda e revelou-se uma das figuras mais emblemáticas do feminismo e do republicanismo da 1.ª década do século XX, sabendo combinar a medicina com a militância associativa, política e maçónica assente na reafirmação incessante de direitos para as mulheres. Formou-se em Medicina em 1902 e envolveu-se, entre 1906 e 1911, na edificação do associativismo feminista de matizes pacifista, maçónico, republicano e sufragista. Conspirou, em 1910, pela República, bordando, com a colega, amiga e companheira Adelaide Cabete, as bandeiras hasteadas durante o 5 de Outubro e, com a República, transformou-se numa denodada batalhadora pelo sufrágio feminino, mesmo que abrangendo uma minoria" - ler TUDO AQUI], e contará com a participação dos alunos da Escola EB 2/3 de Santa Clara (Guarda) com o "cântico escolar 'SEMENTEIRA', com música de Júlio Cardona e versos de Luis Matta". J.M.M.

domingo, 5 de julho de 2009


PRAÇA VELHA - REVISTA CULTURAL DA GUARDA

Saiu, no passado dia 18 de Junho, a Revista Cultural Praça Velha (nº25), com uma temática dedicada à "vida e obras de escritores da Guarda".

Do Índice, registe-se os trabalhos sobre os escritores Eduardo Sucena (por Adriano Vasco Rodrigues), Fernando Silva Correia (por Aires Antunes Diniz), Rui de Pina (de António dos Santos Pereira), Armando Moradas Ferreira (por António José Dias de Almeida), Francisco de Pina (por António Salvado Morgado), uma curioso trabalho biográfico a partir das "Cartas de Nuno de Montemor para Ladislau Patrício" (por Dulce Helena Pires Borges), um estudo de Pinharanda Gomes sobre Leonis de Pina e Mendonça ("Um Escritor Sacro do Séc. XVII") e um artigo sobre Augusto Gil.

Ainda, neste seu último número, pode ler-se um artigo de Eduardo Lourenço e uma entrevista a Manuel António Pina. Em pré-publicação, surgem páginas do "Diário" de Manuel Poppe.

J.M.M.