J.M.M.
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domingo, 11 de novembro de 2018
sexta-feira, 12 de outubro de 2018
JOÃO LÚCIO - CENTENÁRIO DO FALECIMENTO
Assinala-se, a partir de sexta-feira, 12 de Outubro, em Olhão, um conjunto de iniciativas promovidas até final deste mês, com destaque para uma exposição no Arquivo Municipal António Rosa Mendes que recorda os laços familiares do poeta pelo Alentejo e ao Algarve.
No dia seguinte, dia 13 de Outubro, realiza-se um recital no Chalé João Lúcio, onde se recordará a obra poética deste poeta olhanense, contando para o efeito com a presença dos músicos Eduardo Ramos e Jorge Soares.
A 15 de Outubro inaugura-se na Biblioteca Municipal José Mariano Gago a exposição bibliográfica "A Obra de João Lúcio" onde se apresentam algumas das suas obras poéticas, bem como publicações e estudos sobre a obra deste ilustre poeta algarvio. Neste evento, a ter início às 18 horas, conta-se com a presença dos escritores Paulo Moreira e Fernando Cabrita.
No âmbito do IV Encontro Internacional de Poesia a Sul, a realizar nas instalações da Associação Cultural Re-Creativa República 14, haverá, no próximo dia 21 de Outubro, uma sessão de leitura de poemas de João Lúcio Pousão Pereira, a partir das 15h 45min.
A Galeria Sul, Sol e Sal, no dia 27 de Outubro, acolhe a apresentação da obra de Vasco Prudêncio intitulada O Criador de Fantasmas, onde será publicado um estudo inédito sobre o poeta, advogado e político de Olhão.
Ainda neste dia 27 de Outubro, na Associação Cultural Re-Criativa República 14 haverá um colóquio de homenagem a João Lúcio Pousão Pereira.
Breve nota biográfica sobre João Lúcio:
João Lúcio Pousão Pereira (Olhão, 4 de Julho de 1880 - 26 de Outubro de 1918) é considerado o expoente maior da poesia olhanense.
Era filho de João Lúcio Pereira, dono da quinta de Marim e o mais abastado proprietário da época na então vila de Olhão e de Maria Helena de Araújo Pousão.
Começou com apenas 12 anos a publicar os seus primeiros versos. Acabados os estudos em Faro, foi para Coimbra estudar Direito [1897-1902], onde conheceu figuras como Teixeira de Pascoaes, Augusto de Castro, Alfredo Pimenta, Afonso Lopes Vieira, Fausto Guedes Teixeira e Augusto Gil.
Em 1901, publicou o seu primeiro livro, Descendo, aclamado com louvor pela crítica da época.
Regressado a Olhão em 1902, João Lúcio tornou-se um advogado famoso e é, ainda hoje, considerado um dos mais distinguidos advogados algarvios de sempre.
Em 1905, publicou O meu Algarve, obra que acabou por imortalizá-lo como um dos maiores vultos da poesia algarvia.
Dirigiu também entre 1903 e 1905 o semanário O Sul, juntamente com o também advogado e político olhanense Carlos Fuzeta. Tendo sido precisamente neste período que ambos aderiram ao Partido Regenerador Liberal, por influência do médico Virgílio Inglês, que chegou a ser deputado e governador civil do Algarve.
O seu prestígio como advogado e como poeta fizeram dele um influente político em Olhão, foi eleito deputado pelo Partido Regenerador Liberal, liderado por João Franco, nas eleições de 19 de Agosto de 1906 e, depois em 28 de Agosto de 1910, mas acabou por não prestar juramento porque entretanto eclodiu a revolução republicana em 5 de Outubro de 1910.
No Parlamento, aquando da sua eleição em 1906, foi integrar as comissões de agricultura, instrução pública superior e pescarias.
Inspirado pelas suas viagens, João Lúcio projetou um chalé, um dos raríssimos exemplos de arquitetura simbolista em Portugal, nos Pinheiros de Marim.
Durante o sidonismo, em plena I República, foi eleito deputado pelo círculo de Faro nas eleições de 1918, integrando então a minoria monárquica na Câmara dos Deputados.
Faleceu a 26 de outubro de 1918, aos 38 anos, vítima de gripe pneumónica.
A 5 de Junho de 1925 foi inaugurado um monumento em Olhão com o busto do ilustre advogado, da autoria de Francisco dos Santos, além disso o seu nome entrou na toponímia local constando numa das ruas.
Postumamente, em 1921, foi publicado o livro de poemas Espalhando phantasmas.
Um conjunto de iniciativas que se saúda e que divulgamos junto de todos os interessados tanto na personalidade como na obra poética que publicou.
[Os apontamentos a azul constam na nota de divulgação do evento, acrescentou-se alguns apontamentos biográficos a preto. Conforme se pode consultar AQUI.].
