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terça-feira, 22 de novembro de 2016

"NA LONJURA DE TIMOR" DE JOSÉ ANTÓNIO CABRITA

Na próxima quarta-feira, 23 de Novembro de 2016, pelas 17 horas, na Biblioteca Municipal de S. Brás de Alportel, realiza-se a apresentação da obra "Na Lonjura de Timor", de José António Cabrita.

A obra reúne vários elementos sobre uma das personalidades importantes e, hoje, algo esquecidas da nossa história, porque desempenhou papel de relevo na construção de Timor no século XX e deixou uma importante herança familiar para o século XXI: Manuel Viegas Carrascalão.

Manuel Viegas Carrascalão era natural de S. Brás de Alportel.

Manuel Viegas Carrascalao foi tipógrafo, foi Secretario-Geral das Juventudes Sindicalistas Portuguesas, foi varias vezes preso, a ultima das quais em 1925 (durante a I Republica), sendo condenado a 6 anos de degredo pelo Tribunal Militar. 
Fonte: João Freire,"As Juventudes Sindicalistas: Um Movimento Singular", 1989,

Manuel Viegas Carrascalão seguiu para Timor "metido" numa leva de deportados que, amontoados no navio "Pêro de Alenquer", largaram de Lisboa a 14 de Abril de 1927 e aportaram em Díli em 25 de Setembro do mesmo ano.

Numa carta de Manuel Viegas Carrascalão, datada de 24.07.1949, da «Fazenda Algarve- Liquiçá» e dirigida à Casa do Algarve em Lisboa , solicitava a sua inscrição como sócio. A carta está publicada no Boletim daquela associação regionalista. Dela extraímos as seguintes passagens:
«Pelo nome da minha fazenda , uma das mais importantes e belas deste maravilhoso Timor, tirarão Vossas Excelências a ilação de que não esqueci a formosa provincia onde nasci e que sinto imenso orgulho em ser algarvio» (...)«Vinte anos estive sem visitar o meu Algarve, de 1925 a 1945, mas, relembrava constantemente, as fontes, os valados, os moiroços, os montes e os caminhos da minha terra e a sua gente, essa inconfundível e boa gente de São Brás de Alportel, onde todos são petas e parentes. E mal que pude , mal que regressei à metrópole, ido do inferno que foi Timor durante a guerra , lá fui eu, em romagem à minha terra natal e à formosa cidade de Faro, onde me criei e me fiz homem.»(...)«Voltei , mas comigo voltou a saudade do meu Algarve, e logo que pude dei o seu nome à minha fazenda, homenageando assim a minha província e dando-me ligeiramente a impressão de que nela vivo.» (...)«E aqui vivo, aqui moirejo, acompanhado de minha mulher e dos meus dez filhos, que embora nascidos em Timor, amam também o nosso Algarve, um porque já o visitou e os outros porque... são filhos dum algarvio.» (...)
ALGARVE - Boletim Informativo da sua Casa Regional em Lisboa. 3ª série. Outubro 1953.


O apresentante da obra será o Dr. José do Carmo Correia Martins.

Uma obra que merece a melhor atenção e divulgação.

A. A.B. M.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

"PORQUÊS" E "COMOS" DA ENTRADA "OFICIAL" DE PORTUGAL NA GRANDE GUERRA: CONFERÊNCIA NA BIBLIOTECA DA MAIA

Título da conferência: Porquês e Comos da Entrada de Portugal na Grande Guerra

ConferencistaJosé Augusto Maia Marques

Local: Biblioteca Municipal da Maia
Fórum da Maia 
Rua Engº Duarte Pacheco, nº 131 
4470-174 Maia

Entrada Livre

Data: 29 de Abril de 2016

Horário: 21:00 h

Uma iniciativa a divulgar e a que desejamos o maior sucesso.

