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quarta-feira, 16 de julho de 2014

A MEMÓRIA FAMILIAR DO CONTRA-ALMIRANTE JAIME DANIEL LEOTTE DO REGO


Jaime Daniel Leotte do Rego, Contra-Almirante e Chefe da Divisão Naval Portuguesa, é um daqueles nomes que não se esquece e cuja história se reflecte em inúmeras entradas de enciclopédia, referências bibliográficas, memórias, jornais... Na imprensa por exemplo, são muitas, quase incontáveis, as referências ao Contra-Almirante Leotte do Rego, à sua intervenção na instauração da República, ao seu papel após o 5 de Outubro, e até mesmo ao que sucedeu durante a Primeira Guerra Mundial, visto que ocupou lugar cimeiro na Marinha Portuguesa, não sem depois ter caído em desgraça, aquando da chegada ao poder de Sidónio Pais.

Não se poderá afirmar que é uma figura amada por todos. Por certo é admirada por muitos. Mas as grandes personagens da História não reúnem consensos. São polémicas e duradouras. E Luís Leote, seu neto, sabe bem como o seu avô foi importante, assim como sabe das suas tristezas, problemas, resoluções e ambições. É um pouco dessa história, esse lado menos conhecido, que aqui se partilhará, tanto quanto, no futuro, se mencionará a memória e a história de seus dois filhos, Jaime Daniel e Luiz Daniel, ambos capitães de cavalaria e ambos membros do Corpo Expedicionário Português.

Como bem refere Luís Leote, a espada de seu avô e as suas condecorações encontram-se expostas no Museu da Marinha. Foram objectos ofertados pela família ao museu, e assim, encontram-se há anos num domínio mais público. Naquele domínio, onde circulam as notícias e as entradas de dicionário. Ainda assim, existem sempre objectos que nos surpreendem, pela sua aparente insignificância material cheia de história. Demonstram ainda um grau de intimidade que nos permite vislumbrar facetas da vida de alguém que não conhecemos pessoalmente, à qual não temos vínculos afectivos, mas do qual lemos e sobre o qual aprendemos… E dessas facetas os livros tantas vezes não nos falam.

Nessa perspectiva, o seu neto trouxe até nós três magníficos objectos, todos diferentes, todos representativos de momentos da vida do Contra-Almirante, momentos de vida mais ou menos conhecidos. Assim, Luís Leote revela-nos o gosto tão pessoal pela pintura que tinha seu avô, trazendo-nos um quadro de sua lavra, e que hoje faz parte do conteúdo expositivo que se encontra na sala do seu familiar. É igualmente com orgulho, e com a consciência de revelar uma imagem congelada de um momento histórico, porém triste para o Contra Almirante, que Luís Leotte nos apresenta uma fotografia. Uma simples fotografia que nos revela dois homens, um com farda do Exército, outro com a da Marinha. Juntos, com ar abatido mas firmes e resolutos, encontram-se, à direita, Leotte do Rego e à esquerda, Norton de Matos. Amigos de longa data, são aqui fotografados no dia em que foram forçados a partir para o exílio, poucos minutos antes de embarcarem num navio inglês, rumo a outras terras, outras vidas, outras gentes. Sidónio Pais tinha chegado ao poder e, como consequência, não mais existia em Portugal lugar para estes dois republicanos, que se tornaram assim estrangeiros em locais como a cidade de Paris.

Por fim, e lembrando exactamente esses tempos de exílio, um singelo cartão-de-visita. Talvez não tão singelo se observarmos todos os títulos que contêm. Mas esconde este pequeno pedaço de papel uma realidade sombria na vida do Contra Almirante. Como não possuía nenhuma fortuna, teve Leotte do Rego de aceitar empregos diversos, para conseguir o sustento essencial, e entre eles contou-se o de venda de enciclopédias ao domicílio. Este era o cartão-de-visita que o mesmo apresentava nesses momentos. As iniciais que se seguiam ao nome do avô, refere Luís Leote, significavam “Knight Commander of the Bath”, título com que foi agraciado pela influência do Príncipe de Battenberg, de quem se tornara amigo e oficial às ordens, quando da visita de Eduardo VII a Portugal. Concessão de dignidade essa que lhe permitira utilizar o título de “Sir”.