A.A.B.M.
quarta-feira, 5 de setembro de 2018
CENTENÁRIO DO SANATÓRIO VASCONCELOS PORTO
No próximo dia 8 de Setembro de 2018, realiza-se esta iniciativa evocativa do Centenário do Sanatório Doutor Carlos Vasconcelos Porto a ter lugar no Museu do Traje de S. Brás de Alportel.
Após a cerimónia de abertura com o Presidente da Câmara Municipal de S. Brás de Alportel, da representante da Direcção Regional de Cultura, do Director do Serviço de Pneumologia, do Presidente da Administração Regional de Saúde do Algarve e e do Reitor da Universidade do Algarve.
São conferencistas:
- Vítor Ribeiro e Cristina Fé Santos, O(s) Sanatório(s) de São Brás de Alportel - O caso do Sanatório Vasconcelos Porto;
- Renato Gama; Rosa Costa, Arquitectura Sanatorial: Contribuições a partir do Sanatório Vasconcelos Porto;
- Gisele Sanglard, Filantropia, saúde, sociedade: a construção de uma rede de assistência no Brasil e em Portugal, no início do século XX;
- Graça Serejo, As empresas ferroviárias e a assistência hospitalar;
- José Luís Dória, A assistência hospitalar até ao SNS;- Fernando Rosas, A "pneumónica" ou a "gripe espanhola" em Portugal (1918/1919);
- Vítor Matos e Ana Luísa Santos, O Arquivo Clínico do Sanatório Vasconcelos Porto - São Brás de Alportel;
- Isabel Palmeirim, A formação em Medicina, os jovens profissionais e a integração na região.
Esta acção é promovida pelo Município de São Brás de Alportel, em parceria com a Administração Regional de Saúde do Algarve, a Direcção Regional de Cultura e a Universidade do Algarve.
A realização deste conjunto de conferências tem o apoio do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA), da Sub-Região de Faro da Ordem dos Médicos, da Secção Regional do Sul da Ordem dos Arquitetos, da CP Comboios de Portugal, do Instituto de Higiene e Medicina Tropical e da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel – Museu do Traje.
A inscrição pode ser feita AQUI.
Com os votos de maior sucesso nesta iniciativa.
A.A.B.M.
segunda-feira, 9 de abril de 2018
EVOCAÇÕES DO CENTENÁRIO DA BATALHA DE LA LYS PELO PAÍS
Há cem anos atrás, as tropas
portuguesas a combater na Europa enfrentaram uma grande ofensiva alemã nos dias
8 e 9 de Abril de 1918. A batalha tornou-se um dos momentos icónicos da
participação portuguesa na Grande Guerra. Apesar dos relatos ingleses, alemães
e portugueses apresentarem algumas discrepâncias entre si, o resultado desta
batalha representou um desaire importante para o Corpo Expedicionário Português.
No entanto, ao mesmo tempo esta batalha permitiu construir um novo grupo de
heróis, os combatentes que mais se destacaram na Batalha de La Lys.
O objetivo deste apontamento não
é discutir a batalha, nem os seus resultados mas sim assinalar as evocações que
se vão fazendo nestes dias recordando as figuras e os acontecimentos de há 100
ano atrás.
Entre as várias cerimónias
comemorativas que já se realizaram ou que se vão realizar destacam-se as seguintes:
- Batalha:
- Cascais:
- Chaves:
- Constância:
"Constância e a Grande Guerra - Das manobra de Tancos à Batalha de La Lys"
- Elvas:
- Fafe:
- Guimarães
- Lamego
"Evocação do Centenário da Batalha de La Lys"
- Oliveira de Azemeis:
- Ponta Delgada:
- Tomar:
“O Centenário da Batalha de La Lys e o Dever de Memória”
- Viana do Castelo"Centenário da Batalha de La Lys- Homenagem ao Major Xavier da Costa"
- Vila Nova de Famalicão:
- Vila Real
Estes são alguns exemplos das cerimónias que vão decorrer hoje e nos próximos dias em Portugal.
A.A.B.M.
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
O CENTENÁRIO DO "PORTUGAL FUTURISTA": CONFERÊNCIA COM ANTÓNIO VALDEMAR
CONFERÊNCIA: O Centenário do "Portugal Futurista"
ORADOR: António Valdemar (Academia das Ciências);
DIA: 25 de Outubro 2017
HORÁRIO: 19,30 horas;
LOCAL: Grémio Literário (Rua Ivens, 37 - ao Chiado), Lisboa;
LOCAL: Grémio Literário (Rua Ivens, 37 - ao Chiado), Lisboa;
ORGANIZAÇÃO: Grémio Literário.