A.A.B.M.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

SALA FIGUEIRENSE: PERIÓDICOS & OUTROS PAPÉIS PINTADOS



"O bibliófilo é essencialmente um amante de livros e de temas que entra em demanda, que alguns denominam de caça” [Pedro Teixeira da Mota, in “O Bibliófilo Aprendiz”]

O repositório de curiosidades que o amante de livros & outros “papéis pintados com tinta” encontra no silêncio devoto das Bibliotecas & outras moradas de felicidade, é um sentimento de entusiasmo e gratidão, mesmo se esse exílio seja uma benevolência dos interstícios do tempo. Decerto a “vidinha” não está para amotinados cultores de papéis ou “ratos de biblioteca”. Por isso o refúgio nas Bibliotecas, assim gostosamente escolhido, é o nosso aconchego. E o vosso desassossego.

A Biblioteca Pública Municipal Pedro Fernandes Tomás faz o gosto e o aprumo do amador de livros, o curioso de velharias literárias, o sábio ledor, o cidadão comum. Aqui, neste remanso espiritual, pode-se fortalecer o cabedal de conhecimentos nos diversos ramos literários e artísticos. As curiosas e estimadas peças bibliográficas que a partir dos tempos idos de 1910 um grupo de bibliófilos (e entre eles o professor e jornalista Pedro Fernandes Tomás) nos legou em testemunho cívico, são um monumento à memória dos homens e das letras: relaciona-nos com a vida intelectual do país e cimenta o amor aos livros. Nunca saberemos pagar a ternura que esse grupo de bibliófilos (e outros que se lhe seguiram) nos dedicaram, essa carícia voluptuosa de poder tocar e folhear manuscritos, livros e papéis laboriosamente coligidos. A eles o nosso preito de homenagem.
Dentro dos locais de culto da Biblioteca está a Sala Figueirense, ponto de roteiro e paragem obrigatória ao “prazer vagaroso da leitura”. O devoto da historiografia local, o curioso entusiasta, o literato ou simples investigador, pode folhear livros e opúsculos das curiosas colecções temáticas ao seu dispor – associativismo, biografias, história, memorialismo, monografias, revistas - ou carrear materiais de investigação no valioso núcleo de periódicos locais, que com extremoso zelo outros tantos (e entre eles, registe-se os nomes de Augusto Pinto, Cardoso Marta, Carlos Sombrio, Adelino Alves Pereira, Eloi do Amaral, José da Silva Fonseca, Maurício Pinto) reuniram, cuidaram e, decerto, amaram.  

O leitor pode, assim, respigar na valiosa colecção de periódicos locais - do Figueirense (1863) ao Mar Alto (1966), da Gazeta da Figueira (1887) à Voz da Justiça” (1902) - os acontecimentos, o ritmo e o funcionamento da sociedade de antanho, aventurando-se no confronto das propostas políticas e sociais, sempre presentes, nos jornais da época, ou a compreensão da produção literária desse tempo. Por sua vez, o investigador da história local pode aqui encontrar, na dinâmica do jornalismo local, um guia indispensável para o seu estudo, num espaço de repousante trabalho bibliográfico, de grande quietude, e que lhe facilita a sua estimada tarefa.
Seja dito, ainda, que o ideário republicano, na qual a imprensa desempenhou papel fundamental, está muito bem representado no acervo da Sala Figueirense. É incontornável, para o estudo e a narrativa da sociedade e história política local, a leitura dos artigos saídos da pena dos colaboradores e esforçados propagandistas da República, impressos nos jornais, Povo da Figueira (1895), A Voz da Justiça (1902), A Razão (1904), Pela República, A Redenção (1909), Evolução (1909), Progresso da Figueira (1910), Pela Pátria (1912). E quando se evocar (2 de Novembro de 2016) os 75 anos do passamento de Manuel Jorge Cruz, avançado combatente do republicanismo, e para se conhecer melhor a sua figura e obra, será sempre ao periodismo local que teremos de regressar no nosso “eterno retorno”. E em especial ao notável jornal “A Voz da Justiça”, que superiormente dirigiu.  
    