Estas são histórias que ficaram encerradas na memória familiar e que, agora, por ocasião das evocações do Centenário da Grande Guerra, Luís Leote nos trouxe, sobre aquele que, para si, para lá da figura pública e quiçá mediática no seu tempo, é simplesmente o seu avô.” [Margarida Portela (I.H.C./FSCH-UNL), LER/VER TUDO AQUI]

FOTO: Norton de Matos e Jaime Leote do Rego; TEXTO: Margarida Portela (I.H.C./FSCH-UNL), retirado do site Portugal 1914.org, com a devida vénia - sublinhados nossos]

SOBRE Jaime Daniel Leote do Rego ver NOSSA bibliografia AQUI

J.M.M.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

14 DE MAIO DE 1915



A revolta de 14 de Maio de 1915, começou por ser uma tentativa de reposição da Constituição de 1911, levada a efeito por um conjunto de militares que vão ser conhecidos como os Jovens Turcos, entre eles destacavam-se Álvaro de Castro, Freitas Ribeiro, Sá Cardoso, entre outros. Este grupo procurava acabar com a ditadura do General Pimenta de Castro, que tinha chegado ao poder ao fracasso das iniciativas governativas lideradas por Bernardino Machado (10-02-1914 a 11-12-1914) e por João de Azevedo Coutinho (12-12-1914 a 25-01-1915) que enfrentou graves problemas como o denominado “movimento das espadas”, quando os militares de várias unidades pelo País, numa atitude de protesto, devido à transferência do então major João Carlos Craveiro Lopes da Figueira da Foz para Lisboa a pedido dos líderes locais do Partido Republicano Português, entregaram aos superiores hierárquicos, as suas espadas e criando assim um ato de indisciplina contra a transferência deste camarada de armas. O Governo liderado por Vítor Hugo Azevedo Coutinho ficou conhecido como Os Miseráveis, e segundo Rocha Martins, era extremamente impopular. Era então presidente da República Manuel de Arriaga, que, secretamente, estabeleceu um acordo com o general Pimenta de Castro. Este, entretanto, em 28 de Janeiro de 1915, inicia uma ditadura que conduziu ao encerramento do Parlamento, iniciou uma encarniçada perseguição aos republicanos desafectos do regime e passou a proteger muitos dos monárquicos. Curiosamente, este governo liderado por Pimenta de Castro “foi bem recebido pela comunidade internacional, particularmente pela Inglaterra e pela Espanha”, conforme assinala Noémia Malva Novais.

Por outro lado, o Partido Republicano Português (vulgo Democrático) organizou um congresso no Palácio da Mitra, em Lisboa, em 4 de Março de 1915, declarou o presidente Manuel de Arriaga e o governo instalado, como fora da constitucionalidade vigente e, portanto, apelou à participação das populações para resistir aos desmandos governativos e organizar revoltas para derrubar o governo de então.

Devido ao aumento do descontentamento popular com o governo de Pimenta de Castro, na madrugada de 14 de maio de 1915 desencadeou-se um grande alvoroço nas ruas de Lisboa. Membros da Carbonária, militares da GNR e do Exército, totalizando, mais de 7000 homens, ocuparam o Arsenal da Marinha, seguindo-se tiros de artilharia do cruzador "Vasco da Gama", no Tejo, às ordens de Leote do Rego, e de outras embarcações de guerra. Leote do Rego, como comandante da insurreição na Marinha, e força principal na revolta, sustentou um importante duelo de artilharia. Esta guarnição, apoiada pelos navios de guerra ancorados no Tejo defenderam o Arsenal do ataque do Regimento de Infantaria n.º 16, comandado pelo coronel Gomes da Costa. Álvaro de Castro fora para Santarém para suster uma eventual ida de tropas fiéis ao governo para Lisboa.