► Pode ler-se na nota de divulgação:
O centenário da publicação do primeiro e único número, da revista Portugal Futurista, uma das referências obrigatórias do modernismo, e que em 1917, provocou grande escândalo e foi apreendido pela Policia, vai ser assinalado, no próximo dia 25, no Grémio Literário, com uma conferência proferida por António Valdemar, que tem realizado, nos últimos anos, investigações em bibliotecas e em arquivos, a propósito dos vários aspectos daquele movimento literário e artístico.
Participaram no Portugal Futurista Almada Negreiros, Fernando Pessoa, Santa Rita Pintor, Carlos Filipe Porfírio, Rebelo Bettencourt, Amadeo de Sousa Cardoso, Raul Leal, e, ainda, Guillaume Apolinaire, Blaisse Cendras através de Sonia e Robert Delaunay, ao tempo refugiados em Portugal, devido à eclosão da Iª Grande Guerra Mundial.
O Portugal Futurista incluiu, também, montagem de textos de de Boccionni, Carra, Russolo e Severini, e as traduções do manifesto futurista «Le Mussic-Haal», de Marinetti e o «Manifesto Futurista da Luxúria», de Valentine de Saint Point.
A conferência, no salão nobre daquela instituição, que terá início às 19 e 30 horas, será acompanhada com a projecção de fotografias da época (pelo designer Álvaro Carrilho) de personalidades e acontecimentos culturais, políticos e sociais.
Mais informações sobre este e outros eventos promovidos pelo Grémio Literário podem ser obtidas na página da instituição AQUI.
Com os votos do maior sucesso.
A.A.B.M.
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
O ANO 1917 - COLÓQUIO INTERNACIONAL NA FLUC
No próximo dia 18 de Outubro de 2017, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, vai realizar um interessante colóquio sobre as várias incidências durante o ano de 1917.
Contando com vários especialistas na temática poderá ser uma oportunidade para conhecer melhor o que aconteceu há um século atrás, mas sobretudo as consequências desses eventos nos anos seguintes.
Pode ler-se na nota de divulgação do colóquio:
A Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra será palco, no dia 18 de outubro, do colóquio internacional “O ano de 1917”.
A partir das 10h, no Anf. III (4.º piso), especialistas nacionais e internacionais debaterão temas como as revoluções russa e angolana, comunismo e anticomunismo e ainda religião.
A conferência de abertura estará a cargo de Nicolas Worth (IHTP/CNRS), historiador francês especialista na história da União Soviética, que proferirá a conferência “Débats et controverses historiographies autor de 1917”. No mesmo painel, moderado por João Paulo Avelãs Nunes, intervirá Josep Cervelló, historiador espanhol, com o tema “De Barcelona a Fátima passando por Madrid”.
O programa do colóquio pode ser consultado abaixo:
Uma excelente oportunidade para actualizar conhecimentos e aprender um pouco mais sobre este período decisivo: Centenário da Revolução Russa, Centenário de Fátima, Centenário da I Guerra Mundial. A historiografia a reactualizar-se continuamente com novas perspectivas, documentos e leituras diferentes dos acontecimentos.A participar e a divulgar entre os interessados.
A.A.B.M.
quarta-feira, 26 de abril de 2017
CENTENÁRIO DA INAUGURAÇÃO DO INSTITUTO SUPERIOR DE AGRONOMIA - HOMENAGEM AO PROFESSOR JOSÉ VERÍSSIMO DE ALMEIDA: CERIMÓNIAS
Amanhã, 27 de Abril de 2017, realizam-se as cerimónias do Centenário da Inauguração do Edifício Principal do Instituto Superior de Agronomia e recorda-se também uma das figuras importantes nesse período da República como foi o Professor José Veríssimo de Almeida.
Veja-se o programa das cerimónias de amanhã:
27 de abril de 2017 - 17h - 19h - Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa
- Sessão Solene de Abertura das Comemorações do Centenário da Inauguração do Edifício Principal
- 17h - Intervenção do Reitor da Universidade de Lisboa, Professor António Cruz Serra
- 17h15 - Intervenção da Presidente do ISA, Professora Amarilis de Varennes
- 17h25 - Atribuição do título de Professor Emérito da Universidade de Lisboa ao Professor Catedrático Jubilado Luís Santos Pereira
- 17h40 - Lançamento do livro "José Veríssimo de Almeida. Percursos de Agronomia e Política portuguesa (1870 - 1912)", com intervenções de:
- Professor Catedrático António Ventura - Faculdade de Letras
- Professora Associada Helena Oliveira - Instituto Superior de Agronomia
- Professora Auxiliar Teresa Nunes - Faculdade de Letras
- 18h10 - Inauguração da Exposição "José Verissimo de Almeida. Percusos de Agronomia e Política portuguesa (1870 - 1912)"
- 18h30 - Porto de Honra
Para saber mais sobre estas cerimónias recomenda-se a visita ao programa do evento AQUI.