A Sala Figueirense, morada do nosso capricho alumiado e pouso da nossa ventura, empresta-nos a inteligência das suas estantes. A cultura “letrada” está ao dispor do leitor. De relevante serviço público e social, com um conjunto de funcionários e técnicos competentes, atenciosos e sempre disponíveis, a Biblioteca Pública Municipal Pedro Fernandes Tomás é “ouro o que ouro vale”. Felizes andamos nós nos requebros do livro antigo & por entre “papéis pintados com tinta”. E por isso temos tenção de continuar.

José Manuel Martins – texto [completo] publicado na Agenda Cultural e Eventos Figueira da Foz, Janeiro a Abril 2016, p. 41

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

LEITURA E IDEOLOGIA REPUBLICANA: AS ESCOLAS E BIBLIOTECAS POPULARES DA FIGUEIRA DA FOZ (1900-1910)


LIVRO: “Leitura e Ideologia Republicana: As Escolas e Bibliotecas Populares da Figueira da Foz (1900-1910)";

AUTORA: Maria Isabel Gaspar Ferreira de Sousa;
EDITORA: CMFF, 2015.

LANÇAMENTO DA OBRA:

DIA: 31 de Janeiro 2015 (18,00 horas)
LOCAL: Biblioteca Municipal Pedro Fernandes Tomás da Figueira da Foz

Palavras-Chave: Bibliotecas Populares, Escolas Populares, Imprensa Local, Maçonaria, Republicanismo.

Este trabalho de dissertação assenta, antes de mais numa matriz geográfica e histórica da cidade da Figueira da Foz, no início do séc. XX assim como as suas freguesias limítrofes mais influentes: Tavarede e Buarcos (contudo, são feitas breves alusões a outras freguesias onde aos poucos foram sendo criadas instituições similares às primeiras freguesias e embebidas do mesmo espírito).

Temos como objeto de estudo a emergência e difusão do ideário republicano junto das populações, assim como a defesa intransigente da ideia do alargamento da instrução a um público cada vez mais vasto, combatendo o maior flagelo cultural do nosso país: o analfabetismo quase generalizado, através da criação de escolas e bibliotecas populares em Associações recreativas, de classe, mutualistas e outras. A certeza de que uma posição cívica e política mais consciente dos cidadãos só seria possível se fosse permitido o acesso à instrução a um maior número de pessoas, norteou a criação destas escolas, um pouco à margem do ensino oficial (que se definia como manifestamente insuficiente) e que tinham como objetivo tirar do analfabetismo uma grande parte do povo trabalhador da Figueira da Foz. Sendo assim, é neste ambiente ideológico fervilhante, na cidade da Figueira da Foz na primeira década do séc. XX que irão surgir as escolas populares, dinamizar conferências e cursos livres, criação de bibliotecas e salas de leitura que eram vistas como uma solução para o atraso cultural das camadas sociais mais baixas, rumo àquilo a que se entendia ser o progresso.

A Figueira da Foz beneficiou com a dinâmica de uma série de personalidades com características humanitárias e benemerentes, republicanos e maçons, que não mediram esforços no sentido de criar condições para 'derramar a luz da instrução' sobre as camadas populares” [in Resumo do livro]

J.M.M.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A MEMÓRIA DA GRANDE GUERRA (1914-1918): EXPOSIÇÃO BIBLIOGRÁFICA E DOCUMENTAL NA BIBLIOTECA MUN. DE SETÚBAL


Uma iniciativa que merece divulgação entre os descendentes dos participantes na I Guerra Mundial, dos interessados na temática e dos investigadores que procuram sempre novas referências, bibliografia e iconografia sobre os acontecimentos e as memórias que permanecem da participação portuguesa na guerra.

Pode ler-se na divulgação do evento:

O centenário do início da Grande Guerra é assinalado em Setúbal com uma mostra de livros e outros documentos, a inaugurar no dia 1, à tarde, na sala de exposições dos serviços centrais da Biblioteca Municipal.

O testemunho de quem combateu e de quem viveu de perto o conflito à escala mundial é recordado nesta mostra, intitulada “A Memória da Grande Guerra (1914-1918): exposição bibliográfica e documental”, aberta ao público a partir das 16h00.