A revolução, que durou até dia 19 fez cerca de 200 mortos e mais de 1.000 feridos, conseguiu a demissão do governo do general Pimenta de Castro e a nomeação de um governo do partido democrático chefiado por João Chagas, que não tomou posse por ter sido ferido com 3 três tiros por um senador de um outro partido republicano. Os tiroteios foram inúmeros e acesos em Lisboa. No Porto registaram-se dois mortos e mais de duas dezenas de feridos e noutras capitais de província também se registaram alguns confrontos menores. Apesar das tréguas na tarde de 14, só três dias depois, a 17, o fogo acabou.

Na capital foi de grande importância a actuação dos revolucionários civis. O governo, que procurara protecção no Quartel do Largo do Carmo, perante a desproporção de forças que não estava a seu favor demitiu-se ao fim da tarde de dia 14. Assistiu-se, durante essa revolta a uma vaga de assaltos a estabelecimentos comerciais.

A 14 de Maio formou-se logo uma Junta Revolucionária, que era presidida por João Pinheiro Chagas (que vinha de Paris e fora convidado a formar executivo na fronteira portuguesa), à frente de um governo onde pontificavam, entre outros, José de Castro, Paulo Falcão, Francisco Costa, Teixeira de Queiroz, Manuel Rodrigues Monteiro, José Jorge Pereira, Sebastião de Magalhães Lima e Tomé de Barros Queirós. Este movimento revolucionário de 14 de maio de 1915 motivou também a demissão do presidente Manuel de Arriaga, substituído pouco tempo depois em eleições por Teófilo Braga.

Durante a revolta, João Chagas, indigitado para chefe do governo, foi atingido a tiro no Entroncamento, pelo senador João José de Freitas, ficando gravemente ferido e cego de um olho. O agressor foi linchado pela multidão

Bibliografia Consultada:
- David Ferreira, “Catorze de Maio”, Dicionário de História de Portugal, vol. II, org. Joel Serrão, Livraria Figueirinhas, Porto, 1992, p. 25-26;
- Noémia Malva Novais, João Chagas. A Diplomacia e a Guerra (1914-1914), Minerva História, Edições MinercaCoimbra, Coimbra, 2006;
- Rocha Martins, Pimenta de Castro, Oficinas Gráficas do ABC, Lisboa, s.d.

Também sobre este assunto consultar o texto disponível no link que se segue:
http://aviagemdosargonautas.blogs.sapo.pt/1492159.html


A.A.B.M.

domingo, 29 de maio de 2011

JAIME DANIEL LEOTE DO REGO


Figura grada da nossa Marinha e político da 1º República, nascido em 1 de Dezembro de1867 em Lagos e faleceu em Lisboa a 26 de Junho de 1923. Era filho de António Silvestre do Rêgo, funcionário do Governo-Civil de Faro e de Júlia Leote, também de Lagos, daí ter nascido o apelido composto de Leote do Rêgo. Casou com Amélia da Costa Trancoso de quem teve cinco filhos.
Fez o curso da Escola Naval entre 1885-1887 e como guarda-marinha, em 1890, comandou pela primeira vez uma lancha canhoneira. Promovido a primeiro-tenente em 1894 e a capitão-tenente em 1906.

Foi responsável por várias missões de reconhecimento nas colónias portuguesas, em especial de Moçambique. Também no desempenho das suas funções envolveu-se em vários confrontos militares, com destaque para os combates com os Manganjas, em Quelimane, onde em 1888, obteve a condecoração de oficial da Ordem de Torre e Espada. Serviu ao lado de António Ennes, de quem foi secretário particular. Em 1890, durante o período do Ultimato Inglês, foi encarregue de defender a manutenção da soberania portuguesa nas águas do Rio Chinde.

Aderiu ao franquismo, durante o consolado de João Franco e, no Partido Regenerador Liberal, foi eleito deputado. Estreia-se no Parlamento em 1907, com um longo discurso realizado em 21 de Fevereiro, onde defendeu a posição dos militares portugueses em África e condenou a centralização político-administrativa que se fazia sentir sobretudo em Moçambique.

Em Maio de 1901, estava colocado na Divisão Naval do Índico, com a patente de 1º tenente da Armada .