Acerca do Professor Veríssimo de Almeida recomendamos a leitura do que há quase uma década dissemos AQUI.
Fica a divulgação de mais este evento e a recuperação de mais uma personalidade em destaque na I República que foi estudada e analisada, tendo sido valorizada a sua acção e redescoberta a sua acção ao longo do tempo.
Recorde-se que depois da apresentação do livro será também inaugurada uma exposição sobre José Veríssimo de Almeida que merece a melhor divulgação.
A acompanhar com toda a atenção e com os votos do maior sucesso.
A.A.B.M.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
CENTENÁRIO DO MILAGRE DE TANCOS
No próximo dia 9 de Abril de 2016, em Vila Nova da Barquinha, realiza-se um colóquio para assinalar o Centenário do Milagre de Tancos.
O evento conta com o seguinte programa:
Local
Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha - Largo do Primeiro de Dezembro, 2260-403 Vila Nova da Barquinha, Portugal
Telefone
249720358
DIA 9
09.30h – 10.00h – Sessão de boas vindas - Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha
10.00h – 10.30h – Prof.ª Lia Ribeiro, AEVNB, 1916 – O ano do milagre
10.30h – 11.15h – Coronel Carlos Matos Gomes, O imaginário português e a I Grande Guerra
11.15h – 11.30h – Intervalo
11.30h – 12.15h – Coronel Luís Alves de Fraga, UAL, Roberto Baptista: Da Divisão de Instrução ao CEP
12.15h – 13.00h – Coronel Aniceto Afonso, IHC - UNL e Coronel Jorge Costa Dias, As comunicações em campanha – Da Divisão de Instrução à instalação do CEP
13.00h – 14.30h – Almoço livre
14.30h – 15.00h – Inauguração da exposição iconográfica sobre o Milagre de Tancos e Exposição Fotográfica “Alusiva ao 1.º centenário da I Grande Guerra” - Galeria Santo António
15.00h – 17.30h – Visita ao polígono militar de Tancos dirigida pelo Diretor do Museu Militar de Lisboa, Coronel Inf., Luís Albuquerque
11.30h – Comemorações do Dia do Combatente - 98.º Aniversário da Batalha de La Lys - Monumento ao Combatente de Vila Nova da Barquinha
Promotores:
Agrupamento de Escolas de Vila Nova da Barquinha
Município de Vila Nova da Barquinha
Liga dos Combatentes, Núcleo Entroncamento - Vila Nova da Barquinha
O presente congresso foi reconhecido para conceder créditos para os professores interessados.
Entrada livre
Com os votos do maior sucesso para esta iniciativa.
A.A.B.M.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
NO CENTENÁRIO DA CRUZADA DAS MULHERES PORTUGUESAS: MOSTRA DOCUMENTAL NA BIBLIOTECA NACIONAL
Foi ontem inaugurada na Biblioteca Nacional de Portugal a Mostra Documental que assinala o Centenário da Cruzada das Mulheres Portuguesas, onde se pode observar o papel que desempenhou esta organização durante a Grande Guerra.
Pode ler-se na nota de divulgação do evento no sítio da Biblioteca Nacional de Portugal:
Esta mostra apresenta essencialmente o material enviado, em 27 de julho de 1917, pela Comissão Feminina «Pela Pátria» para o projetado Museu de Guerra, e que se encontra hoje no acervo da BNP.
Pode ler-se na nota de divulgação do evento no sítio da Biblioteca Nacional de Portugal:
A Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) assinala o centenário da criação da Cruzada das Mulheres Portuguesas (CMP), associação criada em 1916 com o objetivo de prestar assistência aos necessitados devido à Grande Guerra.
Foi inspirada na sua congénere francesa, La Croisade des Femmes Françaises, surgida em 1915, que, a 20 de março de 1916, um grupo de 80 mulheres, em que se incluía Elzira Dantas Machado, mulher do Presidente da República Bernardino Machado, fundou a Cruzada. A CMP desenvolveu a sua ação através de comissões (Propaganda, Enfermagem e Assistência aos Militares Mobilizados), promoveu a organização de cursos destinados a preparar enfermeiras e a criação de um hospital.
Integrou um grupo de mulheres portuguesas que quiseram responder a um repto patriótico, num momento particularmente difícil da História. Mulheres – mães, esposas e irmãs – souberam mobilizar-se para intervir e auxiliar, aos mais diversos níveis, numa cruzada cuja ação se manteria por mais de duas décadas.
Já anteriormente em 1914, perante a emergência de uma nova realidade social, se assistiu ao surgimento da Comissão Feminina «Pela Pátria» que mobilizou um grupo de mulheres em torno da ideia de apoio pelo voluntariado, entre as quais Ana de Castro Osório, Ana Augusta de Castilho, Antónia Bermudes e Maria Benedita Mouzinho de Albuquerque Pinto.