A exposição, organizada por João Reis Ribeiro, patente até 28 de fevereiro, é uma forma de a Câmara Municipal de Setúbal em parceria com a Associação Cultural Sebastião da Gama prestar homenagem aos combatentes e preservar a memória do primeiro conflito mundial.

Da toponímia, como o Largo dos Combatentes, em Setúbal, e a Avenida dos Aliados, no Porto, aos argumentos cinematográficos, como “Um longo domingo de noivado” e “Cavalo de guerra”, sem esquecer os literários, “A filha do capitão”, de José Rodrigues dos Santos, esta exposição apresenta, em diversos suportes, uma evocação da passagem dos cem anos do início da guerra.

Também as obras históricas, como “Memórias da Grande Guerra”, do médico, político e historiador Jaime Cortesão, estão em exposição, sugerindo ao visitante a pesquisa sobre a entrada de Portugal no conflito.

Em Portugal, o impacte da guerra, terminada simbolicamente às 11h11 do dia 11 de novembro de 1918, deu-se em abril desse mesmo ano, durante a “Batalha de La Lys”, na qual as tropas do Corpo Expedicionário Português na Flandres foram atacadas pelo exército alemão e sofreram pesadas baixas, numa luta desesperada por manterem as suas posições.

“A Memória da Grande Guerra (1914-1918): exposição bibliográfica e documental” pode ser visitada durante o mês de fevereiro, de segunda a sexta das 09h00 às 19h00 e aos sábados das 14h00 às 19h00.

Um evento a divulgar e a visitar até final do mês de Fevereiro.

A.A.B.M.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

III JORNADAS EM CIÊNCIAS DOCUMENTAIS


Vai realizar-se no Museu dos Lanifícios, na Covilhã, as III Jornadas em Ciências Documentais, nos próximos dias 28 de Fevereiro e 1 de Março.

No dia 
28 Fevereiro 2013 realiza-se o I W
orkshop do Livro subordinado ao tema "
Técnicas e materiais para a conservação de acervos bibliográficos", pelas 14h, com a participação de 
Sandra Isabel Neves Ferreira.

No dia 1 de Março, realizam-se propriamente as III Jornadas em Ciências Documentais, com as conferências de Ana Paula Nunes de Almeida Alves da Costa e de Maria Emília da Costa Cabral Amaral que vão analisar 
A problemática da conservação dos documentos em papel.

Mais informação sobre as jornadas podem ser consultadas AQUI.

A.A.B.M.

 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O RENEGADO, DE JULES CLARETIE



Jules Arsène Arnaud Claretie (3/12/1840 a 23/12/1913), de seu nome completo, jornalista, historiador e dramaturgo, ter-se-á notabilizado pela sua Histoire de la Révolution de 1870-1871 (5 vols. Publicados entre 1875 e 1876) e, também, pela colaboração com o compositor musical Jules Massenet. Como cronista da vida parisiense, escreveu sobre artes visuais e que professava por Danton verdadeiro culto. Colaborou no jornal O Futuro das Mulheres, em que colaboraram Vítor Hugo, Camilo Flamarion e Luísa Michel, espirituoso folhetinista da Opinion Nationale e crítico literário no Le Fígaro. Foi ainda correspondente da imprensa durante a guerra franco-prussiana.

Foi Presidente da Sociedade de Homens de Letras e da Sociedade de Autores Dramáticos. Em 1885 foi nomeado director do Teatro Nacional de França, função que desempenhou até à sua morte.

Membro da Academia Francesa desde 26 de Janeiro de 1888, tomou assento do seu lugar em 21 de Fevereiro de 1889, tendo sido apresentado por Ernest Renan. Ocupou o lugar nº 35 na Academia Francesa.

Foi um dos representantes da imprensa francesa presente no Congresso Internacional da Imprensa realizado em Estocolmo em 1898.

