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domingo, 23 de março de 2014

POLÉMICA – REVISTA DO GRUPO “REVOLUÇÃO SOCIALISTA”


POLÉMICA. Revista do Grupo “Revolução Socialista” – Ano I, 1 (21 Novembro 1970) ao nº 4 (1973).

Revista publicada pelo Grupo “Revolução Socialista”, publicada na Suíça e impressa em Itália [cf. Armas de Papel, José Pacheco Pereira, p.445]. O grupo fundador da revista era composto [ibidem] por estudantes que participaram na crise académica de 1962 e que se tinham exilado, como Ana Benavente, António Barreto, Carlos Almeida, Eurico Figueiredo, José Medeiros Ferreira, José Pinto Nogueira, Manuel Lucena. Alguns dos artigo foram publicados debaixo de pseudónimo, como “João Quental” [J. Medeiros Ferreira], “Marco”, “Fontana”, “A. Garcia” [ibidem]

Dispersos no exílio, “um grupo desses estudantes estabeleceu-se na Suíça, onde conseguiram obter um estatuto de refugiados políticos e onde optaram por conjugar as actividades políticas” [ibidem]. Fora os nomes citados, que integraram a revista “Polémica”, registe-se, também, a presença em Genebra de Valentim Alexandre, Francisco Delgado, Eduardo Chitas, Joaquim Fernandes, Luís Monteiro, Manuel Areias, Manuela Pinto Nogueira, Maria Emília Brederode, Mário Borges, Paula Coutinho [cf.Pátria Utópica. O Grupo de Genebra revisitado”, 2011]

Oriundos de diferentes sectores ideológicos – como o denominado grupo da Suíça, intitulado “1º de Maio” e que publicava os “Cadernos Lenine”, em volta dos militantes comunistas António Barreto, Eurico Figueiredo e Ana Benavente, que entram mais tarde (1968/69) em ruptura com o PCP; caso de Manuel Lucena, envolvido na greve académica de 1962, e com o curioso percurso político de ter sido militante da JUC, importante dirigente da “RIA” [Reunião Inter-Associações], fundador da revista “O Tempo e o Modo” (1963), militante do MAR [Movimento de Acção Revolucionária, 1962, que agrupou personalidades como Nuno Bragança, Lopes Cardoso, Jorge Sampaio, João Cravinho, Nuno Brederode dos Santos, Trigo de Abreu, Vasco Pulido Valente, A. H. de Oliveira Marques, Rui Cabeçadas] e, por isso, dirigente (de 1964 até 1968) da FPLN [Frente Patriótica de Libertação Nacional], tendo militado na “Aliança Democrática” no período pós-25 de Abril; ou de José Medeiros Ferreira, preso (1962) e expulso da Universidade em 1965, sendo desertor por ser contra a guerra colonial e exilando-se (1968-1974) na Suíça – a revista “Polémica” teve um papel importante na “formação de uma nova elite intelectual na área das ciências humanas que a ditadura impedia de ter expressão na universidade, como era o caso da sociologia, ou da história contemporânea” [ibidem, p. 446]  

 

A revista circulava entre os sectores da emigração política portuguesa e entrava clandestinamente em Portugal, distribuída por vários grupos de socialistas e antifascistas como [ibidem] Vítor Wengorovius, César de Oliveira, Manuel Lopes ou José Dias. 

FOTOS via Ephemera, com a devida vénia.


J.M.M.

quinta-feira, 29 de março de 2012

A CRISE ACADÉMICA DE 1962 - 100 DIAS QUE ABALARAM O REGIME



LIVRO: 100 Dias Que Abalaram O Regime - A Crise Académica de 1962;

AUTORES: Coord. Artur Pinto; TEXTOS de Alexandre Alves Costa, António Sampaio da Nóvoa, Carlos Campos Morais, Eurico Figueiredo, Fernando Rosas, João Marecos, Jorge Sampaio, José Augusto Rocha, José Maria Brandão de Brito, José Marques Felismino, José Medeiros Ferreira, Manuela Bernardino, Maria Benedicta Monteiro, Ruben de Carvalho, Teresa Tito de Morais;

EDIÇÃO: Tinta da China, 2012.