Norteada pelos princípios advogados pela sua antecessora «Pela Pátria» – e depois da declaração de guerra da Alemanha a Portugal a 9 de março de 1916, como consequência da aliança anglo-portuguesa – a CMP congregou um grupo considerável de mulheres, tendo por secretária da Comissão de Propaganda e Organização do Trabalho, Ana de Castro Osório, e contou com o apoio dos mais altos representantes da estrutura governativa e militar.
A Cruzada não se ficou pelas campanhas de recolha de donativos, pela confeção e distribuição de bens e agasalhos aos mais carenciados e pelo apoio aos soldados. A Obra Maternal, criada em 1909, foi assumida pela estrutura nascente como forma de auxiliar os órfãos de guerra, procurando assegurar a dignidade e a formação de crianças que mendigavam pelas ruas da capital. Fez ainda nascer outras obras, como o instituto que visava a reinserção dos mutilados regressados da frente de batalha, instalado no antigo convento de Arroios, sob a presidência de Ester Norton de Matos. Impulsionou a criação de inúmeros estabelecimentos visando quer o desenvolvimento das capacidades profissionais, quer o acolhimento aos mais desfavorecidos, nomeadamente a casa de trabalho em Xabregas, promoveu a abertura de creches, escolas e orfanatos. E, em França, criou o Hospital Militar Português em Hendaia.
Esta mostra apresenta essencialmente o material enviado, em 27 de julho de 1917, pela Comissão Feminina «Pela Pátria» para o projetado Museu de Guerra, e que se encontra hoje no acervo da BNP.
A mostra estará patente entre 28 de Janeiro de 2016 e 30 de Abril de 2016, na sala de referência da Biblioteca Nacional, conforme se pode verificar AQUI.
Uma interessante iniciativa que merece uma visita e a melhor divulgação.
A.A.B.M.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
1915 - O DESPERTAR DO ALGARVE: EXPOSIÇÃO NO MUSEU DE PORTIMÃO
Inaugura-se no próximo sábado, dia 12 de Dezembro de 2015, pelas 16 horas no Museu de Portimão, assinalando o Centenário do Congresso Regional Algarvio, a Exposição 1915 - o Despertar do Algarve.
Pode ler-se na nota de divulgação da exposição:
A exposição “1915 – O Despertar do Algarve”, que também integra a programação oficial das Comemorações do Dia da Cidade, pretende transmitir as fortes emoções despertadas no início do século XX em que, pela primeira vez num gesto de grande afirmação regionalista, o Algarve foi palco de uma iniciativa pioneira de reflexão e debate sobre os principais problemas e desafios que condicionavam o desenvolvimento da região.
A importância histórica desta iniciativa republicana e o que ela representou num período tão conturbado, em plena 1ª Grande Guerra Mundial, é refletida através da contextualização da situação do Algarve, uma região então bastante esquecida que se debatia com graves problemas de acessibilidade, isolamento e comunicação, face às restantes regiões do país.
O percurso expositivo através de imagens, documentos e peças referentes àquela época, onde não falta a saudosa carrinha, o mais utilizado meio de transporte dos participantes e congressistas, desde a estação de Ferragudo–Parchal até ao Casino da Praia da Rocha, pretende dar a conhecer as principais razões e iniciativas que estiveram na base deste autêntico grito regionalista que despertou o Algarve, em 1915.
O resto da nota de divulgação pode ser encontrada AQUI.
Já se encontram disponíveis em formato digital algumas (quatro) das teses apresentadas ao Congresso Regional Algarvio AQUI.
A notícia sobre a exposição pode ser encontrada AQUI.
Um evento que o Almanaque Republicano não pode deixar de saudar e divulgar junto dos que nos vão acompanhando nestas deambulações pelo espaço virtual, depois de já termos tratado do assunto em vários artigos AQUI.
A.A.B.M.
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
RECORDANDO SAMPAIO BRUNO: EXPOSIÇÃO NO PORTO
Quando se assinala o Centenário do Falecimento de Sampaio Bruno, a Biblioteca Pública Municipal do Porto inaugura hoje, pelas 19.30 h, uma exposição evocando a personalidade.
Subordinada ao título À Margem do Tempo. Recordando Sampaio Bruno (1857-1915) recorda-se a personalidade do publicista, republicano, filosofo e investigador portuense.
A.A.B.M.
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
O CONGRESSO REGIONAL ALGARVIO DE 1915 E OS SEUS REFLEXOS NO CONCELHO DE MONCHIQUE (I)
Com a devida autorização do autor, trazemos hoje o artigo de José Rosa Sampaio, no Jornal de Monchique, datado de 12 de Outubro de 2015, acerca de uma temática que várias vezes temos aqui abordado desde o passado mês de Agosto. Neste caso sobre as incidências do Congresso Regional Algarvio de 1915 e o seu impacto no concelho serrano de Monchique.