Esta obra, cuja capa se apresenta acima, trata-se do primeiro exercício literário do jornalista republicano Cecílio Sousa (1840-1897), que a traduz e a dedica ao tribuno intelectual, e futuro líder do país, Teófilo Braga e na altura uma das figuras proeminentes do Partido Republicano.

Uma obra com 420 págs. conserva a bonita capa anterior da brochura, que é um notável trabalho de impressão da Litografia Guedes.

A.A.B.M.

sábado, 18 de outubro de 2008

BIBLIOTECA DA AJUDA

 

BIBLIOTECA DA AJUDA

[via Almocreve das Petas, aliás via blog Biblioteca da Ajuda]

A Biblioteca da Ajuda é uma livraria "mágica", estranha, orgulhosa, possuindo um "conjunto das várias secções de documentação de arquivo e biblioteca um total de cerca de 95.000" peças. Um imenso ror de manuscritos e livros preciosos, a descobrir. Com a Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra - esse Templo do Saber que a Arte da Memória do seu organizador Frei João de Santa Ana, não esconde - e a Biblioteca da Ajuda - pelo seu acervo (bem) curioso - se "armazena" muito da Alma Portuguesa.

J.M.M.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

MAIS BIBLIOTECAS ONLINE EM PORTUGAL


Um dos sítios a visitar com prazer, mas que exige tempo e vontade é a Biblioteca Nacional Digital onde já é possível encontrar mais de oito mil obras digitalizadas. Encontram-se digitalizadas obras desde o século XV até 2006, algumas muito raras, quase todas muito interessantes e muitas dos finais do século XIX até à implantação e queda da 1ª República. A analisar e estudar com toda a atenção não só a parte literária como também iconográfica. Trabalho muito interessante e que continua a ser enriquecida periodicamente com novas obras.

Também o Instituto Camões, através da Biblioteca Digital Camões tem prestado um grande contributo à digitalização de obras, revistas e estudos já quase desaparecidos dos mercados. No entanto, em alguns casos, é necessário ter uma palavra-passe para ter acesso à obra pretendida. É um dos sítios a que recorremos normalmente para encontrar dados, estudos ou informações de forma livre.

Recentemente tomamos conhecimento que também a Universidade Aberta tem algumas obras digitalizadas, mas restringe-se muito às crónicas de Rui de Pina e a Portugaliae Monumenta Histórica.

O Instituto Nacional de Estatística também tem disponíveis online os seus estudos estatísticos desde 1875 até 2002. Podem consultar-se desde os Anuários Estatísticos de Portugal às outras publicações sobre estatística que se foram publicando. Muito importante para quase todas as áreas do saber.

Por fim, as únicas bibliotecas municipais que se aventuraram na digitalização das suas colecções foram a Biblioteca Municipal José Régio, em Vila do Conde, e as Bibliotecas Municipais da Ria de Aveiro onde é possível encontrar digitalizados alguns dos jornais que se publicaram naquelas terras, bem como algumas obras da história e dos autores destas regiões.

Como facilitaria o trabalho de quem gosta destes assuntos encontrar disponíveis jornais e livros que muitas vezes passa anos e anos a procurar, nas poucas bibliotecas onde existem estão por vezes em mau estado e não os deixam vir à consulta, ou, por vezes ainda, quando têm mais de 50 anos não podem ser fotocopiados. Por muita boa vontade que um investigador possa ter perante este tipo de dificuldades muitas vezes acaba por desistir de determinadas fontes, ou socorre-se de outras que possam substituír as que inicialmente tinha previsto utilizar.

Esperemos que estas iniciativas se vão gradualmente alargando a outras bibiliotecas municipais ou mesmo escolares, especialmente das escolas mais antigas e tradicionais, que possuem fundos documentais e colecções de jornais e revistas que há muito desapareceram da circulação.
São trabalhos deste género que facilitam o acesso ao conhecimento e à informação que devem ser estimulados, apoiados, mas que normalmente ficam muito esquecidos e desamparados tanto por parte dos responsáveis culturais como do poder político que pouca importância tem vindo a atribuir a estes contributos.

AABM