Foi governador colonial de São Tomé e Príncipe entre 13 de Junho de 1910 e 7 de Agosto de 1910, ainda no período da Monarquia. Com a implantação da República aderiu ao novo regime e foi convidado a ocupar idêntica função na mesma colónia entre 14 de Junho de 1911 e 24 de Dezembro de 1911.

Participa na reunião da Liga Naval, realizada em 21 de Outubro de 1912, para discutir o programa da comissão patriótica e defesa nacional, onde discursa defendendo a escolha do general Ferreira do Amaral. Foi ainda proposto para membro da comissão executiva da referida comissão, juntamente com António Pereira de Matos, Sá Cardoso, Victorino Pereira Garcia, Santos Fradique, Rodrigues Simões, Manuel Emídio da Silva e Álvaro de Lacerda.

A partir do seu regresso de São Tomé foi um dos grandes apoiantes da intervenção portuguesa na Guerra Mundial e alinha ao lado de Afonso Costa a partir de 1913. Em 23 de Dezembro de 1913 foi nomeado para Director dos Serviços e Instrução de Tiro.

Participa de forma activa na restauração do regime democrático após a interrupção provocada pela ditadura de Pimenta de Castro no golpe de 14 de Maio de 1915. Nesse ano procurou organizar os serviços de contra-espionagem portugueses.

Por Portaria de 5 de Julho de 1915, foi criada a Divisão Naval de Defesa e Instrução comandada por Leote do Rego, e a que estavam agregadas as seguintes unidades: o Cruzador-Couraçado Vasco da Gama e por outras unidades, entre as quais o submersível Espadarte. Neste ano foi eleito deputado por Lisboa, bem como em 1919.

Em 23 de Fevereiro de 1916, Leote do Rego foi o responsável por comandar a operação de apreensão dos barcos alemães que estavam nos portos portugueses, acto que conduziu à declaração de guerra dos germânicos a Portugal e à entrada efectiva de Portugal na I Guerra Mundial. Recorde-se que Jaime Daniel Leote do Rego era comandante da Divisão Naval de Defesa e dela resultou a apreensão de cerca de setenta barcos alemães.

Esteve exilado em Paris, devido aos acontecimentos de 5 de Dezembro de 1917, que conduziram Sidónio Pais ao poder, regressando ao nosso país, a 2 de Março de 1919 . Durante a sua ausência viu a sua casa assaltada, os bens destruídos e sofreu ataques pessoais que o feriram na sua honra. No regresso foi recebido de forma calorosa pelos apoiantes e tendo realizado um comício improvisado no momento.

Em 1919, foi um dos participantes na sessão de homenagem realizada a Sebastião de Magalhães Lima, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, organizado pela Liga Mocidade Republicana.

Ainda neste ano (Junho de 1919) foi dolorosamente surpreendido pela morte do filho, Pedro Leote do Rego.

Em 1922 foi eleito deputado pelo círculo de Angola.