Fez 100 anos no dia 3 de Setembro de 2015 que teve início na Praia da Rocha o 1.º Congresso Regional Algarvio, um importante acontecimento que iria impulsionar o turismo no Algarve.
Recuando no tempo lembramos que o concelho de Monchique esteve desde cedo na vanguarda do turismo algarvio, oferecendo como atractivos as suas riquezas naturais e monumentais, as termas das Caldas de Monchique, da Malhada Quente e da Fornalha, a sua serra com os afamados picos da Fóia e da Picota, o Barranco dos Pisões, as suas aldeias típicas, os seus inúmeros miradouros, as cascatas, as suas quintas que acolhiam veraneantes vindo de fora, os seus produtos agrícolas e artesanais e a sua rica gastronomia.
Enaltecido nas suas belezas naturais pelos inúmeros viajantes que aqui afluíram nos séculos XVIII e XIX, foi sucessivamente esquecido pelas estâncias governamentais, incluindo os três sítios termais, que também nunca foram suficientemente aproveitados.
Todavia, já no início do século XVII, Henrique Fernandes Serrão enaltecia este rincão de Silves, recordando que aqui «veio muitas vezes el-rei D. Sebastião, e lhe chamou Nova Cintra (…)», afirmando que «por ser de tanta frescura, muitos homens nobres vão no verão folgar e tomar seus passatempos a este lugar».
No início do século XIX, o militar George Landmann aclamava o Banho e os seus arredores: «Os banhos de Monchique tornaram-se agora passeio da moda que atrai muitos visitantes, sem contar os que ali vão por necessidade, de maneira que na temporada dos banhos a sociedade é naquela estância numerosa e muito agradável. Os que residem dentro do estabelecimento obedecem a um regulamento que proíbe os ruídos e obriga a entrada à noite a hora certa, mas nos outeiros arborizados que cercam os banhos, há algumas casas de campo que podem alugar-se no todo ou em parte, a menos que se pretenda estar mais próximo dos banhos. Os passeios nos arredores têm muito encanto para os admiradores dos sítios montanhosos e incultos; todas as tardes grupos de banhistas e dos seus amigos se reúnem nos lugares mais sombrios dos flancos da montanha e aí se regalam com frutas e refrescos e quando o sol deixa de lançar os seus raios ardentes por todo este vale feliz, as desfalecidas cordas da guitarra distante, como de harpa eólica, ora se ouvem, ora se perdem nos ecos dos vales, depois de novo as ouvimos com maior intensidade, confundidas com tristes cantos como se viessem a aproximar-se, até que os sons se esvaecem ou são dispersos pela branda brisa, que sopra dos outeiros vizinhos e como estes sons morrem ao longo do profundo vale que corre lá em baixo, os murmúrios distantes dos riachos que se despenham em cascatas fazem-se ouvir e embalam o espírito dos estrangeiros numa esquisita e agradável melodia. Assim no meio destas fantásticas cenas, os cuidados do mundo suspendem as suas doridas pulsações e por um tempo nós ficamos libertos das penas da vida, mas ai de nós, cedo somos chamados pelo toque das ave-marias, anunciando a hora das orações da tarde».
Em Maio de 1864 estavam em andamento os estudos para a construção da nova estrada entre Portimão e Monchique e pedia-se que ela entroncasse com a que estava em construção entre Lagos e Portimão.
Como se sabe, o Algarve só muito tarde despertou para o fenómeno do turismo, sobretudo devido ao eterno problema das vias de comunicação, que faziam com que esta província fosse intransponível e se parecesse com uma ilha.
Manuel Teixeira Gomes, no seu Carnaval Literário lembra a «viagem aventurosa», que por volta de 1870 se fazia de Lisboa a Portimão: comboio até Beja; diligência de Beja a Mértola; descida do Guadiana em vapor até Vila Real de Santo António; e novamente diligência até Portimão.
A ponte sobre o Rio Arade só seria inaugurada em 1872, ano que as comunicações ficaram mais facilitadas.
O Casino das Caldas aparece pela primeira vez na época balnear de 1873, com o Dr. Francisco Lazaro Cortes na direcção do Banho, altura em que a imprensa anunciava uma nova era para a estância termal, agora com estrada a partir de Portimão, a nova hospedaria, serviço médico permanente, melhoramentos higiénicos, e salão de recreio com música, bilhar e outros jogos e distracções.
Acompanhando a estância termal das Caldas estava a Praia da Rocha, onde se realizavam algumas iniciativas pioneiras de empreendedores locais como a construção do primeiro casino que aqui abriu e é detectável em Março de 1874, o Casino da Praia do Vau e também o Hotel Viola, que abriria no ano de 1903, pela mão do «conhecido hospedeiro das Caldas de Monchique».