J.M.M.

sexta-feira, 23 de março de 2012

CINQUENTENÁRIO DA CRISE ACADÉMICA DE 1962


Iniciam-se amanhã as comemorações do 50ºAniversário do início da Crise Académica de 1962.

No âmbito dessas comemorações foi disponibilizado um conjunto de elementos sobre os acontecimentos que pode ser consultado AQUI.

Através desta página com o repositórios de documentos, depoimentos, imagens e testemunhos de alguns dos intervenientes. Entre eles podem referir-se algumas personalidades bem conhecidas da nossa vida política, social e económica, como: Isabel do Carmo, Ana Benavente, Helder Costa, Rui Namorado, Medeiros Ferreira, Ruy d'Espiney e Jorge Sampaio, entre muitos outros.

Amanhã realiza-se um almoço convívio na Cantina Universitária em Lisboa e inaugura-se a Exposição "100 DIAS QUE ABALARAM O REGIME", pelas 11H30, no átrio de entrada da Reitoria. Procede-se ainda ao lançamento do catálogo da referida exposição, com documentos, fotografias e textos de alguns intervenientes.

Também amanhã, mas às 17H30, terá lugar uma Sarau na Aula Magna, em que actuarão, entre outros, o Coro Universitário, João Afonso num momento de homenagem ao Zeca e o Grupo Jurídico de Canto e Guitarra de Coimbra interpretando Adriano.

Um dos momentos de combate contra o Regime Salazarista, que marcou pela sua influência nos anos seguintes e nos protagonistas que fez emergir. Num contexto em que a Guerra Colonial já era uma realidade e devido à participação de alguns dos intervenientes na crise académica terem sido castigados com a ida para a frente de combate. Algumas marcas desta efeméride já foram assinalados AQUI.

Um acontecimento que marcou a memória coletiva dos intervenientes diretos e deixou muitas marcas ao longo do tempo.

A.A.B.M.

sexta-feira, 12 de março de 2010

I ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDANTES - 48 ANOS DEPOIS


"Passam, nos dias 9 a 11 de Março, quarenta e oito anos sobre a realização do I Encontro Nacional de Estudantes, [Era já antiga a aspiração da reunir os estudantes à escala nacional, como se pode conferir do frustrado projecto da realização, em 1945, do I Congresso dos Estudantes Portugueses, da iniciativa da Direcção da A.A.C., presidida por Salgado Zenha] que abriu as portas à chamada 'Crise Académica de 62' e inicia uma brutal repressão sobre o movimento estudantil e particularmente sobre os estudantes universitários de Coimbra e a Associação Académica, em cuja sede se realizou.

Muito embora sejam várias as abordagens escritas destes acontecimentos, a verdade é que elas se baseiam em testemunhos indirectos ou em documentos, em especial comunicados da época, mas nunca, no que a Coimbra se refere, a quem os viveu por dentro e deles foi, em certa medida, seu actor.

Enquanto dirigente da A.A.C., vivi intensamente estes acontecimentos e deles venho, hoje, dar curta memória ..." [continuar a ler o TEXTO, autoria de José Augusto Rocha, AQUI]

via CAMINHOS DA MEMÓRIA

J.M.M.

domingo, 25 de março de 2007

A CRISE ACADÉMICA DE 1962



"Faz hoje 45 anos, milhares de estudantes revoltaram-se. Marcelo Caetano solidarizou-se com eles, pela autonomia da universidade. Jorge Sampaio e alguns dos principais líderes em Lisboa, Coimbra e Porto contam como viveram esse dia e a influência que a luta teve na sua vida (...)

Mentiras ministeriais, agressões brutais da polícia, humilhação inflingida ao reitor, que mantinha relações cordiais com os dirigentes associativos - está constituído o caldo de cultura explosivo que vai baptizar politicamente milhares de jovens estudantes portugueses.
Nos três meses de agitação que se seguem e nas ondas de choque que se repercutem pelas vidas de muitos deles - 150 perdem o ano, muitas centenas são presos, vários torturados, 43 expulsos do sistema de ensino, numerosos chamados à tropa - forja-se uma nova geração que prepara o fim do Estado Novo ...
"

[Adelino Gomes, in Crise de 62 contada pelos que a dirigiram, jornal Público (P2), 24/03/2007 - sublinhados nossos. Foto do jornal Público, com a devida vénia]

J.M.M.