Deixou várias obras publicadas:
- Plano hydrographico da bahia do Mocambo [ Material cartográfico] : Província de Moçambique : Costa Oriental d'África / Levantado, em 1888, por Francisco Corrêa Leotte, conductor d'obras publicas, e J. D. Leotte do Rego, Guarda-marinha ; L. Couceiro, red. e des. ; Carvalho gr. . Lisboa : Comissão de Cartographia, 1890.
- Planta hydrographica da Barra de Quelimane [ Material cartográfico] : Provínvia de Moçambique : Costa Oriental d'Africa / Commissäo de Cartographia ; levantado em Dezembro e Janeiro de 1891 e 1892 pelo 2o tenente J. D. Leotte do Rego. Lisboa : Ca Nac. Editora, 1893.
- Plano hydrographico da barra e curso do rio Macuse [ Material cartográfico] : Província de Moçambique : Costa Oriental d'Africa / Commissão de Cartographia ; levantado de Maio a Julho de 1892 por J. D. Leotte do Rego, 2o tenente da armada ; G.
Paul Maedicke, lth. [Lisboa] : C[ompanhi]a Na[ciona]l Editora,, 1893.
- Protecção ao pessoal da Marinha Mercante : sua utilisação para a constituição de uma reserva naval / memória apresentada J. D. Leotte do Rego. Lisboa : Typ. do Commercio, 1902.
- Reconhecimento hydrográphico da barra e porto de Angoche [ Material cartográfico : província de Moçambique / Commissão de Cartographia ; levantado sob a dir. de Leotte do Rego, [ Material cartográfico : província de Moçambique / Commissão de Cartographia ; levantado sob a dir. de Leotte do Rego. [Lisboa] : C.C., 1904.
- Plano hidrográfico do porto de Moçambique [ Material cartográfico : província de Moçambique / Commissão de Cartographia ; estudos feitos sob a direcção do Comte. Leotte do Rego. [Lisboa] : C. C., 1904.
- Plano hydrographico da barra e porto da Beira na foz do rio Punque [ Material cartográfico / Leotte do Rego... [et al.]. Lisboa : Comissão de Cartographia, 1904.
- Guia de navegação : carta de Moçambique : supplemento 1904, 1905, 1906 / Leotte do Rego. Lisboa : Imprensa Nacional, 1907.
- Situação presente de Portugal como potencia maritima / Leotte do Rego. Coimbra : Imprensa da Universidade, 1910.
- Carta aberta aos ilustres deputados da nação / Leote do Rego. Lisboa : Of. da Ilustração Portugueza, 1912.
- Marinhas / Jayme Leotte do Rego. Lisboa : Typ. da Livr. Ferin, 19 .
- O culto da bandeira / Jaime Daniel Leote do Rego. Lisboa : Livr. Ferin, 19 .
- A todo o panno! : em S. Tomé e Príncipe. Verdades e factos / Leote do Rego. - Lisboa : Tip. Commercio e Industria, [s.d.].

Colabora em várias publicações, onde se destaca A Montanha, Porto, 1911-1936; no Século, de Lisboa, A Vitória, de Lisboa, 1919-1922, nos Anais do Club Militar Naval.

No dia 2 de Março de 1913, realizou uma conferência na Figueira da Foz, sobre a questão da defesa nacional.

Em 1912 foi iniciado na Maçonaria, com o nome simbólico Pêro de Alenquer, na Loja Elias Garcia de Lisboa.

Nota de algumas actividade de Leote do Rego:

- “O problema colonial. Situação deplorável de S. Tomé e melhoramentos de que necessita.”, Republica, Lisboa, 17-04-1912, Ano II, nº 451, p. 2, col. 2-3 [Entrevista feita a Leote do Rego que tinha sido governador da província já durante a República].
- “Política e Marinha”, Republica, Lisboa, 21-04-1912, Ano II, nº 458, p. 1, col. 6, 7 e p. 2, col. 1. [Conferência feita no Grémio Republicano da Alcântara, em sessão presidida por S. Magalhães Lima, realizada no dia 20 de Abril de 1912]
- “A Eterna Questão- A “escravatura” em S. Tomé e Princípe”, Republica, Lisboa, 13-06-1912, Ano II, nº 508, p.1, col. 6 e 7.
Entrevista de Leote do Rego a Norberto de Araújo para A Manhã, 7 de Março de 1919, Ano III, nº 700, p. 2, col. 3.

Uma figura de relevo da República, polémica, militar respeitado e personalidade forte, em especial a partir da I Guerra Mundial.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:
- MARQUES, A. H. de Oliveira, Dicionário de Maçonaria Portuguesa, Vol. II, Editorial Delta, Lisboa, 1986, p. 1210-1211
- MARQUES, A. H. de Oliveira (Coord.), Parlamentares e Ministros da 1ª República (1910-1926), col. Parlamento, Edições Afrontamento, Porto, 2000, p. 365-366;
- OLIVEIRA, Maurício de, Leotte do Rego. Uma vida ao serviço da Pátria e da Marinha, Editora Marítimo-Colonial, Lisboa, 1967.
- RAMOS, Rui, "Jaime Daniel Leote do Rego", in Dicionário Biográfico Parlamentar (1834-1910), Coord. Maria Filomena Mónica, vol. III (N-Z), Col. Parlamento, ICS/Assembleia da República, 2006, p. 427-428.

A.A.B.M.