Entretanto, a estrada tinha recebido um tapete a macadame, que chegaria às Caldas em 1877, e a Monchique no ano seguinte, tendo ficado como mais um dos milagres do Fontismo, recebendo a designação de Estrada Distrital n.º 76. Esta importante ligação permitiu aos monchiquenses ver pela primeira vez as ricas seges e depois os primeiros automóveis dos fidalgos e burgueses ricos, que aqui vinham veranear e embevecer-se dos ares da serra.
Nesse tempo as belas paisagens do concelho eram motivo dos clichés de alguns fotógrafos. Em Fevereiro de 1979 o concelho recebeu a distinta fotógrafa eborense, D. Maria Eugénia Reya de Campos, que aqui captou alguns belos clichés. Também o monchiquense Francisco Águas Serra Júnior captava no início do século «primorosas fotografias» (postais), que eram vendidas a 300 réis.
Joaquim Ferreira Moutinho fala em 1890 da necessidade de uma via-férrea que levasse os turistas e visitantes até às termas das Caldas. E acrescenta que «A estação do caminho-de-ferro denominada de “Monchique” estava edificada numa montanha completamente deserta, a cinco ou seis léguas distante desta vila, sem estrada que as ligue».
Também o escritor naturalista Júlio Lourenço Pinto, que aqui esteve durante a preparação do seu livro O Algarve (1894) subiu à Fóia guiado por um burriqueiro e montado no «espinhaço traiçoeiro» de um burro, que descreveu como tendo uma «aparência humilde e bonacheirona».
Um atractivo promocional de peso deu-se a 13 de Outubro de 1897, quando a vila foi honrada com a visita do rei D. Carlos e a rainha D. Amélia, que depois do almoço em casa do comendador José Joaquim Águas subiram à Fóia a cavalo, pelo itinerário do Barranco dos Pisões.
Alguns postais fotográficos do princípio do século XX imortalizam algumas dessas burricadas junto ao marco geodésico da Fóia. Noutros postais estão presentes locais aprazíveis como a Cascata do Penedo do Buraco, a «Avenida do Pé da Cruz», a estrada de Sabóia, o Barranco dos Pisões, o Convento, a estrada da Fóia, as Caldas de Monchique, etc.
Com a inauguração da «Estação de Portimão», no actual apeadeiro de Ferragudo-Parchal, a 15 de Fevereiro de 1903, as viagens para Monchique seriam bastante encurtadas e menos cansativas para os monchiquense que viajavam, ou para turistas que aqui afluíam.
João Arruda visitou o concelho no primeiro decénio do século passado, tendo-nos legado um interessante fresco no seu livro de viagens, onde fala da abundante oferta hoteleira, que o levou a hesitar na escolha, quando visitou as Caldas em 1906, facto que ele aponta no seu livro de viagens. E adianta: «A permanência em Monchique, obriga a uma ascensão à Fóia. É indispensável, porém, aparelhar os burros que não estão ali à mão de semear. Há o “Russo” do Ti Manel da Jaquenita, o burrinho preto, esperto d’orelha, que o Zé Piscalho mercou na feira de Loulé, a jumenta branca da comadre Mari Formiga… Basta! Não é preciso mais nenhum desses filósofos que Victor Hugo considerou mais sábios que Platão e George Sande asseverava terem mais raciocínio que uma academia. Lá vamos subindo a montanha ao chuto dos asnos, que a solicitude de seus donos ataviou em grande gala: sobre o albardão esbeiçado, (…) branqueja o lençol com iniciais em ramalhete, a linha vermelha; rescende a pêro camoez porque foi agora tirado do grande arcaz de sicupira onde se guarda o bragal caseiro».
Ainda no mesmo ano de 1906 João Bentes Castel-Branco escreve que «A abundância e variedade de vegetação mantida por numerosas fontes de água cristalina, e o acidentado dos terrenos polvilhados de acanhadas casas onde residem os pequenos cultivadores faz de todo o concelho de Monchique, como um bocado da Suíça, igualmente digno de ser visitado e admirado nos seus múltiplos pontos de vista que encantam, umas vezes pelo pitoresco, outras pela extensão do horizonte».
A Sociedade de Propaganda de Portugal seria criada também no ano de 1906 e desde o seu início tomou em mãos iniciativas como a criação de postos meteorológicos, a promoção do turismo nacional e estrangeiro, o incentivo à construção de unidades hoteleiras e estruturas de divertimento, e a valorização e a divulgação dos monumentos e sítios de maior interesse.
Por esse tempo, o barítono portimonense Alfredo Mascarenhas fazia furor nos jornais. «Depois de cantar no Cairo, passou para Alexandria onde cantou os Palhaços, a Boémia e a Ébria, seguindo depois para Atenas, para cantar uma ópera nova de um canto grego». No prosseguimento da sua carreira a sua presença seria habitual na Praia da Rocha, onde actuou várias vezes no casino, a partir de 1913.
O cientista alemão Erich Kaiser, que aqui esteve a estudar as rochas do maciço, em 1907, referiu-se na sua obra à «boa estrada para Monchique» e também ao serviço postal «bastante bom», para além dos elogios às acomodações existentes nas Caldas.
Gérard de Beauregard e Louis de Fouchier, dois viajantes franceses que estiveram em Portugal antes de 1908, deixaram no seu livro algumas impressões interessantes sobre o concelho: «Monchique é um sítio admirável e centro muito próprio de vilegiatura e excursões e tem nascentes termais eminentemente curativas, cujo acesso deveria ser facilitado no interesse de todos».
Um pouco pela mesma altura, Victor Moigénie diz que o melhor hotel do Algarve se encontrava nas Caldas de Monchique, acentuando que era um «óptimo hotel».
Com a implantação da República os atractivos do concelho tornaram-se apetecidos pela burguesia republicana, como vemos na imprensa: «Tem estado animadíssima a época deste ano nas Caldas de Monchique, continuando todos os dias a chegar forasteiros. Prepara-se nas mesmas Caldas lindíssimas festas».
Com o aproximar da época estival de 1912, «nas estações de turismo que se estabeleceram pelo país», seria autorizada «a liberdade do jogo», sobretudo no casino das Caldas de Monchique e nos casinos da Praia da Rocha e Praia do Vau.
Algumas burricadas à Fóia ficaram famosas por envolverem pessoas distintas, geralmente participantes em visitas oficiais, ou políticos em campanha, que assim ficavam a conhecer melhor o concelho.
Foi assim que em Março de 1913 subiram ao alto da serra os membros da Sociedade de Propaganda de Portugal, que também estiveram noutros locais aprazíveis, como o convento dos Franciscanos e o Penedo do Buraco. Ainda no mesmo ano, a convite desta mesma agremiação tinham estado em Monchique 25 jornalistas britânicos.
CONTINUA
O nosso agradecimento pela autorização na utilização do texto. O mesmo artigo pode ser encontrado no jornal supra referido AQUI.
A.A.B.M.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
SESSÃO EVOCATIVA DE RAMALHO ORTIGÃO NA ACADEMIA DAS CIÊNCIAS
Sessão Evocativa de Ramalho Ortigão (por ocasião do
centenário da sua morte)
[TEMAS /ORADORES]:
► “Ramalho e os Vencidos da Vida” [Guilherme d’Oliveira Martins];
► “Saudação em nome da família de Ramalho” [Margarida Ortigão Ramos];
► “Virtudes e defeitos do povo n’As Farpas” [António Valdemar];
► “Ramalho na Academia das Ciências” [Artur Anselmo].
«Tenho hoje 54 anos, dos quais 35 consagrados à
profissão das letras. Do exercício da minha arte tirei grandes alegrias de
aplicação e de trabalho. Nos primeiros anos um feminismo, que estava talvez em
gérmen no meu temperamento, mas que a leitura de Garrett na psicose da minha
puberdade contribui muito para desenvolver num sentido romanesco, levava-me a
apetecer um certo género de celebridade: que as mulheres me lessem, me olhassem
com simpatia. Essa ambição tive, mas nunca tive outra sendo completa e
absolutamente indiferente ao aplauso das academias, aos prémios oficiais, a
toda a espécie de honras e dignidades públicas. Mais tarde esvaiu-se esse mesmo
desejo de ser lido por mulheres lindas, e o meu único prazer de escrever está
na minha própria escrita, quando raramente numa e noutra linha consigo fixar a
imagem de um sentimento verdadeiro, transmitir uma emoção sincera.
Maçar o menos que seja possível o meu semelhante,
procurando tornar para os que me cercam a existência mais doce, o mundo mais
alegre, a sociedade mais justa, tem sido a regra de toda a minha vida
particular. O acaso fez de mim um crítico. Foi um desvio de inclinação a que me
conservei fiel. O meu fundo é de poeta lírico.
Cumpri o melhor que pude o meu destino, criando o filho e escrevendo o livro. Faltou-me plantar a árvore, e é já agora tarde para o fazer com alguma probabilidade de aproveitar a sombra.
Cumpri o melhor que pude o meu destino, criando o filho e escrevendo o livro. Faltou-me plantar a árvore, e é já agora tarde para o fazer com alguma probabilidade de aproveitar a sombra.
Mas à minha profissão exercida com modéstia, mas com honradez, devo amizades, e ligações de simpatia, que fazem a minha única glória, e me permitirão talvez não morrer ao sol e às moscas” [Autobiografia]
J.M.M.
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